segunda-feira, 14 de junho de 2021

HALLSTATT: O QUE PARECIA FÁCIL, REVELOU-SE DIFÍCIL

 

Um casal de veraneantes checos vindos de Praga, com idades compreendidas entre os 35 e os 37 anos de idade, decidiu ir com o seu cão no Sábado até Hirschalm e depois desceu por um atalho para Hallstatt, uma aldeia na costa ocidental do Lago Hallstatt, na região montanhosa de Salzkammergut, área de recreação, também conhecida por “distrito lacustre”, a leste de Salzburgo, na Áustria. No meio do trajecto perdeu-se e entrou num terreno cada vez mais íngreme. Para agravar a situação, o homem perdeu a sua mochila numa área arborizada. Completamente exasperada, exausta e em pânico, a mulher ligou para o número de emergência. Dois polícias alpinos e dez salvadores de montanha partiram de Hallstatt e encontraram os checos pelas 19h00. “Presumimos que o resta da missão seria apenas de rotina e que logo estaríamos de volta ao vale – mas isso foi um erro”, disse o chefe de operações Michael Gruber, porque o cão do casal, um Lobo-Checo, reagiu tão agressivamente ao pessoal de resgate que ninguém ousou aproximar-se do casal.

Os proprietários tentaram acalmá-lo, mas não foram bem-sucedidos” disse o salvador de montanha Dieter Eder. Num esforço conjunto entre as equipas de resgate e as equipas de voo da polícia de Hörsching, que tiveram que ser chamadas e que carregavam a bordo açaimes e trelas para cães, o salvamento foi concretizado. “Só depois de 10 minutos de tentativas, o salvador de vôo suspenso no helicóptero conseguiu prender o cão”, explicou Gruber. O casal e o cão foram finalmente transportados para o vale presos à corda de resgate do aparelho. A reacção do cão é natural e justificada por sentir os donos em perigo e tentar defendê-los, o que não é assim tão comum nos lobos-checos, cuja interacção deixa por vezes muito a desejar, sendo melhores cães quanto menos lobos são.

WASABI BEST IN SHOW

 

Wasabi, um Pequinois de 3 anos de idade (na foto abaixo), foi eleito o “best in show” na tradicional exposição canina de Westminster que se realizou ontem, domingo, em Nova Iorque. Para o seu dono, David Fitzpatrick, o pequeno cão “está no seu auge e está maravilhoso”, enfatizando particularmente “o carisma, o movimento e as qualidades pró espectáculo” do seu pequeno cão.

O evento, que geralmente ocorre em fevereiro no centro da cidade, foi adiado devido à pandemia do Coronavírus e transferido para uma fazenda. Contrariamente ao que sempre acontece, a competição deste ano não teve público. Não obstante, mais de 2.000 cães de mais de 200 raças participaram nesta 145ª Exposição Canina de Westminster, onde foram maioritariamente julgados segundo a sua postura e movimento. 

domingo, 13 de junho de 2021

ACONTECEU LAMENTAVELMENTE EM BERLIN

Segundo informou a polícia de Berlin, na noite de ontem, sábado, três homens tentaram roubar o Staffordshire bull terrier de uma senhora de 41 anos no bairro de Tempelhof, célebre pelo antigo aeroporto com o mesmo nome, local outrora ligado a comícios nazis e à ponte aérea de Berlin, que é hoje um grande parque com áreas para piqueniques, jardins comunitários e pistas apropriadas para corredores e ciclistas.

Primeiro um dos homens acariciou e abraçou o animal atrelado, depois pediu à senhora que soltasse a trela. Como ela se recusou a fazê-lo, o indivíduo deu-lhe vários murros no rosto. Apesar de agredida, a referida senhora nunca largou a trela e conseguiu abandonar o local, enquanto o trio de meliantes saía dali sem ser reconhecido. A dona do cão saiu daquele incidente com hematomas no rosto. O roubo de cães instalou-se por toda a Europa devido à procura destes animais durante os sucessivos confinamentos e com maior incidência sobre os cães mais pequenos, não sendo hoje seguro para os mais fracos e indefesos sair com os seus cães à rua fora de horas, em horários pouco concorridos ou para locais mais isolados. A berlinense ofereceu resistência, sofreu as consequências e conseguiu evitar o roubo do seu cão, mas arriscou demais. Estará você disposto ao mesmo? É melhor ser previdente!

CORREU QUANDO NÃO DEVIA TER CORRIDO

 

Na passada quarta-feira, dia 09 de junho, por volta das 19:00, na localidade francesa de Flers, no Distrito de Saint-Sauveur, região administrativa da Normandia e Departamento de Orne, segundo noticiou o “L'Orne Combattante”, jornal semanal local francês distribuído todas as quintas-feiras nos departamentos de Orne e Calvados, uma menina foi mordida no rosto e nos braços por um Cão de Pastor Alemão enquanto corria. Desconhecido da polícia e presente no momento do ataque, o dono do cão não conseguiu controlá-lo.

