domingo, 16 de junho de 2019

PREPARAR TODOS E ACORDAR O SONECA

Ontem voltámos a trabalhar na Serra e demos continuidade ao trabalho encetado no fim-de-semana anterior. Dedicámos a maior parte do nosso tempo à disciplina de guarda e aos vários subsídios de evasão e resgate. Na foto acima vemos o CPA Bohr a esgueirar-se debaixo de um jeep e na seguinte o Labrador Soneca a fazer o mesmo.
Iniciámos os trabalhos sobre uma passagem estreita com 10cm de largo, convidando depois os cães a sentar-se a deitar-se sobre aquela passagem estreita pelo tempo julgado conveniente. Na foto abaixo podemos ver a Doberman Russa deitada sobre aquela plataforma mural.
A Doberman Lupa executou a tarefa irrepreensivelmente e o seu condutor sentiu-se confortável no seu desempenho.
Perante a irreverência do Soneca, que ainda leva tudo a brincar, o Adestrador viu-se obrigado a introduzi-lo no exercício, tarefa que não demorou a vencer e que lhe aumentou simultaneamente a capacidade de equilíbrio e a cumplicidade com o dono.
A Doberman Russa está mais concentrada e confiante, mostra gostar da sua condutora e já aceita desafios com maior grau de dificuldade. Passagens estreitas não são problema, mesmo que a sua condutora evolua escusadamente com a mão de condução tão alta, dificultando-lhe o equilíbrio e impedindo-a de reconhecer comodamente a superfície a bater.
Sempre preocupados com os nossos cães guardiões e empenhados em dar-lhes o melhor treino possível e ensinar-lhes meios de evasão, passámos depois pelo rastejar debaixo de um SUV mediante introdução e chamamento pelo dono. Na foto seguinte é possível ver a Doberman Russa em acção e o incentivo que lhe é dado pela sua condutora.
Também o CPA Max foi convidado para o mesmo trabalho, vencendo-o cómoda e instantaneamente como se já o conhecesse. Na foto abaixo é visível a aplicação deste jovem Pastor Alemão, produto de uma selecção despretensiosa que veio a revelar-se a mais acertada, mistério que só a sorte ou o acaso conseguem explicar.
Os binómios presentes foram depois convidados para um pequeno percurso de obstáculos. Somente o Binómio Jorge/Soneca conseguiu fazê-lo em liberdade. Na foto que se segue é possível ver o binómio Aníbal/Max durante o percurso.
Devido à ausência dos irmãos Tomás e Afonso, coube ao Jorge provocar e fugir às Dobermans que tudo fizeram para o caçar. Aninhado que nem águia no meio dos troncos de um frondoso pinheiro manso, este aluno tudo fez para que as Dobermans “ganhassem asas” e estiveram em vias disso.
Faltou muito pouco à Doberman Russa para apanhar um “pardal atrevido de 75kg”. A altura que lhe faltou para alcançar aquela presa dentro em breve será alcançada e deixará de ser um problema (é para isso que o treino serve).
Não somos milagreiros, mas entendemos o treino como rigor e temos o Know-How suficiente para atingir metas que são para outros inatingíveis. Como também já vimos muitos cães e conseguimos capacitar labradores para os mais diversos serviços, pacientemente e certos do êxito, estamos a fazer do Soneca um surpreendente guarda. Na foto abaixo vemo-lo a perseguir o Aníbal, que de tanto olhar para trás podia ter caído.
Entusiasmado pela perseguição que lhe foi consentida, o pequeno Labrador, agora com 6 meses de idade, avançou para a manga sem a conhecer de lado nenhum, graças ao desempenho da Svetlana e ao incentivo do seu dono.
Mais uma vez, já parece sina, a Svetlana foi designada para cobaia, desta vez para enfrentar o CPA Max, que pouco a pouco vai disferindo ataques cada vez mais altos e consistentes.
Como ao grande ovinicultor e empresário da restauração, Manuel Delgado, não lhe sobra tempo para treinar o seu cão, o CPA Blaze, incumbimo-nos nós dessa tarefa, encargo voluntário que nos tem trazido muita alegria. Na foto abaixo vemos este CPA a atacar o Jorge, figurante muito solicitado apesar do pouco tempo que está entre nós.
Depois de sete anos sem pegar numa manga, O Adestrador decidiu “matar saudades” e testar a valentia do CPA Max.
Participaram nos trabalhos os seguintes binómios: Aníbal/Max; João/Lupa; Jorge/Soneca; Maria/Blaze; Paulo/Bohr e Svetlana/Russa. A Pétia não compareceu com o Bjorn, a Carla encontrava-se adoentada e a Ana atarefada. Os fotógrafos nomeadas foram a Maria e o Paulo. Não houve qualquer treino da parte da tarde.
E assim se passou o nosso Sábado com os cães. Para a semana há mais. Uma óptima semana para todos vós!  

