quinta-feira, 19 de dezembro de 2019

BORIS NA “SESSÃO DO BEIJINHO”

O Boris, o cachorro Boerboel que é a última aquisição da Escola, provavelmente por ter saído tarde demais do seu criador, teme as pessoas que se cruzam com ele na via pública, independentemente da sua idade, género, apresentação, tamanho e envergadura, tentando retroceder ou pôr-se em fuga, comportamento que não é nada cómodo e seguro para quem o conduz, que poderá ir inesperadamente polir alguma calçada. Cientes do problema, optámos hoje por apresentá-lo a várias pessoas, para que pouco a pouco se sinta confortável no seu meio. Como as senhoras são por norma mais pacientes que os cavalheiros, mais carinhosas e portadoras de uma mímica cativante, foi por elas que começámos, apesar do cachorro se mostrar contrariado quanto baste.
Para facilitar as coisas, porque o cachorro trabalha invariavelmente à noite, o Adestrador costuma passeá-lo na cidade durante o dia, para que mais depressa se acostume às pessoas e às suas azafamas. Hoje depois disso, começámos a familiarizá-lo com pessoas estranhas tanto em grupo como isoladas, que o acariciaram e transmitiram-lhe tranquilidade, fazendo-o sentir desejado e sem razão para receios. Com a continuação deste trabalho, que não é tão fácil quanto se julga e é sujeito a reveses, a familiarização com as pessoas dará lugar à sociabilização desejada.
No final do tour pela cidade, entregámo-lo ao dono e o cão parecia não o ver há uma eternidade! E porque estamos no Natal e ele também acontece entre os mecânicos de bicicletas, tirámos uma foto ao binómio debaixo de uma bicicleta iluminada com luzes alusivas, uma árvore de natal de duas rodas com uma roda pedaleira num enquadramento oficinal.
Desconhecemos que surpresas nos reservará o tempo amanhã, por isso não sabemos se iremos ou não passear o Boris, que geralmente tem como companheiros de jornada o Paulo Jorge e o CPA Bohr, amigos que já conhece e considera seus companheiros, não tanto como a Fila Nasha, por quem nutre uma profunda afeição e que nem sempre é muito simpática com ele. Cresce confiante Boris, sempre estaremos a teu lado!  

NEM TODOS ACREDITAMOS NO PAI NATAL

Como os cães se prestam a quase tudo o que os homens querem, ao fazerem-lhes as vontades, acabam por ruir com eles no mesmo descalabro ou miséria, pagando muitas vezes com a vida os desejos mais ocultos dos seus donos. Entre tantas coisas, os cães podem oferecer poder, fama e dinheiro, abonos que muitos procuram sem olhar a meios e muito menos ao bem-estar dos animais que detêm.
Acusam-se os galgueiros de drogarem os seus animais para que estes corram mais, prática hedionda que os falsos atletas humanos persistem em não deixar. Terão os galgueiros a exclusividade de tal prática? É evidente que não, uma vez que nem todos acreditamos no Pai Natal.
Também nos cães destinados a outros desempenhos acontece o mesmo e não só para que corram mais, mas também para ficarem mais vigilantes, agressivos e combativos, literalmente transtornados e de certo modo insensíveis. Muitos dos produtos naturais ou sintéticos administrados aos cães são oriundos e foram previamente testados nos cães de combate, muito embora alguns produtos destinados ao “ferro” de alguns saltem dos ginásios para a cinotecnia. Fome, pancada e prisão à corrente costumam compor o "cenário".
Esta prática a todos os títulos condenável e que resulta da fragilidade/maldade humana, pode levar um ébrio a dar cerveja ao seu cão ou um toxicodependente a administrar droga ao seu fiel amigo, o que acontece com alguma frequência por todo o lado, entre os drogados de índole menos violenta. Também aos cães de guerra no passado, para que se tornassem mais atentos e bravos, foram administradas substâncias tóxicas, muitas vezes responsáveis por dolorosas convulsões.
Actualmente, os produtos naturais ou sintéticos condenavelmente usados para intoxicar os cães, visando a melhoria do seu rendimento, são administrados ou aplicados por fricção tópica, inalação, ingestão e através de injecções. As substâncias são mais do que muitas e raramente são detectadas, o que obviamente se lamenta. Nas distintas provas caninas (em todas elas), à imitação do que sucede nas humanas, deveria haver um controlo anti-doping, considerando o bem-estar e a vida dos animais sujeitos a tais agruras. 

