Depois da morte do Carlos Veríssimo (e já lá vão quase três meses), o Tot acusou o desaparecimento do seu dono e líder, começando por partir alguns pertences do quintal e enveredando por uma série de disparates aparentemente injustificáveis. A letargia tomou o lugar da revolta e gradualmente desinteressou-se das iguarias do seu agrado, permanecendo prostrado e arredio, de olhar vago e desinteressado. A família preocupada com o sucedido contactou-nos, porque não lhe encontrava sinais exteriores de doença e não sabia o que fazer. A solução por nós encontrada foi a de o trazer para o treino e entregá-lo aos cuidados do Monitor Tiago Soares, que “substituindo” o líder desaparecido e valendo-se dos códigos, o convidou para um conjunto de tarefas do seu agrado. Com as calças demasiado apertadas no princípio, porque se tratava de um valente cão de guarda, o Tiago foi vencendo gradualmente os seus receios e o cão aceitou a sua liderança. Logo após o primeiro treino, o cão voltou à normalidade, retomou o apetite e recuperou a alegria. Doravante fará equipa com este monitor da escola até à constituição binomial, já que na família adoptiva ninguém apresenta essa disponibilidade. Graças ao uso dos códigos, o cão está de volta, voltou à matilha escolar, recuperou a sua utilidade e alcançou a excursão. Não lhe podemos trazer de volta o seu amado dono, mas tudo faremos para que se sinta bem entre nós, na escola donde veio e que muito bem conhece. Sê bem-vindo Tot, sempre teremos um lugar para ti nas nossas fileiras!
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quinta-feira, 11 de agosto de 2011
A TENTATIVA DE SUICÍDIO DO TOT
Depois da morte do Carlos Veríssimo (e já lá vão quase três meses), o Tot acusou o desaparecimento do seu dono e líder, começando por partir alguns pertences do quintal e enveredando por uma série de disparates aparentemente injustificáveis. A letargia tomou o lugar da revolta e gradualmente desinteressou-se das iguarias do seu agrado, permanecendo prostrado e arredio, de olhar vago e desinteressado. A família preocupada com o sucedido contactou-nos, porque não lhe encontrava sinais exteriores de doença e não sabia o que fazer. A solução por nós encontrada foi a de o trazer para o treino e entregá-lo aos cuidados do Monitor Tiago Soares, que “substituindo” o líder desaparecido e valendo-se dos códigos, o convidou para um conjunto de tarefas do seu agrado. Com as calças demasiado apertadas no princípio, porque se tratava de um valente cão de guarda, o Tiago foi vencendo gradualmente os seus receios e o cão aceitou a sua liderança. Logo após o primeiro treino, o cão voltou à normalidade, retomou o apetite e recuperou a alegria. Doravante fará equipa com este monitor da escola até à constituição binomial, já que na família adoptiva ninguém apresenta essa disponibilidade. Graças ao uso dos códigos, o cão está de volta, voltou à matilha escolar, recuperou a sua utilidade e alcançou a excursão. Não lhe podemos trazer de volta o seu amado dono, mas tudo faremos para que se sinta bem entre nós, na escola donde veio e que muito bem conhece. Sê bem-vindo Tot, sempre teremos um lugar para ti nas nossas fileiras! O ABU E OS 5 CÃES DE LONDRES: A NECESSIDADE DE REPÔR A ORDEM
Os recentes distúrbios em Londres fizeram-nos lembrar do Abu, um CPA amigo da dona que zela pela harmonia familiar, não hesitando em pôr na ordem o infante lá de casa, quando ele não cumpre com as suas obrigações ou desrespeita as regras instituídas, valendo-se para isso da persuasão necessária e inerente ao seu porte. Na capital inglesa vimos 5 cães com igual incumbência, perante uma turba de ladrões e saqueadores, meninos a pôr na ordem, extasiados pela destruição e tomados pela violência. Não é bonito usar cães contra cidadãos, mas talvez se justifique o seu uso como presença dissuasora e ostensiva, particularmente diante da barbárie que assume o fratricídio, que nada respeita e quer passar impune. A avaliar pelas imagens televisivas, parece que os bichos foram bem sucedidos e as investidas dos saqueadores travadas. Bem aventurados sejam os cães quando usados contra o abuso, quando zelam pela nossa protecção e não descansam para que tenhamos segurança.
