sexta-feira, 7 de julho de 2023

CORRE, MARIA CORRE!

 

O treino de ontem do binómio Maria/Dobby consistiu num percurso de marcha com 3 km de extensão a pensar na futura condução em liberdade, com a trela posta sobre os ombros da condutora ao longo de um extenso e aprazível passeio marítimo, onde não faltaram atletas de várias modalidades desportivas, banhistas a jogar na praia, trotinetas por todo o lado, outros cães (alguns bastante implicantes), crianças e adultos em alegre cavaqueira – estamos no Verão! Depois desta alegre caminhada, em que o jovem Pastor Alemão se comportou exemplarmente, o binómio foi convidado para exercícios de endurance sobre obstáculos naturais que reproduziam saltos de “Exel” (1). Como os saltos foram feitos à trela e importava não prejudicar o desempenho do lupino, A Maria teve que correr e muito para receber o cão à saída daqueles obstáculos verdejantes. Tanto a foto acima como a seguinte testemunham a aplicação e o êxito deste binómio nos exercícios, apesar da Maria em determinada ocasião, desastradamente, se estatelasse na relva, queda abrupta felizmente sem consequências (tarda não tarda, cai!).

O CPA Dobby apresenta-se hoje mais forte e melhor nutrido de carnes, resultado da alteração das suas dietas promovidas pela sua dedicada dona, pessoa muito atenta ao bem-estar do seu fiel companheiro, que atendendo à altura e à envergadura que tem, estará mais equilibrado quando atingir os 40 kg de peso.

No final da aula, aproveitando a concentração patenteada pelo Dobby, querendo em simultâneo reforçar a liderança da sua dona, o cão foi convidado para evoluir sobre um percurso circular ligeiramente elevado, com 12 cm de largura. Como seria de esperar, o Pastor Alemão venceu com naturalidade o desafio.

Resta-me congratular com o sucesso da Maria e desejar-lhe um boa viagem para o Porto na companhia das suas fiéis amigas Susana e Liliana. Oxalá não se espalhe por lá mais uma vez porque a sorte não dura para sempre!

(1)Obstáculo vertical que é simultaneamente um extensor e um elevador.

PIADA PARA O FIM-DE-SEMANA: É PROIBIDO TRAZER COMIDA!

 

Uma chinesa endinheirada que fez fortuna em Portugal decide ir jantar a um restaurante de luxo na capital acompanhada pelo seu cão. Ao reparar naquela dupla, um dos empregados aborda a oriental com um olhar empertigado e diz-lhe em tom solene: “É proibido trazer comida!” - depois de ter dito o mesmo a um suíço da região de Appenzell.

RANKING SEMANAL DOS TEXTOS MAIS LIDOS

 

O Ranking semanal dos textos mais lidos obedeceu à seguinte preferência:

1º _ HÍBRIDO DE CHOW-CHOW/PASTOR ALEMÃO: MÁQUINA OU DESASTRE, editado em 11/05/2016

2º _ COMO DEFENDER-SE DO ATAQUE DE UM JAVALI, editado em 19/08/2019

3º _ CPA DOBBY: O ELFO QUE NÃO MORRE NA PRAIA, editado em 30/06/2023

4º _ O MUNDO À NOSSA VOLTA: QUEM LIBERTARÁ AS MULHERES DO IRÃO?, editado em 30/06/2023

5º _ NUNCA OUVI LADRAR O MEU PASTOR ALEMÃO NEGRO, editado em 17/10/2013

6º _ RANKING SEMANAL DOS TEXTOS MAIS LIDOS, editado em 30/06/2023

7º _ OS FALSOS PASTORES ALEMÃES, editado em 24/02/2015

8º _ EU QUERIA UM PASTOR ALEMÃO, DE PREFERÊNCIA TODO PRETO!, editado em 05/06/2010

9º _ OS CÃES DOS SALOIOS, editado em 24/08/2009

10º _ DÉJÀ VU HISTÓRICO OU EXALTAÇÃO PATRIÓTICA?, editado em 30/06/2023

TOP 10 SEMANAL DE LEITORES POR PAÍS

 

O TOP 10 semanal de leitores por país ficou assim ordenado:

1º Portugal, 2º Brasil, 3º Estados Unidos, 4º Irão, 5º Alemanha, 6º Países Baixos, 7º França, 8º Suécia, 9º Áustria e 10º Canadá.

quinta-feira, 6 de julho de 2023

MANIOCA (MANI): DE VIRA-LATA A CÃO DETECTOR DE SANGUE HUMANO

 

Felizmente que o Brasil é uma terra de oportunidades para todos, inclusive para os cães, apesar de haver brasileiros que a sentem como madrasta. Mani, um cão vira-lata (mestiço) com 4 anos de idade, foi adoptado por polícias na cidade brasileira de São João dos Campos, após ser encontrado no local de um crime. Hoje ele é o único k-9 no Brasil e primeiro na América Latina treinado para detectar sangue humano, tendo já participado em 30 investigações de homicídio. Desde os seus tempos de abandono pelas ruas de São José dos Campos, no sul do Brasil, que se percebeu que este rafeiro tinha um óptimo faro.

