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Há gente que idolatra os seus cães, que vê para além daquilo que tem na frente e se distancia da realidade, interpretando defeitos por virtudes e manhas como mais-valias, disposta a suportar tudo como se os eles fossem deuses. Não raramente a “divindade” aproveita-se disso e os donos levam vida de cão, condenando também os mais próximos aos seus arrufos. Já houve casais que se separaram por causa disso e alguns nem podem chegar-se ao seu cônjuge. Geralmente o caso toma maiores repercussões entre aqueles que apenas têm como companheiros os seus cães, porque lhes atribuem prerrogativas impróprias e pensam agir acertadamente, ainda que sejam suas vítimas, ataquem os veterinários ou ponham os vizinhos pra correr. Se entendermos a matilha como grupo social, facilmente compreendermos qual o papel nos cabe e como proceder, já que ela não subsiste sem regras e cada individuo tem nela um lugar próprio. Os deuses só subsistem pela “fé” dos seus crentes e quando eles acabam, levam consigo as suas divindades (que o digam os deuses greco-romanos da antiguidade). Exceptuando os casos mais graves que têm uma origem genética, a maioria dos cães torna-se agressiva por incúria ou consentimento, por razões ambientais que reflectem a ausência de uma liderança activa e o despreparo dos seus proprietários. Assim, a convivência canina carece de ser regrada e qualquer cão deve ser construído e aprovado diante da regra, a menos que queiramos sujeitar-nos às dele e arcar com as suas consequências. Par melhor ilustrar o que aqui dizemos, vamos contar-vos a história verídica do “Xau Pi” e da sua dona, um Sharpei duma senhora de meia-idade e reformada.
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