segunda-feira, 26 de novembro de 2018

FLINTSTONE: O PRIMEIRO CÃO-ARQUEÓLOGO ALEMÃO

Chama-se FLINTSTONE, é um Sheepdog, tem 7 anos de idade, reside na Baviera, pertence ao arqueólogo DIETMAR KROEPEL (com quem constitui binómio), começou como cão de socorro a vítimas de avalanches e de detritos, tem ajudado a polícia a encontrar cadáveres soterrados há muito tempo (casos frios) na Alemanha, Áustria e Suíça, ajudou a encontrar uma mulher desaparecida há 30 anos em Naila, na Francónia Superior, tornou-se perito em detectar ossos humanos antigos no solo, é o primeiro e único ARCHAEO-DOG certificado na Alemanha, apoia agora arqueólogos nas escavações e é hoje objecto de destaque nos media de língua alemã.
O seu dono e condutor, o arqueólogo Dietmar Kroepel, acabou por fundar a Associação Archaeo-Dogs Bavaria e a Associação Federal de Cães de Arqueologia na Alemanha para que mais animais possam ser treinados como cães de arqueologia. Na Associação Federal, ele estabeleceu as regras para a apresentação dos testes caninos e os exames ainda são realizados por examinadores de cães de resgate. Para o próximo ano, segundo fez saber, serão fundadas associações com o mesmo propósito na Renânia do Norte-Vestfália e Baden-Württemberg. Cães com estas características aprenderão futuramente a trabalhar em paralelo com diferentes meios científicos que medem e perscrutem os solos e respectivas densidades.
A somar a isto, aos fins-de-semana e depois do trabalho, Kroepel e Flintstone ainda têm tempo para trabalhar para a polícia e participar em escavações. Saúda-se este binómio pioneiro e aguarda-se a chegada de outros. Talvez algum dia, quem sabe, a APIA (Associação Portuguesa de Investigação Arqueológica) ou AAP (Associação dos Arqueólogos Portugueses) venham a ter ao seu dispor alguns destes preciosos auxiliares caninos.

domingo, 25 de novembro de 2018

DO NEVADA PARA A CALIFÓRNIA

PREÂMBULO: Antes de nos debruçarmos sobre o tema adiantado no título atrás, queremos felicitar a Guarda Nacional Republicana pelas equipas cinotécnicas que mantém, nomeadamente o binómio que conseguiu encontrar um dos cadáveres submerso na fatídica pedreira de Borba. Prestações destas só honram este Corpo Especial de Tropas, tornando-o mais grato aos olhos dos portugueses.
Depois do incêndio que tirou a Vila de Paradise do mapa da California/USA, a área foi depois varrida por um incêndio florestal de grandes proporções. Dos dois acontecimentos, para além de milhares de hectares ardidos, resultaram 63 mortos e 7.177 edifícios destruídos, dos quais 6.453 eram habitações.
GREG CASSEL, Chefe dos Bombeiros do Condado de Clark, no Nevada, fez saber à ASSOCIATED PRESS que o seu Departamento, por solicitação do Escritório de Gestão de Emergências da Califórnia, vai enviar dois binómios de busca e resgate de cadáveres para a Califórnia, como parte do rescaldo da tragédia, adiantando ainda que outro binómio com idênticas características, pertencente ao Corpo de Bombeiros do Norte de Las Vegas irá juntar-se-lhes. A estes três binómios irá juntar-se um quarto, também vindo da área de Las Vegas, cujo manipulador não trabalha para o Corpo de Bombeiros.
Acções solidárias destas são sempre bem-vindas, como bem-vindos são mais cães com estas características, considerando as alterações climatéricas e o aumento do número de incêndios que auxiliam ou provocam. Ainda que ninguém goste de falar no assunto, os cães farejadores de cadáveres infelizmente fazem falta e é impensável que só as polícias tenham alguns no seu efectivo, já que os bombeiros também precisam deles para o desempenho das suas missões.

sábado, 24 de novembro de 2018

CONTRA AS ONDAS, AVANÇAR!

