terça-feira, 11 de outubro de 2022

FOIRE DES BÉNÉDICTIONS DANS l’ÉGLISE DE SAINTE-CATHERINE

 

As grandes religiões monoteístas nunca conseguiram expurgar totalmente as crenças animistas das cabeças dos seus devotos e, agora que estão em crise, o animismo parece superá-las, levando uns quantos a administrar os sacramentos em paralelo com a bênção de cães, gatos, lagartos e o que mais vier para dentro das suas igrejas, outrora consideradas chão sagrado e hoje transformadas em feiras de bênçãos para animais, a propósito de um santo que falava com eles (Francisco de Assis). A promoção gradual dos animais de estimação a filhos, que teve o seu início logo após a II Guerra Mundial, está agora a promover a sua divinização e noutros casos a incluí-los dentro do plano soteriológico. E neste ressurgimento descarado do animismo, a cinofilia e os cinófilos ocupam um lugar de destaque enquanto membros enraizados de um submundo de afectos. Se por cá a lisboeta IGREJA DE SANTO ESTEVÃO foi imortalizado por um fado, a normanda IGREJA DE SANTA CATARINA, em Honfleur, no departamento gaulês de Calvados, continuará ser relembrada por benzer ao longo dos anos toda a sorte de animais de estimação.

Assim aconteceu mais uma vez passado domingo, dia 09 de outubro, na bonita igreja de madeira de Sainte Catherine, tradição que já tem 7 anos e que é uma criação bem-sucedida do padre Pascal Marie, contando a bênção dos animais com a presença de 200 pessoas, que se deslocaram de Honfleur, Caen, Le Havre e dos arredores. Desta vez aquela celebração contou com a presença de 2 póneis e a novidade foi a presença de um pequeno lagarto que se encontrava em hibernação, propriedade de uma zelosa organista. A estes juntaram-se um sem número de cães, cães-guia, gatos e até peixes. Curiosamente, aqueles que não puderam levar os seus animais até à igreja por alguma razão, viram os seus animais abençoados através de uma fotografia em tamanho real ou de uma constante no telemóvel (celular) dos seus donos. Os invisuais não foram esquecidos e puderam ler em Braile um mensagem de São Francisco de Assis (é possível que esta bênção seja cada vez mais completa ano após ano).

Num acto nada ortodoxo de profunda comiseração e de rara oportunidade, o bom padre Pascal Marie convidou também toda a assistência para ser solidária com a dor dos donos que perderam os seus animais de estimação, enumerando em seguida o nome dos animais de estimação falecidos durante o ano.

Não sei se o padre estava a tentar arrancar os animais do purgatório para o céu ou se estava a encomendá-los directamente para o seu paraíso, mistérios que só ele saberá explicar e que os seus superiores hierárquicos deverão melhor esclarecer. Até lá, o Padre Pascal Marie, que parece mais velho do que aparenta (nasceu em 1969), continuará a ser uma celebridade muito solicitada pelas suas bênçãos. Será que um dia esta IGREJA DE SANTA CATARINA virá a chamar-se “ÉGLISE DE TOUS LES ANIMAUX”, vindo a celebrar-se ali casamentos de cães e gatos? Impossível não será e parece estarmos muito perto disso, agora que os donos não se casam e não precisam das igrejas para o efeito!

segunda-feira, 10 de outubro de 2022

NÃO ME PARECE SER UM PODENGA PRETA

 

Por volta das 23h00 do último sábado, anteontem, dia 08 de outubro, recebi de uma leitora deste blogue o seguinte email: “Bom dia. Deparei-me com a vosso blogue por acaso e ao ler sobre tudo o que falam sobre o Podengo preto fiquei com a dúvida se a cadela que tenho será uma Podengo. Acolhi á uns anos atrás uma cadela que tinha sido abandonada com apenas dois meses, a veterinária não sabia identificar a raça e ficou como sendo raça desconhecida. Depois de ver o vosso artigo fiquei com a dúvida se a minha cadela poderá ser uma Podengo preta! Poderiam esclarecer-me? A cadela é a maior na foto.”

Passo de imediato à resposta: Cara leitora, a foto que me enviou da cadela em questão não me permite determinar com exactidão se se trata de uma podenga ou não, já que a maioria dos seus pormenores morfológicos se encontra escondida. A cadela tanto pode pertencer a uma raça com pedigree como não ter qualquer raça em particular, muito embora eu me incline mais para o último caso. À primeira vista parece-me mais próxima do Teckel do que do Podengo Português, podendo ser mestiça de um deles ou descendente doutro cão qualquer de pêlo cerdoso. Diante destas incertezas, aconselho-a a consultar o Clube Português de Canicultura e sujeitar a sua cadela a julgamento, porque ali existem juízes credenciados e com autoridade para esse efeito, que poderão determinar com exactidão se a sua cadela é um Podengo ou não. Obrigado pelo contacto e continuamos ao seu dispor.

