terça-feira, 28 de agosto de 2018

JÁ ESTÃO NO VALE DO COWICHAN

Quase tão misterioso como o desaparecimento do triatleta Luis Grilo, que estava desaparecido desde 16 de Julho e que agora foi encontrado a 134 km de casa, com um saco enfiado na cabeça e em adiantado estado de composição, é o desaparecimento de BEN KLIMER, um electricista de 41 anos, casado, que desapareceu no passado dia 16 de Maio. A sua carrinha de electricista foi encontrada ainda a escorrer sangue junto à estrada do LAGO COWICHAN, na Ilha de Vancouver (com um clima idêntico ao mediterrânico), Colúmbia Britânica, no Canadá, lago formado pelo rio com o mesmo nome.
Volvidos 3 meses, são ainda escassas as pistas sobre o que aconteceu a este electricista, apesar das inúmeras buscas realizadas pela Polícia, equipas de busca, resgate e voluntários. A esposa do desaparecido, TONYA KLIMER (na foto abaixo), sente-se desanimada por não saber nada acerca do marido, mas ao mesmo tempo alívio por não o terem encontrado, segundo adiantou SHANNON WIEST, porta-voz da família à CTV NEWS na Segunda-feira.
No mesmo dia, Segunda-feira, oito binómios especializados na detecção de cadáveres vasculharam o VALE DE COWICHAN para apanhar o rasto de Klimer. Estes homens e cães, maioritariamente oriundos de Alberta, estão no terreno desde a manhã de Sábado, sendo para ali transportados gratuitamente pela WestJet, uma companhia aérea canadiana de fretamento e baixo custo. Graças a uma campanha no GoFundMe para angariar dinheiro para a família de Klimer depois do seu desaparecimento, foi possível instalar estes binómios operacionais em terrenos próximos das áreas a bater, apesar de até ao momento não terem encontrado qualquer pista ou evidência, o que de certa forma foi contra as espectativas da família de Klimer. Não obstante, a família do desaparecido confia plenamente na excelência do treino e na capacidade daqueles cães.
A Polícia não considerou o desaparecimento de Klimer como suspeito. Um agente aposentado e amigo da família, DAVID HASTIE que ajudou a supervisionar as últimas buscas, foi evasivo ao dizer o que pensava sobre o caso, apontando 4 causas possíveis para o desaparecimento de Ben Klimer: que podia ter desaparecido de livre vontade; que podia ter sido assassinado; que se suicidou ou que acidentalmente foi ferido. Entretanto, os investigadores disseram que o facto dos cães não terem encontrado o desaparecido perto da área onde foi visto pela última vez pode significar que ele não se encontra ali, conclusão que não alivia nem o pesadelo nem o desespero em que tem vivido a sua família.
Apesar de ter dado como concluídas as buscas oficiais, a RCMP (THE ROYAL CANADIAN MOUNTED POLICE) vai continuar a sua investigação. A família de Klimer, ao invés, diz que não vai poupar esforços para encontrar respostas e que as buscas só terminam quando o finalmente o encontrarem, dizendo também que o desejam em casa e que ele é uma pessoas de grande coração e entusiasmo pela vida. A Polícia há muito que diz que este desaparecimento não está ligado às mortes de RYAN DALEY e DAN ARCHBALD, dois homens que desaparecerem no mesmo dia que Klimer e que foram encontrados mortos perto de UCLUELET, Município na Costa Oeste da Ilha de Vancouver. Estas mortes estão a ser investigadas como homicídios e até ao momento nenhuma acusação foi feita.
Diz-se que o que é vivo sempre aparece e ultimamente o que é morto também. Deseja-se que Ben Klimer seja encontrado e de preferência vivo. Do relato que fizemos eco, agrada-nos de sobremaneira o trabalho dos cães farejadores de cadáveres, amigos que ao longo da sua carreira irão a ajudar a solucionar muitos crimes e a prender muitos criminosos. Atendendo a natureza e importância do seu serviço, poderá qualquer polícia dispensar o seu auxílio? Nós julgamos que não, outros terão outra opinião!

O MUNDO À NOSSA VOLTA: TEREMOS OUTRO PAPA EM AVINHÃO?

