Não são muito comuns as visitas
de um país muçulmano a um blogue sobre cães, mas mesmo assim, recebemos hoje uma
dezena delas provenientes do Egipto, número considerado elevado atendendo às
circunstâncias. Das grandes religiões monoteístas que há no Mundo, os
muçulmanos são os que menos nos visitam. É normal termos 2 ou 3 leitores dos
Emiratos Árabes Unidos semanalmente e eventualmente algum leitor do Magrebe,
apesar de irmos mantendo o interesse de um número considerável de indonésios.
Aos leitores do Egipto que hoje nos visitaram queremos endereçar-lhes o nosso
sincero bem-vindo e dizer-lhes que voltem sempre.
quinta-feira, 13 de dezembro de 2018
quarta-feira, 12 de dezembro de 2018
O QUE ESPERA DE SI UM PASTOR ALEMÃO
Ao longo de várias décadas
tenho-me debruçado sobre as qualidades caninas que exaltam um cão de trabalho,
nomeadamente o da minha eleição – o Cão de Pastor Alemão, não me escusando
também a evidenciar os defeitos ou menos valias (físicas, psíquicas e
cognitivas) que o comprometem, quer sejam elas de origem genética ou ambiental.
Em simultâneo, tenho aconselhado ou desaconselhado a raça a quem me procura,
dispensando-me de maiores explicações para não ferir susceptibilidades. Ademais,
não há um cão próprio para toda a gente, cada um deve ter um cão à sua medida e
ser feliz com o que tem. Hoje, ao meditar friamente sobre o assunto, caí no
desassombro de adiantar aquilo que julgo esperar um Pastor Alemão do seu dono, para além de muito amor e comunhão de vida.
Assim, por ordem
alfabética, decidi adiantar as 21 qualidades que um Pastor Alemão reclama do
seu dono. São elas: que seja animador; asseado; bom administrador; confortador;
constante; cúmplice; disponível; empático; informado; interessado; moderado; motivador;
observador; organizado; precavido; previsível; protector; recompensador; respeitador;
sensível e tolerante. Deverá ser um animador nato para melhor ajudar o cão nas
suas vitórias; deverá ser asseado a bem da higiene diária do animal e da saúde de
quantos o rodeiam; deverá ser bom administrador para que nada falte ao cão em
matéria de alojamento, alimentação e cuidados veterinários; deverá ser um
confortador para que o animal não fique preso às experiências negativas e consiga
ultrapassá-las com maior facilidade.
Deverá ser constante nas
acções para que o condicionamento aconteça mais rapidamente; cúmplice para que
o cão não se sinta desacompanhado no seu esforço; disponível para valer e
acompanhar o animal sempre que for necessário; empático para melhor compreender
as dificuldades do cão; informado para melhor o ajudar e aproveitar;
interessado para ser um dono capaz de o educar satisfatoriamente; moderado para
que as suas acções não provoquem medo ou stress; motivador para aumentar a
confiança do animal; observador para aquilatar de tudo quanto é necessário
operar; organizado para estabelecer as necessárias rotinas, regras e
procedimentos; precavido para não sujeitar o cão ao disparate; previsível para
mais depressa ser entendido. Protector para que o cão se robusteça e não
vacile; recompensador para que o animal se sinta aprovado e recompensado pelo
seu esforço; respeitador para não ultrapassar aquilo que o animal pode dar e
para poupá-lo de perigos ou riscos desnecessários; sensível para se aperceber e
conseguir ler as reacções ou sinais do cão e tolerante para que o animal saiba
que sempre pode contar com o dono, mesmo diante do logro e do fracasso.
Nisto parece haver algum consenso
entre adestradores e donos, ainda que ocasionalmente falte a ambos o bom senso
necessário para a tarefa. Do ponto de vista físico o CPA exige do dono 5
coisas: disponibilidade, celeridade, desembaraço, resistência e robustez. Ainda
que à partida pareça o contrário, é muito mais fácil dotar os condutores
caninos dos índices atléticos necessários do que dotá-los das qualidades
humanas acima manifestas, qualidades que o Pastor Alemão não dispensa, ele e
qualquer cão, tenha raça ou não! Olhando para as 21 qualidades requeridas e
para as 5 condições físicas, que dão 26 exigências no total, podemos afirmar
que quem apenas alcança até 7, não deve ter cão nenhum; que quem preenche de 7
a 13 condições, deve quedar-se por um cão de companhia, de preferência pequeno,
que não lhe dê muito trabalho; quem responder afirmativamente de 14 a 20
exigências poderá ser um bom dono para um CPA fêmea, frágil ou sénior e, quem
manifestar ter entre 21 e 26 condições, tem tudo ou quase tudo para fazer um Pastor Alemão
feliz!