UM SÁBADO IGUAL AOS OUTROS: A TRABALHAR

 

Os nossos trabalhos de Sábado iniciaram-se com uma caminhada matinal de 3 Km que antecedeu alguns exercícios de obediência linear, excepcionalmente sobre relva. A opção pela obediência linear obedeceu ao cuidado que dispensamos à figura do “junto”, enquanto pedra basilar da obediência e ponto de partida das acções defensivas, ofensivas e de socorro. Na foto acima podemos ver o grupo escolar em “frente por um” tendo como Fila-guia o binómio Paulo/Bohr. Como se pode ver, os dois últimos binómios (Yasmine/Ouki e Clarinda/Keila) progridem com os cães atrasados, o que não é nada conveniente em termos de prontidão animal. Na foto seguinte vemos dois binómios com Pastores Alemães (Bohr e Luna). Apesar do alinhamento do “junto” ser aceitável, o primeiro condutor circula com a cabeça tombada demais sobre o cão e o segundo está a ser rebocado pela cadela (ambos foram alertados para os seus erros de condução).

Na foto seguinte é possível constatar-se o atraso do Akita Ouki em relação à sua condutora, uma vez que a sua pata dianteira que vai avante está significativamente atrasada em relação ao pé de projecção da sua dona, ausência de alinhamento que ao ser consentida atentará directamente contra a prontidão canina e induzirá os animais ao passo de andadura, andamento que sendo impróprio convida ao relaxe e ao menor desenvolvimento físico.

Para desanuviar o stress e a tensão dos cães, optou-se por convidá-los para a execução de um slalom urbano, obstáculo que é da sua preferência e agrado. Na foto abaixo podemos ver o desempenho célere do binómio Paulo/Bohr.

Também o cachorro CPA Marquês adora este obstáculo conforme podemos ver na foto seguinte, onde possível também ver o empenho de dono e cão no desempenho correcto do obstáculo, com o animal a denunciar a alegria e o ânimo que o seu condutor lhe estava a dispensar.

Ainda houve tempo para treinar a evolução em passagens estreitas, cabendo ao CPA Bohr circular na mais estreita (com 10 cm de largo) e ao Marquês na mais larga (com o dobro da largura) exercício que venceram em simultâneo e debaixo de boa ordem.

Durante o percurso citadino optámos por nos deslocar “em frente por 2” visando o estreitamento dos vínculos afectivos da matilha escolar e a sua defesa, porque sempre surgem novidades durante os trajectos e nunca faltam pequenos cães embirrentos.

Participaram nos trabalhos os seguintes binómios: Clarinda/Keila; João Moura/Marquês; Paulo/Bohr; Pedro/Luna e Yasmine/Ouki. A reportagem fotográfica coube aos mesmos e a Fernanda não compareceu por ter ido “alentejar” com o Óscar para uma suinicultura (haja bolota!). O dia não atrapalhou o andamento normal dos trabalhos e todos regressaram sãos e salvos a casa (não se esperava outra coisa).

NÓS POR CÁ: UMA IGREJA A PRECISAR DE SER EVANGELIZADA

 

Se alguém perguntar aos altos responsáveis das igrejas cristãs históricas se a Europa está a precisar de ser “reevangelizada”, todos dirão que sim, porque ao contrário de tempos idos, hoje sobram lugares vazios em todas elas, sendo a maioria dos europeus avessos aos cânones que os seus avós respeitaram, não hesitando muitos deles a criar novas formas de entendimento com Deus e por conseguinte a sua própria religião. Entre nós, a igreja católica está a dar as últimas e acabará finalmente desacreditada se continuar a esconder os crimes de abuso sexual perpetrados pelos seus clérigos sobre crianças ao seu encargo. Desta vez a justiça não será endossada para a vida vindoura e para depois da morte das vítimas, como aconteceu com a inquisição, em que toda a bandidagem de hábito, ao invés de vir a ser condenada, ainda foi exaltada pelo fogo depurador que tanto ateou. Por aquilo que aprendi e julgo entender, as igrejas cristãs estão cá para os pecadores, para convidá-los para o arrependimento diante da Lei de Deus e estender-lhes o perdão que Cristo nos dá no seu Evangelho, não para encobrir toda a sua sorte de canalhas, que longe de se arrependerem e de abraçarem o perdão, antes procuram a inocência pelo encobrimento das suas práticas criminosas. Há pois que denunciar e levar à justiça toda esta casta de estupradores, sodomitas, violadores e pedófilos, provavelmente iguais aos que levaram à destruição de Sodoma e Gomorra.

BÚLGAROS E GAMBIANOS

 

O blogue da Acendura Brava teve esta semana dois visitantes búlgaros, país europeu que raramente nos dá visitantes, merecendo por isso este destaque. Oxalá mais búlgaros nos visitem e estabeleçam connosco intercâmbio, porque da nossa parte continuaremos a fazer tudo para que isso aconteça. Sejam bem-vindos! Curiosamente e depois da invasão da Ucrânia, o número de leitores da Rússia tem vindo a aumentar entre nós, o que obviamente se saúda.

