segunda-feira, 21 de novembro de 2022

MIRA & MONDOU: UN PARTENARIAT PARFAIT

 

Do Quebec, no Canadá, chegam-nos boas notícias acerca de uma parceria solidária que visa fazer chegar cães de serviço às pessoas com deficiência e que não têm meios para os adquirir, graças à parceria entre a FONDATION MIRA que fornece os cães e à empresa JM MONDOU que os subsidia. A Fundação Mira (Fondation Mira) é uma organização comunitária, sem fins lucrativos, sediada no Quebec que tem como objectivo "trazer maior autonomia às pessoas com deficiência e facilitar a sua integração social, fornecendo-lhes cães, guias e de serviço, que foram totalmente treinados para satisfazer as necessidades de adaptação e reabilitação de cada indivíduo." Debaixo deste objectivo, os cães de assistência Mira são fornecidos gratuitamente a pessoas com deficiência.

A JE Mondou é uma empresa de produtos e acessórios para animais de estimação no Quebec, propriedade do Groupe Legault, cuja sede e centro de distribuição se encontram localizados em Anjou (Montreal). A Mondou, antes desta parceria, já se encontrava envolvida em várias causas em prol do bem-estar animal, como o lançamento de uma campanha anual a favor dos abrigos, bem como outra para ajudar a Mira a angariar fundos.

Ao tomar conhecimento desta parceria, que é lucrativa para todos os seus intervenientes directos, orgulho-me de pertencer ao mundo livre, democrático e solidário, onde cada um é livre de pensar, agir e falar sem ter de se preocupar com governos e governantes despóticos, fratricidas e cinófobos, onde as pessoas só têm dois direitos: ficar caladas e obedecer. Diante delas, o meu cão é um felizardo!

DEPOIS DAS CHUVADAS, CUIDADO COM A SALAMANDRA DE FOGO!

 

Depois das chuvadas que entre nós ocorrem de setembro a maio, nas zonas montanhosas, húmidas e sombrias, com elevada precipitação anual e em zonas circundantes de charcos, ribeiros e córregos, também junto a azinhais, campos agrícolas, lameiros, pinhais e sobreirais, desde de Setúbal a Leiria, com maior incidência no litoral saloio, onde é mais conhecida por “Saramântiga”, é comum aparecer a SALAMANDRA DE FOGO, um pequeno animal de 14 a 20 cm (as fêmeas são maiores que os machos), inofensivo para pessoas e cães até se sentir ameaçado. Segundo a lista vermelha das espécies ameaçadas da IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza), a salamandra europeia comum é uma espécie protegida, apesar de não haver notícia de se encontrar ameaçada de extinção.

Esta salamandra tem a capacidade de se defender activamente dos seus predadores, quer adoptando posturas anti-predatórias, quer libertando pela pele uma substância tóxica denominada por “SAMANDRINA”, um alcalóide que provoca convulsões musculares e uma elevada pressão sanguínea combinada com hiperventilação. As glândulas deste veneno encontram-se situadas e concentradas na zona do pescoço e na superfície dorsal deste anfíbio que, quando se sente ameaçado, é capaz de esguichar o veneno até 1 metro de distância (as áreas mais coloridas do animal normalmente coincidem com a localização dessas glândulas). Esta toxina nervosa pode causar fortes reacções em cães, crianças e pessoas sensíveis, podendo ser fatal para os cães mais pequenos quando esguichada directamente no seu nariz e boca.

Nesta altura do ano, com a chuva a minorar os efeitos da seca extrema que sobre nós se abateu, é comum aparecerem salamandras destas, entregues à sua vida e que devem ser deixadas em paz. Para que não haja mortes a lamentar e até maio do próximo ano, aconselhamos que todos os cães sejam conduzidos à trela, particularmente os mais velhos e os doentes, os miniatura, os mais pequenos e os caçadores, junto a pequenos cursos de água, zonas alagadas e charcos, locais de avistamento de salamandras e onde normalmente se reproduzem, procurando para o mesmo efeito ribeiros, fontes e minas. Acontecendo a libertação da Samandrina no nariz e na boca dos cães, raças como o Yorkshire o Buldogue Francês dificilmente sobreviverão. Debaixo das mesmas condições, todos os braquicéfalos correrão o mesmo risco. Assim, a palavra de ordem é: “Salamandras? Não, deixai-as ir!”

domingo, 20 de novembro de 2022

ANDAR COM UM CÃO É AGIR POR ANTEVISÃO

 

Desde que saio até que entro em casa com o meu cão, sou obrigado a agir por antevisão e a suportar o stress disso advindo, considerando o bem-estar do animal, a minha própria segurança e a dos outros, procurando evitar a todo o custo qualquer tipo de incidentes que nos possam envolver, tentando ao mesmo tempo adivinhar onde poderão ocorrer para evitá-los, sabendo de antemão que os outros nem sempre facilitam. Porque seria loucura sair com ele à rua sem qualquer comando, sou obrigado a dar-lhe um de obediência neutro (direccional) para me precaver daqueles que de surpresa caem em cima dele, que o bajulam sem autorização e também daqueles que mandam os seus filhos fazer-lhe festas. Tal como sucede na estrada, quando saio à rua com o cão tenho que contar com as asneiras dos outros! Chamamentos, ordens indevidas, provocações, incitações, assobiadelas, ofertas de comida e pedidos para dar a pata são frequentes e, sempre que possível, tento escapar-lhes para evitar a saturação do animal e o seu desnorte, escolhendo as horas de saída, os locais onde não seremos surpreendidos pelas costas e aqueles que oferecem mais espaço e maior visibilidade. Curiosamente, nunca vi tantos entendidos em cães sem formação específica, plebe que de imediato me apetece mandar àquela parte, intenção a que acabo por resistir por ser mais rápido a pensar do que a falar. Com tantos oponentes na via pública, que entendem que o meu cão é também seu e que deverá satisfazer-lhes as vontades, sair com ele na cidade outra coisa não é do que uma excursão para ensinar-lhe quem são e onde estão os seus perigos, inimigos e armadilhas, aumentando assim a sua indiferença e incorruptibilidade. E, quem não se quiser maçar, evite comprar um cão!

