sexta-feira, 22 de novembro de 2019

PIADA PARA O FIM-DE-SEMANA: O TÃO ESPERADO CÃO

Um casal com dois filhos decide ir jantar fora. Depois de pagar a conta, o pai pede ao empregado que lhe embrulhe a carne que sobrou, “que é para levar para o cão!”. Ao ouvir tal, as crianças exclamam de alegria: “Yes! Finalmente o pai vai comprar um cão!”

RANKING SEMANAL DOS TEXTOS MAIS LIDOS

O Ranking semanal dos textos mais lidos obedeceu à seguinte preferência:
1º _ OS FALSOS PASTORES ALEMÃES, editado em 24/02/2015
2º _ HÍBRIDO DE CHOW-CHOW/PASTOR ALEMÃO: MÁQUINA OU DESASTRE?, editado em 11/05/2016
3º _ A CURVA DE CRESCIMENTO DAS DIVERSAS LINHAS DO PASTOR ALEMÃO, editado em 29/08/2013
4º _ “X” DE JARRETE DE VACA, editado em 25/07/2011
5º _ PASTOR ALEMÃO X MALINOIS: VANTAGENS E DESVANTAGENS, editado em 15/06/2011
6º _ CONFLITOS QUE SE AGIGANTAM, editado em 20/11/2019
7º _ PASTOR DE SHILOH: SUPER-CÃO OU DECEPÇÃO?, editado em 23/01/2014
8º _ SINDICATO POLICIAL DENUNCIA MÁS CONDIÇÕES DOS CÃES, editado em 18/11/2019
9º _ DUELO À NOITE EM NUREMBERGA, editado em 21/11/2019
10º _ OSSOS DE OVELHAS E CÃES PARA AVES, editado em 20/11/2019

TOP 10 SEMANAL DE LEITORES POR PAÍS

O TOP 10 semanal de leitores por país ficou assim ordenado:
1º Portugal, 2º Brasil, 3º Estados Unidos, 4º Região Desconhecida, 5º Reino Unido, 6º Irlanda, 7º Angola, 8º Alemanha, 9º Moçambique e 10º Ucrânia.

quinta-feira, 21 de novembro de 2019

NASCERAM CÃES E FORAM APOSENTADOS COMO SOLDADOS

Anteontem, Terça-feira, em Nova Delhi, na Índia, pela primeira vez na história da CISF (Força Federal de Segurança Industrial), após cumprirem 8 anos de serviço, 7 cães foram oficialmente aposentados numa cerimónia solene, após terem cumprido 8 anos de serviço naquela força paramilitar, recebendo na ocasião medalhas e certificados. Numa mensagem lançada no Twitter, junto com várias fotografias alusivas, a CISP postou a seguinte mensagem: “Nascido como um cachorro, aposentado como um soldado”. Estes cães altamente treinados, que fizeram parte de uma equipa ligada à segurança do metro de Delhi, desfrutaram de um tratamento especial durante a cerimónia pelo altruísmo demonstrado nas suas missões. Mais tarde, acabadas as homenagens, foram entregues a uma ONG sediada em Delhi?!
Se os cães “são essencialmente dono e território”, não compreendo porque tiveram que ir parar a mãos estranhas e a territórios desconhecidos. Seja qual for a razão apontada, nenhuma delas considerou em primeiro lugar o bem-estar daqueles cães, muito embora compreenda a miséria que grassa na Índia e a impossibilidade dos seus tratadores em sustentá-los. Esta foi uma solução que vulgarmente se designa por “do mal, o menos!”

