sábado, 15 de julho de 2017

RANKING SEMANAL DOS TEXTOS MAIS LIDOS

O Ranking semanal dos textos mais lidos obedeceu à seguinte ordem de preferência:
1º _ OS FALSOS PASTORES ALEMÃES, editado em 24/02/2015
2º _ PASTOR DE SHILOH: SUPER-CÃO OU DECEPÇÃO?, editado em 23/01/2014
3º _ PASTOR ALEMÃO X MALINOIS: VANTAGENS E DESVANTAGENS, editado em 15/06/2011
4º _ O CÃO LOBEIRO: UM SILVESTRE ENTRE NÓS, editado em 26/10/2009
5º _ A CURVA DE CRESCIMENTO DAS DIVERSAS LINHAS DO PASTOR ALEMÃO, editado em 29/08/2013
6º _ O DIÁLOGO DOS SONS, editado em 08/07/2017
7º _ SERÁ O BOERBOEL UMA BESTA APOCALÍPTICA?, editado em 02/05/2015
8º _ O ESTRANHO ANÚNCIO DOS PASTORES ALEMÃES CASTANHOS, editado em 26/04/2013
9º _ O PESO DOS 4 MESES NO CÃO DO AMANHÃ, editado em 28/10/2010
10º _ “X” DE JARRETE DE VACA, editado em 25/07/2011

TOP 10 SEMANAL DE LEITORES POR PAÍS

O TOP 10 semanal de leitores por país ficou assim ordenado:
1º Portugal, 2º Brasil, 3º Estados Unidos, 4º Espanha, 5º Alemanha, 6º Índia, 7º Holanda, 8º Quénia, 9º Reino Unido e 10º Angola.

HOPE: PROVA DE FOGO À BEIRA D’ÁGUA

Este Sábado, dia 15 de Julho, a Hope, uma cadela SRD vermelha, na companhia do CPA Bor, foi sujeita a uma prova de fogo à beira d’água: permanecer quieta numa passagem de peões com o seu dono no lado oposto enquanto os carros passavam junto a um porto fluvial, desafio que venceu categoricamente e que indicia claramente o montante do seu potencial recém-descoberto, uma vez que ainda não completou um mês de aulas.
Visando o reforço do comando de imobilização atrás citado, a Hope foi ainda convidada para permanecer quieta e calada junto de um guitarrista de ocasião, músico que anuiu ao nosso pedido e que contribuiu assim para o nosso trabalho e bem da cadela.
O comando de “quieto” foi ainda tirado doutras situações e locais, com os donos controlando os cães à distância e distando deles de 3 a 6 metros, tanto de pé como sentados, em curtos espaços de tempo.
A Hope foi também iniciada na recusa de engodos, para grande pena sua, já que é naturalmente gulosa, pedinchona e abocanha tudo o que lhe aparecer pela frente. Pela frente teremos um árduo trabalho nesta matéria para a reeducar, dificuldades que não nos abalarão por não perderemos de vista o seu bem-estar e salvaguarda.
Assim se completou mais um dia de aulas, com a Sara Palmela a banhos, a Nana a servir às mesas e o Manuel Delgado a braços com o trabalho.

PIADA DA SEMANA: A SURPRESA DA LÂMPADA DE ALADINO

Uma senhora encontra uma lâmpada de Aladino, esfrega-a imediatamente e de pronto sai de lá um Génio. Olhando para ele, formula-lhe um conjunto de desejos: quero que o meu marido só tenha olhos para mim, que eu seja a única; que tome o pequeno-almoço, o almoço e o jantar sempre ao meu lado; que me toque logo que se levante; que não me deixe ir nem à casa de banho sozinha; que viaje sempre comigo; que sempre cuide de mim e nunca deixe de me contemplar; que quando me afastar por um segundo, fique logo desesperado e manifeste a falta que lhe faço e, que nunca me deixe só e que me leve com ele para toda a parte. E zás… a pobre coitada foi transformada num telemóvel! 

COM TODOS OS INGREDIENTES!

