Condicionar um cão a ladrar é tão-somente aproveitar uma das suas vozes naturais, muito embora existam raças que ladrem mais do que outras. Podemos fazê-lo por aproveitamento, instigação ou persuasão de acordo com as características individuais de cada cão. O que se procura é o ladrar ordenado e não o instintivo, considerando a sobrevivência dos cães, o uso a dar-lhes e a salvaguarda binomial. Convém que o comando transite para a linguagem gestual e seja accionado por ela, o que impedirá a denúncia do binómio e possibilitará o uso do cão à distância. O ladrar é naturalmente uma voz de aviso que antecede o rosnar, que tanto o pode substituir como eliminar. Ensinar os cães mais submissos a ladrar é um requisito indispensável e um subsídio para a vida, considerando a sua ajuda ou socorro, porque o ladrar soa mais alto que o vulgar gemido. E neste sentido, fomentar o ladrar irá implicar num melhor equilíbrio dos indivíduos. Por outro lado e servindo o mesmo propósito, também os donos dos cães agressivos saiem a ganhar, porque vêem aumentado o seu controlo sobre eles, evitando assim a transição automática do rosnar para o ataque. Para além do aviso, o ladrar pode ser usado como intimidação tanto dentro do lar quanto nas saídas ao exterior. Diante das actuais especificações caninas o ladrar tem vindo a ser usado como sinal de identificação ou detecção.
Mostrar mensagens com a etiqueta Caderno de ensino. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Caderno de ensino. Mostrar todas as mensagens
domingo, 14 de novembro de 2010
Caderno de ensino: XXXVII. O ladra
Condicionar um cão a ladrar é tão-somente aproveitar uma das suas vozes naturais, muito embora existam raças que ladrem mais do que outras. Podemos fazê-lo por aproveitamento, instigação ou persuasão de acordo com as características individuais de cada cão. O que se procura é o ladrar ordenado e não o instintivo, considerando a sobrevivência dos cães, o uso a dar-lhes e a salvaguarda binomial. Convém que o comando transite para a linguagem gestual e seja accionado por ela, o que impedirá a denúncia do binómio e possibilitará o uso do cão à distância. O ladrar é naturalmente uma voz de aviso que antecede o rosnar, que tanto o pode substituir como eliminar. Ensinar os cães mais submissos a ladrar é um requisito indispensável e um subsídio para a vida, considerando a sua ajuda ou socorro, porque o ladrar soa mais alto que o vulgar gemido. E neste sentido, fomentar o ladrar irá implicar num melhor equilíbrio dos indivíduos. Por outro lado e servindo o mesmo propósito, também os donos dos cães agressivos saiem a ganhar, porque vêem aumentado o seu controlo sobre eles, evitando assim a transição automática do rosnar para o ataque. Para além do aviso, o ladrar pode ser usado como intimidação tanto dentro do lar quanto nas saídas ao exterior. Diante das actuais especificações caninas o ladrar tem vindo a ser usado como sinal de identificação ou detecção.quinta-feira, 28 de outubro de 2010
Caderno de ensino: XXXIV. Os brinquedos
Caderno de ensino: XXXV. O transporte
Caderno de ensino: XXXVI. O nó de corda
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
Caderno de ensino: XXXIII. O "atenção"
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
Caderno de ensino: XXXII. "Ao teu lugar"
O comando “ao teu lugar” é usado para o reiniciar das acções policiais ou de captura. Consiste na recolocação do cão, por ele mesmo, no ponto de partida para os ataques lançados, esperando ordens e mantendo a atenção, quando a revista se torna dispensável e a cessação das ordens uma necessidade. É comummente usado para a fixação do “ninho” quando intentamos que o cão se mantenha no seu local de vigia, garantindo desse modo a protecção e o policiamento do território comum. A instalação do comando só deve acontecer depois do despertar do instinto de presa, para que não se transforme em inibição e