No seguimento da
publicação do texto “OS
PASTORES E EU”, acontecida no dia 25 deste mês,
recebemos o seguinte comentário que desde já muito agradecemos: “O João
reencaminhou-me este seu texto. Espero que saiba que continua e continuará para
sempre a conduzir pastores. Penso/pensamos (porque o João assistiu a infinitos
treinos também) em si todas as vezes que saímos com o Radar, todas as vezes que
o Radar faz uma das suas (para o bem e para o mal). Aquilo que nos transmite a
nós condutores, a mim, ficará para sempre, e é até transmitido à Alice e
ajuda-me a compreendê-la. Mas chegará também o dia em que não terei mais um
pastor também. Sem dúvida uma decisão fundamentada por ensinamentos seus
também. São cães nobres e espectaculares demais para serem apenas cão de família.
Por muito adorável que o Radar seja nessa sua função, não é justo, é demasiado
redutor, sobretudo sabendo tão bem o cão que ele é, o quanto ele faz, a vontade
com que o faz. É um orgulho de cão e foi um orgulho ensiná-lo, ou melhor
acompanhá-lo, nessa sua juventude passada literalmente em treinos e pistas
tácticas. O Radar será sempre o melhor cão do mundo para mim, o meu cão, o
nosso cão. Espero que viva connosco muitos e muitos anos, apesar de agora ser
apenas um "potato couch" / babysitter. Obrigada e um beijo (…).
domingo, 30 de julho de 2017
HOPE: QUANDO A ESPERANÇA PASSA A CERTEZA
A Hope, uma cadela SRD
castrada, meã de tamanho e há pouco tempo entre nós, graças à velocidade com
que aprende, está a agora a ser instruída para acompanhar a Joaninha no seu
carrinho, menina que é filha dos seus donos, circulando a par e passo ao lado
da bebé, ora atrelada ora em liberdade, tanto de noite como de dia.
A instrução da Hope é feita
em conjunto com os restantes alunos da classe por conta das garantias que nos
tem dado, uma vez que é naturalmente concentrada e já alcançou a condução em
liberdade. Do jeito que as coisas andam e há quem diga que andam às avessas,
quando amanhã a bebé e a cadela circularem juntas, é bem possível que o animal
venha a ser objecto de maior apreço e procura. Alheia a tudo isto, a Joaninha
palra ou adormece enquanto a instrução acontece.
SEBASTIÃO GUEST STAR
O pequeno Pinscher que
entre nós tem feito furor, sem saber como mas de acordo com o seu potencial e
características, acabou por ser “artista convidado” na série “Inspector Max”,
onde representou um pequeno papel para gáudio dos seus donos e admiradores, dando
corpo a uma personagem tangível à sua morfologia e comportamento. A boa
actuação do Sebastião não pode ser dissociada do empenho da Isabel e da Sara
Palmela, que sendo suas donas optaram por adestrá-lo. Congratulamo-nos com o
esforço dos três e esperamos outras surpresas.
sábado, 15 de julho de 2017
RANKING SEMANAL DOS TEXTOS MAIS LIDOS
O
Ranking semanal dos textos mais lidos obedeceu à seguinte ordem de preferência:
1º
_ OS FALSOS PASTORES ALEMÃES, editado em 24/02/2015
2º
_ PASTOR DE SHILOH: SUPER-CÃO OU DECEPÇÃO?, editado em 23/01/2014
3º
_ PASTOR ALEMÃO X MALINOIS: VANTAGENS E DESVANTAGENS, editado em 15/06/2011
4º
_ O CÃO LOBEIRO: UM SILVESTRE ENTRE NÓS, editado em 26/10/2009
5º
_ A CURVA DE CRESCIMENTO DAS DIVERSAS LINHAS DO PASTOR ALEMÃO, editado em
29/08/2013
6º
_ O DIÁLOGO DOS SONS, editado em 08/07/2017
7º
_ SERÁ O BOERBOEL UMA BESTA APOCALÍPTICA?, editado em 02/05/2015
8º
_ O ESTRANHO ANÚNCIO DOS PASTORES ALEMÃES CASTANHOS, editado em 26/04/2013
9º
_ O PESO DOS 4 MESES NO CÃO DO AMANHÃ, editado em 28/10/2010
10º _ “X” DE JARRETE DE
VACA, editado em 25/07/2011
TOP 10 SEMANAL DE LEITORES POR PAÍS
O
TOP 10 semanal de leitores por país ficou assim ordenado:
1º Portugal, 2º Brasil, 3º
Estados Unidos, 4º Espanha, 5º Alemanha, 6º Índia, 7º Holanda, 8º Quénia, 9º Reino
Unido e 10º Angola.