POURQUOI?

Uma associação de protecção animal registou uma queixa na passada Segunda-feira contra uma criação de cães situada em Romagny, cidade e comuna francesa situada na região administrativa da Normandia, no Departamento da Mancha. O afixo do canil denunciado é “Des Perles d’Haiti”, cria Husky Siberiano e alberga actualmente 70 cães desta raça.
A dita associação de protecção animal, que identificou maus-tratos no canil atrás citado, informou a Associação Stéphane Lamart, que por sua vez apresentou queixa, afirmando que aqueles cães não se encontram de boa saúde, que em todos é visível um crescimento atrofiado e um peso muito abaixo do que deveriam ter para a sua idade, que vivem aterrorizados e são mantidos em condições de detenção contrárias ao bem-estar animal, cujas condições sanitárias e o estado das instalações deixam muito a desejar. Até ao momento, os animais continuam ainda na posse do seu dono, apesar deste estar acusado de maus-tratos (espera-se e deseja-se uma reacção rápida por parte das autoridades).
Diante de um disparate destes e perante os crimes em que incorre, vale a pena perguntar porquê. Estou em crer, porque nego-me a aceitar outras razões que me ocorrem, que o criador por detrás do ”Des Perles d’Haiti”, não se encontra bem de cabeça, que espera melhores dias para a sua criação sem considerar o bem-estar dos cães, já que os seus animais adultos evidenciam, indevidamente, pesos próprios de cachorros entre 3 e 6 meses (8 a 14 kg).
Insanidades destas não acontecem só na Normandia ou na Mancha, infelizmente ocorrem, agora como menor incidência, por toda a parte do mundo civilizado e por vezes até onde menos se espera. No caso dos cães com pedigree, o combate a estas situações torna-se mais fácil, porque os diversos clubes de canicultura nacionais tendem a visitar, inspeccionar e certificar as ninhadas, devendo ao mesmo tempo, como é sua obrigação, verificar as condições de bem-estar e higiossanitárias dos cachorros, dos seus pais e demais cães dos criadores ou canis visitados. Não obstante, como foi o sucedido, qualquer um deve denunciar às autoridades situações destas – os animais agradecem, até porque não há nada que impeça um louco de ter cães! 

quarta-feira, 18 de dezembro de 2019

BARBÁRIE INTERNACIONAL CAÇADA EM SÃO PAULO

Um grupo de meliantes de várias nacionalidades, ligado ao circuito internacional de luta de cães, do qual constavam um americano da Califórnia, um mexicano e um peruano, foi surpreendido em flagrante delito pela polícia no passado Sábado à noite, na área metropolitana de São Paulo/Brasil, segundo anunciaram as autoridades estaduais anteontem.
Esta corja, para além de se dedicar à luta de cães, com pessoas de todo o mundo a apostar online naqueles “combates”, também comia os cães vencidos. Quando a polícia irrompeu pela propriedade, deparou-se com uma cena de horror: com cães mortos, feridos e com um a assar para posteriormente ser comido. Ficou comprovado que usaram pimenta no nariz dos cães para torná-los mais agressivos. A pronta acção policial resgatou 19 Pitbulls.
A concertada acção policial envolveu agentes dos Estados do Paraná e de São Paulo, que a princípio seguiram dois suspeitos. O número dos marginais (suspeitos) atinge os 40 indivíduos. Quase todos pagaram fiança, os estrangeiros foram proibidos de deixar o Brasil e um juiz impediu a libertação do homem acusado de organizar o evento, evento que deu seguimento a um anterior realizado no ano passado na República Dominicana.
Somos obrigados a “tirar o chapéu” às nossas polícias e a darmos graças a Deus por termos nascido no Velho Continente, porque as lutas de cães, mal aqui chegaram, já tinham acabado! De qualquer modo, há que dar os parabéns à polícia brasileira pelo sucesso nesta operação, desejando-lhe em simultâneo os maiores êxitos nas suas múltiplas missões.