O Vaticano parece estar à beira de outro “PAPADO DE AVIGNON”, de ser confrontado com um ou mais antipapas mercê de temas fracturantes como a pedofilia, a homossexualidade, a obrigatoriedade do celibato e a ordenação das mulheres, o que realça a importância do sexo, o poder que detém neste mundo e a sua influência no seio da igreja. Perante a delicadeza destes temas e diante do último pronunciamento do Papa sobre a homossexualidade, o Vaticano desmentiu Francisco e a sua resignação é incessantemente requerida em alta voz.
A ferida aberta pela pedofilia, de difícil tratamento e ainda mais difícil de esquecer, carece de ser curada de uma vez por todas, porque dura há demasiado tempo e que ao tornar-se crónica, conspurcará irremediavelmente toda a Igreja Católica. O tema da aceitação da homossexualidade não é um problema exclusivamente católico, mas também extensível às restantes igrejas históricas cristãs, algumas delas sem um claro pronunciamento oficial sobre o assunto.
A tradicional condenação da homossexualidade pelas igrejas cristãs tem assentado sobre o seu cânon (Velho e Novo Testamento), nomeadamente sobre o que diz Paulo na sua Epístola aos Romanos, Epístola que como as restantes foram consideradas por Gandhi uma fraude dos ensinamentos de Cristo, comentários pessoais à parte da experiência pessoal de Cristo, o que a ser verdade, tornaria as nossas igrejas mais paulinas do que cristãs e consequentemente mais afastadas da Palavra de Deus, ao ponto de se pôr em causa a veracidade eterna que muitos vêem na Bíblia, uma vez que as ditas epístolas prestam-se à interpretação e compreensão dos restantes livros bíblicos.
Assim, para que a homossexualidade seja aceite pelas igrejas, das duas, uma: ou muda-se o cânon, o que é pouco provável ou altera-se a sua interpretação, o que sendo mais fácil tornar-se-á mais grave, porque se colocará mais uma vez em pé de igualdade a Palavra de Deus com a dos homens, o que levará ao descrédito da Divina face às necessidades de acerto no presente, muito embora para quem tenha a “Tradição Oral” como fonte doutrinária tudo seja mais fácil, porque não será assim tão difícil acrescentar-lhe mais um pouco.
Por tudo isto está a igreja católica às portas de uma grave cisão, a mesma que já atingiu outras com menor representação, porque se tem oposto sucessivamente às liberdades e direitos individuais que a política e os políticos contemporâneos foram obrigados a outorgar às minorias. Não tenho dúvidas, se para tanto houver mundo, que a homossexualidade virá a ser aceite pelo Vaticano, que o celibato vai ter fim e que as mulheres virão a ser ordenadas. E sabem porquê? Porque os velhos morrem e os novos sempre trazem novidade. É tudo uma questão de tempo!

segunda-feira, 27 de agosto de 2018

FOI CONTUDO PARA CIMA DELE!

Na típica e mui apelativa Vila Resort de HINTERZARTEN na Floresta Negra, Município do Distrito de Breisgau-Hochschwarzwald, da Região Administrativa de Freiburg, no Estado de Baden-Württemberg/Alemanha, o Rottweiler de um casal que se encontrava solto, decidiu perseguir um ciclista de 58 anos que por ali passava.
Vendo-se apertado, O CICLISTA PULVERIZOU O CÃO COM UM SPRAY DE GÁS PIMENTA. Os donos do Rottweiler, na ânsia de valerem ao cão, foram também atingidos pelo spray, o que fez estalar uma briga mais assanhada com ameaçadas de faca, acabando O PROPRIETÁRIO DO CÃO FERIDO. A polícia continua à procura de testemunhas deste incidente, que ocorreu hoje pelas 12 horas.
Esta notícia regional, da autoria de MICHAELA GRÖNING, chegou-nos pela RADIO REGENBOGEN online (Rádio Arco-Íris), uma das três empresas de radiodifusão na área de Baden-Württemberg, que cobre as zonas do Sul de Baden e da Floresta Negra (Schwarzwald).
Aproveitámos esta notícia para lembrar aos nossos leitores, que têm cães de guarda ou outros que ladram muito aos portões, que devem condicioná-los a avisar fora do raio de acção dos sprays, porque doutro modo serão presa fácil na mão dos meliantes. Quanto ao ciclista alemão, basta dizer que foi com tudo para cima do cão! Tê-lo-ia feito por medo, vingança ou represália? Não sabemos, mas temos como certo que os donos do Rottweiler não deveriam ter saído com ele solto.