sexta-feira, 5 de agosto de 2011
O CLAUSTRO PRÀS BESTAS E OS CÃES DA “LEVADA”
Pelo estado de conservação dos monumentos e do nosso património histórico parece que os portugueses são pouco cuidadosos na preservação da sua cultura, desprezando os tesouros da nossa identidade que nos foram legados pelas gerações passadas. Esta política do “deita a baixo” tem raízes milenares e sempre volta à tona nos momentos de alguma convulsão social, onde a ocasião faz o ladrão e o que é de todos passa para o quintal dalguns. Talvez isso se deva ao abismo entre a erudição e a ignorância, à procura de um lugar ao sol mais fácil e à ancestral inveja que teima em largar-nos. E como se tudo isso já não nos bastasse, o “pragmatismo” de alguns acaba por arruinar muito daquilo que é nosso. Na dita capital do gótico, em Santarém, está situado o Convento de S. Francisco, fundado em 1242 por D.Sancho II, a quando da chegada dos Franciscanos àquela cidade. Classificado como Monumento Nacional pelo IPPAR desde 1917, há mais ou menos noventa anos que se encontra em obras de restauro. A determinada altura aconteceu por ali algo de insólito e inesperado, um Sr. Comandante Militar mandou arrancar as lajes do solo de grande parte do claustro, e fê-lo porque quis lá colocar cavalos e o piso era por demais escorregadio para o efeito, profanando sepulturas e arrancando inscrições. Hoje já não existem ali cavalos, somente umas câmaras poeirentas e um amontoado de lajes à espera de serem recolocadas.
Longe vão os tempos em que os cães eram de uma obediência inquestionável, tanto os civis como os militares, independentemente do serviço a que se destinavam e perante qualquer situação. A avaliar pelo comportamento dos cães actuais, parece que nada aproveitámos do passado e que esquecemos a mestria dos adestradores que nos antecederam, gente que se notabilizou pela excelência do seu conhecimento, arte, empenho e prestação. Por todo o lado se vêem cães pendurados pelo pescoço, apoiados nos jarretes e de patas dianteiras suspensas, lembrando a levada dos cavalos iniciada nos pilões, com os seus tratadores ou condutores debaixo de sério embaraço, tal qual dedo trémulo sobre o gatilho, denunciando o desequilíbrio entre a acção e o travamento, tanto pela força do estímulo como pela ausência de controlo. O caricato da situação, quando entendido pelo chauvinismo, parece uma reminiscência barroca e quando avaliado friamente, à luz da técnica e diante do desempenho necessário, prefigura-se um autêntico disparate. No nosso caderninho de dúvidas a apresentar ao Pai Celeste, na devida altura, queremos acrescentar mais duas: porque será que em Portugal actualização significa rompimento com o passado? Num País tão antigo como o nosso, porque é que tanta gente insiste em ser geração espontânea? Não são só os claustros que são cultura, o adestramento também o é, e ambos parecem condenados a igual amargura, os primeiros ao arrancar das suas lajes e o segundo à ignorância da sua mestria. O claustro para as bestas e os cães da levada são duas faces da mesma moeda, obra da mesma filosofia e fardo que tarda em largar-nos.1, 2, 3, 4… CONTACTO, ESTICÃO, BRAÇO DOBRADO, BISCOITO NA MÃO
O velho e respeitável modelo alsaciano para treinar cães, responsável directo por umas quantas modalidades desportivas, ao contrário do que se julga e longe de ter sido abolido ou substituído, continua em uso no mundo do adestramento, ainda que pretensamente suavizado ou usado como medida de recurso. A progressão em linha recta com retorno, a condução de mão direita, a acção do joelho esquerdo do condutor e a coerção continuam a ser utilizados sem maior contestação, responsabilizando exclusivamente os cães pelo sucesso ou insucesso do processo pedagógico, prática que atenta contra o que Hagendorf e Granderath sugeriram: “ o que fazer para que o meu cão me entenda?”. No nosso entender de pouco préstimo, mas profundamente cativo ao melhor entendimento entre cães e homens, julgamos mais acertada a progressão circular, a condução de mão esquerda, a naturalidade de movimentos do binómio e a substituição da coerção pela advertência verbal, porque sabemos que o stress obsta ao melhor desempenho e entrega os animais aos seus instintos mais básicos, o que é deveras reprovável face ao desenvolvimento do seu impulso ao conhecimento. Com isto estamos a apelar para uma excelente instalação doméstica, para um quadro de crescimento funcional que antecede a escola propriamente dita, para a mais-valia técnica dos condutores e para a relação óptima entre tratamento e treino, maioritariamente responsável pelo estabelecimento dos vínculos afectivos inerentes ao sucesso educacional. sexta-feira, 17 de junho de 2011
AS BARREIRAS VERTICAIS E O COMBATE À MECANICIDADE INDESEJÁVEL
- É PRÁ ACABAR, É PRÁ ACABAR: SÃO TODOS A 400 EUROS!
