quarta-feira, 16 de maio de 2018

QUEM MOSTRA BO ES CAMINHO LONGE? ES CAMINHO PA SÃO TOMÉ

Ontem tivemos uma dúzia de leitores de São Tomé e Princípe, país insular de língua oficial portuguesa (PALOP), constituído por duas ilhas e vários ilhéus, que se situa no Golfo da Guiné e sobre a linha do Equador.
Tardiamente estamos a ser descobertos pelas ex-colónias portuguesas africanas, o que deverá estar relacionado com o particular das suas economias e associado ao facto dos cães não serem um produto de primeira necessidade. Pelo menos é isso que julgamos. Endereçamos o nosso sincero bem-vindo aos leitores santomenses que ontem nos visitaram e estendemo-lo aos que ainda hão-de visitar-nos.
Contrariamente ao que à partida se imaginaria, as Ilhas de São Tomé e Princípe têm uma história muito rica, apesar de só terem sido povoadas depois do seu descobrimento, ocorrido no ano de 1470, quando os navegadores portugueses João de Santarém e Pedro de Escobar ali chegaram.
Nestas ilhas, que serviram como entreposto de escravos e degredo para os judeus, já se produziram o melhor café e o melhor cacau que o mundo já viu. Ali existiram as roças melhor estruturadas e apetrechadas do ultramar português, esplendor hoje em cacos e apenas visível nas linhas e comboios abandonados.
As gentes de São Tomé são alegres, afáveis, simples e sempre prontas a ajudar, estão acostumadas a viver com muito pouco e não se queixam. 
Hoje a sua população é mais urbana que rural e a actividade pesqueira continua a ser uma das principais actividades económicas do país.
O Clima ali é equatorial, quente e húmido, com temperaturas anuais que variam entre os 22 e os 30 graus celsius.  Este é um país rico em microclimas, definidos pela pluviosidade, localização e temperatura, variando a última em função da altitude e do relevo.
São Tomé é hoje um destino preferencial para os turistas europeus e americanos que gostam de conviver com gente boa, que são dominados pela evasão, que gostam de embrenhar-se por matas luxuriantes e usufruir duma paisagem pouco vista, tanto à beira-mar como no interior das ilhas.
Local de peregrinação obrigatória é o Parque Nacional de Ôbo, onde poderão ser vistas infindas espécies endémicas, já que o país tem uma fauna e uma flora de grande riqueza, ocupando as aves um lugar de destaque.
Por terra ou por mar, São Tomé é um mundo à parte, um paraíso equatorial que infelizmente poucos conhecem, apesar de poder ser um lugar retemperador para muitos. Quanto a nós, que venham mais visitantes santomenses, pois é isso que sinceramente desejamos, apostados que andamos em reatar os laços históricos que nos ligam a todas as partes do mundo.     

