sexta-feira, 27 de dezembro de 2019

PIADA PARA O FIM-DE-SEMANA: PARA VER O QUE É BOM PARA A TOSSE!

Noite após noite, uma loira já não tolerava o cão do vizinho. Com o marido a dormir e farta de ouvir o animal a ladrar incessantemente, levanta-se da cama num ápice e sai disposta a resolver o problema de uma vez por todas. De um momento para o outro, o ladrar do cão torna-se ensurdecedor, ao ponto de acordar o marido, que ao ver voltar a mulher perguntou-lhe o que tinha ido fazer lá fora. Furibunda, a loira respondeu-lhe: “Trouxe o cão do vizinho para o nosso quintal para ele ver o que é bom para a tosse! (1)
(1)Locução que significa experimentar as consequências de procedimento incorrecto ou erróneo sobre o qual foi advertido.

RANKING SEMANAL DOS TEXTOS MAIS LIDOS

O Ranking semanal dos textos mais lidos obedeceu à seguinte preferência:
1º _ HÍBRIDO DE CHOW-CHOW/PASTOR ALEMÃO: MÁQUINA OU DESASTRE?, editado em 11/05/2016
2º _ OS FALSOS PASTORES ALEMÃES, editado em 24/02/2015
3º _ PASTOR DE SHILOH: SUPER-CÃO OU DECEPÇÃO?, editado em 23/01/2014
4º _ SOCIABILIZAR QUEM NÃO DÁ TRÉGUAS: PASTOR ALEMÃO E LEÃO DA RODÉSIA, editado em 23/02/2016
5º _ CRÓNICA DO SÁBADO ANTES DAS PRENDAS, editado em 26/12/2019
6º _ ORLANDO TIVANE: O ENCANTADOR DE CÃES DE MOÇAMBIQUE, editado em 15/04/2016
7º _ NÓS POR CÁ: A PROMESSA QUE NUNCA SE CUMPRE, editado em 26/12/2019
8º _ CANE CORSO: O CÃO QUE NÃO BRINCA EM SERVIÇO, editado em 30/01/2017
9º _ IA MORRENDO TRUCIDADA PARA NADA!, editado em 21/12/2019
10º _ A CURVA DE CRESCIMENTO DAS DIVERSAS LINHAS DO PASTOR ALEMÃO, editado em 29/08/2013

TOP 10 SEMANAL DE LEITORES POR PAÍS

O TOP 10 semanal de leitores por país ficou assim ordenado:
1º Portugal, 2º Brasil, 3º Estados Unidos, 4º Moçambique, 5º Alemanha, 6º Reino Unido, 7º Irlanda, 8º Região Desconhecida, 9º Rússia e 10º Bélgica.

O CÃO LADROU E ENCONTRARAM-NA MORTA

Quando era criança, na aldeia onde nasci, ninguém gostava de ouvir os cães a ladrar, nomeadamente quando o dia escurecia, o vento fazia assobiar os pinheiros, o frio cortava e a chuva escorria livremente pelas telhas. Em anoiteceres destes, com os cães a ladrar, sempre se dizia que alguém tinha morrido e que breve os sinos da ermida iriam confirmá-lo – sim, os cães eram sinal de mau agoiro! E se algum ousasse ladrar perto de uma porta, logo o seu morador lhe atirava uma pedra, para que não chama-se para ali a morte e a levasse para bem longe. Superstições de Inverno que não poupavam os cães, apesar dos responsáveis pelas mortes serem o frio, a miséria, a fraqueza e a fome. Eu creio que os cães podem pressentir a morte dos donos e sei também que o ladrar é um aviso, como aconteceu na cidade alemã de Bielefeld, no Estado da Renânia do Norte-Vestfália.
Alguns moradores da cidade ligaram para a polícia local, no passado dia 23 de Dezembro, a queixarem-se de um cão que não parava de ladrar num prédio pela manhã. Os agentes que acorreram à chamada, quando chegados ao local, por suspeitarem de uma emergência, entraram “porta a dentro” no apartamento onde o cão se fazia ouvir, deparando-se como corpo de uma mulher, que veio a saber-se ter 34 anos e cuja autópsia revelou ter sido estrangulada. Na sequência das investigações, segundo fez saber a polícia hoje, um vizinho de 59 anos foi preso no Dia de Natal e levado a juízo no dia seguinte por suspeita de assassinato. 
Segundo testemunhas, tinha havido uma disputa entre a vítima e o suspeito na noite anterior ao achado do corpo, suspeito que não se quer pronunciar sobre as acusações que lhe são feitas. Ainda bem que o cão ladrou, porque doutro modo o suspeito podia ter fugido ou ter dado sumiço ao corpo da vítima, dificultando assim o trabalho da polícia e o apuramento da verdade. Eu tenho um cão de guarda no quintal e conheço os seus distintos ladrares, sei o que me quer dizer e o que está a acontecer, por isso nunca o mando calar porque sei que zela por mim. E, mau agoiro… só se não lhe der ouvidos!