O dia hoje parecia que ia complicar-nos a vida, que iríamos sair dos trabalhos deste Sábado tal qual gatos-pingados, o que afortunadamente não aconteceu. Fomos directamente para uma praia, que atendendo à altura do ano e ao tempo que se fazia sentir, estava quase deserta. A meta para o dia de hoje consistia em preparar os cães para não se deterem diante das ondas, objectivando a sua parceria e utilidade, meta e objectivo que o CPA Bohr alcançou com relativa tranquilidade. Já o Zeus (Doberman), despojado da sua condutora habitual por razões de força maior, resistiu a entrar na água, muito embora lhe apetecesse seguir o Pastor Alemão seu companheiro de classe.
Fizemos de tudo um pouco para ambientar os dois cães ao meio aquático, que por sinal se encontrava moderadamente agitado. A primeira coisa que fizemos foi acostumar os animais ao barulho das ondas na praia e contra as rochas, conforme se pode ver abaixo.
Depois de obtermos dos cães uma resposta afirmativa, colocámos os binómios à borda de água e de frente para o movimento das ondas, para que os cães as vissem e não as temessem, serenados pela companhia e apoio de quem os segurava pela trela.
Trabalho seguinte levou os binómios a correr sobre a água que alcançava a praia, para que os cães se focassem mais nos seus condutores do que nos seus próprios receios (objectivamente foram molhar os pezinhos/patinhas).
Como o Bohr a princípio se mostrou pouco interessado em entrar dentro de água sozinho, o Paulo não teve outro remédio do que se fazer à água, no que foi seguido pelos cães, enquanto por cima das suas cabeças esvoaça um interminável bando de patos vindos do norte da Europa.
Ao ver o dono dentro de água, o Bohr compreendeu o que se esperava dele, brincando entre as ondas com a mesma alegria que manifesta em terra firme. Para além de adorar nadar, este CPA é um exímio nadador, um tecnicista que se desloca dentro de água a uma velocidade pouco vista e sem necessitar de grande estímulo.
Em paralelo, desenvolvemos também actividades em terra, aproveitando-nos de tudo o que o ecossistema nos oferecia e das infra-estruturas nele colocadas. Um dos exercícios propostos aos binómios foi o de vencer um pequeno slalom em velocidade. Na foto seguinte podemos ver a execução do Paulo e do Bohr.
O Tomás e o Afonso, filhos adolescentes do João Mendonça, acabaram por conduzir os cães e competir entre si nomeadamente numa corrida binomial de 100 m sobre a areia. A vitória coube ao Tomás que conduziu o Bohr, apesar do Afonso ter vendido cara a derrota.
Inicialmente coube ao Afonso conduzir o Zeus por substituição da Svetlana, incumbência que aceitou de bom grado e onde demonstrou algum empenho e acerto, faltando-lhe somente decisão. Depois que a trela lhe levou um pedaço de pele de um dos dedos, entregou o Zeus ao irmão e passou a turista, papel que lhe assenta muito bem porque até tem ar disso!
Hoje o grupo escolar parecia um grupo de trabalhadores municipais, daqueles onde só um ou dois trabalham e dez ficam a ver. Perfilados sobre as rochas, podemos ver seis dos sete valentes que se fizeram à praia, muito embora só metade tivesse conduzido cães. Os miúdos da foto não o serão por muito tempo e amanhã recordarão com saudade este alegre momento.
E como as obras nas praias acontecem fora da época balnear, fomos surpreendidos por uma máquina escavadora com lagartas, viatura que aproveitámos para tirar uma foto dos cães presentes e dos seus proprietários.
A foto que se segue bem que poderia intitular-se de “futuro”, porque nela está presente a geração dos Mendonças que nos sucederá, 3 miúdos diametralmente opostos que cada vez mais se harmonizam entre si.
Participaram nos trabalhos os seguintes binómios: Afonso/Zeus; Paulo/Bohr e Tomás/Zeus. A reportagem fotográfica esteve a cargo do Zé António e do adestrador, o Pedro fez o que lhe deu na gana e não lhe sobrou tempo. O pai agarrou-se ao volante e levou todos para casa.

