quarta-feira, 7 de junho de 2023

CARRO SEM CONDUTOR ATROPELA E MATA CÃO

 

Um carro autónomo a circular pelas ruas da cidade de San Francisco, nos Estados Unidos, atropelou e matou um cão no mês passado, mas a empresa que opera o veículo afirma que o trágico acidente foi inevitável. A publicação norte-americana TechCrunch relatou que o Jaguar I-Pace autónomo, também conhecido “por carro autónomo”, estava a operar em San Francisco no mês passado quando um cão correu para a estrada.

De acordo com o relatório do incidente recentemente arquivado pelo Departamento de Veículos Automóveis da Califórnia, os sistemas de direcção autónoma do táxi-robot detectaram o cão, mas nem os sistemas de bordo do veículo nem o “operador de segurança humano no banco do motorista accionaram os travões.

Um porta-voz da Waymo, empresa associada ao Google que opera o autónomo Jaguar I-Pace disse ao TechCrunch (website focado em notícias sobre tecnologia, que a colisão era inevitável, independentemente de os travões terem sido usados ou não. “A investigação está em andamento, no entanto, a revisão inicial confirmou que o sistema identificou correctamente o cão que saiu a correr de trás de um veículo estacionado, mas não conseguiu evitar o contacto”, disse um porta-voz da Waymo. O mesmo porta-voz afirmou também que o cão fez um “trajecto incomum” e em alta velocidade, direito a um dos lados do veículo”, o que o levou ao impacto.

Alguns sites dos Estados Unidos como a empresa de cercas de animais Pet Playgrounds, afirmam que aproximadamente 1,2 milhão de cães são atropelados e mortos por carros anualmente naquele país, o equivalente a quase 3.300 por dia. Acredita-se que este incidente seja a primeira morte relatada de um cão por um carro autônomo, no entanto, ocorre cinco anos depois que o primeiro pedestre humano foi morto por um veículo autónomo. Em março de 2018, Elaine Herzberg foi fatalmente atingida por um veículo de teste autónomo da Uber em Tempe, Arizona. Embora o "motorista de reserva de segurança" humano do carro autónomo tenha sido posteriormente acusado de homicídio negligente, a Uber não foi responsabilizada criminalmente por este incidente fatal (a foto abaixo reporta-se a um carro igual ao que atropelou o cão – o Jaguar I-Pace).

De acordo com a publicação de tecnologia norte-americana The Verge, a Waymo – que é uma subsidiária da empresa-mãe do Google, a Alphabet – informou que seus veículos autónomos viajaram 1,6 milhões de kms em estradas da Califórnia e do Arizona entre 2015 e 2023. Num período de oito anos, a empresa apenas relatou dois incidentes ao banco de dados de acidentes de carro da National Highway Traffic Safety Administration, enquanto outros 18 acidentes foram classificados como “eventos de contacto leve” – 55% dos quais foram causados por outro veículo batendo noutro estacionado.

Em suma e atendendo às causas prováveis do acidente, o cão tanto morreria contra um carro com condutor como contra um autónomo. Os carros autónomos são eléctricos, fazem pare do quotidiano de San Francisco e são uns dos seus Postcards. Dito isto, apraz-me dizer que o futuro já chegou!

terça-feira, 6 de junho de 2023

BRINCADEIRAS AO FINAL DA TARDE

 

Ao final da tarde costumamos brincar com os nossos cães e levá-los a fazer coisas sérias, para que recompensados trabalhem a gosto e com muita alegria. Na foto acima vemos um dos heróis da Stephanie a executar uma mini PONTE-QUEBRADA, salto que para um bassetóide obriga a alguma preparação e treino. No GIF que se segue vemos o CPA Bohr a executar um exercício de TÉCNICA DE CONDUÇÃO sobre obstáculos urbanos de ferro.

Também enviámos o mesmo CPA para o seu pretenso local de vigilância, debaixo de uma vaca decorativa de plástico em tamanho natural, uma vez que este diligente cão mora num apartamento e não tem por isso um local de vigilância. Não obstante, ensinámo-lo a procurar vários locais como seus possíveis locais de vigilância, lugares ao longo da cidade que ele bem conhece e zela, sendo aquela vaca de plástico um deles.

Como fazemos mais brincadeiras, pouco a pouco vamos revelá-las aos nossos fiéis leitores e ao fazê-lo estou também a ilustrar a história dos cães que me são confiados e que muito estimo.