UMA PRENDA QUE DEMOROU 8 ANOS A CHEGAR
Quando NICOLE RENAE
da Pennsylvania/USA tinha 10 anos, recebeu como prenda da avó uma cachorrinha a
quem pôs o nome de CHLOE
BEAR,
vindo nos quatro anos seguintes a tornar-se amigas inseparáveis. Por volta do
seu décimo quarto aniversário, Nicole viu-se obrigada a entregar a sua amada
cachorra a uns idosos, porque o seu pai passou a trabalhar em casa, precisava
de sossego e nela deixou de haver lugar para a Chloe.
Oito anos passaram, Nicole
hoje é casada e mãe de uma menina com 4 meses de idade. Recentemente viu uma
foto postada no Facebook por amigo seu, na qual era visível uma cadelinha velha
que precisava de um novo lar, pertença de um casal de idosos que tinha morrido.
Aquela híbrida de poodle da Pomerânia, que também se chamava Chloe, pareceu-lhe
estranhamente familiar e decidiu adoptá-la. A velha cadelinha tinha 11 anos de
idade, a mesma idade que teria a Chloe da sua adolescência.
Quando Nicole foi buscar a
Chloe, rapidamente se apercebeu que aquela cadela velhinha tinha um carácter
muito semelhante a sua ex-amiga de quatro patas, até porque o animal correu de
imediato para ela e lambeu-lhe o rosto, convencendo-a que se tratava da mesma
cadelinha. O marido de Nicole não acreditava que tal fosse possível, mas as
dúvidas dissiparam-se quando o veterinário leu o microchip da Chloe. A confirmação
da identidade do animal levou Nicole a exclamar: “Parece que ganhei a loteria,
pois julguei que jamais a veria!”
Esta comovente história
verídica, que poderia fazer parte de um livro de contos natalícios, foi
relatada pelo website “THE
DODO”,
editora online americana dedicada aos animais e aos seus direitos. Ao olharmos
para a história da Nicole e da Chloe, compreendemos quanto vale manter a
esperança e nunca desistir.
terça-feira, 11 de dezembro de 2018
CANZOADA, BORDOADA E TIROS: A TRINDADE DA IPHC
A INTERNATIONAL PENTECOSTAL HOLINESS
CHURCH (IPHC), na África do Sul, seita de entusiastas
que se diz de índole cristã e que é considerada uma das maiores “igrejas” de
África, foi fundada pelo reverendo Frederick S. Modise em 1962 e governada por
ele até 1998, escolhendo em vida o seu filho Glayton M. Modise para lhe suceder.
GLAYTON M. MODISE
(na foto seguinte) liderou esta congregação pentecostal de 03 de Outubro de
1998 a 09 de Fevereiro de 2016, vindo a ser considerado por ela “MODIMO MOTHO”
(deus humano). Depois de haver mandado construir um novo centro prà juventude
daquela seita em ZUURBEKOM,
em Setembro de 2007, a pretexto de uma hipotética visão que Deus lhe deu e
cumprindo com as instruções recebidas, comprou a COLINA
BLAAUWBERG em CAPE TOWN e rebaptizou-a de COLINA
MONTE SIÃO, onde viria a levantar um templo, compra que atingiu o
montante de 100 milhões de randes (6.157.995,70 EUR/ 271.776.982,22
Reais Brasileiros). Este “deus humano” continuou com o legado do pai – um esquema
de bolsa conhecido por “BOLSA
FS MODISE”, nome depois alterado para “BOLSA
FS MODISE MG”.
Glayton Modise acabou por
falecer em 09 de Fevereiro de 2016, sucedendo-lhe o seu primogénito, o
reverendo TSHEPISO S. MODISE.
