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terça-feira, 31 de agosto de 2010

Em campanha

Realizou-se no último fim-de-semana, dias 20, 21 e 22 deste mês, o Acampamento da Acendura Brava, na Lourinhã e no Cazal da Várzea, propriedade do nosso amigo e aluno Dr. Zé Gabriel. O Acampamento decorreu ao estilo resort, já que a maioria dos seus participantes não tinha experiência prévia nestas campanhas. Montámos arraiais sobre a relva, à beira duma piscina, perto dos balneários e próximo de uma área coberta destinada aos grelhados, mais-valias logísticas de valor inestimável e que contribuíram para o melhor andamento dos trabalhos.

Foram constituídas equipas de segurança, manutenção, saneamento, cozinha, acompanhamento de menores, de informática, fotografia, vídeo e de primeiros socorros, respectivamente capitaneados pelo Rui Coito, Vitor Hugo, Liliana Reis, Francisco Silva, Isabel Silva, António Almeida, Vitor Hugo e Marta. O coordenador de campo indigitado foi o Tiago Soares, que cumpriu, tal como os outros, cabalmente as suas funções. Foram montados dois turnos de vigilância, das 23h00 às 07h00, subdivididos cada um deles em duas horas, um ao redor do acampamento e outro no seu exterior, junto ao parque automóvel. A alvorada aconteceu às 07h00, os almoços às 13h00, os jantares às 19H30 e o recolher às 23H00.

Foram ministradas 3 aulas teóricas, 3 práticas e ainda houve instrução nocturna, que constou de uma caminhada de 13.5 km, afim de se reforçar o “junto”, estabelecer a parceria e aumentar a autonomia binomial. A coluna venceu o percurso em duas horas, ultrapassando os 6.5 km/h. Somente o Joaquim desistiu ao 10º quilómetro, vítima de uma afecção muscular de carácter passageiro. A geografia do percurso assentou sobre 6 km de subida e 7.5 km de descida. A coluna escolar foi capitaneada pelo Rui Coito na vanguarda e rematada pelo Duarte Morgado na retaguarda, o primeiro como batedor ou estafeta e o último como cerra-fila e elemento de ligação. A coluna foi ainda acompanhada por duas viaturas, uma na sua frente e outra na sua cauda, funcionando a primeira como carro de comando e a segunda como carro de apoio, onde se deslocava a nossa enfermeira, cujos préstimos, felizmente, foram dispensados. Os binómios acabaram o passeio com um sprint de 120 metros.

Nas aulas teóricas foram desenvolvidos aspectos ligados à selecção, genética e aproveitamento dos cães, com especial enfoque sobre a disciplina de guarda. As aulas práticas procuraram diferentes capacitações para o ofício guardião. O António Almeida, o Duarte Morgado, o Jaime Esteves e o Rui Coito tudo fizeram para que esses objectivos fossem alcançados. O Joaquim completou entre nós o seu 17º aniversário e a Célia Coito trabalhou desalmadamente. Houve piscina para todos e as crianças raramente saíram dela. O Pedro Rocha participou dos nossos trabalhos e o Master agradeceu. Os gastos com a alimentação quedaram-se por 9.9€ per capita (3.3€ diários), o que não espelha o muito que foi consumido.

Participaram nos trabalhos os seguintes condutores e acompanhantes: Ana Pinto, Américo Abreu, António Almeida, Bruno, Carla Abreu, Carla Ferreira, Carolina Coito, Célia Coito, Cristina Alberto, Duarte Morgado, Fátima Figueiredo, Francisco Silva, Irina Golovanova, Isabel Silva, Jaime Esteves, João Silva, Joaquim, Jorge Almeida, Liliana Reis, Marta, Miriam Reis, Olga Oliveira, Patrícia Oliveira, Paulo Oliveira, Pedro Figueiredo, Pedro Rocha, Rodrigo Coito, Rui Coito, Rui Ribeiro, Teresa, Tiago Soares e Vitor Hugo. A Família Figueiredo ofereceu o magnífico repasto de Domingo.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Notícia de última hora

No próximo Sábado não haverá aula, porque a Escola irá ao casamento da Marta e do Vitor Hugo, que se realizará na Igreja de Odivelas pelas 12 horas. O casamento destes nossos amigos e camaradas é para nós motivo de redobrada alegria. Domingo retomaremos os nossos trabalhos, à hora do costume e em local a designar.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Nómadas por sistema e pedreiros de ocasião

