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quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Dançar nos píncaros

As actividades deste fim-de-semana aconteceram entre os 380 e os 420 metros de altitude, porque importava procurar temperaturas menos elevadas para o desenvolvimento dos trabalhos e preparar os cães para as altitudes que se avizinham. Todas as disciplinas que ministramos mereceram especial incidência e o aproveitamento excedeu as expectativas. O Francisco Marques retornou e apresentou-se com o CPA Nick, agora mais forte e robusto. Finalmente o Buster despertou e a Maggy de Belém vai de vento em popa. A Patrícia necessita de exercitar os braços e de aumentar a sua concentração, a bem da condução e em prol do grupo. O tema do último número do “Caderno de Ensino” foi exemplificado e o Binómio António Cunha/Zorro fez-se presente, recuperando de alguns atrasos prà sua capacitação.

Participaram nos trabalhos os seguintes binómios: António Almeida/Shadow, António da Cunha/Zorro, Carla Abreu/Becky, Carla Ferreira/Dirka, Célia/Igor, Francisco/Iris, Francisco Marques/Nick, Hugo/Lobi, Joana/Flikke, João Moura/Bonnie, Joaquim/Maggie, Luis Leal/Rocky, Maria Luis/Tyson, Marta/Maggy, Patrícia/Boneca, Rodrigo/Tarkan, Tiago Sane, Teresa/Buster e Vitor Hugo/Yoshi. A logística ficou ao cargo do Américo Abreu e do Rui Coito.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Azeitonas maduras perdidas no verde

Este fim-de-semana continuámos a condução em liberdade e evoluímos em vários percursos indutores à técnica de condução. Tornámos extensível o “corta” a todos os binómios e convidámos alguns deles para o “cruza”. O grupo escolar está a evoluir segundo as expectativas, abraçando as disciplinas clássicas do adestramento sem maior dificuldade. O Rodrigo voltou das férias e já sentia falta do seu amigo Tarkan. A Isabel Silva ficou de resguardo e a Isabel Paiva partiu para Férias. Quem quiser saber da Princesa vai encontrá-la em Tróia. Sentimos a falta da Alexandra Ferreira e contámos com a presença do condutor do Zorro. Graças à iniciativa do Rui Coito, foram distribuídas novas camisolas escolares de cor preta, lembrando azeitonas maduras entre o verde onde evoluímos. Agradecemos o empenho do Rui e do Tiago.

Participaram nos trabalhos os seguintes binómios: António Cunha/Zorro, António Almeida/Shadow, Bruno II/ Isis, Carla Abreu/Becky, Célia/Igor, Francisco/Iris, Joana/Flick, João Moura/Bonnie, Luís Leal/Teka, Liliana/Bolt, Paulinha/Teka II, Roberto/Turco, Rodrigo/Tarkan, Tiago/Sane, Teresa/Buster e Vitor Hugo/Yoshi. A Carla Ferreira fez de fotógrafa.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Acendras on tour

Este fim-de-semana trabalhamos em ecossistemas terrestres e marítimos, subimos um grande rio que corre para norte e convidámos os cães para a natação. Procedemos à segunda avaliação de Verão e os resultados foram animadores. As classificações obtidas foram: Vitor Hugo/Yoshi - 61%, Luís Leal/Teka I – 60%, Tiago/Sane – 56%, Irina/Max – 52%, Carla/Becky – 49%, Liliana/Bolt – 48%, Bruno/Iris II – 45%. A matéria de exame assentou sobre a obediência e a ginástica. O Rui Coito teve direito à merecida folga, não contámos com a presença da Princesa e o Eduardo apresentou-se de volta à casa.

Participaram nos trabalhos os seguintes binómios: António Cunha/Zorro, Bruno/Iris II, Carla Abreu/Becky, Célia/Igor, Fábio/Nick, Francisco/Iris, Isabel Silva/Luna, Irina/Max, Joana/Flikke, Joaquim/Maggie, Liliana/Bolt, Luís Leal/Teka & Rocky, Rodrigo/Tarkan, Tiago/Sane, Teresa/Buster e Vitor Hugo/Yoshi.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Poucos a trabalhar para muitos

