quinta-feira, 23 de julho de 2020

SUBIR A FASQUIA PARA 110 CM E PARA O BERÇO

Os nossos trabalhos de ontem incidiram maioritariamente sobre a endurance, particularmente sobre dois obstáculos: a vertical de 110 cm e o “Berço”, obstáculos de difícil execução, só ao alcance de cães de qualidade superior e bem preparados. Para a sua transposição convidámos os binómios Paulo/Bohr e Jorge/Soneca, que os ultrapassaram naturalmente conforme o esperado.
Participaram nos trabalhos os seguintes binómios: Jorge/Soneca; Julieta/Lexa; Nuno Bela e Paulo Bohr. O Paulo Jorge continua com a fotografia e o Jorge Guerreiro na confecção de novos obstáculos. Hoje retomaremos as nossas actividades à mesma hora e com o mesmo entusiasmo.

quarta-feira, 22 de julho de 2020

ACERCA DA TÃO PROCLAMADA CASTRAÇÃO

É do conhecimento público que sempre nos opusemos à castração e esterilização indiscriminada de cães ainda em uso e que sempre pusemos em causa os seus proclamados benefícios. Algumas raças caninas apresentam maior risco de desenvolver certos tipos de cancro e distúrbios articulares quando castrados ou castrados no primeiro ano de vida. Quem o afirma é um estudo de 10 anos realizado por pesquisadores da Universidade da California-Davis, que examinou 35 raças de cães e descobriu que a vulnerabilidade da castração varia de raça para raça. Este estudo foi publicado na revista “Frontiers in Veterinary Science”.
Para Benjamin Hart (na foto seguinte), principal autor do estudo e professor emérito da UC Davis School of Veterinary Medicine, “Existe uma enorme disparidade entre diferentes raças, não existe «tamanho único» quando se trata de riscos para a saúde e à idade em que um cão é castrado. Algumas raças desenvolveram problemas, outras não. Algumas podem ter desenvolvido distúrbios articulares, mas não cancro ou o contrário”. Os pesquisadores analisaram 15 anos de dados de milhares de cães, todos examinados no Hospital Veterinário de Medicina da UC Davis, para tentar compreender se a esterilização, a idade da esterilização ou as diferenças de sexo quando esterilizadas afectam certos tipos de cancro e distúrbios articulares entre as raças. Os distúrbios articulares examinados incluíram displasia da anca, lesões do ligamento cruzado craniano e displasia do cotovelo. Os cancros examinados incluíram linfoma; hemangiossarcoma ou cancro das paredes dos vasos sanguíneos; tumores de mastócitos e osteossarcoma ou cancro ósseo. Na maioria das raças examinadas, o risco de desenvolver problemas não foi afectado pela idade da castração.
Lynnete Hart, professora da mesma Faculdade de Medicina Veterinária e co-autora do estudo, disse: “As raças menores não têm esses problemas, enquanto a maioria das raças maiores tende a ter distúrbios articulares", o que equivale a dizer que a vulnerabilidade a distúrbios articulares está relacionada com o tamanho do corpo. Porém, foram comprovadas duas excepções em duas raças gigantes – o Dogue Alemão e o Irish Wolfhound – que não apresentaram o risco aumentado de distúrbios articulares quando castrados em qualquer idade. Por outro lado, os pesquisadores descobriram também que a ocorrência de cancro em cães mais pequenos era baixa, independentemente de serem castrados ou não. Em duas raças de cães pequenos, o Boston terrier e o shih tzu, houve um aumento significativo de cancros com a castração.
Outra descoberta que o presente estudo comprovou foi que o sexo dos cães quando castrados faz diferença por vezes nos riscos contra a saúde. As Boston Terriers esterilizadas no padrão dos seis meses de idade, por exemplo, não apresentavam risco aumentado de distúrbios articulares ou de cancro quando comparadas com as suas congéneres não-esterilizadas, mas os Boston Terrier machos, castrados antes de um ano de idade, aumentaram significativamente os riscos. Estudos anteriores descobriram que a castração dos Golden Retrievers em qualquer idade aumenta o risco de um ou mais cancros de 5% para 15%.
Os proprietários caninos norte-americanos, assim como os portugueses e outros (a esterilização generalizou-se globalmente) estão a optar por castrar e esterilizar os seus cães, em grande parte para impedir a superpopulação canina, a superlotação dos abrigos e a eutanásia, sendo a castração cirúrgica geralmente realizada aos seis meses de idade. Este estudo sugere que os donos de cães deverão ponderar cuidadosamente se devem ou não castrar os seus cães e se sim, quando, como se depreende das afirmações de Benjamin Hart: "Achamos a decisão do dono do animal, depois de consultar o parecer do veterinário, a mais correcta, não as expectativas que a sociedade dita sobre a castração. Esta é uma mudança de paradigma na intervenção cirúrgica mais comummente realizada na prática veterinária". O estudo estabelece ainda directrizes para donos de animais e veterinários sobre cada uma das 35 raças para ajudar na tomada de decisão quanto à esterilização.