O SENSO DE NÚMEROS CANINO É SEMELHANTE AO DOS HUMANOS

Os cães e os seres humanos usam as mesmas áreas do cérebro para estimar quantidades numéricas. É isso que emerge De um estudo publicado na revista BIOLOGY LETTERS por um grupo de pesquisadores da American University Emory, coordenado por Gregory Berns. A pesquisa, de acordo com especialistas, poderá vir a ser útil no melhoramento dos sistemas de inteligência artificial. Os autores do estudo usaram a técnica funcional de ressonância magnética para analisar em tempo real uma área do córtex cerebral, o córtex parietotemporal, de 11 cães de raças diferentes. Ao monitorarem a actividade cerebral nessa região, verificaram que ela mudava quando os animais observavam os pontos brilhantes de um número diferente numa tela.
“Fomos directamente à fonte ao observarmos o cérebro dos cães para entendermos o que faziam os seus neurónios quando observavam várias quantidades de pontos brilhantes, adiantou Berns (na imagem seguinte). Este estudo, segundo o mesmo investigador, “não mostra apenas que os cães usam regiões cerebrais semelhantes às dos humanos para processar números, mas também que eles não precisam de ser treinados para fazê-lo, o que prova que alguns mecanismos nervosos foram bem preservados nos mamíferos durante a evolução” (estamos perante uma bagagem evolucionária).
Ao debruçar-me sobre este assunto, lembro-me imediatamente da HUNDESPRECHSCHULE ASRA, ocorrida durante o regime nazi na Alemanha e da qual já falámos num artigo anterior, uma escola para cães situada em Villa Viola, nos limites da cidade de Leutenberg, onde se pretendia ensinar cães a falar, contar e raciocinar. Teriam sido descabidos e inválidos todos os esforços dos Schmidts? Conseguiriam chegar mais longe com os actuais avanços científicos? Como há muito ainda por descobrir e a ciência avança à velocidade do relâmpago, breve teremos resposta para estas e outras questões que se levantam.

PARABÉNS AO MINISTÉRIO DA DEFESA ITALIANO

No passado dia 21 deste mês, o Ministério da Defesa Italiano introduziu uma nova medida que o Governo transalpino aprovou em Conselho de Ministros. Trata-se de oferecer assistência médico-veterinária gratuita aos cães dispensados das Forças Armadas e adoptados pelas famílias, com o objectivo de favorecer a sua adopção. Diante desta estratégia em prol dos esforçados cães militares há que dar os parabéns ao Ministério da Defesa Italiano e ao Governo de Itália (tempos houve em que a maioria destes cães eram abatidos por toda a parte quando dispensados do serviço).

NAMORADO NÃO É FAMÍLIA!

