terça-feira, 23 de maio de 2023

O CONTA-QUILÓMETROS DA MARIA

 

Ontem, segunda-feira, dia 22 de maio, depois das 20h30, a Maria mandou-me o relatório do seu “conta-quilómetros”, distância que executou na companhia do seu mui estimado CPA – o Dobby – conforme se pode ver acima. A diligente senhora deu naquela caminhada diária 11.555 passos e percorreu uma distância de 8,04 km. Durante o seu trajecto teve ainda ocasião de treinar o “AQUI” e a “IMOBILIZAÇÃO À LINHA”, sendo o cão aprovado nestes dois exercícios de obediência. E se porventura não fez melhor, isso ficou a dever-se à inexperiência da dona, cujos erros serão já vencidos no próximo fim-de-semana. Como é do conhecimento geral, aconselho os meus amigos e alunos a caminharem diariamente com os seus cães 5 km numa toada de marcha de 5,5km/h. Como se pode comprovar, a Maria andou mais do que isso e acabou por despender 460Kcal, o que a denuncia saudável e com vontade de continuar. Alunos assim tendem a concretizar os seus sonhos no adestramento e a alcançar uma cumplicidade extraordinária com os seus cães, tornando-se “unha com carne” com convém a um verdadeiro binómio.

ALTERAR A LEI SOBRE OS CÃES PERIGOSOS PARA SEGURANÇA DE TODOS

 

As autoridades da cidade norte-americana de Florence, sede do Lauderdale County, no estado do Alabama pretendem melhorar a lei relativa aos cães perigosos. Cheryl Jones (na foto abaixo), Diretora de Serviços de Animais do Florence-Lauderdale Animal Services, reclama a autoria das alterações à actual lei sobre os cães perigosos. Segundo ela, a lei em vigor abrange apenas os cães que atacam pessoas e a sua proposta pretende também abranger os cães que atacam outros cães. O Comité de Segurança Pública do Conselho Municipal aprovou por unanimidade as propostas de alteração de Jones. A vereadora Michelle Eubanks, do Distrito 4, que é membro do referido comité, diz que o verão está a aproximar-se rapidamente e que as autoridades querem garantir que todos os cidadãos estejam seguros no exterior. “As crianças podem andar nas suas bicicletas e os adultos podem aproveitar o clima mais quente”, disse ela, que completou: “ independentemente das pessoas usufruírem do verão sozinhas ou acompanhadas pelos seus cães, queremos ter a certeza que todas se encontram seguras.”

Eubanks (na foto seguinte) diz que a portaria proposta incide objectivamente sobre o controlo e o comportamento dos cães. Se um cão atacar outro, as autoridades querem garantir que o seu dono siga os protocolos adequados para evitar que o ataque se repita, disse. “Isso ajuda a adicionar maior segurança e dá ao nosso pessoal do controlo de animais a oportunidade de ajudar realmente os donos de animais para aprenderem como melhor cuidarem deles””, disse Eubanks. Ela e a vereadora Kaytrina Simmons, outra integrante do mesmo comité, tiveram problemas com cães perigosos no seu distrito. Em março, uma moradora do distrito de Eubanks estava a passear o seu cão e o cão de um vizinho atacou-o. Eubanks disse que felizmente os dois cães estão bem, mas que são necessárias alterações à lei.

“Haverá algumas oportunidades de treino e algumas oportunidades de ajuda comportamental, apenas para os donos dos animais que precisem”, disse Eubanks. “As pessoas precisam de sentir-se confortáveis com a sua vizinhança, sentir que podem passear com o seu cão sem se preocupar com outro a sair de casa disposto a atacá-lo”, disse Jones. O procurador da cidade, Bill Musgrove, está a rever as mudanças propostas. Eubanks diz que o Comitê de Segurança Pública espera votá-las na próxima reunião do conselho municipal, a acontecer na terça-feira, 6 de junho. O que os dirigentes da cidade de Florence querem é que todos os seus concidadãos tenham um verão pleno de paz e sossego – LIKE GOD COMMANDS!

O PEIXE NÃO É SÓ PARA GATOS!

 

Como todos sabem, eu sou um adepto incondicional da comida confeccionada para os cães. Há por aí muito dono, com medo que o seu cão enjoe a comida e não coma o necessário, que ande constantemente a trocar-lhe de dietas, quer lhe dê ração ou comida fresca, sem se lembrar de recorrer ao peixe e aos seus benefícios. Em primeiro lugar, importa dizer que o apetite dos cães encontra-se condicionado ao seu impulso herdado ao alimento, que obviamente difere de indivíduo para indivíduo (uns são mais comilões do que outros mesmo na mesma ninhada). Depois, nem todos os peixes são aconselháveis para as dietas caninas, particularmente os criados em confinamento e alimentados artificialmente pelo homem, que não possuem as mesmas qualidades encontradas no peixe selvagem e que acabam por ser sensaborões e nocivos para pessoas e animais, como é o caso do salmão de viveiro que chega à esmagadora maioria das mesas dos portugueses, que é só o alimento mais tóxico do mundo, impregnado de químicos, bactérias, drogas e pesticidas. Uma ração à base de salmão seria óptima para os cães se tivesse como base salmão selvagem, o que me parece pouco provável.