Numa rápida vista de olhos pela imprensa de língua inglesa relativa aos animais de companhia, permitida pela escassez do tempo que nos sobra, deparámo-nos com uma notícia bizarra no Huffington Post on-line, datada do dia 6 deste mês. Nela ficámos a saber que uma mulher, ainda por identificar, deixou abandonado numa das toiletes do Aeroporto Internacional McCarran em Las Vegas, um “teacup” Chihuahua, chamado de Chewy, com 3 meses de idade, acompanhado de uma nota onde explicava as razões que a levaram ao abandono daquele frágil animal (na foto abaixo).
Na nota fazia saber que fugia apressada de um relacionamento abusivo e que não tinha como pagar o embarque do pequeno cão, que o amava muito e que o seu namorado o havia pontapeado, necessitando provavelmente de cuidados veterinários, tudo escrito como se fosse o próprio cão a falar. Com estes ingredientes todos, o cachorrinho não demorou a ser adoptado, recebendo a sua história no Facebook muitos “likes” e não foram poucos os que se prontificaram para adoptá-lo. A história contada em nome do pequeno Chewy seria verdadeira ou forjada para disfarçar o seu abandono? Não sabemos e também pouco importa, porque a história teve um final feliz!  

OS PASTORES E EU

Penso que à partida teria mil e uma razões para não gostar de Pastores Alemães, mas depois de haver cerrado fileiras com eles, dificilmente optaria por outro cão ou cães. Bem sei que o Border Collie é muito disponível e possui uma excelente capacidade de aprendizagem, que o Malinois é um cão de extrema prontidão e decidido nas acções como poucos, mas nem um nem outro conseguem, isoladamente, substituir o centenário Pastor Alemão no binário valentia/travamento. Ao longo de décadas criei, importei e treinei cães desta raça dos mais variados canis, não houve nenhuma variedade cromática que não me tivesse passado pelas mãos e em todas vi uma nobreza de carácter que não esqueço e da qual sempre dei e continuo a dar testemunho. Hoje já não crio Pastores Alemães, conduzo cães alheios, tentando trazer-lhes para o presente as glórias do seu passado. O amigo postado na foto acima é um azul que me tem acompanhado nas últimas andanças, um “tenrinho” com muito para dar e encantar. Chegará o dia em que não conduzirei mais Pastores, espero que ele demore, porque certamente não será um dos mais felizes da minha vida. Até lá continuo em frente, movido por um entusiasmo juvenil que teimosamente ainda me mantém de pé.

quinta-feira, 13 de julho de 2017

ATENÇÃO ÀS GAIVOTAS!

Recebemos de um leitor o seguinte comentário que se reporta ao texto “GAIVOTAS: A MORTE QUE VEM DO MAR E PAIRA NO AR”, editado em 20/07/2015: “Foi com surpresa que no Domingo, dia 9 de Julho de 2017, por volta das 17 horas, me senti ameaçado por uma gaivota, quando contornava a Escola Secundária de Cascais. Só não passou da primeira fase, acima descrita, porque me abriguei por detrás de uma instalação metálica, espécie de quiosque que existe junto da porta da Escola. A penetração perigosa de gaivotas no interior de Cascais é um facto!”.
Julgamos que o atrevimento das gaivotas não se restringe somente às existentes em Cascais mas à generalidade da espécie por toda a parte, considerando a escassez da sua dieta tradicional e a consequente alteração dos seus hábitos alimentares. Se vai de férias para a orla marítima e leva consigo cachorrinhos ou cães miniatura acautele-se, para que não venham a ser raptados e despedaçados por uma gaivota como já sucedeu!