Uma notícia relativa a animais está a dominar os meios de comunicação social portugueses impressos e online: o caso ocorrido recentemente no Montijo que envolve um homem de 38 anos de idade detido pela PSP, que ao não aceitar o fim da relação com a sua ex-namorada, terá alegadamente decidido vingar-se no Pastor Alemão dela, matando-o, esfolando-o, esquartejando-o e deixando os restos do animal temperados no frigorífico. O detido é também suspeito de violência doméstica noutros processos.
Não vamos aqui classificar a presumível acção do detido, que ao ser verdade, não há quem não possa condená-la veementemente, devido à sua brutalidade e despropósito, mas realçar um princípio pedagógico que sempre estendemos aos nossos alunos com cães de segurança pessoal, pouco experientes e em idade namoradeira: “NAMORADO NÃO É FAMÍLIA”. Quando subsiste a necessidade de um cão protecção civil (de alarme, defesa pessoal ou de guarda), a transmissão dos seus comandos operativos deve ser o mais restrita possível, para que bem poucos consigam neutralizar as acções do animal e com isso, gradualmente, torná-lo imprestável.
Convém transmitir os códigos operacionais de um cão de protecção civil? Se sim, a quem deveremos fazê-lo? Nem todos os comandos resultantes do condicionamento são comandos específicos de guarda ou relativos à segurança do animal, do seu dono e à guarda dos seus pertences, pelo que pode não ser necessário transmiti-los a outrem que naturalmente os dispensará. Mas se hipoteticamente houver necessidade disso, eles são deverão ser transmitidos a familiares que, mercê do seu amor por nós, sempre permanecerão ao nosso lado e que jamais nos trairão.
Lamentavelmente, face à salvaguarda dos animais e à protecção dos seus donos, não podemos incluir neste grupo eventuais namoradas ou namorados que tendem a desaparecer mais depressa do que aparecem, companheiras ou companheiros instáveis, violentos ou de vida dupla que não inspiram confiança e abominam compromissos. Por razões óbvias, salvo raras e honrosas excepções, o controlo dos cães não deverá ser dado a empregados.
Estamos em crer, no diz respeito ao caso ocorrido agora no Montijo, que o cão abatido, por força de coabitação anterior, submeteu-se hierarquicamente ao malvado que pretensamente o abateu, aceitando-o como líder e dono, e que não foi objecto de treino específico ou se o foi, terá sido forçado a aceitar aquele homem. Por outro lado, podemos estar na presença de um cão jovem, de um adulto manso ou esterilizado, o que facilitaria os intentos do seu assassino por ser de natureza dominante e violenta. Ter um cão de defesa pessoal, um Bodyguard, poderá evitar muitos episódios de violência doméstica, desde que impeçamos que se submeta a outros, o que raramente é possível, já que as pessoas dão-se inteiramente e só depois, muitas vezes tarde demais, é que vão ver se aquele parceiro ou parceira é o que lhe convém, leviandade que pode ter graves consequências. Por esta razão e por todas as que apontámos namorado não é família, e se assim procedermos, teremos o cão do nosso lado e poderemos evitar que vá parar ao frigorífico.

quinta-feira, 26 de dezembro de 2019

NÓS POR CÁ: A PROMESSA QUE NUNCA SE CUMPRE

A Ceia de Natal portuguesa, também entendida entre nós como “Consoada”, é para os que podem um manjar principesco que chega a envergonhar os outrora faustosos banquetes de imperadores e reis, pela sua qualidade, variedade e quantidade. A comida sempre acaba por sobrar, porque foi requisitada debaixo do princípio “quando sobra é que está bem!” As entradas recaem normalmente sobre queijos amanteigados, salpicões, paios e camarões. Os pratos mais comuns e que se sucedem uns aos outros são: o bacalhau cozido com batatas e couves, o peru; o cabrito e polvo regado com bastante azeite. 
Estas iguarias, normalmente antecedidas por sopa de caldo verde com rodelas de chouriço, são por norma acompanhadas por vinho de boa a excelente qualidade. Há ainda quem faça ou encomende pastéis e rissóis, nomeadamente pastéis de bacalhau e os rissóis de massa tenra, assim como marisco “à Bulhão Pato”. No que às sobremesas diz respeito, temos: os sonhos; as rabanadas (que poderão ser bêbadas ou não); os coscorões; o arroz-doce; pudins; lampreia de ovos, mousse, alguns bolos cremosos e também tigeladas.
O que sobra, e sobra muito, é transformado no dia seguinte em “Roupa Velha”, num menu que engloba as sobras destinadas a quem já está farto de comer e deita comida pelos olhos. Todos os anos alguém diz: “Isto é uma brutalidade e um desperdício, não havia necessidade disto, para o ano vai ser diferente!” Mas a promessa nunca se cumpre e no ano seguinte a história repete-se, mesmo que os convidados para a consoada sofram de tensão alta, de colesterol elevado, de diabetes ou de ácido úrico! Não seria melhor, atendendo ao bem-estar de todos e ao aumento dos portugueses no limiar da pobreza, que os excessivos jantares de natal fossem distribuídos por quem tem e passa fome?
Não seria mais razoável e fraterno distribuir do que encher o bandulho? Esta ideia é do agrado de todos, mas serão muito poucos os que virão a abraçá-la. E no meio disto tudo, onde fica o Natal e a sua mensagem? Provavelmente nas espinhas do bacalhau ou na cabeça do cabrito que foi parar ao caixote do lixo. Somos um País cristão? Provavelmente não, porque elevámos o profano sobre o sagrado e fizemos do Natal sinónimo de “encher a pança!”