PIADA PARA O FIM-DE-SEMANA: O ALTRUÍSMO DE ISAAC

Isaac estava de pé a pedir à porta de uma sinagoga, suplicando esmolas a quem de lá saía. O rabino, que o conhecia bem e sabia que era rico, entranhou aquele comportamento e foi perguntar-lhe porque razão se encontrava ali. Sem demoras, Isaac respondeu-lhe que estava ali a juntar dinheiro para uma viúva com filhos pequenos, que já devia três meses de renda e que se não pagasse os 3.000€ em falta seria despejada naquele mesmo dia. O rabino perguntou-lhe depois quanto é que ele já havia recolhido e ficou a saber que já tinha 2.500€. Sensibilizado por aquele acto de justiça, o de valer a uma viúva, o rabino achou por bem oferecer os 500€ em falta, acção que Isaac agradeceu imediatamente em nome da viúva. O rabino, depois de louvar o bom coração de Isaac, perguntou-lhe se a viúva era sua parente, ao que ele respondeu: “Não, rabino. É minha inquilina?"

sexta-feira, 23 de novembro de 2018

1, 2, 3… MACAQUINHO DO CHINÊS!

Nos meus tempos de miúdo tínhamos uma brincadeira a que chamávamos “1, 2, 3, MACAQUINHO DO CHINÊS”, que consistia num miúdo virado para a parede, a contar a lengalenga atrás mencionada, enquanto os outros corriam na sua direcção, acabada esta contagem virava-se e outros miúdos tinham ficar tal qual estátuas. Aquele que se mexesse era obrigado a voltar à linha de partida e ganhava aquele que conseguisse chegar primeiro à parede, que passava para a contagem. 
Bem depressa a criançada se fartava desta brincadeira, por ser demasiado repetitiva, como repetitiva e histórica é a repressão chinesa sobre os cães, animais que alguns chineses digerem bem demais, que outros desconsideram e que outros ainda não toleram, segundo valores culturais bem diferentes dos nossos, que sempre geram tensões sobre o lugar dos cães na sociedade. Agora que os chineses se voltaram para a África e em força, oxalá os seus valores culturais não levem à extinção várias espécies de animais.
Na moderna cidade de HANGZHOU, capital da Província de Zheijiang, à beira do Rio Fushun, perto de Xangai, metrópole com 6,3 milhões de habitantes que é um importante centro ferroviário, industrial e turístico, as autoridades locais, dando continuidade às regas antidumping das anteriores décadas comunistas, estabeleceram novas regras e pesadas multas sobre o trânsito e licenciamento de cães nos seus limites, tudo por culpa de uma briga entre dois cidadãos, um com cão e outro não, acabando o animal por ser chutado.
Assim, a partir de ontem, os cães estão proibidos de andar na rua das 07 às 19 horas; a polícia pode confiscar ou matar os cães não licenciados que encontrar e os proprietários negligentes sujeitam-se a multas entre os 5.000 e os 10.000 RMB (de 720 a 1.440 dólares).
Também os cães que forem encontrados ao ar livre depois do toque de recolher serão detidos e os seus donos multados. A somar a isto, a cidade baniu 34 raças grandes consideradas “cruéis”, incluindo Mastins Tibetanos, Pastores Alemães, Dogues Alemães, cães rurais chineses e algumas raças mistas, o que segundo um voluntário envolvido na adopção de cães poderá complicar a vida àqueles donos que já haviam adquirido cães de grande porte.
Não restam dúvidas nenhumas: Hangzhou não é uma cidade “dog friendly”! Haverá por mero acaso alguma que o seja? Se alguém encontrar alguma, por favor, mande-nos um email a indicar qual!

