quinta-feira, 8 de outubro de 2020

EGENHOFEN A ACERTAR AS CONTAS COM OS CÃES

 

Egenhofen é um município alemão no Distrito de Fürstenfeldbruck, na região administrativa de Oberbayern, no Estado da Baviera, que saltou para as notícias regionais alemãs porque o seu concelho municipal decidiu aumentar os impostos, nomeadamente sobre os cães perigosos, ali designados por “Kampfhunde” (cães de luta) e considerados para efeitos tributários iguais aos outros até ao momento, mas que a partir de janeiro do próximo ano verão agravada a sua licença anual para 1.000€ (6.600 Reais), debaixo do lema: “Se tem dinheiro para um cão de luta, também deve senti-lo.” Este aumento de impostos reverterá a favor de mais containers para a recolha de dejectos caninos até hoje inexistentes em algumas áreas municipais. Desimagine-se quem julgar estar Egenhofen superlotado de cães, apesar de receber anualmente 10.000€ do imposto canino, tem apenas 225 cães registados em toda a comunidade!

Ao tratar destes assuntos vem-me logo à memória a mui prometida “descentralização”, que eleição após eleição, continua badalada nos distintos programas eleitorais, mas que infelizmente nunca acontece, quiçá por poder vir a ser a parte contemporânea do nosso histórico sebastianismo. Em Portugal a maior parte dos nossos impostos é paga ao Estado ao invés de ser às autarquias, o que tem como consequência directa o endividamento externo. Autarquias fortes exigem menos do Governo e com isso tornam-no mais forte, libertando-o de obrigações a que elas poderão e deverão dar resposta. Contrariamente, autarquias fracas e endividadas, com os olhos postos num “Estado Providência”, só geram crises sucessivas, medidas de contenção, desemprego, o pagamento de juros altíssimos a médio e longo prazo, ao aumento da carga fiscal, ao atraso e empobrecimento do País, à perpetuação da corrupção sustentada pelo compadrio. Com justiça, recebe a oligarquia que nos governa tão grande número de abstenções! As boas contas fazem-se na base, nas autarquias, e os alemães sabem disso, não as forçando à dependência económica e dando-lhes meios para que sejam auto-suficientes e procurem a riqueza por si. 

quarta-feira, 7 de outubro de 2020

O CÃO DAS CACHOEIRAS SOMA E SEGUE

 

O CPA Bohr, nascido na freguesia de Cachoeiras, no concelho de Vila Franca de Xira, lugar onde residia o malogrado triatleta Luis Miguel Grilo, é na verdade um guia de cegos, porque quando o seu dono erra ou não sabe o que fazer, o cão acerta. Atleta de excelência, foi ontem convidado a transpor 3 obstáculos mediante a condução nuclear conforme se pode ver no GIF acima. Para vencer o percurso, o cão dispensou qualquer explicação, contrariamente ao seu condutor que apresentou alguma dificuldade nas mudanças de mão. No GIF seguinte vemos o Bohr a obrigar a Julieta a imobilizar-se e o CPA parece mostrar tendência para ataques a alvos imóveis.

Para melhorarmos os seus índices de prontidão, convidámo-lo para um ataque lançado a partir de um túnel e com uma barreira vertical a ultrapassar. O cão mostrou-se imediatamente decidido e procedeu célere à captura (GIF seguinte). Com uma velocidade funcional de 45km/h, o Bohr parece voar sobre os obstáculos e ter nascido para os ultrapassar. Perante a resposta que deu no treino de ontem, é caso para se dizer – o cão das cachoeiras soma e segue!

Participaram nos trabalhos os seguintes binómios: Julieta/Invisible e Paulo/Bohr. A reportagem fotográfica coube ao adestrador e a montagem ao Paulo Jorge. Hoje retomaremos os nossos trabalhos com estes e outros binómios, motivados pelo progresso que nos enche de alegria e ávidos de alcançar novas metas, objectivos e patamares.

terça-feira, 6 de outubro de 2020

OBSTÁCULOS DE DUPLO USO: PROCEDIMENTOS

 