sábado, 8 de julho de 2017

RANKING SEMANAL DOS TEXTOS MAIS LIDOS

O Ranking semanal dos textos mais lidos obedeceu à seguinte ordem de preferência:
1º _ OS FALSOS PASTORES ALEMÃES, editado em 24/02/2015
2º _ PASTOR ALEMÃO X MALINOIS: VANTAGENS E DESVANTAGENS, editado em 15/06/2011
3º _ O AZEITRE PRÀS CARRAÇAS, editado em 24/06/2010
4º _ O CÃO LOBEIRO: UM SILVESTRE ENTRE NÓS, editado em 26/10/2009
5º _ SALTA A PULGA NA BALANÇA…, editado em 02/07/2017
6º _ HÍBRIDO DE CHOW-CHOW/PASTOR ALEMÃO: MÁQUINA OU DESASTRE?, editado em 11705/2016
7º _ BENDITAS SALSICHAS!, editado em 02/07/2017
8º _ CARACTERÍSTICAS E VANTAGENS DOS CÃES “COSTUREIRINHAS”, editado em 02/07/2017
9º _ A CURVA DE CRESCIMENTO DAS DIVERSAS LINHAS DO PASTOR ALEMÃO, editado em 29/08/2013
10º _ PRETO-AFOGUEADO E LOBEIRO: DOIS IRMÃOS DE COSTAS VIRADAS!, editado em 16/05/2014

TOP 10 SEMANAL DE LEITORES POR PAÍS

O TOP 10 semanal de leitores por país ficou assim ordenado:
1º Portugal, 2º Rússia, 3º Brasil, 4º Estados Unidos, 5º Reino Unido, 6º Angola, 7º Holanda, 8º Moçambique, 9º Alemanha e 10º Quénia.

PRESSENTIRÃO OS CÃES A MORTE DOS DONOS?

A pergunta acima foi-nos endereçada por um leitor assíduo deste blogue e muita gente gostaria de saber a resposta, já que há quem jure a pés juntos que o pressentimento da morte dos donos pelos cães é uma realidade insofismável. Não nos custa acreditar que os cães pressintam a morte das pessoas que lhe são próximas, já que detectam atempadamente a alteração dos níveis de açúcar no sangue, a ocorrência de ataques epilépticos e a existência de vários tumores nos seus donos, etc.. Apesar de aguardarmos inequívoca comprovação científica, mas perante aquilo de que os cães já deram mostra, aceitamos sem qualquer relutância que sejam capazes de pressentir a possível falência de um ou vários órgãos de quem lhes é querido, isto se entendermos a morte como uma alteração química. 

O DIÁLOGO DOS SONS

Os sons e os odores estão para os cães assim como as palavras e as imagens estão para nós. Se considerarmos a música como uma combinação de sons e silêncios capaz de despertar-nos emoções, então podemos também compreender a importância dos sons para a obtenção de diferentes respostas caninas, o que transforma a comunicação homem-cão num diálogo de sons que pode dispensar as palavras, verdade que não constitui qualquer novidade.
O que queremos trazer para a berlinda é a descoberta e uso de vários sons para o despoletar de vozes que os cães raramente usam ou resistem em usar (ex: bufar, ganir, gemer, ladrar, latir, rosnar e uivar) enquanto subsídios preciosos para os cães de utilidade e do mundo da ficção. Com isto não estamos a ir na peugada da “Tier-Sprechschule ASRA”, obra da Alemanha nazi, ao tempo localizada nos arredores de Munique (Leutenburg) e dirigida por Margarethe Schmitt, porque não estamos a querer ensinar aos cães uma língua alheia ou estranha mas a suscitar-lhes o desenvolvimento da sua própria linguagem que é por natureza emocional.
Todos já reparámos que alguns cães uivam ao tocar dos sinos ou quando ouvem sirenes, que muitos ladram quando ouvem algo anormal e que outros gemem perante fenómenos naturais tais como trovões e tremores de terra, o que realça a importância dos sons para o comportamento e desenvolvimento das “vozes” caninas que acontecem por resposta (os cães reagem de diferente maneira a palavras ou consoantes dentais, guturais, labiais e nasais).
Para a aquisição da “voz” ou “vozes” em falta há que descobrir primeiro a que tipo de sons o cão em questão é mais sensível, se aos sugeridos por imitação, se aos agudos, graves ou metálicos, considerando a sua intensidade, combinação, variação e ressonância. Uma vez redescoberto o cão ou desvendada a sua sensibilidade auditiva, ao som que lhe provoca a resposta, deveremos associar-lhe em seguida o comando verbal próprio para a obtenção da “voz” até ali em falta.
Considerando que alguns cães são pouco gulosos e/ou nasceram com fraco impulso ao alimento, insuficiência que dificulta a sua recompensa e consequentemente a sua aprendizagem, o diálogo binomial dos sons surge como um inescusável subsídio de ensino, o que torna o uso do “Método Clicker” indicado e por vezes indispensável para os cães mais sensíveis, menos solícitos e pouco curiosos. Estabelecer com o seu cão um diálogo de sons irá ajudá-lo a melhor conhecer e a comunicar com o seu cão.
Convém dizer que a omissão de uma ou mais vozes caninas é mais frequente nos cães ditos de raça, fruto da selecção operada em função da mais-valia ou benefícios procurados, supressão a que a consanguinidade e a endogamia obviamente não são alheias. Contrariando os esforços nazis nesta matéria, que não deverão ser desconsiderados pelos avanços que trouxeram, apraz-nos dizer que não são os cães que precisam de aprender a falar, são os donos que precisam de dar-lhes voz!