Céline Debroise, comandante do comissariado policial de Flers, disse que a menina apresentava ferimentos bastante significativos no rosto e nos braços. A menina foi atendida no Centro Hospitalar Jacques-Monod, para onde foi levada por familiares e dali foi transferida para o Hospital Universitário de Caen, onde foi submetida a uma intervenção cirúrgica de reconstrução. O dono do cão foi também hospitalizado por ter sido mordido num braço. Até ao momento não foi apresentada nenhuma queixa na polícia.

Não podemos culpar o Pastor Alemão por ter corrido atrás da criança, por tê-la entendido como presa, mas podemos acusar de negligência o seu dono por trazê-lo solto e ser incapaz de controlá-lo. Assim como se ensina uma criança a ter cautela ao atravessar uma estrada, também devemos ensiná-la a não correr na frente dos cães ou a correr só depois de ver que não há nenhum cão por perto, o que é cada vez mais difícil.

UMA PERGUNTA MADRUGADORA

 

Hoje, pela madrugada (02:45), recebemos um comentário ao texto “CONVERSAS SOBRE PASTORES ALEMÃES À MESA DO CAFÉ”, datado de 09/08/2014, com a seguinte pergunta: “Existe pastor alemão puro porém todo amarelo?” Caro leitor, lamentavelmente não conheço e julgo que ninguém conhece ou já viu um Cão de Pastor Alemão “amarelo”, muito embora tal seja possível nos desenhos animados (banda desenhada). Agora Pastores Alemães vermelhos uniformes e cor de areia existem, apesar de raros, não reconhecidos pelo estalão e da esmagadora maioria dos clubes nacionais da raça. A sua cor é similar à encontrada nos Pastores Belgas Malinois, seus primos. Como não se encontram Pastores Alemães destes ao virar da esquina, a sua maior parte é híbrida (com Pastor Belga ou Holandês) ou mestiça. Um híbrido ou mestiço de Pastor Alemão pode exteriormente ser muito idêntico ao pastor na sua origem, porque esta raça alemã predomina na construção dos cães seus derivados. Agradecemos-lhe o contacto e continuamos ao seu dispor.

ACENDURA BRAVA AO SERVIÇO DA INCLUSÃO SOCIAL

 

Todos sabemos quão hipócrita é o slogan “todos diferentes, todos iguais” quando olhamos para o nosso quotidiano, tanto em casa como no exterior. Na rua valemo-nos do politicamente correcto e em casa soltamos o que realmente sentimos em relação aos outros e na sociedade sucede o mesmo, que o digam os políticos populistas. E quando digo isto não me estou a referir somente ao racismo ou à clássica divisão entre ricos e pobres, mas a todas as formas de exclusão social. Durante anos trabalhei quase exclusivamente cães para afastar pessoas estigmatizadas e estereotipadas de propriedades e bens privados. Fui bem-sucedido e ainda hoje sou procurado para isso. Inconscientemente, quando procuro a colaboração de outros na via pública, acabo por escolher gente jovem ou pessoas que se enquadram minimamente nos conceitos de beleza actuais. Não merecerão os feios, os gordos, os baixos, os menos claros e os mais velhos participar nas nossas actividades? Se os excluirmos, não estaremos também a discriminá-los? Este fim-de-semana tivemos momentaneamente uma “Classe XL” a trabalhar na Acendura, quando convidámos 3 senhoras para integrar os nossos trabalhos.

Sem a colaboração generosa da SRD Keila, destinada a ser apenas cão de companhia; do Weimaraner Lord, que importa sociabilizar e do FSM Doc, perfeitamente sociabilizado com pessoas, as ditas senhoras jamais conseguiriam evoluir em classe, classe que foi liderada pelo Paulo e pelo CPA Bohr, porque este Pastor Alemão não se presta a trabalhos destes ao não ver outra pessoa a não ser o dono. Tentámos ainda testar o cachorro CPA Ruky para o mesmo efeito, a pensar na netinha do Noé, mas o cachorro empoleirou-se imediatamente na senhora que lhe destinámos. A cachorra CPA Luna ainda mostra alguma insegurança perante pessoas estranhas, sendo também por isso dispensada da tarefa.

Os trabalhos de ontem abrangeram a obediência linear, as figuras de imobilização mais comuns, os subsídios direccionais mais decorrentes e o treino no “Espelho de Solo”. O tricomando básico foi executado no espelho em liberdade e à trela, dependendo isso do maior ou menor aproveitamento escolar dos cães. Finalmente, há que saudá-lo, o Noé está a conseguir sentar e deitar o Ruky correctamente, acontecendo o mesmo com o José Maria e o CPA Jay.