Acontece que nem todos ficaram satisfeitos com aquela sucessão e subsistem
vários candidatos à liderança da seita, que actualmente se encontra fragmentada
e em disputa, usando cada facção todos os meios ao seu alcance para fazer valer
os seus direitos, desde cães de ataque, bordoada com fartura e constantes tiroteios,
conflitos que já causaram 11 feridos graves e que se têm estendido a várias
cidades sul-africanas, conforme testemunham os relatórios da polícia divulgados
pelos media locais on-line. Decididamente, o louvor proferido pelos anjos no
primeiro Natal – “Glória a Deus nas
maiores alturas, e paz na terra entre os homens de boa vontade”, não se
destina a estes pobres diabos em guerra que, com cães, pancadaria e tiros,
desprezam o Amor de Deus que se celebra, a troco de uma choruda “bolsa”, apesar
de Jesus ter vindo ao mundo também por causa deles, não fora o dinheiro a raiz
de todos os males. Os homens parecem não ter cura, pois continuam a levantar
santos e demónios e a morrer ingloriamente por eles.
segunda-feira, 10 de dezembro de 2018
UM PRETO INESPERADO E UM PASSEIO FANTÁSTICO
O Dia de trabalho de ontem
começou às 09 horas com uma passeata por uma estrada florestal. A distância a
bater foi reduzida e substituída por trabalhos na serra. Tivemos como visitas
os binómios Matos/Dakota e Michael/Simba, o tempo esteve de feição e os
conteúdos de ensinos assentaram sobre exercícios de obediência, ginástica e
guarda. Quanto ao inesperado cão preto, lá iremos mais adiante.
Chegados à serra, com os
binómios revigorados pela frescura da manhã, com alma extasiada pela paisagem e
depois de alguns minutos para o retempero das forças, iniciámos os trabalhos no
círculo de 36 metros, onde desenvolvemos evoluções típicas da obediência linear
e atrelada, nomeadamente a condução com a trela suspensa, para fundamentar a
supremacia dos comandos verbais em relação às induções fornecidas pela trela.
O Michael, que nos visitou
pela primeira vez, mostrou-se encantado com o que viu, particularmente com a
alegria dos cães durante os trabalhos. Surpreendido com o que viu em matéria
laboral, manifestou desejo de continuar a visitar-nos.
Fizemos uso de vários
exercícios para a transferência da condução atrelada para a condução em
liberdade, também para melhorar a postura dos condutores e diminuir o seu
inapropriado impacto visual sobre os cães.
Para aliviar a possível
tensão dos condutores e fortalecer o seu espírito de equipa, optámos for
fazê-los passar entre si uma garrafa sem se deterem, o que para além doutros
benefícios, impede o atraso de qualquer binómio relativo ao lugar que lhe é
requerido na formação.
Ainda no círculo de 36
metros, como não podia deixar de ser (somos uma escola que forma condutores),
procedemos à troca de condutores. Na foto abaixo podemos ver o Luis Matos a
conduzir o Doberman Zeus.
A CPA Simba, propriedade
do Michael, uma lobeira mediana de ascendência negra e com uma cabeça bastante
típica, iniciou entre nós o comando de “quieto”, possibilitando ao seu condutor
um afastamento máximo de 8 metros, o que para primeiro dia é muito bom.
Na ausência de obstáculos convencionais
e pondo de parte o grande número de naturais à nossa disposição, optámos por
fazê-los de tecido humano, convidando os jovens que nos acompanhavam para o
efeito. E isto porquê, para que os futuros cães de guarda não temam os homens
que tiverem que enfrentar e entendam-nos apenas como obstáculos a vencer.
Convém dizer que a maioria dos cães afasta-se da cara dos humanos, preferindo
saltar sobre os seus pés, o que é sintomático e revela o quanto há a fazer.
Quando um exercício proposto é novo, sempre cabe a um aluno regular executá-lo
pela primeira vez e, assim foi. Na foto seguinte vemos a Svetlana com o Zeus a
executar um salto introdutório, não demonstrando o Doberman qualquer receio
pela cara dos indivíduos a ultrapassar.
Na foto seguinte vemos o
Luis Matos a conduzir a CPA Dakota sobre o mesmo exercício. Esta cadela
preta-afogueada mostrou-se voluntariosa e imprimiu a tudo o que fez demasiada
velocidade, tornando difícil o adiantamento do seu condutor na saída dos
obstáculos conforme manda a boa técnica, o que indicia muitos percurso em
liberdade e poucos à trela, carecendo agora de alargamentos de marcha
continuados e curtos, que lhe possibilitem transposições seguras sem entrar em
galope rasgado, o que a continuar obstará à melhoria da sua resistência.
