sexta-feira, 6 de agosto de 2021

AI SE EITORF FOSSE AQUI!

 

A Câmara de Eitorf, município alemão localizado no Distrito de Rhein-Sieg-Kreis, região administrativa de Köln, no Estado de Nordrhein-Westfalen, apercebeu-se que nem todos os proprietários caninos residentes na sua área cumprem com a obrigação de cadastrar os seus animais. Para pôr termo à situação e regularizá-la, a administração municipal irá enviar nas próximas semanas funcionários porta à porta para inquirir do número de cães alojados em cada casa. A fiscalização acontecerá de segunda a sexta em dois horários, das 10h00 às 20h00, e aos sábados das 10h00 às 18H00. Estes agentes fiscalizadores, contratados a uma empresa privada para o efeito e mandatados pela autarquia, não estão autorizados a invadir os domicílios e não podem cobrar qualquer imposto ou taxa. Se porventura durante os controlos encontrarem cães não cadastrados, os seus proprietários serão confrontados com uma avaliação retroactiva do imposto em falta, podendo o município ainda aplicar uma multa. Por outro lado, a Câmara de Eitorf aconselha os seus munícipes a regularizar a situação dos seus cães, procedendo ao seu respectivo registo “o mais rápido possível” nos serviços camarários ou no site do município. A título de curiosidade adianta-se que o imposto canino em Eitorf é de 90 euros anuais (557,41 reais brasileiros).

Se as autarquias lusas implementassem aqui medidas do mesmo género estou certo que o número de reformados depauperado aumentaria substancialmente e que não faltariam por cá atrevidos em contravenção com a lei, porque são muitos os idosos com cães por registar e desavergonhados que se excluem do pagamento de impostos, pelo que o número de cães é bastante superior ao que é divulgado oficialmente (felizmente já banimos a raiva). Por estas e por outras, dirão alguns, é que os alemães ao chegarem à idade da reforma viram as costas à Alemanha e vêm viver para Portugal. Não sei se a coisa será assim tão linear, mas é certo que cada vez se vêem mais durante o ano inteiro, no interior e em zonas não turísticas.

A ESCOLHA DO SHAMPOO PARA O SEU CÃO

 

Na Acendura Brava, debaixo da sua preocupação de produzir cães de utilidade, raramente existem nas suas fileiras cães carentes de banhos, pelo que estes são substituídos pela limpeza diária dos animais pelo contributo dos seis instrumentos que constituem o kit de limpeza, recorrendo-se excepcionalmente aos banhos quando estritamente necessário. No entanto, existem raças de cães que não dispensam o banho e para esses importa saber escolher o shampoo adequado, assim como para aqueles que raramente tomam banho. A pele do cão é muito diferente da nossa, possui características únicas que deverão ser levadas em consideração na hora de lhe dar banho. Quando comparada com a nossa é mais sensível, mais frágil e fina, a sua espessura varia entre os 20 e 0s 40 micrómetros, enquanto a humana oscila entre os 50 e 60 micrómetros. A pele dos cães também difere no pH, que é quase neutro e vai de 6 a 7. A pele humana tem um pH mais ácido, pois apresenta um pH entre 5,5 e 6. Assim, os shampoo humanos, por serem-lhes lesivos (agressivos), estão interditos aos cães.

Pelo que acabámos de dizer, devemos comprar um shampoo próprio para cães que leve em consideração o particular da sua pele. Estes shampoo consistem em dois tipos de tensioactivos e os catiónicos, que formam juntos a espuma de limpeza. O seu equilíbrio é essencial, porque se forem mal doseados poderão ser irritantes. Mesmo que faça menos espuma e renda menos, mais vale escolher um shampoo mais suave para o seu cão. Como os shampoo caninos, tal como os destinados aos humanos, podem conter na sua composição conservantes (parabeno, fenoxietanol e trietanolamina), corantes, emolientes como vaselina e parafina, perfumes como ftalatos, repelentes e antibacterianos especialmente formulados, convém privilegiar os shampoos cujas fórmulas sejam as mais naturais possíveis, à base de de manteiga de cacau, óleo de coco, minerais e óleos essenciais.