Neste último fim-de-semana foram poucos os binómios que se apresentaram ao treino, muita gente anda a banhos e as mães carregaram a filharada para o litoral. No entanto, uma pequena célula trabalhou afincadamente para o progresso das classes, funcionando como embrião para o desenvolvimento colectivo, capitaneados pelo Bruno II (o alentejano) e pela Ana Pinto. O nosso Würstchen (porque não podemos revelar a sua alcunha escolar) voltou com o Pepe e abraçou os trabalhos com o ânimo usual. O Rui Coito continua a ensaiar para o “Padrinho IV” e tem melhorado as suas performances. A Princesa levou o seu séquito para Tróia e a nossa aluna eslava rumou pra o Algarve acompanhada pelo Max. A condutora da Luna fez gazeta e o Luís Leal foi prà Praceta. A Isabel Paiva não compareceu, O Master foi com Guia de Marcha para a Lourinhã e pouco ou nada sabemos sobre a recuperação do Zappa.

Participaram nos trabalhos os seguintes binómios: Ana/Loki, António Cunha/Zorro, Bruno/Pepe, Bruno II/Iris II, Célia/Igor, Joaquim/Maggie, Liliana/Bolt, Rodrigo/Tarkan, Tiago/Sane, Teresa/Buster e Vitor Hugo/Yoshi.

terça-feira, 27 de abril de 2010

Compreender a história e usufruir da serra

Este fim-de-semana fomos para a Serra do Socorro, onde desenvolvemos diferentes automatismos e induções. A classe foi concorrida e o trabalho primou pela eficácia. A prole da Luna provou as suas aptidões e o Master matou saudades. Ainda houve tempo para alguns exercícios de endurance e para a instalação da sociabilização. Ali na Serra do Socorro, onde outrora os ingleses tiveram um posto de transmissões, por ocasião da Guerra Peninsular, ainda nos valemos de uma família numerosa para a sociabilização, gente simpática que anuiu ao nosso pedido e que desfrutou dos exercícios divididos e propostos.

Almoçámos na “Charrua” e rumámos para a Pedra Furada, onde nos entregámos às barreiras e a um conjunto de peripécias. Ensinámos alguns cães a nadar correctamente e adaptámos os donos à novidade do ecossistema. A tradicional valentia das nossas mulheres está de volta, exemplo disso foram as prestações das manas Isabel e Célia. No Domingo permanecemos junto ao Palácio de Queluz, onde num parque adjacente nos dedicámos aos automatismos de imobilização. Por necessidade de descanso do Adestrador não houve turno da tarde. Nada sabemos da Carla Ferreira e ignoramos se a Elisabete caiu pela pia abaixo.

Participaram nos trabalhos os seguintes binómios: António Cunha/Zorro, Bruno/Pepe, Carla Abreu/Becky, Célia/Igor, Francisco/íris, Gonçalo/Rocky, Isabel Silva/Luna, Joana/Flikke, Joaquim/Maggie, Jorge/Juvat, Luís Leal/Teka I, Pedro Rocha/Menina, Roberto/Turco e Teka II, Rodrigo/Tarkan, Teresa/Buster, Vítor Hugo/Yoshi e Zé Gabriel/Master.

segunda-feira, 8 de março de 2010

Sair para vencer e voltar melhor

Este fim-de-semana continuámos no exterior, porque os cães são para o quotidiano e é lá que se encontram os seus maiores desafios. No Sábado de manhã rumámos ao Cais do Sodré, onde testámos a obediência dos nossos cães nessa zona da Capital, na expectativa de transferir da teoria para a prática os conteúdos de ensino. Temos evoluído gradativamente diante das dificuldades citadinas e de acordo com as garantias dadas por condutores e cães.

Todos os binómios presentes foram convidados a circular nessa Praça, a usar as passadeiras para peões e a confundirem-se com os demais cidadãos. Foi proposta uma prova avaliativa e a aposta foi aceite por toda a classe. Os resultados oscilaram entre os 85 e 95% de acerto e a totalidade só não foi atingida por culpa dos condutores. As melhores prestações foram alcançadas pela Teka II, pelo Turco e Teka I, respectivamente conduzidos pelo Roberto Mariano e pelo Luís Leal. A Clara alcançou destaque o Loki desfilou assustado.

Da parte da tarde convidámos os cachorros recém-chegados para o mesmo trabalho e tudo correu dentro da maior normalidade, apesar do barulho das sirenes, da densidade do trânsito e do movimento da multidão. Trabalhámos ainda junto ao Tejo, entre turistas nacionais e estrangeiros, para espanto dos pescadores e gáudio dos que nos apreciaram. Nesta ocasião reparámos os erros de condução mais visíveis na 1ª parte dos trabalhos e aproveitámos para desfrutar os escassos raios solares de Inverno. Almoçamos no McDonalds de Santos.