UM CÃO AMAZÓNICO?

 

Como grande é o número de emails que este blogue recebe diariamente, por razões de falta de disponibilidade, respondo apenas a alguns e desprezo outros, o que não quer dizer que todos os desprezados sejam desprovidos de interesse ou importância, como aconteceu com um email relativo ao texto “O CAROLINA DOG: O DINGO NORTE-AMERICANO?”, datado do dia 20 do mês passado que dizia assim: “Que raça linda. Gostaria de vê-los pessoalmente, um dia! Aqui na Amazônia brasileira temos um tipo bem parecido, o qual chamo de CPA - Cão do Patrimônio Amazônico -, só que com 2 tipos de pelagem: curta, lembrando um dingo, e franjada/semi-longa, similar à um Saluki. CPAs se distinguem do podengo pela altura e focinho mais quadrado, além da variedade de caudas. Ainda não é raça reconhecida, mas estou trabalhando nisso. Por ora, tem uma página no Instagram: https://instagram.com/amazon.heritage.dog?igshid=NjZiMGI4OTY=.” Iremos ter duas variedades de cães endémicos da Amazónia? Já sabemos que alguém está a trabalhar nisso!

A ESPANTOSA HISTÓRIA DE UM XERIFE ITENERANTE

 

Foi notícia anteontem nos media sensacionalistas portugueses, o ocorrido com o cão Xerife, um dócil e pequeno rafeiro amarelo, que indevidamente apanhou o comboio “Alfa Pendular” em Aveiro com destino a Faro e veio parar a Lisboa, onde depois de várias peripécias (quase veio a ser adoptado por outros donos), foi finalmente devolvido aos legítimos graças à santa Internet, uma vez que nem microchip tinha, o que se estranha face ao seu histórico de fugas.

Não estamos a falar de um cão ferroviário como outros no passado, que embarcavam em composições e nelas retornavam por algum motivo particular, como ainda hoje acontece com alguns cães no metro de Moscovo quando procuram alimento, mas de um frágil e inofensivo cãozinho que possivelmente assustado por uma forte trovoada, foi encontrar refúgio num comboio.

É nosso hábito (dos portugueses), como rebuçados para o populacho e ao longo da nossa história, levantar alguns heróis, lendas e milagres que nos fazem sentir bem com nós próprios, personagens fictícias como Martim Moniz, a Padeira de Aljubarrota e agora as façanhas do cão Xerife, já que todas as nações que se prezam têm agora um cão excepcional. Verdade, verdade, o pequenino cão de Aveiro atendendo à sua idade encontrava-se ilegal, já que o microchip de identificação electrónica tornou-se obrigatório para todos os cães nascidos a partir de 1 de julho de 2008, já que foi dito que o cão tem actualmente 7 anos de idade (alguém multou os donos como estipula a lei?).

Em função do que foi divulgado, o pequeno cão andava invariavelmente à solta e a encetar fugas consecutivas, o que fazia perigar a sua vida e causar eventualmente transtornos a outros. Paralelamente, depreende-se que não foi objecto de qualquer tipo de treino digno desse nome. Um cão que foge por medo, precisa constantemente de ser protegido, porque doutro modo ainda vai parar a Lisboa! Não sei quem, mas alguém deveria ter tomado conta do Xerife e não o fez – ainda bem que Deus é português!

Bem vistas as coisas, como usam dizer os saloios que nos trouxeram o magnífico pão de Mafra até aos dias de hoje, a história do Xerife está longe de ser uma façanha heróica ou pouco vista, já que por pouco não resultou em tragédia. Agora só falta erigir uma estátua ao cão, que atendendo às actuais conveniências, deverá aparecer deitado aos pés de António Costa.

PS: Lula da Silva ainda não tem cão? Rapidamente vai ter que arranjar um!

sábado, 19 de novembro de 2022

FERVOR NUMA TÍBIA MANHÃ

 

A manhã de hoje acordou cinzenta e sem graça, o sol aparecia e desaparecia envergonhado, o vento não se ouvia e tudo parecia parado, como se a noite ainda reinasse e o dia para nada prestasse. Todavia, avançando contra o remanso, os nossos binómios deram luz ao sol e cor ao dia, mercê da devoção que têm pelos seus cães, que não se afronta por mais tíbias que sejam as manhãs. Debaixo deste espírito empreendemos manobras para aumentar a autonomia funcional dos nossos cães, que trabalharam invariavelmente em liberdade. Optámos pela condução nuclear e alcançámos com mestria algumas figuras de obediência, incorporámos a Rita com o Lourenço na classe e a CPA olívia deu boa conta de si. Treinámos a evasão canina por debaixo de viaturas automóveis e aprimorámos a CPA Luna numa manobra de surpresa, camuflando-a primeiro no solo com folhas de plátano para depois a mandarmos avançar. A foto acima e a seguinte reportam-se a estes dois momentos.