Continuamos a usufruir da variação dos ecossistemas e este fim-de-semana trabalhámos mais uma vez no exterior, tanto na cidade como na orla marítima. Dedicámos o tempo útil à obediência, à ginástica e à endurance. Vimo-nos obrigados a fabricar obstáculos e enfatizámos os automatismos direccionais. No Domingo almoçámos no restaurante tradicional “Beija-o-boi”, propriedade do nosso aluno e amigo Carlos Alberto Peçegueiro Veríssimo, onde fomos obsequiados com mesa farta e segundo a qualidade usual. Não podemos contar com a presença da Princesa e da Família Fernandes & Veiga Santos.

Participaram nos trabalhos os seguintes binómios: Ana/Loki, Carla Abreu/Becky, Célia/Igor, Clara/Shara, Francisco/Íris, Isabel Silva/Luna, Irina/Max, João Moura/Bonnie, Joaquim/Maggie, Luís Leal/Rocky, Rodrigo/Tarkan, Tatiana/Teka I, Tiago/Sane, Teresa/Buster e Vitor Hugo/Yoshi.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

A FESTA DOS CONDUTORES

Como já vem sendo hábito, realizou-se no dia 22 deste mês o tradicional Jantar de Natal da Acendura. O evento teve lugar no Restaurante Típico Beija-o-Boi, no lugar do Barro, Loures. Cerca de 40 condutores de cães fizeram-se presentes, sendo acompanhados pelas suas famílias e preenchendo meia centena de cadeiras. As entradas foram várias e muito apetitosas, destacamos algumas: presunto, queijo curado, salada de orelha, pimentões recheados e ovos com farinheira. O menu constou de dois pratos, um de peixe e outro de carne, respectivamente: bacalhau assado com couves e batatas a murro e carne de porco assada. As sobremesas foram variadas e cativas à doçaria ribatejana, os vinhos de proveniência regional e o serviço foi esmerado. Foram ainda servidos cafés e diferentes digestivos.

A Carla Ferreira e a Elisabete (rapaqueca) celebraram ali o seu aniversário, sendo depois convidadas para o tradicional beijo ao boi, devidamente uniformizadas e de acordo com a circunstância. 85% dos condutores que se fizeram presentes são recentes e os restantes mantêm o nosso espírito e dividiram com os demais as suas experiências. Nota de destaque para o Eduardo Ramos que inundou de alegria a sala. A Família Castanheira ( Luciano, Ana e filho) fez-se presente e com ela convivemos agradavelmente. A Joana usou da palavra e bem, deu-se a palavra aos condutores menos extrovertidos e todos foram apresentados. O jantar terminou com dois fados e sem acompanhamento à viola. O guitarrista e o cantor foram a mesma pessoa: o Dr. Zé Gabriel, que a todos espantou pela sua voz maviosa e excelente execução técnica, emprestando à noite emoção e poesia. O nosso amigo Luís Filipe de Sousa Matos esteve entre nós e finalmente conhecemos o marido e o filho da Carla Ferreira. Os miúdos souberam comportar-se e cedo adormeceram.

No meio da confraternização houve lugar à paródia e o Carlos Veríssimo esteve inexcedível e irrequieto, como é seu hábito e tendência, sendo nisso único e dando azo à diferença. Participaram no evento os seguintes condutores: Afonso, Alexandra, Ana Castanheira, Ana Pinto, António Cunha, Bruno, Carla Ferreira, Carlos Veríssimo, Cristina Alberto, Eduardo, Eduardo Ramos, Elisabete, Francisco, Francisco (T), Gonçalo, Gonçalo Leal, Joana, João Franco, João Garrido, João Moura, João Ramos, Lila, Luciano Castanheira, Luís Franco, Luís Leal, Luís Matos, Manel, Maria, Octávio, Pedro Costa, Pedro Rocha, Princesa, Roberto, Rodrigo, Rui Ribeiro, Susana, Tiago, Virgílio, Vítor Hugo e Zé Gabriel.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

CADELAS NA PASSERELLE E MICKS NA BRUMA

Trabalhámos os 4 turnos neste fim-de-semana, havendo condutores que se fizeram presentes em todos eles. Dedicámos o Sábado ao 3º automatismo de imobilização, tirando partido da Passerelle. Como é hábito, no intuito de salvaguardar o carácter dos cachorros, só ensinamos o “deita” no 2º mês de instrução, podendo alargar esse prazo de acordo com o particular dos indivíduos. Foram convidados para a figura os seguintes cachorros (maioritariamente cadelas): Tarkan e Turco, Luna, Teka I, Teka II e Vega. Todos saíram a fazer o automatismo impecavelmente, sendo aconselhado aos condutores a recapitulação doméstica do exercício. Ao Gaspar e à Cuca foi solicitado o “junto” e aos outros os exercícios inerentes à sua capacitação.