EM 2017 DESAPARECERAM EM ITÁLIA 25.000 CÃES

De acordo com dados colectados em jornais e nos restantes medias sociais transalpinos referentes ao ano passado, UM CÃO DESAPARECE A CADA 20 MINUTOS EM ITÁLIA. Todos os dias são roubados ou sequestrados 70 cães, número que multiplicado pelos dias do ano ultrapassa os 25.000 ANUAIS. Destes, apenas 8% (2.000) foram devolvidos aos seus donos. As queixas apresentadas e os relatórios policiais confirmam que os ladrões procuram os cães mais caros e de raça pequena (toy e miniatura), nomeadamente BICHON MALTÊS, CHIHUAHUA, PINSCHER e BULLDOGS INGLÊS e FRANCÊS.
Muitos destes CÃES são directamente ROUBADOS de apartamentos e moradias, não sendo o seu roubo comunicado imediatamente, o dá aos ladrões uma grande vantagem. Sabe-se hoje que esses cães roubados em Itália, principalmente por ciganos, são “exportados” para países da EUROPA CENTRAL como reprodutores. Os cães esterilizados e mais velhos são frequentemente revendidos para países do NORTE DA EUROPA, onde o custo de animais com pedigree é proibitivo tanto nos canis como nas lojas especializadas, sendo normalmente TRANSACIONADOS A METADE DO SEU PREÇO DE MERCADO.
LORENZO CROCE (na foto seguinte), PRESIDENTE da AIDAA (ASSOCIAZIONE ITALIANA DIFESA ANIMALE E AMBIENTE), diz que a situação dos cães roubados é muitas vezes subestimada e exige maior controlo por parte dos veterinários na leitura dos microchips, de acordo com a sua obrigação. Ao mesmo tempo, solicita maior fiscalização das autoridades competentes sobre as transferências de registos caninos. Estima-se que o “negócio” do ROUBO DE CÃES EM ITÁLIA OSCILE ENTRE OS 5 E OS 7 MILHÕES DE EUROS.
O Reino Unido encontra-se na rota do tráfico de cães roubados e tem punido exemplarmente traficantes e receptadores, numa atitude que contrasta com a permissividade e aproveitamento de outros países europeus. O pano começa a cair e compreende-se agora a razão pela qual são os cães tão baratos em alguns países, chegando a ser vendidos por metade do seu preço! Cada vez menos acredito em milagres e acredito mais em PEDRO BIDARRA quando criou um slogan para uma rede de supermercados: "Novidades, novidades só no Continente”.

domingo, 26 de agosto de 2018

ENOUGH, AFTER SEPTEMBER 10 NO WAY!

A JD WETHERSPOON, empresa da indústria hoteleira que tem quase 1.000 pubs no Reino Unido, fundada por Tim Martin em 1979, com sede em Watford, Hertfordshire/Inglaterra e cotada na Bolsa de Valores de Londres, decidiu proibir a entrada de cães na totalidade dos seus estabelecimentos, medida que porá em prática a partir do próximo dia 10 de Setembro, um dia antes do 17º aniversário dos ataques terroristas perpetrados pela al-Qaeda em território norte-americano.
Ao que parece, os empregados desta cadeia de pubs estão fartos de ser tolerantes com os donos dos cães, gente que não apanha os cocós dos seus animais e que os obriga a fazê-lo. A Wetherspoon disse a respeito num comunicado. “Por favor, note que a Wotherspoon tem uma política de não permitir cães nos seus bares, incluindo todas as áreas externas (excepto cães de assistência) … Esta política foi introduzida logo após a fundação da empresa em 1979, embora nos últimos anos tenhamos permitido algumas excepções … Depois de muita consulta, vamos agora aplicar rigorosamente esta política em todos os lugares … A fim de dar tempo para que os afectados se ajustem, definimos um prazo até Segunda-feira, 10 de Setembro de 2018."
A nova regra não abrange os cães de assistência, que poderão continuar a entrar nos estabelecimentos desta rede britânica de bebidas alcoólicas e permanecer nos seus recintos exteriores. Sobre a proibição que abrange a generalidade dos cães, EDDIE GERSHON, porta-voz da Wetherspoon, acrescentou: “Cada proprietário canino acha que o seu cão é perfeito, mas mesmo os cães bem comportados podem ser imprevisíveis”.
Apesar de compreensível, a medida parece-nos draconiana, lembrando o aforismo que diz “ou há moralidade ou comem todos” e ali todos comeram por tabela!
PS: A falta de higiene de alguns ingleses é tão histórica como a dureza das suas leis.

PIADA PARA UMA NOVA SEMANA INSPIRADA

Numa noite de feroz inspiração, o poeta foi passear pelo campo e, topando um alentejano que contemplava o luar, disse-lhe: “és um amante do belo, acaso já viste também os róseos-dourados dedos da aurora tecendo uma fímbria de luz pelo nascente, ou as sulfurosas ilhotas de sanguíneo vermelho pairando sobre um lago de fogo a esbrasear-se no poente, ou as nuvens como farrapos de brancura obumbrando a lua, que flutua esquiva, sobre um céu soturno?” Pasmado, o alentejano respondeu-lhe: “Ultimamente não. Há mais de um ano que não me meto nos copos!”

