terça-feira, 3 de março de 2020

O “ESTRIPADOR” DA ESTAÇÃO DE DIETLINDENSTRASSE

Conforme informa a Deutsche Presse-Agentur GmbH (dpa), agência de notícias alemã fundada em 1949 e sediada em Hamburgo, hoje, na hora do rush, aconteceu uma discussão sobre um cão no metro de Munique, na estação de Dietlindenstraße. Um dos oponentes puxou de um canivete e feriu levemente o outro, segundo fez saber a Polícia de Munique.
O tráfego subterrâneo foi brevemente interrompido, os feridos foram levados para um hospital e o agressor foi preso. O incidente ocorreu à hora de ponta e causou grande excitação inicialmente, quando a polícia, os seguranças do metro e os vários serviços de emergência se aproximaram da estação de Dietlindenstraße, na linha U6 do sistema U-Bahn de Munique.
Penso que ninguém tem dúvidas que o nosso mundo está a transformar-se num local de difícil sobrevivência, uma vez que a violência cresce a cada dia que passa e na mesma medida que se agiganta o desrespeito pelos outros. Vivemos numa paz podre e cada um tenta olhar por si, sem se imiscuir ou preocupar com os demais e, como ninguém tem paciência para ninguém, é natural que os cães sirvam de acendalha. Quando sair com o seu cão à rua evite discussões com estranhos, lembre-se que só podemos zangar-nos com os amigos ou com quem nos quer bem.

SARS-Cov-2 DETECTADO NUM CÃO EM HONG KONG

De acordo com o portal de notícias alemão http://www.animal-health-online.de/klein, foi detectado o primeiro cão infectado com o coronavírus (SARS-CoV-2) através de amostras das suas cavidades nasal e oral. O seu dono encontra-se de quarentena devido à infecção viral. O Coronavírus da Síndrome Respiratória Aguda Grave 2 (SARS-CoV-2), assim identificado pela Organização Mundial da Saúde, anteriormente denominado como novo coronavírus de 2019 (2019-nCoV), foi relatado pela primeira vez em 2019 e sequenciado geneticamente após testes de ácido nucleico numa amostra de uma paciente positiva durante o surto de pneumonia em Wuhan de 2019 – 2020, surto viral que já infectou mais de 85 000 pessoas e que já matou mais de 2 700.
O Friedrich-Loeffler-Institut (FLI), Instituto Nacional de Saúde Animal da Alemanha, diz que o facto do vírus se encontrar nas mucosas do cão não prova que o animal foi infectado, nem tampouco determina se o SARS-Cov-2 é reproduzido no cão ou mesmo excretado. O mesmo Instituto informa que o cão não apresenta sintomas da doença e que está a ser examinado numa enfermaria de quarentena. Assim, o FLI não altera a sua avaliação sobre o modo de lidar com os animais domésticos e com os de criação.
Não estará já na hora de se saber porque razão os animais domésticos que são infectados pelo vírus não apresentam os seus sintomas e não sofrem as suas consequências? Não contribuiria isso para um alcance mais célere de uma vacina? Por outro lado, esta insistência e preocupação à volta dos cães infectados, seja com que vírus for, não me deixa descansado e enche-me de indesejáveis suspeitas. Virão os cães e outros animais a transmitir o vírus aos homens? Oxalá que não!

PAGAR PELO CACHORRINHO QUE NUNCA EXISTIU

No Departamento francês do Baixo-Reno as queixas de fraude na internet multiplicam-se e a polícia está a alertar para o facto. A fraude mais recente diz respeito a um anúncio na Internet onde está posto à venda um cachorro com pedigree por um preço quase simbólico. As vítimas desta publicidade enganosa acabam por perder centenas de euros e por vezes muito mais.
Segundo a Polícia Nacional do Baixo Reno, a farsa tem sido galopante e aquela autoridade recebe de duas a três queixas semanais relativas à venda do “cachorro que nunca existiu”, para além de outras semelhantes que dizem respeito a diferentes animais exóticos de todos tipos.
O princípio é simples e por isso formidável: o anúncio classificado oferece cachorrinhos de raça pura a pretexto de alguém ter vários e de não ser capaz de tratar deles, o que automaticamente “desarma” quem estiver interessado neles. A princípio só é preciso pagar os custos de transporte, o que irá acontecer por um cartão pré-pago, depois virão as despesas veterinárias, as taxas alfandegárias e o cachorrinho jamais aparecerá, sendo mais do que certo que nunca existiu, apesar de não ter sido nada barato.
A Polícia de Estrasburgo lembra que os cartões pré-pagos têm muitas vantagens, mas que são frequentemente usados por golpistas que “atraem habilmente as vítimas ao jogar com as suas fraquezas”. Nos namoros, nas compras e nas ofertas de emprego virtuais, já se sabe - todo o cuidado é pouco.

