sexta-feira, 5 de outubro de 2018

TOP 10 SEMANAL DE LEITORES POR PAÍS

O TOP 10 semanal de leitores por país obedeceu à seguinte ordem:
1º Portugal, 2º Estados Unidos, 3º Brasil, 4º Alemanha, Reino Unido, 6º Austrália, 7º Região Desconhecida, 8º Bélgica, 9º França e 10º Rússia.

ALUDINDO AO 5 DE OUTUBRO DE 1910

Celebram-se hoje os 108 anos da Implantação da República em Portugal. Como neto de um republicano que honro, assola-me uma dúvida que gostava de ver esclarecida: Quem é o Comandante Supremo das Forças Armadas Portuguesas? Quem? Será? Se é, como é que não sabe o que por lá se passa?!

ZIUA REPUBLICII MOLDOVA, PAULO, PACO & SÓNIA

Começamos o relato do trabalho que hoje desenvolvemos por divulgar a foto de uma senhora, que por sinal ficou muito bem, Emília de seu nome, mãe da Sónia por amor e fadista por paixão, que aparece a segurar um Pastor Belga Groenendael que conhecemos muito bem – o Shane.
Bem que se podia dizer que hoje celebrámos o Dia da República Moldava, porque a Svetlana (os outros não tiveram melhor sorte) acabou por ser “colher para toda a obra”, ao conduzir os 4 cães presente em classe: Bohr, Paco, Shane e Zeus, mostrando desembaraço e elegância. Na foto abaixo vemo-la a conduzir decidida o CPA Bohr.
Quem não esperava ser convocada para os trabalhos matinais foi a Sónia (na foto abaixo, ao meio), que recebeu um inesperado telefonema a solicitar-lhe a comparência. E isto porquê? Porque a Sónia é muito meiga, calma e tolerante, própria para conduzir cães inseguros e obstinados. Obstinados não tínhamos nenhum, mas tínhamos o Paco a necessitar de robustecer o carácter pela experiência feliz.
Quem se entende muito bem com o CPA Paco é a Svetlana, condutora que a nosso ver nasceu para conduzir Pastores Alemães, porque é exigente consigo própria e com os outros, decidida, empenhada, competitiva e ávida de progresso, para quem desistir é morrer (os cães respeitam e seguem gente assim). Na foto abaixo vemo-la a fazer muito bem o “junto” como o Paco, enquanto o Paulo vai “enrascado” com o Zeus.
Na recapitulação do “junto evoluímos em diversas frentes: por 1, por, 2, por 3 e por 4. Na foto seguinte podemos ver a evolução da classe escoar “em frente por um”, tendo como Fila-Guia o binómio Paulo/Bohr, por sinal o mais antigo da classe.
Estiveram presentes nos trabalhos desta Sexta-feira os seguintes binómios: Paulo/Bohr; João/Paco; Sónia/Shane e Svetlana/Zeus, conforme podemos ver na foto seguinte, ainda que numa estranha ao escalonamento da matilha escolar (o Zeus vai no lugar so Shane e vice-versa).
No dia em que se comemoram os 108 anos da República Portuguesa, a efeméride no adestramento passou ser internacional. Resta agradecer a comparência à Sónia e a simpatia que o Paulo Motrena a todos dispensa, bem como a presença da Emília, uma amiga que consideramos, independentemente de lhe apetecer cantar o fado ou não.
Como já cumprimos o dia de hoje, aguardamos os desafios que o dia de amanhã nos trará, ocasião em que voltaremos a ser felizes com os cães. Bom feriado!

RIXAS DE CÃES? É MELHOR NÃO!