Apresentaram-se aos trabalhos os seguintes binómios: Clarinda/Keila; Joana/Lord; José António/Doc; José Maria/Jay; José Maria/Süße; Noé/Ruky; Paulo/Bohr; Pedro Batista/Lord e Pedro Rodrigues/Luna. As fotos foram da autoria do José António e o dono do Soneca disse que vinha e não veio. Os trabalhos acabaram 30 minutos mais cedo devido ao calor que se fez sentir.

sábado, 12 de junho de 2021

CONVIVENDO, SALTARICANDO E APRENDENDO

 

Ir para a cidade trabalhar cães sempre implica em conviver com quem se cruza connosco, gente que na sua maioria gosta de cães e que acaba por colaborar connosco, porque tem um cão, já teve um ou gostaria de ter. Naturalmente são os jovens que mais colaboram nas nossas actividades, porque são mais activos, aventureiros e disponíveis. Ontem encontrámos duas jovens à beira-mar, uma delas com um medo de morte de cães (a da esquerda na foto acima) e por breves momentos conversámos com elas. Uma deseja ir para hotelaria e outra para design de moda. Dali a pouco tempo, graças à generosidade e ao bom comportamento do FSM Doc, a cinófoba perdeu o medo e ambas passaram a colaborar connosco, constituindo-se em obstáculo humano. Encontrámos mais adiante uma família numa esplanada que tinha um cachorro Épagneul Breton com 5 meses de idade, a frequentar uma escola na capital. Nos GIFs abaixo vemos o Doc a saltar as 3 meninas da dessa família. No primeiro salto o cão apoia-se sobre a menina colocada no meio e no segundo não toca em nenhuma delas. Comparando s GIFs, tente descobrir qual a razão que levou o cão a apoiar-se na menina e depois não.

No GIF seguinte, executado à trela, vemos um salto do Doc parco de elevação e de extensão (no GIF vê-se que é obrigado a um golpe de rins na suspensão para evitar bater com os pés nas moças). Porque razão não se elevou o suficiente e saltou folgadamente aquele obstáculo humano? Convém dizer que este Fila, como é comum na sua raça, é recto de angulações traseiras.

A tónica da aula de ontem obedeceu a 3 acções no gerúndio: conviver, saltaricar e aprender, processo continuado de ensino que visa acendramento dos binómios que instruímos. Participaram nos trabalhos os seguintes binómios: José António/Doc e Paulo/Bohr. As fotos foram da autoria do primeiro e a montagem do segundo.

sexta-feira, 11 de junho de 2021

FAÇA DO VERÃO UMA ESTAÇÃO SEGURA PARA O SEU CÃO

 

O processo natural de regulação da temperatura dos cães é semelhante ao nosso porquanto têm glândulas sudoríparas e, exactamente como nós, quando não temos cuidado, podem correr o risco de insolação, queimaduras ao sol e desidratação, ao não conseguirem regular suficientemente a sua temperatura corporal no Verão, pelo que importa protegê-los do calor nesta época estival, tanto dentro de casa como no exterior. Quem tem ar condicionado dentro de casa tem à partida o problema resolvido e quem se vale de ventoinhas também, desde que elas não estejam a apontar directamente para os animais. Quem não tem uma coisa nem outra, deverá disponibilizar-lhes lugares no lar protegidos da luz solar directa. Pisos de mosaico e de pedra são recomendados como áreas para banhos de sol. Toalhas ou cobertores húmidos, desde que constantemente mudados, podem ajudar também na solução, muito embora prefira usar acumuladores de gelo, daqueles que usamos para conservar as bebidas frescas nas caixas isotérmicas, fazendo com eles um tapete debaixo da manta ou cama dos cães. Para o mesmo efeito, quem isto não tiver, ainda se poderá valer de garrafas de água congelada e envolvê-las num cobertor ou manta.

Os cães também podem refrescar-se numa pequena piscina e muitos fazem-no naturalmente, piscina que pode ser colocada numa varanda ou substituída pelo livre a cesso dos animais a banheiras com um pouco de água, muito embora saibamos que alguns deles, por propensão genética, má experiência ou falta de hábito têm medo da água e abominam nadar. Se eu humedecer uma toalha e a passar pela barriga e pelas pernas de um cão, o animal também refresca, só que não devo fazê-lo amiudadas vezes, porque a água levemente húmida evapora e pode arrefecer em demasia os animais. A limpeza diária dos cães é fundamental para que não superaqueçam, já que o seu manto torna-se mais permeável ao ar e a regulamentação da temperatura corporal funciona melhor. A tosquia dos cães que são próprios para isso é no Verão fundamental. Porém, o pêlo não deverá ser cortado demasiado curto para que os animais não venham a sofrer de queimaduras solares ou outro tipo de doenças de pele. Colocar os brinquedos dos animais dentro de tigelas de água pode revelar-se uma boa estratégia, desde que os adorem e vão lá buscá-los. Brinquedos congelados mantêm os cães ocupados e frescos por mais tempo. Se não tiver ou não encontrar estes brinquedos especiais para congelar, então congele um boneco de peluche, mas fique de olho no cão para que nada aconteça.