domingo, 2 de julho de 2017

BENDITAS SALSICHAS!

Há uns dias atrás, um casal de ingleses decidiu ir acampar para o noroeste de Inglaterra, para o Condado de Cumbria, para os picos circundantes ao Lago de Buttermere, levando consigo os seus dois inseparáveis Schnauzers miniatura. No meio da grossa neblina que se abateu sobre as colinas, o casal Liz e Graham Hampson perdeu de vista os seus amados cães. Inconformados, lançaram de imediato o alerta e contrataram equipas de montanha para resgatarem os desaparecidos no Red Pike, num total de 120 pessoas e dois drones.
Depois de 96 horas de buscas infrutíferas e de continuarem acampados naqueles bosques, os inconsolados e já desesperados donos decidiram cozinhar salsichas no último local onde os cães foram vistos, estratégia que resultou em pleno, já que eles apareceram alguns momentos depois, sendo caso para se dizer: benditas salsichas ou, nem só pela boca morre o peixe!

É MELHOR ANTES QUE DEPOIS!

Agora que a maioria dos centros de adestramento canino reconhece a importância da idade da cópia nos cachorros, que acontece aos 4 meses de idade e que decorre até aos seis, é de todo conveniente que não a desprezem e aproveitem em favor dum melhor entendimento entre homens e cães. Uma das metas que importa alcançar nesses 2 meses é a condução dos cachorros em liberdade, tarefa que não será difícil de alcançar porque nessa ocasião persistem em andar à nossa volta e a seguir-nos para todo o lado.
É melhor que isso aconteça antes dos 6 meses e não depois, antes da puberdade e não após, porque uma vez atingida a maturidade sexual dos cachorros, os seus interesses mudam, tornam-se mais robustos, mostram vontade própria, procuram alguma autonomia e oferecem maior resistência, factores que somados levá-los-ão à procura de novos desafios, desafios que nem sempre se coadunam ou completam na desejável cumplicidade binomial.
É óbvio que qualquer cão pode ser ensinado em qualquer idade, mas quando começou a treinar aos 4 meses de idade e chega aos 6 e ainda não anda em liberdade, descontraído e alinhado pelo dono, tal despropósito ficar-se-á a dever a uma ou à combinação das seguintes razões: liderança abusiva, ausente de ambição e desapegada dos protocolos correctos; carga horária de ensino insuficiente; ausência de recapitulação doméstica dos conteúdos de ensino; falta de vínculos afectivos com o dono ou ao possível desajustamento entre o método e o animal. Seja qual for a razão ou razões do logro, uma coisa é certa: o treino não surtiu o efeito esperado!