Na escolha do shampoo para o seu cão deve ainda considerar o particular da sua pele e do pêlo, já que o comprimento do pêlo é um factor determinante. O melhor que tem a fazer é perguntar ao veterinário que tipo de pele tem o seu cão, se oleosa ou seca. Um cão com pele seca larga menos cheiro e o shampoo a indicar-lhe deverá ser à base de um óleo vegetal. Existem no mercado shampoos para atender a necessidades específicas dos animais: anticomichão; antipulgas; antiqueda de pêlo; repelente de carraças, hipoalergénico, etc. Raramente as suas fórmulas são saudáveis, pelo que só deverão ser usados debaixo de prescrição veterinária. 

Sem querermos pôr em causa o parecer especializado do veterinário, que deverá ser a primeira pessoa a ser consultada sobre o assunto, adiantamos que é possível comprar shampoo para cães na Internet, nos supermercados e nas pet shops. Estes produtos são muito acessíveis e a maioria das fórmulas propostas obedecem a controlo veterinário. Não obstante, convém olhar atentamente para a composição destes shampoos e optar pelos que apresentam fórmulas mais naturais, naturalmente mais saudáveis e adequadas às necessidades dos nossos amigos de 4 patas. Convém lembrar que antes de se lavar um cão é importante remover-lhe previamente o pêlo morto.

Ao falarmos dos cuidados a haver com a pele e o manto dos cães, também porque estamos no Verão e temos por cá Pastores Alemães negros, quando o manto destes cães começa a avermelhar-se, tal se deve à pele seca que surge como resultado de uma dieta imprópria, mal balanceada, barata e carente da gordura apropriada, o que é uma grande vergonha para os seus proprietários e dispensa automaticamente os animais das aulas de natação e salvamento por agravar-lhes o problema.

PS: Sempre que possível evite lavar a cabeça do animal e quando o fizer evite a todo o custo molhar-lhe os olhos e ouvidos.

quinta-feira, 5 de agosto de 2021

PIADA PARA O FIM-DE-SEMANA: NEM BICICLETA TINHA!

 

Um deputado proeminente chega a casa cansado após mais uma enfadonha sessão parlamentar, encontrando a esposa em aflição e agarrada ao cão de ambos, dizendo-lhe que a vizinha quer apresentar uma queixa na polícia contra o animal por correr atrás de pessoas de bicicleta. Num ápice, o ilustre parlamentar serena a mulher: “Não te rales querida, a vizinha não bate bem da cabeça, o nosso cão nem bicicleta tem!”

RANKING SEMANAL DOS TEXTOS MAIS LIDOS

 

O Ranking semanal dos textos mais lidos obedeceu à seguinte preferência:

1º _ WASHOE COUNTY: VENDER CANECAS PARA VALER AOS K9 POLICIAIS, editado em 16/06/2021

2º _ TOP 10 SEMANAL DE LEITORES POR PAÍS, editado em 18/06/2021

3º _ WASABI BEST IN SHOW, editado em 14/06/2021

4º _ PIADA PARA O FIM-DE-SEMANA: QUE SUSTO!, editado em 18/06/2021

5º _ DE CALÇAS NA MÃO SEM PERDER O CÃO, editado em 01/08/2021

6º _ RANKING SEMANAL DOS TEXTOS MAIS LIDOS, editado em 18/06/2021

7º _ TOP 10 SEMANAL DE LEITORES POR PAÍS, editado em 30/07/2021

8º _ NÚMERO IRRISÓRIO E SIMULTANEAMENTE AVULTADO, editado em 15/06/2021

9º _ ACONTECEU LAMENTAVELMENTE EM BERLIN, editado em 13/06/2021

10º _ DO CASTELO PRÓ MUNDO, editado em 20/06/2021

TOP 10 SEMANAL DE LEITORES POR PAÍS

 

O TOP 10 semanal de leitores por país ficou assim ordenado:

1º França, 2º Estados Unidos, 3º Brasil, 4º Portugal, 5º Canadá, 6º Irlanda, 7º Alemanha, 8º Países Baixos, 9º Reino Unido e 10º Moçambique.

