terça-feira, 20 de setembro de 2022

UMA ABORDAGEM AOS MUROS SEGURA E DIVERTIDA

 

Antevendo o trabalho do fim-de-semana dedicado aos muros, optei por uma abordagem segura e divertida a estes obstáculos, valendo-me de uns quantos fardos de palha para o efeito, largados numa praça e mesmo à mão de semear, uma vez que o impacto contra a palha é bem mais suave do que o sofrido pelos animais contra a madeira e muros de alvenaria. Num cenário tipicamente rural, bem ao gosto dos cães, todos os binómios foram convidados e venceram aqueles empilhados fardos de feno. Na foto acima vemos a Clarinda com o CPA negro Paco na abordagem a um daqueles muros biológicos e no GIF seguinte, em toada de exibição, vemos o Pedro Rodrigues a conduzir a CPA Luna sobre os fardos, saltando um após outro em qualquer dificuldade.

Participaram nos trabalhos os seguintes binómios; Carlo/Tsuki; Clarinda/Paco; Paulo/Bohr; Stephanie/Riva e Yasmine/Ouki. A reportagem fotográfica foi da responsabilidade dos mesmos e a sessão de treino revelou-se muito agradável, colaborando para isso a tarde amena com que fomos obsequiados.

INCAPACIDADE E SOBREVIVÊNCIA

 

Uma escola canina é no seu sentido mais amplo uma “oficina de consertos” e quando assim não for, será apenas um cói de actividades lúdicas, para muitos tornadas terapêuticas e um meio fácil de extorquir dinheiro a outrem. Se a salvaguarda dos cães como um todo é o objectivo central do adestramento convencional, a sua sobrevivência será a primeira das suas metas, trabalho que nos levará a suavizar menos valias, a ultrapassar incapacidades, a propor novos equilíbrios e a encontrar novos incentivos. Quando um adestrador tem a felicidade de receber cachorros aos 4 meses de idade, caso dê primazia à ginástica, tudo será mais fácil, porque a plasticidade anatómica do animal virá em seu socorro, o que não sucederá caso nos chegue depois da maturidade sexual. Preparar os cães para a sobrevivência é também prepará-los para a ocultação, quando ameaçados ou em perigo, e para a evasão, quando sequestrados ou confrontados com incêndios, derrocadas, cheias e outros cataclismos, o que implica, entre outros trabalhos, ensinar os cães a saltar verticais de 80 cm, muros com 1 metro de altura e valas com 1,8 metros, valores pouco exigentes para cães médios e saudáveis, mas de difícil alcance para os animais mais pequenos e para os portadores de alguma deficiência ou incapacidade, que necessitam igualmente de sobreviver, apesar dos seus handicaps. O salto acima nada também de impressionante, mas espelha uma tremenda vitória para o Akita Inu Japonês Ouki, cuja traseira é disfuncional e que apenas se apoia num dos pés para saltar. Outros rejeitá-lo-iam nas suas fileiras, nós alegramo-nos vivamente com as suas vitórias!

FRENESIM NOCTURNO

 

Com o outono à porta e com os dias a ficar mais pequenos, com o lusco-fusco a aparecer mais cedo à medida que o verão se despede, a classe escolar livra-se das moscas sazonais que assolam as zonas ribeirinhas e interna-se na noite, num frenesim de exercícios e de saltos como que incumbida de uma tarefa iniciática, escrevendo desse modo poesia em movimento - com quatro patas. Na foto acima vemos o CPA Bohr a sair de um arbusto como se dele emanasse e na seguinte o grupo escolar junto a uns pequenos repuxos antes de cada binómio regressar a casa.

Os trabalhos da semana passada incidiram essencialmente sobre saltos naturais, muros até 100cm e a prática do Slalom, para além da recapitulação e aprimoramento das figuras básicas de obediência que possibilitam o controlo atempado dos cães. No geral, a classe actualmente em instrução apresenta um défice atlético que urge ultrapassar, em parte, na sua maior parte talvez, por culpa dos condutores e do seu pouco apego aos procedimentos. “Estar no bom caminho” não é permanecer no mesmo lugar por tempo indeterminado, mas vencer as metas que possibilitam o alcance do objectivo final.

O DESPERTAR: DO AVISO PARA A INTIMIDAÇÃO

 

O estoiro de um cão em matéria de segurança deve-se principalmente a três razões: à excessiva submissão, à recorrente inibição e ao desaproveitamento do seu potencial individual, na maior parte dos casos por ignorância ou temor. A excessiva submissão acontece quando é dada a primazia à disciplina de obediência, em particular às figuras de imobilização antes e durante a puberdade do animal, o que terá como consequência directa o peso da inibição, também ele causador do desequilíbrio do seu potencial. Depois de alguns trabalhos prévios e como consequência do seu crescimento, o momento que assinala o despertar do cão para a defesa do seu território, enquanto indivíduo próprio para defendê-lo, é quando começa a ladrar para quem passa ou se aproxima dos limites do seu lar. Como o ladrar do animal pode ser incómodo para os donos da casa e principalmente para os vizinhos, indevidamente há quem passe a vida a mandá-lo calar! Com o tempo, tal inibição acabará por surtir efeito, desinteressando-se o cão por estranhos e aceitando-os como parte do de quotidiano, o que poderá vir a colocar a sua vida e dos seus donos em risco.