DUELO À NOITE EM NUREMBERGA

Nuremberga tem uma história muito antiga e rica, nela tiveram lugar muitos acontecimentos que influenciaram o mundo de hoje e as políticas actualmente vigentes. Contudo, não vamos falar do seu passado recente, do luteranismo que a cidade abraçou, do Partido Nazi, do Reichsparteitag ou do Reichsparteitagsgelände, de Albert Speer, dos famosos discursos de Hitler, da arianização dos bens judaicos, da deportação dos judeus e nem tampouco dos celebérrimos julgamentos de Nuremberga levados a cabo pelos aliados, somente de um episódio que ocorreu na cidade esta madrugada às 01:40 e certamente vai repetir-se pelo mundo afora.
Naquela ocasião, no Distrito de Ludwigsfeld, um homem de 56 anos que estava a passear o seu cão, um Boerboel, foi surpreendido por um Malinois que se encontrava solto, que prontamente atacou o seu cão. O dono do cão agressor chegou entretanto e envolveu-se com o outro proprietário canino. O homem de 56 anos caiu e o seu cão foi ferido no incidente, acabando o primeiro no serviço de urgências de um hospital, por prevenção e o animal foi levado para uma clínica veterinária com uma perfuração séria. O dono do Malinois pôs-se em fuga com o animal antes da chegada da polícia e dos meios de socorro, sendo descrito como um homem de 45 anos, com 175 cm de altura, de figura esbelta e que vestia na ocasião um blusão de inverno brilhante. A polícia pede agora às pessoas que testemunharam o acidente, que prestem informações sobre a identidade do dono do Malinois, indicando para o efeito o número de atendimento policial.
Nas grandes cidades é cada vez mais perigoso sair à rua com um cão, particularmente quando os donos são frágeis e os cães são mansos ou não intimidam ninguém (há-os até que fogem da sua própria sombra). Nestes casos, para que donos e cães não acabem assaltados, agredidos, mordidos ou feridos, aconselha-se que procurem nas saídas à rua espaços iluminados, razoavelmente concorridos e não muito distantes das esquadras policiais, porque este mundo não se compadece dos fracos e têm-nos até como alvos preferenciais. Não sei se o que vou dizer terá algum préstimo para alguém, mas nas minhas andanças pelo mundo, visando a minha segurança, aprendi a nunca regressar a casa pelo mesmo caminho e até à presente data tenho-me dado bem, porque me vejo livre de quem quero ver pelas costas e acabo por surpreender quem queria surpreender-me.

DOG AGING PROJECT

Cientistas norte-americanos estão à procura de 10.000 cães domésticos para o maior estudo de sempre sobre envelhecimento canino. Como os cães vivem em média de 6 a 12 vezes menos que os humanos, os pesquisadores esperam que os cães mais velhos possam dar pistas para aumentar a sua longevidade e porventura até a nossa. Este projecto de ciência cidadã visa recolher dados sobre a genética, hábitos alimentares e comportamentais dos cães domésticos, para futuramente se poderem formular curas capazes de retardar o processo de envelhecimento.
Os proprietários caninos que desejem inscrever os seus animais podem fazê-lo no site do DOG AGING PROJECT, editado por pesquisadores da Faculdade de Medicina da Universidade de Washington e veterinários da Faculdade de Medicina Veterinária e Ciências Biomédicas da Universidade A&M do Texas e financiado pelo Instituto Nacional de Envelhecimento (uma divisão do Instituto Nacional de Saúde) e também por iniciativa privada.
Os cães envolvidos no estudo permanecerão nas suas casas e seguirão as suas rotinas habituais. Os proprietários receberão um kit para realizar testes genéticos na saliva dos animais e questionários a serem preenchidos sobre o estilo de vida do cão. Todas as idades, tamanhos e raças (mesmo mestiços) são bem-vindos. O projecto é reservado para cidadãos americanos, mas há um gémeo seu, o " Darwin’s Ark ", que é internacional, tem cerca de 24.000 cães registados e está agora a lançar uma versão para gatos.
Apesar destes estudos terem os cães como objecto, estamos perante um “gato escondido com o rabo de fora”, porque por detrás de tudo isto está a procura da imortalidade humana, objectivo que os homens perseguem desde que se conhecem.