terça-feira, 17 de dezembro de 2019

IVY: OS ALPINISTAS PODEM CONTAR COM ELE

Hoje pela manhã, em Kalkkögel, no Município austríaco de Axams (Distrito de Innsbruck-Land), dois alpinistas, um alemão de 30 anos e um austríaco de 26, quando se encontravam abaixo do Schneiderspitze, montanha com 2.156 metros de altitude nos Alpes Stubai, foram arrastados por uma avalanche que os empurrou 250 metros por terrenos íngremes e rochosos.
O austríaco de 26 anos ficou apenas parcialmente enterrado e conseguiu libertar-se, apesar de ter sofrido uma grave lesão num dos tornozelos, o que o obrigou a ser transportado de helicóptero para o Hospital de Innsbruck. O alemão de 30 anos ficou totalmente enterrado pela avalanche, vindo a ser encontrado pelo Ivy, um cão de busca em avalanche. Depois de recuperado da hipotermia pela tripulação do helicóptero, o teutónico foi levado ao hospital em Hall, no Tirol, onde se verificou estar levemente ferido pelo incidente.
Um cão de avalanche não tem preço, porque pode estabelecer a diferença entre a morte e a vida. O Ivy é um destes cães e os alpinistas sabem que podem contar com ele.

A GRETA JÁ CHEGOU A CASA!

Depois de quatro meses e meio de viagem, Greta Thunberg, a controversa activista climática sueca, chegou à sua cidade natal – Estocolmo. A prová-lo está foto acima onde aparece com os seus dois cães tendo Estocolmo como pano de fundo. Esta teenager, que muitos dizem endemoninhada e que outros divinizam, passou por Lisboa, vinda dos Estados Unidos, para se dirigir a Madrid, onde decorria a Conferência Climática Mundial.
Optou por vir no catamarã “La Vagabonde” de Salt Ponds, na Virginia/USA, até Lisboa, para poluir menos o ambiente, viagem no Atlântico Norte que demorou 21 dias. Ao aportar em Lisboa foi recebida pelo Presidente da Câmara, por alguns deputados e por um grupo maioritariamente jovem de ambientalistas, tanto nacionais como estrangeiros. O Presidente da República Portuguesa, delicadamente, escusou-se a comparecer, adiantando uma desculpa aparentemente razoável para não se comprometer. Independentemente de a verem com uma deusa, uma profetiza, uma lunática ou um demónio, Greta Thunberg é uma adolescente igual a tantos outros que adora cães.