Com vários camiões parados à nossa disposição, optei por servir-me deles para uma manobra de evasão canina que acabou colectiva, com os cães a aguardar ordens ea serem comandados à distãncia. Foi solicitado aos condutores o alinhamento dos cães, não tanto pela salvaguarda dos animais, mas para melhorar a sua obediência e sociabilização.

Os condutores presentes foram convidados para conduzir os seus cães em liberdade tanto no solo como em cima de uma plataforma circular de madeira. O desempenho dos binómios foi o esperado e o Adestrador acabou por conduzir a SRD Keila, cadela de quem muito gosta.

Para testar a sociabilização dos nossos cães, também a sua obediência, pusemo-los frente a frente a partir do duo, emparelhando a SRD Keila com a CPA Luna e o CPA Bohr com a CPA Olívia. A foto baixo diz respeito ao primeiro caso e as cadelas mostraram-se confiantes.

Também a dupla Bohr-Otília executou a figura sem maiores delongas, apesar da cadela andar danada para a brincadeira. Quando chegou à escola era um saco de ossos, agora mais cheiinha e mais mexida, quer fazer de pessoas e cães um saco de boxe (recomenda-se o uso de açaime nos períodos extra escolares, porque a sua dona é particularmente contemplativa e só dá pelas coisas depois delas acontecerem – à grande Pomba Mansa!).

No final da aula, para reforço da obediência, perfilámos os cães numa linha com o carrinho de bebé ao centro e com o Lourenço lá dentro a dormir (dormiu o tempo todo). A CPA Olívia gosta de botar figura ao lado do carrinho, mostrando-se séria para que não lhe roubem o menino.

Participaram nos trabalhos os seguintes binómios: João/Keila; Patrícia/Keila; Paulo/Bohr; Pedro/Luna e Rita/Olívia. A Patrícia surpreendeu tudo e todos ao apresentar-se muito elegante. O clã Moura, que não compareceu, dividiu-se entre congressos e a tipografia; a Fernandinha ficou a convalescer e o pobre do Óscar a sofrer por não poder ter vindo à escola. Segunda-feira retomaremos os nossos trabalhos, bom fim-de-semana!  

SAIR COM O CÃO PODE SER UMA AVENTURA!

 

Dizem os mais velhos “que ninguém sabe para o que está guardado” e quando se sai com um cão à rua, a sentença confirma-se muitas vezes. Na pequena localidade alemã de Deschka, pertencente ao município de Neißeaue, no distrito saxão de Görlitz, o departamento de polícia distrital divulgou ontem pela manhã um curioso relatório acerca de uma operação de resgaste extraordinária cujos intervenientes foram um lobo e um cão. Tudo aconteceu quando um comum cidadão passeava o seu cão e este subitamente farejou algo, correndo de imediato para um poço profundo, onde se ouvia rosnar. Ao aproximar-se, o homem apercebeu-se que tratava afinal de um lobo!

O animal selvagem provavelmente caiu naquele poço com 2 metros meio de altura e acabou por ficar lá preso. Ao ver o lobo naquela aflição, o dono do cão alertou a polícia que por sua vez contactou também a entidade local responsável pelos lobos. Com a ajuda dos bombeiros, o lobo acabaria resgatado, depois de ter sido atordoado por um dardo e puxado para cima. O animal saiu ileso, está agora aos cuidados de um veterinário e logo que possível será devolvido à natureza.

Entretanto, a polícia local procura esclarecer alguns detalhes. Quem se dedica ao resgate de cães e de outros animais, a pensar na complexidade das suas missões e no bem-estar dos animais, deverá ter como recurso disponível uma espingarda de dardos em substituição do tradicional pau com uma seringa na ponta. Perante a falta de meios e de engenho, a maioria dos resgatados acabará laçada e amarrada, operações que tanto poderão pôr em risco a vida dos animais como a integridade física de quem os resgata. Quando o alemão de Deschka saiu à rua com o seu cão, não esperava ver-se envolvido em tão grande confusão!

sexta-feira, 18 de novembro de 2022

AINDA NÃO ENTRÁMOS NO ADVENTO E JÁ CHEIRA A NATAL

 

Segundo o calendário litúrgico deste ano, o Advento, período anterior ao do Natal, só começará deste domingo a oito dias, no dia 27 de novembro, o que não impede que as montras comerciais já estejam engalanadas com festivos motivos natalícios, o que sempre empresta às ruas luz e cor, um ambiente acolhedor que parece dar força à esperança, esperança em melhores dias, sem mais guerras, crises ou pandemias. Debaixo deste espírito que é contagioso, emoldurámos o Bohr, um Pastor Alemão amigo que já nos acompanha há quase seis natais, agora mais sereno e disposto a percorrer sem receios as ruas que bem conhece e considera suas. Como se pode ver na foto acima, ficou bem na fotografia, agora com o seu faustoso “casaco” de inverno. O Natal está à porta, espera-se que venha para o bem de todos, apesar de haver alguns que partirão antes da sua chegada, como sempre acontece, porque sempre que alguém se alegra, há sempre outro que chora, seja em que tempo for – melhores dias para o nosso mundo!