Nas saídas ao exterior há que considerar os seguintes factores: 1º _ A quantidade de água a transportar; 2º _ O horário dos passeios; 3º _ A sua duração; 4º _ O itinerário dos percursos; 5º _ O tipo de piso a escolher e 6º _ Cuidados a ter com os banhos no exterior. Todos sabemos que com o calor os cães bebem mais, o que obriga os seus donos no Verão, para uma caminhada de 45 minutos a 1 hora, a carregar pelo menos 3 litros de água para os animais. Os cães deverão passear 3 vezes diariamente durante a época estival. Uma primeira vez pela manhã, em que se empreenderá uma caminhada longa; uma segunda vez a meio do dia, numa breve caminhada para se evitar o sol escaldante e uma terceira vez à noitinha, pela fresca, ocasião em que donos e cães empreenderão mais uma longa caminhada. A duração das caminhadas será determinada pela temperatura e pela morfologia e resistência dos animais, sabendo que nestas circunstâncias muito esforço físico é prejudicial para os cães (se percorrerem a mesma distância de sempre, será óptimo). Se porventura os animais se manifestarem mais cansados do que o habitual há que refresca-los e proceder a várias pausas durante o trajecto ou passeio.

Os passeios deverão privilegiar nos seus percursos as sombras e as horas de menos calor, para que os animais não se esforcem em demasia e venham a estatelar-se no chão. Com o calor há que evitar sempre os pisos escaldantes de alcatrão, responsáveis todos os anos por lesões nas patas dos cães, ao gretarem as suas almofadas. Na possibilidade de se encontrar uma superfície de água (braço de mar, rio, lagoa ou piscina), o cão só deverá lá entrar ligado a uma trela extensível, para que seja fácil tirá-lo de lá em caso de necessidade. Jamais deverá ser convidado para águas paradas ou suspeitas de estar invadidas por algas. Mesmo com os cães dentro de água, não convém exercitá-los em demasia, especialmente quando ainda falta percorrer o caminho de volta. Os cães de pele clara e pêlo fino e curto são muito sensíveis à luz solar. O nariz e as orelhas, em particular, são propensos a queimaduras solares em muitos cães. Para protegê-los já existe um filtro solar especial à venda no mercado. Caso seja imperativo refrescar o cão durante a sua progressão, pode colocar-se nele um lenço húmido ou uma coleira especial de arrefecimento, isto se o animal já estivar acostumado. Os cães braquicéfalos (buldogues, pugs, rottweilers, etc.) porque colapsam facilmente no Verão, deverão merecer especial atenção.

A insolação em cães apresenta normalmente os seguintes sintomas: Língua escura; olhar vítreo; apatia; letargia; vómitos; desequilíbrio locomotor; Febre de 40 graus; membranas mucosas esbranquiçadas e posteriormente azuladas; respiração ofegante e persistente; aumento da salivação; pele quente e muito vermelha na parte interna das orelhas; inquietação; diarreia com sangue e anomalia do batimento cardíaco (coração de atleta). Em caso de insolação, os donos deverão agir rapidamente, devendo levar os animais para um local fresco o mais rápido possível, passando-lhes depois um pano húmido a partir das patas, mas não usando água gelada. Após estes protocolos iniciais, os donos deverão levar os cães imediatamente a um veterinário para serem tratados. Se a insolação não for tratada a tempo, tal será aflitivo e fatal para um cão, que tremerá fortemente de início, depois terá convulsões, ficará inconsciente, entrará em coma e finalmente morrerá. Este Verão, como é seu dever, resguarde o seu cão do calor excessivo e das suas consequências. Espero que os conselhos aqui adiantados sejam válidos e que os alertas aqui mencionados evitem lamentáveis acidentes. 

PIADA PARA O FIM-DE-SEMANA: PONTARIA DESAFINADA

 

Um cão perigoso, meio cego e com sangue ainda a escorrer-lhe da boca, chega a um povoado e pergunta a um dos seus habitantes se ali existem cabras negras. O homem, temendo-o, diz-lhe que não. A seguir, o cão pergunta-lhe se têm por ali cavalos negros, o homem volta a dizer-lhe que não. Finalmente o cão pergunta-lhe se têm ovelhas negras e o homem, cada vez mais nervoso, diz-lhe outra vez que não. “Então acabei de matar o padre!” – concluiu o cão espantado.