HOJE É DIA MUNDIAL DO CÃO

Hoje celebramos o DIA MUNDIAL DO CÃO e amanhã continuará tudo na mesma, porque a maioria das efemérides só serve para avivar a esperança e lutar contra o esquecimento. As celebrações portuguesas são muito pobrezinhas, nada incómodas para o poder estabelecido e bem ao jeito popular, apesar de algumas serem bastante concorridas. Geralmente fazemos duas ou 3 feiras para adoptar gatos e cães, os cães da polícia “dão à costa”, alguns centros de treino canino dizem estar vivos e nos jardins públicos acontecem exibições/provas de obediência e agility. No meio da algazarra, nem sempre do agrado dos moradores ao redor dos eventos, não faltam brincadeiras e concursos para as crianças e há sempre alguém quem leva um saco ou um braçado de amostras de ração, o que nos tempos que correm é deveras conveniente. A ocasião também é propícia para a publicidade das grandes marcas de alimentação e acessórios para animais de estimação, que neste dia pretendem ser as maiores amigas dos cães e gatos lá de casa, desatando cautelosa e programadamente os “cordões à bolsa”.
Infelizmente, estas celebrações não comportam espaços para o esclarecimento, discussão e reflexão de temas importantes para os proprietários caninos, como é o caso da qualidade das rações e o referente à endogamia e consanguinidade presente nos cães com pedigree, que acabam por atentar contra o seu bem-estar e promover o encurtamento dos seus dias. Apesar de todos sabermos da necessidade de mais e melhor apetrechados parques municipais para cães, ninguém irá tocar no assunto e as Câmaras ainda sairão por cima à conta da cedência de uns tantos separadores para o evento. Em ocasiões como estas ninguém se lembra de alertar para a exagerada proliferação de cães e gatos, cujo número está a promover desequilíbrios ecológicos e a contribuir para a extinção de algumas espécies autóctones. A festa vale por si mesma e o que o povo quer é festa. Por causa disso, muitos assuntos importantes em Portugal são relegados para discussão posterior, aguardando alguns deles, provavelmente os mais prementes, pela ressurreição da carne.
Quem gosta de cães é obrigado a pensar nos vindouros, libertando-os dos achaques que hoje os afligem, o que poderá implicar no desaparecimento ou reconversão de algumas raças actuais e no aparecimento de novas, necessariamente mais saudáveis e com maior esperança de vida. Por outro lado, importa questionar o impacto ambiental que cães e gatos estão a causar nos mais diversos ecossistemas, uma vez que a sua presença não se restringe apenas aos espaços urbanos e citadinos. Em simultâneo, convém esclarecer os proprietários de cães acerca da qualidade das rações, ensiná-los a cuidar da higiene e limpeza dos seus mascotes e incentivá-los ao treino e sociabilização dos seus companheiros de 4 patas. O DIA MUNDIAL DO CÃO é para nós um dia de reflexão, uma ocasião em que relembramos o passado para alcançarmos um futuro mais risonho para os cães.

sábado, 25 de agosto de 2018

PARA EVITAR QUE MAIS VÃO PARAR AO HOSPITAL OU MORRAM

Chegará em breve um cão virtual que será usado como ferramenta educacional para ajudar a evitar as mordeduras dos cães, projecto inovador liderado pelo CENTRO VIRTUAL DE ENGENHARIA (VEC) da UNIVERSIDADE DE LIVERPOOL, numa parceria com PESQUISADORES DE COMPORTAMENTO ANIMAL da DOGS TRUST e da própria UNIVERSIDADE DE LIVERPOOL. O VEC criou uma experiência de realidade virtual (VR) em que as pessoas podem abordar e interagir com um cão exibindo sinais de agressão de maneira segura e controlada. A experiência tem como OBJECTIVO AJUDAR ADULTOS E CRIANÇAS A RECONHECER COMPORTAMENTOS CANINOS ESPECÍFICOS QUE PODERÃO GERAR ATAQUES OU INCIDENTES, CASO NÃO SEJAM CORRECTAMENTE IDENTIFICADOS.
Convém saber que só no ano de 2013 foram registadas 6.740 HOSPITALIZAÇÕES NO REINO UNIDO POR CONTA DE ATAQUES CANINOS À DENTADA, sugerindo a pesquisa Universidade de Liverpool que o total desses ataques seja maior do que o encontrado nos registos hospitalares. Como parte do desejo de educar melhor as crianças e adultos sobre a prevenção contra os ataques dos cães, A DOGS TRUST QUERIA ENCONTRAR UMA FERRAMENTA DIGITAL CAPAZ DE AJUDAR AS PESSOAS A IDENTIFICAR UMA VARIEDADE DE COMPORTAMENTOS DE STRESS E AMEAÇA COM POTENCIAL PARA DESPOLETAR UM ATAQUE CANINO À DENTADA. Em resposta a este desafio, uma equipa de especialistas em comportamento animal e psicólogos da Universidade trabalharam em estreita colaboração com a VEC para garantir que a linguagem corporal e os detalhes mostrados no ambiente virtual fossem realistas e uma reflexão verdadeira do comportamento canino no mundo real.
Quando o usuário se aproxima do cão, o comportamento e a linguagem corporal do animal mudam gradualmente, o comportamento do cão começa a mostrar sinais de agressão, incluindo lamber os lábios, abaixar a cabeça e o corpo, levantar a pata dianteira, rosnar e mostrar os dentes. Estes comportamentos são referenciados a partir da "Escada Canina da Agressão", que mostra como um cão pode comportar-se quando não quer ser abordado. IAIN CANT, líder da equipa de visualização da VEC, disse: "Este foi um projecto realmente interessante para se trabalhar e que tem um grande potencial para o futuro. "Os próximos passos procurarão aprimorar os detalhes dentro do ambiente imersivo para garantir que a simulação seja o mais realista possível. Desenvolvimentos futuros mostrarão também uma gama mais ampla de comportamentos caninos e melhores reacções do cão ao comportamento do usuário". "Mais amplamente, o projecto destaca como as experiências imersivas podem ser válidas para organizações como a Dogs Trust e serem usadas como uma ferramenta educacional valiosa."
A ideia agrada-nos muitíssimo pela validade pedagógica que sugere. Queira Deus que o cão virtual que está para chegar surta o efeito esperado, contribuindo assim para a diminuição do número de mortos e feridos, maioritariamente crianças e idosos, no Reino Unido e no mundo.