No Domingo rumámos ao jardim fronteiriço ao Casino do Estoril e aproveitámos um dos seus repuxos com círculo de 36 m. A classe foi concorrida e os resultados surpreenderam pela positiva. O Zorro comportou-se à altura e a Amora espantou pela sua prestação. A Clara usufrui do trabalho doméstico e a Célia está a entender-se melhor com o Igor. A Bonnie continua a evidenciar dificuldades no “quieto” e o mesmo sucede com a Babel. O Loki, O Zorro e a Amora trabalharam em liberdade na última parte dos trabalhos. Talvez esta tenha sido a melhor aula do Yoshi, cachorro excessivamente irrequieto e ávido de novas experiências sexuais.

Almoçamos em S. Pedro do Estoril na Pizzaria “Os Gordos”. A comida é excelente e os preços recomendáveis. Da parte da tarde fomos para a Boca do Inferno, onde recapitulámos os exercícios propostos no turno da manhã. Alguns cachorros denotam pouca versatilidade e excesso de sedentarismo, algum incómodo face à novidade dos diferentes ecossistemas. A Pescadinha ainda apareceu com o Teddy e desta vez o labrador não aprontou como é seu hábito. Terminámos com a chegada da noite e voltámos para casa com o saco cheio de vitórias. Coube à Marta a reportagem fotográfica dos trabalhos dominicais.

Participaram nos trabalhos os seguintes binómios: Ana/Loki, António Cunha/Zorro, Bruno/Pepe, Carla Abreu/Becky, Carlos Santos/Fortuna, Célia/Igor, Clara/Shara, Francisco/Íris, Isabel Paiva/Amora, Isabel Silva/Luna, João Moura/Bonnie, Joaquim/Maggie, Jorge/Juvat, Luís Leal Teka I, Pescadinha/Teddy, Roberto/Turco e Teka II, Rodrigo/Tarkan, Rui Ribeiro/Babel, Tiago/Sane, Teresa/Buster e Vítor Hugo/Yoshi.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Upstairs, downstairs

Este fim-de-semana trabalhou-se a todo o vapor, primeiro no Parque Eduardo VII, depois no Jardim de Belém. No Domingo começámos em Ribeira de Ilhas, fomos para o Penedo Lexim e acabámos em Meleças na residência da Família Moura, onde fomos obsequiados com um principesco lanche. Sábado foi dedicado à sociabilização e às figuras de obediência. Os binómios mostraram uma melhoria significativa e o trabalho decorreu conforme o esperado.

A Célia, o Francisco e o Joaquim fizeram-se acompanhar pelas suas novas aquisições e a primeira terminou os trabalhos com os bofes de fora. Fomos ainda visitados pelo Sr. Paulo Serra Pedro e pelo seu filho Nuno, condutores do Tag e da Nicky (trabalharam connosco). A Elisabete foi gozar o Carnaval para o Porto e deixou a Lua ao nosso cuidado. O Bruno ausentou-se para parte incerta e o João Franco finalmente reapareceu. O Rui Ribeiro não compareceu por razões profissionais.
Domingo foi dedicado à melhoria dos ritmos vitais e à musculação, tirando-se partido da escadaria existente junto à Praia de Ribeira de Ilhas. O tempo esteve gélido e ventoso, mas ninguém acusou o frio durante e depois do trabalho. No Penedo do Lexim introduzimos a pistagem e acabámos mais cedo mercê das circunstâncias anteriormente relatadas. Em Meleças fizemos treino de conjunto e sem período de trabalho específico. O Yoshi continua a fintar o Vítor Hugo e o dono precisa de melhorar a sua técnica.
Participaram nos trabalhos os seguintes binómios: Alexandra/Abu, Américo/Becky, Ana/Loki, António Cunha/Zorro, Carla Abreu/Nina, Célia/Igor, Clara/Shara, Eduardo/Micks, Francisco/Luna, Joana/Flikke, João Franco/Zappa, João Moura/Bonnie, Joaquim/Maggie, Jorge/Audaz, Luís Leal/Teka I, Manel/Mini, Nuno/Nicky, Octávio/Greg, Paulo SP/Tag, Pescadinha/Teddy, Princesa/Ricky, Roberto/Turco, Rodrigo/Tarkan, Teresa/Buster, Vítor Hugo/Yoshi e Zé Gabriel/Master. Batemos o recorde de presenças da semana passada, 26 binómios fizeram-se presentes (isto sem contar com o Pedro A. Rocha que conduziu a Menina).