VERDADE OU MENTIRA?

Na Alta Áustria, na região de Großstroheim, um homem de 65 anos arrancou com o seu automóvel e arrastou o cão de família, deixando no caminho um rasto de sangue com 1,5 km, o que levou à morte do pobre animal, somente constatada quando o seu dono chegou ao destino.
Quando inquirido acerca do trágico incidente, o dono do cão afirmou que a sua mulher prendeu o cão ao engate do reboque do carro enquanto cortava a relva e que ele não se apercebeu disso?! Se o relato for verdadeiro, parece que ninguém tem culpa do ocorrido, muito embora a mulher possa ser culpada por não ter avisado o marido de ter prendido o cão ao carro. Porém, se o relato for falso, fica claro que o homem está a tentar inocentar-se ou a inocentar outrem. De qualquer forma, parece tratar-se de um estúpido acidente, porque dificilmente haverá quem dê um destino tão cruel ao seu próprio cão!

O FUTURO NO PRESENTE

O casalinho da foto acima, dois irmãos, chegou-nos junto com os pais e espraiou-se pela pista táctica, despreocupado e irreverente como é próprio dos miúdos saudáveis da sua idade. Com uma pequena cadela ao lado, sentem-se confiantes e capazes de dominar tudo, são o futuro no presente que nos irá render amanhã. Entretanto, a sua mãe, que é elemento neutro do Soneca, estreava-se a conduzi-lo sobre um conjunto de 7 verticais de 60 cm de altura, experiência gravada para a posteridade no GIF a seguir.
Não muito longe dela, a filha, que insiste em crescer, ter mais idade e ser dona do seu nariz, posava para a camera do Paulo Jorge, que contrariando o seu hábito, estava atento e captou o momento.
Participaram nos trabalhos os seguintes binómios: Jorge/Soneca; Julieta/Lexa; Liliana/Soneca; Luísa/Kitty; Nuno/Bela e Paulo/Bohr. A enfâse dos trabalhos recaiu sobre a obediência dinâmica, o tempo esteve de feição e hoje abraçaremos nova sessão de treino.

terça-feira, 21 de julho de 2020

BOAS NOTÍCIAS PARA OS CÃES DA CIDADE ETERNA

Roma, a partir de ontem, deu mais passo decisivo para se tornar uma cidade “dog friendly”, ao permitir que donos e cães possam viajar no mesmo táxi sem custo adicional, medida que procura elevar a Cidade Eterna no território transalpino em termos de turismo canino, pelo menos essa é a esperança dos organizadores da iniciativa. Para que donos e cães tenham táxi disponível, é necessário que “Os donos de cães procurem o Radiotaxi 3570 para uma corrida, passando pelo portal www.bauadvisor.it ou pelo aplicativo para smartphone, onde poderão reservar o táxi sem incorrer em despesas extras com o transporte do animal, tendo finalmente a certeza que a viagem agradável para o cão será sempre garantida", explica um comunicado. Adianta-se que o 3570 tem 3.700 carros em Roma, é a maior cooperativa da Europa e a maior organização do sector em Itália. A estreia experimental deste serviço aconteceu ontem, 20 de julho, para coincidir com a grande exposição “Raffaello 1520-1483”, que estará aberta ao público na “Scuderie del Quirinale” até 30 de agosto.
Estes serviços estendem-se a toda a Itália e eliminam o suplemento de transporte de cães, quando aplicável (não há sobretaxas). Mas as novidades não se esgotam aqui. Para incentivar uma cultura “dog friendly” em todo o território italiano, o “Bauadvisor” (pet service) oferecerá um serviço de amas para os usuários junto a áreas arqueológicas, cinemas, grandes eventos, museus, shows e teatros, permitindo aos donos visitar e participar desses eventos com os cães entregues a especialistas. Resta dizer que 56% dos italianos têm pelo menos um cão e a população canina é a única que cresce exponencialmente em Itália. Mais de metade dos proprietários caninos transalpinos deixa de sair para não deixar os seus cães sozinhos em casa ou num quarto de hotel, opção que acaba por afectar drasticamente o mundo da cultura e a sobrevivência de várias artes e espectáculos. Esta abertura italiana aos cães, não provém de nenhum gesto nobre, mas resulta do simples facto dos cães estarem a tomar o lugar dos filhos, sendo por causa disso uma clientela a não desprezar.

FOI MORDIDO E AINDA SE ARRISCA A SER VACINADO CONTRA A RAIVA!

