
segunda-feira, 25 de maio de 2009
segunda-feira, 18 de maio de 2009
Nibal: símbolo d´Acendura, leão (verdadeiro) da Lourinhã
O Sr. Jorge, à parte de ser um óptimo cozinheiro, é um homem afável, um orgulhoso “Filho da Escola” que serviu na Marinha Portuguesa. Avô babado, é também coleccionar de vinhos e de bebidas licorosas, um incansável lutador contra a crise e um adorador inquestionável do seu cão. Sempre lamenta não ter condições para mexer o animal, as pernas não lhe permitem e isso torna-o amargo. São muitas as histórias que conta acerca dos seus Pastores Alemães, algumas são tão extraordinárias, que poucos aceitam a sua veracidade. E isto apesar do relato ser sentido e empolgante. 
Uma "Amora" de se ver e chorar por mais
Fim-de-Semana de 16 e 17 de Maio
segunda-feira, 11 de maio de 2009
::: Escalonamento da matilha escolar na Acendura Brava :::
A nossa prim
O sentimento territorial do CPA é a nossa quarta razão, até há por aí quem diga ser el
A necessidade do robustecimento funcional é a quinta razão da nossa opção, especialmente entre as raças menos propensas ao exercício físico e cuja velocidade funcional é inadequada, ( + de 10 segundos aos 100 mts.). Como o melhor exemplo para um cão é outro cão, isto se buscamos respostas tangíveis às naturais e porque os cães são competitivos entre si, os molossos que treinamos, acabam por evidenciar qualidades atípicas ou mais-valias, que há partida, seriam impensáveis ou inacessíveis a cães dessa natureza. Por esta razão, os nossos Rottweilers; Serras; Terras Nova e tantos outros, acabam por evidenciar qualidades muito para além das descritas no seu estalão. É comum vê-los a subir escadas de 5,40 mts. ou a atingir velocidades de 5mts/s. Aqui, a incompatibilidade somática que gera a rivalidade entre as raças não é alheia aos benefícios do trabalho alcançado. É importante não esquecer que o líder e o mestre devem ir na frente e isso é tarefa que o Pastor, desempenha cabalmente.
Sábado, 09 de Maio - Recuando na História para fazer o futuro


Domingo, 10 de Maio - Alargar horizontes no meio do nevoeiro
segunda-feira, 4 de maio de 2009
::: A história dos 3 Amigos ou o destino do Kasan :::
A HISTÓRIA DOS 3 AMIGOS OU
O DESTINO DO KASAN:
Esta é uma história sem um final feliz, nenhum dos seus intervenientes o teve, nada ficaram a dever à sorte.
Estamos no princípio da década de 40 do século passado, altura em que as espanholas adornavam os clubes nocturnos de Lisboa e Porto, foragidas da Guerra Civil e apostadas na sobrevivência. Nunca se ouviu tanta cantilena castelhana, as castanholas pareciam vir para ficar e a promiscuidade tornava-se bênção. O país tacanho invadia-se de lascívia, o “portunhol” sobrevoava o fumo dos cigarros e grassava a caça às senhoritas. Os muitos “olés” que se ouviam, eram explosões de pasmo e de desejo incontido, gritos de liberdade sobre quem fugia à guerra. Amores distantes, agora à mão, apaixonavam os mais ardentes, e por meia dúzia de tostões, transpunha-se a fronteira, quebravam-se as barreiras, levantava-se o ginete lusitano.
Para os jovens estudantes universitários abastados, vindos da província, esta agitação era um el dorado, uma hipótese de descobrir novos mundos, de demonstrar a supremacia portuguesa e a sua valentia, ainda que num quarto cheio de percevejos e com uma companheira que não parava de fumar. Ao redor das nuestras hermanas, muitas amizades perduraram, graças à cerimónia iniciática que funcionou como recruta. Assim foi o caso de três amigos, um estudante de arquitectura, um de medicina e outro de direito, que entrincheirados no mesmo desejo, se transformaram em irmãos. Quando as espanholas partiram, a sua amizade continuou, tornaram-se íntimos uns dos outros por força dos interesses comuns. Casaram e descasaram, viveram mil aventuras, e quando chegaram à meia-idade, tornaram-se vizinhos num lugarejo perto de Bucelas, proprietários de casas rústicas que embelezaram a seu gosto, sem destruir a traça original. Um deles chegou a constituir matrimónio por seis vezes, tratando as ex-companheiras com a maior deferência e com os devidos reparos legais.
Quando chegaram à idade da reforma, por unanimidade, tal qual confraria, cada um deles decidiu ter um cão. Foram a um criador e adquiriram três cachorros da mesma ninhada, três Lobos da Alsácia. Os bichos tornaram-se seus iguais, e em tudo eram idênticos. Não seria exagero dizer que se constituíram em seus confidentes, apesar do desaprovo das suas companheiras e da reprovação popular, mais acostumada aos burros e às vacas do que a reis de quatro patas. Como alunos de faculdade para a terceira idade, também como fisioterapia, levaram os seus cães à Escola e apostaram no seu adestramento. E sabem que mais? Não, não defraudaram, conseguiram educar os seus companheiros e levar a sua tarefa até ao fim, revivendo no treino o que a vida insistia em roubar-lhes. Os condutores mais novos adoravam-nos, ouviam as suas histórias e aprendiam com a sua experiência - eram os seus heróis.