A MISSÃO DO McMAHON DOS IRISH WOLFHOUNDS

 

O Sr. Wayne McMahon é um escocês morador no Condado de Meath, proprietário de 12 Irish Wolfhounds, 1 Irish Setter, 1 Irish Terrier e de 1 Bulldog, que está pronto para iniciar uma excursão canina com os seu Irish Wolfhound na cidade de Dublin, para oferecer às pessoas uma oportunidade de ver e aprender algo sobre os Irish Wolfhounds, raça canina pela qual é fascinado e que está disposto a transmitir o seu conhecimento sobre a sua história. Dele são as palavras: “Estamos a dar às pessoas a chance de conhecer estes cães de caça, cuja raça é a mais alta do mundo. Eles fazem parte da história irlandesa, remontam aos romanos e estão tão entrelaçados na nossa história e poesia pelo que são magníficos. As pessoas querem conhecê-los. Quando estou a andar, as pessoas interpelam-me acerca deles. Não me posso fazer à estrada sem ser obrigado a parar.”

“Pedem-me fotos, perguntam-me como os alimento e todo esse tipo de coisas. As pessoas ficam fascinadas e eu quero ir ao seu encontro, contar-lhes a história dos cães de caça irlandeses. Esperamos fazê-lo em Stephen’s Green e ao redor dessa parte da cidade. Estamos a conversar com o OPW (Office of Public Works) (1) e eles irão dar-nos o seu aval brevemente.”

Wayne está animado para dar a conhecer os seus cães a mais pessoas para que falem sobre a história desta lendária raça. “Haverá um meet and greet (evento organizado onde um orador se reúne e fala com o público) e um pouco de caminhada, programa que pode mudar com o passar do tempo. Espero começar nos próximos 10 dias. “Existem tantos pubs onde os turistas podem ir. É uma experiência histórica. Os cães também adoram sair, adoram ver as chaves do carro. Espero que as crianças se interessem e com isso abrir as portas para a história irlandesa, para histórias como Cu Chulainn (2). Haverá um mercado turístico, mas espero que os mais jovens se interessem. Tenho muita sorte em tê-los a todos e poder oferecer-lhes o meu conhecimento", acrescentou. Que bom seria para a canicultura portuguesa se aparecesse por aqui alguém que desse a conhecer os nossos cães e os enaltecesse, que lembrasse ao povo a sua história milenar ao nosso lado!

(1)Escritório de Obras Públicas, cuja função principal é a implementação da política governamental. (2) Cú Chulainn, também chamado Cú Chulaind ou Cúchulainn, designação irlandesa para "Cão de caça de Culann" e por vezes conhecido em inglês como Cuhullin, é um herói mitológico irlandês que aparece nas histórias do Ciclo do Ulster, bem como no folclore escocês e no da Ilha de Man. Acredita-se que ele seja uma encarnação do deus Lug, que também é seu pai. A sua mãe é a mortal Deichtine, irmã de Conchobar MacNessa.

OS AMERICAN BULLY JÁ DESPACHARAM 9 NO REINO UNIDO

 

O American Bully está a merecer a atenção dos britânicos depois dos seus ataques fatais, sendo responsável no Reino Unido por nove mortos desde 2021 ou seja por metade das mortes relacionadas com cães no Reino de Carlos III. Nos últimos anos este matulão yankee tornou-se rapidamente numa das raças caninas mais visíveis na Gran Bretanha. A raça não é reconhecida por nenhuma das principais associações de cães do Reino Unido, o que significa que não se sabe ao certo quantos exemplares tem nas Ilhas Britânicas. Todavia, a frequente aparição destes cães nos noticiários, muitas vezes associados a situações trágicas, indicia que eles estão ali mais presentes do que nunca. O American Bully é uma versão mais recente do American Bulldog e apresenta geralmente quatro tamanhos: Standard, Pocket, Classic e XL, sendo os exemplares com mais de 50 cm de altura (20 polegadas) considerados XL. Estes cães já mataram 6 adultos e 3 crianças desde 2021 para cá, cerca de metade das mortes ocorridas com cães no Reino Unido.

Como se calcula, um molosso destes não pode ser recomendado para donos sem experiência ou que tenham crianças no seu agregado familiar, apesar das duas pessoas que matou este ano serem adestradores caninos experientes. Natasha Johnston, uma dog walker de 28 anos, foi rasgada até a morte enquanto passeava com oito cães em Surrey, no passado mês de janeiro. Um dos cães, um robusto American Bully XL de quem era proprietária, foi considerado o responsável pela sua morte após um relatório veterinário forense, sendo posteriormente sacrificado. No mês passado, Jonathan Hogg, um cuidador de cães de 37 anos da Grande Manchester, estava a brincar com um cão igual quando ele o atacou, atirando-se à sua garganta. Hogg morreu mais tarde no hospital. Polícias armados foram trazidos para controlar o cachorro, que a polícia da Grande Manchester disse “representar um risco significativo” para o público antes de o abater.