PARA TRATAR DA SAÚDE AOS POLÍCIAS

 

Ontem, o Departamento de Polícia de Nova Iorque deu as boas-vindas a dois cães de apoio emocional treinados para confortar polícias que sofram traumas no trabalho, nomeadamente os envolvidos em tiroteios. Trata-se do lançamento de um programa inédito do departamento de polícia no One Plaza e os cães são Labradores que dão pelos nomes de Pipper e Jenny, treinados para saltar para o colo de uma pessoa aflita e lambê-la na hora, particularmente aqueles polícias que passaram por um incidente crítico, segundo fez saber Anthony Manza, conselheiro de pares na Unidade de Assistência aos Funcionários do NYDP.

“As pessoas que normalmente não gostam de se abrir verdadeiramente têm mais facilidade em fazê-lo ao sentir-se mais confortáveis junto de um destes K9”, disse o Manza, que também é um dos manipuladores do Piper. “Esses cães são treinados para detectar stresse e dão uma quantidade incrível de empatia a uma pessoa que se encontra debaixo de pressão”, acrescentando ainda: “Esperamos que eles ajudem a reduzir os estigmas sobre saúde mental no departamento de polícia”. Os terapeutas de quatro patas vão valer aos polícias que lidam com qualquer dificuldade, desde depressão a transtorno de stress pós-traumático, segundo fez saber o agente William Palmer, cujo trabalho também é o de fornecer apoio emocional aos outros polícias.  

Os novos K9 do NYPD passaram por um programa de treino de duas semanas na prisão de Bedford Women com seus encarregados da polícia e fornecerão também apoio emocional aos membros da comunidade, disse a polícia. Na quarta-feira, o NYPD postou no Twitter uma foto dos cães sentados diligentemente entre as pernas de um agente, escrevendo "Por favor, dê as boas-vindas aos K9 Jenny e Piper!" “O NYPD está agora na vanguarda de um movimento crescente de saúde mental e bem-estar na aplicação da lei”, disse Janna Salisbury, Tenente e Comandante Oficial da Unidade de Assistência ao Empregado do NYPD e “estes cães ajudarão os seus manipuladores a quebrar as barreiras tradicionais relativas à saúde mental”, disse a mesma oficial.

Um programa destes, depois de comprovada a sua validade e eficácia, seria muito bem-vindo aqui, onde os agentes das diversas polícias se queixam de sobrecarga e da ausência de condições de trabalho, o que já contribuiu para o suicídio de alguns – todos precisamos de ajuda quando as situações nos ultrapassam.

UM CROCODILO APRECIADOR DE CARNE DE CÃO

 

Numa manhã de Abril, um tal de Ted McNeely, caçador no Estado do Mississippi abateu um Aligator que se encontrava perto da sua propriedade, no intuito de proteger os seus filhos e cães daquele grande réptil que rondava os 200 kg. Apostado em aproveitar a carne do animal e posteriormente proceder ao seu embalsamento, McNeely transportou o crocodilo com quase 4 metros de comprimento até um taxidermista, especialista em desmanchar crocodilos e a embalsamá-los. Durante o processo de extracção da carne do crocodilo, que é ali muito procurada e valiosa, foram encontrados no seu estômago várias carapaças de tartaruga, garras de lince, uma caixa de cartuchos e uma vela de ignição de um motor.

E, como se isso não bastasse, foram ainda encontradas cinco chapas de identificação, dizendo uma delas “Pon-Pon” seguido de um número de telefone. Apostado em desvendar o mistério, Cordray, o taxidermista, ligou para aquele número e um homem atendeu, dizendo-se vizinho do caçador McNeely há 24 anos, a quem haviam desaparecido vários cães de caça de grande porte, desaparecimento que atribuía aos crocodilos sem ter qualquer certeza. O misterioso desaparecimento dos cães estava agora desvendado – acabaram lamentavelmente na barriga do aligator – que à falta de melhor e aproveitando-se das oportunidades, acabou por se tornar nunca exímio caçador de cães.