Vender ninhadas no Verão é como tentar vender gelados em Manteigas no Inverno e atendendo à actual crise, é tentar fazê-lo no Everest, apesar dos cachorros nascidos na Primavera, porque nascem de acordo com o relógio biológico, se desenvolverem a contento e sem maiores contrariedades, saudáveis, fortes e robustos. O problema está na época do ano, altura em que normalmente as pessoas vão de férias e não desejam novos encargos. Com a actual crise económica, os que têm dinheiro vão de vacaciones e os que não o têm, não o podem gastar, o que sempre tem obrigado ao planeamento das ninhadas. Diante deste cenário, os criadores vêem-se aflitos para arranjar clientes e não raramente enveredam por medidas desesperadas, tão desesperadas como esta que a seguir narraremos. Um cliente telefona pela manhã e pergunta pelo preço dos cachorros à venda, a criadora responde-lhe que eles custam 650€. A meio da tarde, um parente ou amigo desse interessado telefona e faz a mesma pergunta, é-lhe dito que eles custam 400€. Acidentalmente e por procuravam a mesma coisa, o segundo diz ao primeiro que encontrou cachorros mais baratos. Ao verificar o número de contacto e certificando-se de que era o mesmo, o primeiro cliente liga para a criadora e desanca-a, acusando-a de tudo um pouco e de ser desonesta, como se a necessidade fizesse o ladrão. É caso para se dizer: “ninhadas no Verão, não obrigado!” e de aconselhar à criadora as mais elementares regras do negócio. Até mesmo os ciganos que vendem nas feiras, só baixam os preços junto à hora do seu fecho.O PERDÃO DOS HOMENS E DOS CÃES (“ EU PERDOO, MAS NÃO ESQUEÇO!”)
Há muito quem diga que: “quanto mais conhece os homens, mais gosta dos animais”, mas a nossa experiência tem-nos ensinado outra verdade: “quanto mais conhecemos os cães, melhor compreendemos os homens!” Como o contributo canino para a compreensão humana é imenso, remeter-nos-emos somente à temática do perdão. Quando um cão é agredido, dificilmente esquecerá a agressão, por mais veementes que sejam as desculpas e valorosas que sejam as compensações – ele não esquece! Estranhamente, há por aí tanta gente que diz: “eu perdoo, mas não esqueço!”, o que nos remete para a mesma condição animal. Será que há um cão dentro de cada um de nós e um homem em cada cão? Não será a prática do perdão uma das qualidades que nos diferencia dos restantes animais? Dá que pensar! E depois, somente os cães mais fracos acusam o castigo e vivem debaixo dos seus horrores, os mais fortes tendem à desobediência e depressa se esquecem dele, o que é o cabo dos trabalhos. Não será a incapacidade de perdoar uma das maiores fraquezas dos homens? Todos gostaríamos de alcançar a regeneração celular, de atingir a imortalidade, mas seria bom vivê-la debaixo de um permanente espírito de vingança? Antes a morte do que tal sorte!QUANDO VACINAR CONTRA A LEISHMANIOSE?
Finalmente chegou a tão aguardada vacina contra a leishmaniose! Diante na novidade e a pensar na salvaguarda dos nossos cães, aconselhamos os nossos alunos a não vacinarem os seus cães por enquanto, para que todos possamos aquilatar da sua eficácia e da existência ou não de efeitos secundários. Entretanto, há que lançar mão das coleiras e pipetas anteriormente indicadas, porque todo o cuidado é pouco e o Verão está aí (em Portugal, diga-se). terça-feira, 29 de março de 2011
AS DESVENTURAS DO MASCARILHA
LAMENTOS DO CÃO QUE QUERIA MAIS
sexta-feira, 18 de março de 2011
DO RAPTO AO ABANDONO: UMA HISTÓRICA VERÍDICA PARA TODOS
Num dia remoto que a história não reza, porque os homens ainda não tinham inventado a escrita, quando começaram a abandonar as cavernas, a dedicar-se à agricultura e à criação de gado, um caçador experimentado e curioso começou a observar detalhadamente os lobos, desejando ter algum ou alguns como companheiros e auxiliares, como parceiros na caça, guardas de rebanhos e protectores da sua casa e bens. Dominado por essas ambições e pensando nas vantagens que traziam, apesar da tarefa não lhe parecer fácil, aguçou o engenho e pôs o plano em marcha. Depois de muito matutar, considerando os perigos que corria, abandonou a ideia de caçar um adulto e optou pelo rapto de alguns filhotes.