O obstáculo na foto acima pressupõe dois usos: o salto sobre o arco (up) e a passagem por baixo dele (abaixo). Diante desta dupla possibilidade e diante de todos os obstáculos de duplo uso, o que ensinar primeiro o “up” ou o “abaixo”? Obviamente que o “up”, porque o “abaixo” sempre será mais cómodo e fácil de fazer para os cães, que para o executar não precisarão de grande esforço e de entrar a galope. Se ensinarmos primeiro o “abaixo”, os cães tenderão a resistir ao “up” e será difícil vencer essa tendência, mecanicidade e má associação. A situação agrava-se quando estamos a ensinar cachorros a ultrapassar obstáculos de uso duplo e damos a preferência ao “abaixo”, porque com razão, perante as dificuldades e à medida que as verticais sobem, os cães optarão naturalmente por passar debaixo delas, acontecendo desta maneira um retrocesso pedagógico-atlético difícil de contrariar, que em nada beneficiará a sua disponibilidade, função e carácter. Convém não esquecer que para além das mais-valias técnico-funcionais, os obstáculos deverão ser usados para o robustecimento do carácter canino e não para o contrário. Em síntese, perante os obstáculos de duplo uso, só se ensina o “abaixo” depois de ser ter instalado peremptoriamente o “up” nos cães.

SÁBIA DECISÃO

 

Ao que tudo indica, depois de anos de disputa legal, dois caçadores chegaram a acordo no Tribunal Distrital de Detmold, no estado alemão de Nordrhein-Westfalen. Estava em causa uma indemnização a dar ao dono de um cão premiado para criação que inicialmente havia exigido 15.000€ a outro caçador, conforme anunciou hoje o tribunal. O caso remonta a 2015, quando o Terrier abocanhou um guaxinim(1) enquanto caçava. O caçador acusado, ao tentar matar o guaxinim com uma faca, acertou no olho direito do cão durante a luta, deixando-o cego dessa vista. Mais tarde, devido a uma catarata, o cão viria a ficar também cego do olho esquerdo, o que no dizer do seu dono impedia-o de caçar e procriar.

O tribunal entendeu chamar um especialista para ajudar na solução da disputa. O especialista explicou para o tribunal que o caçador acusado não havia caçado o guaxinim correctamente e que o dano no olho direito do cão resultou da sua conduta inadequada. Quanto à catarata no olho esquerdo do animal, o especialista disse nada ter a ver com o incidente de caça. Assim, após o acordo das partes, o dono do cão recebeu uma indemnização no valor de 3.750€. Há que dar os parabéns ao Tribunal Regional de Detmold pelo acerto na decisão – fez-se justiça! Há sempre gente que tenta aproveitar-se dos erros e da desgraça alheia. A propósito, quem estará a ganhar com a actual pandemia?

(1)O Guaxinim (Procyon lotor), por vezes chamado de “Rato Lavadeiro, é um mamífero da família dos procionídeos bastante parecido com o Procyon cancrivorus (espécie sul-americana). Estes animais são encontrados nas Américas, sendo o Guaxinim conhecido nos Estados Unidos como “Raccoon”. O guaxinim foi introduzido na Europa por volta de 1930, para actividades de caça e para a indústria de peles. Alguns destes animais conseguiram fugir das fazendas de exploração e adaptaram-se a vários ecossistemas na Europa central, onde continuam a expandir-se. O Guaxinim tornou-se numa das espécies invasoras mais perigosas da Europa, porque é um transmissor da raiva e come os ovos de pássaros ameaçados de extinção. O Guaxinim é um animal omnívoro que consegue sobreviver dos desperdícios humanos, pelo que é fácil encontrá-lo nos caixotes de lixo e em lixeiras, crê-se que as populações de guaxinins aumentaram na Europa cerca de 300% desde 1990. A situação actual sugere que os guaxinins no continente europeu estão fora de controle e que medidas urgentes devem ser tomadas para diminuir as suas populações, sendo primordial não alimentar estes animais, que atacam frequentemente as pessoas quando se sentem ameaçados, ainda que só eles se sintam ameaçados (a Alemanha está cheia deles). Por tudo o que foi dito, adoptar um Guaxinim como animal de estimação é um tremendo disparate.

SABIA QUE…

 

Sabia que um novo estudo publicado recentemente no Journal of Anthropological Archaeology chegou à conclusão que os antigos norte-americanos, oriundos da Sibéria há 17.000 atrás e que se estabeleceram a noroeste do Pacífico, nomeadamente ao redor do Mar de Salish(1), já criavam pequenos cães para a produção de lã, lá que depois usavam na confecção de cobertores, mantos e cintos? É verdade! Infelizmente, segundo os biólogos encarregues do assunto, a raça de “cães de lã Salish” extinguiu-se quando a sua lã se tornou obsoleta perante a inundação de tecidos oriundos da Europa no Séc.XIX.