Bufar e ladrar são duas vozes caninas de aviso e apenas isso, quando usadas pelo animal no desempenho da sua tarefa guardiã. Ele irá fazer uso do bufar perante alguma incerteza, desconfiança ou perigo longínquo, virando a cabeça para o local do som ou odor parcialmente detectados. Usará o ladrar consecutivo e alto perante a aproximação de alguém desconhecido. Ainda que o ladrar assinale o despertar do cão para guardar uma propriedade, enquanto voz de aviso, não causará dolo a terceiros e exporá de sobremaneira o cão, não conseguindo por isso demover os possíveis intrusos das suas intenções. Já o rosnar é uma ameaça, quando hostil e profundo, solto entre a garganta e os dentes, que é por vezes acompanhado do seu ranger. Com o cachorro a ladrar aos portões, urge apoiá-lo nas acções para que transite do aviso para a ameaça, do ladrar para o rosnar e daí para o que for necessário. Enquanto o ladrar de um cão pouco assusta e vulnerabiliza-o, o seu rosnar é por norma dissuasor! A seqüência ideal preconizada pelos que se dedicam à guarda desportiva - detectar (D), sinalizar (S), ameaçar (A) e finalmente atacar/defender, debaixo de ordem (A/D) - DSAA/D - é óptima para os cães que sabem aquilo que os espera, mas pode ser fatal para os cães que são surpreendidos e que se encontram sós, que normalmente ficam confusos pela ausência dos protocolos, demorando por isso a reagir, com os olhos na sua retaguarda, esperando que dali venha a ordem ou o socorro necessário.

A partir de circunstâncias favoráveis, com engenho e alguma ajuda, todos os cães que ladram poderão passar a usar outras vozes e experimentar as diferentes acções a que induzem, desde que os animais saiam sempre vencedores e não estejam acostumados a render-se, coisa fácil de acontecer quando são abusados pelos donos, que ao invés de incentivá-los, sempre acabam por inibi-los e subjugá-los gratuitamente por razões que a própria razão desconhece. O bom aproveitamento do potencial individual de um cão em matéria de segurança poderá fazê-lo transitar de “cão de alarme” para “cão de guarda” e o contrário também é possível. Todo o cão que ladra, protegido pelo seu portão e incentivado pelo dono, mediante o condicionamento e o contributo das suas 3 principais memórias (mecânica, afectiva e associativa), depressa aprenderá a evoluir calado como convém e a surpreender quem indevidamente se encosta ou tenta saltar os seus muros. Por outro lado, cão que desusa o rosna ou que não se sente cómodo ao fazê-lo, dificilmente conseguirá vir a capturar um invasor ou intruso, por partir para a acção já vencido. Se o seu cachorro já ladra ao portão da sua moradia quando alguém passa por perto e pretende fazer dele um bom guarda, desafie-o para rosnar, que o resto virá por acréscimo, naturalmente.

sexta-feira, 16 de setembro de 2022

OS FUTUROS CÃES DE BUCKINGHAM PALACE

 

Parece não suscitar dúvidas a ninguém que a monarquia inglesa e a Commonwealth já tiveram dias melhores, mas não sei se o fim da primeira levará ao desmembramento da última, uma vez que estão tão intrinsecamente ligadas. Com uma nova ordem mundial a delinear-se, nada será como dantes e estamos claramente a atravessar um fim de ciclo, o que não é nada bom para os monarcas do Reino Unido, que nem em Inglaterra gozam de grande prestígio e de admiração popular, admiração que parece ter-se esgotado nos funerais de Diana e de Isabel II. Ao rei, cujos dias parecem contados (dói vê-lo marchar), já lhe descobriram “dedos de salsicha” (o homem tem uns pés horríveis) e birras com canetas. A rainha consorte não goza de muita simpatia por parte dos seus súbditos, assombrada pela ex do rei. Contudo, the monarchy must go on e há que deitar as mãos aos cães, estratégia política que tem valido a muitos governantes, cativando assim grande número de eleitores e mantendo-se no poder.

Na Europa é raro haver um governante que apareça sem um cão ao lado e até Putin tem vários prà troca. Ao aparecerem com os seus novos cães, Beth and Bluebell, dois Jack Russell Terriers resgatados de um abrigo de animais em 2017, Carlos e Camilla estão a querer confundir-se com Isabel II para tirar dividendos disso e a apelar ao coração dos ingleses, que na sua maioria têm uma verdadeira adoração por cães. Será que Camilla, ao aparecer com uns cães adoráveis a seu lado, conseguirá mitigar o ódio e a indiferença que muitos ingleses têm por ela? Vale a pena tentar!