Na romântica cidade austríaca de Salzburgo, mundialmente famosa por ser a terra natal de Mozart, cujo centro histórico foi considerado Património Mundial pela Unesco em 1996, um ciclista de 45 anos foi ontem mordido por um cão que se encontrava solto, sendo atacado nos dois braços e na barriga de uma das pernas, mal acabou de descer da bicicleta.
Do ataque resultaram pequenas lacerações, contusões, um nervo afectado e uma ruptura de fibra muscular. Segundo a vítima, o cão agressor era do tamanho de um Pastor Alemão, de cor negra e  com orelhas tombadas. Como a polícia desconhece tanto o animal como o dono, abriu de imediato uma investigação. Entretanto, caso o cão não seja encontrado, o desafortunado ciclista corre ainda o risco de ser vacinado contra a raiva! Poderia a vítima evitar o ataque? É evidente que não, mas o dono do cão podia, bastando para isso passear o animal atrelado. A nossa paz, segurança e bem-estar sofreram um forte rombo a partir do momento em que deram cães aos tontos – os cães não devem ser para todos!

O QUE APOQUENTA A DOGS TRUST, NÃO NOS INCOMODA

A Dogs Trust, instituição britânica para o bem-estar animal, a maior do género no Reino Unido, fazendo uso dos mais conceituados jornais diários em língua inglesa e da Internet, está a alertar os proprietários caninos para os problemas que as máscaras de prevenção contra o Covid-19 possam eventualmente causar aos cães, por não poderem ver totalmente o rosto das pessoas e ler as suas expressões faciais, deixando-os amedrontados e confusos, com uma menor possibilidade de interpretar as intenções e emoções humanas. Neste contexto, a Dogs Trust desaconselha o recurso ao transporte público pelos cães, uma vez que todos os passageiros são obrigados a usar máscara. Debaixo do mesmo propósito, esta respeitada instituição de bem-estar animal, adianta que os cães deverão ser afastados dos grandes aglomerados de pessoas que usem máscara, passear nos momentos menos concorridos do dia e evitar prendê-los no exterior de lojas. Neste sentido os cães da Acendura são uns privilegiados, porque o uso da máscara não lhes causou qualquer transtorno ou entrave à sua segurança, equilíbrio e interacção, tudo graças à supremacia e cumplicidade da linguagem em uso nas nossas fileiras. No GIF acima, a comprovar o que acabámos de dizer, vemos o Jorge a pedir ao Soneca que ladeie.
No GIF seguinte vemos o mesmo binómio a executar gestualmente o tricomando básico (alto, senta e deita), o para trás, o quieto e o aqui, desnudando deste modo a importância da mímica no condicionamento canino enquanto auxiliar cúmplice das ordens. Graças à linguagem mímica temos vindo a equilibrar cães menos seguros e a ensinar cães surdos, o que de outra maneira seria substancialmente mais difícil.
No próximo GIF é-nos dado a observar o Soneca a cruzar em torno das pernas do seu condutor. Ensinar um cão a cruzar não é muito difícil, difícil é que o faça com a alegria que o Soneca evidencia, prova inequívoca de que não foi ensinado por qualquer meio violento. O Jorge “ficou mal na fotografia”, porque evolui tombado e cabisbaixo. Precisará de óculos para ver o chão que pisa? Se calhar uma visita ao oftalmologista vinha a calhar!
Participaram nos trabalhos de ontem os seguintes binómios: Julieta/Lexa; Jorge/Soneca; Luis/Zé; Maria João/Sky; Nuno/Bela; Paulo/Bohr; Sónia/Bia e Sónia/Shane. A reportagem fotográfica esteve a cargo do mesmo. Estamos neste momento a aumentar o nosso parque de obstáculos, apesar do intensíssimo calor que se faz sentir. Hoje retomaremos os trabalhos e o treino com a mesma vontade e alegria de sempre.

segunda-feira, 20 de julho de 2020

O PRIMEIRO DE EL SALVADOR

Todos temos conhecimento que os cães não são bens de primeira necessidade e que até podem agravar as condições de vida dos seus proprietários, que muitas vezes nem para eles têm comida quanto baste. Assim sendo, é perfeitamente natural que os leitores deste blogue, para além dos portugueses, sejam cidadãos das nações mais ricas e poderosas, como são os casos dos Estados Unidos, Rússia, Alemanha e Reino Unido. Contracorrente e inesperadamente, tivemos hoje o primeiro leitor ou leitora de El Salvador, país da América Central, maioritariamente ameríndio, fustigado por ditadores, guerra civil, guerrilhas e constantes conflitos socais. Nos grupos que ordinariamente marcham através do México para alcançar a fronteira americana, como não podia deixar de ser, vão muitos salvadorenhos esperançados em encontrar uma vida melhor para si e para os seus. Muitos, por várias razões, nunca mais voltarão, deixando os seus ainda mais pobres e vulneráveis.
Esperamos que não seja este o caso do nosso leitor, mas caso seja, estender-lhe-emos de igual modo o nosso sincero bem-vindo, acompanhado de votos de saúde, tenacidade, progresso e longa vida. Com este leitor de El Salvador, a grande Família Latino-Americana ficou completa na nossa já extensa lista de visitantes. Oxalá El Salvador encontre o caminho da prosperidade e do progresso para que os seus filhos não necessitem de abandoná-lo para terem uma vida condigna. O Presidente Nayib Bukele acha isso possível – oxalá consiga!