quarta-feira, 20 de novembro de 2019

OSSOS DE OVELHAS E CÃES PARA AVES

De acordo com pesquisadores iranianos do Departamento de Cirurgia da Faculdade de Medicina Veterinária de Shiraz, no Irão, liderados por SAIFULLAH DEHGHANI NAZHVANI, os ossos de ovelhas e cães, quando cortados em alfinetes ortopédicos, estabilizam as asas fracturadas de pombos, ajudando na sua cicatrização sem cirurgia de acompanhamento. Os autores deste estudo, publicado hoje na revista Heliyon, descrevem o tratamento como mais barato e mais eficiente do que o uso de alfinetes de metal nas cirurgias de reabilitação de pombos.
Nazhvani diz que “não é necessário remover os implantes por que eles serão absorvidos pelo organismo” e que poderão ser também “usados em aves selvagens como águias, corujas e gaivotas”. Este cientista trabalha numa clínica veterinária da Universidade Shiraz, onde frequentemente trata de pássaros selvagens com fracturas nas asas ou nas pernas. Até aqui eram usados pinos de metal como procedimento padrão, que infelizmente dificultavam a descolagem, provocavam desequilíbrio nos voos e comprometiam a aterragem depois de reparada a fractura
Na procura de pinos mais leves que dispensassem a sua remoção, a equipa de Nazhvani achou que os ossos poderiam ser a melhor resposta. Lixaram e processaram ossos de ovelhas e de cães, provenientes de animais que haviam morrido anteriormente, em pinos suficientemente pequenos para serem inseridos nos ossos umerais de um pombo - o osso da asa mais próximo do corpo de um pássaro. Após 32 semanas de observação, os pombos com alfinetes ortopédicos de ovelhas ou ossos de cães conseguiram voar tão bem como antes de serem operados.

"Não houve rejeição de nenhum dos ossos implantados", disse Nazhvani. "Nos pombos que foram submetidos ao tratamento, as asas recuperaram precocemente a sua função e o seu reparo foi mais sólido do que pensávamos devido à lenta absorção do implante e à sua contribuição para o processo de cicatrização". Neste momento os pesquisadores já estão a pôr em prática as suas descobertas nos pássaros que dão entrada na sua clínica, também a tentar fazer placas de osso de gado ou cavalo e compará-las com as placas de metal convencionais para outros tipos de cirurgias de aves em reabilitação. Eu já sabia que o cão é um dos melhores amigos do homem (o cavalo não lhe fica atrás), mas ignorava que ainda pudesse valer às aves deste modo e muito menos as ovelhas!

OS CÃES QUE APROVEITEM AGORA… E OS DONOS TAMBÉM!

Em cinco anos, a criação de coelhos na província italiana de Treviso caiu de 100 para 40 produtores. A principal razão deste declínio deve-se a uma mudança de atitude por parte dos consumidores, que entendem agora os coelhos como animais de estimação, à imitação de cães e gatos, como sucede noutras partes da Europa. 
Estranhamente, digo eu, para esta mudança de atitude muito tem contribuído a posição de Michele Tomasi, bispo católico, que pediu ao presidente dos Cunicoltori da Confagricoltura Treviso, órgão representativo dos cunicultores locais, para prestar maior atenção à responsabilidade pelo bem-estar animal. 
Para Lodovico Giustiniani, muitos cunicultores estão a abandonar a actividade porque os coelhos são cada vez mais vistos como animais de estimação e porque “aqueles que vivem na realidade urbana têm um conhecimento cada vez menos profundo da dinâmica do campo”. Cristiano Diotto, presidente dos cunicoltori da Confagricoltura Treviso, disse a este respeito: “O declínio no consumo de carne de coelho é apenas parcial devido à maior sensibilidade animalista. Estamos a falar de um sector de nicho, voltado para um animal que não é fácil de reproduzir e que exige investimentos significativos. Portanto, uma actividade que foi progressivamente abandonada em favor de actividades agrícolas mais lucrativas.”
Os cães que se deleitam e que por vezes se fartam da carne que diariamente é-lhes distribuída, se soubessem o que por aí vai e ainda o que há-de vir, de imediato lamberiam as suas tigelas até ver o seu fundo reluzente. Como a deliciosa carne que estamos acostumados a consumir, ingrediente indispensável nos churrascos do nosso contentamento, tem tendências a desaparecer, há que aproveitar a que temos, antes que ela acabe e passemos a comer hambúrgueres de larvas, enchidos de minhocas e farinha de insectos. Se a situação não se alterar radicalmente, dentro em breve não restará nem uma galinha para comer, porque também ela já é hoje considerada um animal de estimação, como são os porcos, os coelhos, os furões e outros animais.
Estas alterações, que para muitos são razão de espanto quanto baste, irão diversificar inevitavelmente a clientela dos actuais centros de adestramento que, para além dos cães, passarão também a adestrar outras espécies animais entretanto adoptadas como animais de estimação, criando para elas espaços do seu interesse e actividades interactivas próprias do seu particular. Quem for obrigado a esta actualização, já devia tê-la feito ontem, porque a senda do sucesso não espera pelos atrasados. 