No Domingo trabalhámos na Pista e no exterior, varridos a vento forte e aguaceiros, alternadamente de Oeste e Noroeste. Da parte da tarde fomos até S.Julião, onde o Micks deu cartas e o Greg trabalho ao Octávio. O Abu esteve melhor nas imobilizações e a Carla conseguiu evoluir com a Dirka. O Yoshi desfrutou da areia e todos levámos com ela pela barba. Fizemos da praia um círculo de 36 m, manifestando especial cuidado na escolha do local, pois as alforrecas haviam-na invadido. Ali tirámos a tradicional sessão fotográfica e todos chegámos a casa ilesos, ainda que cobertos de areia e salitre. A experiência foi gratificante e acreditamos que o Yoshi dormiu bem.


A Princesa anda baldada, a Pescadinha atarefada e a Ana esteve de serviço na farmácia. O Rui Ribeiro foi aproveitar uns trocados e calculamos que o Carlos Esteves foi velejar, talvez para mares nunca dantes navegados. O Jorge acabou por treinar o Audaz, porque o Juvat encontra-se com uma luxação do ombro. A Elisabete (Beta), desencontrou-se e não trabalhou connosco no Domingo, conforme estava combinado. Continuamos sem notícias do Rui Santos, será que em Angola não há Internet? O Bruno esteve num curso de fim-de-semana e o dono do Zorro provavelmente numa competição de golfe. Daqui endereçamos os melhores resultados ao Filipe, um superior aproveitamento nos estudos.

Participaram nos trabalhos os seguintes binómios: Alexandra/Abu, Carla/Dirka, Eduardo/Micks & Vega, Francisco/Luna, Gonçalo Gaspar, Lila/Cuca, Joana/Flikke, Jorge/Audaz, Luís Leal/Teka I, Octávio/Greg, Roberto/Turco & Teka II, Rodrigo/Tarkan, Vítor Hugo/Yoshi e Zé Gabriel/Master & Menina.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Passeata ao centro do poder


Esta Quarta-Feira, no período matinal, optámos por Lisboa para operarmos a sociabilização dos cães que se fizeram presentes (Rex e Teka). Estivemos no Jardim da Estrela, contornámos a Basílica, descemos a calçada e mirámos o Parlamento. No Jardim da Estrela desenvolvemos todos os automatismos direccionais ensinados e usámos alguns dos seus recantos como círculo de obediência. Contámos com a ajuda de alguns visitantes para a sociabilização e sujeitamos os cães ao trânsito das pessoas, obrigando-os à familiarização, imobilidade e à indiferença. Estranhamente, a maioria dos jovens encontrados manifestou ter pavor de cães, como se eles fossem bichos doutras latitudes, próprios das selvas e de intenções criminosas. Estamos na presença de um fenómeno a que não é alheia a influência dos media e o viver urbano, porque as novas gerações têm pouco ou nenhum contacto directo com animais. O jardim perdeu o seu esplendor de outrora, os flamingos cederam lugar aos patos e os “sem-abrigo”, como aves de arribação, enroscam-se sobre os seus bancos. Alguns estudantes e uns tantos empregados do comércio ali almoçam, debaixo das árvores e diante de quem passa, valendo-se de sumos e sanduíches. Os cães das “madames” continuam a ser transportados pelas criadas e os reformados aproveitam as mesas de pedra para jogar às cartas. Aproveitámos as estátuas para o enquadramento fotográfico e apresentámos os cães a alguns jovens receosos.
Depois rumámos à Basílica, adornada pelos paramentos do Advento e austera como sempre. Sem cães, intentámos visitar no seu interior os túmulos reais, o que não foi possível por causa de uma missa em curso. Acostumámos os cães aos eléctricos e tirámos algumas fotografias ao seu lado, tendo o cuidado de não captar os seus condutores que temiam pela impropriedade da publicidade. Calçada abaixo, fomos direito ao Parlamento, por passeios apertados e apinhados de gente, na sua maioria velhos e turistas. Sempre que o “junto” não foi possível, optámos pelo “atrás” e o “à frente”, conforme descíamos ou subíamos. Pelas traseiras do Parlamento vimos entrar alguns carros pretos, conduzidos por motoristas encasacados e de gravata, BMW’s 530 GT. Alguns prédios da Av. D. Carlos I foram objecto de obras recentemente, emprestando um colorido sóbrio e novo àquele enquadramento histórico. As lojas anunciam o Natal e as vendas Sexta-feira Santa, porque são muitos a ver e muito poucos a comprar.
No Parlamento tirámos fotografias a partir da Trv. da Arrochela, aproveitando a escadaria central e os leões que simbolizam o poder. Depois evoluímos por diferentes ruas afuniladas, plenas de gente e de passeios exíguos, procedendo ao “cruzamento frontal” e à supremacia do “junto”. Ainda parámos no Jardim limítrofe à Assembleia da República, naquele que se encontra virado a sul. E como outro remédio não nos sobrava, lá subimos a Calçada da Estrela rumo à Avª Infante Santo, local onde haviam ficado as nossas viaturas. O Rex evolui sem problemas, muito embora deteste o excesso de intimidades. A Teka precisa de mais passeios destes, porque desconfia de tudo e todos, resistindo assim à sociabilização pretendida. Os condutores comportaram-se à altura e a mudança de ecossistema foi profícua. Dever cumprido! O tempo dos passeios ao exterior está a terminar, breve iniciaremos o nosso calendário regular de Pistagem.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Fim-de-semana de 14 e 15 de Novembro: 30 anos da XANAUTO e domingo molhado