SONNTAGSANGRIFF

Com cerca de 12 milhões de cães domésticos, segundo estatísticas relativas ao ano transacto, a Alemanha é dos países europeus que mais cães tem. Será que este número tem contribuído para o aumento dos ataques caninos por lá? Terão todos os proprietários de cães alemães noção das suas responsabilidades e da perigosidade dos seus companheiros de 4 patas? A resposta a estas perguntas caberá às autoridades alemãs, muito embora as suas conclusões interessem a todos os que se encontram sujeitos ao mesmo fenómeno, ainda que noutras latitudes. Certo é que ontem, domingo, pelas 18h15, na cidade alemã de Bremerhaven, na August-Bebel-Straße, aconteceu mais um ataque canino.
Desta vez foi sobre um menino de 5 anos que se encontrava a passear com o pai na rua atrás citada, que ferido nos olhos, foi levado para as emergências do hospital local. Foi apresentada uma queixa contra desconhecidos (não se sabe ao momento a quem pertence o cão), a polícia abriu uma investigação e está agora a solicitar a presença de eventuais testemunhas para depoimento. Parece que já lá vai o tempo em que podíamos soltar os miúdos para brincar nos parques e jardins sem serem atacados e mordidos por cães. Por estranho que pareça, há momentos em que há mais cães soltos nos parques do que crianças a brincar. Virá a Sonntagsschule a ser substituída pelos Sonntagsangriffe? Queira Deus que não, porque todos queremos paz e não queremos estar sujeitos aos ataques dos cães alheios!  

NÓS POR CÁ: IR AO CABO ESPICHEL E VIR DE LÁ AMARGO QUE NEM FEL

Se calhar deveria estar a comentar o ocorrido com o fogo em Santo Tirso no sábado passado, onde grande número de cães morreu queimado e outros foram resgatados, mas como o aproveitamento político da situação já está a acontecer e as notícias são pouco exactas, por vezes até contraditórias, aguardo para mais tarde os meus comentários sobre o assunto, passando de sábado para domingo. Este domingo, depois de almoçar fui até ao Cabo Espichel, coisa que já não fazia há 20 anos, quando andei por lá a gravar umas cenas para uma série de ficção. Para espanto meu, a degradação do local continua, aquele património histórico parece esquecido e abandonado, muito mais antigo do que é, como se remontasse aos primórdios do Império Inca em termos de conservação. Portugal tem no Cabo Espichel mais um excelente local histórico para o turismo selvagem, errante e abandalhado, apesar do grande significado histórico-religioso daquele conjunto arquitectónico, que nunca é demais relembrar, analisar, compreender e transmitir.
Ao chegarmos ao local, na frente das hospedarias que se encontram do nosso lado esquerdo, anteriores à Igreja de Nossa Senhora do Cabo, deparamo-nos com um rústico café-esplanada em tudo idêntico a outros que proliferam nas praias mexicanas de 2ª classe, diferindo deles por não se verem “sombreiros” e não se vender ali “tamales”, “tacos”, “mezcal” ou “tequila”. A localização do café, que até faz falta, tanto para refrescar os visitantes como para fixá-los, deveria passar para trás da igreja e ficar virado para o mar, usufruindo assim dos benefícios da paradisíaca paisagem adjacente, o que seria bom para todos, inclusive para o seu proprietário. Mas o pior de tudo é o piso ao redor do Santuário de Nossa Senhora da Pedra Mua, que em alguns locais, de tão mau e cru que é, sendo mais propício ao trânsito de cabras montesas, traz à memória os duros castigos auto-infligidos pelos monges de outrora. E como se isto não bastasse, as portas e janelas das hospedarias encontram-se agora chapadas a cimento! Estou convencido que se este Santuário fosse confiado a uma entidade privada para exploração, teria melhor apresentação e estaria melhor conservado, sem contudo ofender ou chocar a religiosidade dos nossos egrégios avós. E se nada for feito para reedificar este património que é de todos os portugueses, o obituário deste Santuário ficará para sempre lavrado nas pedras da sua derrocada, o que será mais uma vergonha para todos nós.

