sexta-feira, 18 de maio de 2018

THE CELTIC GODS MUST BE CRAZY!

Quando era miúdo pensava que a maioria das pessoas era normal, com o passar do tempo descobri que afinal eram uma minoria. Hoje, ao dar uma vista de olhos pela imprensa britânica online, protocolo que conservo quase religiosamente, deparei-me com um artigo no Mirror que me espevitou a curiosidade sob o título “DOG OWNERS REVEAL THE 20 SIGNS YOUR POOCH IS PART OF DE FAMILY”, o que traduzido a grosso modo quer dizer “OS PROPRIETÁRIOS CANINOS REVELAM OS 20 SINAIS QUE TORNAM O SEU CÃO PARTE DA FAMÍLIA”. Preparado para me aguentar a alguma sandice, porque nestas coisas é bom estar preparado, lá me decidi a ler o artigo que esperava revelador.
Nele fiquei a saber duma entrevista feita a 2.000 proprietários caninos no Reino Unido, naturalmente encomendada pela Lintbells, um fabricante de suplementos naturais premium para cães, gatos e cavalos, para se saber o quanto são amados os cães por ali. De chofre e como aperitivo, fiquei logo a saber que 60% dos inquiridos considera os cães como filhos; 50% dos cães têm um lugar próprio no sofá; 30% dos donos permite que os cães durmam com eles na cama; 25% deles não sai à noite com os amigos para não deixar o cão sozinho; 37% dos inquiridos disse que se sentiria mais devastado pela perca da custódia do cão do que pela perca da sua casa; 44% planeiam e dedicam um feriado especial para o prazer do animal, 1/3 deles compra um presente personalizado para o cão depois de retornar de uma viagem e 34% evitaram de fazer férias por não poderem ficar ao lado do seu amigo de 4 patas.
Mais de 10% admite que leva mais o seu cão aos profissionais de grooming que ao seu próprio cabeleireiro; 40% diz que a dieta administrada ao seu cão é mais saudável do que a sua; quase 20% deixa o seu cão sentar-se à mesa ou ao seu lado nas refeições; os proprietários caninos britânicos, ao chegarem a casa, dizem primeiro olá em dobro para os cães e só depois para os seus parceiros; mais de 10% comemoram o aniversário do seu cão com uma festa e 12% admite que gasta mais dinheiro com o animal do que consigo.
Depois destes dados estatísticos e de mencionar umas quantas baboseiras dos fabricantes de alimentação animal, o tablóide online britânico adianta finalmente os 20 sinais prometidos que revelam ser os cães parte da família. Vamos a eles: 1 _ Ter fotos do animal espalhadas pela casa; 2 _ Atribuir ao cão um nome e uma alcunha; 3 _ Não conseguir imaginar a vida com outro cão; 4 _ respeitar o lugar do animal no sofá; 5 _ Dormir com o cão na cama; 6 _ Comemorar o seu aniversário; 7 _ Inclui-lo nas suas fotos de Natal; 8 _ Preferir ficar em casa feliz com o cão do que sair à noite com os amigos; 9 _ Ter a fotografia do animal na tela do telemóvel; 10 _ Quando vão de viagem, o dono faz também a mala do cão.
11 _ Tratar o animal por filho ou por furbaby (tratamento antropomórfico); 12 _ Mostrar amiúde fotografias do cachorro a terceiros; 13 _ só ir de férias para lugares onde o cão se possa divertir; 14 _ Não se inibir de dizer que gosta mais do animal do que do seu parceiro; 15 _ Ter o número de telefone do veterinário na discagem rápida; 16 _ Só comprar casa se ela preencher as necessidades do cão; 17 _ Só ir a pubs e restaurantes que aceitam cães; 18 _ Disponibilizar uma área da casa ou do jardim para o bem-estar do animal; 19 _ Gastar mais com alimentação do cão do que consigo ou com o seu agregado familiar, 20 _ Abrir-lhe uma conta numa rede social.
Os deuses que os celtas levaram para as Ilhas britânicas em 500 AC devem estar loucos, ou talvez não, porque se tratam os cães assim melhor tratamento darão aos homens!  