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

O Leão papa-cães e os cães estátua

Um fim-de-semana para os duros, assim se pode descrever o trabalho que desenvolvemos Sábado e Domingo. Começámos no Parque Eduardo VII, paredes-meias com o Estabelecimento Prisional de Lisboa, onde evoluímos em esquadras, repetimos a evolução cobra, tirámos partido de obstáculos humanos, desenvolvemos algumas Manobras de Sociabilização, recapitulámos todos os automatismos direccionais e ainda abraçámos alguns de imobilização. No meio da azáfama fomos surpreendidos por um jovem lunático, há quem jure que estava pedrado. O rapazola, depois da veemência das ameaças que proferia, intentava soltar o leão da estátua do Marquês de Pombal no intuito de devorar todos os nossos cães. O tempo concorreu a nosso favor e acabámos por ir almoçar ao campo do Palmense, um clube de bairro traseiro à Rua das Laranjeiras, onde o repasto é para “enfarta brutos” e a colectividade é tipicamente suburbana e bairrista.

Depois do almoço fomos para Monsanto, para as imediações do Parque do Alvito, onde começámos a ensinar o “deita” aos cachorros e a treinar as imobilizações junto à estrada, de modo progressivo e sem colocar em risco a integridade dos animais. Servimo-nos de obstáculos artificiais e procedemos à instalação e recapitulação do comando de “up”. O Francisco com a Luna juntou-se ao grupo e todos rumámos, mais uma vez, ao Jardim de Belém, tendo pelas costas a Fábrica dos Pastéis.

Em Belém apostámos na sociabilização com outros cães e entre humanos (adultos, idosos, crianças, minorias raciais, vendedores e polícias). Tudo correu conforme o previsto e fomos rodeados por uma grande multidão que instava connosco para posar para o “boneco”. Os cães ficaram imobilizados à distância e sujeitos ao boliço da criançada que se circulava de carrinho, bicicleta e patins, abanando ruidosos balões e tentando tirar os cães do sério. Ainda pedimos aos cães adultos que ultrapassassem obstáculos decorativos e demos várias voltas pelo perímetro do Jardim, em frente por 1 e por entre as gentes. Trabalhámos 7 horas neste Sábado e alguns maduros solicitaram a ajuda das pomadas.

Domingo iniciámos os trabalhos na Foz do Lisandro, onde continuámos o trabalho do dia anterior e desenvolvemos novas tarefas. Procurámos melhorar a expressão corporal dos condutores e encetámos alguns percursos de galope pela perseguição. Coube à Vega a tarefa e todos correram na sua frente, acabando em “queda máscara” e com muita alegria. A Becky e o Buster aproveitaram os momentos de supercompensação para escavar covas onde depois se vieram a deitar. Almoçámos no João da Vila Velha e rumámos para a Lagoa Azul, onde pouco trabalhámos e a chuva persistiu.

Apesar das faltas, este fim-de-semana bateu o recorde de presenças: 23 binómios. Os participantes honraram os seus compromissos e os cães evoluíram conforme o esperado. Ainda houve tempo para a ginástica dos condutores e o Rodrigo mostrou-se altaneiro sobre os colegas, apesar de vermelhão e por vezes rebocado. A Princesa retornou aos trabalhos e deslumbrou. Há gente assim, que mesmo sem crer, nasceu para a capa das revistas.

Participaram nos trabalhos os seguintes binómios: Alexandra/Abu, Américo/Becky, Ana/Loki, António Cunha/Zorro, Bruno/Pepe, Carla Abreu/Nina, Clara/Shara, Eduardo/Micks, Elisabete/lua, Francisco/Luna, Gonçalo/Cuca, Joana/Flikke, João Moura/Bonnie, Jorge/Audaz, Luís Leal/Teka I, Manel/Mini, Princesa/Ricky, Roberto/Turco, Rodrigo/Tarkan, Rui Ribeiro/Babel, Teresa/Buster, Vítor/Hugo/Yoshi, Zé Gabriel/Master e a Marta foi a fotógrafa.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

