terça-feira, 11 de junho de 2019

DO ÂMAGO DA CIDADE À SOMBRA DOS PINHEIROS

O trabalho deste último Sábado rendeu bastante e alcançou todos os objectivos propostos, dos quais se destacava um: ter um desempenho binomial igual tanto na cidade como no campo. Começámos pela cidade e pelo “quieto” prolongado à porta de vários estabelecimentos comerciais, mormente diante de uma pet shop. Depois de alcançada a concentração animal necessária evoluímos, a título de recompensa para os cães, para a transposição de um obstáculo humano. Na foto abaixo podemos ver o binómio Afonso/Lupa a executá-lo e bem.
Também o binómio Tomás/Russa executou o salto alegre e confortavelmente, porque a transposição de obstáculos fechados a 75 cm de altura não constitui qualquer dificuldade para os cães ao nosso encargo, que os entendem como uma agradável rotina.
Aquele simples banco de pedra serviu-nos de obstáculo de uso duplo e permitiu-nos executar os comandos direccionais de “up” e “abaixo”, no intuito de contrariarmos as más associações provenientes da memória mecânica. Na foto seguinte vemos o binómio Jorge/Soneca a fazer o comando de “abaixo” naturalmente e com denotada alegria.
E como a ginástica é para o CPA Max, o seu condutor não sentiu grandes dificuldades na execução do exercício, saindo dali o cão naturalmente a rastejar.
O cachorro CPA Bjorn foi também convidado para idêntico exercício e não mostrou necessidades especiais de adaptação ou de ajudas extraordinárias.
O CPA negro Blaze “pára o trânsito” por onde passa e no Sábado deu mais uma vez nas vistas, ao ponto de uma empregada da loja dos animais local pedir para o conduzir pela trela. Para a posteridade fica a foto!
Com o intuito de tornar os comandos direccionais “à frente” e “atrás” incondicionais, convidamos os binómios presentes a executá-los numa imensa escadaria donde de um dos lados havia música alta e dançarinos. Perante a dificuldade de alguns condutores diante daquela novidade, o Adestrador optou por conduzir os cães menos seguros ou portadores de audição selectiva.
Como a Maria não tinha como suportar o “à frente” do CPA Blaze, foi-lhe proposto conduzir o sempre alegre e bem-disposto Soneca, que adora vir para o treino e brincar com os seus companheiros de classe.
Vencida aquela imensa escadaria, passámos para umas escadas de execução mais difícil, já que parte dos seus degraus era destapada, o que de certa forma inibia os cães de subi-la. Foi vencida por todos os binómios graças aos comandos direccionais instalados e ao incentivo dos condutores.
Empenhados em vencer todos os desafios colocados aos cães urbanos, convidámos os nossos a subir e a descer escadas rolantes. Na foto que se segue vemos a prestação do Binómio João/Lupa.
Os binómios foram depois convidados para um ascensor, para melhor se familiarizarem com o seu funcionamento e propósito. Na foto baixo vemos o binómio Aníbal/Max a entrar nele.
Tirando partido de uma sequência de vasos em forma de canteiros, executámos neles um slalom descontraído e de fácil execução. Na foto são visíveis os binómios Svetlana/Russa e Pétia/Bjorn.
Com o apoio do Tomás, a Daniela pôde conduzir em segurança uma das dobermans em treino, a menina tem 9 anos de idade, é uma portuguesa de origem Moldavo-búlgara e filha de dois conhecidos nossos.
Como o Soneca ainda não dá para tanto, o Paulo continua coxinho e o Jorge é um espírito irrequieto, resolvemos o problema a contento de todos, entregando o CPA Bohr ao Jorge para ultrapassar um caixote do lixo elevado a 1 metro de altura.
O Adestrador não perde pitada quando se trata da endurance canina e como o CPA Bohr estava disponível aproveitou a ocasião para reviver desempenhos idênticos e inesquecíveis.
As prestações atléticas do CPA Max já não espantam ninguém e tudo se espera dele. Assim, colocámos uma mochila em cima do caixote do lixo e criámos um obstáculo elevado a 1.20m. Conforme o esperado, o Max voou sobre o obstáculo e o dono já aprendeu a adiantar-se ao cão na saída dos obstáculos (o homem parece já ter perdido 4 kg).
E como a quem muito é dado, muito é exigido, transformámos o caixote do lixo num obstáculo de projecção negativa, vindo o binómio/Jorge a vencê-lo com relativa tranquilidade.
Finalmente transformámos o caixote do lixo num obstáculo extensor e convidámos o Binómio Aníbal/Max a vencê-lo, o que aconteceu naturalmente.
Como já aconteceu com outros, é bem possível que o Soneca, por força do seu viver social, se venha a julgar um Pastor Alemão como os seus colegas de classe. Perseguir já persegue e o que agarra teima em largar!
Treinadas para a guarda real, as céleres e decididas Doberman são de difícil defesa, porque não nutrem qualquer interesse pela manga, o que não deixa de causar alguns calafrios a quem pretende enfrentá-las (a cara do Tomás e a malícia da cadela dizem tudo).
Decidido a encher a boca anda o CPA Max, que brevemente largará o “rebuçado da manga” e será objecto de aprimoramento, que não comporta o vício da manga, mas as capturas inesperadas, céleres e eficazes.
O sonso do Bohr, que parecia não partir um prato, está a revelar-se um guardião decidido, conforme podemos ver neste ataque cujo figurante é o Jorge.
Curioso, ágil, humilde, sempre atento e valente, o CPA Max virá a fazer história entre nós, a ser um sucessor de outros iguais que ainda hoje são relembrados.
Participaram nos trabalhos os seguintes binómios: Adestrador/Blaze; Adestrador/Bohr; Afonso/Lupa; Ana/Blaze; Aníbal/Max; João/Lupa; Jorge/Bohr; Jorge/Soneca; Maria/Blaze; Maria/Soneca; Paulo/Bohr; Pétia/Bjorn e Svetlana Russa. Os fotógrafos foram a Maria e o Paulo. Da Carla não tivemos notícia e ignoramos qual o peso actual dos seus cachorros (ela tem tanto de pontual como de esquecida!).
No próximo fim-de-semana iremos confrontar-nos com novos desafios e experiências, tudo em prol do bem-estar, adaptação e robustecimento dos nossos cães. Até lá!