NÓS POR CÁ - MARCELLUS: PANEM ET CIRCENSES

 

Estou convencido que o nosso povo é por demais esquecido, que o tempo nele tudo cura, que é naturalmente crédulo e conformado, quiçá apimentado com alguma inveja, naturalmente fatídico, profundamente saudoso e messiânico, porque doutro modo não se deixaria enganar facilmente com beijos e modelos já gastos. Quando olho para os meus livros da escola primária, que mereceram uma reedição recente para os mais saudosistas, lembro-me imediatamente da ingenuidade com que fui criado e instruído, literalmente debaixo dos valores “Deus, Pátria e Autoridade”, o que me fez cristão, extraordinariamente patriota, mas nunca propenso a seguir a carneirada, porque, sem saber bem porquê, sempre fui impelido por um profundo sentimento de liberdade, ainda que a princípio não entendesse muito bem o que ela era.

Marcelo Rebelo de Sousa tem por norma confundir os seus desejos e convicções pessoais com as suas responsabilidades políticas, esquecendo-se ou não dando grande importância ao facto de que ser o maior entre nós implica em ser um servidor de todos e não um imperador que não pode ser contrariado ou contestado, pondo e dispondo conforme lhe apraz, ilusão que o leva a crer que domina sobre o brâmane, quando sucede exactamente o contrário, na diferença que vai entre a astúcia e o sonho. Entre muitas polémicas (o homem é um especialista a dizer e a desdizer-se) destacam-se agora as suas declarações relativas à violação dos direitos humanos no Catar, país onde irá decorrer o campeonato mundial de futebol de 2022. Quando confrontado com o facto, Marcelo disse que o “Qatar não respeita os direitos humanos, mas enfim esqueçamos isso”, que o melhor que há a fazer, apesar de criticável, é esquecer o tema e manter o foco na equipa, parecer em tudo idêntico ao dos déspotas romanos, que para governar e melhor iludir o povo, defendiam e punham em prática uma política de “pão e circo”. Perante isto, com que direito este constitucionalista se arvorará em arauto dos direitos humanos? Mais do que lido e homenageado em estátuas, Eça de Queiroz deveria ter sido verdadeiramente compreendido quando descreveu a política e os políticos do seu tempo, que são uma réplica fiel dos que temos hoje, o que dá carradas de razão a Manuel Brito Camacho, político do final da Monarquia e da I República, quando disse a propósito: “As moscas mudam mas a merda é a mesma” – também nisto se pode ver o carácter imutável dos portugueses! Por outro lado, conquistar Portugal é fácil, difícil é governá-lo.

“TOURADA À CORDA” EM ATLANTIC CITY

 

É por demais evidente que o título acima é alegórico, apesar de cerca de 1% da população do estado norte-americano de New Jersey ser portuguesa e dela constar uma comunidade açoriana. A comparação com a “tourada à corda” veio do sucedido na passada terça-feira, dia 15 de novembro, pelas 15h40, na cidade de Atlantic City, onde sete pessoas foram mordidas por dois cães. De acordo com o que fez saber a polícia da citada cidade, tudo aconteceu quando dois menores estavam a passear os seus cães num complexo de apartamentos na Baltic Avenue e se cruzaram com um terceiro cão, encontro que fez com os cães se tornassem agressivos e conseguissem soltar-se das trelas, acabando por morder as duas crianças. Um funcionário do departamento de engenharia da cidade conseguiu segurar um dos cães até à chegada do controlo de animais e da polícia. Os menores com idades entre os 10 e os 17 anos, assim como os adultos com idades compreendidas entre os 37 e 62 anos, acabaram transportados para o AtlantiCare Regional Medical Center, City Division, para tratamento dos seus graves ferimentos, mas sem correrem risco de vida. Os cães encontram-se sob custódia do controlo de animais da cidade enquanto se espera pelo resultado da investigação. Curiosamente, pondo de parte o seu fim doloso, este episódio tem alguma coisa de pitoresco, uma vez que aqueles cães azuis, aparentemente mestiços de Pit Bull segundo o parecer dos envolvidos, foram enxotados dos menores por dois cidadãos, um valendo-se de um pedaço de pau e outro de um jerry can com água.

Episódios destes repetem-se amiúde em todas as latitudes, por vezes com finais mais trágicos, com maior incidência nas cidades e noutros grandes aglomerados populacionais, que albergam toda a sorte de cães, animais que acabam por colocar em risco o bem-estar, a saúde e a vida de alguns, por vezes até a vida dos seus próprios donos. A grande multivariedade de raças caninas, a falta de conhecimento e o despreparo dos seus condutores, o modo de como os animais são tratados, o desrespeito pelas disposições legais em vigor, a ausência de uma sociabilização eficaz e a fuga às escolas caninas, quando somados a uma fiscalização insuficiente e à ausência de legislação específica, têm contribuído decisivamente para a perpetuação de altercações e incidentes deste tipo. Penso que não demorará muito no mundo civilizado, que as pessoas que trazem os seus cães à rua venham a precisar de uma habilitação legal para conduzi-los nos espaços públicos, medida que ao tardar aumenta o número de vítimas. Será que a licença para ter um cão é só um mero imposto e autoriza-me a causar dolo e a matar? Não é isso que estamos a consentir quando permitimos que um ou mais fedelhos conduzam cães potencialmente perigosos, que não conseguem segurá-los e que entregam o seu controlo a outrem em caso de aflição? O assunto merece uma profunda reflexão, melhor legislação e penas mais coercivas para os transgressores, porque doutro modo seremos obrigados a sair à rua de porrete na mão, como compete a quem tem de jogar ao pau com os ursos!

PS: Sabia que cães e ursos têm cinco dedos em cada uma das mãos? Porém, os ursos têm um osso nas mãos que funciona como um sexto dedo, o que lhes facilita a obtenção de alimento e segurá-lo com mais firmeza. Curiosamente, os cães têm cinco dedos nas patas dianteiras e apenas quatro nas traseiras.