O United Kennel Club, um Kennel Club dos Estados Unidos e uma das poucas organizações a reconhecer a raça, diz que o American Bully é “antes de tudo, um companheiro, exibindo confiança com entusiasmo e exuberância pela vida” e descreve o seu comportamento como “gentil e amigável"!? Embora haja apelos para que a raça seja banida, a orientação de algumas organizações caninas britânicas sugere que isso pode não ser suficiente para resolver o problema. O Kennel Club, com sede no Reino Unido, disse: “A legislação específica sobre as raças ignora os factores mais importantes que contribuem para os incidentes de mordidas – principalmente o comportamento antissocial de donos de cães irresponsáveis que os treinam para serem agressivos ou que não os treinam adequadamente”. Os American Bully podem ser comprados em anúncios classificados e sites da comunicação social, muitas vezes desprezando e ignorando os criadores éticos de cães. Uma investigação da BBC One Panorama em janeiro descobriu que um traficante de drogas estava a vender online cães destes a partir da prisão. Se o American Bully for eventualmente banido, ele irá juntar-se a apenas quatro raças de cães proibidas no Reino Unido: o Pitbull terrier, o Tosa japonês, o Dogo Argentino e o Fila Brasileiro. Exceptuando o Pit Bull, as restantes raças quando comparadas com o American Bully são literalmente cachorrinhos de leite, cuja proibição assenta noutras razões, não se podendo excluir delas as de natureza política.

É bom saber que o American Bully deverá ser treinado e regrado precocemente (aos 3 meses de idade), que um muito-dominante, quando ligeiramente contrariado, pode ser uma arma apontada ao pescoço do dono e às suas crianças; que um dominante, por querer fazer sempre a sua vontade, poderá rebelar-se, procurar a confrontação e agir depois dolosamente. A escolha de um cachorro submisso poderá diminuir significativamente os risco de confrontação indesejável e a opção por uma cadela parece ser a escolha mais acertada. Porém, se não tem conhecimento suficiente para escolher cães – não o faça – procure quem saiba para não se arrepender seriamente mais tarde. Há American Bullies amorosos? Sem dúvida e deveriam ser esses os escolhidos para reprodução, o que nem sempre acontece.

PS: Já há por cá alguns American Bully identificados como rafeiros, como cães sem raça definida.

TERIA O NRP MONDEGO FALTA DE UM?

 

Estou a referir-me a um Labrador amarelo chamado Ike, designado como “cão de instalação” que vai juntar-se à guarnição do USS Wasp, um navio de guerra anfíbio da Marinha dos Estados Unidos, para melhorar a moral e a saúde mental do pessoal a bordo (marinheiros e fuzileiros navais). Um cão com estas funções dá muito jeito em qualquer navio seja de que marinha for, mas não resolveria os problema técnicos e a falta de segurança no NRP Mondego, navio da Armada Portuguesa atribuído à zona marítima da Madeira, onde ineditamente mais de uma dezena dos seus militares se negou a cumprir a missão que lhe foi confiada – acompanhar a passagem de um navio russo que passava a norte da Ilha de Porto Santo. Ao contrário da Marinha Portuguesa, que tem missões a mais para o material obsoleto que tem, a marinha norte-americana está em constante modernização. O USS Wasp, para onde vai o Labrador Ike, é um porta-aviões e um navio de assalto anfíbio, projectado especificamente para acomodar o novo Landing Craft Air Cushion (LCAC), próprio para movimentar rapidamente tropas sobre as praias, e o Harrier II (AV-8B), jactos de descolagem e aterragem verticais/curtos (V/STOL) que fornecem apoio aéreo aproximado para as forças de assalto (na foto abaixo).

Material bélico à parte, o Ike desde cachorro que treina no MUTTS WITH A MISSION, uma organização sem fins lucrativos que treina cães de serviço de classe mundial para veteranos com deficiência, bombeiros, socorristas e polícias a custo zero para os destinatários. Foi ali treinado para vir a ser colocado como um conselheiro de resiliência de implantação a bordo do Wasp. Questionada acerca das funções do cão, Brooke Corson, fundadora e treinadora de cães, disse a propósito: “O Ike (na foto seguinte) irá trabalhar ao lado do seu treinador para fornecer serviços como alertar sobre a ansiedade de outras pessoas e responder a tragédias a bordo em casos individuais. Existem tarefas para as quais ele é treinado para ajudar a aliviar a ansiedade, como quando os indivíduos precisam de relaxar e reorientar-se. Ele também pode aplicar pressão directa a alguém que está a ter um ataque de ansiedade e ajudá-lo a resolver isso."

O programa da Mutts With A Mission é recente. A organização acabou de instalar outro cão, o Sage, a bordo do USS Gerald R. Ford. O Wasp será o primeiro navio LHD (landing helicopter dock) a receber a bordo um cão de instalação enquanto o programa ainda está na fase piloto com a Marinha e o Departamento de Defesa. Embora Ike tenha treinado desde as 8 semanas de idade para ser um cão de serviço, só agora o labrador amarelo se qualificou para ser um cão de instalação, disse Corson. 