terça-feira, 15 de maio de 2018

MAIS DE 1.000 JÁ VIVEM NO PARAÍSO

Num país como a Costa Rica, que tem cerca de 1 milhão de cães abandonados pelas ruas, conforme adiantou o seu Serviço Nacional de Saúde Animal, um casal, Lya Battle e Alvaro Samut, decidiu criar um santuário para os cães vadios, que foi fundado em 2005 na sua casa, fora da Capital. Como a casa se veio a revelar pequena demais para tanto cão, por volta de 2008, o casal decidiu transferi-los para os 378 acres de uma fazenda agrícola, “Territorio de Zaguates”, que Lya herdou por morte do seu avô Battle. Hoje vivem ali mais de 1.000 cães.
No “Territorio de Zaguates”, na fazenda convertida em paraíso canino, que fica nas Montanhas de Santa Bárbara, os cães abandonados têm uma segunda chance, porque naquele abrigo nenhum é morto. Como resultado imediato disso, há sempre novos cães a chegar a qualquer hora. Trabalhadores e voluntários saem muitas vezes para recolher cães abandonados que os moradores locais sinalizaram e/ou capturaram.
Também ali chegam cães trazidos pelos donos, quando não os querem mais ou não conseguem prover o seu sustento. Até hoje todos têm sido aceites no santuário e nenhum foi rejeitado. Hoje são mais de um milhar naquela fazenda do interior da Costa Rica, matilha gigante que vai e vem em alegres caminhadas diárias pelas montanhas, consumindo 858 kg de comida diária. Aqueles que precisam, por doença ou lesão, são lavados e tratados ali, muito embora os casos mais graves sejam encaminhados para um veterinário especializado em San Jose.
Para que os cães recebam melhor qualidade de vida que a experimentada nas ruas, o santuário tem 6 trabalhadores permanentes e uma legião de voluntários locais e estrangeiros, todos empenhados em garantir o maior conforto aos animais que chegam. Os cães recém-chegados são afectuosos e pouco dados a lutas, também porque estão a recuperar de doenças, passaram fome e sofreram toda a sorte de abusos, o que não impede que corram atrás e cerquem os visitantes ou convidados na procura de atenção.
Futuramente este mega santuário canino irá ter um hotel para que os visitantes possam ficar com os seus cães favoritos, tudo na esperança de os ver sair dali com um novo amigo de 4 patas. Para além dos potenciais adoptantes e voluntários, são recebidas ali visitas nos dias destinados ao convívio com a matilha, passeios relaxantes pelas montanhas e florestas tropicais da Costa Rica, onde ainda é possível ouvir o zumbido dos insectos e o chilrear dos pássaros com uma enorme e afável matilha atrás.
Ainda há gente que nasce para fazer o bem e que concretiza os seus sonhos, nesse grupo podemos incluir certamente Lya Battle e Alvaro Samut. No mundo não há muitos santuários para animais, como também não os há em quantidade suficiente para as crianças abandonadas, maltratadas, exploradas e a morrer à fome, apesar de muitos poderem valer-lhes. Porque podem os cães ter um paraíso na terra e as crianças não? Como sou inepto não sei a resposta, mas julgo que alguém mais douto do que eu a saberá.

ENQUANTO OS CÃES DEFINHAM, UMA DANÇA E A OUTRA ARRASTA-SE

No pequeno mundo que se estende para além da minha porta, conheço duas mulheres que têm muito em comum, apesar de serem bem diferentes uma da outra. A mais velha aparenta ser mais nova e vice-versa. A primeira, com setenta e picos, adora dançar e a mais nova, com sessenta primaveras, arrasta-se pela calçada de tão gorda que está (há quem diga que rebola). Ambas só estão bem fora de casa e criam raízes numa esplanada, a última que provavelmente verão até à chamada do padre eterno.
Soltas pela viuvez, nenhuma delas tem agora companheiro, ainda que a septuagenária, quando a ocasião se propicia e o Facebook dá uma ajuda, se deixe levar por tórridos romances. A de sessenta é mais de dar à língua, alvora-se em intelectual, é desprezada pela única filha que tem e mantém uma paixão oculta de que toda a gente se apercebe. A mais velha trabalhou toda a vida e vive de uma magra reforma e a outra que pouco trabalhou, recebe a pensão do marido, finado por quem não morria de amores.
Ambas frequentam a mesma esplanada mas em grupos diferentes, a mais velha, que é mais submissa, junta-se a outras do tipo sargento, a mais nova comporta-se como uma rainha, apesar de não ter cabeça para ser coroada de tão pequena que é. Gosta de estar rodeada por um séquito que mantém à sua disposição, tendo como primeiras serviçais uma velha marreca, coxa e aleivosa e a filha desta, uma gorda ainda em idade fértil, pouco apelativa, que abomina o trabalho, vive de estratagemas e que se faz acompanhar de uma muleta para ter a primazia nas caixas dos supermercados.
Tanto a submissa como a dominante esmeram-se na maquilhagem, a primeira para atrair e a segunda para estabelecer a diferença, apesar de ambas terem agora o cabelo pintado da mesma cor – vermelho. Para além de outras coisas em comum, as duas têm cães debaixo da mesma condição - desleixados. A dançarina tem um sobrevivente com 16 anos que não pára de ladrar, que nunca saiu do seu mísero quintal e que até tem medo de vir à rua, agora acompanhado por um de 4 que lhe seguirá as pisadas. A “rainha da esplanada” tem um arraçado de caniche enclausurado numa cozinha, onde ladra para o boneco, come, defeca, urina e dorme. Actualmente só é tratado duas vezes por semana, o que agrava ainda mais a sua situação, porque a sua “dona” encontra-se a convalescer de uma pequena cirurgia na casa das suas aias.
Quem as ouvir falar não as leva presas, parecem até pessoas muito sensíveis e agradáveis, daquelas que se preocupam com o bem-estar alheio e que se colocam à sua disposição, sendo capazes inclusive de fazer esporadicamente coisas extraordinárias. O que não se compreende é para que querem os cães, se não têm tem tempo para eles e pachorra para os passear, nem porque os sujeitam a tamanha violência, castigo e indiferença! Não farão eles parte das suas vidas? Estarão à espera que morram, desejar-lhes-ão a morte?
No caso da septuagenária, que é mais passional, os cães foram lá para casa porque os encontrou a vadiar pelas ruas, esqueléticos e sem ninguém se interessar por eles. A de sessenta levou o pequeno cão mais por status do que por outra coisa qualquer. Nenhum dos 3 cães é feliz e todos se encontram em profundo sofrimento. Tendo conhecimento do seu estado vivo num dilema: denuncio ou não o caso às autoridades, já que para fazer bem aos cães sou obrigado a fazer mal às donas? Penso que brevemente, ainda que com alguma relutância, irei denunciá-las, até porque não me tenho escusado a chamar-lhes à atenção - elas sabem o mal que estão a fazer!   