RANKING SEMANAL DOS TEXTOS MAIS LIDOS

 

O Ranking semanal dos textos mais lidos obedeceu à seguinte preferência:

1º _ TAILÂNDIA: “CARTÃO AMARELO” PARA PROPRIETÁRIOS DE PIT BULLS, editado em 07/11/2022

2º _ CONFRATERNIZANDO COM DUAS GAÚCHAS, editado em 06/11/2022

3º _ SE ISTO NÃO É AMOR, NÃO SEI O QUE É!, editado em 09/11/2022

4º _ A TURÍNGIA ESTÁ A REBENTAR DE CÃES PELAS COSTURAS!, editado em 14/11/2022

5º _ NOVA OPORTUNIDADE DE TRABALHO, editado em 14/11/2022

6º _ PETA AO ATAQUE EM ULM, editado em 08/11/2022

7º _ A DARK SUNRISE, editado em 03/11/2022

8º _ IMBRÓGLIO EM ONTÁRIO, editado em 17/11/2022

9º _ ELE VAI, MAS VOLTA!, editado em 06/11/2022

10º _ COM A CADELA QUASE PRONTA, HÁ QUE ENSINAR A DONA, editado em 02/11/2022

TOP 10 SEMANAL DE LEITORES POR PAÍS

 

O TOP 10 semanal de leitores por país ficou assim ordenado:

1º França, 2º Canadá, 3º Portugal, 4º Brasil, 5º Estados Unidos, 6º Países Baixos, 7º Angola, 8º Suécia, 9º Alemanha e 10º Rússia.

quinta-feira, 17 de novembro de 2022

IMBRÓGLIO EM ONTÁRIO

 

Ainda não tinha entrado para a escola e já ouvia: “quem dá e tira ao inferno vai parar”. O aforismo ficou-me gravado para sempre na memória e hoje lembrei-me dele por conta de um imbróglio sucedido na região canadiana de Ontário, noticiado há poucas horas. Sasha Singh diz que no dia em que a sua família conseguiu adquirir um cão de serviço para sua filha mudou totalmente a sua vida. "Posso dizer com certeza que o melhor terapeuta vem com pelo e tem quatro patas", referindo-se à grande ajuda que Sammy, um Bouvier Bernois, deu à sua filha Catiana de 14 anos, que não fala e sofre de autismo (na foto seguinte. "Deu-nos uma vida normal; podíamos fazer as coisas como uma família." Mas em março, Singh diz que a vida de Catiana ficou de pernas para o ar quando o National Service Dogs (NSD) levou Sammy sem pré-aviso, após quatro anos com a família. Não é fácil conseguir um cão de serviço em Ontário, que requer entre outras coisas um atestado médico. As listas de espera podem durar anos e o treino destes cães custa milhares de dólares. A família de Sasha Singh diz que esperou quatro anos para conseguir ficar com o Sammy. Mas a NSD, uma organização com sede em Cambridge, nos arredores de Ontário, que treina cães para crianças diagnosticadas com autismo, disse que o cão estava obeso e sem a saúde necessária para continuar a trabalhar – algo que a família usurpada contesta.

Antes de ser levado, Sammy passou no teste de acesso público, o que demonstra que encontrava capaz de desempenhar suas funções como animal de serviço. Após isso, Singh recebeu uma carta a dizer que o cão foi certificado provisoriamente. E quando a família perguntou por que motivo, a NSD disse que era por causa do animal se encontrar acima do peso. “Explicámos-lhes que nos últimos dois anos a nossa vida profissional sofreu alteração por causa do COVID, impedindo-nos de sair com as crianças e Sammy aumentou de peso por via disso”, disse ela. Após alguma troca de e-mails, a família diz que a organização queria fazer uma visita domiciliar para discutir uma dieta e um plano de exercícios para o cão, o que não aconteceu, sendo o animal confiscado. O pai de Catiana, Ricardo Portillo, afirma que a família foi apanhada totalmente desprevenida. “No dia anterior, falei com eles e eles prometeram-nos que não levariam o cão, que iriam trabalhar num plano para colocá-lo operacional”, disse ele. "Quando chegaram aqui, depois de dois minutos de conversa, disseram- nos que iam levar o Sammy, deixando as nossas filhas num pranto inconsolável". A família mostrou à CBC News uma nota de um veterinário de Mississauga referindo-se a uma visita que eles dizem ter ocorrido poucos dias antes de Sammy ser levado. A nota afirmava que ele estava "saudável e feliz". Nessa mesma nota podia ler-se ainda: "reavaliámos o histórico de peso (do cão) e descobrimos que o peso de inverno de 49,7 kg é aceitável e sugerimos o peso ideal de 46 kg a 47 kg” (3 kg a mais durante o inverno canadiano não são razão para tal excesso de zelo).