Não sabemos quantas vezes já avisámos para a necessidade da sociabilização canina, já lhe perdemos a conta! Fizemo-lo maioritariamente para poupar a vida aos cães, para que não viessem a ser abatidos por um disparate evitável: por terem atacado outro cão, abaterem outro animal doméstico ou atacado alguma pessoa. Se as rixas entre cães se ficavam por isso mesmo, agora os donos também se metem ao barulho e acabam por participar nelas, tornando-as ainda mais violentas e de consequências imprevisíveis pela sua gravidade. Assim, ter um cão sociabilizado, é aumentar as chances de se chegar a casa são e ileso. Ao invés, quem não tem um cão sociabilizado, arrisca-se a ser um saco de pancada na rua e a passar pelo hospital antes de chegar a casa, como aconteceu com a luso-brasileira Lília Carvalho na passada 3ª feira.
Esta cidadã de 32 anos de idade, casada há 15, segundo testemunhas, passeava com a sua cadela junto à praia de Miramar, em Vila Nova de Gaia, quando surgiu um homem a rondar os 60 anos de idade com outro cão, que não terá gostado do comportamento da cadela, porquanto ladrou para o seu cão. Por via disso, o homem agrediu a senhora a murro e pontapé, enquanto lhe dizia: “Sai daqui e vai para a tua terra!” Em seguida, o agressor pôs-se rapidamente em fuga. A vítima encontra-se internada numa unidade hospitalar da região com prognóstico reservado, adiantando o “CORREIO DA MANHÔ que sofreu traumatismo craniano e vários coágulos no sangue.
Ninguém tem cães para morrer precocemente, mas para usufruir da tranquilidade e companheirismo que os cães emprestam às nossas vidas – para vivermos mais. Em consciência não deveremos ter cães para provocar outros, procurar encrencas ou dar azo ao disparate. E, se assim é, antes de sairmos à rua ataviados de qualquer arma, mais vale sociabilizarmos os nossos cães.
PS: Deseja-se que o agressor xenófobo seja identificado e julgado pelos seus crimes.

NOVA ZELÂNDIA: USO DE COLEIRAS ELÉCTRICAS EM CÃES

O DEPARTAMENTO DE CONSERVAÇÃO neozelandês (DOC), que tem como função a CONSERVAÇÃO DO PATRIMÓNIO NATURAL E HISTÓRICO DA NOVA ZELÂNDIA, está a ministrar um curso de adestramento especial que visa impedir os cães locais de caçar ou correr atrás das aves nativas, valendo-se para isso de coleiras de choques eléctricos, acessórios cuja proibição aumenta à escala global por atentarem contra o bem-estar animal.
Este curso tem vindo a decorrer em HOKITIKA, Município na Região da Costa Oeste da Ilha Sul da Nova Zelândia, onde o DOC diz haver colónias significativas do pequeno PINGUIM AZUL (Eudyptula minor) que vivem na praia e de WEKA (Gallirallus australis) ao redor da cidade.
O PINGUIM-AZUL ou pinguim-fada (na foto seguinte)é a menor espécie pinguim do mundo, com cerca de 40 cm de comprimento. Esta espécie nidifica nas costas Sul da Austrália, Tasmânia, Nova Zelândia e Ilhas Chatham. O seu nome científico é Eudyptula minor, mede de 30 a 33 cm de altura (em adulto), tem 6 anos de expectativa de vida, pesa 1,5 kg em adulto, tem de comprimento 43 cm quando adulto e põe de 1 a 3 ovos.
A Gallirallus australis, vulgarmente conhecida como WEKA (na foto seguinte), é uma espécie de ave terrestre da família dos ralídeos (Rallidae) endêmica da Nova Zelândia, onde patenteia quatro subespécies. Pesa 900 g no estado adulto e o seu estado de conservação é considerado vulnerável e decrescente.
FIONA ANDERSON, guarda-florestal sénior do DOC, diz que os cães têm sido predadores significativos destas aves, que um cão pode acabar com uma colónia inteira e o que forte cheiro de pinguins pode tornar-se irresistível para seus sensíveis narizes.
Carcaças descongeladas de weka e de pinguins, assim como gravações dos seus chamamentos, têm sido usadas como parte do curso, que está a ser executado por um “treinador de aversão canina qualificado”. Os cães usam coleiras eléctricas, mas só aqueles que continuarem a mostrar algum interesse significativo nas aves, depois de terem sido treinados para não o fazer, receberão um leve choque. A mesma Sr.ª Anderson disse que todos os tipos de cães participam do curso, desde os cães de colo até aos de cães de caça e que o resultado tem sido incrível.
Resta dizer que a aversão canina às aves foi célere, que o feedback dos proprietários dos cães que frequentaram o curso foi bom, que o curso será repetido um ano depois, que o interesse foi grande e que vão haver mais cursos semelhantes por todo o país. Finalmente arranjou-se um fim útil para as coleiras eléctricas - salvar espécies em vias de extinção, porque no treino canino convencional nunca fizeram e não fazem falta nenhuma!

quinta-feira, 4 de outubro de 2018

FOI AO SUPERMERCADO LIDL E PUSERAM-NA RUA!

