quinta-feira, 19 de setembro de 2019

DESCOBERTO O ADN MAIS ANTIGO DE PARASITAS NUM CROPÓLITO DE PUMA

Num recente projecto forense de cropólito, num abrigo de rochas na Província de Catamarca, na Argentina, quando os cientistas se encontravam a examinar as fezes de um Puma pré-histórico, descobriram o DNA do parasita mais antigo do mundo, achado que veio a ser estudado por uma equipa de cientistas do Conselho Nacional de Pesquisa Científica e Técnica (CONICET).
Descobriu-se que o Puma pré-histórico, que percorria as montanhas da Argentina há centenas de anos atrás, abrigava lombrigas parasitas e que os ovos desse nematóide são tão antigos quanto a última Era do Gelo, datando de 16.570 a 17.000 anos atrás. De acordo com o Science Daily, a sequência de ADN deste parasita gastrointestinal representa o registo mais antigo de parasitas moleculares do mundo e estabeleceu o padrão da idade máxima para a recuperação do ADN antigo desta origem.
Para confirmar que este cropólito veio de um Puma, os cientistas fizeram uso de antigas análises mitocondriais que eram ainda viáveis, já que as condições extremamente frias, secas e salgadas retardaram a quebra do ADN e ajudavam-no a permanecer intacto. Os cientistas confirmaram que as fezes pertenciam ao Puma concolor e que os ovos provinham do Toxascaris leonina, uma espécie de lombriga ainda comummente encontrada no trato digestivo dos gatos, cães e raposas que temos hoje.
Este estudo, liderado por Romina Petrigh e Martín Fugassa, foi publicado na revista Parasitology e a pesquisa de campo foi realizada por uma equipa interdisciplinar que incluiu arqueólogos e biólogos. Como é muito difícil recuperar aquele DNA, a equipa de pesquisa usou reagentes descontaminados especiais e suprimentos descartáveis num ambiente controlado para evitar a contaminação com o ADN moderno. A Dr.ª Romina esclareceu a partir do seu trabalho: “A interpretação mais comum até hoje, é que a presença de T. leonina nos carnívoros selvagens americanos é uma consequência do contacto com cães ou gatos domésticos, mas isso não deverá ser mais assumido como a única explicação possível".

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