HOPE: PROVA DE FOGO À BEIRA D’ÁGUA
Este Sábado, dia 15 de
Julho, a Hope, uma cadela SRD vermelha, na companhia do CPA Bor, foi sujeita a
uma prova de fogo à beira d’água: permanecer quieta numa passagem de peões com
o seu dono no lado oposto enquanto os carros passavam junto a um porto fluvial,
desafio que venceu categoricamente e que indicia claramente o montante do seu
potencial recém-descoberto, uma vez que ainda não completou um mês de aulas.
Visando o reforço do
comando de imobilização atrás citado, a Hope foi ainda convidada para
permanecer quieta e calada junto de um guitarrista de ocasião, músico que anuiu
ao nosso pedido e que contribuiu assim para o nosso trabalho e bem da cadela.
O comando de “quieto” foi
ainda tirado doutras situações e locais, com os donos controlando os cães à
distância e distando deles de 3 a 6 metros, tanto de pé como sentados, em
curtos espaços de tempo.
A Hope foi também iniciada
na recusa de engodos, para grande pena sua, já que é naturalmente gulosa,
pedinchona e abocanha tudo o que lhe aparecer pela frente. Pela frente teremos
um árduo trabalho nesta matéria para a reeducar, dificuldades que não nos
abalarão por não perderemos de vista o seu bem-estar e salvaguarda.
Assim se completou mais um
dia de aulas, com a Sara Palmela a banhos, a Nana a servir às mesas e o Manuel Delgado a braços com o
trabalho.
PIADA DA SEMANA: A SURPRESA DA LÂMPADA DE ALADINO
Uma senhora encontra uma
lâmpada de Aladino, esfrega-a imediatamente e de pronto sai de lá um Génio.
Olhando para ele, formula-lhe um conjunto de desejos: quero que o meu marido só
tenha olhos para mim, que eu seja a única; que tome o pequeno-almoço, o almoço
e o jantar sempre ao meu lado; que me toque logo que se levante; que não me
deixe ir nem à casa de banho sozinha; que viaje sempre comigo; que sempre cuide
de mim e nunca deixe de me contemplar; que quando me afastar por um segundo, fique
logo desesperado e manifeste a falta que lhe faço e, que nunca me deixe só e
que me leve com ele para toda a parte. E zás… a pobre coitada foi transformada
num telemóvel!
COM TODOS OS INGREDIENTES!
Numa rápida vista de olhos
pela imprensa de língua inglesa relativa aos animais de companhia, permitida
pela escassez do tempo que nos sobra, deparámo-nos com uma notícia bizarra no
Huffington Post on-line, datada do dia 6 deste mês. Nela ficámos a saber que
uma mulher, ainda por identificar, deixou abandonado numa das toiletes do Aeroporto
Internacional McCarran em Las Vegas, um “teacup” Chihuahua, chamado de Chewy, com
3 meses de idade, acompanhado de uma nota onde explicava as razões que a
levaram ao abandono daquele frágil animal (na foto abaixo).
Na nota fazia saber que
fugia apressada de um relacionamento abusivo e que não tinha como pagar o
embarque do pequeno cão, que o amava muito e que o seu namorado o havia
pontapeado, necessitando provavelmente de cuidados veterinários, tudo escrito
como se fosse o próprio cão a falar. Com estes ingredientes todos, o
cachorrinho não demorou a ser adoptado, recebendo a sua história no Facebook muitos
“likes” e não foram poucos os que se prontificaram para adoptá-lo. A história
contada em nome do pequeno Chewy seria verdadeira ou forjada para disfarçar o
seu abandono? Não sabemos e também pouco importa, porque a história teve um
final feliz!