RANKING SEMANAL DOS TEXTOS MAIS LIDOS

O Ranking semanal dos textos mais lidos ficou assim ordenado:
1º _ OS FALSOS PASTORES ALEMÃES, editado em 24/02/2015  
2º _ PASTORES ALEMÃES LOBEIROS PARA VENDA QUE RECOMENDAMOS,
3º _ HÍBRIDO DE CHOW-CHOW/PASTOR ALEMÃO: MÁQUINA OU DESASTRE?,
4º _ BINÓMIOS ANFÍBIOS, editado em 17/11/2018
5º _ OS NOSSOS DUENDES ANDAM AOS PARES E ALGUNS TÊM QUATRO PATAS!, editado em 19/11/2018
6º _ NO OUTONO TAMBÉM SE APRENDE A NADAR, editado em 17/11/2018
7º _ VACINA LEISHTEC: UMA BOA NOTÍCIA PARA OS CÃES, editado em 19/11/2018
8º _ NUNCA OUVI LADRAR O MEU PASTOR ALEMÃO NEGRO, editado em 17/10/2013
9º _ O QUE NOS RESERVA O PITSKY, editado em 03/04/2017
10º _ O GUARDA DAS GALINHAS, editado em 05/04/2014

TOP 10 SEMANAL DE LEITORES POR PAÍS

O TOP 10 semanal de leitores por país obedeceu à seguinte ordem:
1º Portugal, 2º Brasil, 3º Alemanha, 4º Estados Unidos, 5º Reino Unido, 6º Angola, 7º França, 8º Rússia, 9º Moçambique e 10º Suíça.

quinta-feira, 22 de novembro de 2018

NA SICÍLIA NÃO HÁ SÓ MAFIOSOS

Geralmente os portugueses não têm uma boa imagem dos sicilianos, como de resto dos italianos – vêem-nos como mafiosos; os italianos, por sua vez, também não têm uma boa imagem dos portugueses, tanto que o substantivo masculino italiano “portoghese”, para além de se referir ao nativo de Portugal e à nossa língua, quando usado em sentido figurado, refere-se a alguém que entra num local de diversão ou que aproveita um serviço público sem pagar ingresso – um burlão ou chico-esperto. Ambos são por norma gente boa e até aparentados, mas quando não prestam, que venha o diabo e escolha, porque se um vai roto, o outro vai nu!
Pois na belíssima Ilha italiana da Sicília, na sua segunda maior cidade, CATÂNIA (a maior é Palermo que é a capital da Ilha), os funcionários da Loja IKEA entenderam proteger os cães vadios do frio que se faz sentir e tomaram a iniciativa de deixá-los entrar na loja, iniciativa que foi saudada por muitos dos seus clientes.
Os cães agradaram-se do gesto e passaram a deitar-se nos tapetes daquele espaço comercial para se aquecerem, o que resultou num imenso número de fotos que foi parar às redes sociais para divulgação daquela iniciativa original, iniciativa que levou um usuário do Instagram a exclamar: “É óptimo, eu não esperava tanto!”
A iniciativa dos empregados do IKEA de Catânia está a correr mundo e a constituir-se num excelente meio de propaganda para este empresa global sueca, controlada por uma série de corporações sediadas nos Países Baixos e especializada na venda de móveis de baixo custo. Quem é que não se compadece de cães abandonados? Quem na mesma situação não faria o mesmo? Quem não quererá vê-los? Não haverá um motivo extra para entrar e comprar no IKEA? Estamos perante um gesto típico do Natal!
Como a notícia chegou-nos através da BFM TV on-line (canal francês em sinal aberto, subsidiário do Grupo NextRadioTV, disponível na TNT, por cabo, satélite, televisão via ADSL, televisão móvel e… em directo na Internet), o seu redactor inquiriu se uma iniciativa destas poderia acontecer em França, país onde o abandono de animais está longe de diminuir, uma vez que a SPA (Société Protectrice des Animaux) afirma que já arrecadou 1.600 animais na Região de Paris, quando a sua estrutura tem apenas 1.300 lugares?!
É caso para se perguntar: os franceses não eram assim, o que é que lhes deu? Saberá alguém a resposta certa? Terá sido Paris mais uma vez tomada?

