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quinta-feira, 1 de julho de 2010

Alpha: Um ás sem beta e um amigo para sempre

Não foi fácil escolher um título para falar sobre o “Alpha”, um Rottweiler lapidado pelo Paulo Almeida e capacitado nas nossas fileiras. Muitos rottweilers passaram por cá, mas nenhum lhe chegou aos calcanhares, apesar da excelência do “Tark”, do “Brutus”, da “Preta” e do “Aros”, também eles excepcionais, seus mestres e companheiros que aqui também homenageamos. Às costas destes molossos alemães a Acendura estabeleceu-se e cresceu, ganhou forma e convenceu, demonstrando a superioridade dos indivíduos para além dos seus entraves raciais ou fantasmas a eles associados. O que tornava o Alpha diferente dos outros era a sua disponibilidade, a capacidade que tinha para ultrapassar os demais, quer eles fossem rottweilers ou não, alcançando valores atléticos até hoje nunca vistos. Certo dia numa exibição, nas festas de uma escola primária em S. Domingos de Rana, ele ultrapassou, com a maior naturalidade, um obstáculo misto composto por uma barreira de 1,2 m circundada por 66 miúdos! Durante anos fez duo com o Afonso nos festivais e exibições, sempre enaltecendo as nossas cores e suscitando do público a mais profunda admiração. Apesar de treinado para guarda e porque era duma obediência inquestionável, ele fazia as delícias da garotada e sempre foi um amigo por excelência. Adorava a escola e o adestrador e a sua alegria contagiava. Apesar de ter partido já há alguns anos, ainda o sentimos ao nosso lado, a olhar para nós e à espera de serviço. Prestar tributo ao Alpha é também enaltecer o trabalho do Paulo, porque soube aproveitar superiormente o companheiro que lhe caiu em mãos e os cães não nascem ensinados. O Alpha ficou imortalizado num filme que o Paulo vê amiúde, quando a saudade lhe bate à porta e importa ir adiante. A este binómio da 3ª esquadra presta a Acendura a mais sentida homenagem.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

O último voo do condor: a morte do Pascoalito (04/03/03 - 12/11/09)

Nasceu em Runa, recebeu o nome de “Chéu da Quinta de Carcavelos”, veio parar às mãos da Maria e foi rebaptizado como “Pascoalito”, em homenagem ao seu pai, “Pascoal da Villa Sant’Agata”. Por volta da maioridade foi entregue para a segurança dum condomínio, acabando mais tarde nas mãos do Virgílio. Nunca levou de vencida a sucessiva troca de líderes, permanecendo até ao final submisso e desconfiado. Com a Susana participou nas nossas classes e representou a nossa Escola nalguns eventos, alcançando destaque na endurance e enaltecendo os nossos propósitos. Tal qual um condor pairava sobre os obstáculos na suspensão, mercê de uma excelente impulsão e excepcionais alongamentos. As suas prestações atléticas dificilmente serão esquecidas e o por causa disso, o seu nome não será tirado da margem direita deste Blog, porque lhe estamos gratos e pretendemos homenageá-lo, mantê-lo vivo entre nós. Segundo o que nos foi comunicado, numa intervenção cirúrgica de emergência, morreu duma gastroenterite hemorrágica aos 6 anos de idade. O seu precoce desaparecimento apanhou-nos de surpresa e todos lamentamos a sua partida. Breve outros lobeiros tomarão o seu lugar e o seu nome será relembrado quando alguém disser: “faz lembrar o Pascoalito!” O falecido era um dos poucos descendentes directos do famoso “Flick“ (Kuklonn-Horst da Quinta ABC) e apenas foi pai de uma ninhada. Daqui enviamos uma mensagem de solidariedade para os seus donos, porque não é fácil abrir a porta e apenas sentir o vento, alcançar o infinito e não ter o Pascoalito por perto.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

O Adeus do Guerreiro

No passado dia 9 de Outubro, o Warrior d’Acendura Brava foi abatido. Ia fazer 13 anos em Março e foi posteriormente cremado (individualmente). As suas cinzas irão ser adicionadas às da sua proprietária. Unidos na vida e na morte, deixaram-nos um legado incontável. Quer o Zé Saramago tenha razão ou não, e reportamo-nos à sua mais recente obra “Caim”, um brado sai da nossa garganta:
“- Descansem em paz, companheiros”.