NÓS POR CÁ: O DIA DE PORTUGAL E DAS COMUNIDADES PORTUGUESAS

Celebrou-se ontem o DIA DE PORTUGAL E DAS COMUNIDADES PORTUGUESAS. Mais do que comentar o discurso do Presidente da República, importa falar dos portugueses, do seu cantinho e dos seus dramas, porque o “sermão” de Marcelo Rebelo de Sousa foi mais para os que já se foram e menos para os que buscam solução (se Henrique Mitchell de Paiva Cabral Couceiro ainda por cá andasse, certamente lhe juraria fidelidade e Sidónio Pais não lhe ficaria atrás). Marcelo personifica o melhor e o pior que somos, as tradições que nos mantêm de pé e as contradições que nunca nos largaram, porque portugueses há-os para todos os gostos e de todos os feitios, que de tão individualistas que são, caso não se unissem na desgraça e na miséria – na hora do aperto, há muito que deixariam de ser Nação. Ser português é essencialmente um estado de alma, uma lágrima saudosa e incontida de quem está longe da Pátria, um descobrir do peito com os feitos dos nossos compatriotas e a possibilidade de ser igual a si próprio para além das convenções e do politicamente correcto, é ter um lugar e pertencer a toda a parte, ser conformado e ao mesmo tempo portador de uma esperança infinda, que mesmo agrilhoado nunca se dá por vencido, como filho de uma promessa que haverá de cumprir-se. Viva Portugal!

sexta-feira, 7 de junho de 2019

CHAMA-SE A ISTO SANGUE-FRIO!