Sábado foi dia de “boda aos pobres”, a Xanauto comemorava 30 anos de existência e a Família Costa esmerou-se, oferecendo aos seus convidados um almoço variado de acordo com os paladares da região. Não restando outra opção ao adestrador, viu-se obrigado a encerrar os trabalhos escolares nesse dia, já que os heróicos treinadores de cães optaram por encher a barriga. A Xanauto foi obra do Sr. Arsénio Sousa e esposa, agora substituído pelo seu genro o Pedro Costa, marido da nossa Princesa. O fundador da Empresa veio do nada e singrou na vida a pulso e ainda trabalhou para saldar as dívidas o seu pai. Neste tempo de recessão, bem longe doutros mais lucrativos, vender carros não está fácil, cabendo a fava do bolo ao Pedro. Quanto ao almoço, todos foram unânimes: não faltou nada!
Aproveitámos a tarde de Sábado para visitar as ninhadas de CPA, deslocando-nos para o efeito às casas do Carlos Veríssimo e da Família Moura. Os cachorros estão a desenvolver-se bem apesar das ninhadas terem sido enormes. Nesta aferição não nos esquecemos dos anseios do Sr. Paulo Serra Pedro, que aguarda expectante a aquisição de uma nova cachorra.
A manhã de Domingo foi aproveitada para o passeio em estrada, visando a parceria e o robustecimento do carácter dos cães em classe. O passeio foi em coluna e em “frente por um”. O aquecimento anterior foi operado sobre os campos da Boavista e o Yoshi esteve connosco. O período matinal terminou na Pista Táctica. Almoçámos no João da Vila Velha e tivemos a companhia da Mónica e do Pedro Almeida Rocha. Da parte da tarde, depois de algumas hesitações, fizemo-nos à pista debaixo de chuva e ninguém se queixou.
Participaram nos trabalhos os seguintes binómios: Alexandra/Abu, Ana/Isis & Loki, Bruno/Pepe, Eduardo/Micks & Vega, Elisabete/Lua, Francisco/Luna, Jorge/Juvat, Manel/Mini, Octávio/Greg, Roberto/Teka & Turco, Rodrigo/Tarkan e Vítor Hugo/Yoshi.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Fim-de-semana de 07 e 08 de Novembro: nas falésias junto ao mar