domingo, 19 de julho de 2020

SÓNIA & SHANE, PEQUENINOS E QUEM NASCEU PARA SER GRANDE

Na foto acima vemos a Sónia com o Shane, binómio instruído neste escola que ontem retornou aos nossos trabalhos, o Groenendael visivelmente mais gordo e a dona mais magra. Na foto seguinte podemos ver o Tomás a conduzir o Dingo, um híbrido de Fila de S.Miguel com Doberman que tem estaleca de campeão. Quanto ao Tomás, ataviado de havaianas com a bandeira do Brasil, parecia recém-chegado do Sambódromo da Marquês de Sapucaí, apesar de só haver Carnaval para o próximo ano. Todavia, é visível o seu cuidado com o cachorro, a preocupação com a saída do animal do obstáculo.
Mais do que uma promessa, a Bela já é uma revelação, porque empresta a tudo o que faz velocidade e alegria, avançando determinada e célebre para os obstáculos, sempre com a cauda em porte majestoso e debaixo de uma alegria estonteante. O Nuno é que tem de aprender a controlá-la e a ajudá-la quando é necessário, coisa que dificilmente conseguirá se continuar a correr agachado, como que acometido duma inoportuna disenteria.
O Pastor Belga Groenendael Shane, há muito arredado dos exercícios de ginástica, por precaução e preocupação com o seu bem-estar, trabalhou ontem com os mais pequeninos, podendo recuperar o tempo perdido se entretanto continuar a vir aos treinos. A Sónia também está um pouquinho emperrada, merecendo ambos a mesma receita.
Ao olhar para a determinação do Pedro ao conduzir a CPA Nala pelos obstáculos percebe-se automaticamente que é ambicioso e determinado, que procura atingir com a cachorra todas as metas e objectivos que consigam alcançar. A expressão facial do condutor e o seu empenhamento desnudam a patriótica carreira que pretende seguir – o Pedro nasceu para ser grande.
Quanto à nossa amiga Sónia, acabou a fazer “queda na máscara”, manobra emergente de defesa que usamos também para a cessação dos ataques caninos evitando assim a inibição e as suas consequências na fase inicial dos ataques lançados. Mais tarde esta manobra entrará em desuso quando os cães aprenderem a fazer ataques imóveis. A Sónia demorou a cair, talvez por suspeitar da dureza do colchão.
Participaram nos trabalhos os seguintes binómios: Afonso/Nasha; Jorge/Soneca; José Maria/Mel; Jessy/Doberman; Julieta/Lexa; Nuno/Bela; Paulo/Bohr; Pedro/Nala; Sónia/Shane e Tomás/Dingo. A maioria das cobaias foram interpretadas pelo Afonso, o Paulo realizou a reportagem fotográfica; o Luis não compareceu com o nosso amigo Zé e o Jorge saiu mais cedo que o habitual. A temperatura esteve amena e facilitou de sobremaneira o bom andamento dos trabalhos.

sábado, 18 de julho de 2020

VISITAS DOS EMIRATOS ÁRABES UNIDOS

Ontem recebemos um número invulgar de visitas diárias dos Emiratos Árabes Unidos (18), demanda que muito nos agrada e anima para continuarmos a manter viva esta plataforma que é para todos sem excepção. Agradecemos o interesse, queremos mantê-lo e esperamos novos leitores, não só dos Emiratos, mas de qualquer parte onde os cães sejam respeitados e admirados. شكرا سلام عليكم

sexta-feira, 17 de julho de 2020

WHY BOGART DOESN’T LIKE HARRY?