Os cães de serviço completam o mesmo programa rigoroso de treino dos cães de serviço. No entanto, em vez de ajudar um indivíduo com deficiência, eles ajudam várias pessoas a lidar após um evento traumático ou ambiente excessivamente stressante, de acordo com o site do Mutts With A Mission. “Não decidimos antes do fim se eles serão ou não um cão de serviço”, explicou Corson. "Queremos realmente garantir que eles consigam o emprego em que são melhores e [onde] são mais felizes." Está claro que Ike "adora estar a bordo do Wasp", informou a mesma treinadora. "Ele adora a energia do navio e estar sempre ocupado. Portanto, este é um ajuste perfeito para ele."

Um navio de assalto anfíbio é projectado para implantar e apoiar forças terrestres em terra, com capacidade para hospedar tanques, helicópteros, uma variedade de veículos de apoio e carga. A embarcação fez sua grande entrada na cidade de Nova York na semana passada no final do desfile cerimonial de navios da Fleet Week. O USS Wasp, que tem 843 pés de comprimento (256.9464m), pode transportar até 3.000 pessoas em plena capacidade. O Wasp abriga a "arma mais importante" dos militares dos EUA, que é o Corpo de Fuzileiros Navais e a Marinha, disse David Forster, presidente da Amphibious Warship Industrial Base Coalition, em entrevista à Fox News Digital. O "propósito pretendido" do navio é transportar os seus membros para servir em áreas específicas de necessidade, incluindo ajuda humanitária, protecção da pátria contra ataques anfíbios, segurança nacional e outras missões, explicou este especialista. Quando o navio de guerra multibilionário fez a sua grande entrada na cidade de Nova York, Ike pôde participar das festividades da Fleet Week, disse orgulhosa a treinadora Corson. 

Mais depressa do que se espera, também as nossas Forças Armadas virão a ter cães destes, cuja necessidade e proveito são mais do que evidentes. Ainda sobre o caso do NRP MONDEGO, para além material moderno, falta pessoal à nossa Marinha para assumir as suas missões. Eu não sei se aqueles sargentos amotinados foram heróis ou vilões, mas estou em crer que os seus serviços virão a ser brevemente solicitados (se já não foram). A culpa jamais será de quem anda no mar obrigado a improvisar, mas dos sucessivos governos que, incapazes de governar, têm vindo gradualmente a hipotecar a nossa soberania e o nosso mar.

SE CONDUZIR NÃO BEBA, NEM USE O TELEFONE!

 

Vamos aos factos. De acordo com o anunciado pela polícia de Erfurt, capital do estado alemão da Turíngia, no passado domingo de manhã, anteontem, no distrito de Sömmerda, quando se encontrava a passear o seu cão numa estrada rural, um cavalheiro de 31 anos prendeu o seu animal à trela quando avistou outro que nem deu pela sua presença e que se fazia acompanhar por dois cães soltos, um homem de 51 anos que falava ao telemóvel. Os cães soltos atacaram o cavalheiro de 31 anos que foi obrigado a receber tratamento hospitalar. A polícia atrás citada comprovou que o condutor dos cães agressores se encontrava fortemente embriagado, pelo que está a ser investigado por lesão corporal negligente.

Infelizmente também aqui podemos vir a deparar-nos com gente ébria, drogada e debaixo de diferentes estados de exaltação ou prostração, indivíduos que ao fazerem-se acompanhar pelos seus cães tendem a transmitir-lhes euforias idênticas, que acabam por estimular a sua agressividade, uma desmedida protecção e por vezes um profundo desrespeito. Acontece também com alguma frequência vermos pessoas a passear um ou mais cães, atrelados ou soltos, a falar ao telemóvel, perdendo momentaneamente o controlo dos animais e com isso dar azo a incidentes de maior ou menor gravidade. Assim, perante o comportamento de donos alterados, destrambelhados e/ou erráticos, a melhor opção é afastarmo-nos deles e dos seus cães, procedendo da mesma forma diante de donos a falar ao telemóvel. O cavalheiro borracho de Sömmerda que liderava os seus cães soltos, animais provavelmente não sociabilizados, e que ainda por cima ia a falar ao telemóvel, acabou por lesionar outro que não era o culpado da sua embriaguez e que se calhar até nem bebia. Tal como aconselham as autoridades aos automobilistas: “se conduzir não beba, nem use o telemóvel”, o mesmo deverá ser respeitado pelos condutores caninos, considerando o perigo que tais acções representam para os demais donos e cães.