OS CÃES PODEM “CHEIRAR” A RADIAÇÃO DE CALOR

Os cães podem “cheirar” a radiação de calor, quem o diz é uma equipa de pesquisadores da Universidade de Lund (Suécia) e da Universidade Eötvös Loránd (Hungria), que publicaram os seus estudos e conclusões na revista “Scientific Reports". O nariz molhado e frio é o órgão sensorial mais importante de um cão. A sua membrana mucosa abriga até 300 milhões de células olfactivas e transforma o cão num animal macrosmático, nome dado aos animais cujo sentido do olfacto é particularmente bem desenvolvido e desempenha um papel central na percepção. O nariz humano é bem mais pobre em células olfactivas, tendo apenas cinco milhões de células delas, o que nos coloca entre os animais microsmáticos.
O desempenho olfactivo extraordinário dos cães não pode ser só determinado a partir do número dessas células específicas, porque também têm uma área enorme no cérebro responsável pelo processamento de sinais de odor. Os pesquisadores estimam que os cães podem cheirar um milhão de vezes melhor do que nós, mas isso não é tudo: de acordo com estes investigadores, os cães conseguem registar a fraca radiação de calor com seus órgãos olfactivos, não tocando apenas neles, mas a uma distância de 1 metro e meio!
Os biólogos liderados por Anna Bálint, da Universidade Eötvös-Loránd, em Budapeste, e Ronald Kröger, da Universidade de Lund, decidiram testar o nariz frio dos cães para comprovarem esse particular, o chamado espelho nasal (rinário), ou seja, a área preta e sem pelos em torno das narinas, que é muito mais frio em cães e noutros predadores que em herbívoros como os ungulados. A partir deste facto, os pesquisadores esperavam que o nariz do cão fosse particularmente sensível à radiação de calor devido ao frio". Para testar essa suposição, os cientistas realizaram experimentos com três cães, ensinando-os a distinguir dois objectos idênticos em aparência e cheiro.
No entanto, os objectos não eram exactamente os mesmos: graças às fontes de calor neles embutidas, uma era de 20 graus Celsius (correspondente à temperatura ambiente) e a outra era onze graus mais quente, correspondendo à temperatura da superfície corporal de um mamífero peludo. Os pesquisadores só foram capazes de determinar a diferença de temperatura pelo toque, mas os três cães foram capazes de identificar o objecto mais quente a 1,6m de distância, escrevem os cientistas.
Numa segunda experiência, a actividade cerebral em cães foi examinada através ressonância magnética funcional. Este procedimento de imagem possibilita observar alterações no fluxo sanguíneo nas diferentes áreas do cérebro, a partir das quais é possível tirar conclusões sobre a actividade neuronal nessas áreas. Concretamente, Bálint e os colegas examinaram 13 cães de raças diferentes, apresentando-lhes objectos que estavam à temperatura ambiente e outros elevados de 31 graus Celsius. Ficou demonstrado que nos cães, a área do córtex cerebral centralmente envolvida no processamento de estímulos de percepção foi activada muito mais fortemente pelos objectos de teste mais quentes. Os cientistas envolvidos neste estudo suspeitam que os cães herdaram esta habilidade do Lobo cinzento, seu ancestral, que podem usá-la durante as suas caçadas.
Obviamente que carecemos de mais estudos sobre o assunto, porque estamos apenas a assistir “ao levantar do pano”, o que não nos permite extrapolar as conclusões desta pesquisa ou usá-las como absolutas para o nosso trabalho. Porém, parece provado que os cães conseguem detectar o calor em objectos e animais, graças aos seus narizes ricamente doados de nervos, húmidos e mais frios que a temperatura ambiente. Diante disto, que tal usar objectos levemente aquecidos nas aulas de introdução à pistagem? Vale a pena testar!