Agora, pelos bons ofícios do tribunal da santa proibição, os cães só podem ir à praia quando a época balnear termina, o que não nos causa qualquer transtorno, porque sempre treinámos nas estações frias junto à orla marítima e nas quentes na montanha. A opção tem a ver com a rarefacção do oxigénio e a capacidade para a levar de vencida. Este fim-de-semana optámos pela Ribeira de Ilhas e pelas falésias da praia de S. Julião. O Sábado foi soalheiro e o Domingo ventoso. Trabalhámos nestes ecossistemas apenas de manhã, reservando a tarde para os trabalhos na Escola. Em Ribeira de Ilhas dedicámo-nos à imobilização à distância e à condução nuclear, convidando os cães para a autonomia e procurando a minimização do esforço humano. Em S. Julião, praia de falésias paradisíacas, exercitámos os diferentes comandos direccionais, evoluindo da praia para as falésias e vice-versa.
O trabalho no Sábado decorreu sem grandes novidades, contrariamente ao de Domingo, em que o Adestrador foi obrigado à “queda na máscara”, resultando daí um pulso aberto, alguns cortes superficiais e umas tantas equimoses. E no mesmo azar foi secundado por outros, felizmente sem qualquer consequência e motivo de hilaridade para os presentes. Apesar da inclinação, os binómios não hesitaram em se fazer às falésias, confiantes no auxílio dos cães e na procura dos benefícios da parceria, dando seguimento aos exercícios desenvolvidos na semana anterior.
Finalmente a Pescadinha voltou e o Teddy agradeceu, contente por ver os seus parceiros e sedento de liberdade, porque trocou o lugar da árvore mictória por um local à beira-mar. A Beta (Elisabete) não compareceu porque se encontrava engripada, e o Bruno também não (provavelmente foi massajar quem necessitava). A Princesa foi para Viseu e depois permaneceu em casa com o seu casaco de pele de comodismo. A Joana e o Jorge só trabalharam no Sábado e a Ana e o Rui fizeram os dois turnos de Domingo. Desta vez a Isabel não compareceu aos trabalhos e nada sabemos da Carla Ferreira e da Susana.
Os filhos da Xita recomendam-se e os da Luna estão a recuperar. Uma das filhas da Buba já pariu e alimenta uma ninhada de 10 cachorrinhos. Neste momento temos cachorros Pastores Alemães de alta qualidade, que só daqui a duas semanas poderão começar a sair. Este ano é o ano dos negros, nunca tivemos tantos! Continuamos a aguardar a visita do Sr. Comandante Nuno Calado, que na mutação da farda pelo avental doméstico, teima em se apresentar. Tivemos notícia da Família Antunes, estão todos bem na companhia dos seus cães. Agradecemos à Eugénia Barbosa o comentário que nos enviou e temos uma saudade imensa do Eduardo Ramos.
Finalmente, uma palavra de apreço pelo trabalho do Nuno Ribeiro, que apesar da teimosia da Isis, lá vai levando a água ao seu moinho. A cadela já anda em liberdade, cruza e obedece aos diferentes automatismos de imobilização e direcção, coisa impossível no passado quando de imediato se punha em fuga. Brevemente vai ser obsequiado com uma CPA negra da ninhada da Xita. Ele merece, mas a Isis não poderá ficar esquecida, porque está cá, é nova e encontra-se em franco progresso.
Participaram nos trabalhos os seguintes binómios: Alexandra/Abu, Ana/Loki, Eduardo/Micks & Vega, Francisco/Luna, Joana/Flikke, Jorge/Juvat, Luís Leal/Teka, Octávio/Greg, Pescadinha/Teddy, Roberto/ Teka & Turco, Rodrigo/Tarkan, Rui Ribeiro/Isis e Zé Gabriel/Master & Menina.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Viagem ao Portugal esquecido: o porto palafítico da Carrasqueira