sexta-feira, 14 de junho de 2019

OS CARRASCOS DE NEW SOUTH WALES

No extremo sul da Bacia de Sydney fica a cidade de Nowra, na região de New South Wales, na Austrália, onde na passada Segunda-feira, um pouco antes do meio-dia, um homem de 51 anos de idade foi encontrado em sua casa, na Douglas Street, com feridas horríveis que resultaram em grande perca de sangue e na sua morte. A polícia inicialmente suspeitou daquela morte, mas desde então descartou a hipótese de crime, atribuindo a sua autoria ao cão de estimação do falecido, que se crê ser mestiço de Staffordshire Bull Terrier. Entretanto, aguarda-se o relatório do médico-legista que está quase concluído.
Este incidente é mais um a acrescentar a uma série de mortes de proprietários caninos perpetradas ali pelos seus próprios cães. Em Março, um homem foi atacado por dois cães no oeste de Sydney e acabou por morrer no hospital. Este indivíduo de 40 anos estava hospedado numa casa em Tregear, nos subúrbios de Sydney, com dois American Staffordshire Terriers quando foi atacado por eles. Em consequência desse ataque, a vítima sofreu uma paragem cardíaca e foi levado em estado crítico para o Westmead Hospital, onde viria a morrer cinco semanas depois. Em Maio, no sudoeste de Sydney, uma mulher de 72 anos morreu no hospital depois de ter sido atacada com o marido pelo seu próprio cão dentro de casa.
Os registos de ataques caninos mantidos pelo Oficial do Governo Local de NSW revelaram 4.770 ataques sobre pessoas e animais de Junho de 2017 a Junho de 2018, o que levou 681 pessoas a receberem tratamento médico. Estes números estão um pouco acima dos verificados nos 12 meses anteriores a Junho de 2017, quando o número de incidentes deste género foi de 4.643. Os cães que mais contribuíram para o aumento dos ataques caninos sobre pessoas em NSW foram os American Staffordshire Terriers e Staffordshire Bull Terriers, os mais inexoráveis carrascos de New South Wales.
Esta notícia chegou-nos através ABC News Australia, serviço de notícias estatais australiano produzido pela divisão News and Current Affairs da Australian Broadcasting Corporation (ABC) divisão que é também responsável pela produção de todas as notícias para a televisão, rádio e serviços online.
Perante a gravidade do que foi divulgado, pergunta-se: Serão estes cães indicados para toda a gente, nomeadamente para quem não tem tempo para eles? Nós dizemos que não, outros terão outra opinião!

RANKING SEMANAL DOS TEXTOS MAIS LIDOS

O Ranking semanal dos textos mais lidos obedeceu à seguinte preferência:
1º _ DO ÂMAGO DA CIDADE À SOMBRA DOS PINHEIROS. Editado em 11/06/2019
2º _ ZAZÁ IN THE LEAD, editado em 11/06/2019
3º _ OS FALSOS PASTORES ALEMÃES, editado em 24/02/2015
4º _ PASTORES ALEMÃES LOBEIROS: O QUE OS TORNA ESPECIAIS, editado em 02/11/2015
5º _ A TÉCNICA CONTRA O USO DA MEIA-BOLA E FORÇA, editado em 04/06/2019
6º _ O CÃO LOBEIRO: UM SILVESTRE ENTRE NÓS, editado em 26/10/2009
7º _ RANKING SEMANAL DOS TEXTOS MAIS LIDOS, editado em 07/o6/2019
8º _ O ESPANTO DO BRUNO, editado em 09/06/2010
9º _ CADERNO DE ENSINO: XXV. O "JUNTO INSTANTÂNEO", editado em 13/08/2010
10º _ ERA UMA VEZ UMA RAPOSA…, editado em 13/06/2019