segunda-feira, 5 de junho de 2023

SUPER AVÓZINHA DEITA CAVALEIRO POLICIAL AO CHÃO

 

Quem anda ou já andou a cavalo pelas ruas de Lisboa sabe que todo o cuidado é pouco face ao imprevisto. Se porventura um cavaleiro da GNR cai do cavalo abaixo logo desperta a hilaridade e o desdém à sua volta. Agora imagine-se a bronca quando o comandante de uma escolta a cavalo cai dele abaixo, sendo ajudado a levantar-se pela entidade que pretensamente deveria escoltar! Ontem em Munique, conforme anunciou a polícia local, uma senhora de 71 anos decidiu ir passear o seu cão para o Englischen Garten (Jardim Inglês) chegando à zona norte do parque designado como pradaria, deparando-se ali com uma patrulha a cavalo da polícia de Munique.

De repente, o rafeiro da septuagenária começa a ladrar desalmadamente na direcção do cavalo da polícia “Naxas”, o solípede assustou-se e despejou o seu cavaleiro. O polícia a cavalo só sofreu ferimentos ligeiros e foi transportado ao hospital pelos serviços de emergência, enquanto o “Naxas” era sossegado pelo outro polícia de patrulha. Segundo reza o código de posturas municipais de Munique, na área designada por Jardim Inglês, os cães só podem circular a trela. Como a super avozinha desrespeitou essa obrigação, irá agora ter que responder por lesão corporal negligente. Apesar deste incidente ser caricato, ele encerra uma grande lição: qualquer cão, por mais pequeno que seja, pode casar um grande disparate, facto que os donos dos cães mais pequenos parecem ignorar ao circularem com os seus cães invariavelmente soltos por toda a parte! 

USPS: 5.300 CARTEIROS ATACADOS POR CÃES EM 2022

 

Como tendo vindo a fazer, a United States Postal Service (serviço postal norte-americano), publicou a sua lista anual sobre os estados onde ocorreram mais ataques caninos sobre os seus funcionários no ano transacto. Assim, em 2022, a Califórnia e o Texas foram os estados que registaram maior número de ataques, a primeira com 675 e o último com 404. Houston, Los Angeles e Dallas, foram as cidades onde os carteiros foram mais atacados. A USPS declarou que mais de 5.300 dos seus funcionários foram atacados por cães no ano passado, número que nos parece por demais assustador face à nossa realidade, mas que atendendo à realidade do serviço postal dos Estados Unidos nem chega a 5% dos carteiros, uma vez que esta grande empresa contava em 2021 com 516.636 funcionários de carreira e 136.531 funcionários não profissionais, apesar de ninguém merecer ser mordido no desempenho das suas actividades profissionais.

A USPS relata esta lista todos os anos no início da “National Dog Bite Awareness Week” (Semana Nacional de Conscientização sobre Dentadas de Cães), a acontecer agora. Esta mega empresa governamental de correios diz que treina os seus carteiros para não assustarem os cães e para não interagirem com eles, adiantando que a melhor coisa a fazer para evitar lamentáveis situações destas é manter os cães à trela, atrás de uma cerca, dentro de casa e longe da porta, parecer que suspeito não vir a ser ouvido por grande número de norte-americanos, para quem a violência é o “pão nosso de cada dia”.

REMANSO CAMPESTRE

 

Este sábado a instrução decorreu numa pequena povoação cujas coordenadas geográficas são 38,5232 Norte, -8,8029 Oeste, mais propriamente no campo de um clube de futebol esquecido e de ignotos associados. O nome da terra é de origem italiana “faraglione”, nome masculino dado a uma ilhota ou a um penedo escarpado à flor da água, sendo também aplicado a um cabo formado por uma alta montanha (penso que o nome da localidade advém do primeiro caso). Curiosamente, nos tempos em que o Paulo Jorge era mais atrevido, alguém raspou numa placa toponímica a primeira consoante do nome desta localidade, vindo depois o nosso amigo a substituí-la por “C” maiúsculo de acordo com a irreverência da idade. Do plano de aula constavam alguns exercícios de ginástica, outros tantos de obediência, duas manobras de ocultação e uma de invasão ou resgate, dependendo isso do objectivo dado ao seu uso. Na foto acima vemos o CPA Dobby a ultrapassar uma “VERTICAL CRUA” com 110 cm de altura com a sua condutora quase a fazer o mesmo. Na foto que se segue é possível observar a CPA Gaia a executar um SLALOM ao redor de uma fila de pinheiros, onde são notórias a alegria do animal e a aplicação do seu condutor.