Também os peixes que apresentam grandes quantidades de mercúrio e os demais afectados por metais pesados deverão ser desprezados nas dietas humanas e caninas. O peixe da minha eleição para os cães é a TAÍNHA (também conhecida por Fataça), desde que apanhada no mar e não na foz dos rios, porque é relativamente barata, rica em ómega-3, cálcio e fósforo, importantes subsídios para transmissão dos impulsos nervosos, para além de conter uma fonte de proteína de alto valor biológico que é de fácil digestão, fornecendo em simultâneo vitaminas lipossolúveis (A e D) que são fundamentais para a bem-estar canino e para o metabolismo do cálcio e do fósforo. A presença considerável de potássio, fósforo, iodo e selénio é crucial para o bom metabolismo energético e ósseo dos cães, exercendo o selénio uma importante acção antioxidante no seu organismo. O consumo regular de Tainha previne ainda a perca da massa cinzenta no cérebro, que se encontra ligada a doenças degenerativas, sendo por isso indicada também para os cães mais velhos depois de cozida e livre de espinhas.

Devemos dar sempre peixe aos cães? Nem sempre nem nunca! Em que situações ou circunstâncias deveremos dar peixe aos cães e com que regularidade? Como já disse em textos anteriores, os cães deverão comer de acordo com a função a que se destinam, para que melhor suportem os esforços a que virão ser sujeitos. Não há qualquer problema em alternar as diferentes carnes com o peixe, o que contribuirá para o equilíbrio e balanceamento das dietas caninas, assim como para o controlo do peso dos animais, já que os peixes aconselháveis têm em média um percentual de gordura mais baixo, mas sem suprimir as vitaminas, minerais e proteínas essências a uma vida saudável. Considerando os benefícios presentes no peixe, é de todo aconselhável que o seu consumo seja também estendido aos cachorros para que tenham um desenvolvimento salutar, mais energia, bons ossos e dentes, sendo também aconselhado nas primeiras papas de desmame, facilitando e encurtando este período transitório sem empanturrar os cachorros ou causar-lhes distúrbios gastrointestinais, mormente vómitos e diarreias. Por outro, os cães que são alérgicos ou que mostrem intolerância às mais variadas carnes, eventualmente encontrarão no peixe a solução para os seus problemas.

As refeições com peixe são também recomendadas para os cães que algumas horas depois irão ser sujeitos a longas viagens de automóvel, combatendo assim o seu possível enjoo. Também os cães destinados a provas desportivas de velocidade, como é o caso do Agility, deverão consumi-las horas antes para que se encontrem leves e livres de algum embaraço digestivo. Contudo, aos cães destinados a guardar residências e quintais por períodos iguais ou superiores a 8 horas, a distribuição prévia de uma refeição de peixe, porque é facilmente digerível e induz ao aumento do apetite, pode não ser a melhor opção face à possibilidade de iscas venenosas, a menos que a meio do turno de vigília seja dado aos animais um reforço alimentar, o que é de todo recomendável. Nos cães a partir dos 8 anos de idade e antes do seu maior desgaste, as refeições de peixe deverão ser mais frequentes para garantir o bem-estar e a qualidade de vida dos animais que apontam para o aumento da sua longevidade. Os cães sujeitos a desgastantes campeonatos de força, velocidade e resistência, por força do esforço despendido, deverão ser convidados para refeições de peixe, evitando-se assim o concurso às vitaminas sintéticas que não são totalmente absorvidas pelo organismo canino, cujo consumo regular pode levar a sintomas semelhantes aos da sua escassez.

Acompanhamos normalmente as refeições confeccionadas de peixe com massa ou arroz, consoante o maior ou menor nível de esforço exigido aos cães, para além de outros nutrientes igualmente importantes mas em menor quantidade. Muito mais haveria a dizer sobre a importância do peixe na alimentação dos cães, mas a menor ocorrência de cancros nos animais que o comem regularmente, parece ser razão mais do que suficiente. Teremos no futuro peixe selvagem que nos baste e que ainda sobre para os cães? Os mais pessimistas dizem que não e os mais optimistas nem querem pensar no assunto!

segunda-feira, 22 de maio de 2023

SCHOOL ON TOUR: NAS MARGENS DO SORRAIA

 