CONFLITOS QUE SE AGIGANTAM

Multiplicam-se por toda a Alemanha, nos territórios designados por “reservas naturais”, os conflitos entre os proprietários caninos e as associações de caçadores diante dos possíveis riscos para os cães, naturalmente agravados quando circulam soltos. Mesmo que amanhã a caça acabe (já teve dias melhores lá e cá) o inevitável controlo das populações de espécies selvagens terá que acontecer para que estas não se convertam em pragas, como já acontece com o javali. Neste momento os caçadores fazem de tudo para afastar os cães e os seus donos não querem nem ouvir falar em caçadores, particularmente dos que caçam com recurso a armadilhas.
Para cúmulo, na Reserva Natural de Notzingermoos, em Erding, na Alta Baviera/Alemanha, apareceu uma tabuleta a dizer: “Armadilhas de Caça – Prenda os cães à trela, por favor”, o que deixou os proprietários caninos furibundos, que ousadamente mais se embrenham nos territórios de caça com os seus amigos de 4 patas. Os donos, mais para justificar a sua livre circulação por bosques e florestas, adiantaram que não eram só os cães que estavam em risco, mas também os corredores e os portadores de carrinhos de bebé, o que parece fazer todo o sentido, não fosse isto tudo um mero conflito de interesses. As autoridades alemãs, mais rápido do que se julga, breve avançarão com regras a contento de ambas as partes, ainda que alguma delas se sinta menos beneficiada (nunca foi fácil “agradar a gregos e a troianos!). Estamos a falar do tipo de armadilhas permitidas e dos territórios onde a entrada dos cães será proibida.