Depois dos exercícios simples de ginástica, exercícios necessários para a manutenção dos cães de trabalho e que são do seu agrado e conhecimento, passámos para o SALTO DE UM MURO DE ALVENARIA com 1,8 m como parte do currículo das MANOBRAS DE INVASÃO OU RESGATE. Na foto seguinte podemos ver a 1ª fase do ensino do exercício, com o CPA Dobby a ser conduzido à trela pelo Jorge e com a sua dona a chamá-lo, a dar-lhe ânimo para vencer a tarefa e a recompensá-lo.

O mesmo condutor, agora com a sua cadela, a CPA Gaia, conseguiu igualmente vencer aquele muro, servindo-se do seu pequeno filho como subsídio de ânimo, o que funcionou na perfeição, uma vez que a cadela cresceu ao lado dele e onde ele estiver, ela estará por perto (o Jorge tem que aprender a passar para além da linha de transposição para ajudar a cadelinha, porque doutro modo o animal terá maiores dificuldades em passar os pés).

Com uma classe constituída exclusivamente por pastores, não houve necessidade de adaptações ou de variação de tarefas, o que tornou o trabalho mais célebre. Na foto abaixo vemos os 3 pastores na linha de chamada à espera de serem chamados pelos donos, cada um em sua vez e contar da direita.

O trabalho da IMOBILIZAÇÃO À LINHA foi desenvolvido à sombra acautelando o pouco acerto dos cães e a sua correcção, já que o sol ia quente e não procurávamos o cansaço e a saturação dos cães. Nenhum deles se destacou neste exercício de obediência pelo que os seus donos já têm trabalho para casa.

Iniciámos ontem também o ensino de uma nova manobra de ocultação – O ENVIO DO CÃO PARA O SEU LOCAL DE VIGILÂNCIA – servindo-nos de um pequeno cubículo de alvenaria cujo propósito desconhecemos. Todos os binómios conseguiram vencer as fases preparatórias da manobra. No GIF seguinte é possível ver o desempenho do binómio Jorge/Gaia distante 25 m do abrigo escolhido.

Como importava também testar os comandos de obediência nas situações reais, todos os binómios foram convidados para executar o “À FRENTE” numa pequena encosta arenosa coberta de caruma, o que dificultava ainda mais o desempenho binomial.

Cão de grande poder físico e de decisão inabalável, depois de compreender o exercício, o Dobby rebocou a sua dona com quanta força tinha, mostrando que podem contar com ele nas mais variadas situações e apuros.

Os binómios foram ainda convidados para outra MANOBRA DE OCULTAÇÃO que se presta igualmente como MANOBRA DE INVASÃOO SALTO DE UMA JANELA. No GIF seguinte é possível observar o desempenho do CPA Bohr sem qualquer hesitação ou demora.

Como prova do êxito dos cães no muro, aqui fica o desempenho da CPA Gaia, que seria ainda melhor se o Jorge ultrapassasse a linha do muro, porque o seu adiantamento faria com que a cadela chegasse lá acima ainda mais depressa e com menos dificuldade.

No final da aula, com a maré engalanada pelo cantar dos pássaros e sem vento que nos aliviasse, tirei uma foto do grupo à sombra mas a acusar o calor, onde a boa disposição de donos e cães se fez sentir mais uma vez.

Participaram nos trabalhos os seguintes binómios: Jorge/Dobby; Jorge/Gaia; Maria/Dobby e Paulo/Bohr. A Stephanie não compareceu por ter sio acometida por um violento ataque de diarreia, o que penso não ter afectado mais alguém que não compareceu. Os cães adaptaram-se perfeitamente àquele novo ecossistema e os trabalhos decorreram debaixo de absoluta normalidade. Quero daqui enviar saudações para a “Família da Pomba Mansa”, agora em Angola e que cá deixou saudades. Hoje retomaremos a nossas actividades.  

JUNTARAM-SE TRÊS E OFERECEM 10.000 DÓLARES DE RECOMPENSA

 

O SAFE HAVEN DE PASADO, um santuário de animais e organização de resgate no noroeste do Pacífico, está em parceria com a PEOPLE FOR ANIMAL CARE ANDA KINDNESS e a TEAM OKANOGAN ANIMAL RESCUE para aumentar a recompensa por informações que levem à prisão dos responsáveis por uma série de assassinatos de cães no Vale Yakima. A recompensa total por informações que levem à prisão da pessoa ou pessoas envolvidas nesses assassinatos é agora de US$ 10.000; a recompensa foi previamente fixada em $ 1.000 em abril. Desde março de 2023, autoridades locais encontraram vários corpos de cães com sinais de horrível abuso em vários locais do condado de Yakima, um dos 39 condados do estado norte-americano de Washington.