(1)O Mar Salish é um mar marginal do Oceano Pacífico localizado na província canadiana de British Columbia e no estado norte-americano de Washington. Inclui o Estreito da Geórgia, o Estreito de Juan de Fuca, o de Puget Sound e uma rede intrincada de canais interligados e de vias navegáveis ​​adjacentes.

PREFERÊNCIA PELAS ESPÉCIES E NÃO PELOS ROSTOS

 

Ainda que os cães olhem nos olhos dos homens, os seus cérebros parecem não processar rostos como acontece com os cérebros humanos. Um novo estudo publicado no The Journal of Neuroscience, “COMPARATIVE BRAIN IMAGING REVEALS ANALOGOUS AND DIVERGENT PATTERNS OF SPECIES- AND FACE-SENSITIVITY IN HUMANS AND DOGS”, sugere que o sistema visual canino é organizado de diferente forma, que a rede facial encontrada nos primatas pode não se estender a todos os mamíferos. Os pesquisadores usaram imagem por ressonância magnética funcional (Functional magnetic resonance imaging) para comparar a actividade cerebral de pessoas e de cães de companhia enquanto assistiam a breves vídeos sobre outras pessoas e cães.

Os cérebros humanos mostraram preferência por rostos, o que significa que algumas áreas visuais tiveram maior actividade na resposta a um rosto em comparação com a parte de trás da cabeça. Um subconjunto dessas regiões exibiu também preferência por espécies, como o aumento da actividade em resposta à visualização de um ser humano ao invés de um cão. Contrariamente, os cérebros caninos mostraram preferência apenas pelas espécies. As suas áreas visuais manifestaram maior actividade quando visualizaram cães ao invés de humanos e nenhuma diferença de actividade entre ver um rosto e a parte de trás da cabeça. Aguardamos mais desenvolvimentos sobre esta matéria, subsídios úteis para melhorar a nossa interacção com os cães, uma vez que o nosso ofício é ensinar cães.

ARREGAÇAR AS MANGAS NO DIA DA REPÚBLICA

 

Atendendo ao particular da classe que tivemos ontem, dia em que comemorámos a “Implantação da República em Portugal”, com as ausências do Afonso e do Paulo (o primeiro acometido de um inesperado sono profundo e o segundo empenhado em canções de embalar/engatar), optámos pela obediência linear e pela sociabilização dos cães com as crianças. Na obediência linear aprimorámos os comandos de “junto” e “quieto” e executámos repetidamente alguns comandos direccionais, nomeadamente o comando de “em frente” com algumas dificuldades adicionais. Participaram nos trabalhos os seguintes binómios: Gonçalo/Aria; Jorge/Soneca; Patrícia/Keila; Pedro/Luna; Svetlana/Russa e Tomás/Dingo. A pequena Nicole conduziu briosamente as cadelas Keila e Russa, cabendo ao Soneca ser conduzido pelo benjamim da família – o Simão. As fotografias ficaram a cargo do Zé e a transição da tarde para a noite aconteceu sem se dar por isso. Hoje retomaremos à hora do costume as nossas actividades.

segunda-feira, 5 de outubro de 2020

COMO SE JÁ NÃO BASTASSE O QUE CÁ TEMOS

 

Portugal e os portugueses são extraordinariamente hospitaleiros com os estrangeiros que nos visitam e com aqueles que decidem viver entre nós, forasteiros que invariavelmente são melhor tratados do que os nacionais. Passando por cima dos corsários e demais piratas que assaltaram, pilharam e incendiaram as nossas caravelas a mando da coroa britânica, desde o final da Guerra Peninsular (1807-1814), particularmente depois dos abusos perpetrados pela “Regência Inglesa” (1807-1820), que os cidadãos ingleses são vistos com alguma desconfiança pelo povo, apesar do nosso Algarve, sem o espectro do Covid-19, poder ser alcunhado de “New United Kingdom” atendendo a quem lá vive. Os distúrbios e os prejuízos provocados pelos hooligans ingleses, ocorridos há décadas atrás e hoje felizmente extintos, vieram a agravar ainda mais esta suspeição e a ressuscitar esta vetero-animosidade. Hoje, depois de almoço, ao entrar num supermercado, ouvi alguém exclamar: “Como se já não bastasse o que cá temos!” - referindo-se ao esfaqueamento de dois alentejanos por parte de um inglês.