segunda-feira, 2 de março de 2020

DE MARLEY PARA ZIGGY

Cinco anos após a morte do seu Labrador Marley, Alicia e David Tschirhart, moradores no Estado da Califórnia/USA, decidiram cloná-lo e pagaram 50.000 dólares à empresa ViaGen Pets para o fazer, conforme relata a CNN.
O clone veio a chamar-se Ziggy e de acordo com a empresa da clonagem, tem exactamente os mesmos genes do desparecido Marley. E nisso é a sua dona peremptória: “Eles têm a mesma personalidade, brincam da mesma forma e preferem os mesmos brinquedos".
A clonagem de animais, ainda proibida em França, já acontece um pouco por toda a parte, apesar de só ter sido relatada na Coreia do Sul, na China e nos Estados Unidos. As associações de bem-estar animal contestam a necessidade da clonagem face ao número de cães que esperam ser adoptados e ao dos que anualmente são abatidos. A ViaGen defende-se e adianta que os cães clonados recebem “o mais alto nível de cuidados, nutrição e respeito” e que “o número de animais clonados é pequeno quando comparado com o dos animais de abrigo”, pelo que não acha que a clonagem esteja a piorar a situação.
Eu penso que nada conseguirá acabar definitivamente com o abandono dos animais, como ninguém ainda conseguiu acabar com o crime, apesar das duras penas de cadeia e da condenação à morte, porque a natureza humana tem tanto de boa como de má e ninguém se consegue transformar a si mesmo por decreto ou por um projecto de boas intenções. Agora que os cães ao morrer têm que ser incinerados e isso custa dinheiro, não irão faltar por aí donos a enterrar cães e a declarar que eles fugiram por ocasião da sua morte. Facilmente se concluiu que a primeira causa do abandono canino é que há gente a mais com cães ou que jamais deveria tê-los.
Se os cães no futuro forem só confiados às pessoas certas e entendidos segundo as suas mais-valias (necessidade), estou em crer que a clonagem, ao diminuir a margem de erro e ao garantir a qualidade procurada, irá contribuir decisivamente para o menor desprezo dos cães e o seu consequente descarte. Eu não temo a clonagem de animais e penso até que ela poderá “ressuscitar” espécies extintas e salvar outras da extinção - o problema jamais estará na clonagem, mas no uso que lhe vierem a dar! 

O LESTE ESTÁ A ABRAÇAR O BEM-ESTAR ANIMAL

O primeiro centro de bem-estar para cães foi inaugurado hoje em Budapeste, Capital da Hungria, dele constando uma piscina e um playground interno. Os cães, para além de poderem brincar e relaxar ali, poderão também melhorar a sua saúde. Este resort animal foi construído no Distrito central de Újlipótváros. A chefe deste spa, Szilvi Pochanics, disse na abertura deste espaço: “3.000 cães vivem em Újlipótváros, em breve haverá mais deles do que pessoas".
Este recém-inaugurado playground de 250m2, que tanto pode ser usado como escola canina ou local exclusivamente lúdico, destina-se a cães e a donos. Nele também podem celebrar-se a festas de aniversário dos amigos de 4 patas.
O centro também oferece reabilitação e fisioterapia para cães com distúrbios osteomusculares, tendo para isso uma piscina, onde os cachorros com problemas de locomoção nas patas traseiras podem melhorar a sua condição física. E como se isto não bastasse, os donos dos cães também podem usufruir dos serviços de fisioterapeutas que oferecem massagens pós-operatórias ou ginástica terapêutica.
A somar a isto, o “Top-Pancs, assim se chama o centro, ainda possui uma área de cirurgia estética e uma cresce para cães, onde os seus donos podem deixá-los por umas horas ou até o dia todo. O Top-Pancs oferece ainda um programa de treino para cachorros, treino em grupo e aulas particulares, onde ensina os cães a andar à trela e a saltar. Contudo, os concorrentes a este oásis têm que obedecer a duas condições: estar de boa saúde e encontrarem-se microchipados. Diante desta oferta que brevemente se replicará por toda a parte, os megacentros de adestramento deverão ceder lugar a estruturas mais pequenas e próximas dos locais onde os cães vivem com os seus donos, já que não deverão ser estes a rumar às escolas caninas, mas deverão ser elas a ir ao encontro dos cães. 
Há que fazer justiça a Budapeste e aos seus habitantes, porque é uma cidade amiga dos cães, já tem uma padaria especial só para eles e um cemitério nos arredores da cidade. A preocupação com o bem-estar animal está a acontecer na Hungria e breve acontecerá noutras nações do Leste.