segunda-feira, 14 de maio de 2018

PRIMEIRA COMUNHÃO SANGRENTA

Será que a seguir às bombas, aos massacres, aos atropelamentos indiscriminados e aos ataques à faca, seguem-se agora os ataques perpetrados por cães perigosos? Será essa a nova arma dos terroristas? A julgar pelo sucedido ontem Finglas, um subúrbio de Dublin, na Irlanda, tudo leva a crer que sim, quando uma mulher, a conduzir um carro preto, por volta das 13H30, largou dois cães ferozes à entrada do Avila Park, na Cappagh Road e fugiu sem deixar rasto. O local onde tudo se passou estava repleto de gente e as famílias celebravam a primeira comunhão dos mais novos. Felizmente (graças a Deus) que a maioria das crianças se encontrava no interior do parque, porque se assim não fosse as consequências ainda seriam piores.
Os cães acabaram por caçar e morder três meninas, respectivamente com 8, 12 e 18 anos, recebendo as três tratamento hospital em função das feridas causadas pelo ataque daqueles animais. A pronta acção dos familiares evitou que as vítimas sofressem maiores danos e ao que parece o seu estado não inspira maiores cuidados, apesar de duas crianças terem recebido vários golpes nas pernas e restante nos braços. Um dos cães foi cercado e dominado pelas autoridades e o outro ainda ontem à noite andava a monte.
As famílias que presenciaram aquele ataque confessaram que nunca tinham visto nada assim, que tudo aquilo foi nojento, que os cães eram selvagens e que foram deliberadamente soltos ali com o objectivo de matar as crianças. Ainda não se conseguiu saber quem é o dono dos cães nem identificar a condutora que os largou.
Se esta nojenta acção foi premeditada e planeada, não restam dúvidas que estamos perante uma nova arma à disposição dos terroristas urbanos. Oxalá o ocorrido seja um episódio isolado, porque doutro modo a vida de pessoas e cães ficará seriamente comprometida. Os cães podem ser usados para o crime? Há muito que o são! Eles podem ser usados para quase tudo e na maioria dos casos a sua responsabilidade é nula, apesar de pagarem pelos homens que condicionaram os seus actos.

CÃES NOS HOSPITAIS: ARBITRARIEDADE OU HUMANIDADE

Talvez haja outros meios, igualmente eficazes, para ajudar na convalescença ou dar apoio a doentes terminais, mas se perguntarem às crianças internadas qual preferem, a esmagadora maioria solicitará a presença de um cão terapia, como já está a acontecer no Hospital Geral de Southampton, no Sul de Inglaterra.
É bem possível que outros hospitais por todo o Reino Unido sigam o exemplo do Hospital de Southampton, uma vez que o primeiro protocolo animal do NHS (o equivalente a nosso Serviço Nacional de Saúde), foi hoje apresentado na Conferência Anual do Royal College of Nursing em Belfast, protocolo que uma vez assinado permitirá que aos cães de terapia entrar nas enfermarias dos hospitais para ajudar doentes e doentes terminais.
Entretanto, a Charity Pets as Therapy, que já tem cães altamente treinados para escolas e lares de idosos, está igualmente pronta para trabalhar nas enfermarias dos hospitais. Este trabalho não será pago nem pelo Estado e nem pelos doentes, porque os cães são “uma força de trabalho voluntário gratuito”, segundo fez saber Lyndsey Uglow, proprietária de um cão já a trabalhar no Hospital das Crianças em Southampton.
Penso que esta “novidade” demorará algum tempo a chegar aqui, que a sua adopção só será possível depois de experimentada em países de realidade sociocultural mais próxima da nossa, como é o caso da Espanha. Contudo, a entrada de cães nas enfermarias dos hospitais, seja em que país for da Europa, não irá ser pacífica, porque se há uns que adoram cães, outros há que os detestam, que nem na morte os querem ver por perto! A propósito, alguém me saberá dizer se a verba para as obras da Ala Pediátrica do Hospital de S. João do Porto já foi disponibilizada e quando começam as obras?