Tudo aconteceu na freguesia de Trindade, Beja, por causa de um ataque de um cão a um rebanho de ovelhas, ocorrido no passado dia 30 de setembro, sendo o animal agressor propriedade de um cidadão britânico de 29 anos de idade. Na sequência da queixa apresentada pelo pastor e da intervenção da GNR, o britânico viria a ser detido por desobediência e coação sobre um dos militares daquele corpo especial de tropas. Ontem, o britânico, que reside no lugar de Cantinho da Ribeira, na freguesia de Trindade, encontrou o pastor, homem de 50 anos, junto ao café-restaurante Riba-Terges e começaram a discutir. Na sequência da discussão, o britânico ameaçou o pastor de o esfaquear. Um amigo, homem de 62 anos, intrometeu-se entre os dois contendores e acabou esfaqueado, irrompendo o pastor e o agressor pelo restaurante dentro, onde viria a acontecer o segundo esfaqueamento. Os dois homens foram transportados para o hospital de Beja, onde se encontram internados em estado considerado estável, não correndo por isso risco de vida (carece de confirmação a hipótese de um já ter tido alta médica).

O agressor acabou por fugir do local, mas viria a ser detectado pelos populares, que esperando a chegada da patrulha da GNR, informaram-na onde o individuo se encontrava acantonado. O britânico acabou detido, encontra-se debaixo de custódia da GNR e vai ser presente amanhã a um juiz do Tribunal de Beja para primeiro interrogatório. Poderá vir a ser acusado de dois crimes de tentativa de homicídio na forma tentada e ser-lhe decretada a prisão preventiva como medida cautelar. De facto já nos basta o mal que cá temos, não necessitamos de importá-lo, particularmente quando o crime em Portugal está a tornar-se cada vez mais violento, mercê do contributo de mulheres e homens nacionais e estrangeiros, fenómeno que deverá ser objecto de um estudo sério para se apurarem as causas atendendo à segurança da população e de quem nos visita.

CLÍNICA DE EMAGRECIMENTO PARA CÃES E GATOS

 

Já abriu em Munique, na Alemanha, uma clínica que oferece atendimento aos cães e gatos obesos, adiantando-lhes um programa de emagrecimento fornecido por nutricionistas profissionais. Estamos a falar da clínica médica de pequenos animais da Ludwig-Maximilians-Universität München, vulgo LMU, situada em Munique e a 3ª maior universidade alemã, com aproximadamente 46.000 estudantes, 657 professores e 18 faculdades. Segundo a médica Petra Kölle, que trabalha na clínica atrás citada, “com esta consulta de peso somos únicos na Alemanha”, porque o aconselhamento nutricional clínico é feito por médicos especializados e o cálculo das necessidades calóricas é feito por computador, programa apenas disponível na LMU.

A consulta custa 100€ e há a possibilidade de diagnósticos remotos por telefone para os donos que andam constantemente em viagem, desde que meçam e pesem os seus animais conforme as instruções. Com base em estudos, Kölle adianta: “Em média, dou ao meu cão de dois a dois anos e meio de vida e muita qualidade de vida se o mantiver no peso ideal.”  Doenças cardiovasculares, osteoartrose, problemas ortopédicos, doenças do trato urinário e tumores são significativamente mais comuns em animais com excesso de peso, sendo os diabetes também extensíveis aos gatos.

Este tema levanta-nos uma série de questões pertinentes, porquanto estamos a falar de bem-estar animal. Uma delas aponta para os pedigrees de algumas raças que não adiantam qual o peso de estalão dos seus indivíduos, como se gordura fosse formusura e não atentasse contra o bem-estar e a longevidade desses cães. Em simultâneo, também sobram pesos indicados pelo estalão que promovem e perpetuam as mesmas desgraças. E quanto aos cães castrados, que parecem engordar quando inspiram? Quem lhes promoveu a obesidade, atentou contra o seu bem-estar e diminuiu a esperança de vida? Também nós precisamos de uma ou mais clínicas assim em Portugal, porque cães obesos não nos faltam e têm tendência a aumentar (mas porque raio logo havíamos de ter a Espanha e a França entre nós e a Alemanha?).