TOP 10 SEMANAL DE LEITORES POR PAÍS

O TOP 10 semanal de leitores por país ficou assim ordenado:
1º Portugal, 2º Estados Unidos, 3º Brasil, 4º Rússia, 5º Reino Unido, 6º Irlanda, 7º Canadá, 8º Alemanha, 9º Região Desconhecida e 10º Emiratos Árabes Unidos.

quinta-feira, 13 de junho de 2019

ERA UMA VEZ UMA RAPOSA…

Normalmente são as aves que são apanhadas pelos motores a jacto, mas no aeroporto de Toulouse-Blagnac algo de inédito aconteceu ontem pelas 06:21: uma raposa foi sugada pelos motores de um A320, com destino a Paris-Orly (vôo Air France 6101), por ocasião da decolagem do avião, segundo confirmou o porta-voz da empresa de acordo com os depoimentos do piloto e de toda a equipa comercial, declarações que viriam a ser posteriormente confirmadas pelo France 3 Occitanie (serviço regional de televisão). 
Esta fatal invasão animal forçou o piloto a retornar à pista do aeroporto de Toulouse. Com as suas hélices danificadas, o A320 foi confiado ao Departamento de Manutenção da Air France e deverá permanecer imobilizado em Toulouse até hoje, o que obrigou os passageiros a apanhar outro vôo para Orly. Depois de “A RÃ QUE QUERIA SER BOI”, estaremos na presença de “A RAPOSA QUE QUERIA SER AVIÃO”? Duma destas nem La Fontaine se lembrava! A trágica morte desta raposa lembra quanto difícil  está a tornar-se a coabitação entre os homens e os restantes animais.

JÁ NÃO SE PODE SER CICLISTA EM LEIMEN?

Com o número de ataques caninos sobre pessoas a aumentar na Alemanha, o Estado de Baden-Württemberg não escapa à regra, onde os ataques por cães de combate aumentaram 54% nos últimos cinco anos, segundo divulgou o Ministério do Interior.
Na passada Segunda-feira, dia 10 do corrente mês, em Leimen, Distrito de Rhein-Neckar-Kreis, Região Administrativa de Karlsruhe, no Estado atrás citado, um ciclista de 15 anos de idade foi atacado por dois jovens cães de luta, indo parar ao hospital com cortes profundos no rosto e no corpo. Os cães, com 11 meses de idade, cruzados de American Staffordshire, encontravam-se ao cuidado de uma teenager de 16 anos, que circulava com eles soltos e sem açaime, procedimentos ilegais que aliados ao facto da fräulein ser menor levaram ao imediato confisco dos cães pela polícia.
Felizmente e ciclistas não nos faltam, há já muito tempo que não temos por cá uma notícia destas, o que releva a força da lei e bom desempenho das polícias em prol de todos nós. Entretanto, se os ataques sobre humanos continuarem a aumentar em solo teutónico, é mais do que certo que as autoridades alemãs virão a tomar medidas bem mais drásticas. E para que tudo por aqui continue na santa paz, dizem que Portugal é o 3º país mais seguro do Mundo, o que é muito bom para o turismo e que tanto falta nos faz, cumpra com as disposições legais em vigor relativas aos cães, o que afinal não é assim tão difícil.

POSSO ENCONTRAR UM BOM CÃO DE GUARDA NUM ABRIGO?