RICO & HOPE: COMPAIXÃO E SOBREVIVÊNCIA

Um jovem indonésio de 26 anos chamado Rico Soegiarto, há 10 meses atrás, quando retornava à noite do trabalho em Denpasar, deparou-se com uma famélica cadela abandonada nas ruas de Bali, que de tão magra e maltratada que estava não se sabia se tinha raça ou não.
Movido de compaixão pelo animal, o jovem levou-a para casa, apesar de já ter na altura quatro cães. Apostado em recuperar a cadela, a quem foi posto o nome de Hope, Rico lavou-a, alimentou-a, melhorou-lhe o aspecto e cuidou-lhe da saúde desde o primeiro dia, tudo fazendo para que voltasse à condição de saudável, forte e feliz, conforme se encontra hoje.
Agora já não subsistem dúvidas: a Hope é uma linda Husky Siberiana. Quem tem agora um problema sério é o seu dono, porque a cadela é demasiado sociável com toda a gente e como ladrões não faltam em Bali, Rico teme que lha roubem. Se o rapaz indonésio está de parabéns pelo que fez, provavelmente sem ele a Hope não sobreviveria, de nada teria valido o seu empenho e dedicação se a cadela também não fosse uma lutadora.
Infelizmente nem todos os huskies têm a mesma sorte que a Hope teve, quando fogem aos seus donos e não encontram o caminho de regresso a casa, acabando alguns debilitados, feridos, atropelados e até mortos. Outros há que são mortos a tiro por serem confundidos com lobos, correrem atrás do gado, matarem ovelhas ou tentarem assaltar capoeiras durante a noite.
Se há cães a quem uma coleira com GPS faz falta, o Husky Siberiano é uma delas, porque sempre tem lugar no pódio das raças que mais fogem aos donos e de casa. Quanto ao Rico da nossa história, há quem diga que merece uma medalha, eu creio que não, porque fazer o bem já é recompensa que baste. Se fizermos o bem para sermos recompensados, para além de podermos não valer a quem mais precisa, somos capazes de enveredar pela hipocrisia. E depois, quer a prática quer a experiência do bem não trazem infelicidade a ninguém, muito pelo contrário.

domingo, 13 de maio de 2018

UM EMAIL INESPERADO

Recebemos ontem de um leitor indiano, decididamente empreendedor e com rara visão negocial, o seguinte email que publicamos na íntegra para que não perca o seu pitoresco. Dizia ele: “Thanks for sharing the wonderful and helpful information. Private Taj Mahal Tour Package & Agra tour from Delhi by car. Guiding tour from Delhi start from Delhi any time from 3.00 am till 09.00 am. Depart from Delhi to Agra. Around 3 hrs drive from expressway. Agra our tour guide will join you before tour and start your guiding tour of Agra. Visit Taj Mahal- built in 17th century by 5th Mughal king Shah Jahan in the memory of his beloved queen Mumtaz. Now Taj Mahal becomes the most popular destination of India. Around 2.5 millions people visit Taj Mahal annually.
It is open 30 minutes before sunrise time and close after sunset. Agra Fort - this massive Fort was built by 3rd number emperor Akbar in 16th century. This Fort is built 2.5 km aria. Fort is also coming in world heritage site listing. Late afternoon or evenings depart from Agra to Delhi. Evening driver transfer you to Delhi hotel or airport. So please Visit Our Website... India Trip Designer. Thanks and best regards. Manoj Sharma. Tudo isto acerca do último RANKING SEMANAL DE TEXTOS e num blogue sem fins lucrativos. Resta-nos desejar bons negócios ao Sr. Sharma e que consiga arranjar muitos e bons clientes para visitarem o Taj Mahral e o Forte de Agra! 