Desde que se formou na Unidade K-9 da Polícia Civil, Manioca, ou Mami, como é carinhosamente chamado, tornou-se um membro importante da brigada de homicídios – o primeiro cão da América Latina a rastrear sangue humano. Adoptado desde cachorrinho, o Mani foi imediatamente adoptado pelo seu treinador, o polícia João Oliveira. Desde que ingressou naquela força policial, em 2020, este cão participou em 30 investigações nas quais os peritos forenses não conseguiram detectar sangue humano. “'Ele optimiza os nossos recursos, é eficaz na detecção de sangue, ajuda-nos muito na continuidade da investigação, na identificação do autor do crime e nas prisões posteriores', disse o chefe da Polícia Civil, Neimar Camarco, ao Jornal Hoje.

A união com Maní não poderia ter acontecido em melhor altura para a polícia de São José dos Campos, que já se encontrava nos estágios iniciais de desenvolvimento de um programa de treino para cães de detecção de sangue humano em cenas de crime no Vale do Paraíba. Oliveria começou a preparar Maní para sua nova vida, apesar de ser como o único cão vadio da unidade K-9 em 2019 e relembrou que foi interrogado por uma dupla de polícias que o surpreendeu a enterrar uma amostra de sangue no solo durante um treino. Eles não ficaram nada convencidos quando ele explicou que estava a treinar o cão para trabalhar com detectives de homicídios e policiais forenses e ainda não ficaram satisfeitos quando ele chamou o cão para encontrar o sangue. Foi necessário algum convencimento adicional na delegacia de polícia local para garantir aos comandantes que Maní estava a caminho de se tornar um componente crítico de futuras investigações criminais.

Ao tornar-se um membro activo da polícia científica, Mani está abrir as portas para outros rafeiros como ele em todo o mundo, a mostrar que as suas mais-valias excedem em muito as dos comuns cães de companhia, que os cães de abrigo e sem raça têm muito para dar, o que só espanta a quem nunca trabalhou com eles! A polícia de São José dos Campos, o mestre do cão e o próprio Mani estão todos de parabéns e, quando assim é, o povo tem mais razões para confiar nas autoridades e na justiça. 

LEVANTOU-SE COM A PANCA TODA, ATIROU-SE À ÁGUA E POR SORTE FOI RESGATADA

 

Hoje de pela madrugada, a notícia não podia ser mais fresca, no município alemão de Niederneuching, na Baviera, uma senhora de 55 anos do distrito de Munique, decidiu atirar-se à água no canal do rio Isar depois do seu cão ter feito o mesmo, na ânsia de salvá-lo. De acordo com o chefe salva-vidas de Erding, Bernd Janowsky, a senhora teve muita sorte, porque apesar da hora, os seus pedidos de ajuda foram ouvidos por um morador local que ligou para o número de emergência. Janowsky está convencido que dificilmente alguém daria pela dona e pelo cão dentro de água. Os bombeiros de Niederneuching foram os primeiros a chegar ao local do acidente e avistaram de imediato a senhora e o seu cão, que resgataram com uma mangueira de incêndio, rebocando-os assim para a margem.

Não obstante, o corpo de bombeiros de Moosinning, o serviço de resgate aquático de Erding, o serviço de resgate BRK e a polícia também se fizeram presentes. Janowsky desaconselha enfaticamente que alguém se atire ali à água para resgatar o seu cão. “Um cão pode durar lá mais tempo do que um humano. Tudo poderia ter sido diferente.” Apesar dos repetidos avisos, as pessoas continuam a lançar-se à água e a correr perigos desnecessários. Todavia, são os veados que caem no canal que mantêm os socorristas em estado de alerta. O maior problema são as paredes íngremes e lisas do canal, tornando por vezes impossível a saída de pessoas e animais. Apesar da insanidade momentânea da senhora, que lhe bateu bem cedo, tudo correu bem. E como nem sempre os desfechos são felizes, comece já a pensar nas alternativas ao seu possível e indesejável mergulho.

PS: Como na Alemanha (muito menos na Baviera) ninguém “trabalha para aquecer”, a “mergulhadora” deverá ter uma linda conta para pagar.

ESCAPOU-SE POR MUITO POUCO!