OS PASTORES E EU
Penso que à partida teria
mil e uma razões para não gostar de Pastores Alemães, mas depois de haver
cerrado fileiras com eles, dificilmente optaria por outro cão ou cães. Bem sei
que o Border Collie é muito disponível e possui uma excelente capacidade de
aprendizagem, que o Malinois é um cão de extrema prontidão e decidido nas
acções como poucos, mas nem um nem outro conseguem, isoladamente, substituir o
centenário Pastor Alemão no binário valentia/travamento. Ao longo de décadas
criei, importei e treinei cães desta raça dos mais variados canis, não houve
nenhuma variedade cromática que não me tivesse passado pelas mãos e em todas vi
uma nobreza de carácter que não esqueço e da qual sempre dei e continuo a dar
testemunho. Hoje já não crio Pastores Alemães, conduzo cães alheios, tentando trazer-lhes
para o presente as glórias do seu passado. O amigo postado na foto acima é um
azul que me tem acompanhado nas últimas andanças, um “tenrinho” com muito para
dar e encantar. Chegará o dia em que não conduzirei mais Pastores, espero que
ele demore, porque certamente não será um dos mais felizes da minha vida. Até lá
continuo em frente, movido por um entusiasmo juvenil que teimosamente ainda me
mantém de pé.
quinta-feira, 13 de julho de 2017
ATENÇÃO ÀS GAIVOTAS!
Recebemos de um leitor o
seguinte comentário que se reporta ao texto “GAIVOTAS:
A MORTE QUE VEM DO MAR E PAIRA NO AR”, editado em 20/07/2015: “Foi
com surpresa que no Domingo, dia 9 de Julho de 2017, por volta das 17 horas, me
senti ameaçado por uma gaivota, quando contornava a Escola Secundária de
Cascais. Só não passou da primeira fase, acima descrita, porque me abriguei por
detrás de uma instalação metálica, espécie de quiosque que existe junto da
porta da Escola. A penetração perigosa de gaivotas no interior de Cascais é um
facto!”.
Julgamos que o atrevimento
das gaivotas não se restringe somente às existentes em Cascais mas à
generalidade da espécie por toda a parte, considerando a escassez da sua dieta
tradicional e a consequente alteração dos seus hábitos alimentares. Se vai de
férias para a orla marítima e leva consigo cachorrinhos ou cães miniatura acautele-se,
para que não venham a ser raptados e despedaçados por uma gaivota como já
sucedeu!
sábado, 8 de julho de 2017
RANKING SEMANAL DOS TEXTOS MAIS LIDOS
O
Ranking semanal dos textos mais lidos obedeceu à seguinte ordem de preferência:
1º
_ OS FALSOS PASTORES ALEMÃES, editado em 24/02/2015
2º
_ PASTOR ALEMÃO X MALINOIS: VANTAGENS E DESVANTAGENS, editado em 15/06/2011
3º
_ O AZEITRE PRÀS CARRAÇAS, editado em 24/06/2010
4º
_ O CÃO LOBEIRO: UM SILVESTRE ENTRE NÓS, editado em 26/10/2009
5º
_ SALTA A PULGA NA BALANÇA…, editado em 02/07/2017
6º
_ HÍBRIDO DE CHOW-CHOW/PASTOR ALEMÃO: MÁQUINA OU DESASTRE?, editado em
11705/2016
7º
_ BENDITAS SALSICHAS!, editado em 02/07/2017
8º
_ CARACTERÍSTICAS E VANTAGENS DOS CÃES “COSTUREIRINHAS”, editado em 02/07/2017
9º
_ A CURVA DE CRESCIMENTO DAS DIVERSAS LINHAS DO PASTOR ALEMÃO, editado em
29/08/2013
10º _ PRETO-AFOGUEADO E
LOBEIRO: DOIS IRMÃOS DE COSTAS VIRADAS!, editado em 16/05/2014
TOP 10 SEMANAL DE LEITORES POR PAÍS
O
TOP 10 semanal de leitores por país ficou assim ordenado:
1º Portugal, 2º Rússia, 3º
Brasil, 4º Estados Unidos, 5º Reino Unido, 6º Angola, 7º Holanda, 8º Moçambique,
9º Alemanha e 10º Quénia.
PRESSENTIRÃO OS CÃES A MORTE DOS DONOS?
A pergunta acima foi-nos
endereçada por um leitor assíduo deste blogue e muita gente gostaria de saber a
resposta, já que há quem jure a pés juntos que o pressentimento da morte dos
donos pelos cães é uma realidade insofismável. Não nos custa acreditar que os
cães pressintam a morte das pessoas que lhe são próximas, já que detectam
atempadamente a alteração dos níveis de açúcar no sangue, a ocorrência de
ataques epilépticos e a existência de vários tumores nos seus donos, etc..
Apesar de aguardarmos inequívoca comprovação científica, mas perante aquilo de
que os cães já deram mostra, aceitamos sem qualquer relutância que sejam
capazes de pressentir a possível falência de um ou vários órgãos de quem lhes é
querido, isto se entendermos a morte como uma alteração química.