1 EM 1 BILIÃO É QUASE COMO ENCONTRAR UMA AGULHA NUM PALHEIRO!

Dois médicos, Claire Guest e John Church, da MEDICAL DETECTION DOGS, estão a levar a cabo uma investigação adequada acerca possibilidade dos cães detectarem pelo seu olfacto o cancro, nomeadamente o da próstata, uma vez que tem vindo a matar mais pessoas no Reino Unido que o da mama, tendo aumentado 21% desde o início dos anos 70. Como é sabido e calculável, os cães conseguem detectar odores numa concentração de uma parte para um bilião (trilhão no Brasil).
Graças a essa mais-valia, de acordo com a opinião de especialistas e segundo estudos anteriores, os cães podem identificar o cancro mesmo antes dos seus sintomas aparecerem, no seu estágio inicial, graças ao seu magnífico olfacto que é 40 vezes superior ao nosso, o que poderá, no caso do cancro da próstata, livrar muitos homens de se submeterem a testes evasivos desnecessários. A capacidade olfactiva canina é capaz de é também capaz de sentir o cheiro de diferentes doenças no seu estágio inicial
Os 31 cães da Medical Detection Dogs, que é uma instituição beneficente, estão a ser treinados para detectarem doenças que variam da Malária à Doença de Parkinson, muito embora a prioridade recaia sobre o cancro da próstata.
Desde 2015 que esta instituição está a trabalhar em parceria com o Hospital Universitário de Milton Keynes NHS Trust em Standing Way, Eaglestone. A esperança da Dr.ª Guest é que este hospital, dentro de alguns anos, confirme os resultados de estudos anteriores, que indicavam ser a taxa de sucesso canina de 93%, o que a comprovar-se poria o teste de PSA na sombra.
Três em quatro homens recebem um teste positivo de PSA, mas não têm cancro, o que não impedirá que vejam uma agulha espetada na próstata desnecessariamente, incómodo que não acontecerá se o uso dos cães for concludente.
Os ensaios clínicos agora em execução valem-se de amostras anónimas de urina em recipientes de vidro, uma saudáveis e outras cancerosas, que são enviadas pelo Hospital Universitário de Milton Keynes. Cada amostra é colocada num mecanismo em forma de carrossel de aço inoxidável com oito braços. Os cães são treinados para andarem ao redor do carrossel até detectarem uma amostra cancerosa, diante da qual param e sentam-se.
Os cães utilizados nos testes tendem a ser Labradores e Cocker Spaniels, muito por causa da sua natureza sociável e curiosa, não dispensam de 6 meses de treino e cada um custa à MEDICAL DETECTION DOGS 11.000 libras esterlinas. Na sua maioria e convenientemente treinados conseguem detectar o cancro da próstata dentro de um minuto. Cada cão trabalha no mínimo 3 turnos por semana e cada um com 20 minutos de duração.
Se não houver nada em contrário e tudo leva a crer que não, cães assim treinados poderão tornar o diagnóstico inicial mais preciso e ajudar os médicos a criar uma máquina de testes mais tangente ao senso olfactivo canino. Por tudo isto, temos muito que agradecer aos cães e aos pioneiros que se lembraram de domesticá-los. Entretanto, ficaremos a aguardar com ansiedade as conclusões da presente investigação. 

CONHECE LAURIE R. SANTOS?