Ele sabia ser impossível alcançá-los enquanto mamassem, porque nesse período a mães nunca os abandonavam ou deixavam sozinhos, raramente saíam e quando o faziam nunca era para muito longe da sua toca. Pegá-los nesse idade obrigaria ao confronto com a matriarca, uma peleja a evitar e de desfecho imprevisível. É evidente que com a ajuda de outros homens tudo seria mais fácil, mas tal não agradou ao caçador porque queria somente os louros para si e desejava levar vantagem sobre os outros. Silencioso e à distância, tendo especial cuidado com a direcção do vento, não fosse ele denunciá-lo e fazer gorar os seus intentos, diariamente se predispôs a observar uma ninhada de lobinhos e quando eles já saíam da toca e a sua mãe já caçava amiúde para eles, longe da vista da progenitora, deitou a mão a todos quantos pôde e levou-os consigo.
Daí em diante outros homens seguiram o exemplo daquele caçador, muitas vezes por meios menos escrupulosos, sedentos da mesma parceria e vantagens. O lobo doméstico generalizou-se, foi sujeito a distintas selecções e proliferou por todos os continentes até ao presente dia, sendo pau para toda a obra por causa da dependência. Recentemente, considerando o tempo decorrido até aqui, adquiriu distintas formas, cores e aptidões, abraçou um sem número de serviços e alcançou o título de animal de companhia, num trajecto heróico carregado de vítimas incontáveis por força da parceria. O rapto virou mais-valia e o cão afastou-se irremediavelmente do lobo, sem caminho de regresso e condenado a viver entre nós.
Como nem todas as histórias têm um final feliz e quando o têm, nem sempre são verdadeiras, esta também não o tem, porque a proliferação dos cães acabou por votá-los ao abandono e sentenciá-los à morte, torná-los num carrego e em algo desprezível. Diz-se de quem nasce torto que tarde ou nunca se endireita, o que aqui faz todo o sentido, em abono da verdade e em função do ocorrido. Cabe a cada um de nós alterar o final desta história e podemos fazê-lo não só pela adopção, mas também pela ajuda, esclarecimento e denúncia. Os cães não entendem as nossas desculpas, motivos, projectos ou ambições, seguem-nos somente, reclamando a ancestral paternidade que assumimos no dia em que iniciámos o seu rapto. O cão ainda tem muito para dar, nós é que nem sempre sabemos o que fazer com ele. quinta-feira, 17 de março de 2011
ENSINAR HÁBITOS DE HIGIENE
BRANCO E VERMELHO, AZUL E NEGRO
Falar de cães é falar de segredos, de convicções pessoais e da sua transmissão quase iniciática, porque os criadores do passado omitiram os seus fracassos e granjearam apreço pelos resultados que tornaram público, algo similar ao que vulgarmente ouvimos: “o segredo é a alma do negócio”. Com o decorrer dos anos, com a perca de atribuições laborais e também porque os cães de raça espelham um certo status, as raças caninas enveredaram pela diferença estética em prejuízo da sua utilidade, saíram do campo para a passerelle, esvoaçaram das mãos dos profissionais e chegaram ao lar do cidadão comum, com as vantagens ou desvantagens daí advindas, as relativas à proliferação de cães acompanhada pela perca da sua qualidade. Hoje discutem-se genealogias e poucos sabem redescobrir ou construir um cão.
Sinteticamente falando, o CPA lobeiro é aquele que melhor máquina sensorial apresenta e é indicado para beneficiar os tendencialmente inactivos, obesos, pouco atentos, de sofrível propensão atlética e “secos de nariz”. O CPA negro é o mais fiável e o que menos trabalho dá, um amigo que mais cedo atinge as respectivas maturidades e que mais de pronto assume a investidura de que for alvo. Os exemplares cinzentos uniformes no CPA são mais sensíveis e menos propensos a desafios. Apesar de lindos têm menor autonomia, são sensíveis aos problemas de pele e carecem de maior cumplicidade no seu desempenho. Por vezes apresentam problemas articulares graves. Os raríssimos CPA’S vermelhos são maioritariamente oriundos do Leste onde também já não abundam. Carregam consigo a agressividade e a valentia, o desejo de apresentar serviço e uma autonomia operacional excelente. O CPA branco, dito Pastor Suíço ou Canadiano, é um cão com propensão para o gigantismo, que não é verdadeiramente albino e que tanto pode ser dócil como terrivelmente instintivo, podendo virar guia de cegos ou necessitar de mão forte (mais para segurar o pânico do que as investidas). Entre as distintas variedades podem acontecer interacções cromáticas e já vimos cães chocolate de dorso e amarelo limão nas áreas de arrefecimento. O triunvirato desejável no CPA é aquele que resulta da dosagem certa entre os 4 factores cromáticos presentes na raça, nomeadamente nas variedades preto-afogueada, lobeira e negra. A supressão do negro na construção irá originar atrasos no alcance das maturidades e maior delonga na operacionalidade. Fale-nos sobre o seu CPA, talvez tenhamos algo importante para si, apostamos na cumplicidade entre ambos e não queremos que permaneça um desconhecido para si. segunda-feira, 7 de março de 2011
E DEPOIS DO DOMÍNIO?