SALTA A PULGA NA BALANÇA…

No adro duma capela erigida num monte rodeado de pinheiros mansos e cujo santo é venerado há séculos, trabalhámos os nossos cães este fim-de-semana, ocasião que aproveitámos para o ensino da condução em liberdade e para a prática de percursos de evasão. E sobre a condução em liberdade, queremos dar os parabéns ao Sr. Manuel Delgado, porque já consegue conduzir assim o seu cachorro CPA negro “Blaze”, um infante que já ultrapassou os 60 cm de altura, que pesa agora 34.7 kg e que fez há dois dias atrás 5 meses de idade. Um dos exercícios propostos foi o do salto para dentro de um carro pela janela, onde o Sebastião se destacou por ser tão pequeno e ao mesmo tempo resoluto e atleta, lembrando em tudo uma pulga saltitona conforme podemos ver na foto acima.
Também a Hope, uma cadela SRD vermelha, adoptada e feliz, está a evoluir de vento em popa, não se furtando a qualquer exercício, já sendo hoje capaz de transpor muros de 130cm de altura. Como é naturalmente voluntariosa e adora o dono, bem depressa entrou também pela janela do carro (foto acima).
O Bor, o CPA Lobeiro de pelo comprido do Paulo Motrena, agora com 12 meses, já consegue fazer o salto em liberdade e sem qualquer tipo de ajuda do dono, emprestando ao movimento rara beleza no momento da suspensão.
No final dos trabalhos tirámos uma foto para mais tarde recordarmos estes momentos de cumplicidade com os nossos cães, companheiros que queremos ver aptos para os desafios do quotidiano e felizes na sua convivência connosco (como se pode ver a paisagem adjacente é paradisíaca). Resta dizer que trabalhámos naquele local cerca de 4 horas, subdivididas pelo trabalho e pelos momentos de supercompensação. Fica a promessa: havemos de ali voltar!

CARACTERÍSTICAS E VANTAGENS DOS CÃES “COSTUREIRINHAS”

Chama-se a um cão de guarda de “costureirinha” quando este, ao invés de se fixar num só ponto de mordedura, desfere vários ataques num reduzido espaço de tempo sem se deixar alcançar pelo seu opositor, tornando-se assim indefensável, imprevisto, cirúrgico e muito perigoso (talvez por causa de cães assim se passou da manga para as jardineiras e destas para os fatos completos). Ao contrário do que se pensa, estes ataques são defensivos e tornam-se eficazes perante as iniciativas e erros daqueles que defrontam estes cães, que ao actuarem em contragolpe impedem-lhes a defesa. Estes cães, porque arrancam em alta velocidade, são próprios para o derrube e nunca voltam de boca vazia, acabando por atingir os seus opositores onde as protecções não chegam ou são mais frágeis.
As fêmeas com fortes impulsos à luta e ao conhecimento, com pesos acima dos 28 kg e abaixo dos 34 são as que fornecem maior número de “costureirinhas”. No caso específico dos Pastores Alemães o fenómeno é mais visível nas fêmeas lobeiras ou de forte construção nessa variedade cromática. Entre os machos a ocorrência de animais com estas características é muito rara, porque o peso da dominância a isso obsta, já que é para ela que transitam os submissos pelo treino e nenhum muito-submisso conseguirá abraçar este desempenho.
Poderá condicionar-se um cão a comportar-se deste modo? É possível mas não é fácil, porque a tendência natural vai para o golpe único e para o encher da boca, já que não estamos a falar de cães que caçam à vista. Poder-se-á se o animal a condicionar for portador de um forte impulso ao conhecimento e tiver como objectivo mais agradar ao seu treinador que deleitar-se nas capturas. E para que nisso se mantenha, sempre irá necessitar de reavivamento uma vez que essa arremetida é-lhe artificial.
É importante não confundir a prestação de uma “costureirinha” com a de um cão medroso ou cobarde, o que infelizmente acontece amiúde, muitas vezes para salvar a pele e enganar papalvos, quando se vendeu um cão de má qualidade ou se isentou outro do trabalho contratado. Uma costureirinha (usamos o substantivo no feminino porque à excepção do Fila de S. Miguel e do Malinois poucos machos doutras raças alcançam esse desempenho) é um animal seguro e não medroso, não apresenta qualquer problema de sociabilização seja com quem for (animal ou pessoa), ignora os convites alheios, não demonstra ser agressivo, é extraordinariamente protector quando necessário e passa desapercebido por dar a ideia de ser pacato. Contudo, depois de estudar o seu opositor, é extraordinariamente rápido nas suas arremetidas e sempre acaba por encontrar-lhe uma zona de entrada para o ferir, recuando nos contra-ataques e avançando aquando do seu desarme.
Que vantagens apresentam os cães que atacam assim? As principais vantagens apontam para a sua salvaguarda, porque no combate corpo a corpo dificilmente são agarrados ou se deixarão agarrar. Por outro lado, o carácter imprevisível e a velocidade dos seus ataques impedem normalmente a sua defesa pronta e adequada. Do ponto de vista operacional, porque são também cães de derrube, são os ideais para a perseguição e captura de suspeitos, considerando a sua presumível inocência. Também enquanto cães policiais destinados à manutenção da ordem pública, porque ao não se fixarem num só golpe podem, quando atrelados, varrer uma frente de vários insurrectos protegendo assim o seu condutor.
Voltaremos a esta temática quando julgarmos oportuno ou quando alguém o solicitar.