NÓS POR CÁ: PEZINHOS DE LÃ E PANOS QUENTES

A nossa III República está a dar as últimas, o descrédito dos políticos aumenta com a corrupção que os alimenta, enquanto o povo morre à míngua. Uns roubam-nos com pezinhos de lã e outros dão-nos panos quentes para encobrir a miséria. Não deveriam estes políticos e banqueiros ir parar todos à prisão? 25% dos portugueses já vive abaixo do limiar da pobreza, quantos terão ainda que lá chegar para que alguém se mexa? E no meio disto tudo, o que faz o povo? Vê o Festival das cantigas da Eurovisão, espera um novo milagre de Fátima e aguarda com ansiedade o casamento do Príncipe Harry (do Reino Unido)!

sexta-feira, 11 de maio de 2018

RANKING SEMANAL DOS TEXTOS MAIS LIDOS

O Ranking semanal dos textos mais lidos ficou assim ordenado:
1º _ OS FALSOS PASTORES ALEMÃES, editado em 24/02/2015
2º _ A CURVA DE CRESCIMENTO DAS DIVERSAS LINHAS DO PASTOR ALEMÃO, editado em 29/08/2013  
3º _ O AZEITE PRÀS CARRAÇAS, editado em 24/06/2010
4º _ PASTOR ALEMÃO X MALINOIS: VANTAGENS E DESVANTAGENS, editado em 15/06/2011
5º _ O RIO DAS NICADAS E OS RABACOS, editado em 27/12/2013
6º _ HÍBRIDO DE CHOW-CHOW/PASTOR ALEMÃO: MÁQUINA OU DESASTRE?, editado em 12/05/2016
7º _ DOBERMANN: O CÃO QUE É MENOS DO QUE SE SUPÕE E MAIS DO QUE SE IMAGINA, editado em 06/03/2016
8º _ SERÁ O BOERBOEL UMA BESTA APOCALÍPTICA?, editado em 02/05/2015
9º _ FC. PORTO CAMPEÃO NACIONAL DE FUTEBOL, editado em 06/05/2018
10º _ O GUARDA DAS GALINHAS, editado em 05/04/2014

TOP 10 SEMANAL DE LEITORES POR PAÍS

O TOP 10 semanal de leitores por país obedeceu à seguinte ordem:
1º Brasil, 2º Portugal, 3º Rússia, 4º Estados Unidos, 5º Cabo Verde, 6º Holanda, 7º Alemanha, 8º Angola, 9º Reino Unido e 10º Moçambique.

PIADA PARA O FIM DE SEMANA: O NOVO DIRECTOR- GERAL (CEO)

Uma empresa entendeu que estava no momento de mudar o seu estilo de gestão e contratou um novo Director-Geral. Este veio determinado a agitar as bases e a tornar a empresa mais produtiva. No primeiro dia, acompanhado dos dois principais assessores, fez uma inspecção geral à empresa.
No armazém todos estavam a trabalhar, excepto um jovem que estava com as mãos nos bolsos e encostado a uma parede. Vendo nisso uma excelente oportunidade para demonstrar a sua filosofia de trabalho, o Director perguntou ao jovem quanto ganhava por mês. O rapaz respondeu-lhe que ganhava 300 euros, sem saber qual o propósito da pergunta. O Director tirou 300 € da carteira, entregou-os ao jovem dizendo-lhe que aquele dinheiro era o seu salário do mês. Em seguida mandou-o desaparecer da fábrica e disse-lhe para nunca mais lá voltar. O rapaz guardou o dinheiro e saiu, conforme as ordens recebidas.
O Director, de peito inchado, perguntou depois a um grupo de operários se sabiam o que fazia ali aquele jovem. Eles responderam-lhe afirmativamente e disseram-lhe atónitos: “Veio cá entregar pizzas!”