SAIU À NOITE COM O CÃO E FOI ALVO DE UM SNIPER

 

Hoje pela meia-noite, no centralíssimo bairro berlinense de Mitte, onde encontra a Porta de Brandeburgo, as instituições de arte da Ilha dos Museus, a estação ferroviária central Hauptbahnhof e o vasto Parque Tiergarten, assim como a elegante avenida Unter den Linden e praças como o Gendarmenmarkt, para além dos edifícios pré-guerra restaurados, uma senhora de 40 anos foi alvejada quando se encontrava a passear o seu cão na Neue Schönhauser Strasse, sentindo uns estalos que lhe pareceram tiros.

Rapidamente a polícia chegou ao local com um grande contingente, cercou intensivamente a área e ouviu as suspeitas da senhora quanto à origem dos disparos. Mandatada pelo Ministério Público, a polícia invadiu um apartamento situado num 2º andar, onde veio a apreender duas pistolas de pressão de ar e acabou por deter o suposto atirador, um jovem de 18 anos, sniper de ocasião que está agora a ser investigado por lesões corporais e violação da lei sobre armas de fogo, apesar da sua vítima não apresentar qualquer lesão, provavelmente por se encontrar para além do alcance eficaz daquelas armas. Com gente assim, propensa a cobardias deste género, ninguém está seguro tanto de dia como de noite.

NÓS POR CÁ: O PICHARDO E AS MEDALHAS OLÍMPICAS

 

Exulta o País de alegria porque Paulo Pichardo, um cubano naturalizado português, alcançou no triplo salto uma medalha de ouro para Portugal, dedicando-a à nação que o acolheu, a quem está muito grato e na qual se sente muito bem. Sem querer desmerecer o feito deste grande atleta, longe disso, penso que temos mais razões para estarmos tristes do que alegres, atendendo à nossa prestação olímpica, bem para trás de países cujo nome só se ouve nesta ocasião e que os menos versados em geografia ignoram qual a sua localização. Será o homem português limitado atleticamente ao ponto de só servir para dar chutos na bola? Eu penso que não e julgo saber algumas das razões que levam ao seu histórico insucesso nas olimpíadas.

Ainda que o insucesso olímpico português se possa dever em parte a razões históricas e sociais, porque há 50 anos atrás só praticava desporto “quem não tinha mais nada que fazer”, a ginástica não contava para a média das notas escolares e os pavilhões gimnodesportivos não abundavam, os seus maiores responsáveis são os grandes clubes nacionais, que apostados nos avultados ganhos do futebol e servindo-se generosamente do dinheiro dos contribuintes, não dão a mesma importância e apoio às restantes modalidades desportivas, ditas amadoras, que apenas subsistem pela carolice de uns tantos espalhados pelo País. Sem contar com o “saco azul” dos clubes e com os roubos milionários dos seus dirigentes (há quem diga que se servem dos seus emblemas para lavar dinheiro), só as comissões dadas aos agentes dos futebolistas dariam para suportar condignamente, todas ou quase todas, as modalidades olímpicas em Portugal, dando assim condições aos seus praticantes e atletas de abraçar o sonho olímpico e de levantar mais alto o estandarte nacional, feito que dificilmente alcançarão a partir de esmolas.

Curiosamente e a propósito de desporto, exceptuando o canoísta e medalha de bronze olímpico de Ponte de Lima, Fernando Ismael Pimenta, os restantes medalhados portugueses são todos de etnia africana ou seus descendentes, o que obviamente se saúda, mas que não explica plenamente a ausência de atletas portugueses de origem europeia. Talvez esteja aqui a passar-se o que já aconteceu nos Estados Unidos, onde irlandeses e africanos encontraram no boxe um meio para a sua ascensão social. Verdade seja dita e por mais estranho que pareça, vejo mais gente jubilada a praticar desporto na rua do que jovens, preferindo os últimos concorrer aos ginásios e carregar-se de músculos, nem que para isso tenham que beber cocktails miraculosos e perlimpimpins injectáveis de trágicas consequências, por norma ministrados à boca calada. É por demais evidente que há muita gente que se serve dos ginásticos para se manter saudável e em boa forma física, que nada tem a ver com estas macacadas (serão macacadas ou goriladas?).