DER DEUTSCHE HANNIBAL LECTER

 

Por vezes há híbridos e mestiços caninos que juntam o pior dos seus dois mundos, animais malvados de difícil controlo, como os resultantes do cruzamento entre os grandes molossos e os lupinos (as pessoas do leste da Europa sabem perfeitamente ao que me refiro atendendo aos diversos Ovcharkas que têm por lá). Hannibal Lecter é uma personagem malvada interpretada pelo actor galês Anthony Hopkins, extramente maquiavélica e inquietante, um verdadeiro anjo do mal. Ao que tudo indica, a Alemanha parece já ter o seu Hannibal Lecter, um homem de 62 anos que espalha o terror por onde passa com o seu cão mestiço, animal que morde a quem muito bem entende ou a quem o dono deixa e que já vai no seu terceiro ataque.

O último ataque aconteceu na passada terça-feira, dia 13 de setembro, segundo divulgou a polícia ontem, perto de Frontenhausen, município alemão no distrito de Dingolfing-Landau, na região administrativa de Niederbayern, estado de Baviera, quando entrou num jardim e mordeu uma criança de dois anos de idade, deixando-a gravemente ferida, com dentadas na cabeça e em várias partes do corpo, pelo que teve que ser evacuada de helicóptero para o hospital. As investigações policiais levadas a cabo, revelaram que aquele cão já havia mordido uma pessoa em Munique no passado mês de março e outra em Frontenhausen, em julho. Ontem, quinta-feira, dia 15 de julho do corrente ano, o cão foi retirado ao sexagenário e levado para um abrigo de animais, desconhecendo-se qual o seu destino e sorte. Entretanto, o homem de 62 anos está a ser investigado por danos corporais perigosos. A meu ver, quem deveria ser detido e internado, pelo tempo julgado conveniente, deveria ter sido o dono do animal, que ao continuar solto poderá arranjar outro cão igual. Enquanto os cães forem mortos e os donos ilibados, estaremos a atentar descaradamente contra o bem-estar animal, a responsabilizar os cães pelos seus actos e a inocentar os verdadeiros responsáveis.

PARLONS DE MAMBO

 

Não vou falar de nenhuma divindade do vudu jamaicano, mas da trágica história de vida de um pinscher anão vermelho chamado MANGO, que morreu ontem com 16 anos de idade, quinta-feira, dia 15 de setembro, numa clínica veterinária em Rivesaltes, no departamento francês dos Pirinéus Orientais. Em agosto de 2009, na localidade francesa de Espira-de-l’Agly, ao encontrar-se abandonado, Mambo, foi encharcado em gasolina e queimado vivo por dois jovens de 16 e 22 anos, meninos que também poderiam ser capazes, sem qualquer dificuldade e caso se lembrassem disso, de largar fogo à avozinha de um deles ou de imolar um indefeso mendigo – eram meninos para isso! Felizmente o cão conseguiu sobreviver, tornando-se num dos grandes símbolos do abuso animal em França.

O sucedido a este Pinscher vermelho foi amplamente divulgado nos media franceses e nas redes sociais, mobilizando muita gente destacada e notável par o salvar, personalidades várias nas quais se incluíram Alain Delon, Brigitte Bardot, Michel Drucker e Zinedine Zidane. A somar a isto, procedeu-se a uma petição que juntou mais de 10.000 assinaturas e 200 pessoas acabaram por manifestar-se em frente ao tribunal de Perpignan durante o julgamento dos dois imoladores, que foram condenados a 2 e 6 meses de prisão (?!), respectivamente por cumplicidade (participação no crime) e por graves abusos e crueldade contra animal.

Gravemente queimado, o pequeno Pinscher foi recolhido pela SPA e posteriormente adoptado por um dos seus voluntários, Dany Goizé, o mesmo que ontem noticiou emocionado a morte do seu companheiro Mambo, que tudo fez para nele apagar a imolação e transformar a sua vida num verdadeiro conto de fadas. Julgo que as penas aplicadas pelo tribunal de Perpignan consideraram mais a idade dos imoladores do que a gravidade dos seus crimes. Oxalá aproveitem a oportunidade que lhes foi dada, se arrependam dos seus actos e não continuem na senda do crime, como tantas vezes acontece. Ontem morreu uma vítima e um sobrevivente, chamava-se Mambo e foi duro de morrer! Por tudo o que representou e continuará a representar, finou-se o cão, mas a sua história de vida não será esquecida!