Tablóides ingleses como “Daily Mail” e o “The Sun” noticiam hoje que Meghan Markle não mandará vir do Canadá para Beverly Hills o seu estimado cão resgatado Bogart, um cruzado de Pastor Alemão com Labrador, simplesmente porque o animal não gosta do Príncipe Harry. Há muito acostumados a resolver incompatibilidades deste tipo, vamos adiantar seguidamente as causas possíveis para a aversão do animal e a sua solução, movidos unicamente pelo prazer de decifrar enigmas que envolvam cães.
Diante de um problema destes há que considerar o particular dos seus três intervenientes directos: Meghan, o cão e Harry. Pelas suas declarações e pelas fotos que os media vão revelando, Meghan dispensa um tratamento muito afectuoso aos seus cães, dividindo com eles a sua vida e aposentos para que possam estar sempre a seu lado, coabitação que aponta para uma tratamento antropomórfico dos cães, promoção que algum deles poderá defender bravamente e que dará azo a uma matilha matriarcal fechada e inviolável, mais virada para si do que para o exterior, não vendo por isso com bons olhos o ingresso de novos membros no grupo. Como a matilha se encontra escalonada a partir de Meghan, terá que ser ela a “puxar dos galões”, a usar o seu poder para que Harry tenha lugar na sua alcateia familiar, o que não será fácil, porque ela é em simultâneo líder e amiga e, quando assim é, a líder tende a desaparecer e dar lugar à amiga.
Quanto ao cão Bogart, com nome de galã de cinema, há que considerar a mistura de raças de que foi alvo, que tanto poderá potenciar o que é comum a ambas, como complementar uma em particular, havendo uma delas dominante na construção. Por norma, nesta mistura, os cães patenteiam a dominância do Pastor Alemão sobre o Labrador, guardando do primeiro a curiosidade, a versatilidade, a lealdade, o instinto protector e um forte sentimento territorial. Do Retriever tendem a guardar a humildade e a ternura que os torna na sombra dos donos. Devido ao cruzamento, a alegria característica dos retrievers tende a dar lugar à reserva e à desconfiança, a alguma aversão a estranhos. Se porventura o animal pertencer ao grupo dos submissos tenderá a fugir de todos, mas se for dominante, defenderá o seu território e não deixará que ninguém se aproxime da dona, resistirá à apresentação de estranhos, tratá-los-á como intrusos e tentará escorraçá-los do grupo, temendo perder o seu estatuto e regalias – ser despromovido socialmente. E quando assim é, estamos perante um cão que só tem direitos e que nunca conheceu deveres. Urge pô-lo no lugar, o que equivale a dizer que deve ser treinado.
Debaixo deste cenário, Harry tem vestido a pele do vilão, por mais que tente convencer o cão do contrário, porque se aproximou da sua dona amada contra a sua vontade, cativou-lhe as atenções e colocou-se entre ambos na perspectiva do cão, que por sua vez deve abominar as atitudes, posturas e actos de Harry, ao considera-las abusivas e até provocadoras. Se porventura o príncipe tem medo dele ou alguma vez o inibiu, repreendeu, castigou ou ripostou, então a situação tende a agravar-se e a perpetuar-se. Harry já provou, que para além da solenidade das cerimónias protocolares, é um jovem irreverente, espontâneo, dado a entusiasmos, insatisfeito e amigo de surpreender, qualidades que eventualmente causarão alguma estranheza ao humilde mestiço, acostumado a um ambiente mais calmo na companhia da sua dona.
Em síntese, Meghan deverá treinar o cão, tornar-se sua líder e estabelecer-lhe regras. Harry, por sua vez, deverá aprender a lidar com cães e a maneira mais fácil de fazê-lo é acompanhar a mulher quando esta decidir educar o animal, coisa que dificilmente acontecerá por razões inerentes à vida de glamour que levam e à carregada agenda que têm de enfrentar, agora que decidiram trilhar sozinhos e por sua alta recreação o incerto caminho do arco-íris.

PIADA PARA O FIM-DE-SEMANA: CUIDADO COM O CÃO!

Um cavalheiro dirige-se a um armazém de bricolage e depara-se com uma tabuleta a dizer “Cuidado com o cão”. Como não era muito abonado de coragem, entrou naquele espaço comercial com mil cuidados, não fosse o cão ser levado dos diabos! Para grande espanto seu, ao dirigir-se ao balcão, deparou-se com um velho e inofensivo cão a dormir junto à caixa registadora. Dominado pelo caricato da situação, agora liberto de cuidados e em tom de troça, perguntou ao gerente da loja se a tabuleta exposta correspondia àquele cão. O gerente confirmou-o e o cavalheiro respondeu-lhe que o animal era totalmente inofensivo, não precisando por isso de nenhuma tabela de aviso. O gerente, com a cortesia de quem atende a clientela, respondeu-lhe: “ Vª Exª desculpe, mas é aí que o senhor se engana, porque antes de ter colocado a tabuleta, as pessoas não paravam de tropeçar nele!”

RANKING SEMANAL DOS TEXTOS MAIS LIDOS

O Ranking semanal dos textos mais lidos obedeceu à seguinte preferência:
1º _ OS FALSOS PASTORES ALEMÃES, editado em 24/02/2015
2º _ HÍBRIDO DE CHOW-CHOW/PASTOR ALEMÃO: MÁQUINA OU DESASTRE?, editado em 11/05/2016
3º _ PASTORES ALEMÃES LOBEIROS: O QUE OS TORNA ESPECIAIS, editado em 02/11/2018
4º _ BAPTISMOS À SEXTA-FEIRA, editado em 10/07/2020
5º _ DIVISÃO DAS CLASSES E ABERTURA AO EXTERIOR, editado em 12/07/2020
6º _ A CURVA DE CRESCIMENTO DAS DIVERSAS LINHAS DO PASTOR ALEMÃO, editado em 29/08/2013
7º _ O QUE NOS RESERVA O PITSKY, editado em 03/04/2017
8º _ BEAUCERON: SANS JOURS DE GLOIRE?, editado em 05/05/2016
9º _ LUÍSA: QUANDO O PESO ATRAPALHA A VALENTIA, editado em 12/07/2020
10º _ TORNAR A NALA MAIS FORTE E SEGURA, editado em 09/07/2020