O BOHR E OS LEÕES

Para que não restem dúvidas, as raças caninas com a sigla “Terrier” no seu nome são por norma caçadoras, desafiadoras e valentes, independentemente do seu tamanho ou envergadura e o Yorkshire não escapa à regra, um rato que se vê leão e que morde na maioria dos casos a medo – antes que lhe mordam a ele! Um pequeno cão destes pode provocar um grande disparate devido ao seu mau feito, particularmente a quem passeia com cães grandes, alvos preferenciais destes pequenotes que invariavelmente acabam por ser trincados e por causa disso também traumatizados.
É obrigatório para quem é proprietário de cães médios e grandes, sociabilizá-los com as raças caninas mais pequenas, que mal se vêem e que são naturalmente provocadoras, super mimadas e atrevidas quando acompanhadas pelos donos, porque doutro modo poderemos soltar involuntariamente o nosso cão, ir parar ao chão e vermo-nos envolvidos numa inesperada e indesejável arruaça. Convém dizer que devido ao seu tamanho, estes cães raramente dão entrada em qualquer escola canina, não tendo na maioria dos casos qualquer tipo de treino ou controlo, o que mais agrava a situação. Como preferimos a prevenção à surpresa, levámos hoje o CPA Bohr aos leões!  

CRÓNICA DO SÁBADO ANTES DAS PRENDAS

No passado Sábado pela manhã, depois da passagem da “Tempestade Elsa”, que fustigou Portugal com grande agitação marítima, ventos ciclónicos e chuva torrencial, que no seu tono causaram graves inundações, decidimos dar início as nossos trabalhos de fim-de-semana, aqui e ali salpicados por leves aguaceiros. De acordo com o cronograma de actividades que traçámos, começámos por executar exercícios colectivos de obediência, intercalando-os amiúde com alguns exercícios de ginástica para evitar a possível tensão dos nossos cães.
Com a cidade aparentemente deserta, porque a corrida aos supermercados aconteceu antes de abrirem, não nos faltou espaço para desenvolvermos as nossas actividades de grupo, que decorreram assim dentro da maior paz e tranquilidade.
O Tomás, um amigo do condutor da Nasha, optou por acompanhar-nos nas actividades escolares ao conduzir a Fila Lexa, apesar de não se encontrar na altura muito bem-disposto, indisposição devida em parte a uma insónia que não o deixou “pregar olho”. Apesar da cara de “desenterrado”, conforme atesta a foto seguinte, o rapaz lá se aguentou.
Como o Adestrador optou por trazer o Boris consigo, o Boerboel viu continuados os seus trabalhos relativos à familiarização com as gentes, cidadãos de passagem que, acedendo ao nosso pedido, acariciaram e acalmaram o cachorro (ainda estamos na fase das senhoras).
Apesar de Natal e pedintes não rimarem, os últimos brotam do chão como formigas nesta época festiva, perfilando-se à porta das igrejas de mão estendida ou em qualquer esquina de uma praça movimentada. A determinada altura do nosso trajecto, deparámo-nos com dois músicos de ocasião, dois acordeonistas já maduros que esperavam vir a ter uma consoada mais rica. Ao vê-los ali, para acostumarmos o “cão-javali” (Ben) a algumas notas mais agudas, deixámo-lo por instantes junto daqueles artistas de rua.
Numa calçada movimentada e com a chuva a cair (chuva civil não molha militar), pedimos a uma simpática jovem de passagem que fizesse festas ao Boris, pedido que ela satisfez prontamente por gostar de animais e ter também um cão.
Quando o Adestrador menos esperava, o Boris começou a recuar ao ver um enfeite natalício à porta de um estabelecimento comercial. Com o discernimento e a paciência que a situação exige, devagarinho, o cachorro lá aceitou aquela bizarra árvore de natal.