venha a comprometer as acções de captura. Tanto na interrupção dos ataques lançados como na colocação do ninho, o cão deverá adoptar a postura de deitado, o que garantirá a certeza da imobilização no primeiro caso e a diminuição da sua silhueta no segundo. Este comando, quando bem utilizado, para além da cessação das ordens, contribuirá para a conservação dos índices de prontidão e alerta inerentes aos cães de guarda, porque ao anunciar as acções funciona como estímulo. Apesar do “ao teu lugar” ser alcançado pela memória afectiva (porque o trabalho é do agrado do cão), ele não dispensa o contributo da memória mecânica ou da mecanicidade das acções, porque o cão fica “em pulgas” e tenderá a diminuir a distância entre si e o intruso. O comando pode também ser instalado para mandar o cão para o seu lugar de pernoita ou descanso.sexta-feira, 8 de outubro de 2010
Caderno de ensino: XXXI. O "ronda"
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
Caderno de Ensino: XXX. A recusa de engodos
Entende-se por “recusa de engodos” a não-aceitação pelo cão de comida ou água desautorizadas, quando fornecidas por outrem que não o dono ou colocadas à disposição do animal, sem consentimento prévio, ordem expressa ou para além das regras instituídas pelo líder. A aprovação na recusa de engodos é indispensável para todos os cães de utilidade, porque ao contribuir para a sua sobrevivência, aumentará a sua autonomia, operacionalidade e sucesso. O seu ensino é normalmente coercivo e quando o não é, irá resultar de um ou mais dos seguintes factores: fraco impulso ao alimento, impropriedade de carácter, insuficiência física, experiência prévia traumática ou da prevenção atempada e objectiva. O facto do cão ser um animal social, viver naturalmente em matilha e sujeito a um líder, facilita-nos o trabalho, porque garante a liderança e opera a sua aceitação.
Sempre será melhor optarmos pela prevenção e atingirmos a inibição pelo seu contributo, através de regras simples que evitarão demoras desprezíveis e acções mais coercivas. Se queremos um cão impoluto e incorrupto, seremos obrigados a trabalhar para isso, a estipular normas e a respeitar procedimentos que contribuirão para a codificação e salvaguarda do animal, já que donos desregrados geram cães desorientados. Reportamo-nos à inflexibilidade dos horários na distribuição dos pensos, à exclusividade do local de repasto, aos comedouros e bebedouros reguláveis, à proibição de outros alimentarem os cães, ao desaprovo da procura nos caixotes do lixo, ao desprezo pelo pedido de guloseimas à volta da mesa e ao cuidado de não deixar comida pelo chão, extensivo também às crianças que nos visitam, pródigas em engodos por distracção, desleixo ou esquecimento. Enquanto o cão não estiver preparado para a recusa de engodos, antes de o soltar, tanto nos passeios internos quanto nas saídas pró exterior, é de todo conveniente passar em revista o terreno a bater, porque isso pode salvar-lhe a vida e muitos já pereceram pela ausência desse cuidado.
Quando deveremos iniciar o treino prà recusa de engodos? Nas actuais obras de alguns adestradores não é clara a distinção entre treino e adestramento, entre experiência directa e treino propriamente dito, muito embora o segundo suceda ao primeiro na relação óptima entre tratamento e treino, o que tem dado azo a confusões e levado a cronogramas impróprios ou abusivos. Só o cão nos poderá dizer quando iniciar a recusa de engodos, se antes ou depois da sua maturidade sexual ou se teremos de esperar pela emocional, de acordo com a sua carga genética, perfil psicológico e serviço a que se destina. Um cachorro rijo poderá iniciá-lo aos 90 dias, o que é cada vez mais raro e a maioria dos cães só o iniciará entre os 10 e os 18 meses, porque importa que a inibição não leve a esterilização dos seus impulsos à luta e à defesa, o que nos levará a observar o particular de cada indivíduo.