Anteontem bem cedinho, a classe em instrução desta escola rumou às lezírias do Rio Sorraia, onde se reencontrou com a Maria para dar início aos trabalhos matinais, tendo como pano de fundo a lezíria, o bruar do rio como música ambiente e os pássaros ripícolas a cantar sob uma névoa passageira. A obediência linear deu início aos trabalhos e aconteceu sobre um amplo espaço relvado. A foto acima espelha um desses momentos. Como da obediência linear passámos à dinâmica pelo recurso ao “passo de corrida”, convidei seguidamente todos os binómios para um “salto de precisão” sobre um caixote de lixo circular, feito em madeira, com um raio e 50 cm e elevado a 1 metro de altura. “SALTO DE PRECISÃO” é todo o obstáculo vertical que não tem balizas, por vezes de superfície irregular, elevado minimamente a 1 metro e com uma largura máxima de 50 cm, salto de difícil execução técnica que é destinado aos binómios mais experimentados, operacionais e evoluídos no intuito de aumentar a sua capacidade de resolução, reduzindo a zero o risco de acidentes ou qualquer atropelo ao seu bem-estar. Toda a classe venceu aquele obstáculo introdutório cómoda e alegremente. Na foto que se segue vemos o desempenho vitorioso do binómio Catarina/Titã.

Tendo em vista a necessária aptidão do CPA Dobby, foi necessário proceder-se a uma troca de condutores, passando o Jorge Filipe para o Dobby e a sua cadela CPA para Maria. Na foto abaixo vemos o desempenho do primeiro caso. A prestação do Dobby foi excelente e o Jorge confessou nunca ter experimentado um cão com tanta força.


A Maria, por seu lado, aprendeu a colocar-se na saída dos saltos, porque a Gaia ao ser decidida e rápida não consente atrasos a quem a conduz. Estra troca de condutores revelou-se um êxito, porque o cão teve quem a ajudasse e a sua dona também. Depois de vencido o obstáculo, os cães voltarem para as mãos dos seus donos e venceram-no igualmente

Atendendo às condições climatéricas, à idade, à carga horária e ao preparo dos cães evoluímos para os saltos sobre muros, iniciando a tarefa sobre um de alvenaria com 1,8 m de altura. Como era a primeira vez que o Dobby enfrentava tal desafio, o Jorge foi mais uma vez chamado para ajudá-lo. O cão não se acobardou com o muro e até se agradou da experiência. Para aliviar o o esforço do voluntarioso condutor de ocasião, mandei colocar a Maria do lado de lá de muro, para se prestar como subsídio de ânimo para o animal, sendo essa a razão pela qual aparece uma cabeça saliente no muro (no canto superior direito da foto).

Com um coreto elevado no centro de uma praça continuámos a prático dos saltos sobre muros, desta vez para cima do referido coreto. Todos os binómios foram convidados a fazê-lo e até a SRD Titã, para espanto da sua dona, venceu aquela parede. Se repararmos na foto com atenção, vemos que a Catarina se pôs em bicos de pés para conduzir a cadela, postura que não estranharíamos numa performance do Mr. Bean (o actor Rowan Atkinson). Quando um condutor é baixo e é obrigado a ajudar o seu cão a transpor uma superfície mais alta do que ele, ao invés de segurar a trela pelo cabedal de remate da trela, deverá segurar a corrente do estrangulador para que o seu braço tenha mais alcance.

O êxito da SRD Titã neste salto ficou a dever-se à prestação do Adestrador, que a introduziu previamente à tarefa, transmitindo-lhe a motivação e a confiança necessárias. Desde que lhe contrariemos a tendência de baixar a cabeça à entrada dos obstáculos, a Titã vence-los todos. Descendente de cães de caça e de propensão caçadora, aborda os obstáculos ao nariz, levantando depois os olhos, o que a obriga a reduzir a marcha, a perder o embalo e a um esforço por demais desusado. Pouco a pouco, por força do condicionamento, esta cadela abandonará o seu modo natural de abordagem e substitui-lo-á pela abordagem à vista, concentrando a sua atenção na linha de transposição dos obstáculos.

Depois de andar dias a fio a tentar que o CPA Dobby saltasse para cima daquele coreto, a Maria desistiu contrariada do seu intento. Mais uma vez o Jorge veio em seu auxílio, ela em auxílio do cão e o coreto foi finalmente vencido. Os humildes jumentos têm uma importante lição a dar aos homens que têm mais olhos do que barriga, porque quando se apercebem que a carga que lhe colocam em cima é demasiada, negam-se a andar, mesmo que vivamente molestados. Não há nada que me impeça de ter o cão que quero, mas isso não me garante que seja o ideal para mim e eu para ele, que o consiga controlar e corresponder às expectativas para que ele foi criado. É aqui que entra o “milagre” do adestramento, que foi feito para os resilientes e que outra coisa não faz do que coadunar homens com cães – força Maria!

Ao lado da estátua a um ilustre professor tetraplégico (João Fernandes Pratas 1880-1954), que do seu leito preparou e propôs a exame da instrução primária 403 alunos, debaixo de profundo respeito, ali detivemos os nossos pequenos guerreiros e grandes companheiros num gesto de sentida homenagem.

Tal qual dois botões de roseira-brava, arbusto de flores brancas, trepador, perene e caducifólio usado nas lezírias como incremento à biodiversidade, as nossas senhoras pousaram junto a uma planta espontânea com exuberantes flores roxas, mostrando-se alegres e empenhadas no processo educacional dos seus cães.