MAIOR DIGESTIBILIDADE, NÍVEIS MAIS BAIXOS DE TRIGLICERÍDEOS, A MESMA ACTIVIDADE VOLUNTÁRIA E MUDANÇAS NO MICROBIOTA INTESTINAL

A discussão acerca da melhor dieta a dar aos cães é anterior ao aparecimento da ração extrusada, acentuou-se com ela e volta agora à tona de água, quando muitos tratam os cães como filhos. Graças a esta promoção/adopção, cresce o número de proprietários caninos que optam por dar aos seus cães dietas frescas e cruas ultra-premium, normalmente encontradas no corredor dos congelados. Apesar destas dietas serem muito semelhantes às dos humanos, POUCAS DELAS FORAM RIGOROSAMENTE TESTADAS QUANTO AO SEU DESEMPENHO EM CÃES.
“Muitas empresas testam uma nutrição completa e equilibrada, mas não vão além disso”, quem o diz é KELLY SAWSON (na foto seguinte à esquerda), autor correspondente de um novo estudo publicado no JOURNAL OF ANIMAL SCIENCE  e da KRAFT HEINZ COMPANY, Professor Titular de Nutrição Humana no DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS ANIMAIS E DA DIVISÃO DE CIÊNCIAS NUTRICIONAIS DA UNIVERSIDADE DE ILLINOIS/USA. A empresa de nutrição animal FRESHNET, que trabalha com esta universidade, queria saber como algumas das suas dietas exclusivas funcionavam, se os cães gostavam delas (apetência), qual o seu grau de digestibilidade e se aumentavam a actividade canina.
Os pesquisadores testaram a apetência e a digestibilidade de três dietas frescas e cruas comercializadas para cães, bem como uma dieta tradicional de ração extrusada. As dietas incluíam uma dieta congelada e assada levemente cozida; uma dieta congelada e assada levemente sem grãos e uma dieta crua. As dietas torradas levemente cozidas foram pasteurizadas e a dieta crua foi tratada com uma bactéria acidificante que torna a comida inóspita aos micróbios nocivos. "As dietas torradas tinham forma de almôndega, e a dieta crua era como um grande rolinho de salsichas que se cortava para alimentar os cães. Todas as dietas eram à base de frango, mas algumas tinham carne, salmão ou fígado de galinha adicionados. Cada dieta também continha uma mistura de vitaminas e minerais e uma mistura seca de produtos vegetais, como batata-doce, couve, espinafres, mirtilo-vermelho e cenoura " - disse Swanson.
Oito beagles foram sucessivamente alimentados com cada dieta durante um mês. Após um período de transição de 14 dias em cada nova dieta, eles foram monitorados para actividade física voluntária e, em seguida, amostras de urina, fezes e sangue foram colectadas e analisadas. AS DIETAS TORRADAS ACABARAM SENDO MAIS DIGERÍVEIS, E TANTO A DIETA ASSADA SEM GRÃOS QUANTO A DIETA CRUA RESULTARAM EM NÍVEIS MAIS BAIXOS DE TRIGLICERÍDEOS NO SANGUE DO QUE A DIETA DE RAÇÃO, embora fossem mais gordurosas. Swanson não é capaz de identificar a causa do resultado surpreendente, mas aponta para isso como um BENEFÍCIO POTENCIAL DAS RAÇÕES FRESCAS e SEMI-FRESCAS.
A actividade voluntária não diferiu entre as dietas. Os pesquisadores descobriram também grandes mudanças na microbiota - o conjunto de micróbios que habitam o intestino - nas dietas torradas e cruas, comparadas com a ração. Swanson diz que as mudanças na microbiota não foram boas nem ruins, apenas diferentes. Ele sugere que os resultados demonstram a flexibilidade da microbiota intestinal e o quão pouco os cientistas sabem sobre os efeitos da dieta nos relacionamentos micróbio-hospedeiro como um todo. É importante ressaltar que todos os cães estavam saudáveis durante todo o período do estudo e que todas as dietas eram palatáveis, altamente digestíveis e resultaram em boa qualidade das fezes. Embora algumas das dietas fossem estatisticamente mais digeríveis ou levassem a triglicerídeos mais baixos, essas métricas estavam dentro da faixa normal para todos os cães em todas as dietas. Portanto, Swanson enfatiza, todos os formatos de dieta testados no estudo, incluindo ração, seriam escolhas saudáveis.
Perante esta análise, cada um que decida que comida dar ao seu cão. Nós somos adeptos da comida fresca e nunca dissemos a ninguém que a ração é a melhor comida do mundo. Sê-lo-á para os donos e nunca para os cães. Enquanto comida de substituição, tal qual ração de combate, usamo-la em situações de emergência e aconselhamo-la aos cães que têm problemas de digestão, cujo número não pára de aumentar. No entanto, torna-se evidente que as dietas de ração são mais apropriadas para os cães de guarda, porque induzem menos à aceitação de engodos.