Numa boutique deserta e sem clientes à vista, encontrámos a sua proprietária encostada à porta, sem nada que fazer e com cara de entediada. Apostados no seu bem-estar e na sociabilização irrepreensível da Nasha, pedimos-lhe que pegasse na cadela e a conduzisse por breves instantes, o que veio a acontecer sem sobressaltos e que contribuiu decisivamente para a boa disposição da senhora.
Por momentos, atendendo à sua apresentação, julgámos estar na presença de duas esquimós radiantes, o que atendendo ao local onde se encontravam seria praticamente impossível. Tratava-se afinal de duas senhoras, mãe e filha, vindas de um conhecido supermercado, que acabaram também por conduzir a Nasha.
A senhora mais idosa, longe de patentear a comum “depressão da 3ª idade”, mostrou-se de bem com a vida apesar de agarrada a uma bengala. O seu optimismo e inesperada jovialidade cativaram-nos e acabámos por tirar-lhe uma foto.
Entretanto, com a pontualidade que lhe é reconhecida, o José Maria integrou-se na classe com a CPA Mel e coube à Svetlana continuar com a lição do Boris, que tendo uma cadela na frente, parece ganhar asas ou vestir a pele de outro cão.
E como a entrega do cachorro aos donos já tardava, estes meteram os pés ao caminho e foram ao seu encontro. Aproveitando a presença da sua dona, pedimos à simpática jovem que conduzisse por momentos a Nasha.
Visando a amplitude e para explicação da importância da convergência nos saltos, colocámos o Paulo na frente de uma sebe com 120 cm de altura e a Nasha nem deu pela sua presença. É curioso ver a mímica do CPA Bohr, como que a dizer: “Sempre te prestas a cada figura!”
E como quem sabe nunca esquece e quem ensina tem que exemplificar, o Adestrador pegou no Bohr e levou-o a fazer a mesma transposição. Pela projecção das mãos do cão, dá para ver se o cão é destro ou sinistro, uma vez que a partida para o salto foi frontal.
Deo Gratias! Que prenda de Natal! O José Maria já consegue fazer um salto em condições com a CPA Mel. Na foto seguinte podemos ver como saiu acertadamente da transposição de uma caixa, bem adiantado em relação à saída da sua voluntariosa cadela.
Participaram nos trabalhos os seguintes binómios: Adestrador/Boris; Afonso/Nasha; José António/Ben; José/Maria/Mel; Paulo/Bohr; Svetlana/Boris e Tomás/Lexa. Como de costume, os fotógrafos foram o José António e o Paulo Jorge.
Voltaremos a dar notícia das nossas actividades. Continuação de Boas Festas e boas entradas.

sábado, 21 de dezembro de 2019

IA MORRENDO TRUCIDADA PARA NADA!

Hoje em Berlim, uma senhora colocou seriamente a sua vida em risco ao descer para os carris da linha férrea entre as estações ferroviárias de Wannsee e Griebnitzsee, na tentativa de salvar o seu cão. Felizmente o seu acto tresloucado foi percebido a tempo e a linha ferroviária S7 foi interrompida, conforme disse um porta-voz da polícia federal.
A acção arriscada da senhora de nada valeria, porque sem que ela tivesse conhecimento, o seu cão já havia sido fatalmente atropelado por um comboio. A linha ferroviária voltou ao seu funcionamento normal por volta das 14h30. O desafortunado cão fugiu de casa, andaria solto pela rua ou escapou-se acidentalmente? As notícias relativas a este incidente não dão resposta a estas questões. De qualquer modo, o resgate de um cão não deve resultar na morte do dono ou de ambos (quando as coisas correm mal de nada adianta perder a cabeça!).