Ir à lezíria e não ver cavalos é como visitar Lisboa e não conhecer Belém. Já com o percurso estudado, numa caminhada plana a perder de vista, chegámos a uma exploração pecuária onde avistámos vários poldros de diferentes pelagens, maioritariamente ruços e baios, animais dóceis e já com algum maneio que se aproximaram de nós e dos nossos cães, o que serviu perfeitamente os nossos intentos, já que para lá fomos por causa da sociabilização interespécies. Na foto abaixo vemos a abordagem feita pela Maria e pelo CPA Dobby, com a senhora a relembrar-se da sua meninice, quando era só e apenas a “Zezinha”.

Ao contrário da SRD Titã, que a princípio os estranhou, a Catarina adorou os poldros e de tal maneira se encantou que se pudesse levava um para casa. Disposta a levar aquela parceria mais longe, a dona da Titã manifestou o desejo de aprender a montar a cavalo. Será ela uma versão actual do “homem dos 7 instrumentos”?

A sociabilização da CPA Gaia aconteceu com o Jorge a dar palha ao gado, a cadela a escapar-se aos beijos dos poldros e a Liliana a gozar a situação, momento descontraído de um dia passado no campo e naquilo que ele tem para oferecer.

Depois de abandonarmos com tristeza a lezíria e já com algum apetite a pesar-nos (o campo tem destas coisas), demos entrada num jardim onde fomos surpreendidos por um “Chaimite”, viatura blindada ligeira de transporte de tropas com tracção 4x4, desenvolvida e fabricada em Portugal, onde foi a primeira viatura blindada produzida em série no nosso país. Posteriormente foi vendida aos exércitos do Perú, Filipinas, Líbia e Líbano, sendo hoje um símbolo da Revolução dos Cravos, uma memória da Guerra Colonial e de quantos nela combateram (1961-1974). Ao ver aquela viatura não quisemos mandar a Maria para a guerra, somente exaltar o predomínio da paz, aquela que vivemos e que nos traz felizes, a mesma que leva o cão a não temer o carro blindado.

Para fortalecer o espírito de grupo, procedemos a uma “MANOBRA DE EXTRACÇÃO CANINA”, manobra que envolveu 3 homens e um cão a ser evadido. O Adestrador lançou o cão, este escalou o muro e o dono ajudou-o a fugir, participando ainda na manobra outro interveniente não-visível: o indivíduo que suspendia o dono. O GIF seguinte é elucidativo quanto ao 2º e 3º momentos da manobra.

Participaram nos trabalhos os seguintes binómios: Catarina/Titã; Jorge/Dobby; Jorge/Gaia; Maria/Dobby; Maria/Gaia e Paulo/Bohr. A reportagem fotográfica ficou a cargo do Paulo Jorge e a sua edição coube ao Adestrador. A Maria foi nossa anfitriã e almoçámos todos na sua casa, uma selecção de carnes grelhadas escolhida pelo Jorge Filipe, não faltando doces e bebidas espirituosas. Estamos imensamente gratos pela disponibilidade e extraordinária hospitalidade da Maria, que entretanto nos convidou para umas festas populares a realizar-se no próximo mês de agosto. A ida à lezíria foi um sucesso. Futuramente pensamos andar mais uns kms na estrada nacional 118 e ir ao encontro dos ribatejanos borda-d’água, dos viandeiros, para sabermos mais sobre as suas idiossincrasias e demais cultura. Estou em crer que cães e donos regressaram felizes a casa.

sexta-feira, 19 de maio de 2023

OS ANGLICANOS JÁ ESTÃO A ABRIR OS SEUS TEMPLOS AOS CÃES

Hoje falar de cães é falar praticamente de tudo, porque eles nunca estiveram tão associados a nós e em tão grande número, fazendo hoje parte indissociável das famílias e da nossa cultura, o que certamente irá obrigar os envolvidos no seu panorama a uma constante actualização e a um maior saber, porque o comboio da informação passa depressa e não se detém em apeadeiros. Como é do conhecimento geral, as igrejas históricas na Europa estão cada vez mais vazias, porque são poucos os que mandam baptizar os filhos (baptizariam mais depressa os seus cães), os casamentos saíram de moda e a maioria dos funerais dispensa os bons ofícios de um sacerdote – o povo não vai à igreja!

Alarmados com esta situação, alguns responsáveis pelas igrejas entenderam reevangelizar a Europa a partir dos imigrantes vindos doutras partes mundo, estratégia em que podemos englobar as católicas JORNADAS MUNDIAIS DA JUVENTUDE, que desta feita se realizarão este ano em Lisboa, entre os dias 1 e 6 de agosto. Não obstante, a igreja católica, conhecedora da profunda afeição que liga os homens aos seus cães, tem deitado mão de outra estratégia missionária ao encher as suas igrejas de cães, na esperança de cativar os donos e de voltar a encher os seus bancos, a pretexto de protectoras benzeduras. Debaixo deste mesmo objectivo e seguindo o princípio corânico que diz “se a montanha não vai a Maomé, vai Maomé à montanha”, vários padres e frades têm vindo a associar-se com algum tacto às celebrações do DIA DO ANIMAL, dando-lhe um cunho religioso que elas não tinham.