O Michael, com o
entusiasmo que tem, deve ter andado por muito lado a perder tempo, a ouvir
psitacídeos que, sendo actuais, remontam ao neolítico inferior, época donde são
advindos todos burlões, porque doutro modo já se encontraria a anos de luz e a
sua cadelinha não teria ficado com jarrete de vaca, menos valia que poderia ter
ultrapassado durante a fase de maior plasticidade da Simba. Será lícito privilegiar
o uso em detrimento da saúde do animal? Nós julgamos que não! Não obstante, ele
a sua amada Simba venceram tudo o que tinham para vencer e poderão ter uma
gloriosa jornada pela frente.
A Dakota iniciou com êxito
o ataque à manga, graças ao incentivo do seu condutor e à extraordinária
prestação do Afonso Mendonça, que se mostrou incansável e destemido, nunca
regateando esforços para que as metas e o objectivos da classe fossem
alcançados. Com mais duas ou três sessões de treino, Esta CPA começará a encher
mais a boca e a procurar outras zonas de mordedura.
Quanto aos ataques da
Simba à manga, não há nada a adiantar, já está farta de fazê-los, bastando para
isso ver em que zona da manga desfere os seus ataques. Falta falar do
inesperado preto, o Capo, o CPA negro da Carla Leitão. Quem o vê, não dá 10
tostões por ele, parecendo longínquo e apático, como que a pedir “tirem-me
deste filme”. Mas “quando toca à hora de reunir”, o bicho transfigura-se e
torna-se indefensável, exactamente como o Doberman Zeus.
Participaram nos trabalhos
os seguintes binómios Carla/Capo; Matos/Dakota; Michael/Simba e Svetlana/Zeus.
O CPA Bohr não participou dos trabalhos por impedimento do seu condutor, que ao
momento se encontrava lesionado, o que infelizmente já não nos causa estranheza
(sempre o homem tem cá um azar!). Concorreram para o bom andamento desta classe
excursionista os miúdos Afonso, Manuel e Tiago. As fotografias estiveram a
cargo do Adestrador e da Carla. O anfitrião foi o mesmo do dia anterior e
mostrou-se inexcedível. Agradou-nos a presença dos nossos visitantes e esperamos
que voltem em breve.
sábado, 8 de dezembro de 2018
NATAL NA CIDADE E NA SERRA
As decorações de Natal já
se fazem sentir nas cidades, despertando à sua volta a magia há muito
conhecida, que aos mais novos traz alegria e aos mais velhos boas e más
lembranças. Hoje os nossos trabalhos começaram na cidade que nos alberga, mais
propriamente num jardim que usamos para muscular os cães. O primeiro exercício
que efectuámos foi um cruzamento de saltos verticais com alturas entre 100 e
140 cm. Na foto abaixo podemos ver a sua execução.
Depois deparámo-nos com um
grupo de três escoteiras, que andavam a vender barretes de Natal azuis e que cobravam
2€ por cada um. Acabámos por comprar-lhes um barrete e convidámo-las para posar
com os nossos cães. E fizemo-lo por duas razões: para sociabilizar os nossos
cães e para serenar as duas pequenas de etnia africana que tinham pavor de cães.
Abandonámos o jardim e
fomos para uma feira de Natal, onde o adestrador e maioria dos presentes
beberam um copinho de licor de pastel de nata. Na barraca em frente, onde se
vendiam vários doces e um excelente licor de cerveja artesanal e canela,
convidámos a senhora responsável pelas vendas a tirar uma fotografia com o
Bohr. O CPA mostrou-se empertigado e a senhora denotou elegância e simpatia.
Dali rumámos a um jardim
onde havia vários insufláveis para crianças, parando junto de um que tinha a
Cinderela desenhada numa carruagem. Aproveitámos o seu andamento e tirámos uma
foto com os binómios Paulo/Bohr e Svetlana/Zeus.
Como o ambiente festivo
citadino não era muito convidativo para o adestramento, atendendo ao grande
número de pessoas e crianças por toda a parte, rumámos à serra e levámos
connosco um novo binómio, o constituído pelo Bernardo e pela CPA Mel, binómio
que podemos ver na foto abaixo.