É possível que não a conheça, nós ignorávamos completamente a existência deste génio da psicologia cognitiva norte-americana, que no passado dia 11 de Maio foi homenageada na Gala Anual do Génio realizada pelo Liberty Science Center em Jersey City, tendo como companheiros de homenagem o criptógrafo Vitalik Buterin, a astrofísica Sara Seager e o pioneiro da genómica George Church. Na foto abaixo podemos ver Laurie numa foto da citada gala (é a segunda pessoa a contar da direita).
Segundo disse e demonstrou, os cães podem ser mais racionais que os humanos, que sofrem de excesso de imitação (over-imitation). Esta cientista mostrou para o público uma caixa e uma alça cilíndrica separada, abrindo-a só depois de sacudir a alça várias vezes, vindo a repetir o mesmo procedimento. Laurie adiantou que se ela pedisse a uma pessoa para abrir a caixa, ela faria exactamente a mesma coisa: tentaria balançar a alça antes de abrir o topo da caixa.
Mas em vez de de convidar um humano para abrir a caixa, a cientista convidou um cão, o CPA Gozer, para vir ao palco abri-la, caixa que tinha no seu interior um petisco canino. Laurie mostrou para o cão como abrir a caixa exactamente como o havia feito para a audiência, abanando primeiro a alça. O cão observou tudo atentamente e quando chegou a hora de reivindicar a sua recompensa, fungou, ignorou a alça e abriu a tampa com o focinho!
No parecer desta homenageada tal ficou a dever-se ao facto dos cães serem melhores a aprender connosco do que nós uns com os outros, já que eles são menos irracionais a seguir o nosso comportamento. Por outro lado, os humanos podem sofrer de um fenómeno de excesso de imitação, que os leva a imitar demasiado e a confiar naquilo que vêem fazer, mesmo que aquilo que os outros fazem nada tenha de inteligente.
Laurie R. Santos é professora de psicologia e ciências cognitivas na Universidade de Yale. A sua pesquisa explora as origens evolutivas da mente humana, comparando as habilidades cognitivas de seres humanos com outros animais, incluindo primatas e caninos. Ela é a directora do Laboratório de Cognição Canina em Yale e tem sido uma palestrante do TED (1). Foi considerada pela revista Popular Science como uma das 10 mentes jovens mais brilhantes em 2007.
A conhecida revista Times atribui-lhe em 2013 o título de” líder celebridade do campus”. Em Junho de 2016 foi nomeada chefe do Silliman College, uma das 14 faculdades residenciais de graduação em Yale, sucedendo Nicholas Christakis. Em Janeiro de 2018, o seu curso intitulado “Psicologia e Boa Vida” tornou-se no curso mais popular da história de Yale, com aproximadamente um quarto dos alunos de graduação de Yale matriculados. Santos nasceu em 1975 em New Bedford, Massachusetts, numa família de ascendência cabo-verdiana. Decididamente os cabo-verdianos devem sentir-se orgulhosos.
Confesso que as conclusões de Laurie Santos, reveladas na Gala Anual do Génio deste ano, realizada no Liberty Science Center de Jersey City, não me surpreenderam, porque ao longo dos anos tenho visto imensos cães no treino a acertarem tarefas debaixo de ordens erradas, facto que nos tem levado às seguintes exclamações: “o cão é que sabe” e “o cão tem sempre razão!” De qualquer modo, vamos ficar atentos ao trabalho desta cientista, que pode vir a revestir-se de extrema importância para nós.
(1) TED (Technology; Entertainment; Design) é uma série de conferências realizadas na Europa, na Ásia e nas Américas pela FUNDAÇÃO SAPLING dos Estados Unidos, sem fins lucrativos e destinadas à disseminação de ideias,  ideias que merecem ser disseminadas. As suas apresentações são limitadas a dezoito minutos e os vídeos são amplamente divulgados na Internet.

NÓS POR CÁ: OS TERRORISTAS DE ALCOCHETE

Na passada Terça-feira algumas dezenas de adeptos descontentes do SPORTING CLUBE DE PORTUGAL, um dos mais famosos clubes de futebol português, decidiu agir em bloco e constituir uma coluna de assalto à Academia do clube em Alcochete, ameaçando jornalistas e agredindo jogadores, equipa técnica e fisioterapeutas, vindo depois a ser surpreendidos pela pronta acção da GNR, que acabou por deter 23 deles.
Como seria de esperar, num país outrora de brandos costumes e onde pouco ou nada se passa de relevante, esta incursão violenta a sul do Tejo, entendida pelo Ministério Público como terrorista, tomou conta dos nossos órgãos de informação e desde Terça-feira que não se ouve falar de outra coisa.
Este condenável episódio veio fragilizar ainda mais o SCP, cujo plantel principal de futebol, farto de ser achincalhado, anda agastado e de costas viradas para o actual Presidente do Clube, BRUNO DE CARVALHO, homem dado a polémicas, desabrido e populista, que não poupa ninguém nas suas críticas e que invariavelmente acaba por expor-se ao ridículo.
Neste momento há muita gente importante no Clube que quer a sua cabeça e que insiste na sua demissão, vontade que dificilmente verão satisfeita, porque o homem não se quer demitir, apesar de um número considerável de pessoas dos corpos sociais do clube já o ter feito. A juntar a isto, alguns dirigentes do Sporting estão a ser acusados de comprar resultados pelo suborno de jogadores adversários no andebol e no futebol.
Quanto aos “TERRORISTAS DE ALCOCHETE” (o nome parece algo de trazer por casa), que entraram na Academia encapuçados e que estão a ser conotados com a claque dos “ULTRAS”, continuam a ser ouvidos no TRIBUNAL DO BARREIRO e detidos em vários postos da GNR. Este incidente violento acabou por surpreender o País e a opinião pública deseja que os jovens agressores sejam condenados.
Gente de todos os quadrantes da sociedade pronunciou-se sobre o assunto e continua a pronunciar-se. Neste momento não há certezas de coisa alguma no Sporting e pouco se sabe sobre o futuro do Treinador da equipa principal de futebol e dos seus jogadores. Certo é que o Clube está a viver o período mais negro e vergonhoso da sua centenária história, o que obviamente se lamenta pela importância do Sporting no panorama desportivo nacional.  

quinta-feira, 17 de maio de 2018

SE ISTO NÃO É TERRORISMO, O QUE É?