Também tivemos visitantes da Gâmbia, país da África Ocidental que rodeia o rio como mesmo nome e que teve no Séc. XVI com os portugueses o seu primeiro contacto com europeus. Como já fiz saber por várias vezes, a África é o continente que menos leitores nos dá, resumindo-se a sua participação a visitantes dos PALOPS e do Magreb. Todavia, já temos um grupo de leitores assíduos de Marrocos, o que muito apreciamos e que demonstra a abertura para o mundo deste país muçulmano. Esperamos vir a ter mais visitantes da Gâmbia, de outros países africanos e de todo o mundo – a nossa missão é servir!

sexta-feira, 7 de outubro de 2022

PIT BULL: SOMA E SEGUE!

 

Há sempre algum prurido ao falar-se acerca de Pitbulls, como se eles fossem todos uns anjinhos, a totalidade dos seus donos santa e a restante população completamente idiota. É verdade que há Pitbulls inofensivos e extraordinariamente mansos, comportamento excepcional que é mais visível nos exemplares castrados. Os cães não são todos iguais como as raças também não o são, comportando-se ordinariamente cada uma de acordo com o propósito para que foi criada. Para aqueles que invariavelmente justificam o todo pela parte, porque têm um Pitbull amoroso, recomendando-o abertamente como cão de família, apraz-me perguntar-lhes que cão tem matado mais crianças por todo o mundo, sem contar com a Índia e com outros países com idêntica proliferação de cães e com iguais assimetrias sociais. Terá sido o Cão de Água Português, o Pinscher Anão ou o Galgo Afegão? Tanto na Europa como nos Estados Unidos, o Pitbull é um dos cães que mais mata crianças dentro dos lares, o que acontece com maior frequência nas casas onde existem dois ou mais cães destes. Desta vez o disparate repetiu-se na pequena cidade norte-americana de Millington, no Condado de Shelby, no Estado do Tennessee, onde dois Pitbulls da família mataram duas crianças e feriram a sua mãe. Curiosamente, à entrada desta cidade (Millington), a título de boas-vindas, pode ler-se numa placa: “WELCOME FROM OUR CHURCHES AND CIVIC ORGANIZATIONS”. Depois deste trágico e lamentável incidente ocorrido com os Pitbulls, a placa de boas-vindas, para não fugir à verdade, deveria ser assim completada: “WELCOME FROM OUR CHURCHES, DEVILS AND CIVIC ORGANIZATIONS”.

O disparate letal aconteceu anteontem, quarta-feira, dia 05 de outubro, pelas 15h30, numa casa próxima do Shelby Forest State Park, em Millington. Segundo o Escritório do Xerife de Shelby, as duas crianças morreram e a sua mãe ficou gravemente ferida quando foram atacadas pelos Pitbulls da família na sua casa. “As crianças (uma menina de dois anos de idade e o seu irmão de 5 meses) foram declaradas mortas no local e os paramédicos dos bombeiros do condado de Shelby transportaram a mãe em estado crítico para a Regional One Health”, disse a mesma entidade. Os cães, ambos Pitbulls, foram levados debaixo de custódia pelo controlo de animais, segundo disse a estação de notícias WREG. Não se sabe ainda ao certo o que fez despoletar o ataque dos animais e, segundo a polícia, o incidente continua ainda sob investigação. O escritório do Xerife do Condado de Shelby não respondeu até ao momento a qualquer pedido de comentário. A escolha impensada e arbitrária de um Pitbull para companhia de uma criança de tenra idade poderá eventualmente sujeitá-la a um golpe “mata-leão”!

RANKING SEMANAL DOS TEXTOS MAIS LIDOS

 

O Ranking semanal dos textos mais lidos obedeceu à seguinte preferência:

1º _ NINGUÉM PÁRA O BULDOGUE FRANCÊS!, editado em 28/09/2022

2º _ NOVO BINÓMIO, editado em 02/10/2022

3º _ A SUA PARTIDA SALVOU OS CORGIS, editado em 27/09/2022

4º _ NAS PASSAGENS PARA PEÕES TODO O CUIDADO É POUCO!, editado em 30/09/2022

5º _ TOP 10 SEMANAL DE LEITORES POR PAÍS, editado em 30/09/2022

6º _ RESGATADA DE ESPANHA GUARDA CASA NA ALEMANHA, editado em 26/09/2022

7º _ SALTAR PARA ALCANÇAR A CUMPLICIDADE, editado em 03/10/2022

8º _ MANOBRAS DE EVASÃO: PROPÓSITO, ENSINO E APLICAÇÃO, editado em 04/10/2022

9º _ ESCOLA DE HOMENS LIVRES E CÃES VALENTES, editado em 26/09/2022

10º _ MUDARAM O NOME À CIDADE, MAS A SORTE DAS CRIANÇAS NÃO MUDOU!, editado em 28/09/2022

TOP 10 SEMANAL DE LEITORES POR PAÍS

 