O VÔO DO BEIJA-FLOR
Há alguns meses atrás fomos contactados por uma condutora duma fêmea CPA, uma jovem descontraída, objectiva e curiosa, oriunda de uma escola canina que não revelou e que para todos os efeitos prestou um excelente serviço àquele binómio, possibilitando à condutora o exercício da liderança sem qualquer entrave e dotando o animal de uma obediência inquestionável. Fosse lá quem fosse quem lhes valeu, esse alguém mereceu e merece os nossos parabéns, porque com mestria executou o serviço e melhor honrou o seu ofício. Desconhecemos a causa do descontentamento da dona e também nada fizemos para o alimentar, porque há que reconhecer o mérito alheio e não enveredar por juízos temerários. Dentro dos Ibéricos ou dos indivíduos da Península Hispânica habita o pior dos inimigos: eles próprios, uma luta que não lhes dá tréguas e que os induz a atitudes extremadas na procura da auto-satisfação, sendo por isso mesmo gente única e profundamente paradoxal, sujeitos a emoções contraditórias que lhes operam o descarrilamento e os transportam à transumância, tal qual beija-flor que vagueia de flor em flor e raramente aterra. Por um pé-de-vento qualquer, ninguém se livra de passar da excelência à mediocridade ou da sumidade à estultícia, basta sentir a contrariedade e logo o “acossado” parte à desfilada. Estar bem com Deus e o Diabo é uma devoção difícil, porque dependendo dos dias ou das horas, não se anteverá claramente a quem estabelecer oráculo, se a um, se ao outro ou a ambos. Não estamos cá para roubar a alunos a ninguém e convidamos todos os proprietários caninos para o adestramento, porque temos boas escolas, diferentes métodos e muito bons profissionais. A pular de flor em flor ninguém chegará a lugar algum, muito embora alguns possam ver no reflexo da sua imagem a causa do seu descalabro.
À VONTADINHA!
domingo, 14 de novembro de 2010
O cão ioiô
O cão que corre sem lebre à frente
O que é um bom aluno da escola?
sábado, 6 de novembro de 2010
E já agora, porque não construir o 1º lupino português?
Agora que a hibridação parece ter vindo para ficar, muito se tem falado sobre uma nova tendência, a do cruzamento do Pastor Alemão com o Malinois, bastardia que muitos julgam excelente e outros miraculosa, a despeito das raças e em prol de pretensos benefícios, como se o alemão precisasse de maior inquietude e o belga de mais juízo, o primeiro de maior instinto e o segundo de melhor personalidade. Ainda não sabemos se a ideia terá muitos adeptos ou se fica pelo desejo, porque o mundo é feito de mudança e altera-se a olhos vistos. A incontestada supremacia laboral dos lupinos dentro da canicultura levou muitos países à formação de um cão nacional com essas características. Assim nasceram os Pastores Holandeses, o Lobo Checo, o Lobo Italiano, O Pastor de Shiloh, entre tantos outros. Agora que em Portugal a investigação científica começa a dar mostras da sua credibilidade, havendo por cá excelentes genetistas ou geneticistas, etólogos desempregados e treinadores credíveis, porque não construir o 1º lupino português? A raça nacional mais próxima deste grupo somático é o Cão de Castro Laboreiro, um lupóide amastinado, mais mastim e menos lupóide à medida que o tempo passa. No passado recente alguém tentou fazê-lo, lançando mão do Pastor Alemão e do Podengo Gigante, o projecto não passou da fase embrionária, foi inconclusivo e bem depressa foi abandonado, porque foi feito às expensas de um canil e sem qualquer subsídio. Sabemos como fazer e temos gente para isso, não nos falta mercado interno e podemos chegar à exportação, O que será melhor para todos: andar constantemente a comprar ou ter algo valioso para vender? Este é um desafio para os novos canicultores, a canicultura nacional agradece e o País só tem a ganhar com isso. Continuaremos eternamente a andar com cães alheios?
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