 

Steven Cull passou dois meses no hospital porque quase foi morto num ataque canino e agradeceu ao cirurgião plástico que lhe salvou a vida ao amputar-lhe o braço esquerdo abaixo do ombro. Steven Cull de Co Down relatou ter sido arrastado para o chão por um grande cão do tipo Bulldog em outubro do ano passado e revelou que teve de lutar pela sua vida duas vezes; uma vez durante o ataque e novamente no hospital, quando as infecções começaram a morder as feridas que o molosso havia infligido. O seu cirurgião, Alastair Brown, um especialista em cirurgia plástica no Ulster Hospital, Dundonald, disse que os ferimentos deste ataque canino foram os mais graves que ele já viu até à presente data e que o levaram a optar pela amputação do braço esquerdo para salvar a vida a Cull. O Dr. Brown conseguiu salvar as duas pernas e um braço do seu paciente, mas foi obrigado a amputar o seu braço esquerdo, que estava muito danificado para poder cicatrizar. E apesar das cirurgias para reparar feridas profundas, o paciente corria ainda o risco de infecções durante semanas.

Steven, de 48 anos de idade, explicou como o cão, que não era dele, o cercou antes de lançar o ataque em outubro do ano passado, descrevendo-o como "um monstro" e explicou como o animal continuou a atacá-lo depois de tê-lo derrubado. Ele disse à BBCNI: "Eu desmaiei depois de ser mordido muitas vezes. O cão era um valentão XXL misturado com mastim. Tentei defender-me com as mãos e tive medo de ser morto quando ele me arrastou para o chão. O cão estava a cercar-me e a tentar momentaneamente alcançar-me a cabeça. Pude ver que havia pedaços arrancados das minhas pernas. Se eu fosse um bebê ou uma pessoa mais magra, os cirurgiões não poderiam ter-me salvo, estaria acabado. "O veneno da saliva do cão estava a correr nas minhas veias e os meus órgãos começaram a falir (...) não sei como eles (os médicos) me reanimaram depois do sucedido." A polícia foi chamada ao local em Banbridge e isolou a área, garantindo que os moradores voltassem para as suas casas e fechassem as portas enquanto o cão ainda se encontrava solto. Um guarda de cães do conselho local foi chamado para lidar com o perigoso cão, que foi controlado e depois abatido.

Apesar do trauma sofrido e das feridas que mudaram a sua vida, Steven Cull diz que ainda ama cães, depois de passar dois meses no hospital a ser tratado de severas dentadas, recusando-se a rotular todos os cães como maus e até continua a passear alguns dos seus amigos. O seu cirurgião, o Dr. Brown (na foto seguinte), diz que a capacidade do seu paciente ao lidar com o trauma foi notável e um exemplo para todos. Este cirurgião explicou a situação que a equipa cirúrgica teve de enfrentar quando Steven foi transferido do Craigavon Area Hospital para as urgências do Ulster Hospital, acrescentando: “Os braços e as pernas de Steven tinham sido severamente mutilados pelo cão e tivemos que tomar de imediato uma decisão para salvar a sua vida. "Conseguimos salvar as suas duas pernas e um dos seus braços. Infelizmente, o outro estava muito danificado - a situação era muito grave (…) Ele conseguiu superar isso até certo ponto, não importa o que doravante aconteça, o braço está perdido, mas sua atitude foi um exemplo para todos nós.”

O cachorro envolvido no ataque foi recolhido e posteriormente abatido por um veterinário sob as ordens do Conselho de Armagh City, Banbridge e Craigavon Borough. Um porta-voz deste conselho disse a propósito: "O cão envolvido no ataque foi voluntariamente entregue ao conselho e posteriormente sacrificado humanamente por um veterinário. O incidente foi investigado e um arquivo legal está actualmente com o advogado do conselho." Por sua vez, um porta-voz da polícia da Irlanda do Norte disse: “A polícia compareceu e tomou medidas para garantir a segurança de outras pessoas nas proximidades até que o cão estivesse sob controlo. "O serviço policial continua em contacto com o conselho local relativamente a este assunto e as investigações continuam em andamento."

Depois deste relato verídico, que tem tanto de doloroso como de inspirador, queria alertar aqueles rapazolas que põem os cães a morder a troco de nada e sem necessidade objectiva disso, que a carne que os cães levam nos dentes não volta a crescer (infelizmente não temos a capacidade regenerativa presente nos répteis). Dentadas de cão são marcas para toda a vida e acabam por sinalizar o infortúnio de alguns e o trajecto sinuoso de outros. Quem terá o direito de ter um cão capaz de ferir gravemente ou de matar outro? Os animais matam por necessidade; há homens que matam por desporto! Os cães são previsíveis e com eles podemos bem. Ao invés, a maldade humana por ser ardilosa, cresce insuspeita e apresenta-se quando menos se espera, subsidia todos os conflitos, patrocina todos os assassínios, é a mãe de todas as guerras e ainda se embriaga com o doce aroma da vingança!

quarta-feira, 5 de julho de 2023

OS CROCODILOS NÃO SÃO PARA BRINCADEIRAS!