Da 2ª Guerra, por contacto com os súbditos de Sua Majestade, a Rainha de Inglaterra, herdaram o hábito do five o’clock tea, bebendo caprichosamente chá de hortelã-pimenta com leite. O cerimonial acontecia debaixo de um pinheiro manso, circundado por uma pedra de mó que lhes servia de mesa, numa claridade distante das cinzentas abadias inglesas. Para além do chá, habituaram-se ao cachimbo e ao lenço de seda por debaixo do casaco. Eram na verdade uns autênticos dandies.
No ritual do chá punham em dia as suas conversas, comentavam as tendências sociais e falavam dos seus anseios e preocupações. Certo dia veio à baila o destino a dar aos cães, caso os animais lhes sobrevivessem. Apesar de acesa discussão, não chegaram a nenhum consenso acerca do bem-estar futuro dos seus companheiros. Cada um pensava de modo diverso e cada opinião era de imediato contestada. O arquitecto foi o mais censurado, ouviu coisas que não esperava ouvir, porque defendia o abate do seu cão, logo após o seu falecimento. Chamaram-lhe egoísta e cruel, para além de outras coisas que só se dizem em privado aos amigos. Entendia ele, que ninguém estava à altura para o substituir na tarefa, que o animal iria sofrer horrores, e que morreria de desgosto. Que mais valia abatê-lo do que sujeitá-lo a tal sofrimento. O assunto nunca mais foi retomado, porque havia causado algum azedume entre eles.
Na década de 90 eram assíduos frequentadores dos Pub’s em S. Pedro de Sintra, porque ofereciam música portuguesa ao vivo, o ambiente era reservado e a clientela seleccionada. Ali ainda arranjaram alguns namoricos inconsequentes, particularmente enquanto esperavam que as baladas do Zeca Afonso, cedessem lugar às cantigas tradicionais. Eram generosos para quem os servia e as suas maneiras encantavam os demais. De cachimbo aceso e olhos penetrantes, tudo observavam, ainda que de modo descontraído e respeitoso.
Certa noite, como já vinha cedo hábito, rumaram a S. Pedro de Sintra. Comeram, beberam e cantaram até ao fechar das portas. Saíram inspirados e alegres, teimando em regressar às suas casas. Tinham vindo num só carro, no mesmo em que haveriam de regressar. Sentiam-se moços e libertos do peso dos anos. No regresso, porque a lua brilhava, decidiram abandonar a estrada principal, optando por uma secundária, mais fresca e de paisagem luxuriante.
Numa ponte estreita, o velho Rover despistou-se, os seus passageiros caíram ao rio, inanimados para sempre, num lugar onde “Judas perdeu as calças” e que dificilmente consta nos mapas: Ribeira dos Tostões.
Após os funerais, conforme vontade do seu dono, o cão do arquitecto foi abatido. Chamava-se Kasan e repousa debaixo da pedra de mó que servira de mesa para o five o’clock tea.
A viúva do médico entregou o cão do defunto a um dos seus pacientes, que morava no Sobral de Monte Agraço, para ser guardião de quinta. Quinze dias passados, o animal conseguiu moer o destorcedouro da corrente e rumou para casa. Morreu atropelado a 500 metros da porta donde havia crescido.
A viúva do advogado, que não nutria qualquer sentimento pelo cão do marido, teve dificuldades em se livrar dele, porque o bicho odiava estranhos e resistia a novas amizades. Acabou por o dar a um matilheiro que o destinou à batida do Javali. Enjaulado com mais cinco, o animal era atacado pelos demais, especialmente à hora da refeição. Pouco a pouco, a sua resistência foi quebrando, ficou famélico e transformou-se num inibido. Quando foi solto na batida, esgueirou-se aos outros e foi descansar junto a uma das “portas”, porque ouviu pessoas e procurava o dono. À passagem do Javali, debaixo da saraivada, tombaram os dois.
Esta é uma história real. Apenas se alteraram as profissões dos donos e os nomes de alguns lugares, por respeito aos seus intervenientes, homens e cães.
Sábado, 02 de Maio - Tratar do Presente e acautelar o Futuro
À sombra do nosso bangaló, comentou-se o texto "A história dos 3 amigos e o destino do Kasan". Porque importa clarificar os conteúdos de ensino para que a absorção cognitiva se torne mais fácil. Valemo-nos do texto para esse fim, realçando a necessidade de elementos neutros e a importância da família no processo de adopção canina.
A participação foi excelente e os resultados desejáveis. A temática recaiu sobre o futuro dos cães, considerando o objectivo central do adestramento e a possibilidade dos animais sobreviverem aos seus donos. Acautelar o futuro dos nossos cães é tarefa primordial. Os alunos devem acostumar-se a trazer um relógio e uma caneta, porque tal alivia a logística e evita maiores delongas.
Na parte prática tirou-se partido da integração das classes. A ênfase maior foi para à condução dinâmica e para a transição automática dos diversos andamentos naturais. Os obstáculos elevadores serviram como subsídios de ensino e os automatismos direccionais foram amplamente solicitados. Treinou-se também o transporte sobre obstáculos e o corte de corda, porque as condições climatéricas eram excelentes. O objectivo foi o de preparar os cães para o quotidiano, para além dos limites da pista, nas situações reais que enfrentam e onde a sua ajuda é necessária. F
A Pipa está em franca recuperação e o Pepe a caminho do "passeio da fama".