RANKING SEMANAL DOS TEXTOS MAIS LIDOS

 

O Ranking semanal dos textos mais lidos obedeceu à seguinte preferência:

1º _ COMO GENTE GRANDE, editado em 04/06/2021

2º _ RANKING SEMANAL DOS TEXTOS MAIS LIDOS, editado em 04/06/2021

3º _ APANHADO EM FLAGRANTE PELO OLHO MÁGICO, editado em 02/06/2021

4º _ UM DIA EM CHEIO PARA UMA DESCONHECIDA FELIZ, editado em 04/06/2021

5º _ DOC: O REI DAS LADEIRAS E DOS SALTOS VERTICAIS, editado em 04/06/2021

6º _ A AFINAR UM E A ENCAMINHAR OUTRO, editado em 02/06/2021

7º _ BIENVENUE À PARIS DES CHÈVRES, editado em 01/06/2021

8º _ STAFFORDSHIRE MOORLANDS À COCA!, EDITADO EM 31/05/2021

9º _ O CÃO FOI A GOTA DE ÁGUA, editado em 04/06/2021

10º _ BRAVE GIRL, editado em 04/06/2021

TOP 10 SEMANAL DE LEITORES POR PAÍS

 

O TOP 10 semanal de leitores por país ficou assim ordenado:

1º França, 2º Estados Unidos, 3º Portugal, 4º Brasil, 5º Canadá, 6º Irlanda, 7º Alemanha, 8º Reino Unido, 9º Itália e 10º Suíça.

quinta-feira, 10 de junho de 2021

TRANSITAR DA TÉCNICA PARA A ARTE

 

No adestramento só se consegue transitar da técnica para a arte quando os binómios são cúmplices, os donos já assimilaram todos os automatismos e os cães cumprem pronta e imediatamente a totalidade dos comandos instalados. Escusado será dizer que gente impaciente, colérica, violenta, cativa do improviso e rudimentar de sentimentos jamais lá chegará, tendo por norma cães que evoluem ao seu lado pendurados à esquerda e debaixo de ânsias, por desconfiarem dos donos e se quererem livrar-se deles. Neste momento estão a transitar da técnica para a arte os seguintes binómios: Jorge/Soneca; José António/Doc e Pedro Rodrigues/Luna. Conforme se pode ver no GIF acima, foi pedido ao José António que ordenasse “à frente” ao FSM Doc sobre o tronco na vala e depois que o mandasse sentar. O mau uso das mãos na trela, na altura de mandar sentar o animal, fez com que o condutor levantasse demasiado as mãos (quase até à boca) e com isso se desequilibrasse momentaneamente. Ele não deveria ter largado a mão esquerda da trela, o que lhe garantiria o equilíbrio e facilitaria o cumprimento da figura ao cão. A passagem escusada e errónea da trela da mão esquerda para a direita só se justificaria caso o condutor pretendesse que o cão invertesse a marcha sobre o tronco, o que até veio a acontecer.

Sempre que trabalhamos a obediência mais afincadamente, recompensamos depois os nossos cães com o que mais lhes agrada. As manobras de perseguição estão entre as suas preferidas. Na foto acima vemos o FSM Doc a perseguir o Pedro Rodrigues e na seguinte a cachorra CPA Luna a tentar apanhar o Noé.

No final da aula tirámos uma fotografia aos cães presentes junto de uma pintura mural. Os CPA’s Jay e Süße não se vêem por que estão atrás da câmera e o Soneca ainda não tinha chegado. O dia esteve particularmente quente, as carraças (carrapatos) já andam em excursão e os binómios viram-se obrigados a hidratar-se amiúde. Exige-se aos condutores de cães de peso igual ou acima aos dos 30 kg, que tragam para os trabalhos no exterior um garrafão ou jerricã com 5 l de água.

Participaram nos trabalhos os seguintes binómios: Clarinda/Keila; Jorge/Soneca; José António/Doc; José Maria/Jay; José Maria/Süße; Noé/Ruky; Paulo/Bohr e Pedro Rodrigues/Luna. O Paulo Jorge tirou e tratou das fotografias; ainda não foi desta que vimos a Nicole e o Simão; demos pela falta do Pedro Baptista e do Lord e esperamos que a família do Gonçalo esteja a gosto lá para as bandas do Algarve, onde foi a banhos.

10 DE JUNHO

 

Neste dia em que celebramos o 10 de Junho, Dia de Camões, de Portugal e das Comunidades Portuguesas, porque a maioria dos nossos sonhos ficou por cumprir e a corrupção avança, eu queria que não amordaçassem os jovens para que ousassem ir mais longe do que foram as anteriores gerações, para o bem do País e de todos. A Nação anda na mó debaixo desde o Séc.XVII e tarda em reerguer-se, precisa de sangue novo, de um forte ímpeto juvenil capaz de levantar, mais uma vez, o esplendor de Portugal. Num dia como o de hoje presto homenagem às mulheres portuguesas por conservarem connosco a nossa memória colectiva e tradições, enquanto mães, irmãs e companheiras, inigualáveis em todo Mundo.