 

Quer seja na Austrália, nos Estados Unidos ou noutras partes do mundo, dog walkers, cães e crocodilos são um confronto explosivo de consequências trágicas, que normalmente acaba com a morte dos cães, dos seus passeadores ou de ambos, em áreas que estes grandes répteis reclamam como suas e que normalmente são desrespeitadas pelo homem, na milenar disputa por território entre os assentamentos humanos e o espaço vital das restantes espécies animais. Na passada terça-feira, uma senhora de 69 anos pode ter sido mortalmente ferida por um aligator enquanto passeava o seu cão perto de um campo de golfe na cidade de Hilton Head Island, pertencente ao condado de Beaufort, no estado norte-americano da Carolina do Sul, segundo fez saber a polícia.

O incidente teve lugar ao início da manhã de terça-feira, quando inesperadamente apareceu um aligator no seu caminho que a atacou. Familiares preocupados com a sua ausência, foram encontrá-la na beira de uma lagoa num campo de golfe, segundo foi relatado aos media norte-americanos. De acordo com oque fez saber a polícia, as primeiras tentativas de resgate do cadáver foram inicialmente difíceis, porque o réptil aparecia e protegia a senhora, impedindo assim que os serviços de emergência a alcançassem. Tudo leva a crer que o aligator foi removido com segurança da área, acabando os socorristas por recuperar o corpo da senhora que já não podia ser socorrida. O seu corpo será autopsiado para determinar a causa exacta da sua morte e este foi o segundo ataque fatal perpetrado por um aligator no condado de Beaufort em menos de um ano. Afortunadamente não temos aqui crocodilos, mas temos numerosos javalis com os seus leitõezinhos atrás, que dependendo da hora do dia, carregarão sobre um ou mais cães que invadam o seu território e ponham em risco a sua prole. Há que estar atento, o mundo é de todos e não é todo nosso!

CINCO PERIGOS ESTIVAIS APARENTEMENTE INSUSPEITOS

 

As altas temperaturas; as queimaduras; as espiguetas; as picadas de insectos (abelhas, vespas e vespões) e alforrecas, assim como as algas tóxicas, formam um pentatlo de perigos para o seu cão no verão, que muitas vezes são desconsiderados, quase esquecidos, pelos donos, mercê do relaxamento que a estação oferece. O primeiro desses perigos vem das altas temperaturas que se fazem sentir, capazes de induzir os cães à desidratação. Para que isso não suceda importa garantir o refrescamento constante dos animais, renovando a água dos seus bebedouros e incentivando-os à procura da sombra. Debaixo da mesma preocupação, as longas caminhadas nas horas mais quentes da tarde não deverão ser empreendidas, devendo ser transferidas para o início da manhã e/ou para a noite.

No verão há que ter um especial cuidado com as possíveis queimaduras dos cães, tanto as resultantes dos barbecues que realizamos como os provocados pelos pisos quentes nas almofadas dos cães. Nestes casos há que afastar os cães dos grelhadores e não os sujeitar a caminhar sobre pisos e pavimentos muito quentes, nomeadamente de cimento e alcatrão. Para proteger as almofadas dos cães já existem produtos “bronzeadores” para protegê-las, que tanto poderão ser pulverizados como aplicados em pomada duas vezes por semana (consulte o seu veterinário).

As espiguetas são espigas secas menores que uma espiga de trigo, que podem ser perigosas para os cães quando ficam presas no pêlo. Elam podem alojar-se nas suas cavidades respiratórias, nasais ou orais e causar ali abscessos. Perante um comportamento anormal do seu cão, caracterizado pela tendência m espirrar, sacudir a cabeça, sangrar pelo nariz e ter os olhos vermelhos, inchados ou lacrimejantes, é necessário procurar de imediato um serviço de emergência veterinária, já que isso pode ser sinal da presença de espiguetas no corpo do seu cão! Mas, se você conseguir encontrar essas espigas no pêlo do seu cão, poderá removê-las delicadamente para que não se partam. Para espiguetas alojadas nas orelhas, tenha o maior cuidado para não introduzir nelas produtos ou instrumentos" que possam aleijar o seu animal de estimação (será sempre melhor ir ao veterinário, particularmente se não tiver experiência prévia nesse trabalho).

Se o seu cão for picado por uma abelha, vespa ou vespão neste verão, saiba que ele pode contrair uma reacção alérgica grave e fatal. Porém, não entre em pânico e reaja rapidamente para evitar o pior para o animal através de acções simples como tirar o ferrão e desinfectar a ferida ou ir ao veterinário com urgência no caso de uma reacção alérgica grave. Os cães não estão livres no verão de virem a ser picados por alforrecas na água ou na beira da praia, quando encalhadas e despertando o seu interesse. Os cães têm apenas um desejo: brincar com elas! No entanto, podem picá-los e causar “uma reacção cutânea (vermelhão) ou mesmo um edema. Nesta situação deverá “enxaguar a zona afectada com água do mar e não com água doce”, mas nunca a esfregar. O objetivo é retirar os filamentos ainda presentes com muita delicadeza e depois enxaguar novamente a área. Como nos casos anteriores, o melhor que há a fazer é ir ao veterinário para acompanhar a evolução da picada.