sábado, 1 de julho de 2017

RANKING SEMANAL DOS TEXTOS MAIS LIDOS

O Ranking semanal dos textos mais lidos obedeceu à seguinte ordem de preferência:
1º _ OS FALSOS PASTORES ALEMÃES, editado em 24/02/2015
2º _ PASTOR ALEMÃO X MALINOIS: VANTAGENS E DESVANTAGENS, editado em 15/06/2011
3º _ O CÃO LOBEIRO: UM SILVESTRE ENTRE NÓS, editado em 26/10/2009
4º _ GAIVOTAS: A MORTE QUE VEM DO MAR E PAIRA NO AR, editado em 20/07/2015
5º _ SERÁ O BOERBOEL UMA BESTA APOCALÍPTICA?, editado em 02/05/2015
6º _ O GUARDA DAS GALINHAS, editado em 05/04/2014
7º _ PIADA DA SEMANA: PORQUE NÃO FICOU LÁ A FAZER AS VEZES DELE?, editado em 25/06/2017
8º _ HÍBRIDO DE CHOW-CHOW/PASTOR ALEMÃO: MÁQUINA OU DESASTRE?, editado em 11705/2016
9º _ NEM TUDO SÃO ROSAS!, editado em 28/06/2016
10º _ DEA 1.1 NEGATIVO: UM GRANDE NEGÓCIO, editado em 28/06/2017

TOP 10 SEMANAL DE LEITORES POR PAÍS

O TOP 10 semanal de leitores por país ficou assim ordenado:
1º Portugal, 2º Brasil, 3º Rússia, 4º Estados Unidos, 5º Holanda, 6º Reino Unido, 7º Quénia, 8º Moçambique, 9º Alemanha e 10º Irlanda.

sexta-feira, 30 de junho de 2017

TREINE-O MAS NÃO O MATE!

Apesar de raramente treinarmos os nossos cães com guloseimas, temendo engodos assassinos e preferindo o convite para a evasão juntamente com a felicitação como formas de recompensa, sabemos que este é o método mais usado nos tempos que correm e é-o por dispensar maiores requisitos técnicos aos agentes de ensino e também por ser do agrado dos cães, que na sua inocência ignoram ao que estão a condená-los.
Segundo fez saber o “The Telegraph”, na sua edição on-line do passado da 26 deste mês, muitas das guloseimas que estão a ser distribuídas aos cães no Reino Unido, Estados Unidos e Austrália, estão a causar-lhes graves problemas de saúde. Estes alimentos nocivos, invariavelmente usados no adestramento canino, são na maioria dos casos produzidos na China, muito embora os haja doutras proveniências.
Para além de a considerarmos contra-indicada, por ser indutora à eliminação dos cães, a distribuição de guloseimas está agora a envenená-los gradualmente, pormenor que os seus donos ignoram e que Samuel Johnson, grande vulto das letras inglesas do Século XXVIII, sintetizou na seguinte frase: “O inferno está cheio de boas intenções”. Fica o aviso e, guloseimas por guloseimas, mais vale que cada um fabrique as suas!

quinta-feira, 29 de junho de 2017

PARA QUANDO OS FILHOS?