CHRISTINE, uma deficiente motora que se faz acompanhar pelo seu CÃO DE SERVIÇO, na Vila e Comuna de ÉVRY, situada a 26 km a sudeste de Paris e pertencente ao Departamento de Essonne na Região da Ilha de França.
Na semana passada, ao querer entrar pela primeira vez com o seu cão no supermercado LIDL, viu a sua entrada barrada pelo gerente da loja, que de imediato chamou o segurança para a pôr na rua. Felizmente a deficiente não se encontrava só, tinha a seu lado um zelador e um estagiário, o que levou um a sair com o cão e o outro a ajudá-la a fazer as compras, apesar da lei francesa dizer que Christine podia entrar com o seu cão de serviço e acompanhá-la a todos os lugares públicos.
As dificuldades que tem encontrado pela frente, ao invés de a desanimarem, têm levado Christine a lutar ferozmente contra a descriminação, especialmente quando lhe é negada entrada depois de haver mostrado o seu cartão da Handi’Chiens. Os proprietários dos restaurantes são mais subtis, pedem-lhe frequentemente que vá comer para o terraço independentemente das circunstâncias climatéricas.
Perante maiores entraves, esta deficiente motora, depois de mostrar o cartão que legitima o uso do cão e o seu livre acesso, opta por ligar para a associação – ASSOTIATION NATIONALE d’EDUCATION DE CHIENS d’ASSISTANCE POUR PERSONNES EN SITUATION DE HANDICAP (HANDI’CHIENS), para que esta faça valer os seus direitos, uma vez que tem um serviço jurídico para isso e é reconhecida oficialmente como sendo de utilidade pública.
No ano de 2013, esta associação veio em socorro de Christine e explicou à gerência de um supermercado CARREFOUR que o seu cão tinha direito de ali entrar. A partir desse momento, inesperadamente, o seu cão de assistência tornou-se mascote da loja e dos caixas.
Contudo, segundo o parecer desta deficiente motor, perante recalcitração, a melhor coisa que há a fazer é entrar em contacto com a imprensa, já que depois de ser barrada no LIDL, entrou em contacto com o jornal LE PARISIEN e este imediatamente escreveu um artigo a propósito. Como resultado disso, a loja pediu desculpas e convidou-a a ela e à Handi’Chiens para conhecerem a gerência daquela rede de supermercados em França e exporem o seu problema. O que deseja Christine? Somente que o LIDL exiba rótulos a autorizar a entrada de cães de serviço nas portas das suas lojas francesas. Temos mulher!

quarta-feira, 3 de outubro de 2018

PACO, TU NÃO ERAS ASSIM!