domingo, 4 de outubro de 2020

SAIR A PEDALAR E VOLTAR COM UM PÉ NO AR

 

Quer se goste ou não, mais cedo ou mais tarde no mundo civilizado, os proprietários caninos ver-se-ão obrigados a sair à rua com os seus companheiros de 4 patas atrelados, porque doutro modo o dolo causado pelos cães e as suas vítimas não pararão de aumentar, ainda mais quando os donos dos cães provenientes dos abrigos parecem estar de costas voltadas para o adestramento e para as escolas caninas. Apesar de evitável, é histórica a perseguição que os cães movem aos ciclistas e na cidade alemã de Moosburg an der Isar, no Distrito de Freising, na Alta Baviera, mais um ciclista foi atacado por um cão, que acabou por morder-lhe na barriga de uma das pernas.

Segundo o relatório policial, tudo aconteceu na cidade atrás citada na passada quinta-feira pelas 15 horas, quando um ciclista de 33 anos, ao pedalar na floresta perto de Moosburger Stadtwaldstraße, foi atacado por um cão que passeava com o seu dono e que lhe mordeu uma das pernas. O dono do animal negou-se a dar os seus dados pessoais e desapareceu, cabendo agora à polícia encontrá-lo, que diz tratar-se um homem entre os 40 e 50 anos, que vestia na altura um blusão azul-escuro, calças jeans pretas e ténis pretos. O cão agressor é descrito como sendo de cor preta, focinho pontiagudo e ter entre dois e três anos de idade. Com cães à solta algum ciclista estará seguro e algum dono descansado? Estarão se os cães estiverem atrelados ou tiverem sido objecto de ensino nesse sentido. Nós ensinamos os cães a não correr atrás de bicicletas e ciclistas, provamos o que dizemos e estamos aptos a treinar o seu cão para esse efeito.

DAR LUGAR AOS NOVOS

 

Ontem, como tantas vezes temos feito, demos o lugar aos mais novos e entregámos a Fila Nasha à Carolina, uma menina delicada, graciosa e decidida de 9 nos de idade. E fizemo-lo porquê? Porque importa que todos os cães aprendam a respeitar as crianças, independentemente do fim útil a que se destinam. A menina deu boa conta de si e a cadela não defraudou as nossas expectativas (foto acima). Depois de uma inversão de marcha ordenada, a Patrícia passou para a frente com a Keila, cabendo-lhe momentaneamente o papel de fila-guia conforme se vê na foto abaixo.

Depois de longa ausência, o binómio Gonçalo/Aria retornou à escola e integrou os nossos trabalhos. Na foto abaixo vemos este binómio a vencer o castelo, obstáculo que a Doberman ultrapassou depois de se ter familiarizado com ele (perceber que ele tinha saída e que estava ao seu alcance).

Apesar de fotogénica, a cachorra CPA Luna não se agrada de fotógrafos como atesta a foto seguinte. A Luna já venceu todos os obstáculos do pré-treino e desloca-se com as orelhas ora abaixo ora acima, mantendo no entanto o seu forte sentimento territorial e o apego as donos. Neste momento já encontrou dois amigos na Pista – o Soneca e o Bohr.

A Fila Nasha, que não está a treinar durante a semana por causa do horário escolar do Afonso, perdeu massa muscular mas não o juízo. Na foto abaixo vemo-la a receber indicações do seu líder para que melhor pudesse acompanhar a Carolina.

Noutra parte da pista, concentrado e empenhado, o pai da menina ensinava a Doberman Aria a ultrapassar uma vertical fechada de 80 cm, depois de haverem vencido as verticais mais baixas e indutoras a esta.