Nas sociedades europeias e ocidentais, ainda que de forma tímida e experimental, os cães começam a acompanhar os donos nas suas idas para o trabalho, política que se saúda atendendo ao bem-estar dos animais, que necessitam de 3 a 5 horas diárias de atenção e aos benefícios que a sua companhia oferece.
Quanto aos cães, a justiça está ser feita e nada há a acrescentar. E quanto aos filhos? Não necessitarão eles de crescer ao lado dos pais ou continuaremos até como até aqui, a largá-los de manhã e a ir buscá-los à noite, somente a acordá-los e a deitá-los? Porque não os levamos para o trabalho como fazemos com os cães? Merecerão porventura menor cuidado?
Para Larissa Waters, Senadora do Partido dos Verdes no Parlamento Australiano, que está a escrever páginas futuras nos dias presentes, parece não haver dúvidas: o lugar dos filhos é ao lado dos pais, tanto em casa como no trabalho.
É bem possível que os cães nos causem menos incómodo  e façam-nos sentir mais confiantes e confortáveis do que os filhos, mas a quem deveremos devotar as nossas vidas: a nós mesmos, aos animais ou aos nossos filhos? Penso que todos sabemos qual é a resposta certa!
Para além da dissolução das famílias e da baixa taxa de natalidade que nos condena, o que sobra para as escassas crianças que vingam entre nós e que carecem do apoio familiar? Talvez um montão de actividades e um cão para as acompanhar! 

quarta-feira, 28 de junho de 2017

NEM TUDO SÃO ROSAS!

Uma pesquisa levada a cabo juntos dos hospitais norte-americanos pelo Tufts Institute for Human-Animal em colação com a Tufts University e publicada no “American Journal of Infection Control” deste mês, dedicada a avaliar dos possíveis riscos causados pelos cães de terapia em uso naquelas unidades de saúde, para além de concluir das melhorias físicas e psicológicas visíveis nos doentes humanos visitados, revelou lacunas nas políticas de segurança e saúde tanto dos pacientes como dos animais utilizados para aquele fim, já que muitas unidades hospitalares não respeitam as directrizes recomendadas para as visitas de animais.
De acordo com os resultados alcançados por este estudo, não se pode ignorar que há pessoas que são alérgicas aos animais utilizados, alguns deles sem o comportamento adequado e apresentando todos um risco potencial de doenças zoonóticas, risco este que aumenta quando os protocolos de saúde, higiene e lavagem das mãos são descuidados. Outro risco a considerar advém dos cães que comem pensos ou guloseimas de carne crua, muito mais sujeitos à contaminação com bactérias como a Campylobacter, Salmonella e Cryptosporidium, agentes patogénicos passíveis de comprometer a saúde de cães, pessoas e a dos doentes de débil imunidade.
Muitos dos hospitais entrevistados não consideravam até ao momento estes riscos, pelo que 4% dos hospitais e 22% das instituições de cuidados de saúde não tinha qualquer política ou prática de defesa contra isso e 16% dos hospitais e 40% dos lares de idosos requeriam apenas dos cães um único para sempre válido registo de saúde, apesar de 82% dos hospitais e 98% dos lares de idosos aceitarem no interior das suas instalações cães de terapia (os restantes apenas aceitavam cães de serviço).
E os dados continuam: 26% das unidades atrás referidas não exigiram um certificado de saúde aos cães que usaram como terapia; 70% consentiu na entrada de animais que se alimentavam de carne crua; 26% não solicitaram especificamente um teste fecal aos cães; 7% não tinham como requisito a vacinação anti-rábica; 66% dos cães utilizados não se encontravam credenciados pelas entidades reconhecidas para tal e mais de metade dos que exigem testes de comportamento optaram por chamar sempre os mesmos cães. Como o estudo foi limitado na sua amostra, este deverá servir de embrião para outros sujeitos à mesma temática.
Obviamente que saudamos com imensa alegria a entrada dos cães de terapia nas unidades de saúde humanas, considerando os seus benefícios para o bem-estar e recuperação dos pacientes, como acontece já hoje nos Estados Unidos, mas lá como cá, há que minimizar os riscos para a saúde de ambos. Oxalá o nosso permissivo País, hábil a correr atrás do prejuízo, aprenda com os erros dos outros e não enverede pela mesma balda.
E já agora, cuidadinho com os cãezinhos a quem franqueamos a entrada nas nossas casas e com as mãozinhas lavadas depois de mexermos nos alheios, isto se tivermos crianças pequenas, cães, cachorros ou ninhadas, para já não falarmos na confecção da comidinha que sempre exigiu mãos bem lavadas e várias vezes, quer se use luvas ou não, já que doença não é saúde e porcaria condimento!