ALEMANHA NA CRISTA DA ONDA

A Alemanha já tem o seu primeiro clonado, propriedade de um casal na Saxónia, em Dresden, um English Bulldog de 15 meses chamado Marlon, nascido a 11 de Setembro de 2018, na capital da Coreia do Sul, na já sobejamente conhecida Sooam Biotech Research Foundation, líder mundial em clonagem comercial de cães. O doador deste clone, com o mesmo nome e propriedade do mesmo casal, morreu seis meses antes, vítima de um anestésico forte demais numa operação de rotina. Não obstante, os cientistas da Soam conseguiram uma cópia viva do animal morto.
Em casos destes, para que tudo corra conforme o esperado, a amostra de tecido do cão morto deverá ser entregue, no prazo máximo de 5 dias, ao instituo veterinário e pioneiro de clones de Hwang Woo Suk. Durante a clonagem, os pesquisadores sul-coreanos inserem o material genético de uma célula do cão doador numa célula-ovo, da qual tiraram previamente o seu núcleo. O embrião criado em laboratório é depois implantado no útero de outro animal que o carrega. Como nada é gratuito, a clonagem de um cão custa ali 100.000 dólares americanos.
O proprietário do clone, sumariamente identificado por Steven J., anda profundamente irritado com as críticas anónimas que lhe têm feito na Internet devido ao montante envolvido. Segundo ele “quem comprar um carro desportivo por aquele dinheiro acabará felicitado”, que cada um deverá usar o seu dinheiro como entender. Por conta desta agitação, os proprietários do clone optaram pelo anonimato. Segundo eles, que se satisfariam apenas com 50 ou 60% do velho Marlon no novo, o clone é 100% igual ao seu doador, tanto na sua personalidade como no comportamento, que “ mal nos viramos, ele aparece novamente ao nosso lado”. Contudo, existe uma pequena diferença entre ambos: o clone tem uma mancha castanha sobre um dos olhos e o original tinha-a na cabeça.
A “Família J.” é agora parceira oficial da Soam, uma sua embaixadora junto das pessoas de língua alemã interessadas em clonar os seus cães, na Alemanha, Suíça e Áustria. Desde a sua fundação (2006) até à presente data, a Sooam já clonou com sucesso 1435 cães. O número de clientes que optam por clonar os seus animais de estimação permanece estável. Porém, a sua procura diminuiu um pouco devido à entrada no mercado de empresas congéneres dos Estados Unidos e da China, segundo fez saber uma porta-voz da Sooam. Agora já existe um segundo cão clone na Alemanha. Como acontece com o Marlon, o seu local de residência permanece em segredo para evitar contestações. A partir da próxima semana, a “família J.” planeia lançar um site sobre o assunto. O endereço é www.tierklonhilfe.de.
Dirão por cá alguns ajuizados, entendidos por outros como chauvinistas, que, com tanta gentinha neste mundo a passar fome, ainda há quem tenha o desplante de mandar clonar cães. Há várias lições a tirar disto tudo: a primeira é que ninguém irá parar a clonagem, a segunda é que a clonagem humana estará para breve e a terceira é que os cães doravante serão menos díspares e de melhor qualidade, o que porá em causa a sua biodiversidade e não deixará de ter consequências. Como já noticiámos, A polícia chinesa já tem em andamento um processo destes (clonagem de cães policiais). Pergunta-se: o que andarão a fazer os nossos amigos russos? Como de costume - ninguém sabe!

sexta-feira, 20 de dezembro de 2019

PIADA PARA O FIM-DE-SEMANA: O CÃO QUE FALAVA

Um homem tenta vender o seu cão dizendo que se trata de um animal fora de série que até fala! Um possível comprador questiona-o acerca da veracidade daquelas afirmações. O cão tomando a palavra diz que é muito infeliz, que o dono nunca o leva à rua, que nunca lhe dá de comer e que nem o escova, que foi um herói de guerra, tem pedigree e que foi condecorado duas vezes. Os dois homens apartam-se do cão e o comprador intrigado pergunta para o dono do animal por que razão quer ele vender um cão com tanto talento. O proprietário do animal foi rápido e peremptório: “Vendo-o porque estou farto de ouvir mentiras!”