Participaram nos trabalhos os seguintes binómios: Afonso/Nasha, Carolina/Masha, Gonçalo/Aria, Henrique/Mel, Jorge/Soneca, José António/Doc, José Maria/Coby, Jessica/Jay, Paulo/Bohr, Patrícia/Keila, Pedro/Luna, Svetlana/Russa e Tomás/Dingo. Esta segunda-feira, dia 05 de Outubro, data em que se celebra a Implantação da República, haverá aula para os binómios que se fizerem presentes. Bom fim-de-semana. 

sexta-feira, 2 de outubro de 2020

AMOR NA PENUMBRA

 

O amor que temos aos cães, aos nossos e aos dos outros, leva-nos a tudo fazer para que sejam saudáveis e longevos. Hoje dedicámos a nossa sessão de treino à musculação, valendo-nos de saltos em extensão para o robustecimento atlético dos nossos parceiros de 4 patas. Na foto acima podemos ver o Tomás a conduzir o cachorro SRD Dingo, que atendendo ao seu desenvolvimento, tamanho e robustez, já acompanha os cães adultos nos seus exercícios. Participaram nos trabalhos os seguintes binómios: Clarinda/ Keila; Jorge/Soneca; José António/Doc; Julieta/Lexa; Pedro/Luna e Tomás/Dingo. Amanhã de manhã reiniciaremos com alegria as tarefas que hoje iniciámos.

UM SEGURO ABRANGENTE

 

A Poste Italiane SpA, empresa italiana que lida com serviços postais, bancários, financeiros, de telecomunicações, telemática pública, operações de cobrança e pagamento, assim como de poupança postal, através da Poste Assicura, Grupo de Seguros Poste Vita, oferece agora um seguro para protecção individual, protecção patrimonial e protecção de animais de estimação a baixo custo – o Poste Vivere Protetti.

Como se antevê, a novidade deste seguro têm a ver com a protecção animal, que abrange cães, gatos e outros animais de estimação, assim como animais de pátio e de sela, oferecendo em simultâneo diversas coberturas em caso de lesão e doença de um cão ou de um gato e protecção contra os riscos decorrentes de pedidos de indemnização, danos causados a terceiros e decorrentes da propriedade do animal. Já fez um seguro para o seu cão? Senão fez, faça-o e se já o fez, compare-o com os de outras seguradoras (nesta matéria, como noutras, convém estar informado).

É DOS RAFEIROS QUE OS SUÍÇOS GOSTAM MAIS!

 

O Blick.ch, portal de notícias suíço, divulgou uma estatística relativa ao passado mês de Agosto deste ano, acerca das preferências caninas dos suíços, estatística bem precisa atendendo a que todos os cães na Suíça devem ser restados no “Amicus”, o banco de dados nacional de cães. As preferências dos helvéticos ficaram assim ordenadas: 1º _ Rafeiro (Mischlingshund); 2º _ Chihuahua; 3º _ Labrador; 4º _ Yorkshire Terrier; 5º _ Jack Russell Terrier; 6º _ Bulldog Francês; 7º _ Border Collie; 8º _ Golden Retriever; 9º _ Poodle Miniatura e 10º _ Pastor Alemão.

A preferência dos suíços revela que estão a ir aos abrigos buscar cães e que procuram mais cães de companhia do que de trabalho, que a maioria dos cães vive na cidade e que a sociedade helvética não sofre de grandes assimetrias ou convulsões sociais, já que a procura de cães de guarda não é ali uma prioridade, o que indica indubitavelmente que a Suíça é um bom lugar para se viver. A avaliar pelo que vejo na rua, que outros dados não tenho, penso que os rafeiros já ultrapassaram o número dos cães com pedigree nos lares portugueses, muito embora nunca se tenha visto aqui tanto Bulldog Francês por metro quadrado!

AQUILO QUE OS FRANCESES PROCURAM

 

De acordo com o jornal regional francês Ouest-France online, na rubrica “TOP 10 DES RACES DE CHIEN LES PLUS FACILES À ÉDUCER”, as 10 melhores raças caninas para treinar são, por ordem descendente, as seguintes: 1º _ Pastor Alemão; 2º _ Pastor Australiano ou Aussie; 3º _ Pastor Belga Malinois; 4º _ Border Collie; 5º _ Caniche; 6º _ Rough Collie; 7º _ Papillon Spaniel; 8º _ Golden Retriever; 9º _ Retriever do Labrador e 10º _ Shetland.

Na generalidade estamos de acordo com o parecer deste jornal francês, ainda que ordenássemos os mesmos cães noutra ordem. Para o lugar do Papillon Spaniel certamente encontraríamos outras raças, mas damos-lhe o benefício da dúvida por desconhecer os seus atributos, apesar de sabermos que aos franceses nunca faltou chauvinismo, pelo menos aos que conheci. Com este Top 10 gaulês percebe-se perfeitamente que andamos todos à procura do mesmo – cães com excelente interacção.