RANKING SEMANAL DOS TEXTOS MAIS LIDOS

 

O Ranking semanal dos textos mais lidos obedeceu à seguinte preferência:

1º _ EVITE ANDAR COM O SEU CÃO À BEIRA DAS ESTRADAS, editado em 06/09/2022

2º _ ROUBO E DESFECHO BIZARRO, editado em 07/09/2022

3º _ OS DE CHIPRE ABRIRAM FINALMENTE OS OLHOS, editado em 08/09/2022

4º _ ATENÇÃO ÀS ESCADAS ROLANTES!, editado em 05/09/2022

5º _ TOP SEMANAL DE LEITORES POR PAÍS, editado em 09/09/2022

6º _ A BABA DE CARACOL TAMBÉM PODE SER MÁ!, editado em 08/09/2022

7º _ TERRA E MAR AO SOL, editado em 12/09/2022

8º _ FRIO, FRIO, COMO A PEDRA DO RIO!, editado em 09/09/2022

9º _ CARREGAR O DONO E DENUNCIAR O MÉTODO, editado em 13/09/2022

10º _ OS RESULTADOS DAS MÁS ESCOLHAS DOS PAPÁS, editado em 08/09/2022

TOP 10 SEMANAL DE LEITORES POR PAÍS

 

O TOP 10 semanal de leitores por país ficou assim ordenado:

1º França, 2º Canadá, 3º Portugal, 4º Brasil, 5º Países Baixos, 6º Estados Unidos, 7º Alemanha, 8º Rússia, 9º Moçambique e 10º Suécia.

quarta-feira, 14 de setembro de 2022

AFORTUNADAMENTE NÃO FOI ENSINADO A ATACAR!

 

No município alemão de Windorf, situado no distrito de Passau, na Baviera, na manhã de ontem, quarta-feira, dia 13 de setembro, por volta das 07h30, um homem de 65 anos e o seu Yorkshire foram subitamente atacados e mordidos por um cachorro Rottweiler com 8 meses de idade. De acordo com a polícia, o jovem molosso pode ter fugido de uma propriedade e saltado uma cerca. Um morador da área que a tudo assistiu, informou imediatamente os serviços de emergência. Após os primeiros socorros, o sexagenário, que sofreu ferimentos de dentada na sua mão esquerda, acabou internado num hospital. O seu cão foi levado a um veterinário para observação e possível tratamento.

Ficou claro, pelas consequências do incidente, que felizmente o cachorro Rottweiler ainda não sido ensinado a atacar, porque doutro modo o sexagenário sofreria maior dolo e poderia até incorrer em risco de vida, não se alvitrando melhor sorte para o seu cãozinho. É nestas circunstâncias e perante acidentes similares que pomos em causa se devemos ou não ensinar os nossos cães a atacar. Bem sei que a criminalidade violenta tem vindo a aumentar no nosso País, nomeadamente os assaltos, mas no que deveremos investir mais, no aumento do efectivo das polícias ou na aquisição de cães para a nossa segurança particular? Penso que a resposta não suscita dúvidas a ninguém, considerando que um cão isolado de pouco vale, que a maioria daqueles que querem cães de guarda não tem onde cair morta e que grande é o número dos que não conseguem cessar automaticamente as arremetidas dos seus cães, disparate que concorre para um sem número de vítimas inocentes. Tenho conhecimento de vários psicopatas, e não são assim tão poucos, que se sentem no topo do mundo por terem cães capazes de arreganhar o dente a qualquer um que passa! Seria bom, antes de porem os seus cães a atacar, que curassem primeiro as mazelas que os impedem de viver tranquilamente na sociedade. Haverá gente que precisa de cães de guarda? Não digo que não, mas não serão certamente aqueles que se divertem a confundir a ficção com a realidade, que ignoram ou fazem por esquecer que a brincadeira pode matar!

NÃO DINHEIRO, NÃO HÁ PALHAÇOS!

 

Ouvi a sentença que intitula este texto da boca de um contador de larachas, que quase sempre a repetia e que não vejo há algum tempo, quando se referia a situações onde o prévio pagamento era indispensável. E lembrei-me da frase a propósito de um procedimento dos Sapadores Bombeiros do SDIS (Service Départemental d'Incendie et de Secours des Hautes-Alpes) que ao serem chamados para resgatar um cão de um penhasco, se recusaram intervir sem o pagamento prévio de 600€, debaixo do pretexto “quando não há emergência vital ou risco para a propriedade, cobramos por este tipo de intervenção", rigor que só enaltece a sensibilidade da direcção e de toda a corporação daqueles bombeiros, gente indubitavelmente altruísta e piedosa!

Preso durante 3 dias num penhasco na localidade francesa de La Saulce, na região administrativa de Provence-Alpes-Côte d'Azur, no departamento de Hautes-Alpes, um cão foi finalmente resgatado no passado domingo, dia 11 de setembro, graças ao empenho de alguns membros de LA SOCIÉTÉ PROTECTRICE DES ANIMAUX (SPA) SUD ALPINE.