Segundo fez saber o t-online.de, maior portal notícias da Alemanha, fazendo eco do que já havia tornado público o FRANKENPOST, jornal regional do leste da Alta Francónia, no Distrito bávaro de Hof, na Segunda-feira passada, por volta das 18H45, um banhista de 49 anos foi atacado por um cão de um octogenário que se encontrava em passeio. Por razões ainda por esclarecer, o cão arremeteu-se violentamente contra o braço do banhista, não o largando por nada deste mundo, apesar dos esforços de várias pessoas. Não lhe sobrando outro remédio, o banhista pôs o cão debaixo do braço, entrou dentro do lago e submergiu o cão para que o soltasse, vindo o animal a morrer afogado.
O Porta-voz da polícia local considerou o incidente como autodefesa e o banhista foi hospitalizado com ferimentos graves, mas sem risco de vida. Lamenta-se a morte do cão, louva-se o sangue-frio da vítima e o ocorrido deixa no ar várias questões: Por que razão persistiu o cão em morder até morrer? Teria sido treinado para isso? Estaria à trela ou solto? Já teria tido algum desaguisado com a vítima? Reagiu a alguma provocação? O banhista seria cinófobo? Teria algum particular que fosse do desagrado do animal? Adquiriu um comportamento de presa? Qual seria a raça do cão, género e idade? Uma coisa é certa – o octogenário não tinha qualquer controlo sobre o cão e quando assim acontece, os cães correm risco de vida!

RANKING SEMANAL DOS TEXTOS MAIS LIDOS

O Ranking semanal dos textos mais lidos obedeceu à seguinte preferência:
1º _ OS FALSOS PASTORES ALEMÃES, editado em 24/02/2015
2º _ A TÉCNICA CONTRA O USO DA MEIA-BOLA E FORÇA, editado em 04/06/2019
3º _ CADERNO DE ENSINO: XXV. "O JUNTO INSTANTÂNEO", editado em 13/08/2010
4º _ COM OS OLHOS EM BICO, MAS SEMPRE COM ELES BEM ABERTOS!, editado em 05/06/2019
5º _ NÃO COMO BURROS A TIRAR ÁGUA À NORA, editado em 29/08/2013
6º _ MAX, BLAZE & CO., LTD, editado em 29/05/2019
7º _ ASSENTAR A 2ª PEDRA BASILAR, editado em 30/05/2019
8º _ IR À FEIRA DO ANIMAL, editado em 08/10/2017
9º _ PODE FICAR COM TUDO, MAS DEVOLVA-ME O CARTÃO DE MEMÓRIA DA CÂMERA!, editado em 05/062019
10º _ ROTTWEILER E SERRA DA ESTRELA (AQUILO QUE OS UNE E SEPARA), editado em 07/01/2010

TOP 10 SEMANAL DE LEITORES POR PAÍS

O TOP 10 semanal de leitores por país ficou assim ordenado:
1º Estados Unidos, 2º Portugal, 3º Brasil, 4º Angola, 5º Reino Unido, 6º Rússia, 7º Ucrânia, 8º Alemanha, 9º Irlanda e 10º Áustria.

quinta-feira, 6 de junho de 2019

VACINA CANINA ANTIVENENO DE CASCAVEL

Nesta época do ano não são só as pessoas e os seus cães a explorar as pradarias norte-americanas, as cascavéis também por lá andam e cada vez em lugares mais altos, pelo que importa proteger os nosso bons amigos de quatro patas, vacinando-os contra as picadas de cascavel, o que possivelmente diminuirá a inflamação após a picada, dará mais tempo para chegar ao veterinário, encurtará o tempo de hospitalização e diminuirá a quantidade de tratamento. As picadas de cascavel causam nos cães inchaço, dor e inflamação, determinando o local da mordida o seu grau de gravidade.
De acordo com a Dr.ª Danielle Evenson (na foto abaixo) da Cook Veterinary Clinic de Rapid City, South Dakota/US, a maioria dos cães vacinados, desde que a mordida seja leve, poderão ser tratados em regime de ambulatório e eventualmente hospitalizados durante a noite, não sendo sempre necessário a aplicação do soro respectivo. Segundo o parecer desta mesma clínica, esta vacina exige um reforço um mês depois da aplicação da primeira dose. Como vacina tem apenas duração para seis meses, os cães deverão ser revacinados a cada Primavera, exactamente quando acontece o início da temporada da cascavel. Evenson afirma que esta é realmente a única defesa que existe contra as cascavéis, recomendando por isso que os cães sejam vacinados anualmente.
Em Portugal não temos cascavéis, mas temos víboras e também elas já andam à solta por aí. Há por cá também inofensivas cobras de água e cobras rateiras do campo, podendo as últimas atingir comprimentos até 180 cm e morder quando assustadas, mas não são venenosas. No que às víboras diz respeito vale a pena ler o que fizemos saber no artigo “ALERTA VÍBORA: PROCEDIMENTOS ESCOLARES E DOMÉSTICOS”, editado em 28/01/2010. Para evitar maiores problemas é melhor atentar para os procedimentos adiantados no artigo atrás citado e desinteressar o seu cão por cobras.