Que sirva este dia também para aumentar o fervor pátrio e prestar tributo a todos os portugueses que ao longo dos séculos ousaram garantir-nos a soberania e dar-nos a liberdade, penhores da nossa identidade, visionários como nós que nunca deixaram de acreditar. Quero neste 10 de Junho encontrar um alento renovado para enfrentar e vencer os desafios do futuro - é isso que o País espera dos jovens.

quarta-feira, 9 de junho de 2021

CRIME E TRAPALHADAS PAQUISTANESAS EM ITÁLIA

 

As autoridades italianas na Província de Reggio Emilia continuam a procurar o corpo de Saman Abbas, de 18 anos, provavelmente estrangulada por um primo, porque pretendia escapar a um casamento forçado. A busca continua nos campos e nos canais de uma empresa agrícola em Novellara, onde têm sido usados cães pisteiros e dispositivos electromagnéticos, local de trabalho do pai da jovem desaparecida há um mês. O Ministério Público está a investigar os pais de Saman e três parentes seus por homicídio doloso. Entre eles está um primo de 28 anos de idade em fuga, preso em França quando pretendia fugir para Espanha, pelo que o seu processo de extradição para Itália deverá ser acelerado. Os investigadores ouviram novamente o irmão de Saman, um jovem de 16 anos, que acusa um primo de 33 anos de estrangular a irmã e enterrar o seu corpo. Estranhamente, os pais da jovem desaparecida voltaram para o Paquistão e a indicação dada pelo pai em como a filha se encontrava na Bélgica com um amigo, revelou-se infundada.

Pelo menos 2.000 mulheres migrantes que vivem na Itália são obrigadas a casamentos forçados organizados por parentes todos os anos, alertaram as associações de protecção às mulheres. O Secretário de Estado do Ministério do Interior, Ivan Scalfarotto, apelou às jovens estrangeiras que vivem na Itália para se apresentarem à polícia para denunciar os casamentos forçados: “Integração significa não só ter um emprego na Itália, mas também respeitar os nossos valores, a começar por aquele dos direitos iguais para homens e mulheres e a laicidade do estado." Apesar de Scalfarotto ser um governante do seu país, ter carradas de razão e ter a lei do seu lado, os muçulmanos na Itália e na Europa regem-se apenas pelas suas próprias leis e tradições, mesmo que isso implique na morte das suas próprias filhas.

O MAX NAS AGRURAS DA CIDADE

 

Só os cães vadios procuram as cidades e fazem-no na procura de comida, movidos pelo instinto de sobrevivência, depois de incapacitados de caçar para comer. Se a comida superabundasse nos campos e houvesse abrigos para se protegerem e reproduzirem, nenhum deles preferiria rumar às grande urbes. Apesar do barulho, da confusão, dos perigos e da poluição, os cães conseguem adaptar-se satisfatoriamente às cidades e os de companhia necessitam quanto antes de fazê-lo. Hoje andámos pela cidade com o CL Max, no meio de toda a sorte de veículos e máquinas, entre os mais variados cães e perante gente ignota, tudo para que o Max assimilasse o comando de “junto” sem reticências e o comando venha a ser soberano sobre díspares condições e circunstâncias. Na foto acima vemos este Castro Laboreiro a passar por cima de uma trotineta e na seguinte, ao lado do dono, de costas para um ícone da cidade onde recebe instrução.

Todos sabemos que a melhor cumplicidade entre homens e cães vem da interacção de ambos, do trabalho dividido onde aprendem a conhecer-se e a confiar uns nos outros, conhecimento e confiança que não são automáticos e que precisam de ser alcançados e testados. Hoje o Castro Laboreiro e o dono andaram a namorar e como qualquer casal de namorados, têm uns dias melhores do que outros. Depois de algumas dificuldades iniciais, o José e o Max lá se entenderam e chegaram a casa mais amigos do que antes, porque o amor perdoa todas as transgressões e nada o ultrapassa. Deseja-se que o José passeie o Max antes de regressar às aulas – o cão merece e o dono precisa!

CARNIFICINA NA LONGÍNQUA MARYBOROUGH

 

Três Pitbulls atacaram fatalmente uma senhora de 41 anos na longínqua cidade australiana de Maryborough no sul de Queensland. A vítima sofreu graves ferimentos na cabeça, tórax e braço esquerdo, por volta das 09 horas de ontem, terça-feira, dia 08 de junho, quando visitava uma casa na Milton Street. Os 3 cães assassinos não pertenciam àquela residência e foram abatidos logo após terem vitimado a senhora. O Mayor de Fraser Coast, George Seymour, ao referir-se ao assunto disse que os 3 cães não registados foram apreendidos pela polícia. “Os cães foram sacrificados”, adiantou ele. “Assim que a polícia informou que não precisava deles para fins de prova, foram sacrificados”. Apesar da polícia aguardar os resultados da autópsia, não iniciou qualquer investigação criminal.