Como faremos o treino prà recusa de engodos? Como já atrás se disse, a prevenção tem aqui uma importante palavra a dizer, porque tenderá a diminuir as acções persuasivas e coercivas que constituem este treino. Evolui-se da presença do dono para a sua ausência e as armadilhas a utilizar dependerão da resistência de cada cão. Primeiro opera-se pelo reparo, depois pela surpresa e finalmente pelo recurso às armadilhas (se for caso disso). Quando um cão for surpreendido pela armadilha e sofrer o seu impacto, coisa do seu desagrado e que lhe provoca algum desconforto, deve associar-se à acção o comando de “perigo”, para que debaixo dele seja avisado e venha a desprezar todo e qualquer tipo de engodos. O trabalho é aturado e sempre carece de reavivamento, porque decorre da liderança e é antinatural.
Há casos em que a retaliação deverá ficar ligada à recusa de engodos, para desencorajar as sucessivas tentativas de suborno, o que não é difícil atendendo à revolta dos cães e à contrariedade que as acções lhes provocam. Este complemento acontece por acção reflexa e tende a fundamentar a recusa de engodos, funcionando com prémio e ratificando a liderança. Considerando o que foi dito e diante do pouco know-how da maioria dos proprietários caninos, omitiram-se propositadamente alguns pormenores relativos aos procedimentos a haver. Porém, estamos disponíveis para maiores esclarecimentos, caso se justifiquem, não atentem contra o bem-estar dos cães e sirvam para a sua salvaguarda.quinta-feira, 23 de setembro de 2010
Caderno de ensino: XXIX. Tirar o medo aos tiros ou preparar o cão para os disparos?
O treino contra os disparos, vulgarmente mal entendido como “tirar o medo aos tiros”, deve preparar o cão para 3 acções indispensáveis ao seu uso e sobrevivência: a defesa (ocultação), o contra-ataque (progressão dissimulada) e o desarme. A familiarização a operar não deverá suprimir o medo do animal, mas alertá-lo para o perigo (que é real), e suscitar-lhe a resposta adequada. Os que foram combatentes sabem, por experiência própria, que foi o medo que os manteve vivos e que muitos valentes morreram, ingloriamente, por falta de cuidado. O condicionamento desejável acontecerá pelo contributo da memória afectiva canina, porque nela o cão armazena experiências felizes e aterradoras mal aconteça a sua apresentação, o que torna o medo instintivo num subsídio inestimável, quando bem aproveitado.
A familiarização com os disparos é por si mesmo estéril, porque apenas produz habituação e não sugere resposta (não alerta o animal e nem opera a sua salvaguarda), muito embora seja necessária e essencial pràs acções procuradas. Com maior ou menor medo todos os cães a alcançarão e com mais ou menos trabalho todos eles virão a apossar-se das reacções desejadas, dependendo isso dos indivíduos a instruir e dos métodos a utilizar. Subsistem vários métodos e todos eles mais eficazes do que prender um cão a uma oliveira e depois descarregar uma dúzia de tiros à sua volta. Os cães sujeitos ao boliço das cidades, particularmente os instalados junto a bairros problemáticos, virão a suportar melhor os tiros do que aqueles que nunca os ouviram e que virão a ser surpreendidos pelo ribombar das caçadeiras, independentemente do seu perfil psicológico. Há quem use música clássica nos canis e que se valha de marchas do tipo Radetzky-March ou Ich hatt’einen Kameraden. Indo para além do gosto de cada um e dos meios ao seu alcance, a familiarização terá que acontecer, evoluindo-se de longe para perto e da presença do dono para a sua ausência. A familiarização tem sido responsável pela aprovação de muitos cães nos testes de carácter, mesmo daqueles que geneticamente nele são deficitários, demonstrando dessa forma a falibilidade dos testes e a supremacia ambiental que premeia o esforço humano em detrimento da qualidade canina, mercê da ocorrência que anuncia o prémio prós animais.