Estou a tomar conta do PACO outra vez, o cachorro CPA negro, agora com 8 meses de idade. Francamente, não esperava encontrá-lo neste estado: magro, medroso, desconfortável à trela, assustado no exterior e sempre pronto para se jogar a cães, gatos e até a pombos. Esta manhã, ao ver uma dúzia destas aves famintas ao seu alcance, arrancou para cima delas e cruzou-se na minha frente, projectando-me para o solo, de papo para baixo, numa calçada perto de uma esquadra da polícia. Surpreso, incomodado e desconsertado, senti-me que nem Gulliver a ser preso pelos liliputianos, só que os meus, por terem asas, bem depressa desapareceram. Para aumentar o caricato da situação, enquanto me encontrava zonzo no chão, algumas caridosas senhoras perguntaram-me se me encontrava bem, se não seria melhor chamar o 112, suspeitando que eu tivesse sido fulminado por um ataque repentino ou por acidente vascular (ossos do ofício!).
O nosso amigo PACO, outrora tão promissor e valentão, agora com menos 6 kg para a sua idade e tamanho, não consegue ficar quieto por muito tempo num lugar que desconhece (mesmo tendo-me ao seu lado), assusta-se com as pessoas no interior das lojas ao passar por elas, está sempre ávido de regressar a casa, reage negativamente a sons que desconhece, assusta-se com facilidade, quando atrelado puxa à trela que nem um desalmado e ao avistar cães e gatos dá ideia que quer comê-los, ladrando e intentando persegui-los.
Todos os sintomas atrás descritos apontam para o mesmo problema: a ausência de profícuos passeios diários ao exterior, que sendo apressados e insuficientes, estão também a criar problemas de sociabilização ao cachorro. E como se daqui já não viesse mal suficiente, o animal ainda sai à rua com várias pessoas, sujeitando-se aos diversos modos de comunicação de cada uma delas, que o conduzem através de diferentes códigos e linguagens, o que só por si é suficiente para lançá-lo na mais profunda confusão e induzi-lo a desenvencilhar-se por si mesmo.
Com o problema diagnosticado, tenho entrado com o cão por tudo o que é loja e convidado os seus trabalhadores para colaborarem comigo, pedindo-lhes que falem serenamente com o animal, que o acariciem e que lhe transmitam sensações positivas que induzam ao seu bem-estar, para que o medo cesse e a confiança retorne, mediante a experiência positiva que tende a vencer a suspeição. Na foto abaixo podemos ver o Paco ao lado de um bondosa senhora que adora animais, para além de vender mercearia vária, produtos congelados, doces e salgados.
E como é importante e urgente sociabilizá-lo com outros cães, tenho contado com a preciosa ajuda do nosso amigo ZEUS, um cachorro Doberman meio estarola, desengonçado, bom carácter, sem maldade e sempre pronto para a brincadeira, para que o Paco experimente e grave que amizade entre cães é possível. Com auxílio da repreensão atempada, da recompensa e do Doberman, dentro em breve o problema será definitivamente ultrapassado. E caso volte a eclodir nas mãos do dono, de imediato saberemos quem é o culpado, o mesmo que não consegue melhorar as rotinas diárias e que abandona o cachorro a si próprio. Se numa semana consigo adestrar um cão (por vezes não é preciso de tanto), já levei anos a adaptar donos!
Passadas 24 horas, o Paco já não puxa à trela, ladra menos a cães e a gatos, está mais sereno e confiante, adora o Zeus e já pede para ir à rua – estamos no bom caminho!

O CNSAS APROVOU 12 NOVOS BINÓMIOS PARA RESGATE ALPINO

Dos 33 binómios de 14 regiões italianas que este ano se fizeram presentes em BARDONECCHIA, para o 30º CURSO NACIONAL DE RESGATE ALPINO, APENAS 12 FORAM APROVADOS pelo CORPO NAZIONALE SOCCORSO ALPINO E SPELEOLOGICO/ALPINE RESCUE (CNSAS).
Como atrás se disse, o curso teve lugar na comuna alpina italiana de BARDONNECHIA, que foi sede de alguns eventos dos Jogos Olímpicos de Inverno de 2006, região de PIEMONTE e pertencente à Província italiana de TURIM.
Os primeiros dias foram dedicados aos cachorros até o ano de idade e aos cães já aprovados, enquanto na última quinta entraram em acção os submetidos à aprovação para a realização das operações.
Os cães e seus condutores foram submetidos a uma série de testes referentes ao manuseio em terrenos técnicos, incluindo rapel de corda dupla numa parede vertical (na foto seguinte). Também foi dado amplo espaço à simulação das operações de busca, nas quais as Unidades Cinotécnicas deverão desenvolver uma estratégia operacional comum que garanta a perfeita harmonia binomial para tornar cada busca eficaz e eficiente, salvando uma vida.
O Serviço de Resgate em Montanha de Itália, o mesmo que aprovou os cães para o resgate em montanha, é um provedor do CNSAS (agência nacional de socorro alpino e espeleológico) que oferece operações nacionais de busca, resgate em montanhas e em terrenos difíceis, em estreita cooperação com o MEDICAL AIR RESCUE SERVICE 118, com a equipa do METEOMONT (1), com a POLÍCIA e com o EXÉRCITO, através do número de telefone 112 - serviço de emergência integrado segundo o padrão da UE . As principais missões que desenvolve são: BUSCA E SALVAMENTO, RESPOSTA A AVALANCHES, PRIMEIROS SOCORROS, VIGILÂNCIA DE ÁREAS MONTANHOSAS, PREVENÇÃO DE ACIDENTES e SEGURANÇA PÚBLICA.
Saúda-se este esforço e espera-se que para o próximo ano mais cães sejam aprovados nesta especialidade de socorro cuja necessidade ninguém nega e muito menos a sua utilidade.
(1)O Meteomont é um serviço meteorológico italiano, responsável pela busca e salvamento, avaliação do risco de avalanche, pelo alerta antecipado de avalanches e pela avaliação das condições de neve nas montanhas em geral.