TREINAR, PREVENIR, APRIMORAR E CORRER

As quatro acções constantes no título deste texto nortearam os nossos trabalhos matinais no passado Sábado. A serra foi o ecossistema escolhido para o desenvolvimento das tarefas e a chuva não nos incomodou. Os cachorros na idade da cópia estão a evoluir segundo o esperado e espera-se que atinjam o índice médio-alto de aproveitamento quando chegaram à idade adulta. Começámos os trabalhos com a prática da obediência dinâmica, desta vez socorrendo-nos de máscaras faciais a pensar na prevenção contra o vírus COVID-19, na eventualidade de virem a ser necessárias, já que a sociabilização canina é uma das nossas prioridades e andamos no meio de muita gente.
A integração dos cachorros na classe escolar tem acontecido sem delongas, porque um deles vive entre os cães adultos que são seus companheiros na escola e outro tem cumprido as tarefas adiantadas pelo Quadro de Crescimento Funcional. A Cuia, a cachorra Rafeiro Alentejano, também com 4 meses de idade, devido à sua natureza dócil e género, tem abraçado com alegria os desafios que lhe são propostos, integrando-se confiante na matilha espontânea e heterogénea escolar.
Conhecedores do carácter anti-social presente em grande número dos Cães de Fila de São Miguel e querendo-os para outros propósitos, sempre iniciamos as aulas dos nossos pelos “10 Minutos de Relax”, para que sociabilizem com os demais cães e não se venham a antagonizar com tudo e todos, o que facilmente acontecerá se não tivermos este cuidado.
Valendo-nos de umas mesas e bancos de piquenique, por sinal já bastante degradadas, agora que os cachorros já conseguem saltar naturalmente 60 cm de altura, convidámo-los a transpor bancos e mesas, o que aconteceu sem qualquer dificuldade. Na foto seguinte vemos o binómio José António/Doc na saída de uma das mesas (o adiantamento do condutor em relação ao cachorro e a ausência de tensão na trela mostram que o José António está a evoluir na técnica de condução).
Confiante, radiante e com menos “jarrete de vaca”, a Cuia entrou decidida aos obstáculos, com uma naturalidade que a todos espantou e com desejo de fazer mais. A evolução desta cachorra tem sido espantosa e a sua morfologia altera-se para melhor de semana para semana.
Há que dar mérito à Svetlana, porque de um jeito ou de outro, é ela quem diariamente trata, cuida, passeia e treina os cães da Família Mendonça. Não obstante, ainda a incumbiram de treinar mais um cachorro, o Vlad, que graças a esta moldava está a vencer os jogos e os desafios propostos.
O cachorro Doc, o Fila vermelho do José António, é um animal meigo e ao mesmo tempo curioso, que além de um apetite voraz, já intenta usar os dentes para outras tarefas (o irmão de ninhada não lhe fica atrás). Calçado de branco nas quatro patas, o que lhe dá graciosidade na marcha, o Doc é a verdadeira sombra do seu condutor. Na foto seguinte vemo-lo a reparar que lhe falta um banco na frente.
Enquanto a pequenada descansava, o Afonso evoluiu para o trabalho específico por conta própria e foi pôr a “Nasha” a cruzar com o auxílio de um brinquedo, muito embora o tenha feito demasiado dobrado, como se tivesse sido acometido naquele instante por algum desarranjo intestinal que o estava a deixar de rastos.
Depois de esclarecido e auxiliado, melhorou substancialmente a sua postura e facilitou o trabalho à cadela, até ali sujeita ao seu desnecessário impacto visual. Daqui a pouco a Nasha estará a cruzar irrepreensivelmente e outros cães a seguirão. Atento às explicações do treinador, o José António conseguiu pôr o pequeno Doc a cruzar.
Sábado foi também dia de “baptismos” e o primeiro neófito a ser convidado para este ritual iniciático foi a Filipa, tendo como oficiante o CPA Bohr que muito agradeceu a disponibilidade desta simpática jovem.
À Filipa seguiu-se o João, seu companheiro, a que mais foi exigido por conta do seu género, peso e envergadura. O rapaz esteve bem, a foto da cerimónia atesta-o e serve para mais tarde recordar, porque só a memória volta para trás, o tempo nunca.
Em vão se esforçou o Afonso para conseguir levantar o CPA Bohr, a dificuldade não ficou a dever-se ao peso do cão, que até é leve para a raça (menos de 35 kg), mas ao peso do figurante que está longe do dobro do peso do animal. E quando assim é, é mais fácil o cão pôr o figurante a rodopiar.
Na foto abaixo vemos o Paulo Jorge a aguardar ordem de largada para o seu cão, na circunstância incumbido de perseguir um intruso bastante decidido e provocador, acção que este cão desenvolve com grande determinação e velocidade.
A disposição dos membros do cão mostra que arrancou a galope e até se sabe para que mão. A posição rasante que adquire é aerodinâmica e prende-se com a necessidade de alcançar maior velocidade.
Entretanto, vindo lá da mui antiga Bagdad, onde os faustos prazeres são eternos, mais uma vez atrasado, chegou finalmente o José Maria com a CPA Mel. Mel que entrou imediatamente ao serviço e que não deu descanso ao Afonso, porque intentava colocar-lhe um brinco numa orelha. Mas como o rapaz é todo old fashion, a cadela ficou-se pelas intenções.
Numa das perseguições, a Mel conseguiu alcançar o Afonso e o fugitivo acabou por cair em cima da cadela, exemplificando ambos aquilo que na gíria dizemos ser um “molho de brócolos”. A foto parece ter sido tirada da banda desenhada “Speedy González” (“Ligeirinho” no Brasil) da Warner Brothers.
O Afonso terminou o mês de Fevereiro a correr e a correr muito, para se esconder dentro de um arbusto cerrado e de difícil entrada, que funcionou como seu abrigo durante as perseguições caninas que lhe foram movidas. O salto para dentro do arbusto está longe de ser cómodo ou macio.
Nestas circunstâncias, onde não é possível hesitar, exige-se determinação, valentia e sangue-frio – partir na certeza de lá chegar, qualidades que enaltecem o Afonso e que fazem dele um exemplo para todos nós, ao pôr o seu valor ao dispor do colectivo escolar.
Nas cinco décadas que leva a Acendura, agrada-me dizê-lo, em todas elas houve gente valorosa, homens e mulheres que com o seu esforço e dedicação contribuíram para o nosso bom-nome. Para todos, mesmo para os já desaparecidos, para os do passado e do presente, aqui deixamos o nosso “muito obrigado!”
Participaram nos trabalhos os seguintes binómios: Afonso/Nasha; João/Ben; João/Cuia; José António/Doc; José Maria/Mel; Paulo/Bohr; Svetlana/Vlad e Vítor/Simão. A reportagem fotográfica esteve a cargo dos mesmos, o sol acabou por visitar-nos e tudo correu dentro da normalidade. Para a semana voltaremos com outros jogos e desafios, momentos eventualmente importantes para quem os vive e faz. Boa semana de trabalho.