TOP 10 SEMANAL DE LEITORES POR PAÍS

O TOP 10 semanal de leitores por país ficou assim ordenado:
1º Portugal, 2º Brasil, 3º Estados Unidos, 4º Roménia, 5º Alemanha, 6º Reino Unido, 7º Turquemenistão, 8º Irlanda 9º Moçambique e 10º Angola.

quinta-feira, 16 de julho de 2020

NARKO: UM POLÍCIA COM LETRA GRANDE

Com 11 anos de idade, 10 de serviço, 1.000 missões efectuadas e 4 milhões de euros encontrados, Narko, o Malinois do Grupo de Investigação Canina da Gendarmerie de Gard, vai finalmente ser reformado. Este dedicado polícia, que foi condecorado com a Medalha de Bronze da Defesa Nacional francesa, será confiado ao seu actual parceiro que olhará por ele durante a velhice. Longa vida Narko!

ALGUMAS RAZÕES E IMPLICAÇÕES DOS SALTOS CÔNCAVOS E CONVEXOS

Os saltos executados pelos cães pretendem-se convexos e não côncavos atendendo ao seu bem-estar, saúde e serviço. O modo de saltar dos cães está directamente ligado à sua morfologia, nomeadamente ao particular do seu dorso e tipo de angulações traseiras. O treino quando bem conseguido tende a melhorar o desempenho dos animais, tanto no poupar das suas energias como no aumento das suas capacidades. Com o tempo e o treino alcançam-se saltos mais convexos e perfeitos. Para além da influência da morfologia e do treino nos saltos caninos, há que considerar os factores psicológicos individuais presentes na disponibilidade para saltar, genéticos e ambientais, que tanto poderão funcionar como redutores ou potenciadores do esforço empreendido pelos cães. Para melhor compreensão do que acabámos de dizer, trazemos até aos nossos leitores dois GIFS sobre um obstáculo vertical composto, onde é possível avaliar o salto de dois cachorros irmãos de ninhada, ambos rectos de traseira, selados, de momento com a garupa mais alta do que a cernelha e sensivelmente do mesmo tamanho. No GIF abaixo temos a correcta execução e no seguinte a anómala. O primeiro trata-se de um salto convexo e o segundo de um côncavo. Passemos às avaliações e explicações:
No GIF que temos acima é possível ver que o cão já entra ao obstáculo em galope rasgado, que a sua cabeça se encontra nivelada com a barreira de entrada a saltar e que a partir dela descreve um arco perfeito de transposição, chegando ao solo perfeitamente equilibrado de pés, o que demonstra que partiu para obstáculo alegre e decidido. A execução do cão é deliciosamente convexa para um cão com as suas características e a presença do dono vê-se encorajadora, muito embora o condutor “tenha borrado a pintura” na saída do salto, ao causar impacto visual e com isso travamento ao cão que precisava de desacelerar lentamente. Cães que saltam assim amam os seus donos e são felizes, dificilmente se lesionarão ou virão a ter mazelas provocadas pelos exercícios, crescerão fortes, audazes e sadios, sempre prontos para novos desafios, encontrando nos seus donos a motivação e a segurança que precisam para ir adiante.
Neste outro GIF, o que temos imediatamente acima, é-nos dado a observar um cão completamente desalentado a partir para o salto, que mesmo obrigado, não entra a galope e evoluiu em marcha forçada, com o focinho bem abaixo da altura da primeira barreira a transpor, saltando curto e por desequilíbrio pelo desuso da espádua e abuso da garupa, alcançando o solo numa marcha algo escangalhada e imprópria para um cão da sua idade e envergadura. Dito isto, está na cara que estamos na presença de um salto côncavo e lesivo para o animal, que a continuar assim não alcançará os índices atléticos desejáveis e possíveis para a sua raça. A que se deverá tamanha resistência e a aversão ao obstáculo, uma vez que o cão treina desde os 4 meses (tem agora 8), é robusto e saudável, e também capaz de escorraçar à ordem qualquer intruso? A questão pouco ter a ver com o obstáculo em si mesmo, mas com a desconfiança que o animal tem pela dona, com o medo do castigo, com o receio de errar e de ser vivamente repreendido. O cão com carinho vai lá, a dona tem que deixar de ser áspera, o animal ainda é um cachorro e está louco por aprender, quem o irá ensinar? É urgente que a dona faça as pazes com o cão, antes que ele se transforme num imprestável ou ela o rotule disso!
Nada no adestramento deverá ser forçado e tudo deverá provir da confiança que os cães depositam em nós, só possível pela dedicação, paciência e amparo que lhes prestamos, para além de altas dosagens de empatia e sensibilidade, que uma vez postas em prática, tendem a eliminar os nossos arrufos e os rudes laivos do nosso descontentamento. 