A CPA Mel mostrou-se
alegre confiante e disponível, evidenciando uma inegável capacidade de
aprendizagem. Como o seu condutor é um jovem, convidámos ambos para a subida de
uma pequena escarpa rochosa, normalmente usada para darmos as boas vindas a
quem chega.
Com o sol a brilhar e os
mais novos a despontar, convidámos o Lopo e o Tomás para o passarinho, que
preferiram fazê-lo “depenados” para não darem cabo da roupa. O Lopo, que vemos
na imagem seguinte, mostrou-se a princípio receoso, mas depois avançou
decidido.
Coube à Svetlana fazer as
honras da casa na pista militar e não se atrapalhou, levando o Doberman Zeus a
ultrapassar um muro com 1 metro de altura, que venceu naturalmente sem grande
esforço.
Como esta foi a primeira
aula da Mel, só lhe foi pedido que saltasse um muro de 80 cm. Depois de algumas
tentativas goradas, porque o seu condutor também está a aprender, o binómio
venceu o obstáculo proposto como sempre o tivesse feito.
Com os muros vencidos,
avançámos para os troncos. Como o Bohr fisicamente se encontra muito evoluído,
foi convidado para atravessar um tronco aéreo sensivelmente mais estreito do
que o existente na vala, exercício que venceu satisfatoriamente sem grandes
dificuldades ou percalços.
Entretanto, no tronco da
vala, o Tomás e Lopo interromperam o percurso ao deitar-se sobre o tronco, não
deixando à Svetlana e ao Zeus outra alternativa a não ser pisá-los. A manobra
visou dar maior equilíbrio e confiança ao cão, para além de dotar os
jovens de maior resistência e determinação.
Como continuamos apostados
em melhorar o arranque da Svetlana, convidámo-la para alguns sprints com os
rapazes, dando-lhe algum avanço na partida. Os miúdos correram que nem uns
desalmados e a senhora já mostra alguns progressos.
Encantados com a CPA Mel,
ensinámo-la a atravessar o tronco da vala. As maiores dificuldades resultaram
da precariedade dos seus condutores, que inexperientes nestas andanças, não sabiam
como ajudar esta voluntariosa Pastora Alemã. Não obstante, a Mel saiu da pista
com o troco da vala vencido.
Participaram nos trabalhos
os seguintes binómios: Bernardo/Mel; Paulo/Bohr e Svetlana/Zeus. Os jovens Lopo
e Tomás foram pau para toda a obra, o pequeno Pedro Mendonça ainda andou nos
insufláveis e o seu papá ofereceu-nos o transporte e o almoço. Eis em síntese
tudo o que fizemos no dia dedicado à Imaculada Conceição. Amanhã teremos uma
jornada simultaneamente agradável e dura, um evento do qual daremos notícia.
sexta-feira, 7 de dezembro de 2018
MARLON 2
Hoje a imprensa alemã dá
nota do primeiro cão clonado da Alemanha, um Buldogue Inglês que ficará para a
história como “MARLON
2”,
cópia de outro seu homónimo, que morreu repentinamente enquanto estava a ser
castrado. Os seus donos, SVEN e
SIMONE,
residentes na Saxónia, nunca se conformaram com a sua morte e optaram por cloná-lo
na Coreia do Sul, porque na Alemanha tal prática é ilegal, rumando para o
Oriente com uma amostra de tecido do Marlon original. No laboratório coreano o
óvulo do animal dador foi então fundido com o genoma de Marlon para formar um
embrião artificial, sendo depois transferido para uma cadela que serviu de mãe
substituta.
Depois do Marlon 2 ter
nascido e se encontrar fora de perigo, Sven e Simone viajaram para a Coreia do
Sul para o ver, proporcionando um raro momento de ternura registado em vídeo. O
Marlon 2 custou aos seus donos 90.000 euros e a pigmentação do seu manto é
ligeiramente diferente da que ostentava o cão que replicou, o que não impediu a
evidência de algumas habilidades e traços comuns, que poderão vir a aumentar pelo concurso do ambiente e da criação. Por enquanto, obsessões destas só estão ao alcance dos mais ricos e são objecto de séria reprovação diante do elevadíssimo
número de cães por adoptar. Mas quem o faz não se importa, porque tem tudo para
satisfazer os seus caprichos e nem sequer olha para o lado.