Num comunicado, a NSD disse que o Sammy foi visto por vários veterinários. “Outros veterinários trataram o cão de problemas ortopédicos relacionados com a sua obesidade”, dizia o comunicado. "Os nossos pensamentos estão com a família e seus filhos enquanto eles navegam nessa difícil transição. Felizmente, o cão de serviço em questão iniciou a longa jornada para retornar a um peso corporal saudável sob um regime diário de exercícios e nutrição adequada, proporcionando-lhe alívio ortopédico e outras questões exacerbadas pela sua obesidade." A declaração também dizia que houve alguns casos, ao longo dos 26 anos de história da organização, em que algumas famílias não conseguiram cuidar adequadamente dos seus cães de serviço e, como "último recurso", foi tomada a decisão de remover permanentemente o animal. Laura Kirby-McIntosh, ex-presidente da Ontario Autism Coalition (na foto abaixo), disse que cães de serviço são criados e treinados para se focarem nas crianças, criando com elas um vínculo incrivelmente próximo. A mesma Laura Kirby-McIntosh, disse que acha a história desta família "chocante" e que nunca tinha ouvido falar de um caso semelhante. "Aparentemente, parece muito, muito triste" (o filho de Kirby-McIntosh, que tem autismo, teve também um cão de serviço durante 10 anos).

“Existe uma comunicação tácita entre o cão e a criança, porque o animal é uma criatura livre de julgamentos”, disse ela, esclarecendo que o cão destes desempenha funções de segurança e fornece apoio emocional. Enquanto Kirby-McIntosh reconhece que não conhece todos os detalhes da história, ela sente-se sensibilizada com o drama daquela família e particularmente com o da criança, ao ter constatado da diferença que um cão de serviço fez na vida do seu filho. "A única coisa que eu poderia comparar seria tirar uma cadeira de rodas a um deficiente físico. Estes cães dão mais liberdade e independência às crianças com autismo.” Face aos acontecimentos, a família Singh pondera apresentar queixa no tribunal dos direitos humanos. Sem o Sammy desde março passado, a família diz-se insatisfeita com a comunicação com o NSD, por não saber se o cão se encontra bem, animal que já se ofereceu para comprar, mesmo que isso significasse que Sammy não poderia trabalhar. "Não posso aceitar que o levassem sem nos dar outra saída ou um acordo", disse Portillo. Singh diz que Catiana regrediu desde então, que a sua filha agora não consegue sair de casa sem ser violenta e tem longos períodos de tempo em que fica virada para uma parede, balançando-se para a frente e para trás e se balança para frente e para trás. "Não é um cachorro para mim, é meu filho. Queremos que ele volte para casa", rematou Singh. A ser verdade o que aqui foi dito e sem querer enveredar por teorias da conspiração, parece-me que estamos perante um simples e descarado caso de racismo, acompanhado quiçá de algum negócio menos claro e mal orquestrado. 

quarta-feira, 16 de novembro de 2022

ATERRAGEM DE EMERGÊNCIA BEM-SUCEDIDA

 

Ontem, terça-feira, dia 15 de novembro, um avião bimotor vindo de New Orleans com destino ao Wisconsin, nos Estados Unidos, transportando 3 adultos e dezenas de cães de abrigo, viu-se obrigado a fazer uma aterragem de emergência num campo de golfe pertencente ao Western Lakes Club, na comunidade Pewaukee, no condado de Waukesha, no sudeste de Wisconsin. Segundo fez saber Matthew Haerter, chefe-assistente dos bombeiros de Lake Country, homens e cães sofreram apenas ferimentos ligeiros.

Os funcionários da Humane Society que aguardavam a chegada do avião no aeroporto de Waukesha, viram-se obrigados a rumar ao citado campo de golfe para resgatar os animais sinistrados, que segundo as autoridades locais não ficaram gravemente feridos. Haerter, chefe-assistente dos bombeiros que acorreram ao local, disse que o avião aterrou num bosque ao fazer uma aterragem forçada, acabando por perder as asas e derramar cerca de 300 galões de combustível, o que obrigou que o Departamento de Recursos Naturais do Wiscosin fosse chamado àquele local. Foi aberta uma investigação para determinar as possíveis causas da avaria do aparelho. Por seu lado, a Humane Animal Welfare Society do condado de Waukesha, fez saber que aqueles cães estarão prontos para a adopção logo que os veterinários lhes dêem alta, o que deverá acontecer nos próximos dias. Esta política de transferir cães de abrigo de um estado para o outro, quando um está superlotado e os outros não, começa a ser também comum na Europa, onde já se assiste à transferência de cães resgatados de um país para outro pelas mesmas razões. Felizmente ninguém se feriu gravemente, os homens lembrarão o susto e os animais esquecerão em breve as agruras do seu passado.

FRIDA MURIO

 

Foi anunciado ontem, terça-feira, dia 15 do corrente mês, na Cidade do México, durante uma conferência de imprensa, que FRIDA, um dos 3 cães da marinha mexicana treinados para resgatar pessoas no meio de escombros, morreu. Esta Labradora amarela, conhecida por aparecer ataviada de óculos de protecção e botas de neopreno, tornou-se um símbolo de esperança popular e a sua figura encheu vários murais na capital do México. No desempenho das suas missões encontrou pelo menos 41 corpos e uma dúzia de pessoas vivas, trabalhando também em duas missões no estrangeiro, logo após os terramotos do Haiti e Equador. Foi aposentada em junho de 2019, após 10 anos de serviço. Ontem, a marinha mexicana postou um vídeo em sua homenagem no Twitter, onde agradece os serviços prestados por esta dócil Labradora e honra a sua memória. Apesar de morta, Frida continuará viva na memória dos que a conheceram e daqueles a quem valeu.