Os investigadores do Safe Haven de Pasado estão preocupados, pois o número de casos de abuso e abandono no leste de Washington aumentou. Autoridades do Gabinete do Xerife do Condado de Yakima alertaram recentemente o Pasado sobre outro cão morto que foi encontrado na comunidade, elevando para cinco o total de corpos deixados em áreas remotas do Condado de Yakima. Todos os cães mortos foram levados para o santuário de Pasado, onde a uma equipa médica realizou autópsias para determinar o tipo e o nível de abuso sofrido pelos animais e procurar evidências na esperança de encontrar novas pistas.

“Para além dos nossos esforços relativos à autoria destes assassinatos, estamos a assistir a um aumento preocupante no número de casos de abuso, abandono e negligência de cães no condado de Yakima no geral”, disse Cynthia Wang, directora executiva. “Estamos a fazer tudo o que podemos para responder rapidamente e salvar os animais, mas o nosso santuário está lotado. Estamos a esforçar-nos para arranjar espaço para o aumento de cães que precisam de lares”. Pasado's precisa da ajuda do público para descobrir quem é o responsável por este padrão de mortes horríveis, adiantando desde logo que qualquer denúncia permanecerá anónima.

Oxalá o assassino ou os assassinos dos cães venham a ser denunciados, identificados, julgados e condenados pelos seus crimes. Louva-se o esforço conjunto das três associações de bem-estar animal e espera-se que a onda de assassinatos caninos cesse imediatamente no condado de Yakima.

sexta-feira, 2 de junho de 2023

BOSTON: IN DOGS WE TRUST

 

Os cães têm vindo a constituir-se numa excelente oportunidade de negócio, a prestar-se à retoma económica pós-pandemia em vários países. Desde ontem, na cidade norte-americana de Boston, mediante uma licença especial, já é permitida a presença de cães em esplanadas e cervejarias ao ar livre, onde têm ao seu dispor os mais variados menus, o que tem deixado entusiasmados tanto os seus donos como os comerciantes do sector. A Mayor de Boston, Michelle Wu (na foto seguinte), já havia anunciado no início do mês passado a nova política de refeições ao ar livre para cães.

Os empresários não escondem o seu contentamento face ao aumento dos seus negócios e os donos não cabem em si de alegria por poderem cear com os seus cães ao lado da restante família. Já 20 empresas solicitaram autorização para receber os seus clientes de 4 patas, criando-lhes convidativos espaços dog-friendly e deliciosos menus, o que fará com que os donos saiam mais vezes de casa para comer fora.

Esta política dog-friendly exige que os espaços para cães sejam totalmente ao ar livre, devendo também os restaurantes garantir que nenhuma comida seja confeccionada nos espaços reservados aos cães. Por sua vez, os seus donos serão responsáveis pelo seu comportamento, devendo os animais permanecer à trela. Os espaços destinados aos cães têm desinfectante para as mãos nas mesas. Em alguns deles os talheres e os pratos em uso são descartáveis. 

Para evitar constrangimentos com quem quer comer sem ser incomodado por cães, os espaços ao ar livre estão a ser divididos. Face à política do momento, bem que o slogan do sector da restauração de Boston poderia ser “IN DOGS WE TRUST!

PIADA PARA O FIM-DE-SEMANA: NÃO DESANIME E DÊ GRAÇAS A DEUS!

 

Se porventura numa hora de infortúnio um pássaro lhe borrar a cabeça, não desanime e dê graças a Deus pelos cães não conseguirem de voar.

RANKING SEMANAL DOS TEXTOS MAIS LIDOS

 

O Ranking semanal dos textos mais lidos obedeceu à seguinte preferência:

1º _ HÍBRIDO DE CHOW-CHOW/PASTOR ALEMÃO: MÁQUINA OU DESASTRE, editado em 11/05/2016

2º _ PASTORES ALEMÃES LOBEIROS: O QUE OS TORNA TÃO ESPECIAIS, editado em 02/11/2015

3º _ OS FALSOS PASTORES ALEMÃES, editado em 24/02/2015

4º _ COMO DEFENDER-SE DO ATAQUE DE UM JAVALI, editado em 19/08/2019

5º _ PARA QUE A MORTE NÃO OS SEPARE, editado em 29/05/2023

6º _ МИР, editado em 28/05/2023

7º _ LER O RÓTULO E SABER DO QUE SE TRATA, editado em 22/05/2018

8º _ UMA EM MILHARES, editado em 28/05/2023

9º _ GUARDA PARTILHADA PORQUE OS CÃES NÃO SE PODEM RACHAR AO MEIO, editado em 30/05/2023

10º _ MAIS UM LAMENTÁVEL EPISÓDIO DE “CAÇA AOS MAIS VELHOS”, editado em 30/05/2023

TOP 10 SEMANAL DE LEITORES POR PAÍS

 

O TOP 10 semanal de leitores por país ficou assim ordenado:

1º Portugal, 2º Brasil, 3º Estados Unidos, 4º Alemanha, 5º Reino Unido, 6º Suécia, 7º Suíça, 8º França, 9º Itália e 10º Rússia.

quinta-feira, 1 de junho de 2023

NOTÍCIA INDESEJÁVEL

 

Segundo informou hoje às 19h30 no programa “HALLO NIEDERSACHSEN”, a NORDDEUTSCHER RUNDFUNK (NDR), televisão pública alemã e membro activo da UNIÃO EUROPEIA DE RADIODIFUSÃO, também responsável pela presença do seu país na Eurovisão, a polícia viu-se obrigada a atirar sobre um Pitbull que havia fugido de casa e que feriu seis pessoas, entre elas uma criança, o que é a pior notícia para o DIA DA CRIANÇA que hoje comemoramos. Mais um incidente estúpido, dispensável e lamentável a juntar a uma lista interminável. Deseja-se que a criança lesada recupere completa e rapidamente das suas feridas físicas e psicológicas.

COM OS OLHOS POSTOS NAS LEZÍRIAS

 

O CPA Dobby é um guardião resiliente e incorruptível, incansável no seu ofício e sempre com olhos postos na imensidão das Lezírias, terra que trata como sua e onde protege a sua dona contra tudo e contra todos, independentemente do seu tamanho ou apresentação. Guerreiro inato e um guarda de excepção, ele merece toda a nossa admiração!

E O PRÉMIO FOI PARA… O BORDER COLLIE MESSI

 

Pouca gente sabe, adestradores inclusive, da existência do PALM DOG AWARD, prémio alternativo anual apresentado pela crítica de cinema internacional durante o FESTIVAL DE CINEMA DE CANNES, galardão que teve o seu início em 2001 por iniciativa de Toby Rose e que premeia a melhor performance de um ou mais cães (vivos ou animados) durante o festival. O prémio consiste numa coleira de couro onde se pode ler “PALM DOG”, um trocadilho com a PALMA DE OURO, a maior distinção destra mostra de cinema. A competição nesta categoria foi dura este ano, levando o seu fundador, Toby Rose, a considerar que houve “ um verdadeiro tsunami de performances caninas”. Acabou por ganhar o BORDER COLLIE MESSI (na foto abaixo), de “ANATOMY OF A FALL”, de JUSTINE TRENT. Messi interpretou Snoop, um papel que o júri disse exigir uma série de habilidades e emoções, tornando-se o Messi por causa disso um justo vencedor. O filme do realizador finlandês AKI KAURISMAKI, "FOLHAS CAÍDAS", foi premiado com o GRANDE PRÉMIO DO JÚRI PALM DOG, um prémio que, segundo as estrelas do filme, supera facilmente a Palma de Ouro. "É provavelmente o maior prémio de todos os tempos, estamos realmente impressionados", disse Jussi Vatanen, que contracenou ao lado de Alma Poysti na tragicomédia sobre um romance em ascensão, actriz finlandesa falante de sueco, de 42 anos de idade, filha e neta de realizadores e actores. Poysti disse à Reuters que a sua co-star canina, que também se chama Alma, foi uma colega muito disciplinada e divertida.

Ao prémio Palm Dog deste ano foram adicionadas duas novas categorias, incluindo “MUTT MOMENT” e “HIGHLY COMMEND CANINE”. Este ano, o PRÉMIO ESPECIAL foi dado a EVIE, de 11 anos, uma cadela farejadora oficial do festival, que este ano ali prestou serviço pela última vez, rumando directo para a aposentadoria. Os prémios não oficiais estão agora no seu 22º ano. Os vencedores anteriores nesta categoria incluem BRANDY, um pit bull pertencente à personagem que Brad Pitt interpretou em "ERA UMA VEZ EM HOLLYWOOD" e os spaniels de Tilda Swinton, que interpretaram com ela um filme realizado por Joanna Hogg. As pessoas responsáveis pela ficção portuguesa que têm em vista mandar para o ar filmes e séries com cães, assim como os adestradores caninos que se dedicam ao mundo do espectáculo, deverão prestar mais atenção aos prémios do PALM DOG AWARD, os primeiros para conhecerem as preferências do público e os últimos para saberem qual o trabalho a desenvolver com os cães. Grande parte do êxito de um filme ou de uma série com cães, especialmente se os animais forem os protagonistas, irá depender da qualidade dos guiões, pelo que os guionistas deverão ser bons praticantes ou profundos conhecedores do mundo do adestramento, o que facilitaria o trabalho de todos actores envolvidos (humanos e caninos). O que é pedido aos guionistas estende-se também aos realizadores para que as suas obras não sejam de qualidade grosseira, atravancadas e de reduzido interesse, já que trabalhar com actores caninos exige maior conhecimento, rara erudição e muita criatividade.