Em termos práticos, tudo o que a igreja católica aceita é igualmente aceite pela anglicana e o que é válido para uma é igualmente válido para outra, porque são duas faces da mesma moeda e não foram razões doutrinárias que determinaram a sua separação. As catedrais de Lincoln, Durham e Wells já aceitam cães e a de Chichester foi a última a recebê-los. Curiosamente, a construção desta catedral remonta ao ano de 1075 (270 anos antes da Catedral de Notre-Dame de Paris), foi chamada de Catedral da Santíssima Trindade e é hoje sede do bispo anglicano de Chichester.

Para corroborar o que disse atrás, fiquemos com as palavras do Reitor Interino da Catedral de Chichester, o reverendo Canon Simon Holland (na foto seguinte), que junto com os seus Border Collies, Callie e Rae, disse: “Não vemos a hora de receber os nossos amigos de quatro patas na Catedral. Os cães são uma parte muito importante das nossas vidas diárias, trazendo tanto amor e alegria para as suas famílias. Esperamos que, ao tornar a Catedral um espaço amigo dos cães, os nossos visitantes possam criar memórias mais significativas com seus companheiros caninos.”

Escusado será dizer que os cães terão à sua espera água à discrição e alguns petiscos do seu agrado, para que se agradem daquele espaço e queiram lá voltar. Por seu lado, os seus donos sentir-se-ão em dívida perante tal acolhimento, o que os poderá fazer retornar àquele local de culto. Mas como para tudo são precisas regras, a Catedral de Chichester exige aos visitantes com cães que circulem com eles à trela, que devem apanhar os seus dejectos e que os animais sejam bem comportados para não incomodar os outros visitantes.

Não se sabe ao certo qual o retorno que estas igrejas têm tido destas acções para além do apreço popular, o que não impede que continuem perseverantes no seu esforço missionário, lembrando o que disse São Paulo na sua primeira carta aos Coríntios, no capítulo 9, versículo 22: “Fiz-me como fraco para os fracos, para ganhar os fracos. Fiz-me tudo para todos, para por todos os meios chegar a salvar alguns.”

Não me cabe a mim julgar da justeza de tais acções, apesar de discordar dos seus pressupostos dogmáticos. Agrada-me de sobremaneira, para isso Deus cá me mantém, que mais pessoas conheçam a Sua palavra e qual o Seu propósito para as suas vidas. Só espero que no meio de tanta agitação e confusão não comecem a encomendar cães para o céu, a substituir no presépio a vaca e o burro por um cão e um gato ou por um casal de cães!

PIADA PARA O FIM-DE-SEMANA: ESTAVA-SE MESMO A VER!

 

Um turista vindo do Texas aterra no Polo Norte e observa com raro interesse o iglu de um esquimó acabado de chegar no seu trenó puxado por cães. Disposto a satisfazer a sua curiosidade, o texano pergunta para aquele pequeno homem por que razão o seu iglu é redondo. Sorrindo, sem hesitar e com rara naturalidade, o esquimó respondeu-lhe: “É para que os cães não me borrem os cantos!

RANKING SEMANAL DOS TEXTOS MAIS LIDOS

 

O Ranking semanal dos textos mais lidos obedeceu à seguinte preferência:

1º _ INÍCIO DO JULGAMENTO DO CALIFORNIANO ACUSADO DE MATAR UMA MULHER E CINCO CÃES DURANTE UMA PERSEGUIÇÃO POLICIAL, editado em 11/05/2023

2º _ HÍBRIDO DE CHOW-CHOW/PASTOR ALEMÃO: MÁQUINA OU DESASTRE, editado em 11/05/2016

3º _ COMO DEFENDER-SE DO ATAQUE DE UM JAVALI, editado em 19/08/2019

4º _ NÃO MORREU PORQUE A MÃE O PROTEGEU COM A PRÓPRIA VIDA, editado em 12/05/2023

5º _ PODE NÃO SABER ONDE FICA ROSSDORF, MAS O SEU INFERNO PODE CHEGAR ATÉ SI, editado em 15/05/2023

6º _ PASTORES ALEMÃES LOBEIROS: O QUE OS TORNA TÃO ESPECIAIS, editado em o2/11/2015

7º _ MELHOR SORTE PARA OS MABECOS! Editado em 20/04/2018

8º _ OS FALSOS PASTORES ALEMÃES, editado em 24/02/2015

9º _ PROTEJA OS PATOS, editado em 16/05/2023

10º _ O GUARDA DAS GALINHAS, editado em 05/04/2014

TOP 10 SEMANAL DE LEITORES POR PAÍS

 