Posso encontrar um bom cão de guarda num abrigo? No sentido lato é possível, no restrito só excepcionalmente, considerando os clássicos conceitos que caracterizam um bom guardião e que tendem a mudar devido à cooperação das novas tecnologias que exigem cães com outras características (já os há a trabalhar nesta área em parceria com drones, recriando a ancestral parceria falcão-lebrel na caça).
Se entendermos os cães de segurança como um todo, incluindo nele os cães de alarme, de defesa pessoal, de guarda e de resgate, certamente encontraremos num abrigo muitos e bons cães de alarme, um ou outro que se preste para a defesa pessoal e dificilmente algum que seja próprio para a guarda e pró resgate. E isto porquê? Porque a castração ali operada priva per sempre os cães dos necessários impulsos à defesa, à luta e ao poder inerentes à função, para além de enfraquecer substantivamente a sua territorialidade.
Por vezes, há quem diga inexplicavelmente, um cão castrado e oriundo desta procedência revela-se um excelente guardião, ficando isso a dever-se a uma castração tardia e posterior a um condicionamento específico ou à memória de uma ou mais experiências felizes. Quanto mais tarde se castra um cão, menos notórios são os efeitos da castração e o inverso também é verdade. Se a castração apazigua quase por completo a inimizade dos cães em relação às pessoas, ele é menos eficaz entre iguais e pode impossibilitar a coabitação imediata entre cães desconhecidos.
Como é muito difícil encontrar um bom guarda num abrigo para cães com esta prática, é melhor procurá-lo noutro lugar. Segundo os parâmetros actuais e aceitáveis em vigor, ratificados pela procura, adianta-se que um bom cão de guarda deve preencher os seguintes requisitos: ser cúmplice, incorruptível, célere (velocidade instantânea nunca inferior a 45km/h); ágil; manifestamente territorial; resistente; decidido; intrépido; combativo (capaz de responder ao dolo), portador de um forte instinto de presa; dissimulado nas acções; rústico; enérgico; sempre atento, curioso, fácil de ser transportado (com peso nunca superior aos 33kg), com modos de captura próximos dos encontrados nos sighthounds que lhe possibilitem múltiplos golpes sobre qualquer parte do corpo dos seus opositores, quer estes se encontrem parados ou em movimento.  

quarta-feira, 12 de junho de 2019

A PROPÓSITO DA BRUCELOSE CANINA OCORRIDA NO IOWA

No mês passado, as autoridades do Estado norte-americano do Iowa alertaram os seus cidadãos sobre uma doença, a Brucelose Canina, que pode ser transmitida aos seres humanos e a outros animais, sendo por isso uma zoonose, enfermidade resultante da infecção causada pela bactéria Brucella. Jeff Kaisand (na foto abaixo), veterinário daquele Estado, confirmou vários casos de Brucelose Canina numa criação comercial de cães de raça pequena no Condado de Marion. Devido ao perigo para a saúde pública, as autoridades decretaram uma quarentena ao local e aos cães nele residentes, assim como a todos os cães que eventualmente se encontraram expostos à contaminação, realizando para o efeito todos os testes clínicos necessários, que se estenderão também a todos os cães oriundos do Condado de Marion.
A Brucelose Canina é uma zoonose que afecta a região genital dos animais, que para além de contaminar cães, pode ainda estender-se a bois, cabras, camelos, ovelhas e porcos, ainda que estes animais sejam atingidos por bactérias diferentes. No que aos cães diz respeito, a Brucelose Canina atinge machos e fêmeas, pode causar infertilidade e deve ser cuidadosamente tratada. A bactéria é maioritariamente transmitida através das cópulas caninas, mas a urina, as lambidelas dos cães afectados, o contacto com fetos abortados e os materiais contaminados são também factores a ter conta. Um animal saudável pode ainda vir a ser infectado pela mucosa nasal, por uma ferida na pele e até pela parte interior das pálpebras. Os alcançados pela doença deverão ser imediatamente separados dos demais e também das pessoas para se evitar o contágio.
Apesar da presença da doença ser mais visível depois de um aborto ou de algum problema na cópula, alguns sintomas podem chamar à atenção dos proprietários caninos, tais como: anemia; falhas na pelagem; dores articulares; nevralgias (dores causadas pelo lesão de um ou mais nervos sensitivos); apatia; letargia; fetos mal formados e nado-mortos. As complicações durante o parto podem ser uma consequência da doença que pode levar à infertilidade. A eliminação da bactéria é possível, mas pode deixar sequelas. Para os mais doutos, aqueles que estudaram para isso a doença é caracterizada por epididimite e orquite nos machos e por endometrite, placentite e abortos nas fêmeas, o que geralmente resulta na infertilidade de ambos os sexos. São também sintomas da doença a inflamação dos olhos, do esqueleto axial e apendicular (a linfadenopatia e a esplenomegalia são menos comuns).
Importa dizer em primeiro lugar que a Brucelose Canina tem cura. As pessoas que mais concorrem para esta infecção são aquelas que lidam ou vivem perto dos cães, uma vez que a doença é mais incisiva junto de canis de reprodução canina ou de grandes aglomerados de cães. O contágio humano tanto pode acontecer pelo contacto directo com os animais como pela inalação da bactéria, o que não é uma boa notícia para criadores, cinófilos, veterinários e adestradores que deverão usar de todas as cautelas (felizmente a Brucelose Canina não é comum por cá).
Depois do que foi adiantado facilmente se compreende do cuidado a haver nos beneficiamentos, que a nosso ver só deveriam acontecer depois da aprovação dos progenitores pelos veterinários, uma vez que as cópulas caninas não deverão ser encaradas com leviandade, não só por causa da brucelose, mas por todo um todo de doenças que podem transmitir.
PS: Por precaução, cães importados do Estado de Iowa – no, thanks!

