sexta-feira, 4 de julho de 2014

CUIDADO COM OS DONOS MEDROSOS DOS CÃES VALENTES

Diz a sabedoria popular, que “há que ter um olho no burro e outro no cigano”, numa clara alusão ao cuidado a haver com aquilo que nos rodeia, exortando-nos à atenção para não sermos surpreendidos e nisto tem carradas de razão! E porque o medo é o tema central desta semana, queremos aqui relembrar a existência de donos que temem os seus próprios cães, tudo fazendo para não os contrariar, temendo pelo dolo que possam causar-lhes. Os cães bafejados por este tipo de liderança, alguns deles até submissos, apercebendo-se da fraqueza dos seus líderes, tendem a capitaneá-los e a fazer o que lhes dá na gana, usurpando desse modo a sua autoridade. Grande número deles irá agir assim por excesso de mimos e ausência de regra. A instabilidade dos donos poderá vir a ser entendida como um pedido de ajuda e os cães, dependendo do seu perfil psicológico, poderão vir a defendê-los e a atacar terceiros sem motivo aparente (vizinhos, veterinários e transeuntes). E quando isso acontece, volta à baila uma frase já gasta: “ele nunca mordeu em ninguém e eu não sei porque agiu assim!”
Antes de se aproximar de um cão atrelado, observe o tipo de controlo que o dono exerce sobre ele, repare se o cão lhe “faz orelhas moucas”, não lhe obedece minimamente e permanece de olhar fixo, atento e sem se intimidar, tenso de músculos, pressionando a trela e ligeiramente adiantado ao dono. Debaixo destas condições não se aproxime, muito menos se levar o seu cão consigo, porque é mais do que certo que venham a ser agredidos. Infelizmente há muita gente medrosa que adquire cães e poucos têm o cuidado de escolher para si animais dóceis e submissos, mais sociáveis do que territoriais, de acordo com as suas características individuais. Ao invés, muitos medrosos optam por cães agressivos, porque são dominados pelo medo ou pelas suas fragilidades, lembrando aqueles indivíduos que precisam de ingerir álcool para arranjar coragem e soltarem a fera que dentro deles habita, libertando sentimentos até ali recalcados que doutro modo não ousariam. Há quem queira ter um “cão-arma” e depois, diante do disparate, alvitre o disparo acidental como justificação. Como qualquer um pode ter o cão que quer, melhor será não sermos cobaias de ninguém!

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