Através do BELFASTLIVE online fiquei surpreendido e a saber que na Irlanda do Norte, nos últimos oito meses do ano passado, 542 pessoas e 372 animais de estimação foram atacados por cães! Diante destes números dá-me ideia que a Rainha de Inglaterra, que eu tanto prezo e admiro, escolheu para si a pior parte da Irlanda. Feitas as contas, aproximadamente, mais para mais do que para menos, 2 pessoas e 1 animal de estimação foram ali atacados diariamente por cães.
Não me venham dizer que todos estes ataques não foram intencionais e que aconteceram debaixo da estrita observância da lei, porque se assim fosse, poucos teriam acontecido e não haveria lugar a coimas, que nesta caso ascenderam a milhares de libras esterlinas. Por outro lado, a ausência de intenção, tanto eleva o grau de irresponsabilidade como o de estupidez dos proprietários caninos destes seis Condados do Ulster.
Se entendermos como terrorismo o uso deliberado de violência, mortal ou não, contra instituições ou pessoas, como forma de intimidação e tentativa de manipulação para os mais diversos fins e, como uma atitude intencional geralmente continuada de intimidação ou intolerância, terroristas não são só os extremistas muçulmanos ou os “boys” que invadiram anteontem a Academia do SCP em Alcochete, onde agrediram jogadores, equipa técnica e fisioterapeutas (o que nos deixou muito bem-vistos por toda a parte), são também os proprietários caninos que, debaixo dos mais variados propósitos e em contravenção com a lei, permitem ou instigam os seus cães a atacar terceiros, causando vítimas entre gente inocente e indefesa de todas idades e nos locais mais inesperados, pelo terror de 4 patas que insistem em trazer para o meio da rua.
Está claro que a maioria dos ataques caninos “acidentais” resultam da ignorância, falta de empenho, despreparo e descuido dos donos, factores muitas vezes associados à sua inércia, falta de tempo e às indisponibilidades física e económica. Não sei se há mais ataques acidentais ou intencionais, gostaria de acreditar que o número dos acidentais fosse bem maior do que o dos intencionais, apesar de ambos poderem ser letais. Porém, sei que há gente malévola por toda a parte, que intencionalmente lança os seus cães sobre os demais e que por vezes, “sem saber como”, acaba por transformar os seus em cobaias, reafirmando o aforismo luso que diz “virou-se o feitiço contra o feiticeiro”.
Apesar da maldade não ter idade e de se refinar com o tempo, pelo que nos tem sido dado a observar, a maioria destes justiceiros, que outra coisa não são do que terroristas urbanos (na Irlanda do Norte a maioria dos ataques caninos aconteceu nas cidades), têm idades compreendidas entre os 18 e os 45 anos de idade, apesar da “pancada” ser precoce nalguns e tardia noutros. Gente que usa o cão como arma para intimidar, ferir e até matar, unicamente por que lhe dá gozo ou para alcançar os seus intentos não passa de um terrorista, sendo os ataques dos seus cães uma forma mais ou menos dissimulada de terrorismo urbano, que tanto pode ferir um como dois ou três, como aconteceu, agora na República da Irlanda, no passado dia 13 em Finglas, um subúrbio de Dublin, onde alguém largou dois cães que acabaram por morder 3 crianças, assunto que tratámos no artigo “PRIMEIRA COMUNHÃO SANGRENTA”, editado a 14 deste mês.