SÁBADO VERDE, DOMINGO CINZENTO

As actividades neste fim-de-semana foram variadas e serviram diferentes propósitos. Sábado viemos para a cidade, batemos calçada, navegámos, pisámos relva e convivemos com quem nos cruzámos. Começámos no Jardim do Campo Grande, onde treinámos obediência e endurance. Depois levámos a cachorrada a andar de barco e acabámos por almoçar na Buraca por indicação do Eduardo Santos. Da parte da tarde fomos para o Jardim de Belém e usufruímos da companhia dos seus visitantes, onde evoluímos em esquadras, procedemos a diferentes figuras de imobilização e apostámos na sociabilização dos nossos cães. O dia esteve de feição.

Domingo permanecemos na Escola, debaixo dum dia cinzento e entregues à ventania, à humidade e ao desconforto. Desenvolvemos diferentes evoluções e acompanhámos os cachorros de perto. Chamámos à atenção para a necessidade da excursão diária do Shadow, demos os parabéns à Teresa pela empatia que tem com o Buster, sentimos a falta do Dr. Zé Gabriel, que para além de condutor de créditos firmados, é agora um fadista de eleição e muito solicitado. Foi para Vila Flor e parece que foi muito bem tratado e ovacionado. Almoçámos no Retiro do Volante, na Carapinheira.

A classe foi muito concorrida e maioritariamente de Pastores, trabalhámos os quatro turnos e o Gonçalo Albuquerque, mais uma vez e apesar das promessas, baldou-se. Continuamos sem notícias do Dr. João Franco e o João Domingues não merece maior preocupação (é costume). A Ana Pinto e o Rui Ribeiro estiveram ausentes, a Isabel Silva e o Roberto Mariano não compareceram aos trabalhos e a Lila foi um ar que se lhe deu. Sentimos a falta do Pedro Costa e há muito que não vemos o Xico. A Becky é a Xita II e começa a evidenciar potencial. A Bonnie não nega a sua ascendência no Schwartz e o Juvat ofendeu-se com uns podengos enjaulados. No final ainda fomos comprar um trem de limpeza para a Becky e deliciámo-nos com a companhia da mães da Teresa e do Eduardo. A Pastora do Tiago tem uma ninhada com 2 cadelas e o Buster está a melhorar das mãos. A Xita não trabalhou e a Joana não pôde ser marinheira.

Participaram nos trabalhos os seguintes binómios: Alexandra/Abu, Américo/Becky, António Cunha/Zorro, Bruno/Pepe, Carla Abreu/Nina, Carla Ferreira/Shadow, Clara/Shara, Eduardo/Micks, Elisabete/Lua, Francisco/Luna, Joana/Flikke, João Moura/Bonnie, Jorge/Juvat, Luís Leal/Teka I, Manel/Mini, Octávio/Greg, Princesa/Ricky, Rodrigo/Tarkan, Teresa/Buster e Vítor Hugo/Yoshi.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

CHURRO E ROTA DAS LAVADEIRAS

Este fim-de-semana continuámos os trabalhos desenvolvidos nos dias anteriores, desenvolvidos no exterior e pela variação de ecossistemas. Sábado foi um dia de trabalho intenso. Começámos pelo trabalho do churro e introduzimos o comando de “busca”, ensinando posteriormente os cachorros à sua entrega. Da parte da tarde fizemos a antiga rota das lavadeiras, numa extensão de 12.600 metros, ora debaixo de chuva; ora fustigados pelo vento. O itinerário foi: Santa Eulália, Rio Mau, Vale de Uge, Avessada, Carrasqueira, Casal Moinho, Abrunheira e Carapinheira. O objectivo do passeio foi a fixação do “junto” e o pequeno Rodrigo junto com e seu Tarkan ainda fizeram 10.000 metros. Em cada 2 km era feito um controle e tudo correu bem, sem acidentes e para agrado dos binómios. Algumas partes do percurso são razoavelmente acidentadas, oferecendo declives prolongados com 30% de inclinação e subidas a 45º. A motorista escalada foi a Lila e coube à Joana o lugar de fila-guia. A velocidade horária do pelotão foi de 7 km e o passeio acabou à luz dos candeeiros. Obrigámos a Joana ao uso de colete reflector e convidámos o Rodrigo pró descanso aos 8.000 metros, convite que declinou mercê do entusiasmo.