terça-feira, 2 de outubro de 2018

MOLLY, O PRIMEIRO CÃO ANTI-DOPING DO MUNDO

A Confederação Desportiva da Suécia diz que a MOLLY é o primeiro cão anti-doping do mundo e que iniciou o seu trabalho na primavera passada. Trata-se de uma SPRINGER SPANIEL com 4 ANOS de idade, originária da IRLANDA DO NORTE, que foi treinada como um comum cão alfandegário de busca usado para farejar narcóticos.
Ao chegar à Suécia, a Molly foi primeiro entregue a um funcionário alfandegário sueco, vindo depois a morar com MICHAEL SJOO, um oficial de controlo anti-doping que é também o seu condutor e com a sua esposa JOANNA, cujo trabalho é o mesmo. Sujeita a um treino diário e intensivo, a cadela vive na casa do seu adestrador há 6 meses, aprendendo a detectar todas as substâncias necessárias.
Segundo o seu condutor, esta Springer Spaniel é capaz de detectar muitas substâncias escondidas com diferentes apresentações, como esteróides e testosterona, para além de muitas outras, sendo capaz de detectá-las em ampolas, comprimidos, pó e tabletes – ELA É CAPAZ DE DETECTAR QUALQUER SUBSTÂNCIA DOPANTE!
Como a Molly não tem uma aparência assustadora e é muito simpática, a maioria das pessoas gosta dela e daquilo que faz. Apesar deste binómio anti-doping não poder intervir directamente e remexer as bolsas individuais dos atletas, pode indicar os que deverão ser sujeitos aos testes de dopagem. Numa das suas buscas de rotina, nos balneários, caixotes do lixo e calçado, a Molly sinalizou dois atletas, que depois de submetidos a exame, os seus testes deram positivo.
Esta Molly é a primeira de muitas que a seguirão, uma nova e eficaz ferramenta no combate contra o doping, para além das comuns análises de sangue e urina há muito em uso. Como se depreende, somos a favor do uso dos cães pela verdade desportiva. Que venham mais Mollies!

THOMAS BLOCK E O “CÃO NO PEDESTAL”

Provavelmente os nossos leitores nunca ouviram falar de THOMAS BLOCK, um ilustre jornalista berlinense para mim também desconhecido, que me chamou à atenção num editorial que escreveu e que foi publicado anteontem no jornal diário alemão SÜDWEST PRESSE, intitulado “HUND AUF DEM SOCKEL” (CÃO NO PEDESTAL), onde avalia a relação dos alemães com os seus cães, editorial que vale a pena ler em https://www.swp.de/hund-auf-dem-sockel-26856358.html, porque a realidade alemã nesta matéria não difere muito da nossa e a análise feita por Block é acutilante, reveladora, induz-nos à reflexão e à razão.
Como indicámos acima onde ler o editorial em questão, vamos apenas sintetizá-lo e destacar as partes que nos pareceram mais importantes. A introdução do editorial é magistral ao contrapor a correcção, a ordem e a objectividade teutónicas com o relacionamento (quase irracional) que os alemães têm com os sus animais de estimação, porquanto “o animal de estimação está (para os alemães) nalgum lugar entre o homem e o santo”. Na denúncia da mesma irracionalidade e estranheza, Block adianta que em breve “haverá mais clubes de abrigos de gatos do que abrigos para os sem-tecto”.
O exagerado cuidado com o bem-estar dos animais, tem tomado conta das pessoas, levando-as ao individualismo, à alteração de hábitos que desvaloriza a família e que leva ao vazio provocado pela falta de relacionamento interpessoal. Block termina dizendo que “Não há nada contra o facto de que um alemão correto, ordenado e factual tenha uma saída emocional - desde que não prejudique nem os seres humanos nem os animais”, num claro apelo à objectividade. Lá como cá, não faltam radicais que aperfilham a máxima: “quanto mais conheço as pessoas, mais gosto dos animais!”. Gostar de animais deverá servir para unir os homens e torná-los solidários, não para endeusar animais e aumentar a indiferença pela humanidade.