O TOP 10 semanal de leitores por país ficou assim ordenado:

1º França, 2º Portugal, 3º Canadá, 4º Brasil, 5º Países Baixos, 6º Estados Unidos, 7º Irlanda, 8º Alemanha, 9º Moçambique e 10º Suécia.

quinta-feira, 6 de outubro de 2022

ARMA CONFIADA A MÃOS ERRADAS

 

A caça está a terminar por todo o lado e o número de caçadeiras também. Eu não sou contra ambas, mas sou contra a caça desregrada e contra o uso arbitrário das caçadeiras. Contudo, a diminuição do número de caçadeiras não deixa de ser um boa notícia para todos, já que elas têm vindo indevidamente a ser usadas nos conflitos entre vizinhos, nas disputas familiares e no contexto da violência doméstica, causando mortes inusitadas, incapacidades definitivas e maior número de feridos. Verdade seja dita, o geral das pessoas não tem condições para ter uma arma e muitos daqueles que as têm não as deveriam ter, considerando os disparates, por norma irreversíveis, que cada um poderá fazer contra si e contra os outros. E quando uma arma vai parar a mãos erradas, uma desgraça logo virá - é tudo uma questão de tempo! Assim aconteceu mais uma vez, no passado sábado, dia primeiro de outubro, durante uma caçada na floresta gaulesa de Rabouillet, perto de Perpignan, nos Pirinéus Orientais, onde uma caçadora não identificou correcta e previamente o animal a abater.

Ao mesmo tempo em que decorria a caçada, um caminhante dedicava-se à apanha de cogumelos silvestres, sendo nisso acompanhado pelo seu Malinois com 10 anos de idade. Ao confundi-lo com um veado, uma caçadora disparou-lhe um tiro que o matou quase instantaneamente. Depois de encontrado o cadáver do animal, a gendarmerie foi chamada e o dono do cão apresentou queixa. Quando convidada a pronunciar-se sobre este lamentável incidente, a Federação de Caça dos Pirinéus Orientais, na pessoa do seu presidente, Jean-Pierre Sanson, classificou-o de “imperdoável”, dizendo ainda: “A causa de 90% destes acidentes é o desrespeito à regra que diz ser preciso identificar formalmente a presa antes de atirar”. O mesmo Sanson fez saber que foi apresentado à prefeitura um pedido de suspensão da licença da caçadora em questão. Diante de caçadores deste tipo e de outros que disparam sobre tudo o que mexe e para onde estão virados, evite internar-se com o seu cão em reservas e zonas de caça, consulte o calendário venatório, torne o seu cão mais visível e não o deixe afastar de si nos passeios ao campo, onde por norma algum perigo o espreita, onde menos se espera.

O MEDO ANDA À SOLTA NA HEINRICH KLAUSMANN STRASSE

 

Poucas coisas são tão ruins e capazes de atentar contra a nossa tranquilidade e segurança do que ter um mau vizinho, razão pela qual muitos já se viram obrigados a mudar de casa porque, como diz o povo, “quem está mal, muda-se”. Como infelizmente nem todos têm essa possibilidade, surgem discussões e conflitos que levam à instauração de um clima de medo, terror e vingança. Na cidade alemã de Krefeld, perto de Düsseldorf, no estado de Nordrhein-Westfalen, mais propriamente à volta da Heinrich Klausmann Strasse, o medo está tomar conta dos proprietários caninos dali, tudo por causa de dois Kangals de um residente que atacam os cães da vizinhança. O Kangal é um molosso de origem turca, usado historicamente para guardar rebanhos, que pode ultrapassar os 80 cm de altura à cernelha e pesar para além dos 60 kg, um animal reactivo que pode não ser a melhor escolha para as cidades por exigir espaço e não ser muito tolerante com os outros cães, particularmente com os machos de outras raças, exigindo por isso mesmo ser sociabilizado precocemente.

Os dois kangals atrás mencionados, no passado dia 12 de setembro, mataram uma Parson Russell Terrier, ferindo também a sua dona no abdómen e nos braços. Dois meses depois deste incidente fatal, os mesmos Kangals atacaram outro cão, cujo dono deseja permanecer anónimo. Outra proprietária canina diz que informou o escritório de ordem pública de Krefeld, depois de ter verificado a dificuldade do homem em segurar um dos cães, episódio que se verificou em 22 de novembro de 2021. Questionada sobre estes incidentes que atormentam os moradores da rua Heinrich Klausmann, cerca de 80 pessoas, a câmara municipal da cidade negou saber da sua existência, relembrando depois que a lei estadual referente aos cães estipula, entre outras coisas, que os animais usem açaime, sejam conduzimos à trela e que os seus donos garantam o seu controlo. Finalmente, a morte de Emma, a Parson Russell Terrier que os kangals mataram, é agora um caso para o Ministério Público e o dono dos cães está agora a ser acusado por danos corporais negligentes e danos materiais.