BREVEMENTE AS PESSOAS DE OHLSDORF SERÃO SEPULTADAS COM OS SEUS PETS

Dentro em breve, segundo dá notícia a RTLNEXT, em OHLSDORF, onde se encontra o majestoso CEMITÉRIO DE OHLSDORF em Hamburgo/Alemanha, o maior jardim-cemitério do mundo, onde tanta gente notável se encontra sepultada, como é o caso do luterano Helmut Heinrich Waldemar Schmidt, membro do Partido Social-Democrata Alemão e editor do Die Zeit, um dos maiores estadistas do Séc. XX, que veio a ser Chanceler da Alemanha e que foi considerado um dos pais do Euro, os animais de estimação poderão vir a ser sepultados ao lado dos seus donos, novidade e conceito que não agrada a todos.
LUTZ REHKOPF (na foto seguinte), porta-voz dos cemitérios de Hamburgo, que parece apadrinhar a ideia, expressa num projecto de participação cívica para o projecto do cemitério, explica: “Nós estamos a lidar principalmente com pessoas mais velhas, cujos únicos parceiros são animais também idosos e os seus donos desejam fazer a sua última viagem juntos”. Apesar de já ter sido encontrado o terreno para um cemitério assim, a lei funerária de Hamburgo carece primeiro de ser alterada, porque até à presente data os cemitérios são destinados exclusivamente a pessoas.
Como pré-requisito para o funeral comum, pessoas e animais só podem ser enterrados em urnas. Rehkopf parece explicar ao dizer: “Nós vemos os animais como bens excelentes, não como carcaças de animais”. Mas como nem todo o animal de estimação é adequado, o cemitério terá que se ajustar às cinzas de cães, gatos, coelhos e canários.
Os enterros comuns de pessoas e animais já são possíveis na Alemanha, porque a ideia não é nova, já foi colocada em prática no Cemitério Central de Viena/Áustria (na foto abaixo) e na Alemanha existem dois cemitérios com o nome “UNSER HAFEN” (Nosso Porto) onde tal é possível: um em BRAUBACH, Distrito de Rhein-Lahn, no Estado da Renânia-Palatinado e outro em ESSEN, na Renânia do Norte-Vestfália.
No entanto, o conceito não goza do consenso geral. Se algumas igrejas protestantes são mais tolerantes, a IGREJA CATÓLICA, de acordo com a EMISSORA DEUTSCHLANDFUNK KULTUR, rejeita claramente o enterro comum de pessoas e animais por entender que um animal não tem alma nem livre arbítrio, o que o impede de confessar a fé cristã.
Do jeito que a vida vai, com a escassez de baptizados e casamentos, também com as igrejas às moscas, o dinheirinho dos funerais não poderá ser desprezado, tudo será uma questão de tempo, antes que as igrejas se vejam obrigadas a caçar cães para arranjar neófitos ou a distribuir biscoitos caninos para encherem as suas classes de catequese e escolas dominicais – nada neste mundo é impossível!
Jamais mataria ou mandaria matar um cão para ser sepultado comigo, mas se porventura morrêssemos lado a lado que mal faria? Sentir-me-ia desonrado? Desonrado seria se desconsiderassem o tanto que lhe queria por nunca me ter abandonado. 

OS CÃES TAMBÉM TIVERAM A SUA PARTE!

Segundo noticia o site de notícias alemão “DEUTSCHE RT” na sua edição da noite de ontem, citando a “GULF NEWS”, jornal de periodicidade diária em inglês, publicado a partir de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, uma mulher marroquina de trinta e poucos anos, a viver com um amante há 7 anos no Dubai, matou-o e cozinhou-o depois dele lhe ter dito que se ia casar com outra mulher. O cadáver de Mitt Zwanziger, assim se chamava o desgraçado homem, acabou convertido num prato de carne com arroz e foi destinado a trabalhadores da construção civil do Paquistão, que trabalhavam ao lado da sua casa. Como a carne não faltava, algumas partes do mesmo corpo foram acabar na boca dos cães do bairro. O indício que levou à detenção, confissão e posterior internamento da mulher numa clínica, onde lhe será feito um relatório psiquiátrico, foi descoberto pelo irmão da vítima, que vindo directamente de Marrocos para procurar o irmão, durante uma visita ao apartamento do casal, descobriu um dente humano dentro do liquidificador. Seguramente, atendendo à natureza do crime e ao lugar onde aconteceu, esta mulher não irá ter um final feliz!