Esta Terça-Feira optámos por treinar no exterior com os dois binómios presentes. O plano inicial apontava para o Jardim de Belém, mas acabámos na estrada para Alcácer do Sal, rumo à Carrasqueira, pelo caminho que nos leva a Tróia. Visitámos o Memorial aos Combatentes do Ultramar, ainda treinámos em Belém, mas de pronto nos fizemos à estrada. Como a hora ia adiantada, decidimos ir almoçar ao Restaurante “A Escola” na Comporta.
O Restaurante, como o próprio nome indica, encontra-se situado numa antiga escola primária, daquelas legadas pelo Estado Novo, mais graníticas no Norte mas de traça igual por todo o lado. As salas do repasto respeitaram a divisão das salas de aula e até as casas de banho permanecem no mesmo sítio: à ponta do alpendre para o recreio. As portas que davam acesso ao alpendre foram substituídas por dois arcos geminados de estilo mourisco, ainda que salteados com rectângulos ocasionais de granito. Foi aí que comemos, tendo como pano de fundo uma fotografia escolar do início da década de 50. A fotografia mostra uma professora e a sua classe, onde são visíveis traços negróides nalguns alunos. Na linha da frente alguns encontram-se descalços, mas o uso da bata a todos é comum. A foto, para além de relembrar o uso anterior do edifico, é um marco histórico que nos transporta ao Séc.XVI, altura em que um grupo de escravos negros para ali foi debandado, sendo posteriormente absorvido pela população maioritária. A canção das "Meninas da Ribeira do Sado” encontra-se ligada a isto, ao particular etnográfico da região.
A comida é para turistas, bem confeccionada e apresentada, mais próxima do gosto comum e mais distante dos sabores tradicionais. Vale a pena comer ali a “massada de cherne”, que no nosso entender é a melhor das suas iguarias. O serviço é pronto e eficiente, o cozinheiro aceita sugestões e a carta de vinhos é vasta, de bom gosto e excelentemente apresentada. O preço é acessível e o ambiente repousante, o asseio é inquestionável e a atmosfera prima pela simpatia dos empregados. Ainda que na Estremadura, estamos no Alentejo.
Depois de comidos e bebidos, rumámos à Carrasqueira, lugarejo fluvial e piscatório de pouco interesse, de ruas desertas que se perdem na vastidão do Sado. As casas são brancas, de piso térreo e com chaminés indefinidas, mercê da confusão de influências. Ainda ali persistem duas casas pertencentes ao passado, com paredes de cana e telhados de colmo, uma de cada lado da estrada, uma em uso e outra para venda ou aluguer. Continuámos em direcção ao rio e chegámos finalmente ao Porto Palafítico.

Em dia de sorte, apanhámos a preia-mar, porque se chegássemos com a maré vazia, só o lodo nos daria as boas vindas. Este é o último porto palafítico em Portugal, avança 300 metros rio adentro, o labirinto das suas passadeiras é sustentado por estacas, umas de pinho e outras de eucalipto, de modo desordenado e pitoresco. Pelo que nos foi dito, recentemente a Câmara gastou ali 15.000 euros, substituindo algumas estacas velhas por outras de madeira tratada. O número das pequenas embarcações rondará uma centena e as barracas de recolha metade disso. Existem algumas embarcações, poucas, para passeios turísticos, que laboram quase em exclusivo no Verão. Os pescadores, dos quarenta anos para cima, dedicam-se à apanha da amêijoa, da ostra e do caranguejo, não têm escritura de concessão e temem pelo seu futuro. Todos os dias rezam ao São Turismo, porque a ele devem a sua actividade e sobrevivência, enquanto pólo de atracção e museu vivo dos seus costumes. Ali também existe uma lota, uma das poucas casas de cimento e tijolo.
O Porto é antecedido por vários arrozais, agora de restolho, porque a colheita aconteceu recentemente. Os pescadores atribuem a morte das amêijoas, em determinada altura do ano, aos químicos usados nos arrozais, mas todos são unânimes: o Rio está melhor e mais limpo. Se para lá for, evite que o seu cão se molhe, pois dali sairá com um cheiro nauseabundo, que o digam os condutores que nos acompanharam. Contudo, nada que a secagem não resolva pelo contributo do pó talco. Por ali se vêem motorizadas EFS, algumas com mais de 20 anos, mas também “Pick-ups” e carros utilitários. Os homens da faina são gente boa, ainda que retraídos de início. A paisagem é paradisíaca e lembra um álbum de fotografias do início do século passado.

Trabalhámos os diferentes automatismos de imobilização sobre as estacas, fizemos dos arrozais círculos de obediência, desenvolvemos a condução em liberdade e efectuámos vários cruzamentos frontais. No meio dos trabalhos, o Zorro decidiu dar as boas vindas a um cachorro dali, caminhando com ele cerca de 1 km, regressando depois, para espanto do seu dono e evitando assim a reprimenda. Surpreendentemente, O Rex adoptou o Zorro e contribui para a sua capacitação. Regressámos por Tróia e apanhámos o Ferry-boat, contentes com a jornada e deslumbrados com a paisagem.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Fim-de-semana de 31 de Outubro e 01 de Novembro: Chuva, Sol e Vento