PS: Apesar da sua perigosidade, o número de Kangals na Alemanha tem vindo a aumentar, por mão de emigrantes daquele país, seus descendentes e outros.

A NOVA ESTRELA DA COMPANHIA

 

Ontem, dia 05 de outubro, dia em que comemorámos os 112 anos da IMPLANTAÇÃO DA REPÚBLICA, o treino começou matinal e acabou por estender-se até às 20h00. Logo pela manhã começou a evidenciar-se a nova estrela da companhia – o Óscar – o recém-chegado Podengo branco de pêlo cerdoso que é um animal excepcional tanto do ponto de vista atlético como do psicológico, o que lhe permite acompanhar com distinção os cães mais experientes e melhor preparados. Na foto acima vemo-lo a ultrapassar um arco e na seguinte a subir um muro de pedra com 150cm.

Estou ciente que os podengos continuam a ser seleccionados a partir do forte instinto de caça neles presente e não pela sua capacidade de interacção, pelo que por vezes os seus mestiços ou híbridos são melhores caçadores e menos “ásperos” do que eles. Esta sempre reforçada carga instintiva, operada ao longo de milénios, sempre causará algumas dificuldades e transtornos quando pretendermos transformar este cão caçador num animal de companhia, porque se mostra mais interessado em perscrutar o mundo à sua volta do que em olhar para o dono, o que quase sempre acaba por restringir a sua utilidade ao ofício cinegético, para o qual aliás foi criado. Ao transitarem de modo abusivo das charnecas para os apartamentos e vendo trocada a sua liberdade pelo seu encarceramento, os podengos ver-se-ão obrigados a uma autonomia condicionada e à obediência dela resultante, obediência essa que deverá ser sempre dinâmica e intervalada com exercícios de ginástica, porque doutro modo a saturação atentará contra o nosso propósito. Quando atrelados, há podengos que são extraordinários, que se comportam exemplarmente, evidenciando um desempenho binomial pouco visto. Mas, libertos da trela, poucos serão aqueles que se comportarão assim, quer sejam inteiros ou castrados. Na foto abaixo vemos o binómio Fernanda/Óscar a praticar o tricomando básico (o “alto”; o “senta” e o “deita”).

Como os podengos são geralmente muito ruidosos, ladrando em demasia quando excitados pelos mais diversos motivos e têm por hábito perseguir alvos em movimento ao invés de fixá-los, na transição do campo para a cidade e logo desde tenra idade, tendem a perseguir debaixo de berraria toda a sorte de animais, brinquedos móveis e bolas, preocupando pais e assustando crianças. E nisto, o Óscar não escapa à regra – fica doido quando vê uma bola a saltitar! Como queremos que ele brinque exclusivamente com a sua própria bola e se desinteresse das outras, começámos ontem a condicioná-lo nisso, conforme esta atesta a foto que se segue.

Como os podengos reagem mal à passagem de outros cães, não hesitando em persegui-los e a escorraçá-los quando em maior número, vantagem ou fiados nas costas dos donos, aproveitámos a presença dos CPA’s Bohr e Paco para familiarizar o Óscar com estas situações, para que futuramente possa tolerar, trabalhar e brincar com outros cães. Na foto abaixo vemos o paciente Bohr a saltar sobre as pernas em movimento da Fernanda e a reacção intempestiva do jovem Podengo.

Efectuar exercícios de sociabilização canina com o CPA Bohr não é tarefa difícil, porque este Pastor é por demais sério, pouco ou nada reactivo nestas situações, não provoca e sempre tem os olhos postos no dono, sendo por tudo isto o cão ideal para se iniciar um exercício conjunto. Como temos por hábito evoluir do simples para o complicado, avancei depois com o Paco para o mesmo exercício, uma vez que tem um comportamento totalmente oposto ao do lobeiro de pêlo comprido. A tarefa foi facilitada pela simpatia que o Podengo nutre pelo Pastor Alemão negro.

No final da aula da manhã, para que o Paco se acostume aos pescadores e não os estranhe, obrigando-os a tomar banho inesperadamente, levei o Pastor para junto de um pescador que ainda não havia pescado nada. O cão, que é naturalmente curioso (a foto demonstra-o bem), observou meticulosamente as tarefas e propósitos daquele pescador sem sorte, experiência mais do que suficiente para que amanhã tolere gradualmente todo e qualquer pescador.

Participaram nos trabalhos desta manhã radiosa, os seguintes binómios: Fernanda/Óscar; João/Paco e Paulo/Bohr. A reportagem fotográfica coube aos mesmos e as metas e objectivos do Plano de Aula foram cumpridos.

quarta-feira, 5 de outubro de 2022

O MEU CÃO NÃO FAZ MAL A NINGUÉM!