Muito presentes em algumas praias durante o verão, que normalmente acabam interditas ao público pelas entidades sanitárias, as algas contêm bactérias que podem ser tóxicas para o seu cão. Mesmo que ele faça menção ou manifeste o desejo de se embrenhar nas algas, não o deixe aproximar ou espojar nos seus tapetes. Estas algas estão também presentes em lençóis de água doce e são igualmente perigosas, sendo comuns em águas paradas, rios estagnados e também em algumas lagoas, lagos e charcos.

Como ser dono de um cão é ser-se primeiramente responsável pelo seu bem-estar e sobrevivência, não ignore os perigos e inimigos do seu cão, aposte seriamente na sua protecção, afaste-o dos perigos e adiante-lhe subsídios de autodefesa – seja um líder capaz! 

“V” DE VERÃO E DE VÍBORAS

 

Não há razão para alarme, porque as mordeduras de víboras são raras e de carácter defensivo, quando estas se encontram nos aglomerados rurais ou nas clareiras das florestas ao sol. Em Portugal temos dois tipos de víboras venenosas e muito raramente poderemos encontrar alguma delas. Escuteiros, caminhantes, ciclistas de todo-o-terreno e passeadores de cães serão à partida os mais propensos a encontrá-las, pelo que algumas regras deverão ser seguidas em abono da cautela, regras que já adiantei no texto “ALERTA VÍBORA: PROCEDIMENTOS ESCOLARES E DOMÉSTICOS”, datado de 28/01/2010. Como Verão, cobras e víboras andam de mãos dadas, há que proteger os nossos cães desses encontros para que não acabem como uma Staffordshire no CALDERGLEN COUNTRY PARK, na Escócia, que acabou por ficar com uma perna amputada (as víboras são igualmente venenosas para pessoas e cães).

Tudo se passou na quinta-feira, dia 22 de junho, quando a cadela de um ano de idade passeava num parque rural perto de East Kilbridge, junto a um riacho no Calderglen County Park, onde acabou por ser mordida por uma víbora. Quatro dias depois do sucedido, o animal foi levado à pressa para um hospital veterinário, onde foi tomada a decisão de lhe amputar a pata traseira mordida pelo réptil. Tal como em Portugal, a víbora é a única cobra venenosa na Escócia. Apesar das suas picadas serem raras, a ajuda médico-veterinária deverá ser solicitada logo após a mordedura. “Ela tinha o que parecia ser um corte na pata. Eu lavei a ferida quando a vi e esperava que ela não fosse muito dolorosa.” O dono da Stella, assim se chama a cadela levou-a a um veterinário e este receitou-lhe antibióticos, mas a ferida parecia continuar infectada e causar-lhe muita dor. Ela (a cadela) recebeu imediatamente tratamento veterinário, foi inclusive vista três vezes antes de ser levada à pressa para o hospital veterinário.

No fim-de-semana já a cadela não punha a pata no chão nem fazia uso dela. Perante a situação, o veterinário decidiu amputar-lhe a perna, amputação que revelou tratar-se de uma mordedura de víbora. “A carne da pata estava a apodrecer” A Staffie está agora a recuperar em casa da operação e fará fisioterapia para aprender a andar só com três pernas. A sua dog walker, que também administra uma empresa de tosquias, postou fotos da ferida da Stella no Facebook como um alerta para os donos dos cães, escrevendo: “ (O veterinário) disse que já aconteceram mais casos de picadas de víboras, portanto, fique atento e evite os lugares onde elas possam estar, especialmente depois de terem saído da hibernação do início da primavera até agosto. Elas preferem o clima quente e seco, por isso aparecem mais. Seja mais vigilante e cauteloso nos dias agradáveis de verão.”

Um porta-voz do SSPCA (SCOTTISH SOCIETY FOR PREVENTION OF CRUELTY TO ANIMALS), sociedade para o bem-estar animal, disse a respeito: ““As víboras tendem a manter-se sozinhas e não mordem a menos que estejam com medo, infelizmente, os cães tendem a aproximar-se delas sem medo, a assustá-las e acabam por ser mordidos… Se o veneno ficar nos tecidos ao redor da picada, causará dor e inchaço, mas se se espalhar mais e entrar na corrente sanguínea, pode causar problemas muito mais graves, como danos no fígado, rins, coração e sistema nervoso… Se o veneno for injectado diretamente na corrente sanguínea, pode causar a morte muito rapidamente. Também pode ser muito grave se o seu cão for mordido no focinho ou no pescoço, porque o inchaço pode causar-lhe sérios problemas respiratórios." Assim como o cego usa a sua bengala para evitar chocar contra algo, também à imitação dos peregrinos que não dispensam o seu bordão, muna-se este verão de uma vara ao entrar em charnecas e florestas. Soltar o seu cão nestes ecossistemas pode ter um perigo acrescido – as víboras.

segunda-feira, 3 de julho de 2023

POLACO MORRE AO TENTAR RESGATAR O SEU CÃO

 

Actos desesperados quase sempre acabam por condenar os seus autores ou trazer-lhes pesadas consequências. Na cidade polaca de Cracóvia, situada no voivodia da Pequena Polónia, no sul do país, um homem morreu afogado ao tentar salvar a vida do seu cão, que sobreviveu à morte do seu dono. A tragédia aconteceu na noite de quinta-feira, dia, dia 29 de junho, junto ao rio Wisła. Segundo o “Interia”, portal e plataforma de notícias polaco, citando um porta-voz da polícia, o homem de 49 anos de idade jogou-se ao rio para salvar o seu companheiro de 4 patas e foi puxado para o fundo.