CARA DE UM, FOCINHO DE OUTRO

Uma equipa de cientistas da Universidade de Linköping, na Suécia, liderada pela Dr.ª Ann-Sofie Sundman (na foto abaixo), descobriu que os proprietários caninos com altos níveis de cortisol (hormónio do stress) têm cães com igual nível de cortisol e que os proprietários com baixos níveis de cortisol têm cães com níveis idênticos. Este estudo foi publicado na edição de 6 de Junho da revista Scientific Reports e assentou sobre o exame de 25 Border Collies e 33 Pastores de Shetland, todos pertencentes a mulheres.
Se os cães espelham o stress presente nos seus donos, como parece sugerir este estudo, então muita gente não deveria ter cão ou grande parte dos cães é de terapia. E, caso sejam de terapia, a convivência com os pacientes estará a matá-los aos poucos. Já há muito que somos conhecedores da existência de uma transferência física e anímica dos donos para os cães, comprovada pelos sucessos e insucessos dos binómios que temos vindo a treinar. Aguardam-se novos desenvolvimentos científicos e conclusões peremptórias sobre este assunto.

terça-feira, 11 de junho de 2019

ZAZÁ IN THE LEAD

Ontem aproveitámos o feriado do DIA DE PORTUGAL E DAS COMUNIDADES PORTUGUESAS para trabalhar os nossos cães e zarpámos para a serra, onde ao abrigo de frondosas árvores aprimorámos pormenores técnicos e evoluímos disciplinarmente conforme os requisitos exigíveis pelas diversas situações de vida. À parte disto, o dia de ontem ficou marcado pela participação da Zazá e dos seus Pitbulls (Pirata e Lua) na classe escolar pela primeira vez. A foto acima testemunha esse momento, quando a septuagenária foi convidada para fila-guia da classe em treino, constituindo na ocasião binómio com o CPA negro Blaze. Todas as Segundas-feiras a Zazá treina os seus cães com o Adestrador dentro da sua pequena propriedade e ultimamente já tem saído com eles à rua, porque já se encontram minimamente obedientes e sociabilizados. Com a Zazá e o marido vieram também a sua filha Rita, o Hélio seu genro e os netos Leonardo, Beatriz e Luana. Na foto abaixo vemos o Hélio com a Lua a ultrapassar um obstáculo humano, constituído na ocasião pelo seu filho mais velho, o Leonardo.
Na foto seguinte podemos ver a Rita a conduzir o Pitbull Pirata sobre idêntico obstáculo com a pequena Luana a observar. A integração dos Pitbulls aconteceu naturalmente e o Pirata demonstrou ter adorado a experiência.
Trabalhar com algumas raças caninas que não estão acostumadas a conviver com pessoas de etnia africana nem sempre é fácil, pelo que as nossas Doberman foram convidadas para o mesmo tipo de trabalho objectivando a sua sociabilização, sociabilização que obviamente sucedeu à familiarização. Quando assim se trabalha, o código sai fortalecido e a ocorrência de incidentes diminui drasticamente.
Para comprovar que tudo isto foi e é possível, o Adestrador pegou no CPA Max e deu o mote, uma vez que os cães teimavam em não saltar e em desviar-se do menino.
Apostados em alcançar a familiarização dos cães, dobrámos a área a saltar e colocámos a Jessy ao lado do Leonardo. Na foto abaixo é possível ver o binómio Svetlana/Russa a executar este salto.