Tanto a sociedade civil como o Estado devem instar com os maiores clubes nacionais para que dediquem maior atenção e meios às modalidades olímpicas, que não se resumem somente ao atletismo, apoiando-as substantivamente para que os nossos atletas possam mostrar o seu real valor e enaltecer-nos a todos enquanto País e grei catapultada para o futuro. Se assim não suceder, passaremos a vida a adorar os outros e a saber de cor os seus hinos de tanto os ouvir.

quarta-feira, 4 de agosto de 2021

A SARA E A LUNA

 

A Sara é uma menina com 14 meses de idade, bolachuda, simpática e curiosa, filha de uma jovem senhora brasileira muito prestável que a passeava de carrinho no jardim para onde fomos trabalhar. A Luna é a cadela CPA do Pedro Rodrigues, hoje conduzida pela Clarinda devido à ausência do filho, demonstra necessitar de uma liderança mais forte para melhorar o seu comportamento social. Aproveitando a presença da senhora brasileira e da sua pequena e encantadora bebé, no intuito de controlar e condicionar o comportamento social da CPA, pedimos-lhe que passasse com o carrinho da bebé na frente da cadela, detendo-se na sua frente, batendo com os pés e fixando-lhe os olhos. Em nenhum momento, graças aos reparos da Clarinda, a Pastora Alemã mostrou alguma atitude hostil por mais pequena que fosse. Quanto à bebé Sara, a foto seguinte é esclarecedora quanto à sua curiosidade e simpatia.

Depois deste trabalho corremos algumas das artérias mais movimentadas da cidade, procurando o cruzamento com outros cães, gente de díspares comportamentos e entregue à sua azáfama, tudo para que a cadela se familiarizasse gradualmente com a novidade das situações e não reagisse negativamente, tentando agredir ou fugir de quem dela se aproximasse. Se a Luna se encontrar solta, dificilmente enfrentará alguém, mas se estiver ao lado do dono a coisa muda de figura, achando por bem carregar sobre quem deles se aproxima, mesmo sem receber ordens nesse sentido. Dito isto, duas coisas ficam claras: a cadela é pouco segura e precisa de uma liderança simultaneamente mais encorajadora e firme. No final da aula, para descomprimir a Luna e relaxar a sua condutora, pedimos ao binómio que saltasse sobre um arbusto circular elevado a 100 cm do solo com igual diâmetro. A transposição decorreu sem novidade conforme atesta o GIF seguinte.

Participaram nos trabalhos os seguintes binómios Clarinda/Luna e Luis/Keila. Coube à Patrícia carregar os acessórios e proceder à reportagem fotográfica, cabendo depois ao Paulo Jorge  fazer a sua montagem. A Clarinda esteve em bom plano e a Luna não ousou desobedecer-lhe, as metas do Plano de Aula foram alcançadas e os objectivos satisfeitos. E, quando assim é, não há mais nada a acrescentar. 

GAIA: O REGRESSO DOS GIGANTES

 

O Jorge Filipe Guerreiro, vulgo “Xarrôque das Soldadurras”, que tão boa conta deu do Labrador Soneca, tem agora um novo cão, por sinal uma cadelinha, uma CPA Negra que dá pelo nome de Gaia e que nasceu no dia 07 de Junho deste ano. Desejamos desde já as maiores felicidades para ambos, que sejam em tudo “unha com carne” e que a sua cumplicidade jamais se extinga. O nome gutural da cachorrinha (muito bem posto) parece pressagiar um futuro promissor e uma prole de acordo com os históricos gigantes da Acendura Brava, Pastores Alemães de grande presença ostensiva, valentes, renitentes, versáteis e de alta capacidade de aprendizagem. Por tudo isto está a Família Guerreiro de parabéns, miúdos e graúdos, para quem a pequena CPA já faz parte da família e é tratada como uma verdadeira princesa.

PS: Depois de algum afastamento inicial, o Soneca adoptou também a pequena Gaia, tolerando todas as suas brincadeiras e as alfinetadas que vai apanhando.