Polícias e mergulhadores dos bombeiros acorreram ao local uma hora e meia depois, retirando aquele proprietário canino inconsciente da água. Apesar de várias tentativas de ressuscitação, o homem não pôde ser salvo. Entretanto, algumas testemunhas do sucedido conseguiram tirar o cão com vida do rio e trazê-lo em segurança para a margem. A polícia local está a investigar as circunstâncias deste trágico incidente, uma vez que ainda não está claro por que razão o cão se encontrava no rio e como foi lá parar.

Este não é o primeiro caso em que um dono morre ao tentar salvar o seu cão de morrer afogado e provavelmente não será o último. É de todo conveniente que ensine o seu cão a nadar correctamente, ainda mais porque nos encontramos no verão. Ao fazer isso, o animal correrá menos riscos e dar-lhe-á a si mais tempo para pensar e agir acertadamente. Se porventura o seu cão não sabe nadar ou não é um grande nadador, o melhor que tem a fazer é conservá-lo à trela junto ao mar, ao redor dos lagos e nos arredores de grandes cursos de água – percebe-se porquê!

PS: Jamais se atire à água se não souber nadar.

FREDERIK: UM CÃO DO OUTRO MUNDO A TRABALHAR NESTE

 

Estima-se que em Portugal existam entre 40 a 70 mil pessoas com epilepsia. Quando Sonja Maria Riegler, da cidade austríaca de Spittal, na Caríntia, teve recentemente um ataque epiléptico, o seu cão pressionou o botão de chamada de emergência com o focinho. Frederik, assim se chama ele, é um dos primeiros cães de assistência para epilepsia na Caríntia, o que o torna numa verdadeira maravilha de quatro patas. Quando este Labrador percebe que a sua dona Sonja Maria Riegler de 41 anos está a ter um ataque epiléptico, ele toca-a com o focinho. "Posso pedir ajuda ou tomar remédios de emergência. De qualquer forma, tiro os óculos e removo todos os objetos perigosos que estão perto de mim para não me aleijar ou ferir durante a convulsão", diz Riegler. "O cão reconhece o ataque epiléptico quando ele está para acontecer - mesmo antes que a pessoa afectada o sinta", acrescenta a treinadora de cães Kati Kohoutek, de Pfotenassistenz (na foto abaixo com Soja e Frederik). No ano passado, Frederik começou a treinar como cão sinalizador para epilepsia e em 7 de junho deste ano foi aprovado. "Ele significa muito para mim", enfatiza a Sra. Sonja Maria Riegler que tem uma epilepsia tão grave que depende de ajuda externa. "Sem o meu cão eu seria como um prisioneiro. Mas com ele posso sair da minha prisão e viver com mais independência." Frederik vai às compras com ela, faz caminhadas, vai ao médico e às autoridades, acções que jamais conseguiria fazer sozinha.

"Eu tenho a forma mais grave de epilepsia com um estado de incapacidade de 90 por cento", disse ela. Por vezes chega a ter várias convulsões por dia. "Quando tenho convulsões muito graves, só volto a mim no hospital", disse. Ela teve também duas convulsões durante o exame de Frederik. Nos últimos meses, o cachorro aprendeu e evoluiu muito, conseguindo até fazer uma chamada de emergência. "Recentemente, quando tive uma convulsão prolongada, Frederik apertou o botão do telefone de emergência com o nariz", explica Riegler (ambos na foto seguinte). Ele já havia treinado essa acção com Kohoutek. A chamada de emergência vai diretamente para uma enfermeira domiciliar 24 horas, que depois chama uma ambulância. Kohoutek diz: "O cão chama o resgate quando a sua dona não consegue fazê-lo".

Ser um cão de serviço é cansativo e é por isso que a treinadora de cães Kati Kohoutek, de Pfotenassistenz, tem um pedido a fazer a todos os amantes de cães. "Por exemplo, os cães-guia em serviço não devem ser distraídos com carinho ou alimentação. Porque eles precisam de concentrar-se no seu trabalho." Como reconhecer um cão de assistência? "Eles usam uma identificação do estado - um triângulo amarelo de sinalização e/ou um cobertor de identificação com o logótipo do cão-guia", diz Kohoutek (veja a foto). Apenas cães testados têm este logótipo. Aliás, cães como Frederik também têm direitos especiais de acesso: podem até ir ao médico, ao teatro e ao supermercado - cães de assistência certificados são registados no passe de deficiência.