O DIÁLOGO DOS SONS
Os sons e os odores estão
para os cães assim como as palavras e as imagens estão para nós. Se
considerarmos a música como uma combinação de sons e silêncios capaz de
despertar-nos emoções, então podemos também compreender a importância dos sons
para a obtenção de diferentes respostas caninas, o que transforma a comunicação
homem-cão num diálogo de sons que pode dispensar as palavras, verdade que não
constitui qualquer novidade.
O que queremos trazer para
a berlinda é a descoberta e uso de vários sons para o despoletar de vozes que
os cães raramente usam ou resistem em usar (ex: bufar, ganir, gemer, ladrar,
latir, rosnar e uivar) enquanto subsídios preciosos para os cães de utilidade e
do mundo da ficção. Com isto não estamos a ir na peugada da “Tier-Sprechschule
ASRA”, obra da Alemanha nazi, ao tempo localizada nos arredores de Munique (Leutenburg)
e dirigida por Margarethe Schmitt, porque não estamos a querer ensinar aos cães
uma língua alheia ou estranha mas a suscitar-lhes o desenvolvimento da sua
própria linguagem que é por natureza emocional.
Todos já reparámos que
alguns cães uivam ao tocar dos sinos ou quando ouvem sirenes, que muitos ladram
quando ouvem algo anormal e que outros gemem perante fenómenos naturais tais
como trovões e tremores de terra, o que realça a importância dos sons para o
comportamento e desenvolvimento das “vozes” caninas que acontecem por resposta
(os cães reagem de diferente maneira a palavras ou consoantes dentais,
guturais, labiais e nasais).
Para a aquisição da “voz”
ou “vozes” em falta há que descobrir primeiro a que tipo de sons o cão em
questão é mais sensível, se aos sugeridos por imitação, se aos agudos, graves
ou metálicos, considerando a sua intensidade, combinação, variação e
ressonância. Uma vez redescoberto o cão ou desvendada a sua sensibilidade
auditiva, ao som que lhe provoca a resposta, deveremos associar-lhe em seguida
o comando verbal próprio para a obtenção da “voz” até ali em falta.
Considerando que alguns
cães são pouco gulosos e/ou nasceram com fraco impulso ao alimento,
insuficiência que dificulta a sua recompensa e consequentemente a sua
aprendizagem, o diálogo binomial dos sons surge como um inescusável subsídio de
ensino, o que torna o uso do “Método Clicker” indicado e por vezes
indispensável para os cães mais sensíveis, menos solícitos e pouco curiosos.
Estabelecer com o seu cão um diálogo de sons irá ajudá-lo a melhor conhecer e a
comunicar com o seu cão.
Convém dizer que a omissão
de uma ou mais vozes caninas é mais frequente nos cães ditos de raça, fruto da
selecção operada em função da mais-valia ou benefícios procurados, supressão a que
a consanguinidade e a endogamia obviamente não são alheias. Contrariando os
esforços nazis nesta matéria, que não deverão ser desconsiderados pelos avanços
que trouxeram, apraz-nos dizer que não são os cães que precisam de aprender a
falar, são os donos que precisam de dar-lhes voz!
domingo, 2 de julho de 2017
BENDITAS SALSICHAS!
Há uns dias atrás, um
casal de ingleses decidiu ir acampar para o noroeste de Inglaterra, para o Condado
de Cumbria, para os picos circundantes ao Lago de Buttermere, levando consigo
os seus dois inseparáveis Schnauzers miniatura. No meio da grossa neblina que
se abateu sobre as colinas, o casal Liz e Graham Hampson perdeu de vista os
seus amados cães. Inconformados, lançaram de imediato o alerta e contrataram
equipas de montanha para resgatarem os desaparecidos no Red Pike, num total de
120 pessoas e dois drones.
Depois de 96 horas de
buscas infrutíferas e de continuarem acampados naqueles bosques, os inconsolados
e já desesperados donos decidiram cozinhar salsichas no último local onde os cães
foram vistos, estratégia que resultou em pleno, já que eles apareceram alguns
momentos depois, sendo caso para se dizer: benditas salsichas ou, nem só pela
boca morre o peixe!
É MELHOR ANTES QUE DEPOIS!