UMA AMIGA MUITO ENDIABRADA

 

Nas deambulações citadinas que visam a melhoria da técnica individual do seu condutor, o FSM Doc encontrou uma amiga com dois meses e meio de idade que se encantou por ele, uma mestiça de mastim, tigrada e bastante endiabrada, apostada em não lhe dar descanso e a segui-lo por toda a parte, nem que para isso tivesse que se empoleirar.

A experiência foi positiva para o Doc em termos de sociabilização, que demonstrou uma paciência inusual com a cachorra. A dona da cadelinha, cujo nome não gravámos e que não consta em nenhuma foto, a nosso pedido, acabou também por colaborar connosco, convidando o Doc para comer e desafiando-o para a brincadeira, convites que o Fila declinou conforme seria de esperar e de acordo com a instrução que tem recebido.

Quanto ao José António, seu condutor, urge que memorize os códigos e os seus procedimentos, que use da temperança necessária para bem escolher e que seja menos reactivo para poder ouvir, melhor compreender e praticar finalmente com acerto.

domingo, 1 de agosto de 2021

DE CALÇAS NA MÃO SEM PERDER O CÃO!

 

Apesar de ter sido apanhado de calças na mão, o Jorge não perdeu o Soneca dentro e fora de água, garantindo o comando de “junto” conforme lhe houvera sido solicitado, pormenor testemunhado pelo GIF acima. Por discordância entre a maré e o horário escolar não possível dotar os cães da necessária técnica de mergulho preconizada no Plano de Aula, vicissitude que obrigou o Adestrador a alterar a ordem dos trabalhos, optando por exercícios binomiais de obediência, individuais e colectivos, de natureza anfíbia. Vindo da Suíça, onde se encontra a trabalhar, o Luís Rodrigues compareceu mais uma vem nos nossos trabalhos, trazendo consigo, para além da alegria e da boa disposição, os já tradicionais chocolatinhos do agrado de todos. Coube-lhe, conforme se pode ver na foto abaixo, conduzir a SRD Keila.

Apostada na adaptação ao meio fluvial, a classe em exercício desenvolveu tarefas dinâmicas e próprias daquele ecossistema, que solicitaram dos cães pronto desempenho tanto a marchar como a nadar, assim como a sua imobilização e resposta pronta à chamada.

Num destes últimos momentos é possível ver o Fila Doc a vir ao encontro do seu dono perante o olhar atento da CPA Luna, cadela para que adora o meio aquático e os desafios que oferece, nadando incansavelmente debaixo de uma alegria contagiante.

Alegria é coisa que não falta ao CPA Doc, que mais uma vez correu desalmado pela praia fora e que avançou para dentro de água sempre que quis e sem autorização. Na foto abaixo vemo-lo a sair da água ao lado do seu infatigável condutor, que agora já tem uns sapatinhos “XPTZ” para proteger os seus pés nos encontros com as rochas.

Dos condutores presentes neste trabalho, a Clarinda, mãe da Patrícia e do Pedro, é o condutor mais recente e dela se pode dizer, atendendo à qualidade da sua prestação, que também aqui os últimos foram os primeiros – ela e a Luna são imbatíveis!

Num percurso em que se exigia o “junto” alinhado em corrida e dentro de água, vemos o José António às piranhas, porque aranhas nas as havia ali (caranguejos muitos), com o Doc atrasado e a fazer por auto-recreação a mutação de lado. Exige-se um controlo mais eficaz do animal.

Do Paulo e do CPA Bohr há muito tempo se pode dizer: “cara de um; focinho de outro”. Vale a pena reparar na delicadeza e nos pulinhos que emprestam ao seu desempenho dentro de água, lembrando os olímpicos saltos para a água exigidos aos atletas em competição.

No início dos nossos trabalhos de ontem fomos surpreendidos por largas dezenas de ciganos, lembrando os seus ajuntamentos de outrora pelos campos fora, com traje domingueiro na praia e com algumas guitarras e violas à mistura. Pensámos tratar-se de um arraial, mas disseram-se “pentecostais” e baptizaram no rio alguns dos seus neófitos. Mais tarde, ainda que em menor número, alguns brasileiros procederam a um rito idêntico, mas mais gritado do que cantado. Quanto aos ciganos e ao passar pelos cães, a lengalenga repetia-se: “Ai mãe, que medo! Que eles mordem-me todo!” No final dos trabalhos procedemos à tradicional foto de grupo, onde também se fez presente a Leonor, a bela e devotada amiga de longa data do José Maria.