O cão (na foto seguinte), um PASTOR SUÍÇO à volta de um ano de idade, encontrava-se seriamente desidratado e apresentava sinais de ter sido vítima de maus tratos. Quem o descobriu foi um morador de La Saulce, que inicialmente deu o alerta ao ver o animal preso num penhasco à frente de sua casa. Os bombeiros foram contactados e, como já se disse atrás, não intervieram! Não obtendo dos bombeiros a ajuda esperada, o morador dirigiu-se e bem à SPA SUD ALPINE.

Sem o apoio dos bombeiros, foi preciso criar uma corrente de solidariedade para organizar o resgate daquele cão. Oito voluntários responderam afirmativamente, entre eles um soldado do IV REGIMENTO DE CAÇADORES ALPINOS DE GAP, especializado em resgate de montanha. Após uma primeira localização realizada no sábado à noite, a intervenção foi marcada para as 07h30 do passado domingo. Foram necessárias seis horas, incluindo duas horas de abordagem, para resgatar o animal em perigo, segundo indicam os media locais. De acordo com os exames médicos realizados no refúgio para onde o animal foi enviado, este já se encontrava em avançado estado de magreza, antes mesmo da sua desventura pelas montanhas. O proprietário do animal entrou em contacto com o abrigo e um inquérito sobre abuso de animais foi aberto.

Se porventura ninguém aparecesse e ninguém se dispusesse a pagar os 600€, deixar-se-ia apodrecer aquele Pastor Suíço no penhasco? Talvez para aqueles bombeiros fosse melhor, porque alguém certamente lhes pagaria pela remoção do cadáver! As ocorrências aos domingos são sempre muito complicadas, o pessoal é pouco e a vontade não é nenhuma!

A PAR E PASSO COM A DANIELLE

 

Esta semana trouxe-nos a “TEMPESTADE DANIELLE”, um ciclone tropical que afecta a zona oeste da Península Ibérica, Portugal continental e insular, do litoral para o interior, tempestade caracterizada por períodos curtos de chuva intensa e rajadas de vento de origem convectiva. Todavia, a escola não parou, garantiu as aulas e respeitou os seus horários, aproveitando as abertas e evitando sempre que possível as zonas arborizadas, as baixas, as desabrigadas e as ribeirinhas, tendo ainda o cuidado de não estender as aulas até à noite, Debaixo destas precauções, os nossos trabalhos têm decorrido dentro da normalidade esperada e elas são também válidas para si e para o seu cão quando saem à rua. A tempestade há-de passar, oxalá a chuva fique – Portugal precisa desesperadamente dela!

terça-feira, 13 de setembro de 2022

SEJA CAUTELOSO NAS PRAIAS PARA CÃES

 

No passado sábado, dia 10 de setembro, por volta das 17h30. na praia para cães em Niendorf, distrito pertencente ao município alemão de Timmendorfer Strand, aconteceu um incidente entre dois cães que ali se encontravam, saindo daquele evitável e despropositado confronto um cão gravemente ferido. A dona do cão agressor saiu imediatamente da praia e não fez questão de se identificar. O cão agredido, um rafeiro com 11 anos de idade, propriedade de uma senhora com 53 anos de idade, que se encontrava solto na ocasião, foi agredido pelo outro, que lhe enfiou os dentes e sacudiu, deixando-o gravemente ferido no estômago, de tal modo que teve que vir a ser operado numa clínica veterinária da região. A polícia da esquadra de Timmendorfer Strand procura saber agora qual a identificação do proprietário do cão agressor, assim como testemunhas do incidente, disponibilizando para o efeito uma linha telefónica, tendo já aberto uma investigação (inquérito).

Todos já sabemos que a possibilidade de confrontos caninos aumenta com o seu número e que as praias para cães são por demais concorridas, particularmente em Setembro, quando os donos já regressaram dos seus destinos turísticos e querem ainda passar alguns dias de verão com os seus cães nas praias. Mesmo que nessas estâncias balneares caninas seja obrigatório o uso da trela, quem tem que obedecer faz orelhas moucas e quem deve fiscalizar faz vista grossa, tornando-se generalizada a prevaricação, o que não é uma boa notícia para os cães mais frágeis, indefesos e idosos, que podem terminar apressadamente a sua ida à praia num consultório veterinário. No meio de uma algazarra destas, onde o valor dos conselhos é nulo, o melhor que tem a fazer é trazer o seu cão atrelado, estratégia que na maioria dos casos o impedirá de ser identificado como presa. Por outro lado, porque é a si que compete a protecção do cão, ao trazê-lo assim junto a si, virá a impedir mais facilmente que o seu companheiro venha a ser atacado, pois a sua presença é por norma dissuasora para os cães que agridem os seus iguais, cuja cobardia não lhes permite atacar animais maiores, como é o caso dos humanos. Nas praias para cães não se extasie ao ponto de deixar de ser precavido, aumentando dessa maneira a vulnerabilidade do seu cão.