quarta-feira, 5 de junho de 2019

COM OS OLHOS EM BICO, MAS SEMPRE COM ELES BEM ABERTOS!

Não é muito comum um europeu ter um grupo de amigos japoneses e vice-versa, dificuldade ligada ao particular das línguas, diversidade cultural e distância geográfica. Já no Brasil tudo é mais fácil, porque não faltam brasileiros de etnia japonesa bem integrados e a falar português, ainda que alguns os confundam com os coreanos, o que de certo modo é uma ofensa para ambos face à Invasão da Coreia pelo Japão, ocupação que durou desde 35 anos, de 1910 a 1945 e que resultou na escravização dos homens coreanos e a na prostituição generalizada das suas mulheres e filhas (tradicionalmente os japoneses nunca tiveram em boa conta os coreanos e estes têm os outros na pior).
O que lá vai, lá vai e espera-se que atrocidades destas não voltem a acontecer, seja onde for e entre quem seja. Na bonita Ilha de Hokkaido, segunda maior ilha do arquipélago japonês e a mais setentrional, mais propriamente na sua capital, Sapporo, uma padaria local chamada “Uchi wa Panya” (Somos uma padaria!), há muito tempo que usa a silhueta de cães afamados para dar forma aos seus doces tradicionais, nomeadamente os Shiba Inu.
E como os nipónicos não gostam de partir atrasados e de estar em desvantagem, a dita padaria mudou a forma dos seus bolos do Shiba Inu para os Corgis, bolinhos que reproduzem a traseira destes cães tal qual ela se apresenta. Os Corgis transformados em biscoitos podem ainda ser recheados com compota de maçã ou pudim de baunilha.
Na senda do progresso e das oportunidades que ele possibilita a nível económico, os japoneses não se atrasam e começam a descobrir a importância de um novo e rico mercado estabelecido à volta dos cães, não sendo por isso de estranhar que tenham posto à venda o primeiro cão-robot nos mercados internacionais - um robot que era mais que um mero brinquedo.
Seja para o que for, sempre teremos que contar com os japoneses, mesmo agora quando não parecem fazer sombra aos chineses. Mais depressa do que se imagina, vários produtos japoneses direccionados aos pets invadirão o mercado. Imaginava chegar a Sapporo e comer um bolinho em forma de Corgi? Talvez não, mas os japoneses já esperam a sua visita antes de decidir passar por lá!

PODE FICAR COM TUDO, MAS DEVOLVA-ME O CARTÃO DE MEMÓRIA DA CÂMERA!

Há poucos dias em Toronto, Canadá, um cidadão viu assaltada a sua casa. O ladrão ou ladrões levaram-lhe dinheiro, o que puderam e uma câmera reflex monobjectiva digital (DSL). Apesar do valor surripiado, o seu proprietário só reclama pela restituição do cartão de memória da câmera, suplicando agora ao larápio que lho devolva (por arremesso para a varanda da habitação, colocação na caixa do correio ou envio pelos correios), porque nele constam as fotos do último dia de vida da sua amada cadela.
Francamente apostado em reaver aquelas fotos, o lesado lavrou um pedido (foto abaixo) e colou-o num poste de electricidade em Toronto com os seguintes dizeres: “Para o homem que esteve em minha casa e que me roubou. Guarde o dinheiro, a minha DSL e tudo o que levou. Mas se você tem o cartão de memória da câmera, por favor, nele estão as fotos do último dia de vida do meu cão. Eu não posso substituí-las. Por favor, jogue-o na varanda ou coloque-o na caixa de correio. Ou envie-o por correio para 735 Bloor St. W. Toronto. Ontário. M6G1L5. Por favor. Ela morreu há alguns dias. Eu não posso perder essas fotos também."
O autor desta mensagem e seu conteúdo foram objecto de ampla e instantânea solidariedade na Internet, sendo a primeira replicada 27.000 vezes e o segundo objecto de infindas mensagens de apoio. A notícia chegou-nos através da rede social britânica LADbible e o assunto não merece da nossa parte qualquer comentário, porque não temos seguro contra ladrões nem ele pode dar-nos tudo o que nos é roubado.