A REABILITAÇÃO DE CÃES SURDOS

 

Não sei qual é a percentagem de cães surdos entre os demais, mas sei que o seu número nos Estados Unidos oscila entre os 5 e os 10%, muito embora esse número dependa das raças mais vulgares em cada lugar. É também sabido que a surdez canina pode ser congénita ou adquirida, pertencendo ao primeiro caso quando a deficiência se manifesta antes das 6 semanas de vida dos cachorros, muito embora nasçam surdos. A surdez congénita pode resultar de vários factores como infecções in útero, administração de medicamentos à fêmea gestante que afectem o desenvolvimento dos fetos e também factores genéticos, sendo os últimos vulgarmente considerados “congénitos hereditários”. Já a surdez adquirida está associada a várias razões ligadas entre outras às otites crónicas, a traumas e à velhice. Existe nos cães uma relação entre a côr branca e a surdez, como são os casos do Boxer, do Dálmata e do Dogo Argentino (há mais). Ao longo da minha carreira como adestrador canino, entre milhares de cães, apenas conheci e reabilitei meia-dúzia deles, sendo o último um Dogo Argentino.

Como a sua reabilitação nunca será absoluta, mas sim condicionada, um cão destes irá necessitar de ser instruído para entender os donos e do acompanhamento de outro cão normal, chamado de serviço ou de assistência, o qual imitará e seguirá para todo o lado, alertando-o para a existência de perigos e para a presença de amigos e inimigos, assim como convidá-lo para os mais diversos desafios e brincadeiras, cumplicidade que melhorará substancialmente o bem-estar do cão surdo e a sua inserção na sociedade, tornando-o mais confiante, menos tímido e apreensivo em relação ao mundo ao seu redor. Quanto mais cedo for detectada a surdez melhor, porque é importante evitar comportamentos e traumas dela advindos, normalmente difíceis de ultrapassar. A constatação da surdez de um cão, pelas razões atrás adiantadas, à compra de outro absolutamente normal, seguro e alegre. Independentemente de termos um cão surdo ou uma cadela surda, atendendo ao viver social dos cães e à sua maior autonomia e confiança, o cão de assistência deverá ser um macho, para que a cadela depressa o siga e o cão surdo não perca os comportamentos próprios do seu género, que o levam a explorar e a compreender tudo à sua volta.

O cão surdo deverá ser ensinado individualmente através da linguagem gestual, sempre com os olhos postos no dono, para que não se distraia facilmente e interne no seu próprio mundo. Ensinar um cão destes sem recurso à recompensa será algo sem préstimo, extremamente violento e profundamente maquiavélico (serão os seus impulsos herdados ao alimento e ao movimento a determinar que recompensa usar. Em paralelo, deverá também o cão de assistência ser treinado para que se torne num auxiliar de créditos firmados, capaz de guiar o surdo e de trazê-lo de volta pelos caminhos previamente determinados. Sempre que possível os cães deverão viver no mesmo espaço e dividir o mesmo território, para que se tornem inseparáveis e o surdo se transforme na sombra do outro, o que será óptimo para o seu desenvolvimento físico, para o robustecimento do seu carácter e para o concurso dos obstáculos, porque para onde for um, irá o outro! Correrão, saltarão, nadarão e dormirão juntos – serão o apoio um do outro, completando mutuamente a sua alegria - o que jamais aconteceria sem a acção humana. Se porventura tiver um cão surdo, saiba que podemos ajudá-lo a minorar as suas dificuldades.

AMOR DE MÃE: UM CÃO PARA ELEANOR

 

A Eleanor é uma menina alemã com 4 anos de idade, residente na cidade de Olbernhau, a quem foi diagnosticada a Síndrome de Angelman, uma doença sem cura que causa um grave atraso no desenvolvimento físico e mental e que eventualmente lhe pára a respiração por 20 segundos mercê de arritmias cardíacas. Como é demasiado flexível, não encontra estabilidade para andar e também não consegue falar, soltando apenas alguns sons. Além da síndrome, Eleanor sofre recentemente de hipoglicemia (baixo nível de açúcar no sangue), o que torna a ajuda profissional demasiado cara.

Ao saber do diagnóstico da filha, Kristina Franzke, senhora de 41 anos e mãe de 4 filhos, não se deixou abater e procura agora um cão de assistência para a filha, capaz de alertar para as suas crises de hipoglicemia, de ajudá-la em situações perigosas, de trazer-lhe sapatos e roupa, para além de poder acompanhá-la na idade adulta. Como não há nenhum subsídio para a compra e o treino de um cão desta importância, o que não deixa de ser um absurdo e Kristina não tem os 25.000€ necessários para a sua aquisição, está agora a recorrer a doações através do “GoFundMe” em: www.gofundme.com/f/eleanors-angel-finanzieren. Estou certo que vai conseguir angariar a quantia necessária para comprar o cão e valer à Eleanor, porque o pedido de ajuda é mais do que justificado.

terça-feira, 15 de novembro de 2022

O ROUBO DE CÃES NO REINO UNIDO

 

Desde que estalou a pandemia até aos nossos dias, o roubo de cães no Reino de Carlos III continua, enquanto actividade lucrativa para toda a sorte de criminosos, que desprezando as suas originais “ocupações”, se dedicam agora ao rapto de cães, mormente dos mais pequenos, que como é sabido têm muita procura. O jornal escocês “The Scotsman” adiantou há dois dias atrás quais as 10 raças mais procuradas pelos ladrões e por isso mesmo com maior risco de virem a ser roubadas. São elas:

1º _ CHIHUAHUA; 2º _ STAFFORDSHIRE TERRIER; 3º _ BULDOGUE FRANCÊS; 4º _ PUG; 5º _ JACK RUSSELL TERRIER; 6º _ BULDOGUE INGLÊS; 7º _ YORKSHIRE TERRIER; 8º _ PASTOR ALEMÃO; 9º _ COCKER SPANIEL e 10º _ BULDOGUE AMERICANO. Fica claro que esta procura tem tudo a ver com os gostos particulares dos britânicos, naturalmente chauvinistas até no escolher dos seus companheiros de 4 patas. Aqui o nosso TOP 10 seria outro, muito embora roubar cães não seja aqui prática corrente. Todavia, uma coisa é certa, o Buldogue Francês é actualmente o cão mais roubado em todo o mundo e o mais contrabandeado, sendo nisso secundado pelas restantes raças mais pequenas. Diante deste panorama pouco animador, aconselhamos os proprietários destes cães a mantê-los à trela e sempre debaixo de olho. 

