segunda-feira, 25 de setembro de 2017

O MUNDO À NOSSA VOLTA: AS ELEIÇÕES NA ALEMANHA

A grande sensação nestas últimas eleições na Alemanha, apesar de esperada, foi o resultado alcançado pelo partido “Alternative für Germany”, (AfD), tido por uns como de extrema-direita e por outros como nazi ou neonazi, que se tornou a 3ª maior força política teutónica, com 13,3% dos votos e 94 lugares no Bundestag. Esta ascensão da “extrema-direita” ficou a dever-se em primeira instância à entrada de refugiados na Alemanha autorizada por Angela Merkel, que acabou por gerar grande contestação na sociedade alemã. Esta acção da Chanceler acabou por fragilizar o seu próprio partido (CDU) e também o SPD com quem se encontrava coligado, porque as alas mais conservadoras destes partidos acabaram por ficar isoladas e não lhes restou outro remédio a não ser votar no “AfD”.
Setenta e dois anos depois da queda de Hitler e do nazismo, não acreditamos no regresso desta ideologia política, porque todos aprendemos com os erros e gerações diferentes abraçam novos ideais, também porque o próprio AfD é em matéria política uma verdadeira manta de retalhos. Assim, o que estará a aumentar na Alemanha não é nazismo mas sim o nacionalismo, que é coisa bem diversa e não se prende obrigatoriamente com o expansionismo. Esta tendência nacionalista que não é produto exclusivo dos alemães ou da sociedade alemã, não pode ser dissociada das actuais sociedades multiculturais europeias, notoriamente frágeis na protecção aos cidadãos e fartas em atentados de todos os tipos. Diante desta dura realidade, não é a xenofobia que está de volta mas o medo que a alimenta. Vencer o terrorismo e os terroristas parece ser a única solução viável, muito embora os seus ataques sirvam de sobremaneira aos objectivos doutros criminosos e fratricidas. O Mundo tem os olhos postos mais uma vez na Alemanha e nisto sim, a história repete-se!

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