A associação "Kärntner in Not" apoiou financeiramente a educação do Frederik. "Você nunca sabe com antecedência se o cão será capaz de completar o treino, o que impede o financiamento governamental antecipado para os cães de assistência", diz Kati Kohoutek. "Somente quando são aprovados mediante exame é que há subsídios do governo para cobrir parte dos custos do treino.", o que acaba por ser uma grande entrave para os afectados, já que não têm como pagar o treino sem o apoio financeiro inicial. O representante adulto de Sonja Maria Riegler teve a ideia de entrar em contacto com os "KÄRNTNER IN NOT", uma associação de ajuda sem fins lucrativos que é apoiada pelo jornal austríaco Kleine Zeitung (1) e que tem ajudado muitas pessoas na Caríntia desde 2000, ano em que foi fundada, garantindo-lhes um apoio sustentável em projectos específicos como despesas com cuidadores, terapias e adaptações de apartamentos para pessoas deficientes), apoiando e ajudando também pessoas em emergência social, nomeadamente no atraso do pagamento de rendas da casa e dos custos com a energia, pagamentos que esta associação faz directamente aos senhorios e às empresas distribuidoras de energia, garantindo desta forma que a doação vai para à entidade certa.

Não haverá por cá um jornal ou um canal de televisão capaz de subsidiar um cão destes, cuja utilidade é mais do que reconhecida, ou não merecerão os epilépticos portugueses tamanha deferência? Merecerá a morte de um epiléptico maior destaque do que o apoio que um cão lhe pode dar?

(1)O Kleine Zeitung é um jornal austríaco com sede em Graz e Klagenfurt, sendo o maior jornal regional da Áustria, cobrindo os estados federais da Estíria, da Caríntia o do Tirol Oriental.

domingo, 2 de julho de 2023

CÃES E BRICOLAGE PODEM NÃO COMBINAR

 

Cães e bricolage, dependendo da natureza dos trabalhos, podem não ser conciliáveis considerando o êxito das tarefas e o bem-estar dos animais, já que muitos cães são demasiado curiosos e dados ao disparate. Em Portsmouth, cidade inglesa mais densamente povoada do Reino Unido, Lola Mai-Wellington e o seu marido decidiram converter um vão de escada dentro da sua habitação numa espécie de canil. Sem se saber bem como aconteceu, a caixa dos parafusos que se encontrava numa prateleira foi parar ao chão e os parafusos espalharam-se. Ao vê-los espalhados pelo chão, a dona do cão juntou-os rapidamente sem suspeitar que o Mazikine, o seu Cane Corso (na foto abaixo), já os tinha visto e engolido alguns. Pouco tempo depois, o animal começou a vomitar sangue. O curioso molosso ainda conseguiu expelir 8 dos 14 parafusos que engoliu, mas 6 continuavam alojados no seu estômago conforme mostrou um raio-x, problema que levou os veterinários a proceder a uma operação de risco.

Segundo a veterinária Emily Sharp, citada pela BBC, os parafusos podem ter causado “sérios danos internos” como “rasgos no estômago e nos intestinos” do Cane Corso. Antes de ser operado, o animal teve que ser anestesiado e a decisão de operá-lo foi correcta diante do seu sucesso. Quando Mai-Wellington se alarmou com os custos relativos à intervenção cirúrgica, a organização de socorro a animais “The People's Dispensary for Sick Animals - PDSA” ofereceu-se para pagar custear aquelas despesas. Para que o tema do dinheiro não obstrua o resgate dos animais, pessoas particulares fazem doações em nome da atrás citada instituição de caridade britânica. Lola e o seu marido poderão continuar a contar com a presença do seu endiabrado Mazikine, cão que nas suas palavras “muito tem ajudado a sua família”.

Estou convencido que numa futura bricolage, o Cane Corso não terá acesso aos materiais a serem utilizados, porque para susto já basta o que acabou de pregar aos seus donos. Para que não incorra em incidentes semelhantes ou de consequências ainda piores, afaste o seu cão dos trabalhos de bricolage que pretende realizar.

A MATANÇA DE LILLE

É antiga e por isso mesmo bem conhecida a conexão entre a abertura da caça e o envenenamento dos cães de companhia no campo, sucedendo idêntica relação tóxica nas cidades quando chega o tempo quente – encontramo-nos desde a primavera na época dos envenenamentos! Estes cobardes ataques à vida dos cães, que não passam de acções terroristas, são transversais em muitos países europeus, inclusive nos menos esperados, como são os casos das nações de cultura germânica. Quatro cães foram fatalmente envenenados na passada quarta-feira, dia 28 de junho de 2023, na Cidadela de Lille, na França, episódio tóxico fatal que deu seguimento a outro ocorrido ali no mês anterior, no dia 08 de maio, e que também custou a vida a vários cães. Acusada de inacção, a Mairie de Lille apresentou uma queixa contra desconhecidos e avançou procedimentos após a morte dos últimos animais.