Se houver que tirar o medo aos tiros, primeiro há que suprimi-lo da cabeça dos donos, convidando-os para manobras binomiais perante a sua ocorrência, serenando dessa forma os cães (o que raramente é visível) e reforçando as suas acções, tornando os disparos parte do habitat e próprio daquele ecossistema. Uma aula de obstáculos pode ser acompanhada de disparos, porque a novidade remete-se aos tiros e os automatismos direccionais serão soberanos, graças à sua instalação e à presença dos condutores. Treinar debaixo de foguetes pode constituir-se numa excelente ocasião, assim como junto a um campo de tiro, a uma oficina de latoeiro ou ao redor de uma estação de troca de pneus. É contraproducente iniciar estes trabalhos pelos automatismos de imobilização e de todo conveniente encetá-los pelos direccionais, para evitar o abuso do travamento e alcançar uma parceria mais dividida e descontraída. É evidente que os cães rijos desnecessitarão disto e os cachorros criados desde o aleitamento debaixo de disparos também, porque a riqueza de personalidade nos cães tende a esconder algumas mazelas presentes no seu carácter, nomeadamente as acções instintivas que obstam à sua mais-valia.
Caso, debaixo de fogo, os cães consigam desempenhar cabalmente os exercícios e trajectos de ginástica, a aceitação dos disparos transitará naturalmente para os automatismos de imobilização, sem os contratempos fornecidos pelo excessivo travamento, motivados pelo stress e pelo isolamento forçado. A prática da ginástica debaixo de fogo irá possibilitar ainda toda e qualquer evolução debaixo de tiro real, o que aumentará a operacionalidade canina e reforçará de sobremaneira a liderança, na relação entre os simulacros (treino) e as acções reais, manobras dispensáveis para a esmagadora maioria dos cães quer eles sejam de companhia ou não. É importante relembrar, e há gente que parece esquecer-se disso, que o travamento sucede à acção e não o inverso, persistindo em travar que nem sequer avança. A morosidade deste treino encontrar-se-á ligada à capacidade do líder se fazer compreender e à aceitação canina da liderança, factores interligados com o tipo de parceria havida, porque quando o cão confia no dono jamais o abandonará.
Tirar o medo aos tiros é fácil, difícil é preparar o cão para os disparos ou contra atiradores, considerando a sua ocultação, o ataque dissimulado, a surpresa e o seu sucesso (desarme e domínio do agressor). Tudo no adestramento é progressivo, gradual e ele não dispensa os mais elementares princípios da pedagogia de ensino, comuns a homens e a cães, garante da melhor evolução binomial. Através da brincadeira quase todos os cães perderão o medo aos tiros, outros serão levados à sua aceitação pelo contributo e dum ou mais impulsos herdados e só os cães mais sérios se tornarão verdadeiramente combatentes, recuperando dessa forma o seu estatuto de predadores, condição própria dos cães de guerra. O desarme do agressor não é difícil de se treinar, mas não nos cabe a nós explicá-lo aqui, porque confiamos na justiça instituída, dispensamos a popular e não queremos que nenhum cão morra numa tentativa frustrada. Com a paciência do dono e com a habituação todos os cães acabarão por ignorar os tiros, facto que muitos caçadores ignoram e que tem levado ao abandono de um sem número de cães.quarta-feira, 15 de setembro de 2010
Caderno de ensino: XXVIII. Os círculos pavimentares
terça-feira, 7 de setembro de 2010
Caderno de ensino XXVII. O lateralizar
O lateralizar é uma figura de obediência sem comando específico, que tanto pode ser solicitada através do comando de “junto” como pelo batimento da mão esquerda do condutor, quer o binómio se desloque para o lado da reunião quer lateralize para o lado esquerdo. A execução perfeita da figura obriga ao lateralizar do cão sem o concurso de qualquer adiantamento ou atraso. A deslocação para o lado do condutor é mais fácil do que a para o lado do cão, devendo começar-se o seu ensino por aí. Para garantir a perfeita lateralização do animal, que nunca deverá adulterar o “junto”, podemos valer-nos de uma vara indicadora ou do concurso da nossa mão esquerda. Só se deve ensinar um cão a lateralizar depois dele ter absorvido os comandos de “à frente” e “atrás”, que funcionarão como subsídios para a obtenção da figura. O lateralizar, uma vez assimilado como automatismo gestual, pode garantir a recolocação silenciosa do cão em cena e respeitar a marcação tanto nos decors quanto no plateau. Exceptuando as necessidades ligadas ao mundo do espectáculo (cinema e televisão), a figura é utilizada nas exibições de obediência ou como meio para reforçar o “junto”. O movimento torna-se mais fácil entre os cães menos angulados e de dorso paralelo à linha do solo.terça-feira, 31 de agosto de 2010