O TOP 10 semanal de leitores por país ficou assim ordenado:

1º Portugal, 2º Brasil, 3º Estados Unidos, 4º Alemanha, 5º Suécia, 6º França, 7º Suíça, 8º Irão, 9º Países Baixos e 10º Rússia.

quinta-feira, 18 de maio de 2023

UM LOBO A RONDAR UMA MATA DE CHOUPOS

 

O “lobo a rondar” resume-se a cão com características morfológicas lupinas e a “mata de choupos” a um pequeno bosque urbano, calcetado e constituído apenas por pouco mais de meia dúzia de árvores daquelas, comummente designadas por choupos brancos ou álamos brancos, que são nativas da região que se estende da Península Ibérica e de Marrocos, até ao centro da Ásia, chegando a norte até à Alemanha e à Polónia, sendo a sua madeira agradável ao toque, leve, macia e fácil de trabalhar. O Bohr, o Pastor Alemão em exercício debaixo daquelas árvores, está a executar percursos circulares aqui e ali com passagens pela mão direita do seu condutor, que permanece apenas num dos pontos do percurso como exige a CONDUÇÃO NUCLEAR. A condução circular para além de subsidiar a prática do agility e ser imprescindível no exercício do “ronda”, é também crucial para a instrução dos cães pastores de gado, normalmente desenvolvida em torno de uma cerca de rede. Apesar do acerto do binómio, tecnicamente a sua execução pecou por ausência de velocidade, uma vez que todo o percurso era para ser feito a galope e não em marcha. Mais uma vez destacou-se a extraordinária capacidade de interacção do cão e o grande potencial da sua memória mecânica.

NÃO SEJA PRESUMIDO E DIGA NÃO

 

Há vizinhos que cheios de boa vontade, porque adoram cães, aceitam ficar com os cães uns dos outros, poupando reciprocamente alguns gastos com hotéis caninos, ignorando na sua inocência o que daí poderá advir, mesmo que os cães residentes sejam conhecidos e amigos dos que vierem a ser hospedados, acostumados até a brincar com eles. Na sociedade em que vivemos é mais fácil albergar um cão por uns dias do que oferecer-se para cuidar de uma criança por algumas horas, pelo que dificilmente alguém dirá não a um cachorrinho fofinho e de olhos meigos – um amor – mesmo correndo riscos desnecessários. Para proteger as famílias e prevenir brigas violentas que podem ferir gravemente ou levar à morte de um ou mais cães, vou de imediato adiantar alguns casos em que não deveremos albergar os cães dos amigos e vizinhos na nossa casa, já que alguns proprietários caninos, quase sem dar por isso, mercê do entendimento que têm com os seus próprios animais, tendem a julgar o todo pela parte e acabam por enfrentar situações inesperadas. Nesta matéria como em muitas outras, a presunção não é a melhor das conselheiras e o “esperar para ver” tampouco.

1 _ Se você não tem qualquer tipo de autoridade sobre o seu cão, muito menos terá sobre o alheio, que tendencialmente resistirá a aceitá-la, pelo que não deverá albergar outro animal dentro da sua casa; 2 _ Também não deverá albergar cães braquicéfalos, que depressa atingem a exaustão e que ao correr com o seu poderão acabar extenuados ou pior do que isso; 3 _ Se nem o seu cão e nem o que pretende hospedar se encontram verdadeiramente sociabilizados não poderá, em abono do bem-estar e da saúde dos animais, hospedá-los debaixo do mesmo tecto; 4 _ Se tem dificuldades em conduzir o seu cão à trela ou se o vindouro as tem, desista da ideia porque vai ser muito árduo e difícil trazê-los à rua em simultâneo; 5 _ Se é muito distraído ou anda por demais atarefado não aceite cães a necessitar de serem tratados a tempo e horas; 6 _ Por prevenção, não aceite qualquer cão com um problema de pele ainda por identificar; 7 _ Se o cão a hospedar não estiver acostumado a ir fazer as necessidades à rua, não o aceite, porque para além da trabalheira que lhe daria, ainda poderia induzir o seu a fazer o mesmo; 8 _ Para evitar maiores problemas, não hospede um cão bem maior do que o seu e vice-versa; 9 _ Para evitar futuras zaragatas, caso não tenha como separar os comedouros e bebedores dos cães, não aceite mais um; 10 – Sob pretexto nenhum aceite a custódia de um cão alheio se tem crianças de tenra idade dentro de mesma habitação, porque os descuidos não pedem para acontecer e os acidentes não se anunciam – evitam-se;