terça-feira, 4 de junho de 2019

A TÉCNICA CONTRA O USO DA MEIA-BOLA E FORÇA

Este Sábado apostámos numa sucinta recapitulação da obediência linear, montámos várias figuras do carrossel escolar, insistimos nos saltos compostos e em extensão, desenvolvemos várias manobras colectivas de defesa pessoal e demorámo-nos na melhoria técnica dos condutores. Enfrentámos o dia mais quente desta Primavera e vimo-nos obrigados a regar o recinto onde desenvolvemos a obediência linear.
Uma das manobras do carrossel escolar desenvolvidas foi a pirâmide, muito embora tenha sido executada à trela. Na foto abaixo podemos ver as os 3 pares da figura com a Svetlana e a Ana em primeiro plano.
Coube à Ana conduzir a CPA cinzenta Prada, propriedade da Família Leitão, que há 2 meses e meio foi mãe. A adaptação deste binómio espontâneo aconteceu sem qualquer novidade, facilitada pela ternura que a Ana dispensou à pastora alemã.
No salto para o cepo e para o restante trabalho confiámos o CPA Blaze ao Dr. José Gabriel, Monitor desta Escola que nos veio visitar e que imprevistamente se viu envolvido nos trabalhos escolares de Sábado. Na foto seguinte vemo-lo a fazer o cepo com o pastor negro do nosso orgulho. Contrariamente ao que é seu hábito, o Blaze andou bastante alvoraçado, porque uma das dobermans está a sair do cio, pormenor que dificulta o travamento de um cão acima dos 50 kg.
Se o Labrador Soneca é o cão que atleticamente tem menos para dar na classe, ele é um dos primeiros na obediência e o que mais dispensa carinho ao seu condutor. Amigo de toda a gente, simpático, alegre e brincalhão, o Soneca já começa a ser uma das imagens de marca da nossa Escola.
As aulas nocturnas que frequentou foram úteis para a Ana, porque deram-lhe outra ligeireza, postura e saber, experiência muito útil para conduzir qualquer cão. Na foto seguinte é possível vê-la a vencer um duplo de média extensão com a CPA Prada.
Para variar, o José Maria chegou mais uma vez atrasado, mas desta vez com uma justificativa no mínimo interessante: “eu posso atrasar-me que a Mel faz tudo!”, esquecendo-se que os cães também carecem de aquecimento, que evoluem do simples para o complexo, dos exercícios gerais para os específicos e que no meio disto tudo ainda precisam de momentos de supercompensação. Por outro lado, como são os donos a ensinar os seus cães, os primeiros carecem de formação para melhor aproveitarem o esforço dos animais que conduzem. Como não estamos cá para matar cães, perante o atraso do José Maria, vimo-nos obrigados a retroceder no plano de aula para que a Mel possa participar nos trabalhos da classe. Na foto seguinte podemos ver este binómio num salto duplo, onde o condutor se encontra atrasado e a “enforcar” a CPA por causa disso.
O João está finalmente a acertar-se com a Doberman Lupa, ainda que por meios menos técnicos e mais coercivos. No salto para o cepo fez tudo para não se atrasar e conseguiu, esforço que premiou com o já rotineiro descanso, a lembrar a “sesta” de outros tempos.
O Aníbal passou metade da aula à boleia do CPA Max, constantemente atrasado no 2º e 3º momentos dos saltos, algo ligado ao seu sofrível poder de arranque e também ao desejo de querer fazer tudo bem. Na outra metade acertou tudo e o Max deu nas vistas.
Nada a dizer na seguinte transposição, onde a colocação do condutor no 2º tempo do salto é primorosa, será que o aforismo “quem sabe nunca esquece” é uma verdade absoluta? Pelo menos no Sábado foi!
Eis o salto do coxinho para o cão dar a cambalhota. O Paulinho queixa-se de um joelho, compreende-se, o que não se compreende é que levante tanto a mão e reduza com isso a extensão do salto ao cão. Felizmente que o Bohr não depende da destreza e da técnica de quem o introduz aos saltos.