A DIFERENÇA ENTRE O SOLDADO DE INFANTARIA E O DE CAVALARIA

No tempo em que andava pelas casernas, onde os soldados de Cavalaria a cavalo sempre se achavam superiores aos seus camaradas de Infantaria, ouvi vezes sem conta uma graçola acerca dessa pretensa superioridade, que julgo ser tão antiga e quiçá até anterior à chegada de Friedrich Wilhelm Ernst zu Schaumburg-Lippe, vulgo Conde de Lippe, que em Julho de 1762 comandou e começou a reorganizar o Exército Português. A graçola começava assim: Sabe qual é a diferença entre um militar de cavalaria e um de infantaria? É muito simples! Na Infantaria, o capitão manda vir com o tenente, o tenente com o sargento, o sargento com o cabo, o cabo com o soldado e este fica com elas! Na cavalaria, o capitão manda vir com o tenente, o tenente com o sargento, o sargento com o cabo, o cabo com o soldado e este ainda tem o cavalo para lhe descarregar dois valentes pontapés na pança!”
Infelizmente ainda há por aí alguma gente ignorante, adepta da violência e “do pontapé na pança” no mundo do adestramento (importa denunciá-la), plebe que em aflição e sem ter como se fazer obedecer, não hesita em esganar e agredir os seus cães, abusando deles e fazendo uso da “técnica do meia bola e força”, prima-direita do desenrascanço e descendente directa da justiça executada a varapau. Perante um tratamento destes, um cão submisso ficará sem préstimo (ainda mais borrado) e um dominante bem depressa aprenderá a ser manhoso e velhaco, tentando não incomodar e não ser visto para não apanhar mais do mesmo. Impotente perante a exagerada prepotência do dono, mas incólume quanto ao seu perfil psicológico, enquanto vítima de violência, tal qual o “soldado de cavalaria”, tenderá a atacar os outros cães como resposta às contínuas inibições e agressões de que é alvo.
Na eventualidade do cão submisso mudar de dono, este terá um trabalho aturado e moroso para o recuperar, não tendo garantias de consegui-lo totalmente. Caso o cão dominante, para felicidade dele, troque de mãos e um encontre um dono capaz de “desencarcerá-lo”, constituindo com ele um binómio seguro, é muito natural que o animal, perante a aproximação do antigo dono, queira ajustar contas com ele ou pôr as contas em dia, ainda mais se houver sido treinado para atacar, porque os cães nunca esquecem quem lhes faz mal e só se não puderem é que não devolvem ao remetente tudo aquilo que receberam. A imerecida salvação dos violentadores e torturadores de cães deve-se à natureza dócil da esmagadora maioria destes animais, incapaz de responder à agressão com a agressão, o que torna ainda mais cobardes e deploráveis as acções destes indivíduos. Eu já vi alguns cães “a ajustar contas” e gostaria de ter visto mais (1). Na nossa escola nenhum dono ou cão é de infantaria ou de cavalaria, todos somos diferentes e ao mesmo tempo merecedores de igual respeito, carinho e simpatia – estamos cá para ensinar, não para traumatizar!
(1)Não descobri a pólvora, mas bem vistas as coisas, a vingança é acima de tudo um acto animal, que de racional nada tem e que em nada dignifica o homem.

SONHAR E SUAR À SOMBRA DE UM SOBREIRO

Os nossos trabalhos têm acontecido à sombra de um frondoso sobreiro (Quercus suber) que muitos citadinos dizem ser um “chaparro”, quando na verdade não é, porque este termo comum é somente aplicado aos sobreiros novos a quem ainda não extraída a cortiça, o que não é o caso. Debaixo desta árvore mítica e milenar, os nossos binómios sonham e suam na esperança de melhor se entenderem mutuamente, vencendo tarefas e exercícios que irão robustecer a sua interacção, cumplicidade e operacionalidade. Ontem ocupámos o nosso tempo útil com a obediência e a ginástica. Na foto acima, em primeiro plano, vemos a Isabel a conduzir o CPA Bohr, rodeada pelo José António a conduzir o Doc e pelo Luis com o Zé. Na foto seguinte, num momento de supercompensação, vemos o Afonso com a Nasha, depois de alguns dias de ausência onde andaram na apanha da cortiça por terras alentejanas.
Com todos os binómios ataviados de material adequado para o treino (adeus trelas de caçar lagartixas e coleiras sempre a abrir-se), foi possível aumentar a qualidade e o progresso dos trabalhos pela uniformidade das tarefas requeridas. Na foto abaixo vemos 6 binómios a executar o “Cruzamento Frontal”, uma das Manobras de Sociabilização em uso na nossa Escola.
Participaram nos trabalhos os seguintes binómios: Afonso/Nasha; Isabel/Bohr; José António/Doc; Luis/Zé; Maria João/Sky; Nuno/Bela; Paulo/Bohr; Ricardo/Bia; Svetlana/Vlad e Tomás/Dingo. O Jorge estará em breve entre nós, aguardamos com ansiedade o retorno da Patrícia e desejamos bons ventos para o Pedro em alto-mar.