Domingo foi aproveitado para as manobras de sociabilização nos seus dois turnos, com os cães em liberdade e constituídos numa matilha heterogénea. Tanto o Mike como o Zorro regressaram mais cedo a casa, os seus donos anteciparam a sua chegada e os cães agradaram-se disso. A Joana, o Rodrigo e o Vítor Hugo voltaram a trabalhar, o passeio deu-lhes força e não acusaram o cansaço. A Xita voltou à Escola e está a recuperar do parto satisfatoriamente, mostrando uma inigualável vontade de trabalhar. Foi conduzida pelo João Moura. A Babel vai dando os primeiros passos, já anda à trela e adora pregar partidas à Isis, correu atrás dos cães adultos e mostrou uma têmpera invejável. O temporal não nos afectou e fomos indiferentes à chuva.

A frequência escolar foi baixa, muita gente saiu e deixou os cães para depois. O Vítor Hugo anda a fazer a manutenção com o cão do pai e a Pescadinha a gozar os ares de Lamego. A ninhada da Luna já foi toda vendida e da Xita só resta uma cadela negra. Nada sabemos da Carla Abreu e só agora a Carla Ferreira conseguiu reparar os estragos provocados pelo tufão que se abateu sobre a região Oeste. O canil da Teka I está a ficar um assombro e a cachorra do Paulo Serra Pedro um assombro. Só temos disponíveis os cachorros da outra banda, que se estão a desenvolver a olhos vistos e de acordo com as previsões. Durante a semana estivemos na zona de Belém e aproveitámos a ocasião para a sociabilização.

Participaram nos trabalhos os seguintes binómios: Ana/Babel, Isis e Loki, António da Cunha/Zorro, Bruno/Pepe, Eduardo/Micks e Vega, Francisco/Luna, Gonçalo/Gaspar, Joana Flikke, João Moura/Xita, Rodrigo/Tarkan e Vítor Hugo/ Yoshi e SRD.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

DA TERRA DOS DINOSSAUROS AO PARAÍSO

Este fim-de-semana laborámos os 4 turnos e enfrentamos a invernia. Trabalhámos dentro e fora da Escola, variámos os ecossistemas e dedicámo-nos às diferentes áreas da cinecultura. Houve tempo para as diferentes induções e recebemos algumas visitas. Trabalhámos o carrossel na Lourinhã e acabámos no Palácio da Vila em Sintra. O Francisco vestiu o fato pela 1ª vez e o Zorro agradou-se do facto.

A Carla Ferreira não compareceu porque ficou a reparar os estragos causados pelo temporal. O Roberto ficou retido em casa por causa das suas obrigações paternais. A Pescadinha foi para Lamego e o Gonçalo foi apanhado pela gripe. O Rui Ribeiro foi trabalhar e coube à Ana a condução da Babel. O supermercado não deu folga ao Tiago e a Elisabete foi para o Porto visitar a mãe.

A família Ferreira & Veiga Santos foi para o Portugal profundo e a Costa para paraíso incerto. A Isabel Silva não compareceu e o Carlos Santos participou nos trabalhos com a Fortuna. A Joana trabalhou os 4 turnos e a Ana tomou conta da criançada. Almoçámos nos “Grelhados da Aldeia” e no “ João da Vila Velha”. O Sr. António da Cunha compareceu aos trabalhos de Domingo e deixou o Zorro no Hotel. Deu também entrada no hotel o “Mike”, um CPA negro de características guardiãs.

Participaram nos trabalhos os seguintes binómios: Ana/ Babel, Isis & Loki, António Cunha/Zorro, Bruno/Pepe, Carlos Santos/Fortuna, Eduardo/Micks & Vega, Francisco/Luna, Joana/Flikke, Jorge/Juvat, Luís Leal/Teka I, Rodrigo/Tarkan, Vítor Hugo/Yoshi e Zé Gabriel/Master & Menina.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