sexta-feira, 24 de agosto de 2018

RANKING SEMANAL DOS TEXTOS MAIS LIDOS

O Ranking semanal dos textos mais lidos ficou assim ordenado:
1º _ OS FALSOS PASTORES ALEMÃES, editado em 24/02/2015  
2º _ A CURVA DE CRESCIMENTO DAS DIVERSAS LINHAS DO PASTOR ALEMÃO, editado em 29/08/2013
3º _ É POUCO CONHECIDO E NÃO APRESENTA DIMORFISMO SEXUAL, editado em 29/02/2016
4º _ HÍBRIDO DE CHOW-CHOW/PASTOR ALEMÃO: MÁQUINA OU DESASTRE?, editado em 12/05/2016
5º _ DOBERMANN: O CÃO QUE É MENOS DO QUE SE SUPÕE E MAIS DO QUE SE IMAGINA, editado em 06/03/2016
6º _ INSTRUÇÃO NOCTURNA EM NOITE DE VERÃO, editado em 22/08/2018
7º _ NÓS POR CÁ: O ISALTINO ESTÁ VIVO E APOSTADO EM SALVAR VIDAS!, editado em 20/08/2018
8º _ O AZEITE PRÀS CARRAÇAS, editado em 24/06/2010
9º _ OS URSOS QUE OS FRANCESES QUEREM E AQUELES QUE NÃO QUISEMOS, editado em 23/08/2018
10º _  GAIVOTAS: A MORTE QUE VEM DO MAR E PAIRA NO AR, editado em 20/07/2015

TOP 10 SEMANAL DE LEITORES POR PAÍS

O TOP 10 semanal de leitores por país obedeceu à seguinte ordem:
1º Brasil, 2º Portugal, 3º Estados Unidos, 4º Alemanha, 5º Reino Unido, 6º Indonésia, 7º Rússia, 8º França, 9º Itália e 10º Suíça.