Participaram nos trabalhos os seguintes binómios: Clarinda/Luna; Jorge/Soneca; José António/Doc; José Maria/Jay; Luís/Keila; Noé/Ruky e Paulo/Bohr. A reportagem fotográfica esteve a cargo da Rodrigues Patrícia, que necessita de se esmerar nesta arte tão difícil que é a fotografia, cabendo a montagem ao Paulo Jorge que há muito não a fazia.

sexta-feira, 30 de julho de 2021

PIADA PARA O FIM-DE-SEMANA: UM PASTOR ALEMÃO POUCO COMUM

 

Num consultório veterinário, depois de ter mandado vacinar o seu Pastor Alemão com as vacinas anuais, a sua zelosa dona queixa-se ao clínico acerca da extraordinária preguiça do animal, que “quando quer ir passear, ao invés de carregar a trela, antes lhe traz as chaves do carro!”

RANKING SEMANAL DOS TEXTOS MAIS LIDOS

 

O Ranking semanal dos textos mais lidos obedeceu à seguinte preferência:

1º _ ACENDURA BRAVA AO SERVIÇO DA INCLUSÃO SOCIAL, editado em 13/06/2021

2º _ FAÇA DO VERÃO UMA ESTAÇÃO SEGURA PARA O SEU CÃO, editado em 11/06/2021

3º _ WASABI BEST IN SHOW, editado em 14/06/2021

4º _ WASHOE COUNTY: VENDER CANECAS PARA VALER AOS K9 POLICIAIS, editado em 16/06/2021

5º _ NÚMERO IRRISÓRIO E SIMULTANEAMENTE AVULTADO, editado em 15/06/2021

6º _ TOP 10 SEMANAL DE LEITORES POR PAÍS, editado em 18/06/2021

7º _ PIADA PARA O FIM-DE-SEMANA: PONTARIA DESAFINADA, editado em 11/06/2021

8º _ IMPORTANTE ESTUDO LUXEMBURGUÊS, editado em 17/06/2021

9º _ ACONTECEU LAMENTAVELMENTE EM BELIN, editado em 13/06/2021

10º _ PIADA PARA O FIM-DE-SEMANA: QUE SUSTO!, EDITADO EM 18/06/2021

TOP 10 SEMANAL DE LEITORES POR PAÍS

 

O TOP 10 semanal de leitores por país ficou assim ordenado:

1º França, 2º Brasil, 3º Estados Unidos, 4º Portugal, 5º Canadá, 6º Países Baixos, 7º Alemanha, 8º Angola, 9º Reino Unido e 10º Irlanda.

COLETES SALVA-VIDAS PARA OS CÃES

 

A Acendura Brava, no actual curso de introdução ao salvamento dentro de água, está a aconselhar a compra de coletes salva-vidas para todos os cães inscritos nesta especialidade/utilidade canina, independentemente dos animais se destinarem ao salvamento ou não.

Temos entre nós excelentes resgatadores náuticos caninos, já capazes de rebocar uma pessoa adulta em aflição e em vias de se afogar. Não nos faltam exímios transportadores de bóias, cães cuja ausência de peso impede-os de outras prestações dentro de água. O peso ideal para os cães salvadores oscila entre os 45 e os 55 kg, desde que não sejam obesos em demasia. Excepcionalmente, cães entre os 37,5 e os 40 kg podem ter excelentes prestações nesta especialidade assim como cães com um peso acima do atrás indicado.