Caderno de ensino: XXVI. As escadas
Ensinar a subir e descer escadas é tarefa obrigatória para os cães de resgate, busca e salvamento, já que elas são utilizadas como meio tanto pró socorro como para a evacuação. Ensinamos as escadas aos cães familiares para que possam auxiliar-nos nos trabalhos de manutenção ou bricolage, entregando-nos ferramentas e utensílios. O cão aprovado nas escadas aumenta também as suas hipóteses de sobrevivência, porque estes obstáculos são parte obrigatória dos destinados à evasão. A adaptação às escadas não é automática e carece de ensino, para que o cão não passe degraus em falso e venha a ser projectado para o solo. Há que ensiná-lo a avançar primeiro os posteriores e só depois os anteriores, não deixando entre eles qualquer degrau em vão. Considerando a ginástica e a destreza inerentes ao obstáculo, convém que os cães já tenham adquirido a desenvoltura física e os indíces atléticos próprios para a tarefa. Todos os cães podem e devem aprender a subir e a descer escadas, a menos que a sua morfologia os impeça. Deseja-se que o cão ande nas escadas com a mesma à segurança e rapidez com que anda no chão.sexta-feira, 13 de agosto de 2010
Caderno de ensino: XXV. O "junto instantâneo"
O “junto instantâneo”é um modo mais célere e alternativo de executar o comando de “aqui”, dispensando o rodopiar do cão à volta do dono ou condutor, entrando directamente prà mão de condução (a esquerda). Nele, o cão gira sobre si mesmo, encosta-se ao líder e coloca-se à sua disposição. O movimento canino é de uma elegância extraordinária, espelha grande prontidão e não esconde a cumplicidade binomial. Quando mais rápida for a execução, mais espectacular é o seu efeito. De nada adianta executar a figura a partir da coerção ou da mecanicidade pura e simples, porque isso sempre será notório e sujeito a maior delonga, sendo por isso mesmo caricato e imprestável. Aqui impera o contributo da memória afectiva para o condicionamento. O modo correcto para a obtenção da figura virá da brincadeira e da fixação do cão num dos pertences da sua eleição, que usado correctamente, reproduzirá o movimento procurado. Para que o interesse do cão se mantenha, é necessário, após cada ensaio, devolver-lhe o pertence, solicitando-lhe a sua procura e captura. O “junto instantâneo” esteve durante muito tempo cativo aos mestres e arredado dos instruendos, na vã relação que intenta sustentar as diferenças e garantir a supremacia. Essa relação imprópria e egoísta é própria dos indivíduos que não querem que os outros saibam tanto quanto eles. O “junto instantâneo” é um automatismo indispensável para o retomar da unidade binomial e pode também servir para a cessação das acções, dispensando assim a inibição que opera a perca de velocidade canina. A melhor apresentação da figura acontece pela linguagem gestual, quando o condutor substitui o comando verbal pelo batimento na sua perna esquerda.quarta-feira, 4 de agosto de 2010
Caderno de ensino: XXIV. O "arco de fogo"
sexta-feira, 30 de julho de 2010
Caderno de ensino: XXIII. O "retraça"
O “retraça” é um automatismo próprio para os cães de resgate e pode ser usado noutras disciplinas ou especialidades cinotécnicas. Consiste no despedaçar de um obstáculo ou objectos avante que obstem à prestação de socorro canina, constituindo-se numa acção típica de desencarceramento. Os cães que tendencialmente destroiem os seus brinquedos, mais rapidamente assimilam o automatismo. Tendo em vista o aproveitamento desta característica, mais vale dar-lhes brinquedos inquebráveis ou proceder à sua substituição do que inibi-los. O treino começa com jornais e cartões, evoluindo-se depois para materiais mais duros (plástico e madeira). Para além do uso dos dentes, requer-se do cão o uso das patas dianteiras e o concurso do seu dorso, porque importa tirar o máximo partido da sua força física. A acção é típica dos grandes e médios molossos, mormente aqueles com maior força de mordedura, cujo focinho mantém a mesma largura ao longo da sua extensão. Os cães só devem operar à ordem e o automatismo é também fundamental para os que se destinam ao cinema e à televisão.sexta-feira, 23 de julho de 2010