MORTE ESTRANHA PROVOCA ALVOROÇO

Apesar de haver algum jornalismo sério (não muito), a actual tendência do jornalismo internacional tende a adiantar conclusões de inquéritos por concluir e a anunciar sentenças ainda por proferir, tudo na procura do sensacionalismo que leva à curiosidade e à cativação da opinião pública, gente que publicidade, que tudo paga, pretende fidelizar a qualquer preço. Debaixo de títulos do tipo “MULHER GRÁVIDA MORTA POR UMA MATILHA DE CÃES DE CAÇA AO VEADO”, tomámos conhecimento do sucedido no Sábado passado na FLORESTA DE RETZ, na França, a 150 km da fronteira com a Bélgica, onde ELISA PILARSKI (na foto acima), uma mulher de 29 anos de idade e grávida de 6 meses, foi morta por vários cães quando passeava o seu. Antes de ser atacada ainda contactou com o seu companheiro, dizendo-lhe que estava diante de cães ameaçadores. Como na ocasião deste lamentável incidente se procedia a uma caçada ao veado com cães, alvitra-se a hipótese de alguns deles terem sido responsáveis pela morte daquela grávida.
Imediatamente após ter conhecimento do ocorrido, a SOCIÉTÉ DE VÉNERIE, responsável pela caça ao veado, num comunicado publicado à noite, fez saber que “nada demonstra o envolvimento dos cães caçadores na morte daquela mulher". De acordo com a mesma associação existem em França mais de 30.000 cães de caça em matilha, divididos em 390 equipas e que “estes cães são treinados para caçar um animal em particular e obedecer ao homem em todas as circunstâncias.” Desculpas destas podem eventualmente convencer alguns inexperientes urbanos, mas jamais quem tem experiência na caça, porque não se vai para o veado com cães de caça à raposa e uma matilha constituída por cães poderosos tende a varrer tudo que tiver na frente. Com isto não estamos a dizer que os responsáveis pela morte da jovem foram os cães caçadores, somente a rebater os argumentos adiantados pela sociedade da caça.
A desgraça da grávida foi também aproveitada por BRIGITTE BARDOT (BB), hoje com 85 anos, que em remotos tempos áureos, nas décadas de 50 e 60 do século passado, depois de ter sido modelo e cantora, se transformou numa actriz de sucesso e num dos maiores símbolos sexuais do cinema francês e internacional. “BB”, como ainda hoje é conhecida, depois de “sair de cena”, fundou em 1986 a “FONDATION BRIGITTE BARDOT”, uma instituição dedicada ao bem-estar animal. Face ao ocorrido na Floresta de Retz e na qualidade de presidente da sua fundação, declarou-se “ chocada e profundamente escandalizada” pedindo em carta aberta a Elisabeth Borne, Ministra da Transição Ecológica, “que suspenda imediatamente todas as autorizações de caça para esta temperada”, pedido que automaticamente condena aqueles cães antes de ser provada a sua culpa. Quem não embarcou em balelas e cantorias foi o Ministério Público, que mandou recolher 93 amostras de cães para determinar quem atacou mortalmente Elisa Pilarski.

segunda-feira, 18 de novembro de 2019

SINDICATO POLICIAL DENUNCIA MÁS CONDIÇÕES DOS CÃES

O SIULP (Sindicato da Polícia dos Trabalhadores Unitários Italianos), primeiro sindicato policial a ser fundado em Itália, que representa 23.885 polícias dos cerca de 95.000 existentes, através da sua delegação em Bolonha, denuncia as más condições de alojamento dos cães no Quartel de Prudentino, na Via della Grazia, nos arredores da cidade. Numa carta aberta ao Questore Gianfranco Bernabei, diz o sindicato que “os canis são frios e escorregadios e que os cães-polícias já estão a demonstrar os primeiros sintomas de desconforto devido ao frio, com todas as consequências para a sua saúde, mas também para o serviço.” Amedeo Landino, secretário da Siulp Bolonhesa diz ainda: “Com estas temperaturas e humidade, as boxes caninas levam horas a secar, porque não têm aquecimento, um sistema anticongelante especial, nem água quente. Além disso, as condições na área verde estão agora no auge da indecência, tornando-se pântanos impraticáveis.”
De acordo com este sindicato policial, a Superintendência Inter-Regional de Obras Públicas da Lombardia e Emília-Romanha anunciou recentemente que a reforma do canil no quartel foi estimada em 135 mil euros. A administração municipal informou que já existia um projecto, com a provisão de uma área a ser alocada para uma nova e moderna casa do departamento canino, mas inexplicavelmente nada foi feito. Diante da promessa até agora não cumprida, Landino contra-ataca: “Seria criminoso e indesculpável deixar os nossos colegas de 4 patas sofrerem inconvenientes dessa ordem e, por esse motivo, é necessário acrescentar ao projecto estrutural uma adaptação do anil actual, a baixo custo, mas com urgência, para permitir salvaguardar a saúde destes animais que muito fazem pela segurança do País.” Apesar da Itália estar sem dinheiro para obras públicas, penso que brevemente os cães-polícias de Bolonha terão um novo e apropriado canil, nem que seja por pressão da opinião pública.