PARA DIZER NÃO ÀS BIÓPSIAS HEPÁTICAS INVASIVAS

Até à presente data, quando se suspeita de doença hepática em cães, o diagnóstico é baseado em biópsias invasivas, que para além de caras, podem levar a complicações. AGORA UM NOVO TESTE DE SANGUE, desenvolvido para melhorar o diagnóstico da doença hepática em humanos, poderá ajudar os veterinários a identificar os danos e a iniciar o tratamento precocemente, salvando assim a vida a muitos cães, por detectar rapidamente os sinais precoces da doença. Quem o diz é a UNIVERSIDADE DE EDIMBURGO, na Escócia, onde veterinários da FACULDADE DE ESTUDOS VETERINÁRIOS DA UNIVERSIDADE DE DICK se uniram a médicos para examinar os níveis de uma MOLÉCULA conhecida como miR-122 em cães. Este estudo foi publicado no JOURNAL OF VETERINARY INTERNAL MEDICINE e o teste sanguíneo deverá ser lançado em todo o mundo.
A MOLÉCULA miR-122 é encontrada em níveis elevados em pessoas que são afectadas por doença hepática e os veterinários deste estudo trabalharam com os cães e os seus donos para testar os níveis da miR-122 nos animais, nomeadamente em Cockers, Labradoodles (cruzados de labrador com poodle, que estão na moda) e em Old English Sheperd Dogs. FORAM ENCONTRADOS NÍVEIS SIGNIFICATIVAMENTE MAIS ELEVADOS DE miR-122 NOS CÃES COM DOENÇA HEPÁTICA EM RELAÇÃO AOS SAUDÁVEIS E ÀQUELES QUE TIVERAM ALGUM DOENÇA QUE NÃO LHES AFECTOU O FÍGADO. Comprovada a mais-valia do teste sanguíneo, aquela equipa de pesquisadores tenciona lançar um kit de testes para ajudar veterinários em todo o mundo a avaliar se os seus pacientes caninos têm ou não danos no fígado.
O pesquisador veterinário RICHARD MELLANBY (na foto seguinte), chefe do Departamento de Ciências Animais no Hospital de Pequenos Animais da Universidade de Edimburgo, disse: "Descobrimos uma forma específica, sensível e não invasiva para detectar danos no fígado em cães. Esperamos que o nosso teste venha a melhorar muito os resultados, permitindo que os veterinários façam diagnósticos rápidos e precisos". O Dr. JAMES DEAR, leitor do Centro de Ciências Cardiovasculares da Universidade de Edimburgo e médico do NHS (Serviço Nacional de Saúde), QUE LIDEROU O ESTUDO, disse: "Estou muito contente que o teste de sangue que desenvolvemos para melhorar o diagnóstico de doença hepática em humanos possa ser usado para ajudar também os cães".
Se os cientistas têm razões para estar satisfeitos, muito mais terão os apaixonados, os criadores e os proprietários de cães, que saúdam justificadamente este avanço científico.