CARREGAR O DONO E DENUNCIAR O MÉTODO

 

Quando um cão é chamado para cumprir uma missão, desempenhar um serviço ou vencer um exercício, sempre carrega consigo particularidades do seu líder e evidências do método a que foi sujeito. No exercício anfíbio acima, dito “neutro” porque não é específico de uma só disciplina ou especialidade canina, aqui efectuado pelo CPA Bohr, um lobeiro de pêlo comprido, o cão é obrigado a descer uma rampa curta e inclinada, a internar-se na areia e a atirar-se para dentro de água para ir buscar um objecto que para lá foi jogado, voltando depois da captura pelo mesmo trajecto. Aparentemente tudo parece perfeito quando na verdade não o foi, particularmente se considerarmos o exercício como importante para o resgate e para a prestação de socorro. Como estamos perante um percurso de ida e volta, somos “obrigados” a examiná-lo nesses dois momentos. No arranque para a captura, da exclusiva responsabilidade do lupino doméstico, nada há a observar ou a reparar, porque o lobeiro arrancou a galope, não se intimidou com a rampa, não acusou a novidade da areia, entrou decidido dentro de água e prontamente procedeu à captura do pequeno objecto.

Porém, no percurso de retorno, que é mais da responsabilidade do dono do que do cão, o animal saiu da água em marcha, manteve-a na areia e apenas esboçou um passo de galope no início da rampa, alcançando depois o dono sem qualquer rasgo de alegria, quando deveria ter mantido sempre o galope e exultado de felicidade ao reencontrar-se com o dono, uma vez que havia cumprido com o que este lhe havia determinado fazer. Porque procedeu o cão assim? Como o animal não se encontrava estafado, o seu lastimável regresso resultou da ausência de ânimo a transmitir pelo dono e da sua parcimónia em recompensar, faltas que não podem ser imputadas ao generoso Pastor Alemão, que apesar de mal recompensado, continua seguir o seu ”mestre” para todo o lado. Nunca é demais relembrar que só a recompensa conseguirá elevar à excelência os cães de gente deficiente de atenção, pouco expressiva, ocasionalmente aplicada e dada ao desânimo - gente comum. E o mais curioso disto tudo, é que a prática de recompensar irá gradualmente servir de terapia para os donos mais coléricos, pondo-os em perfeita sintonia com os seus parceiros caninos, que precisam de confiar para avançar e vencer.

PS: O GIF constante neste artigo foi propositalmente repetido para facilitar a sua compreensão.

segunda-feira, 12 de setembro de 2022

TERRA E MAR AO SOL

 

Com o sol que hoje não temos e sem a chuva que hoje nos visita, demos inícios aos nossos trabalhos de sábado, trabalhos que perspectivavam tarefas terrestres, anfíbias e marítimas, visando o apetrechamento alegre dos binómios e o maior interesse dos cães pela interacção. Como é recomendado pedagogicamente, evoluímos dos exercícios mais fáceis pra os mais complicados e o primeiro que propus foi um bem simples de técnica de condução: executar o remate de um canteiro elevado com vários ângulos rectos, o que obrigava os condutores a adiantar-se nas esquinas, pelo que o exercício era mais para os donos do que para os cães. Em seguida, tirando partida de uma cancela de separação, pedi aos binómios que conduzissem os seus cães por entre as barras que a constituíam visando a precisão da resposta canina.

Após isto, diante do desgaste provocado pela interacção e com a temperatura a subir, operámos o nosso primeiro momento de supercompensação, ocasião que serviu para recompensar os cães e que os donos aproveitaram para pôr a conversa em dia, conforme se pode observar na foto seguinte.

Sempre que temos pela frente bancos com as costas elevadas sensivelmente a 1 metro de altura, aproveitamo-los como muros, saltando-os invariavelmente ao contrário, das costas para os assentos, para que se transformem em Exel, providenciando assim saltos mais amplos para os cães, o que é válido para a sua musculação e melhor desempenho operacional. Na foto vemos o binómio Yasmine/Ouki a fazer um salto destes, salto que no caso do Ouki visa melhorar a sua capacidade de impulsão, que é neste momento frágil para um cão da sua idade e tamanho. Como o Akita está na 2ª fase do salto- na suspensão – a sua condutora encontra-se atrasada.

Ao encontrarmos um idílico assento à beira-mar para gente jovem, irreverente ou sonhadora, constituímo-lo também num obstáculo tipo alvo e convidei todos os binómios presentes para ultrapassá-lo. Na foto abaixo vemos um dos momentos em que o binómio Carlo/Tsuki foi convidado a fazê-lo.

Mais para arrefecer os cães do que por outro motivo qualquer, até porque tanto as calçadas como as areias aquecem, foi indicado aos condutores que fossem para dentro de água com os seus cães, refrescando-os e arrefecendo as suas patas. Na foto seguinte vemos a Joana com CPA preto-afogueado Marquês.