Foi neste salto, ao ver o exemplo do Adestrador, que o Aníbal aprendeu finalmente o que fazer para melhor aproveitar o CPA Max.
O salto que se segue, sumariamente descrito como debaixo do “Efeito Âncora” é muito importante do aspecto pedagógico, porque todos aprendemos com erros para não tornar a errar. Estamos na presença do “Efeito Âncora” quando o condutor se encontra ao lado ou atrasado em relação ao cão nos saltos, servindo-lhe de âncora (travamento), no 2º e 3º momento da transposição (suspensão e saída), o que obrigará o animal a cair pesadamente sobre as mãos e a correr sério risco de lesão. Para que isso não suceda, importa que o condutor na saída do salto esteja adiantado em relação ao cão, para que este possa distribuir o seu peso corporal o mais rapidamente sobre os dois pares de membros e possa ultrapassar outro salto colocado imediatamente à sua frente. Se repararmos com atenção na foto seguinte, vemos que o condutor se encontra indevidamente paralelo à cadela, quando devia estar adiantado, prepara-se para desacelerar (ver comprimento da passada), quando devia continuar a correr para que transição dos andamentos da cadela acontecesse de modo natural. E como se isto não bastasse, vai pendurado na trela ao invés de a soltar, o que obriga a cadela a um “salto de toupeira” pelo corte indevido da extensão do salto. É possível que a cadela saiba tudo, mas o simpático José Maria tem muito que praticar e aprender.
Depois disto, vale a pena ver o mesmo salto executado pelo binómio Aníbal/Max, muito embora o condutor tenha desusado a mão esquerda na transposição, o que lhe impediu o movimento da mão direita para manter a aceleração. Não obstante, o salto efectuado pelo cão não foi prejudicado pela menos valia técnica do seu condutor.
Sábado não foi generoso para a Jessy, porque se encontrava adoentada e o CPA Capo não estava disposto em facilitar-lhe a vida. Contudo, a Jessy cumpriu com o que lhe foi pedido sem grandes queixumes.
A Carla Costa foi convidada para trabalhar com o CPA Bohr em substituição do dono do cão. Incapaz de segurar o animal e de o acompanhar (o seu passo em corrida não excede os 65cm), a Carla entendeu por bem dar-lhe trela para não pôr a integridade do animal em risco nem lhe criar aversão aos saltos.
A fotografia abaixo mostra mais uma vez o atraso do condutor em relação ao cão, má técnica de mão e um salto atípico, totalmente anómalo e perigoso. Durará a sorte para sempre?
Também decidido a trabalhar, o Adestrador optou por executar uns tantos saltos com o CPA Bohr, para lutar contra o inevitável e sentir a adrenalina a tonificar-lhe o corpo.
Continua a faltar uma passada à Svetlana para que possa auxiliar a Doberman Russa nos saltos. Mais uma vez ficou para trás da cadela e assistiu-se a um salto de poleiro.
Apesar de francamente mais pesado do que a sua eleita, o João Mendonça conseguiu adiantar-se como mandam as regras, muito embora a entrada ao salto tenha sido defeituosa (a cadela pisou o primeiro bloco do obstáculo). Porém, louva-se o empenho manifesto.
Participaram nos trabalhos os seguintes binómios: Adestrador/Bohr; Ana/Prada; Aníbal/Max; Carla/Bohr; Carla/Maggie; João/Lupa; Jessy/Capo; Jorge/Bohr; Jorge/Soneca; José Gabriel/Blaze; José Maria/Mel; Paulo/Bohr e Svetlana/Russa. Os fotógrafos foram o Paulinho e a Carla e o CPA Bjorn não compareceu porque o dono ficou a celebrar o seu aniversário (desejamos-lhe longa vida, saúde e fortuna).
Para a semana teremos pela frente novos desafios, experimentaremos novas dificuldades e tudo faremos para as levar de vencida. Boa semana de trabalho para todos.