segunda-feira, 16 de dezembro de 2019

SAIR COM A MARÉ VAZIA E REGRESSAR DE BARRIGA CHEIA

Neste último Sábado saímos pela manhã com a maré vazia, aptos para receber da cidade aquilo que ela tinha para oferecer-nos, debaixo de uma neblina que teimava em não se ir embora e que encobria um sol baixo e envergonhado. Nada nos deteve ou afectou o ânimo e acabámos por encontrar um sítio paradisíaco para treinar, com o turquesa do rio à esquerda e com o verde da serra alcantilado à nossa direita. Com o Zéfiro(1) a bater-nos na face, deparámo-nos com um jardim decorado com várias caixas que usámos como obstáculos. O primeiro binómio a entrar em acção foi o constituído pelo José António e pelo Ben, que executou em liberdade uma caixa transformada em janela.
Este binómio, ao ultrapassar a “Janela” sem maiores dificuldades, veio também a vencer um círculo bem maior, cuja dificuldade mais evidente foi a sua largura e revestimento: 1 metro de chapa metálica. O convite para o obstáculo serviu mais para o reforço da condução em liberdade do que para outra coisa qualquer (não é fácil conduzir um cão que não nos pertence).
Tenho por hábito introduzir o CPA Bohr aos obstáculos, não só por descender das minhas linhas ou de ser um lobeiro de pêlo comprido, mas porque adoro Pastores Alemães e dediquei muitos anos à sua criação, o suficiente para perceber que é um cão mal-empregado nas mãos de muita gente.
Com um cão assim ninguém “fica mal na fotografia”, porque é dedicado, fiel e valente, vive para agradar e nunca abandona o seu dono. Confiantes no Bohr, adornámos o salto com mais dois condutores, aumentando assim a sua dificuldade e beleza.