O Akita Ouki apresenta uma notória fragilidade nos membros posteriores, que ao não ser contrariada, poderá precocemente levar ao seu desuso. Ao movimentar-se dentro de água e ao ser convidado para nadar, desde que a temperatura da água esteja acima dos 15 graus celsius, este spitz poderá alcançar significativas melhoras na sua locomoção, qualidade de vida e longevidade.

Saídos mais frescos da água, ensinámos o cachorro CPA Marquês a fazer o muro de 2 metros de altura, parte da instrução de que não temos qualquer registo (talvez o Paulo saiba porquê). No seguimento dos nossos trabalhos colectivos procedemos à subida e descida de uma grande e íngreme escadaria visando a melhoria dos ritmos vitais dos binómios e o fortalecimento dos membros dos cães. A foto abaixo reporta-se a um desses momentos, com a Stephanie a encerrar a esquadra escolar.

Os cães foram depois convidados para evoluir sobre um muro estreito com o tríplice objectivo de melhorar o seu equilíbrio, torná-los mais versáteis e aptos. Na foto seguinte vemos em primeiro plano a Yasmine a conduzir o Akita Ouki, cão que se adaptou ao exercício sem grandes dificuldades.

O concurso ao muro tinha ainda outro objectivo: o de ensinar os cães a descer os muros correctamente, a menos de 150 cm do solo. Como se pode ver na foto abaixo, a Akita Tsuki teve neste pormenor um excelente aproveitamento.

A mesma Tsuki aparece na foto que se segue a esgueirar-se por debaixo de uma escada, manobra de evasão que aprendeu sem grande demora, mesmo com o André a passar por cima dela. Para se ver a pequena cadela é preciso olhar para a foto com alguma atenção.

No intervalo dos mais variados exercícios de ginástica e aptidão, os binómios foram convidados para executar o tricomando básico sobre diferentes pranchas: os mais aptos sobre pranchas mais estreitas e os novatos sobre outras mais largas. Na foto abaixo vemos os binómios Joana Marquês e Carlo/Tsuki a executar o “deita” em paralelo.

Ao Paulo e ao CPA Bohr foi-lhes exigido um salto de precisão sobre um bebedouro de água quadrado de 35 cm de largo. O condutor do Bohr continua a partir pessimamente para os saltos e, se ficou bem na fotografia, deve-o às repetidas correcções do Adestrador.

O trabalho seguinte foi desenvolvido sobre um suporte helicoidal para bicicletas, que foi primeiro coberto com um pano para proteger os cães durante os saltos. O salto abaixo, executado pelo Carlo e a Akita Tsuki reporta-se a um destes momentos.

Com donos e cães mais confiantes, todos os binómios conseguiram ultrapassar aquele obstáculo de 60cm de altura, mesmo o pequeno SRD Harley, com uma altura de 40 cm mal medidos. A prová-lo está a foto seguinte, onde o acerto da Stephanie é por demais evidente.

Sobre o mesmo obstáculo, vemos o desempenho com êxito do binómio Yasmine/Ouki, o que nem sempre acontece e que importa contrariar, uma vez que este spitz tigrado japonês desusa invariavelmente a traseira, saltando como uma cabra num último momento.

A prestação do cachorro CPA Marquês foi excelente a todos os níveis, nada houve que não vencesse e “com um pé às costas”. Apesar da sua excelente disponibilidade, quem está em má forma é a Joana, que apareceu sem velocidade e força, literalmente enfraquecida e fora de forma, por vezes até demasiado lenta e com dificuldades em acompanhar o cão, animal que dá tudo o que tem e que espera ser recompensado. A foto abaixo testemunha o que acabo de dizer.

Participaram nos trabalhos os seguintes binómios. Carlo/Tsuki; Joana/Marquês; Paulo/Bohr; Stephanie/Harley e Yasmine/Ouki. O Paco não compareceu por lesão do seu condutor e a Família Rodrigues esteve ausente por conta da Tese do Pedro. A reportagem fotográfica foi garantida pelos mesmos e o Plano de Aula foi cumprido na íntegra.

sexta-feira, 9 de setembro de 2022

RANKING SEMANAL DOS TEXTOS MAIS LIDOS

 

O Ranking semanal dos textos mais lidos obedeceu à seguinte preferência:

1º _ O REGRESSO DO OUKI E DA TSUKI, editado em 03/09/2022

2º _ BURRADA DE ALICANTE, editado em 02/09/2022

3º _ HÁ DIAS ASSIM!, editado em 01/09/2022

4º _ ACOMPANHAR A CARAVANA DA MANHÃ, editado em 04/09/2022

5º _ UM EMAIL DE QUEM SABE O QUE QUER, editado em 03/09/2022

6º _ UM DIA COM O MESTRE HARLEY, editado em 30/08/2022

7º _ FCI RECONHECE O CÃO THAI BANGKAEW, editado em 01/09/2022

8º _ ADESTRAMENTO E DELINQUÊNCIA JUVENIL, editado em 05/09/2022

9º _ RANKING SEMANAL DOS TEXTOS MAIS LIDOS, editado em 02/09/2022

10º _ SAIR À RUA SEM ESTICÕES, editado em 04/09/2022

TOP 10 SEMANAL DE LEITORES POR PAÍS

 

O TOP 10 semanal de leitores por país ficou assim ordenado:

1º França, 2º Portugal, 3º Brasil, 4º Canadá, 5º Estados Unidos, 6º Países Baixos, 7º Suécia, 8º Alemanha, 9º Reino Unido e 10º Angola.