 

“O meu cão não faz mal a ninguém!”. É comum ouvirmos esta exclamação quando alguém circula com um cão solto, normalmente pequeno, endiabrado e inofensivo. Mas será sempre inofensivo quando desatrelado e a correr para onde calha? É evidente que não, porque os cães soltos, independentemente do seu tamanho e grau de agressividade, podem causar acidentes de diferente gravidade ao chocar contra pessoas ou quando atravessam uma estrada inesperadamente, causando vítimas e podendo até morrer em consequência do seu desnorte. Assim, todos os cães voluntária ou involuntariamente podem fazer mal a alguém quando se encontram soltos e descontrolados!

A provar o que acabo de dizer está o sucedido na noite de ontem, terça-feira, por volta das 19h30 em Bergedorf, o maior dos 7 distritos de Hamburgo, na Alemanha, onde um cão solto ao atravessar uma estrada, provocou o despiste de um carro contra 3 que se encontravam estacionados, resultando do embate 2 pessoas feridas e 4 veículos danificados, alguns deles seriamente. Como se a irresponsabilidade do dono já não fosse suficiente, o cobarde desapareceu com o cão do local do acidente, tendo agora a polícia à perna que procura rapidamente identificá-lo.

INSTINTO SUICÍDA

 

São muitas as situações em que não devemos deixar que os instintos nos surpreendam através de acções impensadas que repentinamente nos dominam e que eventualmente podem condenar-nos, como a sucedida recentemente na Estância Copagra, a 170 km da cidade de Bahía Negra, na região de Agua Dulce do Chaco, Paraguai, onde uma menina de 5 anos e seu padrasto de 26 morreram afogados num reservatório de água bastante profundo.

Segundo reza o relatório policial, o infeliz incidente aconteceu quando a menina entrou no reservatório para salvar o seu cão. Ao perceber-se do que estava a acontecer, o seu padrasto lançou-se imediatamente para dentro de água no intuito de valer à criança. Como não sabia nadar, ambos acabaram por morrer afogados, conforme confirmou o médico legista Giovanni Gallagher que atribuiu a causa das mortes à asfixia por afogamento. Se quisermos continuar por “cá”, teremos que combater diariamente o desespero que tenta apossar-se de nós e acostumar-nos a pensar antes de agir, o que é muito mais fácil de dizer do que fazer!

terça-feira, 4 de outubro de 2022

MANOBRAS DE EVASÃO: PROPÓSITO, ENSINO E APLICAÇÃO

 

MANOBRAS DE EVASÃO são retiradas estratégicas condicionadas que visam a evasão e a sobrevivências caninas através de diferentes meios de ocultação e percursos extraordinários, e que podem também ser utilizadas na procura da vantagem (surpresa) e no retomar das acções capazes de levar à captura e à rendição de intrusos, isto no que concerne aos cães de guarda, sendo primeiro manobras defensivas para depois se transformarem em ofensivas através do contra-ataque. Estas manobras destinam-se a todos os cães cuja morfologia, carácter e aptidão não obstem à sua aprendizagem, particularmente aos guardiões e aos instalados em grandes propriedades, jardins e outros locais de fácil acesso a fim de se evitar o seu roubo ou domínio. Temos necessidade de ensiná-las aos cães porque ao contrário dos lobos são mais humano-dependentes, não conseguindo por isso executá-las por si mesmos e plenamente. O ensino destas manobras deverá ter o seu início aos 4 meses de vida dos cachorros e elas serão tiradas a partir das acções inatas caninas mais recorrentes. Para além dos importantíssimos aspectos ligados à evasão e à sobrevivência dos cães, as Manobras de Evasão contribuem também para um melhor apetrechamento físico, psicológico e cognitivo dos animais convidados para o seu ensino e prática.

Concorrem ao ensino destas manobras dois grupos de cães: os cachorros que obtiveram aproveitamento na ginástica durante o seu primeiro ciclo escolar (dos 4 aos 6 meses) e os cães adultos recém-chegados à escola com razoáveis índices de aptidão física e cujo controlo por parte dos donos seja um facto. O ensino destas manobras acontece primeiro com os cães à trela para depois serem executadas com os animais em liberdade. Existe uma relação íntima entre a endurance canina e estas manobras, porque o avanço na disciplina possibilita mais e melhor sucedidas manobras de evasão, sucesso que se deve em grande parte à obediência, porque sem ela a sua utilidade seria nula ou quase nula. O ensino das manobras de evasão procura tirar partido das experiências felizes dos animais nos mais variados tipos de obstáculos, potenciando-as para que se prestem à sua autonomia nos casos de evasão, protecção e defesa de território, bem como a acções condicionadas ou ordenadas à distância, preferencialmente por meios inaudíveis. Accionar mecanismos de segurança; camuflar-se, correr; cortar corda; escalar; escavar; esconder-se; familiarização com disparos; nadar; ocultar indícios; perfurar; saltar; subir qualquer tipo de escada ou rampa; trespassar labaredas; ultrapassar obstáculos de equilíbrio instável e vencer passagens estreitas, são algumas das acções que são requeridas por estas manobras e que acabam optimizadas. Assim sendo, no que concerne ao particular da sua preparação, existe alguma similaridade entre elas e as disciplinas de resgate e salvamento, até porque as manobras também se prestam ao socorro dos donos.