George Seymour, o Fraser Coast Mayor, fez questão de dizer aos media que a comunidade ficou “abalada” com o sucedido, “Maryborough e Fraser Coast ficaram chocados com isto - três cães a atacar e a matar uma jovem. Milton Street é uma rua residencial tranquila... e ouvir que uma matilha de cães matou ali uma pessoa - é de partir o coração. Este é um evento profundamente trágico, um evento horrível." O mesmo autarca disse que o conselho da cidade está à procura de quaisquer lições de segurança a serem aprendidas. “Toda a circunstância precisará de ser investigada minuciosamente. Queremos ter uma comunidade onde as pessoas possam ir aonde quiserem.”

Kirsty Nalvarte, directora de comportamento animal da RSPCA de Queensland, quando convidada a pronunciar-se sobre o caso, começou por dizer que se tratou de um caso extremo e que um cão agressivo se encontra dependente de circunstâncias individuais. “É realmente difícil dizer o que pode causar agressão porque há vários factores diferentes", disse ela, acrescentando que a genética, uma falha na comunicação, uma sociabilização deficitária ou outros factores ambientais podem desempenhar um importante papel na agressão. Disse ainda que que os cães muitas vezes podem tornar-se agressivos se não aprenderem a lidar com o mundo, forem confrontados com uma nova situação ou perante desconhecidos". Nalvarte disse ainda que é importante seguir as leis locais e relatar qualquer incidente grave. “Registe o seu animal de estimação... [e] mantenha o seu cão na trela e tudo mais”, disse ela. Terminou dizendo que os cães devem receber "muita atenção" quando estão a tentar comunicar connosco. Apostada em serenar os ânimos, esta especialista da RSPCA disse que era melhor “manter a calma” e notificar o conselho local se houvesse algo preocupante.

O mau-hábito de abater logo que possível os cães que atacam humanos tem inocentado muita gente que os instigou e condicionou a fazê-lo. Um cão morto dificilmente dirá se o seu ataque foi instintivo e sem interferência humana ou fruto de condicionamento prévio e a mando de alguém. Contudo, a natureza e a distribuição dos golpes infligidos nas vítimas podem esclarecer de que tipo de ataque se tratou – se instintivo ou condicionado. Este ataque em Maryborough parece-me estar bem para além de um comum ataque instintivo, considerando as zonas do corpo da vítima atacadas e o particular do ataque ao “braço esquerdo”. O que levou cães a não atacar também o braço direito? Seria a senhora canhota? Caso não seja, alguma coisa ficou por explicar. 

Por outro lado, se o ataque foi em matilha (a notícia não o esclarece bem), o mais provável é que aqueles cães já o tivessem feito antes, porque uma matilha não se escalona automaticamente para abater uma presa, sendo normal haver luta entre os cães para determinar a sua posse. Eu jamais mataria aqueles cães até dissipar todas as minhas dúvidas. Poderia até nem matá-los, caso se comprovasse que agiram a mando de alguém, porque podiam ser recuperados, apesar de nem sempre se saber quem estaria disposto pagar as despesas da sua reeducação. Sacrificá-los-ia se tivesse a certeza que agiram por modo próprio, temendo que voltassem a fazer o mesmo, o que não é tão difícil de acontecer. Na longínqua Maryborough aconteceu uma carnificina que ninguém soube ou não quis explicar e que importaria dissecar para o bem de todos, para que ninguém venha a ser vitima de ataques semelhantes.

terça-feira, 8 de junho de 2021

PASSEIO DESCONTRAÍDO

 

Hoje os nossos trabalhos resumiram-se a um passeio pela cidade ao entardecer, visando a consolidação do comando de “junto” no cachorro CPA Ruky e a supressão de várias desconfianças por parte do CPA lobeiro Bohr. Foi escolhido para o efeito um percurso misto que juntou às áreas ajardinadas o percorrer de ruas estreitas e medievais, hoje pouco concorridas, talvez porque depois de amanhã é feriado - DIA DE PORTUGAL, DE CAMÕES E DAS COMUNIDADES PORTUGUESAS. Os dois binómios presentes comportaram-se conforme o esperado e regressaram a casa com a sensação de dever cumprido. A foto é da autoria do Adestrador, o tempo não podia estar mais agradável e o José Maria foi hoje avô - a CPA Mel deu-lhe 10 netinhos!

IR PARA OS ALPSTEIN COM OS CÃES E NUNCA MAIS VOLTAR

 

Os Alpstein são um subgrupo dos Alpes Appenzell na Suíça. O maciço Alpstein abrange o Appenzell Interior, o Appenzell Exterior e St. Gallen. Um jovem alpinista de 22 anos, natural da localidade de Hinwil, no Cantão alemão de Zurich, dado como desaparecido com o seu cão desde o passado dia 22 de Fevereiro, foram encontrados mortos no passado sábado no Cantão de Appenzell-Innerrhoden (1) (Appenzell Interior), na área de Alpstein, conforme noticiou a polícia do Cantão de Zurich.