Tal como acontece no combate ao terrorismo jihadista, a melhor forma de combater este terrorismo, tão fratricida como anterior, é combatê-lo antes que aconteça, porque doutro modo sempre andaremos a correr atrás do prejuízo e a endereçar condolências. Como é na prevenção que está a solução para o problema, caberá a cada um de nós informar-se para evitarmos que os nossos cães façam vítimas ou venhamos nós a sê-lo dos alheios, conhecimento que uma vez adquirido será útil para todos, mesmo para aqueles que não têm cães ou que os detestam, mas que se vêem obrigados a cruzar-se com eles no dia-a-dia.
Trata-se aqui de frequentar um curso de comportamento animal e de obter aproveitamento num curso de obediência básica canina, juntando a teoria à prática para se compreender entre outras coisas o “como” e o “porquê” por detrás dos ataques caninos, mais-valias que possibilitarão um maior conhecimento do comportamento dos cães em geral, um conhecimento mais detalhado do nosso, a correcta leitura da sua linguagem mímica e a aquisição de protocolos defensivos capazes de evitar, travar ou minimizar os eventuais ataques. Esta formação, porque é disso que se trata, deveria ser obrigatória para quem se propõe ser criador de cães, uma vez que muitos dos ataques assentam sobre causas genéticas nem sempre procuradas, que voluntária ou involuntariamente acabam potenciadas.
Ainda no que concerne à prevenção, convém repensar quais os brinquedos a usar nos cães, já que grande número deles são potenciadores de mordedura e por isso mesmo indutores aos ataques, acessórios aparentemente inocentes que instigam os cães à vitória pela rebeldia e resistência, reavivando neles o instinto predador que desconsidera a liderança humana. Estamos a falar de mangas, churros, nós de corda e todos os brinquedos que apenas servem para retraçar. Visando a redução dos ataques e a utilidade dos cães, melhor será ensinar-lhes a usar os dentes para outras tarefas complementares que possam valer-nos a nós e aos outros, como o transporte de objectos, o ligar e desligar interruptores, abrir frigoríficos, portas e gavetas, etc..
A segurança dos cidadãos é uma obrigação do Estado e como tal cabe-lhe legislar, fiscalizar e penalizar também nesta matéria. Se os governos ocidentais têm conseguido minimamente legislar e penalizar, no que concerne à fiscalização têm sido demasiado brandos ou pouco aplicados, cabendo-lhes também algum percentual de culpa, quiçá o maior, no aumento do número de vítimas. Entendemos nós, considerando a protecção de todos os cidadãos, que pelo menos anualmente, por ocasião da atribuição das licenças camarárias, todos os cães vissem o seu comportamento avaliado, só lhe sendo passada a respectiva licença depois de aprovados, porque com a vida das pessoas não se deve brincar.
Em síntese, a prevenção deste novo terrorismo irá obrigar à formação e aprovação dos donos, a novos critérios de selecção, a um diferente acompanhamento e ensino dos cães e a uma fiscalização mais acérrima, alterações que a castração só por si não garante e que nalguns casos até agrava os confrontos entre iguais pela indefinição de género. Escusado será dizer que o termo doravante mais em uso será a sociabilização. E tudo isto porquê? Porque o número de cães não pára de aumentar e é preciso “pôr ordem na casa” antes que morra mais gente. Quantas pessoas morrerão diariamente no mundo à boca dos cães? Não sabemos, apesar de agora ser mais fácil saber.