E como não há duas sem três, acabámos por colocar três pessoas no obstáculo, convidando desta vez a Beatriz para fazer companhia ao irmão e à pouco segura Jessy. Na foto abaixo vemos o desempenho da Maria com o CPA Blaze.
A foto seguinte não deixa margem para dúvidas: o Aníbal está mais leve, já corre e sabe ao que vai! Parabéns!
Sabendo-se que os cães não gostam de ser encarados por estranhos e que os cinófobos detestam olhar para eles, ordenámos às pessoas constituídas em obstáculo que olhassem para os cães sem temer, para que o comando do “up” fosse em tudo soberano e jamais substituído.
Alvíssaras Padre Eterno! O José Maria chegou a horas ao treino, milagre que nos deixou estupefactos. Na foto abaixo é visível a atrapalhação da CPA perante a observação das pessoas a saltar. Longe de querer agredi-las, ela temeu-as - está a precisar de mais treino e apoio.
A foto seguinte mostra uma menina ao lado de uma Doberman, a Luana, que tem 4 anos e é neta da Zazá, uma miúda valente que fez questão de segurar aquela cadela para ela desconhecida (dificilmente virá a ser mordida por um cão). A imagem prova, inequivocamente, que um dos objectivos do treino foi alcançado – a sociabilização, que evidentemente deverá ser recapitulada até se tornar dispensável.
Pelo que a sua mímica evidencia, se eles pudessem, comiam aquele passarinho negro e bem abastecido de carnes, presa de asas abertas aparentando triste destino, vencida pelo medo e pressagiando o pior. Tudo faremos para que a Jessy perca o medo dos cães. Não obstante, hoje está mais confiante e já automatizou algumas técnicas de defesa.
“Pau para toda colher” foi a Ana e ontem parece ter sido o seu dia, porque desempenhou sem reparos o papel de cobaia, ainda que a princípio se mostrasse pouco segura.
“Quem tem …, tem medo”, é o que parece dizer o Leonardo numa das suas prestações como cobaia, experiência que aceitou confiado na atenção e saber dos seus colegas de classe.
No comments. Obrigado Ana!
No que concerne à valentia, também a Svetlana esteve em bom plano ao enfrentar o CPA Max. A imagem seguinte mostra simultaneamente o acerto da provocação e a correspondente decisão do cão.
Foi exigido à Svetlana força e valentia e ela respondeu afirmativamente.
Ainda houve tempo para integrar a CPA Mel na indução ofensiva e houve momentos em que respondeu afirmativamente, o que indicia que virá a melhorar as suas prestações, provavelmente quando deixar de ter o ventre arregaçado, gozar de maior apoio e usufruir de maior cumplicidade.
Também o CPA Blaze foi introduzido ao ataque à manga, mas com todas as cautelas, porque lembra um javali com cabeça de jacaré. Mais uma vez a Ana esteve muito bem!
Estiveram presentes os seguintes binómios: Adestrador/Max; Afonso/Lupa; Ana/Max; Aníbal/Max; Hélio/Lua; João/Lupa; Jessy/Mel; José Maria/Mel; Maria/Blaze; Rita/Pirata; Svetlana/Russa e Zazá/Blaze.
E assim se passou o DIA DE PORTUGAL E DAS COMUNIDADES PORTUGUESAS, na convivência entre homens e cães facilitada pela cumplicidade mútua.