CRUELDADE POLACA

 

Aqui não temos grandes preconceitos contra os polacos, quiçá por serem raros, mas por essa Europa fora são ainda hoje vítimas de preconceito, de pura xenofobia, apesar da Polónia fazer parte da União Europeia. O estigma é antigo, tornou-se mais vistoso durante a II Guerra Mundial, agravou-se com o isolamento promovido pelo Pacto de Varsóvia e sobrecarrega ainda hoje os emigrantes polacos, que muitos tratam indevidamente como gente de menor condição, “de cima da burra” (1), como se fossem rudimentares ou primitivos. Contudo, os polacos não são nada disso e mantêm ainda a sua identidade e soberania apesar de terem sido constantemente invadidos ou apanhados em fogo cruzado ao longo da sua história. Uma vez dito isto, vamos à notícia que passa por uma sentença do tribunal de Lublin, no leste da Polónia.

Um terrível incidente entre vizinhos abalou a cidade polaca de Wierzchowisko na primavera de 2019, quando Justyna K. (ao tempo com 31 anos de idade) e o seu namorado Krzysztof, então com 53 anos, foram visitar o seu vizinho Daniel S., de 36 anos. Segundo relatou o jornal polaco “Super Express”, o mesmo Daniel confessou ao casal um certo incidente com a sinceridade de um bêbado, que havia roubado o cão deles e feito banha do animal. Justina, uma incondicional amiga dos animais e acérrima activista dos seus direitos, num momento tresloucado, massacrou o vizinho à facada sobre a mesa da cozinha com uma faca que ali encontrou. O cadáver de Daniel, o vizinho, viria a ser encontrado por um caminhante na beira de uma floresta, com os pés decepados e com vários cortes na cabeça e no pescoço.

Depois de várias tentativas malsucedidas para eliminar o corpo do vizinho, Justyna teria envolvido o cadáver num tapete vermelho com a ajuda do seu namorado e ex-polícia Krzysztof. Depois de terem abandonado a ideia de lançar o cadáver a um poço, Krzysztof, que tinha na sua posse uma motosserra e um cutelo, desejando inicialmente desmembrar o cadáver e espalhar os seus pedaços pela floresta, acabou por cortar-lhe os pés. O corpo do malogrado vizinho Daniel acabaria transportado num reboque e jogado numa estrada de terra à beira de uma floresta.

Condenada inicialmente a 25 anos de prisão por homicídio e profanação de cadáver, Justyna viu agora reduzida a sua pena para 16 anos, uma vez que só teve intenção de matar e não de profanar o cadáver, pena que segundo a juíza Elżbieta Jóźwiakowska do tribunal de Lublin, “é punição bastante suficiente e adequada para a implementação do processo de reabilitação da acusada”. O seu namorado e ex-polícia, aquele que decepou os pés ao cadáver, foi condenado por cumplicidade a quatro anos de prisão efectiva. O mesmo tribunal fez saber que Justyna jamais poderá ser libertada antes de cumprir doze anos de prisão. Esta é uma história macabra onde a morte de um cão resultou na morte do seu assassino.

POMBA MANSA E PRAFRENTEX

 

Tal qual o retorno primaveril das andorinhas, de década em década, sempre nos surge uma nova “POMBA MANSA”, uma aluna contida, meiga, serena e suave no falar, bastante permissiva com o seu cão, sem grandes rasgos de inspiração, concordata e naturalmente de bem com a vida e com outros – assim é a Rita – a menina mais alta presente no GIF acima e condutora da CPA Olívia. Quiçá para manter o equilíbrio ecológico escolar, costuma aparecer em simultâneo uma outra aluna que designo por “PRAFRENTEX”, pessoa naturalmente desenrascada, profundamente ligada ao improviso, violadora de protocolos, pouco concentrada e dada à tagarelice, para quem o rigor aborrece e que avança do jeito que dá – assim é a Fernanda – a senhora graciosamente mais pequenina presente neste GIF, que conduz o Podengo Português Óscar. Ambas cumpriram há pouco tempo o seu primeiro mês escolar e ontem à noite foram convidadas para um exercício comum de obediência linear, onde desnudaram claramente as suas impropriedades enquanto principiantes. Nenhuma destas condutoras usou o gesto em simultâneo com o comando verbal, o que levou à delonga no cumprimento das ordens para sentar os cães. Ambas tentaram empurrar os cães com os olhos ao causar-lhes impacto visual. A Rita evoluiu no “junto” a rebocar a CPA por se ter esquecido de incentivar a lupina, as duas ficaram erroneamente à espera que os cães rodassem e a Fernanda repetiu indevidamente o comando de “senta”, acabando por dar um passo atrás para obedecer à posição do irrequieto podengo (este Óscar é tão bom que até ensina obediência à dona). Venceremos em conjunto todas estas dificuldades!