quarta-feira, 16 de maio de 2018

ERAM PEQUENOS, MAS MATARAM!

Uma hispano-americana, Tracy Garcia, de 52 anos de idade, que deixa um casal de filhos, foi atacada até à morte por uma matilha de 7 cães na última Quinta-feira, descritos como cruzados de Dachshund e propriedade de um vizinho, em Ardmore, no Estado do Oklahoma. Um dos cães assassinos foi baleado pela polícia e os restantes foram sacrificados. A co-directora do Hospital Veterinário de Westwood, Tena Layton, disse ao THE DAILY ARDMOREITE que seis dos cães tinham cerca de um ano de idade e que outro tinha 3, uma cadela que se pensa ser a mãe dos restantes.
Tudo indica que descendia de Border Collie, enquanto os mais novos evidenciavam uma mistura padrão de Dachshund e Terrier, isto segundo a técnica de eutanásia  Amanda Dinwiddie. Verificou-se que os cães estavam infestados de parasitas e que possivelmente estavam a viver numa floresta próxima. Nenhum dos cães tinha as pernas mais compridas que um palmo de uma pessoa adulta. Como sempre sucede nestas ocasiões, Chris Bryant, Sheriff do Condado de Carter, manifestou as suas condolências à família da vítima.
São várias as lições que podemos tirar desta trágica ocorrência, daí o motivo que nos levou a optar por esta notícia. A primeira é que qualquer matilha suficientemente numerosa pode ser letal, mesmo que o tamanho dos cães seja irrisório, como ficou provado em Ardmore. A este respeito convém lembrar o que dissemos sobre o Azawakh, o lebrel da África Negra, que em matilha torna-se perigoso e é capaz de abater presas substancialmente maiores do que ele.
A segunda lição tem a ver com a possível infusão de sangue terrier nestes pequenos assassinos, porque os terriers, do maior ao mais pequeno, do Terrier Russo Negro até ao Yorkshire, são cães de extermínio decididos e valentes, verdade que os russos conhecem e que todos conhecemos, apesar dos seus criadores insistirem em dizer o contrário. Uma matilha de terriers convenientemente hierarquizada é capaz de grandes estragos, de matar pessoas inclusive, verdade que o ocorrido não desmente
A terceira lição aponta para o viver social dos cães que vitimaram Tracy Garcia, que ao que tudo indica viviam numa floresta próxima, arredados da presença, dos cuidados e da liderança humana, entregues a si próprios e escalonados em matilha através lei do mais forte, como se fossem, e foram, uma força autónoma. O passar da liderança, que compete aos humanos, para os animais pode ser extremamente perigoso e ter consequências para alguns imprevisíveis, porque matilhas assim não respeitam intromissões, os seus elementos vivem para a matilha e apenas obedecem ao seu líder, o que é um tremendo disparate.
Até ao momento ainda ninguém foi preso em Ardmore, mas o dono dos cães abatidos dificilmente escapará impune, uma vez que os cães assassinos eram seus. Espero que seja apertado e bem, porque a responsabilidade é sua e a sua irresponsabilidade torna-o culpado do sucedido, porque cães assim devem estar encerrados, nunca soltos à espera de vítimas.

A AMERICAN AIRLINES DESISTIU DE SER A NOVA ARCA DE NOÉ

A companhia de aviação norte-americana AMERICAN AIRLINES anunciou que a partir do próximo mês de Julho não transportará nos seus aviões os seguintes animais de suporte emocional: cabras, ouriços, furões, répteis e insectos!? Os passageiros que desejem embarcar com um animal de suporte emocional permitido, deverão preencher a respectiva papelada 48 horas antes da hora prevista para a saída do avião (decolagem).
Adianta-se que a American Airlines é uma companhia aérea sediada em Fort Worth, no Texas. É a maior companhia aérea do mundo em termos de passageiros transportados, quantidade de aeronaves e receitas, sendo a segunda maior pelo número de destinos, ficando somente atrás da United Airlines.
Ela opera a partir de Dallas, Charlotte, Los Angeles, Nova York, Miami, Chicago, Filadélfia, Phoenix e Washington A sua base de manutenção principal encontra-se em Tulsa, no Oklahoma. A empresa tem também uma forte presença em Boston, Londres e San Francisco. Esta companhia aérea concorre principalmente com a Delta Airlines e com a United e Southwest Airlines.
Para além disto, a empresa é um dos membros fundadores da Oneworld, e tem alianças codeshare com a British Airways, Finnair e Iberia no mercado transatlântico e com a Japan Airlines no mercado transpacífico. As rotas regionais são operadas por subsidiárias sob a marca da American Eagle. A antiga controladora da American Airlines, a AMR Corporation, anunciou planos de fundir-se com a US Airways, criando a maior companhia aérea do mundo. A AMR e a US Airways concluíram a incorporação no dia 9 de dezembro de 2013, recebendo ambas um único certificado de companhia aérea em 8 de abril de 2015.
Perante uma companhia aérea desta dimensão e considerando o número e à variedade dos seus destinos, não é difícil imaginar quantas espécies animais tem transportado como sendo animais de suporte emocional, que na sua esmagadora maioria nunca o foram e que acabaram por atentar contra o bem-estar e segurança dos restantes passageiros. 
E, se não fosse posto um travão nesta situação fraudulenta e por demais abusiva, ainda apareceria alguém pronto a embarcar com leão ou com um Dragão de Komodo ao lado e sei lá mais o quê!
Atendendo ao seu peso na aeronáutica civil e no transporte de passageiros, ninguém duvida que esta recente tomada de posição da AMERICAN AIRLINES levará outras companhias aéreas a seguir o seu exemplo, a bem de todos e contra um grupelho de abusadores, chupistas e oportunistas.