RANKING SEMANAL DOS TEXTOS MAIS LIDOS

O Ranking semanal dos textos mais lidos obedeceu à seguinte preferência:
1º _ HÍBRIDO DE CHOW-CHOW/PASTOR ALEMÃO: MÁQUINA OU DESASTRE?, editado em 11/05/2016
2º _ OS FALSOS PASTORES ALEMÃES, editado em 24/02/2015
3º _ SAIR COM A MARÉ VAZIA E REGRESSAR DE BARRIGA CHEIA, editado em 16/12/2019
4º _ DOBERMAN: O CÃO QUE É MENOS DO QUE SE SUPÕE E MAIS DO QUE SE IMAGINA, editado em 06/03/2016
5º _ PASTORES ALEMÃES LOBEIROS: O QUE OS TORNA ESPECIAIS, editado em 02/11/2015
6º _ O AMERICAN MOLOSSUS SERÁ O MOLOSSUS MESOPOTÂMICO DE 5.000 AC?, editado em 20/03/2018
7º _ NOVO BINÓMIO ESCOLAR, editado em 04/12/2019
8º _ A CURVA DE CRESCIMENTO DAS DIVERSAS LINHAS DO PASTOR ALEMÃO, editado em 29/08/2013
9º _ 4 INSTANTÂNEOS DE 1 MILHA, editado em 05/12/2019
10º _ A GRETA JÁ CHEGOU A CASA!, editado em 17/12/2019

TOP 10 SEMANAL DE LEITORES POR PAÍS

O TOP 10 semanal de leitores por país ficou assim ordenado:
1º Portugal, 2º Brasil, 3º Rússia, 4º Ucrânia, 5º Finlândia, 6º Região Desconhecida, 7º Estados Unidos, 8º México, 9º Alemanha e 10º Bélgica.

quinta-feira, 19 de dezembro de 2019

MENSAGEM DE NATAL: EU CONTINUO A SEGUIR A ESTRELA!

Estamos outra vez no Natal e lembro-me duns quantos já passados, dos lugares por onde passei alguns e de quem já cá não está. Lembro-me em particular de uma tia que todos os anos, durante a minha adolescência, me oferecia um livro de aventuras da escritora inglesa Enid Blyton, livros que nunca cheguei a ler por ter outros interesses. Lembro-me também dos natais que passei entre gente remota e com outros de quem já não recordo o nome. Independentemente do lugar e das circunstâncias, todos os natais que passei foram felizes, porque em todos segui a estrela, a mesma que os reis magos seguiram e nunca me confundi.
É possível que aos olhos dos outros eu seja o mais insano dos homens, mas continuo a crer que Jesus veio ao mundo para salvar a humanidade e cada um de nós em particular, que Ele é o meu Salvador, que jamais me desamparará e o único caminho que vale a pena seguir até à eternidade. Com o presépio em desuso e com tanta árvore de natal por aí, enquanto as crianças se fixam na e sua base e os adultos não reparam nelas, eu fixo-me nas estrelas no seu topo e sinto-me imensamente feliz, porque houve quem encarnasse e desse a sua vida por mim, o Deus feito homem simbolizado nas estrelas, o pouco que resta da história real do Natal.
Apesar de vivermos num mundo de “salve-se quem puder e todos a roubar por onde der”, ninguém me poderá tirar a alegria do nascimento do Filho de Deus, porque a minha esperança está n’Ele e Ele venceu o mundo, mesmo que esteja só, doente, abatido, depauperado e seja o mais miserável dos homens. Um Bom Natal é confiar nas promessas divinas que encarnam em Jesus Cristo e segui-Lo. É possível que muitos dos nossos leitores entendam o Natal de outra maneira. Alguns vêem o Natal como a melhor ocasião para se comer e beber. Pois que comam bem e bebam melhor, não tanto que os leve a passar o Dia de Natal no Hospital ou na morgue, o que todos os anos sucede devido aos muitos acidentes de viação. Um Bom Natal para todos!