FRIO, FRIO, COMO A PEDRA DO RIO!

 

No GIF acima vemos uma comum chamada de “Aqui” com um obstáculo intercalado. O grau de dificuldade do exercício é quase nulo, considerando a altura do obstáculo e o facto do cão estar a ver o dono. Todavia, o incentivo da chamada é fraco, porque doutro modo o cão arrancaria em galope largo. Também a sinalética dada pelo condutor não está de acordo com os movimentos sugeridos ao animal, surgindo o “deita” como um sacudir de luva para a sargeta. Quem disse que ensinar donos era fácil mentiu descaradamente. Em relação ao pretendido, a execução do Paulo Jorge lembra uma antiga brincadeira de crianças, aquela em que era escondido um objecto e que depois era indicada a distância a que se encontrava através das indicações frio, muito frio, morno, quente e muito quente. Usando os mesmos termos e não fugindo à verdade, a execução do Paulo foi fria, tão fria como a pedra do rio, lembrando um matraquilho ou um polícia sem cassetete. Se ensinar técnica já não é fácil, imaginem ensinar arte! Como o conheço bem, eu sei que o Paulo é capaz de fazer melhor.

GOD SAVE THE QUEEN

 

Eu sou pouco apreciador de ingleses, gente que na sua maioria considero presunçosa, rude e forreta, para além de pouco asseada, conclusões que tirei ao viver no sul de Inglaterra, ao ter convivido com ingleses em várias partes do mundo e de ter vivido na minha adolescência paredes meias com um casal de ingleses com dois filhos, um rapaz sensivelmente com a minha idade de então e uma irmã um pouco mais velha, que andava normalmente desesperada por não encontrar aquilo de que tanto gostava. Assim, durante anos, por altura das férias grandes, passava as manhãs a jogar com o rapaz e as tardes a brincar com a irmã, dormindo ora na casa deles, ora na minha – belos tempos! Por tudo isto, ao pronunciar-me sobre ingleses, penso não estar a julgar o todo pela parte. Por outro lado, abomino qualquer tipo de servilismo e antipatizo com todos os tipos de monarquia, sentimento eventualmente só explicado por ser neto de um republicano convicto, que infelizmente não cheguei a tempo de conhecer. Não obstante, nada disto me impediu ou impede de admirar a agora defunta Rainha Elizabeth II do Reino Unido, porque a sua figura acompanhou-me ao longo da vida e a sua constante presença fez com que a considerasse também minha, que a adoptasse para mim e que viesse a fazer parte do meu pequeno mundo.

Nunca tive o privilégio de falar com ela e o mais perto que estive dela foi a uns escassos seis metros de distância, aquando da sua 2ª visita oficial a Portugal, em 1985, quando fazendo parte de uma força a cavalo de honras de estado, lhe prestei continência em frente ao Padrão dos Descobrimentos, em Lisboa. Na altura julguei-a pequena, mas graciosa, mais “Lilibet” do que Elizabeth. Ao abandonar o seu olhar para o abstracto, não mais do que 3 segundos, olhou para o meu cavalo e para mim e esboçou um brevíssimo sorriso, como que a dizer: “Logo havia de ter calhado um cruzado de Percheron!” Não mais a tornei a ver pessoalmente, mas vi o actual rei Carlos III e a sua esposa de então, a tão idolatrada Lady Di (na altura Princípes de Gales), no Palácio Nacional de Queluz à mesma distância que estive da Rainha. O casal não me surpreendeu pela positiva, porque a princesa parecia padecer há muito de esquizofrenia e o marido era um tipo comum, um caucasiano igual a tantos outros, de bochechas vermelhas, orelhas tombadas e sem evidência de qualquer carisma.

Quanto à Rainha Elizabeth II, para mim a verdadeira “England’s Rose”, ela foi literalmente uma vela ao vento que garantiu a unidade da Commonwealth face aos diversos conflitos mundiais, iluminando com a sua existência a união de díspares povos e nações num mesmo propósito. A família também nunca lhe deu tréguas e foi causadora de graves e múltiplos escândalos, mas ele soube manter-se à altura, manteve a serenidade e a compostura próprias de quem se propôs a servir o povo do Reino Unido desde o primeiro dia em que foi proclamada rainha. Morreu a melhor e a mais longeva servidora do Reino Unido, alguém que não voltaremos a ver e que é património de todos, que deixa profunda saudade e que jamais será esquecida – GOD SAVE THE QUEEN!