quinta-feira, 23 de agosto de 2018

OS URSOS QUE OS FRANCESES QUEREM E AQUELES QUE NÃO QUISEMOS

Ao dar uma olhadela pelas publicações e jornais franceses que têm páginas dedicadas aos animais, fiquei surpreso com uma notícia que falava da reintrodução do urso em terras gaulesas, cujo título dizia: “PYRÉNÉES: UNE MAJORITÉ FAVORABLE À LA RÉINTRODUCTION DE L’OURS SELON UNE CONSULTATION SUR INTERNET” (Pirinéus: Uma maioria favorável à reintrodução do urso de acordo com uma consulta na internet). Dispus-me a ler o artigo e fiquei a saber que a consulta pública feita na Internet foi organizada pela PREFEITURA DOS PIRINÉUS ATLÂNTICOS e pela REGIÃO DA OCCITÂNIA.
De acordo com os resultados publicados ontem acerca desta consulta pública na internet, levada a cabo entre os dias 25 de Junho e 25 de Julho deste ano, 88,9% dos participantes emitiu uma opinião favorável à reintrodução dos ursos e apenas 8,9% se manifestou contra, os restantes votos foram neutros ou em branco. Das 5.970 respostas registadas, 26,5% vieram dos 6 departamentos dos Pirinéus, sendo 71,6% a favor e 25,4% contra, muito embora os resultados sejam outros junto dos habitantes dos municípios da Montanha Bearn onde a introdução dos ursos está prevista, porque ali os votos a favor caíram para 58,6% e os contra subiram para 41,4%. De qualquer modo, UMA CLARA MAIORIA DE CERCA DE 6.000 INTERNAUTAS MANIFESTOU-SE A FAVOR DA INTRODUÇÃO DOS URSOS.
A Prefeitura da Região dos Pirinéus e da Occitânia fez saber através de comunicado que “o argumento para fortalecer a população de ursos é dominado por preocupações ecológicas, patrimoniais, éticas e económicas”. Aqueles que opõem a tal ideia afirmam “a incompatibilidade desta acção com a pastorícia, consideram-na um ataque ao desenvolvimento da região e à sua segurança, uma acção inútil e dispendiosa. Entretanto, O MINISTRO DA TRANSIÇÃO ECOLÓGICA E SOLIDÁRIA, NICOLAS HULOT (na foto seguinte), que é também um jornalista e um activista ambiental, que em 1990 criou uma fundação com propósitos ambientais da qual é presidente, é esperado para breve nos Pirinéus Atlânticos PARA APRESENTAR O SEU PROJECTO DE INTRODUÇÃO DE DOIS URSOS ESLOVENOS.
A maioria dos portugueses desconhece que já tivemos ursos em todo o território continental e que O ÚLTIMO FOI MORTO EM 1843 PELA POPULAÇÃO NO GERÊS. Quem se interessar por este assunto deverá adquirir o livro “URSO PARDO EM PORTUGAL – CRÓNICA DE UMA EXTINÇÃO”, da autoria de PAULO CAETANO e MIGUEL BRANDÃO PIMENTA, editado em Novembro do ano passado pela Editora Bizâncio e que vale a pena ler. Apesar da sua população reprodutora poder ter-se extinguido em meados do Séc. XVII, assistindo-se entretanto a entrada de animais errantes vindos da Galiza, ATÉ À PRIMEIRA METADE DO SÉC.XIX, TIVEMOS URSOS PARDOS NO PAÍS, mas a perca de habitat obrigou-os à subida do território até chegarem ao seu último reduto no Gerês. Hoje ainda subsistem nas regiões espanholas das Astúrias e dos Pirinéus.
Apesar da relação entre os portugueses de outrora com os ursos nunca ter sido pacífica, porque os consideravam animais daninhos a necessitar de destruição, exactamente como os lobos e os linces, O URSO PARDO NÃO DESAPARECEU POR CAUSA DA CAÇA QUE LHE FOI MOVIDA, que foi acessória, “MAS PORQUE O TERRITÓRIO FOI COMPLETAMENTE MODIFICADO AO LONGO DOS SÉCULOS, ACIMA DE TUDO PELA ACÇÃO DO FOGO” – segundo disse Paulo Caetano, um dos autores da obra atrás citada, acrescentando ainda que “ o nosso problema com o fogo, agora tão actual, não é nenhuma novidade, tem mais de tês séculos”. Autores dos Séculos XVII e XVIII referem que naquela época o Gerês estava destruído pelo fogo.
A FLORESTA AUTÓCTONE FOI SUBSTITUÍDA PELA MONOCULTURA DO PINHAL (hoje pela do eucaliptal), ENQUANTO OS URSOS NECESSITAVAM DE BOSQUES RICOS EM FRUTOS SILVESTRES E MEL QUE LHES PROPORCIONASSEM ABRIGO, condições que o pinhal não tinha para lhes oferecer. E, como um mal nunca vem só, a isto juntou-se a caça. Quando um jornalista questionou Paulo Caetano sobre a possibilidade de os ursos regressarem a Portugal, ele foi peremptório ao dizer que iriam morrer à fome, já que não encontrariam um habitat apropriado e, mesmo que essa limitação fosse ultrapassada, “AS AUTORIDADES NÃO SABERIAM LIDAR COM ESSA SITUAÇÃO, COMO NÃO SOUBERAM LIDAR COM A REGRESSÃO DO LINCE, a não ser criando-o em cativeiro e, mesmo assim, seguindo Espanha”.
Em Espanha, o urso também foi regredindo no território e refugiou-se nas altas montanhas, nas Astúrias, onde também esteve ameaçado, mas as autoridades espanholas adoptaram medidas de conservação e os dois grupos populacionais da espécie estabilizaram. Nas Astúrias, "as populações acarinham muito o tema do urso, quer seja na cidade como nas aldeias, e não têm medo, não existindo registos de ataques", descreve o co-autor do livro “URSO PARDO EM PORTUGAL – CRÓNICA DE UMA EXTINÇÃO”. Ao contrário, nas zonas dos Pirenéus onde ainda sobrevive uma população muito residual de ursos, que foi reintroduzida, estes são "constantemente perseguidos e abatidos". É lá, do lado francês, que o Ministro Nicolas Hulot quer reintroduzir os ursos, o que não vai ser nada fácil para eles nos dois lados dos Pirinéus, porque “se de um lado chove, do outro troveja!”
Para que os ursos sejam reintroduzidos, seja lá onde for, o mesmo é válido para lobos e linces, é necessário um bom trabalho de sensibilização junto das populações, para que as pessoas percebam que eles, ao invés de serem uma ameaça, poderão vir a ser uma mais-valia económica como sucede nas Astúrias, onde são uma atracção turística muito procurada. Ao falar do Urso Pardo lembrei-me automaticamente do Galo-Montês (Tetrao Urogallus), também outrora conhecido como “Tetraz” e extinto em Portugal há quase um século, um galináceo muito maior que uma perdiz, de cantar único, que já chegou a habitar no Gerês e que subsiste ainda em pequeno número no Norte de Espanha.
Lamentamos hoje o que destruímos no passado, sem sabermos ao certo o que nos reserva o futuro. Sim, já tivemos Ursos Pardos em Portugal!
PS. Para quem se interessar pelo Galo-Montês, aconselhamos a compra do livro “O GALO-MONTÊS (LINN) – REGRESSO AO GERÊS”, da autoria de MIGUEL DANTAS da GAMA, da EDITORA CANHÕES DE PEDRA (custava 4.75€).