CHEGOU A HORA DE TROCAR DE PARCEIRO NA HORA DE DORMIR?

Segundo um estudo recentemente divulgado, “AN EXAMINATION OF ADULT WOMEN’S SLEEP QUALITY AND SLEEP ROUTINES IN RELATION TO PET OWNERSHIP AND BEDSHARING” (UM EXAME DA QUALIDADE DE SONO DAS MULHERES ADULTAS E ROTINAS DE SONO EM RELAÇÃO À PROPRIEDADADE DE ANIMAIS DE ESTIMAÇÃO E À PARTILHA DE CAMAS), da autoria de CHRISTY L. HOFFMAN, KAYLEE STUTZ e TERRIE VASILOPOULOS, as duas primeiras pertencentes ao Departamento de Comportamento Animal, Ecologia e Conservação do Canisius College/USA e a última ao Departamento de Anestesiologia da Universidade da Florida/USA, os cães são para as mulheres melhores companheiros de sono do que os homens, isto segundo dados de auto-relato e actigrafia (1).
As autoras deste estudo colectaram dados de PESQUISA ON-LINE DE 962 MULHERS ADULTAS, moradoras nos Estados Unidos, com o objectivo de investigar as relações entre a pose dos animais e o sono humano. 55% das participantes dividiam a cama com pelo menos um cão e 31% com pelo menos um gato. À parte disto, 57% das entrevistadas dividiam a sua cama com um parceiro humano.
As pesquisadoras acham possível que a posse de animais tenha contribuído para as altas pontuações globais do PSQI (2) observado, porque apenas 7% das entrevistadas não coabitavam com um cão ou com um gato. O estudo indicou também que o lugar onde cães e gatos dormem pode afectar os hábitos de sono e a percepção da qualidade de sono. Por outro lado, verificou-se que os proprietários caninos deitavam-se e levantam-se mais cedo que os proprietários dos felinos.
De acordo com os resultados encontrados neste estudo, quando comparados com os parceiros de cama humanos, os cães que dormiam com as donas na cama, perturbavam menos o sono e estavam associados a sentimentos mais fortes de conforto e segurança. Contrariamente, os gatos que dormiam na cama com as donas foram considerados tão perturbadores quanto os parceiros humanos e associados a sentimentos mais fracos de conforto e segurança em relação aos parceiros humanos e caninos. As autoras do presente estudo terminam requerendo uma pesquisa de acompanhamento para determinar se as percepções das donas sobre os impactos dos animais no seu sono se alinham com as medidas objectivas da qualidade de sono.
Num país como o nosso, que é o segundo da União Europeia a consumir mais psicofármacos, onde o número de fumadoras cresce há medida que o dos fumadores desce, onde as mulheres com maior escolaridade são as que mais fumam e onde divórcios e desenlaces não faltam, não irá faltar por aí uma corrida desenfreada aos cães para apaziguamento de dramas e alcance do merecido descanso, não sendo por isso de estranhar que os parceiros humanos vão dormir para o velho sofá enquanto os cães avançam para as camas das donas! Quem é que me diz que isso já não acontece agora?
(1) método não invasivo de monitoramento dos ciclos de repouso/actividade humana. Uma pequena unidade actigráfica, também chamada de sensor de actimetria, é usada durante uma semana ou mais para medir a actividade motora grossa. (2) O Índice de Qualidade do Sono de Pittsburgh (PSQI) é um questionário de auto-relato que avalia a qualidade do sono ao longo de um intervalo de tempo de um mês. A medida consiste em 19 itens individuais, criando 7 componentes que produzem uma pontuação global e que leva de 5 a 10 minutos para ser concluída. Este método foi desenvolvido por pesquisadores da Universidade de Pittsburgh/USA.

quarta-feira, 21 de novembro de 2018

DEPOIS DE SABER ISTO CONSEGUIRÁ COMER CARACÓIS?