ASSALTO AO CASTELO GRAFITADO

Sábado decidimos “tomar de assalto” um castelo, tirando partido da excelente preparação física e psíquica dos nossos cães e da disponibilidade dos seus condutores. O aquecimento aconteceu numa sala plena de sol face ao frio que se fazia sentir pela manhã, agora com o fundo decorado por uma pintura mural eventualmente alusiva a uma mulher lupina, onde a Svetlana e o Afonso, com as respectivas parceiras, posaram para a foto.
Perante as dificuldades iniciais do Afonso em fazer recuar a Nasha, o Adestrador veio em seu socorro e pôs a Fila a recuar irrepreensivelmente. Apesar do recurso ao reforço positivo, como o movimento é antinatural e a cadela não se agradou muito dele, resistiu inicialmente à instalação do comando e tentou mostrar que nela ninguém manda, obsequiando o adestrador com leves 3 “beijinhos”.
O Ben, O Fila mais velho, já na idade geriátrica, mas ainda sólido e sem qualquer queixa articular, teve que ser previamente ensinado a saltar uma janela, tarefa que aprendeu com grande facilidade, ao ponto de fazer a transposição sem ninguém lhe ordenar, simplesmente para agradar.
Quando convidámos o CPA Bohr para o mesmo exercício exigimos-lhe mais, pedindo-lhe que saltasse a janela com o seu dono para além dela e na companhia de outro binómio. Como era esperado, sobrou cão por todo o lado.
O salto de janela que se segue lembra o namoro de tempos idos, que acontecia à janela das moças e debaixo da supervisão dos pais. Alusões à parte, vale a pena observar a cumplicidade existente entre o Afonso e a Nasha.
Com tantas escadas à nossa disposição, não hesitámos em aproveitá-las para abordagens silenciosas e dissimuladas de evolução paralela, onde os comandos de “à frente” e “atrás” foram usados contrariamente ao seu uso convencional.
Encetar acções consertadas, particularmente ofensivas, com fêmeas em liberdade já não é tarefa fácil e fazê-lo com fêmeas de raça diferente muito menos. Mas atendendo à necessária complementaridade canina, não nos sobra outra opção - alcançar primeiro a sua sociabilização.
O “assalto ao castelo” começou pela ultrapassagem de muros de várias alturas. Na foto abaixo é possível ver a Svetlana a ordenar, e bem, o salto à Lexa. Ainda que o salto da Fila seja anómalo do ponto de vista biomecânico, a transposição é meritória pela acção revigorante da sua condutora.
Como importava preparar cada cão individualmente para o “assalto” e treiná-lo para a eventualidade de saltos consecutivos à distância, todos os binómios foram convidados a fazê-lo a partir de uma fossa ainda ali existente.
Na foto acima vemos a saída da fossa efectuada pela Nasha. Na seguinte é possível vê-la a efectuar o segundo salto, desta vez para dentro de uma janela através do chamamento do seu dono e condutor (exercício foi executado à primeira vez).
A cadela que está a executar em risco o exercício abaixo é a CPA Mel, porque ao invés de projectar as duas mãos para a linha de transposição, só projecta a direita e embate violentamente com a esquerda contra o muro, o que poderá causar-lhe uma lesão eventualmente irreversível. Esta forma anómala de saltar deve-se à aselhice do seu condutor, que ao invés de ensiná-la a saltar correctamente, acaba indevidamente por atrapalhá-la (o pobre animal até usa a cabeça para se elevar, o que não deixa de ser caricato).
Perante a impropriedade técnica do condutor, incapaz de marcar correctamente o salto ao animal, acabámos por dispensá-lo e produzimos um salto duplo para condicionar a cadela à marcação do salto e a ultrapassá-lo de modo equilibrado, valendo-nos da boa vontade da Svetlana e do Afonso.
Para melhor compreensão do que acabámos de dizer, vale a pena apreciar a marcação do salto feita pelo CPA Bohr, que sendo a correcta, irá possibilitar-lhe um salto convergente de rara beleza e, quando assim é, os objectivos do treino acabam cumpridos.
Num plano frontal, vemos a Nasha a ultrapassar equilibrada uma janela. Como podemos ver, as suas patas dianteiras encontram-se alinhadas uma pela outra, o que irá possibilitar-lhe um impacto ao solo seguro e equilibrado.
No mesmo exercício, para que não restem dúvidas, a CPA Mel irá ultrapassá-lo inapropriadamente, com o anterior direito lançado e o esquerdo estampado contra a parede. Este desequilíbrio, cujas causas já explicámos atrás, não é resultado de qualquer anomalia de garupa ou de insuficiência articular.
No assalto ao castelo optámos por uma invasão sincronizada e registámos os 3 momentos da transposição: o arranque (na foto seguinte), a elevação e a recepção. Esta invasão sincronizada foi executada por 3 cadelas (1 CPA e 2 Filas). A Nasha (a cadela do meio) partiu manifestamente atrasada, mas recuperou rapidamente o alinhamento.
Na foto seguinte vemos o 2º momento do salto e podemos apreciar a convergência de salto da Nasha, que vendo-se atrasada em relação às suas companheiras, salta naturalmente “do meio da rua” (quem é que disse que os cães não são competitivos?).
No 3º momento da transposição, já com as cadelas praticamente alinhadas, a acção ofensiva correu conforme o esperado e o objectivo foi cumprido (as janelas elevadas a 170cm foram facilmente ultrapassadas.
Noutro plano do mesmo exercício, vemos a entrada decidida das três fêmeas, às ordens dos seus condutores e prontas para o seu cumprimento pronto e imediato, ávidas de novos desafios pela anterior experiência feliz.
Porque não pactuamos com erros, não deixamos ninguém para trás e buscamos para tudo acertada solução, tivemos que valer à Mel mais uma vez. E, perante a recusa da Jessy em colaborar (pretensamente dona da cadela), abusámos mais uma vez da boa vontade da Svetlana para o efeito.
Como o trabalho foi árduo, tivemos que encontrar vários momentos de supercompensação, momentos que os condutores também aproveitaram para ver as vistas e usufruir da bonita paisagem adjacente.
A vida de fotógrafo na Acendura Brava foi sempre uma “profissão” de alto risco, própria de quem gosta de cães, é disponível e não teme por si. Na foto abaixo vemos o José António no desempenho do seu trabalho como fotógrafo de dia.