11 _ Se o cão a hospedar é de tendências fugitivas, o melhor que tem a fazer para se livrar de problemas e indesejáveis responsabilidades é negar-lhe o acesso à sua casa; 12 _ Se o seu cão é por demais possessivo e ligado a si, não o provoque ao aceitar outro para dividir o seu espaço e atenção, porque assim começam muitas brigas; 13 _ Caso a sua cadela vai entrar em cio, certifique-se que a estadia do cão hospedado não irá coincidir com ele. Se porventura acontecer, livre-se de hospedar o cão alheio; 14 _ Na eventualidade de ter outros animais domésticos em casa como gatos, coelhos, diferentes roedores, aves e répteis, certifique-se primeiro se o cão do vizinho ou amigo se encontra sociabilizado com essas espécies. Se ele não estiver, por maior boa vontade que tenha em recebê-lo, não o aceite, porque tendencialmente dar-lhes-á caça e instigará o seu a fazer o mesmo; 15 _ Não aceite guardar o cão de alguém que seja por demais medroso e submisso, desequilíbrios que tendem a agravar-se com a exclusão do seu território e com a ausência dos donos, porque provavelmente deixará de comer e será frequentemente subjugado pelo seu; 16 _ Havendo um histórico de inimizade entre os cães, será uma perfeita loucura juntá-los no mesmo espaço, porque ao fazê-lo está incentivá-los à confrontação; 17 _ A entrada de um cão alheio na nossa casa irá obrigar à alteração de comportamento e das rotinas do agregado familiar. Se não estão todos verdadeiramente dispostos para isso, vete a entrada ao animal;

18 _ Se não se sente totalmente à vontade com os cães, teme algumas raças em particular ou aquele que lhe pedem para abrigar, não o faça! 19 _ De igual modo, se tem crianças e adultos em casa que têm medo de cães, não aceite outro que eles desconhecem, o que sou irá aumentar a sua desconfiança e medo, indutores mais do que suficientes para que venham a ser ameaçados e até agredidos; 20 _ Se porventura o seu cão for avançado na idade ou sofra de alguma insuficiência não deverá importuná-lo e azedar-lhe a vida com a chegada de um cão mais novo, pois os cães quanto mais velhos são mais temem a rejeição. Alvitrei aqui 20 razões válidas para não aceitar juntar o seu cão ao de um seu amigo ou vizinho, poderia até encontrar o triplo, mas guardei para o final a mais importante para um tipo particular de cães – os destinados à segurança – cuja divisão de território poderá ser entendida pelos cães residentes como uma desautorização e/ou despromoção, levá-los à abstracção, a algumas susceptibilidades, à troca de alvos e por conseguinte a uma menor operacionalidade, porque momentânea e abusivamente um cão desconhecido foi colocado entre eles e os seus mestres.

PS: Quando um vizinho nos pede que tratemos do seu cão na sua ausência e nós anuímos, o melhor que há a fazer é deixar o animal no seu território, onde se sente cómodo e respeitar os protocolos referentes aos horários da sua alimentação e saídas ao exterior, cuidados que causarão menor impacto e estranheza ao animal. 

quarta-feira, 17 de maio de 2023

OS DOIS FIÉIS LEITORES DO BURKINA FASSO

 

Não temos muitos leitores do continente africano e os que temos são provenientes do Magreb e dos Palops, com especial destaque para os angolanos e moçambicanos. Porém, temos dois leitores assíduos do Burkina Fasso, país africano anteriormente reconhecido como República do Alto Volta (République de Haute-Volta) que é limitado a oeste e a norte pelo Mali, a leste pelo Níger, e a sul pelo Benim, Togo, Gana e pela Costa do Marfim, sendo a sua capital a cidade de Uagadugu.

No final do Séc. XIX, como consequência da corrida à África empreendida pelos impérios europeus, o Burkina Fasso foi ocupado e anexado pela França, vindo a ser independente em 1960, sendo agora membro de pleno direito da União Africana, da Comunidade dos Estados do Sahel-Saara, da Organização Internacional da Francofonia, da Organização da Conferência Islâmica e da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental. Os portugueses que queiram visitar este país devem ser alertados que não existe ali uma representação diplomática portuguesa permanente, sendo os assuntos relativos ao Burkina Fasso acompanhados pela Embaixada Portuguesa em Dakar, no vizinho Senegal.

Quanto aos nossos assíduos leitores do Burkina Fasso queremos agradecer-lhes a preferência e continuar a manter o seu interesse, desejando-lhes em simultâneo as maiores felicidades para si e para o seu país.

GARANTIR A MOBILIDADE E COMBATER A DEMÊNCIA

 

Com o CPA Bohr a avançar na idade, torna-se imprescindível mantê-lo activo e garantir-lhe a mobilidade, sabendo-se que o exercício físico proveniente da interacção combate eficazmente a demência que acompanha por vezes a velhice dos cães. Os exercícios que melhor se coadunam com este propósito são os requeridos pela “CONDUÇÃO NUCLEAR”, que convidam os cães para a autonomia condicionada, trabalhando os animais soltos e à distância dos donos, de acordo com as direcções que lhes forem indicadas. No GIF acima, com o dono estrategicamente colocado a meio do percurso, vemos o Bohr a vencer 3 passadeiras paralelas até executar um “S”. No GIF seguinte, com o propósito de combater as más associações, vemos o mesmo Pastor Alemão numa execução circular a alternar os comandos de “up” e “abaixo”, requerendo-lhe o passo e o galope consoante os casos.