Este fim-de-semana foi dedicado às manobras de sociabilização animal, aos automatismos de imobilização e à variação dos ecossistemas. Trabalhámos na Serra e fomos até ao mar, apanhámos chuva, sol e calor e continuámos como se nada se passasse.
Houve muitas ausências forçadas e agradecíamos notícias sobre o Rui Santos. A Pescadinha é a mais ausente e o João Franco não tem comparecido às formaturas. O Bruno não se apresentou aos trabalhos de Domingo porque foi exercer o seu ofício de massagista. A cachorrada CPA vai de vento em popa e o Yoshi veio visitar-nos.
Ainda houve tempo para ir visitar a Xita e admirar os seus filhotes, que estão lindos e recomendam-se. Agora que a época balnear finalmente acabou, os nossos cães podem usufruir das praias marítimas, substituindo a nossa paradisíaca praia pluvial. A chegada do Outono deve coincidir com a vacinação contra a tosse do canil e nalguns casos levar ao enriquecimento das dietas. A nossa Costa está praticamente sem peixe, as gaivotas caçam sobre a Foz do Rio Lisandro e viram as costas ao mar. Por todo o lado vemos estas aves sobre lixeiras e detritos, avançando cada vez mais para o interior.
Participaram nos trabalhos os seguintes binómios: Ana/Loki, Bruno/Pepe, Elisabete/Lua, Francisco/Luna, Isabel/Amora, Joana/Flikke, Jorge/Juvat, Luís Leal/Teka, Princesa/Rosita, Roberto/Turco & Teka, Rui Ribeiro/Isis e Zé Gabriel/Master e Menina.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Fim-de-semana de 24 e 25 de Outubro: Do Funchal à Boca do Inferno

Este fim-de-semana foi pesado em termos de trabalho, não nos poupámos e partimos para o desafio. No perímetro escolar executámos as diferentes manobras de sociabilização animal e depois fomos laborar para outras paragens. Na encosta do Funchal, no Serro que antecede Alcainça a Sul, exercitámos a imobilização à distância e evoluímos segundo o escalonamento escolar, apesar do terreno ter uma inclinação próxima dos 45 graus. O tempo esteve de feição e tivemos a companhia do pôr-do-sol. No Sábado ainda tivemos tempo para baptizar a Geize, uma jovem que nos visitou e participou dos nossos trabalhos.
E Domingo não escapou à regra, trabalhámos também os dois turnos. De manhã estivemos nos campos da Boavista e de tarde deslocámo-nos à Boca do Inferno (na estrada que vai de Cascais para o Guincho). O trabalho domingueiro foi pesado e o calor fez-se sentir, a Princesa protestou e outros nem por isso. A Mariana suou as estopinhas e ficou encarregue do Pipo, a Isis foi ver as paisagens e a Amora não parava quieta, apesar das roucas advertências da sua dona. O Rex, a chegar à 3ª idade, comportou-se à altura e ainda posou para a fotografia. Contudo, teima em abandonar o mau feitio (o Pepe que o diga!). O binómio Bruno/Pepe, além de sair ileso, mostrou uma cumplicidade invejável e todos os binómios cumpriram.
Na parte da tarde, depois de almoçarmos no il Mássimo, lá fomos nós para a Boca do Inferno, o tempo estava esplêndido e o local bastante concorrido (mal havia espaço para estacionar os carros). Apesar disso, a feira limítrofe estava às moscas e o número de estrangeiros muito reduzido. Trabalhámos nas rochas junto ao mar, entre pescadores e turistas, providenciando um encontro inesperado. Inesperado foi também o comportamento da Isis, que apesar da confusão reinante, se comportou como uma verdadeira dama, merecendo da improvisada assistência rasgados elogios. Uma menina ali presente, Vanessa, se não nos falta a memória, acabou por conduzir a Isis, o Greg e o Loki. Felizmente (outra coisa não era de esperar), tudo correu conforme o esperado e os objectivos foram alcançados. Deslocámo-nos ali para subsidiar a obediência incondicional e não saímos defraudados.
Participaram nos trabalhos os seguintes binómios: Alexandra/Abu, Ana/Loki, Bruno/Pepe, Eduardo/Micks & Vega, Francisco/Luna, Isabel/Amora, Jorge/Juvat, Octávio/Greg, Princesa/Pipo & Ricky, Roberto/Teka & Turco, Rui Ribeiro/Isis, Tiago/Rex e Zé Gabriel/Master & Menina.