O Zorro e os patos

O Zorro é um cachorro macho CPA, preto-afogueado, com 8 meses de idade, 68 cm de altura e 50 kg de peso. Ele é filho do Kaiser e da Xita, adora brincar e sempre apronta diabruras, mercê da curiosidade que o domina e da idade que o apoquenta. Após ter alcançado a maturidade sexual, sente-se que nem um poldro, correndo atrás de tudo e interessando-se pela novidade. Quando sai à rua é objecto de admiração, a sua morfologia espanta e todos querem conhecê-lo de perto, à excepção dos outros cães que o julgam já adulto e se intimidam. É um bom gigante desastrado a precisar de sociabilização, porque mesmo sem querer causa dolo e desconhece a sua força.
Esta semana levámo-lo ao jardim e convidámo-lo para a coabitação com outros animais, mormente os passíveis do seu interesse, sujeitos à sua perseguição e posterior captura. A partir da familiarização alcançamos à sociabilização, ainda que não dispensássemos o uso de comandos inibitórios e operássemos debaixo de todas as cautelas. E no meio de outros cães, gansos, patos e pombos cumprimos o nosso objectivo, porque o cachorro respondeu afirmativamente ao trabalho proposto e a sua presença não foi causa de transtorno. Naturalmente teremos que retomar estas acções, pela reafirmação dos automatismos e pela necessidade da parceria, para que a liderança saia reforçada e a novidade não vire acidente. Este trabalho torna-se imperativo face à Lei em vigor e cabe aos donos o seu desempenho, na defesa dos seus cães e em prol da coabitação harmoniosa. Seria bom que todos os proprietários de cães procedessem assim, ao invés de se esconderem debaixo da irracionalidade dos seus companheiros, dominada por instintos e desejosa de “apresentar serviço”. Fica o conselho e as fotos testemunham o nosso sucesso: vale a pena trabalhar!

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Viagem ao Portugal esquecido: o porto palafítico da Carrasqueira

Esta Terça-Feira optámos por treinar no exterior com os dois binómios presentes. O plano inicial apontava para o Jardim de Belém, mas acabámos na estrada para Alcácer do Sal, rumo à Carrasqueira, pelo caminho que nos leva a Tróia. Visitámos o Memorial aos Combatentes do Ultramar, ainda treinámos em Belém, mas de pronto nos fizemos à estrada. Como a hora ia adiantada, decidimos ir almoçar ao Restaurante “A Escola” na Comporta.
O Restaurante, como o próprio nome indica, encontra-se situado numa antiga escola primária, daquelas legadas pelo Estado Novo, mais graníticas no Norte mas de traça igual por todo o lado. As salas do repasto respeitaram a divisão das salas de aula e até as casas de banho permanecem no mesmo sítio: à ponta do alpendre para o recreio. As portas que davam acesso ao alpendre foram substituídas por dois arcos geminados de estilo mourisco, ainda que salteados com rectângulos ocasionais de granito. Foi aí que comemos, tendo como pano de fundo uma fotografia escolar do início da década de 50. A fotografia mostra uma professora e a sua classe, onde são visíveis traços negróides nalguns alunos. Na linha da frente alguns encontram-se descalços, mas o uso da bata a todos é comum. A foto, para além de relembrar o uso anterior do edifico, é um marco histórico que nos transporta ao Séc.XVI, altura em que um grupo de escravos negros para ali foi debandado, sendo posteriormente absorvido pela população maioritária. A canção das "Meninas da Ribeira do Sado” encontra-se ligada a isto, ao particular etnográfico da região.
A comida é para turistas, bem confeccionada e apresentada, mais próxima do gosto comum e mais distante dos sabores tradicionais. Vale a pena comer ali a “massada de cherne”, que no nosso entender é a melhor das suas iguarias. O serviço é pronto e eficiente, o cozinheiro aceita sugestões e a carta de vinhos é vasta, de bom gosto e excelentemente apresentada. O preço é acessível e o ambiente repousante, o asseio é inquestionável e a atmosfera prima pela simpatia dos empregados. Ainda que na Estremadura, estamos no Alentejo.
Depois de comidos e bebidos, rumámos à Carrasqueira, lugarejo fluvial e piscatório de pouco interesse, de ruas desertas que se perdem na vastidão do Sado. As casas são brancas, de piso térreo e com chaminés indefinidas, mercê da confusão de influências. Ainda ali persistem duas casas pertencentes ao passado, com paredes de cana e telhados de colmo, uma de cada lado da estrada, uma em uso e outra para venda ou aluguer. Continuámos em direcção ao rio e chegámos finalmente ao Porto Palafítico.