Segundo notícia que nos chega de BESANÇON, comuna francesa situada no Departamento do Doubs, na Região de Borgonha, os caracóis estão a ser utilizados como ferramentas (biomarcadores) para medir a poluição e a qualidade do meio ambiente, segundo um experimento com estes gastrópodes levado a cabo pelo LABORATÓRIO DO CNRS DA UNIVERSIDADE DE FRANCHE-COMTÉ, da responsabilidade da pesquisadora ANNETE DE VAUFLEURY desde 1990, sob os auspícios do seu colega ecotoxicólogo FRÉDÉRIC GIMBERT.
Os caracóis porquê? Por causa da sua capacidade de armazenar informações nos seus tecidos, já que o caracol se encontra localizado na interface entre o solo, as plantas e o ar, comendo solo e vegetação, para além de ter um pulmão onde poderão ser encontradas partículas. A partir daí os cientistas poderão encontrar diferentes fontes de contaminação durante as análises, porque ele é também capaz de concentrar substâncias no seu corpo, particularmente na sua glande digestiva. Quanto mais o animal vive, maior será a acumulação das substâncias que concentrará nos seus tecidos, partículas praticamente indetectáveis nos solos por serem muito pequenas, o que torna o caracol um bioindicador por excelência, porque reflecte a qualidade do ambiente em que vive.
Como tudo se processa? Os ovos são fornecidos pelos criadores e os estes gastrópodes são criados no “berçário” do laboratório. Quando atingem o estágio sub-adulto, a partir dos 2 meses de vida, os caracóis passam um ou dois meses no solo, numa gaiola cilíndrica de aço inoxidável. Por norma existem 3 gaiolas por parcela, com 10 ou 15 caracóis lá dentro, não mais, porque todos eles ~em que comer. Durante esse período de tempo, os gastrópodes colectam e concentram directamente as substâncias presentes no solo, nas plantas e na atmosfera, exactamente como o fariam quando entregues a si próprios. Depois são levadas amostras regulares para testes em laboratório, extraídas, segundo dizem, de acordo com os sistemas mais éticos possíveis, por meio de amostras não letais, equivalentes a tirar amostras de sangue.
O que se procura? A grosso modo, a poluição a que os humanos podem estar expostos. Na análise das substâncias tanto se pode pesquisar tudo como saber com antecedência o que procurar, como aconteceu num trabalho realizado em Nord-Pas-de-Calais, no local de Metaleurope, com o problema de chumbo e zinco, segundo conta Frédéric Gimbert. "Na Alsácia, trabalhamos em parcelas de vinhedos com pesticidas, através de um sistema especial de gaiolas que permitiam a passagem do produtor de vinho”, disse ainda o mesmo ecotoxicólogo. Por vezes surgem algumas surpresas: "Em alguns cantos, no meio da floresta de Vosges, os indicadores de risco são mais elevados do que em Metaleurope, devido à presença de antigos resíduos de mineração que ali tiveram lugar durante a Idade Média", completa o mesmo pesquisador.
Quais são os objectivos deste trabalho? Existem vários. No laboratório, os pesquisadores podem testar a toxicidade de diferentes moléculas observando e quantificando os impactos no crescimento e/ou inibição na reprodução do caracol e, por consequência, potencialmente nos seres vivos como um todo. Este experimento, ao padronizar o uso dos caracóis como biomarcadores, está simultaneamente a desenvolver uma ferramenta útil e de fácil reprodutibilidade para a avaliação do risco ambiental relacionado com a contaminação dos ecossistemas terrestres.
Perdi a vontade de comer biomarcadores (caracóis) há muito tempo, desde que fiquei a saber que no Verão chegavam (continuam a chegar) diariamente vários camiões TIR de Marrocos carregados de caracóis para consumo em Portugal. Eu sei lá o que lhes dão os marroquinos a comer, onde os apanham e em que condições aqui chegam? A mim já me basta morrer de sede no Souk de Marraquexe, por saber da má qualidade da água ali e da falta de higiene nas suas esplanadas, onde as nossas mãos chegam a ficar coladas aos tampos das mesas. E ainda há por cá quem coma caracóis integralmente – com a caca e tudo!