O adufe é um instrumento musical português, um pandeiro bimembrafone quadrado que foi introduzido pelos árabes na Península Ibérica entre os Séculos VII e XII. É geralmente tocado por mulheres e a madeira usada para a sua confecção é de pau de laranjeira. Hoje encontra-se essencialmente concentrado no Distrito de Castelo Branco. Um aluno nosso que nasceu nessas paragens, depois de inscrever a sua filha numa escola de equitação, admirou-se com o modo de instrução daquele estabelecimento de ensino. Para espanto seu, as aulas são colectivas e preferencialmente sujeitas à evolução circular. Mais espantados ficámos nós com a causa do seu espanto, porque recorremos ao mesmo método e sempre dissemos onde o fomos buscar. A evolução circular, a formação de esquadras, as evoluções do carrossel e até as normas relativas à segurança no escalonamento escolar que usamos, foram extraídas da equitação e das tácticas da cavalaria (a cavalo). Aconselhamos aos interessados no assunto a consulta dos seguintes textos dos cadernos escolares: “ O Círculo de 36 metros”; “ Manobras de Sociabilização” e “O Escalonamento Escolar”, a fim de dissiparem as suas dúvidas.
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quinta-feira, 24 de junho de 2010
O adufe e o espanto
O adufe é um instrumento musical português, um pandeiro bimembrafone quadrado que foi introduzido pelos árabes na Península Ibérica entre os Séculos VII e XII. É geralmente tocado por mulheres e a madeira usada para a sua confecção é de pau de laranjeira. Hoje encontra-se essencialmente concentrado no Distrito de Castelo Branco. Um aluno nosso que nasceu nessas paragens, depois de inscrever a sua filha numa escola de equitação, admirou-se com o modo de instrução daquele estabelecimento de ensino. Para espanto seu, as aulas são colectivas e preferencialmente sujeitas à evolução circular. Mais espantados ficámos nós com a causa do seu espanto, porque recorremos ao mesmo método e sempre dissemos onde o fomos buscar. A evolução circular, a formação de esquadras, as evoluções do carrossel e até as normas relativas à segurança no escalonamento escolar que usamos, foram extraídas da equitação e das tácticas da cavalaria (a cavalo). Aconselhamos aos interessados no assunto a consulta dos seguintes textos dos cadernos escolares: “ O Círculo de 36 metros”; “ Manobras de Sociabilização” e “O Escalonamento Escolar”, a fim de dissiparem as suas dúvidas.quarta-feira, 31 de março de 2010
Uma gaivota de língua de fora
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
O condutor nocturno
Há uns anos atrás, Avª de Roma acima e no meia da noite, usufruindo da companhia da saudosa Dª Beatriz Silva, fomos surpreendidos por um binómio que se deslocava irrepreensivelmente naquela mítica avenida da Capital. O adestrador agradado pelo facto exclamou: “ Ò Beatriz, aquele é que devia ser meu aluno!” Olhando mais amiúde, a Sr.ª respondeu-lhe: “ O menino não está a ver que aquele é o Diogo com o Klint! E era mesmo, um binómio da nossa Escola constituído por um condutor zeloso e acompanhado por um cão não menos brioso. Os anos passaram e o Klint está velhote, o Diogo raramente dá notícias e encontra-se distante das lides do adestramento. O binómio na foto acima é o constituído pela Princesa e pelo Ricky, que se desloca célere e compenetrado. A história repete-se ano após ano, a Princesa adquiriu a técnica e o Ricky é neto do Klint! Dá gosto ver binómios assim, principalmente quando a maioria anda “à boleia” e prestes a esborrachar-se. Princezinha aceita o recado: o cão vai ligeiramente atrasado, coisas das fotos, as suas patas dianteiras deverão ir paralelas ao pé de projecção e nunca alinhadas pelo pé de sustentação. Bem sabemos que faltam escassos centímetros, mas buscamos a perfeição.Saltar sim, mas bem!
Este fim-de-semana reforçámos o comando de “up” e convidámos algumas das nossas crianças para fazerem de obstáculo. Para além da instalação do automatismo direccional, ao alcance de qualquer cachorro, o exercício serviu para o robustecimento de carácter dos cães em classe, contribuindo para a supressão do medo de estranhos e para a supremacia da ordem. Sucintamente, as transposições verticais quer sejam instantâneas ou alongadas, carecem da mesma técnica independentemente dos materiais usados prá construção dos obstáculos. No terceiro momento do salto, na saída, o condutor deve estar para além do obstáculo a transpor (no comprimento total da trela). E isto porquê? Para que o peso corporal do cão seja o mais rapidamente distribuído pelos seus dois pares de membros, graças à indução fornecida pelo segmento de recta. Quando se ignora este princípio técnico, por força do mau condicionamento, os cães afundar-se-ão nas saídas dos obstáculos, mesmo quando em liberdade. Quando se salta com o cão alinhado ou adiantado, o animal vê-se obrigado a rebocar o dono e tal pode ser-lhe lesivo. O vício encontra-se associado a saltos cavados ou tirados do meio da rua, isentos de marcação e entregues à fortuna, fruto duma precária obediência e resultante também da indolência dos condutores. Esta semana a proeza coube ao Eduardo e a vítima foi a Vega (foto acima).
E para que seja visível a diferença entre o correcto e o errado, evidenciamos a prestação da Teresa com o Buster (foto abaixo), com a condutora já adiantada no momento da execução. Considerando o bem-estar canino, importa mais o modo como são feitos os obstáculos do que a sua simples transposição. Para o Eduardo colocamos duas questões: quem lidera o binómio e quem ensina obediência a quem?É de manguitos que o povo gosta!
O tango dos marrecos
8 marrecos decidiram ir passear ao parque com os seus cães (foto acima). Como é sabido, um condutor avalia-se pela postura, modo de respirar e pela entoação dos comandos. A postura contraída dos condutores é normalmente transmitida para os cães. Se reparem bem, 6 deles vão cabisbaixos como os seus líderes. O Zorro vai certo por força do desaguisado do Flikke e este vai de cabeça levantada porque tem a cauda do Ricky imediatamente à sua frente. São os cães que devem olhar para os donos e não o contrário, a menos que pisem terreno minado ou procurem algo perdido. O tombar da cabeça dos condutores, enquanto expressão mímica, duas coisas pode originar: o atraso dos cães ou a sua transição imediata para o andamento seguinte. Como tal não havia sido solicitado, estamos convencidos que de uma coreografia de tango se tratava. AVISO
Como a temática dos “apanhados” é essencialmente técnica e para uso exclusivo da Família Acendura Brava. Esta foi a sua única aparição no Blog. Doravante a sua publicação ficará restrita ao Site e será apenas visível para as pessoas nele cadastradas. Agradecemos aos nossos alunos a contribuição para o crescimento individual prático-cognitivo, porque querem melhorar e sabem que podem contar connosco na sublime arte de adestrar. A nossa virtude está na correcção dos erros e a sua solução torna-nos maiores. A aposta na mudança é o nosso objectivo e procuramos outros limites que outros nem ousam sonhar. É isso que a sigla “Fidutia et Labor” significa também para nós.
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