Agora que a maioria dos
centros de adestramento canino reconhece a importância da idade da cópia nos
cachorros, que acontece aos 4 meses de idade e que decorre até aos seis, é de
todo conveniente que não a desprezem e aproveitem em favor dum melhor
entendimento entre homens e cães. Uma das metas que importa alcançar nesses 2
meses é a condução dos cachorros em liberdade, tarefa que não será difícil de
alcançar porque nessa ocasião persistem em andar à nossa volta e a seguir-nos
para todo o lado.
É melhor que isso aconteça
antes dos 6 meses e não depois, antes da puberdade e não após, porque uma vez atingida
a maturidade sexual dos cachorros, os seus interesses mudam, tornam-se mais
robustos, mostram vontade própria, procuram alguma autonomia e oferecem maior
resistência, factores que somados levá-los-ão à procura de novos desafios, desafios
que nem sempre se coadunam ou completam na desejável cumplicidade binomial.
É óbvio que qualquer cão
pode ser ensinado em qualquer idade, mas quando começou a treinar aos 4 meses
de idade e chega aos 6 e ainda não anda em liberdade, descontraído e alinhado
pelo dono, tal despropósito ficar-se-á a dever a uma ou à combinação das
seguintes razões: liderança abusiva, ausente de ambição e desapegada dos
protocolos correctos; carga horária de ensino insuficiente; ausência de
recapitulação doméstica dos conteúdos de ensino; falta de vínculos afectivos
com o dono ou ao possível desajustamento entre o método e o animal. Seja qual
for a razão ou razões do logro, uma coisa é certa: o treino não surtiu o efeito
esperado!
SALTA A PULGA NA BALANÇA…
No adro duma capela
erigida num monte rodeado de pinheiros mansos e cujo santo é venerado há
séculos, trabalhámos os nossos cães este fim-de-semana, ocasião que
aproveitámos para o ensino da condução em liberdade e para a prática de percursos
de evasão. E sobre a condução em liberdade, queremos dar os parabéns ao Sr.
Manuel Delgado, porque já consegue conduzir assim o seu cachorro CPA negro “Blaze”,
um infante que já ultrapassou os 60 cm de altura, que pesa agora 34.7 kg e que
fez há dois dias atrás 5 meses de idade. Um dos exercícios propostos foi o do
salto para dentro de um carro pela janela, onde o Sebastião se destacou por ser
tão pequeno e ao mesmo tempo resoluto e atleta, lembrando em tudo uma pulga
saltitona conforme podemos ver na foto acima.
Também a Hope, uma cadela
SRD vermelha, adoptada e feliz, está a evoluir de vento em popa, não se
furtando a qualquer exercício, já sendo hoje capaz de transpor muros de 130cm de
altura. Como é naturalmente voluntariosa e adora o dono, bem depressa entrou
também pela janela do carro (foto acima).
O Bor, o CPA Lobeiro de
pelo comprido do Paulo Motrena, agora com 12 meses, já consegue fazer o salto
em liberdade e sem qualquer tipo de ajuda do dono, emprestando ao movimento
rara beleza no momento da suspensão.
No final dos trabalhos
tirámos uma foto para mais tarde recordarmos estes momentos de cumplicidade com
os nossos cães, companheiros que queremos ver aptos para os desafios do
quotidiano e felizes na sua convivência connosco (como se pode ver a paisagem
adjacente é paradisíaca). Resta dizer que trabalhámos naquele local cerca de 4
horas, subdivididas pelo trabalho e pelos momentos de supercompensação. Fica a
promessa: havemos de ali voltar!
CARACTERÍSTICAS E VANTAGENS DOS CÃES “COSTUREIRINHAS”
Chama-se a um cão de guarda
de “costureirinha” quando este, ao invés de se fixar num só ponto de mordedura,
desfere vários ataques num reduzido espaço de tempo sem se deixar alcançar pelo
seu opositor, tornando-se assim indefensável, imprevisto, cirúrgico e muito
perigoso (talvez por causa de cães assim se passou da manga para as jardineiras
e destas para os fatos completos). Ao contrário do que se pensa, estes ataques
são defensivos e tornam-se eficazes perante as iniciativas e erros daqueles que
defrontam estes cães, que ao actuarem em contragolpe impedem-lhes a defesa. Estes
cães, porque arrancam em alta velocidade, são próprios para o derrube e nunca
voltam de boca vazia, acabando por atingir os seus opositores onde as
protecções não chegam ou são mais frágeis.