Infelizmente nem todos os cães alcançarão o aproveitamento necessário nestas manobras, a maior parte deles por culpa de uma obediência precária e não tanto pela sua impropriedade física ou psíquica, sobrando também alguns casos em que a má qualidade dos adestradores castra o seu global aproveitamento (há tanta gente que gosta de brincar aos cãezinhos!). Como se depreende as Manobras de Evasão são para ser usadas em circunstâncias extraordinárias, muito embora o seu treino jamais deva ser abandonado, porque importa ter os cães preparados para as circunstâncias que poderão enfrentar. Pondo de parte as exigências referentes à disciplina canina de guarda, as Manobras de Evasão, para além de ajudarem a combater o roubo dos cães e a eventual violência sobre eles, poderão significar a diferença entre a vida e a morte dos animais, quando rodeados pelo fogo, expostos à devastação própria das tempestades ou sujeitos aos mais diversos cataclismos como é o caso de terramotos e inundações. Assim, treinar hoje manobras de evasão é preparar os nossos cães para o dia de amanhã e tudo fazer em prol do seu bem-estar e longevidade – queremos tê-los mais tempo ao nosso lado!

ELIMINAR EQUÍVOCOS QUE CAUSAM GRAVES INCIDENTES

 

Segundo notícia divulgada pelo MANCHESTER EVENING NEWS online no primeiro dia deste mês, um homem de 37 anos, Bodeane Rostron (na foto seguinte), pai de três filhos e residente em Bolton, cidade do condado metropolitano de Grande Manchester, em Inglaterra, no dia 18 de setembro do ano transacto, encontrava-se deitado numa estrada quando a agente policial Michelle Murphy, desceu da sua carrinha e foi inteirasse-se do que se passava, crendo que o homem se encontrava ferido. Depressa percebeu que ele se encontrava embriagado e que não tinha qualquer controlo sobre os dois cães que o acompanhavam. O maior deles – Bo-Bo – jogou-se à perna esquerda da mulher-polícia e agarrou-a com os dentes, sacudindo-a violentamente e arrastando-a pelo chão. Ao ver isto, o companheiro de patrulha de Michelle Murphy, o guarda Duncan, descarregou repetidamente e em vão uns quantos socos no focinho do animal. O cão só soltou a agente da autoridade depois que o parceiro desta o pulverizou com um spray de gás pimenta. Liberta do cão, a guarda Duncan conseguiu voltar para a sua carrinha e apertar o botão de emergência para pedir reforços. Foram necessários quatro polícias com um extintor de incêndio para controlar o cão agressor. No final das contas, o Bolton Crown Court, na pessoa do juiz Recorder Simon Hilton, sentenciou Bodeane Rostron a 12 meses de prisão de pena suspensa por dois anos e proibiu-o de voltar a possuir cães no futuro, também a uma indeminização à guarda Murphy no valor de 3.000 libras, mais 4.350 libras para custos do canil. O cão será batido?!

Não posso concordar com o abate do cão porque agiu conforme o esperado e a agente foi agredida por ignorância e despreparo, uma vez que se aproximou do dono com este transtornado, sentindo o cão necessidade de protegê-lo. E, para agir assim, nenhum cão precisa de ser nisso condicionado, surgindo a protecção do dono como um acto natural, um acto próprio que não é suficiente para catalogar o animal de perigoso e digno de ser abatido, pelo que a bebedeira do dono e o despreparo da polícia foram “pagas” com a vida do cão, sentença infelizmente histórica que se mantém inalterável e que teima em perdurar. A guarda Murphy não sabia, esqueceu-se momentaneamente ou ninguém lhe ensinou que os cães, perante a aproximação de estranhos, tendem a defender os donos quando os veem ou sentem am aflição, pelo que não deveria ter avançado deliberadamente para o ébrio deitado na estrada. Por outro lado, estou em crer que esta patrulha policial não teria no interior da sua viatura utensílios que permitissem o domínio do cão em segurança. Também os polícias que vieram em seu auxílio (reforço) não faziam a mínima ideia de que como lidar com a situação, porque doutro modo jamais lançariam mão de um extintor de incêndio, medida que tem tanto de desesperada como de caricata. Se uma situação destas acontecesse nos Estados Unidos, seriam imediatamente chamados os oficiais do controlo animal, isto se o agente policial no local não entendesse fazer justiça pelas próprias mãos, o que infelizmente não é tão raro acontecer.