O Bohr ainda se encontra em excelentes condições físicas, mas com o tempo tem desenvolvido várias manhas que vão ao encontro da sua idade, tentando sempre que possível encurtar as suas tarefas, principalmente quando o dono se encontra distante e impossibilitado de o corrigir, o que é comum acontecer e atenta contra os nossos objectivos iniciais. O cão sabe pela experiência que o dono desiste dos seus intentos ao fim de duas ou três tentativas frustradas, pelo que inicialmente aldraba tudo o que lhe é solicitado. Contudo, devido à persistência do Adestrador, o Bohr sempre acaba por fazer tudo bem. Fica claro que garantindo a mobilidade dos cães e combatendo a demência, estamos simultaneamente a prolongar a sua operacionalidade e esperança de vida.

DÁ PARA CÁ 37.000 DÓLARES!

 

Quase que apetece dizer se é veterinário e quer enriquecer vá para a Austrália! Um casal australiano, proprietário de um Buldogue Francês chamado Matisse, apanhou uma valente surpresa ao receber a conta dos serviços veterinários dispensados ao seu cão – 37.000 dólares! Tudo aconteceu no sábado da Páscoa, quando Daniele e Sabrina repararam que as patas traseiras do seu cão começaram a vacilar, acabando por levá-lo ao veterinário local, donde foram endereçados para especialistas de emergências veterinárias em Sidney. “Ali apenas nos disseram para assinar uns documentos e deixar um depósito de 3.000 dólares porque o Matisse teria que ser mantido lá durante a noite para ser estabilizado”, disse Sabrina.

Depois de uma cirurgia, exames, mais exames, medicamentos e o monitoramento constante de uma equipa durante seis dias, os honorários médicos começaram a aumentar, atingindo um custo final que deixou em estado de choque aqueles donos. “É uma conta enorme e estamos a pedir que eles reconsiderem”, disse Daniele, adiantando que o casal teve que encontrar rapidamente dinheiro para pagar uma grande parte da conta e poder levar o Matisse para casa, uma vez que o casal não tinha seguro para animais de estimação?!

Apesar do aumento do custo de vida estar a forçar muitos australianos a restringir os seus hábitos de consumo, não se coíbem de gastar milhares com os seus animais de estimação. Em média, os proprietários caninos estão dispostos a gastar mais de 3.500 dólares em contas veterinárias antes de considerarem sacrificar os seus cães, com 17% deles admitindo que poderiam gastar mais de 10.000 dólares. Por sua vez, os donos dos gatos estão dispostos a gastar menos 1.000 dólares quando comparados com os donos dos cães, aceitando sem protesto taxas médicas de mais de 2.600 dólares. Curiosamente, o salário médio na Austrália é de 2.730 dólares (2.520€), o que justificará de certa forma a exorbitância cobrada pelos serviços veterinários.

PS: Ter um Buldogue Francês e não ter para ele um seguro de saúde é sujeitar-se à desgraça e à penúria.

terça-feira, 16 de maio de 2023

AN EXCELLENT PARTNERSHIP

 

Os galgos são das raças caninas mais abusadas enquanto atletas e dadores de sangue, não sendo por isso de estranhar que ao abandonar as competições passem de imediato a enriquecer os bancos hematológicos caninos, mercê de serem dadores universais e do seu sangue ser rico em glóbulos vermelhos. Nas últimas décadas os galgos têm merecido maior atenção e estes procedimentos, por força da denúncia, têm vindo a ser gradualmente abandonados. Felizmente foi isso que aconteceu com os galgos da Austrália que já não competem e que estão a ser realojados nos Estados Unidos para se converterem em cães de terapia para ex-polícias numa parecia igualmente histórica e notável.

Os dois organismos tutelares referentes aos galgos na Austrália, a Greyhounds Australasia e a Greyhound Racing NSW, assinaram um memorando de entendimento com a Fraternal Order of Police dos Estados Unidos (FOP) na capital norte-americana durante a noite.

Esta nova parceria garantirá imediatamente o fornecimento de galgos australianos aos membros da FOP. Os cães serão treinados para serem animais de companhia, segundo programas semelhantes aos ministrados na Austrália pela Australian Federal Police Association e na Police Association of New South Wales. O presidente nacional da FOC, Patrick Yoes, disse que os polícias nos Estados Unidos são regularmente expostos a incidentes angustiantes e traumáticos, o que causa um impacto significativo na sua saúde mental e que infelizmente leva a que grande número dos seus membros venha a sofrer problemas de saúde mental, como são os casos do stresse pós-traumático (PTSD) e do transtorno do stresse agudo, disse ele.

Sem dúvida com um melhor futuro, espera-se que estes galgos venham a ser realmente estimados por aqueles a quem vão valer. Para se ser cão é preciso ter sorte, irão finalmente estes cães encontrá-la? Tudo leva crer que sim, pelo menos merecem-na como ninguém.