A recorrência aos coletes salva-vidas visa facilitar a adaptação canina às mais diversas situações e garantir a sua salvaguarda. Por outro lado, o colete salva-vidas é um acessório imprescindível para os cães de salvamento dentro e água, porque pode evitar que os animais sucumbam no desempenho das suas missões de resgate. Depois de muito insistirmos em pôr os nossos cães a nadar irrepreensivelmente, estamos agora apostados em melhorar a sua técnica de mergulho. Adianta-se que um bom colete salva-vidas custa, através da Internet, entre 50 e 70 euros, muito embora os destinados aos cães especialistas sejam substancialmente mais caros.

quinta-feira, 29 de julho de 2021

OBEDIÊNCIA INCONDICIONAL: MITO OU POSSIBILIDADE

 

Como introdução ao tema importa dizer que, enquanto indivíduos, há cães que não servem para toda a gente e vice-versa, dependendo isso do antagonismo e da conflitualidade entre as expectativas de vida de uns e o perfil psicológico de outros. A obediência incondicional de um cão, apesar de difícil, é possível mas não deverá atentar contra os instintos ligados à sua sobrevivência, assim como reduzir a sua autonomia e capacidade de resolução, factores que ao serem desconsiderados transformariam o cão num robot superdependente e por isso mesmo incapaz de reagir sem ordem expressa, o que de certa forma já sucede nos cães domésticos (Canis familiaris).

É o condicionamento que viabiliza este grau de obediência, que ao ser alcançado, poderá vitimar o animal diante da ausência temporária ou do desaparecimento definitivo do seu líder, nomeadamente se o seu controlo e accionamento forem prerrogativas exclusivas deste, só comendo ou bebendo debaixo de ordem para o efeito. Diante destes riscos, considerando o bem-estar dos cães, há que considerar se tal obediência se justifica e é absolutamente necessária, uma vez que serão os animais a pagar o seu altíssimo preço. Depreende-se assim que a obediência incondicional só deverá ser procurada nas ordens que funcionam como subsídio ou acréscimo da salvaguarda dos cães, protecção e mais-valias que jamais alcançariam instintivamente.

O condicionamento que leva à obediência incondicional de um cão aproveita, desenvolve ou potencia três condições prévias presentes no animal – um carácter forte, um excelente impulso herdado ao conhecimento e uma extraordinária capacidade de interacção – simbiose que na maioria dos casos não dispensa também uma boa instalação doméstica. Como a obediência incondicional, enquanto imposição resultante de um processo de subordinação, está para além da parceria pura e simples, prestando-se em primeira mão à ratificação da obediência, os cães mais frágeis de carácter não deverão ser para ela convidados e nenhuma das ordens a instalar-lhes deverá ter um carácter imperativo, já que o stress provocado só agravaria a sua já frágil condição e precário bem-estar.

O histórico carácter imperativo das ordens, agora praticamente em desuso e substituído pelo método lúdico-científico a que se convencionou chamar de “reforço positivo”, ao abster-se de categorizar os cães e de lhes exigir condições prévias, acabou por tornar possível o treino global de todos aqueles até aqui desprezados, hoje maioritários, animais sem raça, provenientes da selecção natural ou de cruzamentos acidentais, que apesar de muito gratos aos seus resgatadores e donos, dificilmente suportam comandos inibitórios, o controlo dos seus instintos, situações adversas e de privação.

A obediência incondicional, exactamente como a reeducação (executada obrigatoriamente por estranhos), são processos pedagógicos que não dependem do estreitar dos laços afectivos entre condutores e cães, laços esses que podem até obstar à sua instalação, caso os cães persistam em entender os seus condutores como amigos ou iguais e não como mestres. Quando se fala na aquisição de uma obediência inquestionável e a toda a prova, a resistência ao suborno e aos apelos naturais são currículo obrigatório e muitas vezes indispensável para certos trabalhos caninos.

Por outro lado, quem é portador de um cão que morde por modo próprio, para onde está virado e para cima de quem lhe apetece, sinal de uma liderança imprópria e incapaz de controlá-lo, ver-se-á obrigado a mudar de atitude e a controlá-lo sem reticências, a enveredar por uma obediência incondicional capaz de cessar peremptoriamente todas as investidas instintivas do animal, através de um condicionamento próprio e continuado que garanta a submissão gradual do cão a partir da experiência directa, processo pedagógico que não se compadece com a menor das falhas. Doutro modo, caso o dono seja responsável e honesto, é melhor andar com o cão açaimado e esquecer-se da sua condução em liberdade ou entregá-lo aos bons ofícios da reeducação, que está cá para isso.