Cabe às polícias dos diversos países, diante da actual torrente de cães, estender formações a todo o seu efectivo acerca do modo de como lidar com estes animais nas mais diversas situações, visando a sua segurança pessoal e a salvaguarda da vida dos cães. Neste sentido, as viaturas policiais de patrulha deveriam carregar no seu interior os utensílios necessários para o domínio em segurança destes animais. Por outro lado, não havendo entidades privadas ou subvencionadas para este efeito, as polícias deveriam levar a cabo um serviço permanente de piquetes, formado a partir das suas unidades ou subunidades cinotécnicas para acorrer a estas situações. Torna-se evidente que é também necessária legislação específica para estes casos. Nesta matéria como noutras, a política do desenrascanço não serve o progresso, atenta contra a segurança e compromete a vida de pessoas e animais.

segunda-feira, 3 de outubro de 2022

SALTAR PARA ALCANÇAR A CUMPLICIDADE

 

Os nossos trabalhos do passado sábado tiveram lugar num jardim panorâmico com o seu quê de romântico. Preteriu-se a obediência em favor da ginástica visando o aumento da cumplicidade binomial, tirando partido da manhã solarenga e radiosa que sobre todos se abateu, a dar e a suscitar saúde. Debaixo destas óptimas circunstâncias e condições, todos os binómios foram convidados para um pequeno salto em extensão sobre um obstáculo humano, primeiro constituído por duas pessoas e depois por três. Na foto acima vemos o desempenho do binómio Carlo/Tsuki e na seguinte, para grande surpresa nossa, a extraordinária prestação da Fernanda Santos com o Óscar, em estreia mundial e acabadinhos de dar entrada na escola!

Antes da participação neste exercício de jovialidade e compromisso, os binómios foram primeiro convidados, a título de aquecimento, para a transposição de vários bancos pedra onde exercitaram o tricomando básico. Na foto seguinte vemos o auxílio prestado à Fernanda na execução do "senta“ pelo Adestrador, uma vez que o irrequieto Óscar se ensurdecia para o comando.

Visando a evasão quando necessária à sobrevivência dos cães, todos foram convidados para se esgueirar por debaixo de um comum banco de jardim. Na foto abaixo vemos a prestação do binómio Yasmine/Ouki, mostrando-se o Akita cada vez mais apetrechado e a sua dona mais dedicada.

Vindo mais uma vez da Suíça, donde surge e para onde desaparece, o nosso amigo Luís conduziu a SRD Keyla nos trabalhos de sábado, sendo também convidado para saltar com a graciosa cadelinha o obstáculo humano. A Keyla saltou conforme o esperado e o Luís mostrou as dificuldades próprias de quem passa a vida atrás de um volante. Com dificuldades ou sem elas, o patriarca da Família Rodrigues venceu o desafio proposto.

Por algum imperativo que não me vem agora à memória, o Clã Rodrigues abandonou os trabalhos escolares mais cedo do que o esperado, não sem antes posar em bloco para a fotografia com as suas duas cadelas e o “Great Pretender” - o Zé – o primeiro a contar da direita na foto.

Também a Cristina foi convidada para saltar o obstáculo humano com o cachorro CPA preto-afogueado Marquês e não precisou das ajudas de ninguém, mostrando-se à altura do desafio. Estranhou-se a ausência da Joana, agora organizadora de eventos, nomeadamente de casamentos, actividade que se tem revelado muito lucrativa (afinal não são só os noivos que recebem!).

Participaram nos trabalhos os seguintes binómios: Carlo/Tsuki; Cristina Moura/Marquês; Fernanda/Óscar; João Moura/Marquês; Luís/Kayla; Paulo/Bohr; Pedro Rodrigues/Luna e Yasmine/Ouki. O nosso fotógrafo, um talento que se está a perder, daria um excelente fotógrafo para feiras populares, nomeadamente de rostos inseridos em painéis conforme se pode ver no exemplo abaixo, porque nasceu para eles e para se mexer pouco, repetindo fotos infindas onde só é necessário trocar a cara dos intervenientes.

As tarefas e os objectivos do Plano de Aula foram cumpridos, demos mais uma vez pela falta do “ZIP”, artista local que não tem abrilhantado as nossas actividades, alegrámo-nos com a vinda da Patrícia e felicitei a Família Moura pelo desenvolvimento físico do CPA Marquês, intrinsecamente ligado aos cuidados lhe têm sido dispensados. A Fernanda Santos surpreendeu-nos e muito pela positiva, mostrando que nos ginásios também acontecem milagres. 

domingo, 2 de outubro de 2022

NOVO BINÓMIO

 

Deu ontem entrada nas nossas fileiras um novo binómio, o constituído pela Fernanda e pelo Óscar. A Fernanda é uma senhora simpática, disponível e em excelente forma; o Óscar é um Podendo nacional castrado, branco e cerdoso, a rodar os dois anos de idade, um atleta extraordinário, por demais barulhento e carenciado de sociabilização. A participação deste binómio na aula de ontem foi louvável, deseja-se que assim continuem e aproveitem tudo o que a escola tem para dar-lhes. Parabéns e grandes sucessos no ensino.