segunda-feira, 1 de outubro de 2018

SABE O QUE AJUDA A MELHORAR A PONTUALIDADE DOS COMBOIOS PARISIENSES?

Sabe o que ajuda a melhorar a pontualidade do metro e dos comboios parisienses, como acontece em Paris? A presença de cães detectores de explosivos, porque permitem dissipar mais rapidamente dúvidas sobre encomendas suspeitas nas redes ferroviárias (RATP, RER e SNCF). O seu número duplicará até ao final deste ano graças à sua eficácia. Estes cães especialistas apareceram nas plataformas do metro, comboio e da rede de expressos regional, com o objectivo de evitar delongas aos passageiros diante de um pacote suspeito. Os dois binómios ao serviço da RATP (Régie Autonome des Transports Parisiens), presentes nas estações de CHATELET e LA DÉFENSE, foram capazes de salvar 4 horas de interrupção de tráfego por mês, de acordo com a RATP.
Diante dos resultados obtidos, a RATP decidiu, com o apoio financeiro da ILE-DE-FRANCE MOBILITY (IDFM), autoridade/organização que controla e coordena as diferentes empresas de transporte que operam na rede de transportes públicos na área de Paris e no resto da Região de Ile-de-France, implantar até ao final do ano na sua rede 20 binómios cinotécnicos detectores de explosivos, que serão espalhados por toda a rede. Também a SNCF (Société Nationale des Chemins de fer Français) implementou a mesma solução em toda a sua rede ferroviária urbana, valendo-se do co-financiamento do IDFM. Neste momento já se encontram 19 binómios a trabalhar para SNCF e um vigésimo irá juntar-se-lhes no final do ano. Estas equipas cinotécnicas, desde Janeiro até agora, já intervieram 650 vezes, dentro de um tempo médio de 13 minutos de intervenção contra os 50 minutos que levam a polícia e a gendarmerie.
Perante a extensão e qualidade deste policiamento, cada vez é mais seguro viajar nos autocarros e comboios franceses, muito embora ninguém esteja livre de um ataque terrorista, que pode acontecer onde menos se espera. No entanto, sem dar-lhes tréguas, a Europa está a ganhar a guerra contra o terrorismo e contra os terroristas, contanto em grande parte com o precioso auxílio dos seus cães.

ROUBADA PORQUÊ E PARA QUÊ?

Uma Labradora chamada DANAE com 10 anos de idade, propriedade de ROXANE, uma jovem de 28 anos de idade, que a possui como cão de serviço por ser deficiente motora, desapareceu durante um passeio em NANTES, LOIRE-ATLANTIQUE, França, acabando por ser roubada e posteriormente libertada, vindo a ser encontrada nesta última Sexta-feira nas margens do LOIRE por moradores que a reconheceram, mercê dos alertas lançados nas redes sociais pela polícia nacional que mobilizaram grande número de cidadãos. A dona e companheira da cadela, felicíssima por reencontrá-la, adianta que o animal está agora com muito medo e traumatizada, mas espera que com o passar do tempo a Labradora volte à normalidade, uma vez que era muito alegre e enérgica. O trabalho da DANAE consiste em ajudar a sua dona num conjunto de tarefas quotidianas para ela inalcançáveis, como fechar portas, accionar interruptores e transportar um sem número de coisas. Como a velha cadela foi roubada com um colete identificativo do seu serviço, pergunta-se: porquê e para quê foi roubada? Será que já há tráfico de animais de serviço? Era só que nos faltava!
PS: Estou em crer que a Labradora consegui soltar-se e pôr-se ao fresco, atendendo ao particular do seu serviço.