E porque quem tem um cão assim não necessita de caçar com gato, apertámos a área a saltar, colocando dentro do arco duas pessoas, certos que ao chamá-lo apareceria sem qualquer hesitação, segundo a disponibilidade que há tanto nos acostumou.
A Nasha, a Fila vermelha, é toda ela garra, velocidade e valentia, um animal atleticamente ímpar que qualquer um gostaria de ter, particularmente para aqueles que não se satisfazem apenas com a mediania. Com um condutor jovem, esta açoriana só lhe falta falar e voar.
Segura e apaixonada pelo seu condutor, acabou por saltar em sincronia com o Ben, criando desse modo uma foto familiar ao juntar pai e filho na condução, um momento que se deseja ver repetido e hoje infelizmente tão raro nas famílias.
Por mais alta que seja a barreira e apertado que seja o caminho para o dono, o Bohr não teme e vai adiante. Rápido que nem um tiro e com uma ligeireza raramente vista, este lobeiro parece vocacionado para missões impossíveis.
E quando o fila-guia escolar evidencia estas qualidades, quem o segue acaba por aceitar os mesmos desafios e atingir as mesmas metas, porque os cães são curiosos e competitivos, o que torna a classe escolar numa matilha espontânea e heterogénea. Onde o Bohr for, a Nasha acompanhá-lo-á, ainda que nem sempre com “cara de bons amigos”.
Alguém duvida que a cadela dedica-se ao trabalho com toda a sua força e genica? Os seus olhos não enganam e evidenciam a sua determinação. Não sabemos o que aconteceu ao Paulo dentro da janela para demonstrar tão boa disposição.
A foto seguinte prova a unidade de propósitos do grupo escolar, o seu empenho pelo progresso colectivo e a determinação do Bohr, que ao ouvir “up” ultrapassa tudo o que tiver na frente, sejam barreiras ou pessoas.
Importava ensinar ao Bohr o salto sobre a perna do condutor, valendo-nos primeiro de uma pequena vara tornada em vertical crua
Depois foi só trocar a vara pela perna do condutor (a vara deu muito jeito ao Afonso que assim pode equilibrar-se melhor, ao apoiar-se nela). É importante reparar, e isso diz algo sobre a qualidade do cão, que o animal salta sobre a parte mais elevada da perna.
Tudo o que o Bohr faz, a Nasha repete. Também ela precisava de aprender a saltar sobre a perna do seu condutor e o procedimento repetiu-se. Ainda que seja o Adestrador a conduzir a cadela, os comandos de salto são dados pelo seu dono.
Como seria de esperar, a Nasha aprendeu a saltar a perna quase imediatamente, demonstrando rara capacidade de concentração e de aprendizagem. Independentemente das fotografias que lhe tiremos, o seu olhar apresenta-se frio e impenetrável.
O José Maria também se propôs a fazer o mesmo com a CPA Mel, ainda que desajeitadamente, já que não respeitou os 3 momentos do salto nem agiu em conformidade com eles. A Mel aparece rebocada pelo pescoço e é visível o inusitado esforço do seu condutor, denunciado pela sua expressão facial e contracção do pescoço.
A determinada altura do treino reparámos num casal que se mostrou interessado no nosso trabalho. De um momento para o outro pusemo-los a conduzir alguns dos nossos cães para que experimentassem os benefícios do condicionamento.
“E como não há duas sem três – dizem, homem e mulher acabaram por colaborar connosco num conjunto de exercícios a pensar na sociabilização dos nossos cães e na supressão de medos que importa irradiar.
Num deles a senhora desempenhou o papel de “assaltada” e o Afonso de ladrão, tudo para que o Bohr conseguisse guardar automaticamente qualquer coisa que lhe fosse confiada, quer pertencesse ao seu dono ou não. Despedimo-nos do casal expressando-lhe a nossa gratidão pela colaboração e desejando-lhe festas felizes.
Dois ciclistas que estavam por perto foram também convidados a colaborar connosco. Junto com as suas bicicletas fizeram de obstáculo para o CPA Bohr ultrapassar. Acostumado a saltos verticais superiores a 120 cm, o Pastor Alemão transpôs os ciclistas com naturalidade.
E para que não restem dúvidas, mostramos na foto seguinte a saída do CPA sobre aquele obstáculo extraordinário. Se o trabalho do cão não nos surpreendeu, o mesmo não aconteceu com aqueles ciclistas, que saíram dali maravilhados e com algo para contar em casa.
A princípio tristonha e a olhar para os seus botões, uma jovem mulher foi também convidada para colaborar connosco, convite que aceitou sem qualquer reticência, estendendo uma das s pernas para os cães saltarem, como complemento do trabalho anteriormente desenvolvido.
Como prémio pela sua colaboração pusemo-la a conduzir a Nasha. Sem que ninguém o esperasse, evidenciou uma aptidão louvável e uma postura irrepreensível. Soubemos que tem uma cadela, oxalá opte por vir treiná-la connosco.
Mas a “estrela do dia” ainda estava para chegar, um miúdo com 3 anos de idade, seguro e mandado para a frente, que ao ver os cães, desejou de imediato conduzi-los. Espantados com tal resolução, fizemos-lhe a vontade e não nos arrependemos, porque o menino mostrou-se à altura e saiu dali radiante.
Com um monumento ali ao lado, elevado a 150 cm do solo e de projecção negativa, optámos por mandar a Nasha para lá com o objectivo de tirar uma foto alegórica à nossa passagem pelo local.
Apesar da idade e da animosidade dos filas contra ela, a Cozita, a Pitbull da Svetlana, gosta de acompanhar-nos e havendo recompensa não há nada que não faça. Pondo de parte o seu excelente impulso ao alimento, a cadela é extremamente doce, fiel e amiga.
E como o Afonso é o “afilhado” do Adestrador, sempre é sujeito a trabalho extra e a tarefas suplementares. Na foto abaixo vemo-lo a saltar com o CPA Bohr, para que aprenda a colocar-se nos saltos com cães de diferente convergência sobre os obstáculos.
Participaram nos trabalhos os seguintes binómios: Afonso/Nasha; João/Ben; José António/Ben; José Maria/Mel; Paulo/Bohr e Svetlana/Cozita. A Jessy e o Henrique colaboraram connosco. O Paulo e o José António, como de costume, foram os fotógrafos. A chuva poupou-nos e a temperatura foi subindo gradualmente. Terminámos os trabalhos de “barriga cheia” mercê da variedade dos conteúdos de ensino.
Para a semana voltaremos com mais novidades se a tempestade que se avizinha (Elsa) nos permitir. Uma semana proveitosa para todos e Boas Festas.
(1)Vento de Oeste.