AZAWAKH: O CÃO QUE NÃO GOSTA DE SER TOCADO POR ESTRANHOS

Raro lebrel do deserto, com a dupla função de guardar rebanhos e de caçar, o Azawakh é um habitante da região do Sahel (África subsaariana), uma faixa com 500 a 700 km de largura média e 5 400 km de extensão, entre o Deserto do Saara ao norte e a savana do Sudão ao sul, com o Oceano Atlântico a oeste e o Mar Vermelho a leste.
Este cão tem estado desde sempre associado ao povo nómada tuaregue desta região, que engloba grande parte do moderno Mali, do Níger e do Burkina Faso.
Aparentado com os lebréis árabes Saluki e Sloughi, este galgo da África Negra, de quem dizem ser o mais elegante de todos os cães, é uma derivação de cães selvagens párias da África Ocidental, pelo que se crê ter sido um ramo inicial do Basenji.
O Azawakh tem cinco características que o distinguem dos restantes membros do seu grupo somático: é extraordinariamente territorial (o que é raro nos galgos), serve em simultâneo para caçar e proteger, conserva uma hierarquia semelhante à dos lobos, dorme e ataca em matilha, e é o que melhor suporta as temperaturas mais elevadas por ser um landrace. Quem o conhece sabe que não gosta de ser tocado por estranhos, o que se compreende por ser excessivamente territorial.
Não é preciso ser nenhum entendido na matéria para o poder distinguir dos demais galgos, porque é extraordinariamente magro, medindo em média 70 cm de altura e pesando um pouco menos de 25 kg. A sua pele é muito fina e o seu pelo muito raso. É rectangular, com os membros mais compridos que as costas, óptimo na graciosidade e transição de andamentos, no que lembra o gato.
É mais comprido de focinho que de crânio, apresenta uma cabeça angular e cinzelada, bochechas planas, lábios finos e apertados. Os olhos são grandes, escuros e amendoados, as orelhas são finas, de alta implantação e dispostas lateralmente. A raça apresenta dimorfismo sexual e as fêmeas têm somente um cio anual.
O seu corpo não apresenta reservas de gordura e a sua pele é colada aos músculos e aos ossos. O seu pescoço e o dorso são compridos e delgados, a linha do dorso eleva-se da cernelha para a garupa. A garupa é marcadamente inclinada e o seu tórax é profundo e estreito, cobrindo 40% da altura dos seus membros anteriores. É elevado e estreito de rins, apresenta uma cauda fina e afunilada, de baixa inserção, que normalmente desloca abaixo da linha horizontal.
Os membros são erectos, esbeltos e perfeitamente rectos quando vistos de frente e os membros inferiores são muito finos. A sua pelagem é extremamente fina e quase desaparece na barriga, na virilha e no interior das coxas. Existem Azawakhs com máscara e sem máscara e as cores mais comuns são: areia, azul, branco, castanho, cinzento, creme, fulvo, preto e vermelho. Tem uma esperança de vida entre os 10 e os 12 anos.
Quanto ao carácter e comportamento, que por vezes indicia afastamento, desinteresse e indiferença, e nisto não difere dos outros lebróides, estamos a falar de um cão carinhoso para a família sem ser brincalhão, que cedo estabelece com ela profundos vínculos afectivos, particularidade que obrigará a adquiri-lo o mais cedo possível (antes dos 4 meses de idade). Apesar um dedicado protector do seu lar e família, sozinho raramente é agressivo e em matilha pode sê-lo, o que não impedirá que ladre de modo ameaçador e persistente caso se sinta ou veja os seus ameaçados.
Não apresenta problemas de sociabilização inter pares, muito embora prefira a companhia doutros Azawakhs, não é um cão de grande interacção e frustra-se diante de estímulos constantes, preferindo deitar-se perto dos donos quando não está exercício (não chateia nem quer ser chateado). Quem pretender torná-lo sociável com todas as pessoas, deverá iniciar essa tarefa o mais cedo possível.
Apesar de ser sociável com os outros cães, é de todo conveniente não o deixar sozinho com cães pequenos ou com outros animais de estimação. Não é um cão indicado para crianças por interagir pouco, abomina tarefas que ultrapassem os propósitos da sua criação, pelo que não deverá ser treinado treiná-lo convencionalmente, o que se reverteria numa perca de tempo escusável, porque abomina rotinas, é independente e satura-se depressa (sentir-se-á mais feliz se lhe disponibilizarem 2 horas de exercício diário). 
Ademais, é silencioso, limpo e não aborrece ninguém, apesar de não dispensar a liderança humana nos passeios à rua, porque doutro modo deitará abaixo qualquer animal menor que cruze a sua linha de visão. Limpá-lo é extremamente fácil (basta uma luva) e é pouco propenso a doenças. As mais comuns, apesar de pouco frequentes, são: Espondilopatia cervical, Epilepsia, Hipotireoidismo, Dilatação gástrica/volvulus e Doença de von Willebrand.
Muito mais haveria a dizer sobre este cão extraordinário, que apesar de raro, tem muito para contar, um africano de 4 patas nascido, criado e adaptado para o deserto, exactamente como o povo tuaregue que acompanha. Penso que o essencial foi dito e só me resta dizer que não me importava de ter um.