Caderno de ensino: XXI. O "escavar"
Fazer buracos é uma actividade típica dos cães e quase comum a todos eles. Talvez o acto seja atávico, já que alguns enterram sobras de alimentos, ocultam brinquedos ou procuram pequenos animais. A experiência ensinou-nos que esse escavar deve ser aproveitado e estimulado, tornando-se indispensável ao Salvamento, ao Resgate e às Manobras de Evasão. Consideram-se Manobras de Evasão as desenvolvidas pelos cães afim de se soltarem, quando roubados, raptados, ludibriados ou encarcerados e intentam voltar para casa. O ensino do “escavar” é fácil porque resulta do aproveitamento de uma resposta natural. Porém, a acção precisa de ser codificada e ter um comando próprio, porque só assim se poderá transitar da sua origem instintiva para o seu aproveitamento, o que muito valerá aos cães e ao socorro dos donos, pressupondo a sobrevivência de ambos. Começamos por enterrar um brinquedo e solicitamos ao cão que o desenterre, juntando de imediato o comando inerente à acção. Depois da assimilação do comando, quando o cão já escavar debaixo de ordem e desnecessitar da ocultação de qualquer objecto, aqui compensado pelo recurso à recompensa, evoluiremos dos pisos mais soltos para os mais duros até à construção de um túnel de evasão. É desejável iniciar este trabalho nas areias fluviais ou marítimas, porque se torna mais fácil e os cães vivem da experiência adquirida. O “escavar”, quando associado aos vários subsídios direccionais, possibilitará, para além da libertação do cão e do resgate do dono, acções binomiais típicas de outras áreas que o adestramento clássico não dispensa. Considerando a presença da claustrofobia nalguns indivíduos, raças ou grupos somáticos, é de todo conveniente que o ultrapassar de túneis e mangas anteceda a acção de escavar.Caderno de ensino: XXII. O "corta"
O “corta” é outro automatismo próprio das Manobras de Evasão, de importância igual ao “escavar” mas de obtenção mais difícil, apesar de resultar de um estímulo natural, considerando os diferentes perfis psicológicos caninos, porque quem mal usa a boca para comer, dificilmente usará os dentes para outra coisa qualquer. Os cães que costumeiramente cortam e retraçam os brinquedos perspectivam uma propensão inata para a aprovação neste automatismo. O “corta” consiste no cortar de uma corda, que vai aumentando de volume de acordo com a satisfação do exercício, de modo gradual e respeitando-se o intervalo entre a pausa e o trabalho, porque a saturação do cão não serve os nossos interesses e leva-o a desistir da acção. Começamos por um pedaço de corda esticada, rígida e com 2 mm de espessura, que colocamos sobre os dentes molares do cão, incentivando-o de imediato ao seu corte. O trabalho é espaçado e demora alguns dias por causa da adaptação a que obriga. Mais tarde o cão cortará cordas com um diâmetro de 3 cm, aprenderá a soltar-se e a soltar o dono. O teste final para a aprovação no comando incidirá sobre a libertação do dono, que atado de pés e mãos numa cadeira, ordenará ao cão que o liberte, cortando as cordas que o mantêm cativo. O “corta” contribui para o aumento da força de mordedura, possibilitando dessa forma o reboque e o resgate de utensílios mais pesados. É obrigatório contrariar a tendência canina e usá-la só para fim útil, porque sem condicionamento o cão poderá vir a morrer electrocutado. Quando o “corta” não resolver e importar eliminar um obstáculo à frente, usaremos o comando de “retraça”, automatismo de que falaremos na próxima edição.sexta-feira, 16 de julho de 2010
Caderno de Ensino: XIX. O "rastejar"
Caderno de Ensino: XX. O "nadar"
sábado, 10 de julho de 2010
Caderno de Ensino: XVIII. O "cruza"
O QUE É O “CRUZA”. O “ cruza” é um modo indicador para a marcha avante ou circular, caracterizado pelo serpentear do cão sozinho, ao redor das pernas do dono ou em torno de obstáculos. Chama-se “8” ao cruzar do cão à volta das pernas do dono com este imóvel, perfazendo assim um ou mais oito consecutivos. Quando o cão evolui em ziguezague sem contornar qualquer obstáculo, estamos na presença da “progressão desenfiada”, manobra típica dos cães de guarda quando debaixo de fogo. Tanto o “8” como a “progressão desenfiada” são figuras decorrentes do “cruza”. A figura é natural nos cachorros e acontece inúmeras vezes, quando se entrelaçam nas nossas pernas e impedem a nossa marcha. O seu afastamento compulsivo pode criar futuras dificuldades para a aceitação do “cruza”.