As fêmeas com fortes impulsos
à luta e ao conhecimento, com pesos acima dos 28 kg e abaixo dos 34 são as que
fornecem maior número de “costureirinhas”. No caso específico dos Pastores
Alemães o fenómeno é mais visível nas fêmeas lobeiras ou de forte construção
nessa variedade cromática. Entre os machos a ocorrência de animais com estas
características é muito rara, porque o peso da dominância a isso obsta, já que
é para ela que transitam os submissos pelo treino e nenhum muito-submisso
conseguirá abraçar este desempenho.
Poderá condicionar-se um
cão a comportar-se deste modo? É possível mas não é fácil, porque a tendência
natural vai para o golpe único e para o encher da boca, já que não estamos a
falar de cães que caçam à vista. Poder-se-á se o animal a condicionar for
portador de um forte impulso ao conhecimento e tiver como objectivo mais
agradar ao seu treinador que deleitar-se nas capturas. E para que nisso se
mantenha, sempre irá necessitar de reavivamento uma vez que essa arremetida
é-lhe artificial.
É importante não confundir
a prestação de uma “costureirinha” com a de um cão medroso ou cobarde, o que
infelizmente acontece amiúde, muitas vezes para salvar a pele e enganar papalvos,
quando se vendeu um cão de má qualidade ou se isentou outro do trabalho
contratado. Uma costureirinha (usamos o substantivo no feminino porque à
excepção do Fila de S. Miguel e do Malinois poucos machos doutras raças
alcançam esse desempenho) é um animal seguro e não medroso, não apresenta
qualquer problema de sociabilização seja com quem for (animal ou pessoa), ignora
os convites alheios, não demonstra ser agressivo, é extraordinariamente protector
quando necessário e passa desapercebido por dar a ideia de ser pacato. Contudo,
depois de estudar o seu opositor, é extraordinariamente rápido nas suas
arremetidas e sempre acaba por encontrar-lhe uma zona de entrada para o ferir,
recuando nos contra-ataques e avançando aquando do seu desarme.
Que vantagens apresentam
os cães que atacam assim? As principais vantagens apontam para a sua
salvaguarda, porque no combate corpo a corpo dificilmente são agarrados ou se
deixarão agarrar. Por outro lado, o carácter imprevisível e a velocidade dos
seus ataques impedem normalmente a sua defesa pronta e adequada. Do ponto de
vista operacional, porque são também cães de derrube, são os ideais para a
perseguição e captura de suspeitos, considerando a sua presumível inocência.
Também enquanto cães policiais destinados à manutenção da ordem pública, porque
ao não se fixarem num só golpe podem, quando atrelados, varrer uma frente de
vários insurrectos protegendo assim o seu condutor.
Voltaremos a esta temática
quando julgarmos oportuno ou quando alguém o solicitar.
sábado, 1 de julho de 2017
RANKING SEMANAL DOS TEXTOS MAIS LIDOS
O
Ranking semanal dos textos mais lidos obedeceu à seguinte ordem de preferência:
1º
_ OS FALSOS PASTORES ALEMÃES, editado em 24/02/2015
2º
_ PASTOR ALEMÃO X MALINOIS: VANTAGENS E DESVANTAGENS, editado em 15/06/2011
3º
_ O CÃO LOBEIRO: UM SILVESTRE ENTRE NÓS, editado em 26/10/2009
4º
_ GAIVOTAS: A MORTE QUE VEM DO MAR E PAIRA NO AR, editado em 20/07/2015
5º
_ SERÁ O BOERBOEL UMA BESTA APOCALÍPTICA?, editado em 02/05/2015
6º
_ O GUARDA DAS GALINHAS, editado em 05/04/2014
7º
_ PIADA DA SEMANA: PORQUE NÃO FICOU LÁ A FAZER AS VEZES DELE?, editado em
25/06/2017
8º
_ HÍBRIDO DE CHOW-CHOW/PASTOR ALEMÃO: MÁQUINA OU DESASTRE?, editado em
11705/2016
9º
_ NEM TUDO SÃO ROSAS!, editado em 28/06/2016
10º _ DEA 1.1 NEGATIVO: UM
GRANDE NEGÓCIO, editado em 28/06/2017
TOP 10 SEMANAL DE LEITORES POR PAÍS
O
TOP 10 semanal de leitores por país ficou assim ordenado:
1º Portugal, 2º Brasil, 3º
Rússia, 4º Estados Unidos, 5º Holanda, 6º Reino Unido, 7º Quénia, 8º Moçambique,
9º Alemanha e 10º Irlanda.
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