Pela segunda vez desde o início do ano, foram relatados casos de envenenamento de cães quando estes se encontravam a passear com os seus donos na Cidadela de Lille (Norte). Como já disse atrás, na passada quarta-feira, quatro animais teriam sido envenenados no final da tarde, não sobrevivendo nenhum deles. A dona de um Jack Russell que assistiu à morte repentina do animal, mostrando-se abatida pelo sucedido, o que é compreensível, não hesitou em imputar ao município a responsabilidade pelo ocorrido, porque segundo ela “ninguém fez nada” depois dos envenenamentos ocorridos a 08 de maio. Esta mesma senhora disse que a sua cadelinha só foi solta por alguns momentos: “Ela brincou um pouco, molhou as patinhas na água, comeu um pouco de relva, mas voltou com a barriga a gorgolejar, apresentando vómitos e diarreia. Infelizmente, quando chegou ao veterinário já se encontrava morta.

Num comunicado à imprensa, a Mairie de Lille pediu aos proprietários caninos para serem mais vigilantes, ao mesmo tempo que anunciou o reforço dos agentes municipais e a instalação de novas mensagens de alerta nos trilhos mais frequentados por donos e cães. Todos os envenenamentos aconteceram no mesmo local – na passerelle de Ory. A Maire de Lille, a socialista Martine Aubry, filha do famoso Jacques Delors, ministro das Finanças do governo de François Mitterrand e depois presidente da Comissão Europeia, apresentou uma queixa contra terceiros para permitir a abertura de uma investigação. A cidade de Lille anunciou também que “havia informado os serviços do Estado” e que já o tinha feito após o episódio anterior “para que a Direção de Protecção das Populações faça as investigações e apure as causas da alegada embriaguez”. Nesta estação de envenenamentos seja muito cuidadoso e à cautela saia à rua com o seu cão açaimado – sabe-se lá o que poderão encontrar num jardim!

sábado, 1 de julho de 2023

RESPOSTA PRONTA À CHAMADA

 

O principal objectivo da aula de hoje foi agilizar a pronta resposta dos cães à chamada dos donos, considerando a salvaguarda de uns e outros, a protecção dos donos e a prestação canina de socorro. Em simultâneo, procurámos melhorar a condução dos cães em liberdade, tanto nas passagens estreitas como em ecossistema diversos. No GIF acima vemos dois pastores alemães a cruzar-se entre si sob um arbusto para irem ao encontro dos seus condutores e mestres. No GIF seguinte vemos a chamada em simultâneo dos dois cães vindos em sentido contrário com os donos alinhados entre si na linha de chamada.

Com o calor que se fazia sentir, optei por levar os binómios para junto de um lago superpovoado de patos bravos e de tartarugas californianas, cada uma de seu tamanho e perfeitamente adaptadas, no intuito de adaptar os cães aos passadiços e de familiarizá-los com aquela imensa patada, onde não faltavam diversas ninhadas de patinhos. Como os cães estavam a ser conduzidos em liberdade e a água era para eles uma tentação, acabou-se por melhorar também o seu controlo.

Apostados em alcançar um “junto” incondicional dos cães, convidámo-los para evoluírem sobre uma passagem estreita, nomeadamente um parapeito de remate de um café com 12 cm de lado e de desenho circular. Este trabalho foi desenvolvido com a esplanada em pleno funcionamento e com os clientes descontraidamente sentados.

Nas nossas deambulações pelas sombras da cidade, importava proteger as patas dos cães, acabámos por encontrar um simpático casal com um labrador amarelo, com uma excelente cabeça, algo barulhento, precariamente sociabilizado e já afectado pela displasia coxo-femoral.

Como este bracóide puxava invariavelmente os seus donos pela trela, disponibilizei-me para o conduzir e eliminar-lhe aquela forma anómala de progressão, que abandonou após algumas voltas na minha mão mercê do espevitar da sua memória afectiva (dizem que não é com vinagre que se apanham moscas e parece que têm razão!). Acabei por ser retratado ao lado deste Labrador, cuja morfologia da cabeça me encantou.

O CPA Bohr não tem pretensões a ser um Catahoula Cur, também conhecido como Leopardo de Catahoula, raça canina norte-americana que é admirada pela sua facilidade em escalar árvores e pela habilidade na caça, porque a morfologia do pastor é outra e a sua idade já não lhe permite “grandes avarias”. Não obstante, sem hesitar, subiu uma árvore colocada no seu caminho, aprendendo assim a evadir-se numa árvore idêntica.

Participaram nos trabalhos os binómios Jorge/Gaia e Paulo/Bohr. Encontrámos a Sónia e o Shane, binómio amigo que não víamos há algum tempo. Os cães regressaram a casa com os ritmos vitais normalizados e os donos com vontade de almoçar.