COMO SE ENSINA O “CRUZA”. Convém que os cães já tenham assimilado o comando de “abaixo”, considerando o preparo muscular para a dureza do exercício. O “cruza” tanto pode ser ensinado à trela como pelo contributo da recompensa, de acordo com a disponibilidade ou resistência ao exercício. Geralmente só ensinamos o cruza depois de havermos alcançado a condução em liberdade, tirando partido dos fortes laços afectivos binomiais. Primeiro servimo-nos do comando de “abaixo” e só depois o transferimos para “cruza”. Para facilitar o convite para o exercício, munimo-nos de uma trela curta e deixamos livre a mão que procede ao estímulo. O concurso ao Slalom, obstáculo típico das provas de agility, pode ajudar na assimilação deste modo indicador.
O QUE ENSINAR PRIMEIRO: O “8” OU “CRUZA”. Sem querermos incorrer na história do “Ovo de Colombo” e porque damos seguimento ao princípio pedagógico da actividade apreensível, que justifica a passagem do trabalho simples para o complexo, primeiro instalamos o “cruza” e só depois avançamos para o “8”.O “CRUZA” IRREPREENSÍVEL. Considera-se o “cruza” perfeito quando: o condutor se desloca em passo ordinário e o cão serpenteia naturalmente sobre as suas pernas, sem lhe causar qualquer entrave ou atraso. O condutor obriga-se a andar erecto e a olhar em frente, reagrupando o animal no final do exercício pelo “junto”, comando que também o antecede.
INTERDIÇÃO À FIGURA. Quando a diferença de alturas entre os membros do binómio for inferior a 90 cm, o binómio encontra-se automaticamente dispensado da figura, afim de se evitar o esforço suplementar do cão e o embaraço do seu condutor. Os cães por demais submissos ou inibidos não deverão ser convidados para o exercício, porque aproveitando-se dele, enroscam-se nos donos, diminuem a sua autonomia e resistem ao andar para diante. Os animais portadores de displasia grave deverão ser dispensados deste exercício. O treino do cão de guarda não dispensa o ensino da “progressão desenfiada”, mas pode desprezar a instalação do “cruza”, considerando o risco prà sua imobilização ou eliminação.
INTERDIÇÃO À FIGURA. Quando a diferença de alturas entre os membros do binómio for inferior a 90 cm, o binómio encontra-se automaticamente dispensado da figura, afim de se evitar o esforço suplementar do cão e o embaraço do seu condutor. Os cães por demais submissos ou inibidos não deverão ser convidados para o exercício, porque aproveitando-se dele, enroscam-se nos donos, diminuem a sua autonomia e resistem ao andar para diante. Os animais portadores de displasia grave deverão ser dispensados deste exercício. O treino do cão de guarda não dispensa o ensino da “progressão desenfiada”, mas pode desprezar a instalação do “cruza”, considerando o risco prà sua imobilização ou eliminação.
Subscrever:
Mensagens (Atom)