Nos últimos dias houve mais duas mortes na área de Alpstein. Na passada quinta-feira, dia 03 do corrente mês, as equipas de resgate saíram para resgatar um caminhante de 46 anos de idade que havia caído. Infelizmente quando chegaram ao local o homem já se encontrava cadáver.

Poucos dias antes, uma alpinista de 57 anos caiu num caminho íngreme, quando caminhava com o marido e os seus cães em direcção a Chobel. Os dois acidentes estão a ser investigados e a polícia presume serem algo mais do que uma mera coincidência, apesar de Alpstein ser pródigo em acidentes deste tipo, alguns deles fatais.


(1) Appenzell Interior é um semicantão da Suíça. Junto com o semicantão de Appenzell Exterior formam o cantão histórico de Appenzell. Esta divisão aconteceu em 1597 por motivos religiosos: o cantão de Appenzell Exterior tem maioria protestante, enquanto o Appenzell Interior tem maioria católica. Assim como outros 10 cantões, este não tem distritos, mas está directamente dividido em comunas.

INFORTÚNIO E VALENTIA DE UMA AVÓ DE BELFAST

 

Uma avó irlandesa de East Belfast que pediu ao BelfastLive para ser apenas conhecida por Gillian, disse que ficou “traumatizada, a tremer e sem conseguiu dormir”, depois que foi atacada por dois cães e obrigada a defender-se deles, cães que segundo ela eram do tipo Rottweiler, que já se encontravam nos degraus da frente da sua casa e que de imediato se lançaram sobre a sua amada Staffie Sapphire, uma cadela Staffordshire Terrier.

Gillian diz que se encontrava do lado de fora da sua residência à espera da filha, que tinha ido buscar chá à loja de peixe e batatas fritas, quando os cães saíram de um quintal por um “portão Perigoso” que fica de frente para a sua casa. Os dois cães começaram por atacar a Sapphire e voltaram-se depois para ela quanta intentou libertar a sua cadela. Gillian disse que tinha a Staffie consigo por ser um animal muito amigável e apegado às pessoas da casa, chorando por vezes quando alguém sai dela, e que por causa disso tinha-a a seu lado à espera que a filha voltasse para casa. “Então, vindos do nada, os dois cães saíram do portão a correr e começaram a atacá-la, mordendo cada um por uma ponta e tudo que eu podia ouvir era o seu choro de dor. "Eu tentei afastá-los para longe dela, mas os dois viraram-se contra mim e um deles cravou as suas mandíbulas à volta da minha mão, partindo-me um osso do meu dedo.” 

“Finalmente consegui afastá-lo de mim e saltei para cima da Sapphire, cobrindo-a com o meu casaco para tentar mantê-la a salvo deles”. Foi nessa altura que os moradores da rua correram em seu auxílio, não sabendo ela se mais alguém foi mordido pelos cães, porque tudo aconteceu rapidamente. “Só estou grata por ter sido capaz de salvar a Sapphire porque aqueles cães tê-la-iam matado." Gillian diz que não consegue dormir desde o incidente, que está com medo de voltar a sua casa, mesmo que a sua família esteja lá consigo. Obrigada a permanecer no hospital por 3 dias, Gillian foi sujeita a uma cirurgia à mão. “Há muitas famílias com filhos pequenos, incluindo os meus netos, que brincam naquela rua e estou grata pelos cães não terem atacado nenhum deles, porque não suporto pensar no que pode ter acontecido. Não sei o que é feito dos cães depois do que aconteceu, mas não há como permitir que vivam perto das nossas casas, eles são perigosos. Eles não atacaram apenas a minha cadela, feriram-me também a mim."

Um porta-voz da PSNI disse a propósito: “A polícia recebeu um relatório aproximadamente às 17h25 de sexta-feira, dia 04 de junho, de que uma mulher de 48 anos sofreu ferimentos depois de tentar defender o seu cão que tinha sido atacado por outro na área de Channing Street, no leste de Belfast. "A mulher recebeu tratamento médico devido a suspeita de fractura num dedo, feridas de punção nas mãos e escoriações nas pernas."

Esta corajosa avó irlandesa (não é assim tão rica em primaveras passadas) fez tudo o que deveria ter feito para salvar a vida à sua cadela, reagindo debaixo de surpresa, não se importando com a sua sorte e nunca se dando por vencida. Penso que a sua determinação acabou por apanhar os cães agressores desprevenidos e evitou que saísse do embate substancialmente mais ferida. Poderá aplicar-se aqui a frase “a sorte protege os audazes”? Eu julgo que sim!