Em dia de sorte, apanhámos a preia-mar, porque se chegássemos com a maré vazia, só o lodo nos daria as boas vindas. Este é o último porto palafítico em Portugal, avança 300 metros rio adentro, o labirinto das suas passadeiras é sustentado por estacas, umas de pinho e outras de eucalipto, de modo desordenado e pitoresco. Pelo que nos foi dito, recentemente a Câmara gastou ali 15.000 euros, substituindo algumas estacas velhas por outras de madeira tratada. O número das pequenas embarcações rondará uma centena e as barracas de recolha metade disso. Existem algumas embarcações, poucas, para passeios turísticos, que laboram quase em exclusivo no Verão. Os pescadores, dos quarenta anos para cima, dedicam-se à apanha da amêijoa, da ostra e do caranguejo, não têm escritura de concessão e temem pelo seu futuro. Todos os dias rezam ao São Turismo, porque a ele devem a sua actividade e sobrevivência, enquanto pólo de atracção e museu vivo dos seus costumes. Ali também existe uma lota, uma das poucas casas de cimento e tijolo.
O Porto é antecedido por vários arrozais, agora de restolho, porque a colheita aconteceu recentemente. Os pescadores atribuem a morte das amêijoas, em determinada altura do ano, aos químicos usados nos arrozais, mas todos são unânimes: o Rio está melhor e mais limpo. Se para lá for, evite que o seu cão se molhe, pois dali sairá com um cheiro nauseabundo, que o digam os condutores que nos acompanharam. Contudo, nada que a secagem não resolva pelo contributo do pó talco. Por ali se vêem motorizadas EFS, algumas com mais de 20 anos, mas também “Pick-ups” e carros utilitários. Os homens da faina são gente boa, ainda que retraídos de início. A paisagem é paradisíaca e lembra um álbum de fotografias do início do século passado.

Trabalhámos os diferentes automatismos de imobilização sobre as estacas, fizemos dos arrozais círculos de obediência, desenvolvemos a condução em liberdade e efectuámos vários cruzamentos frontais. No meio dos trabalhos, o Zorro decidiu dar as boas vindas a um cachorro dali, caminhando com ele cerca de 1 km, regressando depois, para espanto do seu dono e evitando assim a reprimenda. Surpreendentemente, O Rex adoptou o Zorro e contribui para a sua capacitação. Regressámos por Tróia e apanhámos o Ferry-boat, contentes com a jornada e deslumbrados com a paisagem.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Fim-de-semana de 12 e 13 de Setembro: Sábado de maré-cheia e Domingo de maré-vazia. Cavaco e Flaps.

Este fim-de-semana, em termos de participação, lembrou o movimento das marés: Sábado, preia-mar e Domingo, baixa-mar. Trabalhou-se de tudo um pouco e os cachorros não nos deram descanso. A Ana Pinto trabalhou os 4 turnos e o Roberto Mariano voltou à casa. O Loki ainda serviu de pónei para a Helena, a pequenota filha do Eduardo Santos. A condução em liberdade alcançou a primazia e os cachorros evoluíram pelo perímetro exterior. A Isis, uma cadela husky, propriedade da Ana Pinto e conduzida pelo Rui Ribeiro, deslocou-se taco-a-taco entre os CPA’S. O Micks começou a aprender o APC e o passarinho voltou a voar, indo pousar nas pernas da Alexandra. O Zorro está a despertar e o Loki a aprender o salto de mochila.
Há gente que insiste em não dar cavaco, que simplesmente se borrifa nos outros, num claro “quero que eles se lixem!”. Estamos a falar daqueles alunos que desaparecem sem deixar rasto, deixando a Escola à espera, tal qual noiva de marinheiro condenado às galés. Realmente não temos sorte, nascemos para educar cães! Aproveitamos a ocasião para lançar um alerta e um pedido: Se por acaso avistarem um avião no horizonte, digam-lhe adeus. Pode ser que seja o João Domingues. Se for ele, certamente retribuirá o cumprimento e lembrar-se-á de nós. Se ele vos avistar, porque não temos rádio, baixará a altitude e ligará os flaps, fará um virar de asa e ligará as luzes de aproximação. Há que ser persistente.
Participaram nos trabalhos os seguintes binómios: Alexandra/Abu, Ana/Loki, A. Cunha/Zorro, Carla/CPA-LB, Eduardo/Micks & Vega, Elisabete/Lua, Filipe/Jürgen, João Franco/Zappa, Jorge/Audaz & Juvat, Luís Leal/Teka, Manuel/Mini, Octávio/Greg, Roberto/Teka & Turco, Rui Ribeiro/Isis e Zé Gabriel/Master & Menina.