domingo, 1 de março de 2020

UM ROTTWEILER E UM BOXER FORAM UMA NOITE PASSEAR…

Durante a noite passada, no município alemão de Bernterode, no Distrito de Eichsfeld, Estado da Turíngia, a polícia recebeu uma chamada emergência de um morador local por volta das 23h30 a dizer que tinha dois cães enormes no quintal, que lhe tinham dizimado todos os seus coelhos nos seus alojamentos.
Quando a polícia chegou já não conseguiu encontrar os cães, somente os restos dos coelhos. Entretanto, chegou outra chamada de um morador a poucas casas de distância do local da primeira ocorrência, que foi acordado por ladrar incessante dos cães. Quando foi verificar se estava tudo bem, deparou-se com um Boxer e um Rottweiler a revirar no seu quintal as caixas dos seus coelhos.
Foi enviada outra patrulha policial e desta vez os cães foram surpreendidos numa propriedade adjacente, onde os agentes policiais conseguiram fechá-los e trancá-los atrás de um portão. Como os cães não tinham coleira, não era possível identificar a quem pertenciam, pelo que a polícia chamou os bombeiros para ajudar na captura dos animais. Diante da situação, por razões ligadas à sua própria segurança, os bombeiros não ousaram chegar perto dos cães. No meio daquele imbróglio, a polícia tentou em vão contactar o presidente do município.
A barulheira produzida pelos cães acabou por acordar mais moradores, inclusive o seu dono, um homem de 57 anos de idade, que por volta das 5 horas da manhã acabou por trancá-los nos seus canis. Mais tarde veio a descobrir-se que os mesmos cães já tinham feito outros desacatos na localidade por volta do meio-dia, ocasião em que morderam um transeunte numa coxa, deixando-o levemente ferido.
O proprietário dos cães, para além de ter que indemnizar os cunicultores, ainda terá que pagar um quantia considerável pelos custos da polícia e dos bombeiros, assim com suportar os processos criminais por suspeita de danos corporais negligentes. As autoridades do pelouro relativo ao bem-estar animal e a direcção veterinária distritais, ao serem informadas do incidente pela polícia, irão iniciar as suas próprias investigações sobre a adequação do proprietário dos cães.
Se quer evitar “assados” destes, que automaticamente catalogam o seu cão de perigoso e sujeitam-no às penas previstas na lei, sociabilize o seu cão com toda a casta de animais domésticos que encontrar, visitando se necessário as muitas exposições de animais que acontecem no nosso País de Norte a Sul, assim como os jardins públicos que ostentam várias espécies de animais domésticos, já que afastar os cães dos outros animais só vai agravar ainda mais a situação.