No castelo grafitado não faltam pinturas murais sujeitas aos mais variados temas. Junto de uma, provavelmente alusiva à paz, o que veio mesmo a calhar, porque ninguém tem paz a mais, a Jessy e o José Maria posaram para a foto, num enquadramento que resultou feliz.
Indiferente a tudo isso, o Afonso passeava a Nasha sobre as velhas muralhas, que nalguns casos se encontravam elevadas a 30 metros de altura. O miúdo é seguro e não tem vertigens, a cadela nunca o defrauda e mostra a mesma segurança.
“Conquistado” o castelo, os heróicos cruzados, vindos não se sabe donde, tiraram uma foto na torre de menagem para a posteridade, tendo o José Maria necessidade de aprisionar a Jessy pelo pescoço, ao que tudo indica uma moura encantada que virá a ser cativa.
Participaram nos trabalhos os seguintes binómios: Adestrador/Nasha; Afonso/Nasha; José Maria/Mel; José António/Ben; Paulo/Bohr e Svetlana/Lexa. Os fotógrafos foram o José António e o Paulo Jorge. O Plano de Aula foi cumprido, o sol de inverno pairou e o frio não nos largou.
Para a semana cá estaremos com mais aventuras, provavelmente sem castelos a conquistar. Desejamos a todos os nossos alunos, leitores e amigos uma boa semana de trabalho.