PIADA PARA O FIM-DE-SEMANA: UM PROBLEMA DE COMUNICAÇÃO

 

Um marroquino de Marraquexe, homem hábil nos negócios e um regateador inveterado, opta por atravessar o Estreito de Gibraltar e rumar a Portugal, prometendo a si mesmo ir viver em terras lusas como um verdadeiro ocidental. Ao chegar ao Algarve veste-se à europeia, entra num centro comercial e decide comprar um cão. Acerca-se da menina da loja e pergunta-lhe quanto custa o caniche que está à venda. Ela diz-lhe que o animal custa 400€ e ele questiona-a: “que tal a metade?” A vendedora meio indignada e espantada responde-lhe: “Desculpe, mas só vendemos cães inteiros.”

RANKING SEMANAL DOS TEXTOS MAIS LIDOS

 

O Ranking semanal dos textos mais lidos obedeceu à seguinte preferência:

1º _ OS FALSOS PASTORES ALEMÃES, editado em 24/02/2015

2º _ NEVER DO THIS, editado em 25/09/2020

3º _ “C” DE CLARINDA, editado em 25/09/2020

4º _ TRABALHO MATINAL, editado em 26/09/2020

5º _ DOR NA NOITE, editado em 03/09/2020

6º _ BERLINENSE TEMPERAMENTAL, editado em 01/09/2020

7º _ PARA PENSAR, EDITADO EM 05/09/2020

8º _ LADRÕES DE CÃES, editado em 16/09/2020

9º _ HÍBRIDO DE CHOW-CHOW/PASTOR ALEMÃO: MÁQUINA OU DESASTRE?, editado em 11/05/2016

10º _ PENSAMENTO DA SEMANA, editado em 02/09/2020

TOP 10 SEMANAL DE LEITORES POR PAÍS

 

O TOP 10 semanal de leitores por país ficou assim ordenado:

1º Estados Unidos, 2º Portugal, 3º Brasil, 4º Irlanda, 5º Alemanha, 6º Reino Unido, 7º Angola, 8º Suíça, 9º Rússia e 10º França.

quinta-feira, 1 de outubro de 2020

DE VOLTA À CIDADE

 

Com a cachorra CPA Luna em construção e por habilitar, decidimos trazê-la para a cidade com a sua companheira habitual, a SRD Keila, porque a pequena pastora necessita de se acostumar ao ambiente citadino e às suas gentes, para além de precisar urgentemente de se sociabilizar com os outros cães. Longe dos obstáculos, a Keila sente-se muito mais à vontade e andou descontraída toda a sessão de treino. Os exercícios solicitados às duas cadelas resumiram-se a saltos verticais de 45 cm e à execução do Slalom. Amanhã retomaremos os nossos trabalhos na pista táctica com outros binómios, mas com a mesma vontade de aprender.

LÍDER E ELEMENTO NEUTRO EM ACÇÃO

 

Considerando o bem-estar, a salvaguarda e o bom uso de um cão, este só deve ter um líder, sendo os restantes membros do agregado familiar “elementos neutros”, gente a quem cabe fazê-lo feliz e que se dispensa de dar-lhe ordens de travamento para não o confundir, torná-lo manhoso e/ou operar a sua despromoção social, literalmente membros da sua matilha que lhe transmitem segurança e tranquilidade segundo as necessidades do seu viver social, companheiros que bem cedo sentirá a necessidade de defender, ao julgá-los mais frágeis e por isso mesmo carenciados da sua protecção. Os elementos neutros devem, sempre que possível, fazer-se presentes no treino, para que melhor saibam desempenhar o seu importante papel e possam conduzir os cães satisfatoriamente sem recorrer aos comandos inibitórios, cuja sobrecarga “derrete” qualquer cão. Na foto acima vemos a Isabel, um elemento neutro, a conduzir o cão da casa (Doc) sobre um obstáculo de 120 cm. Na foto seguinte, recorrendo a uma trela extensível, é possível ver o José António, líder do Doc, a aprimorar o comando de “aqui”.

Sobre os trabalhos de ontem pouco mais há a acrescentar. Participaram neles os intervenientes atrás adiantados. As fotos estiveram a cargo do Adestrador e do José António, o tempo esteve de feição e os objectivos foram alcançados.