CÃO DESENTERRA UM FÓSSIL COM 13 MIL ANOS DE IDADE
Alguns cães têm o bom
hábito de escavar e outros não. É estranho tratarmos de “bom hábito” o que
muitos donos detestam, mas o escavar é uma manobra de evasão de suma
importância para os cães, quando indevidamente encarcerados por outrem, porque
permite a sua fuga e o socorro dos donos. O escavar canino vai levar-nos até Whidbey
Island, Washington/USA, onde um Labrador de 8 meses, propriedade de um tal Kirk
Lacewell, ao escavar no quintal deste, encontrou um objecto que o seu dono
considerou inicialmente ser um bastão petrificado. Como o cão não largou mais o
seu achado, Lacewell alvitrou a hipótese de se tratar de um osso- um osso muito
antigo. Intrigado e procurando certezas, enviou fotos do misterioso objecto
para os paleontólogos do Burke Museum de Washington.
O parecer daqueles
cientistas foi unânime: o objecto encontrado não era um pau nem um osso, mas um
dente de Mamute Lanoso com 13 mil anos de idade! Andrea Godinze, directora de
marketing do Burke Museum disse à emissora de rádio Komo News que “Os dentes
costumam ser a parte mais bem conservada dos mamutes”. Os últimos Mamutes
Peludos viveram até há 4.000 anos atrás, vindo a morrer por culpa das
alterações climáticas e das caçadas movidas pelos humanos. Em Whidbey Island,
local onde o dente foi encontrado, esses mamutes morreram há 11.000 anos atrás.
Apesar da espectacularidade do achado do cão, os fósseis de mamutes não são
assim tão raros. Por esta razão, Lacewell pôde manter a posse daquele dente
fossilizado, que veio a colocar sobre a lareira, bem longe do alcance do
cão.
ENTRAR NO NATAL AOS PULOS!
Em
Stratford, a uma curta viagem de carro ou de comboio de Essex/Inglaterra, abriu
ontem o primeiro parque mundial de insufláveis para cães, o THE DOG-POLINE PARK,
organizado pela Rover.com, a maior rede mundial de handlers e baby-sitters
caninos. A entrada é gratuita, mas todas as sessões de insufláveis já se
encontram esgotadas. Cada sessão dura 10 minutos e nela o dono pode pular com o
seu cão. Só pode entrar um cão de cada vez para cada trampolim, sendo o animal
primeiro observado por um veterinário local. A iniciativa é revigorante para
donos e cães, que sujeitos ao inverno inglês, normalmente se acoitam no calor
doméstico. Se tudo correr conforme o esperado, não faltarão em Inglaterra e no
mundo mais parques de insufláveis para cães, que provavelmente alinharão pelos
destinados às crianças. Estamos perante uma nova abordagem ao Natal – entrar nele
aos pulos! Em tempos que já lá vão havia um pregão que dizia “é para o menino e
para menina”, caso existisse ainda hoje, mereceria a seguinte actualização: “é
para o menino, para a menina e para o cão!”
PS: Por estranho que
pareça, a participação dos cães nesta brincadeira poderá ser um excelente
subsídio de ensino para os que se dedicam ao resgate, invariavelmente sujeitos a
plataformas periclitantes que exigem diferentes equilíbrios. Também os que são ou que virão a ser lançados de para-quedas encontram nos insufláveis um simulacro válido para libertá-los do stress provocado pela novidade.
RANKING SEMANAL DOS TEXTOS MAIS LIDOS
O
Ranking semanal dos textos mais lidos ficou assim ordenado:
1º
_ OS FALSOS PASTORES ALEMÃES, editado em 24/02/2015
2º
_ A CURVA DE CRESCIMENTO DAS DIVERSAS LINHAS DO PASTOR ALEMÃO, editado em
29/08/2013
3º
_ HÍBRIDO DE CHOW-CHOW/PASTOR ALEMÃO: MÁQUINA OU DESASTRE?, editado em
12/05/2016
4º
_ DOBERMANN: O CÃO QUE É MENOS DO QUE SE SUPÕE E MAIS DO QUE SE IMAGINA,
editado em 06/03/2016
5º
_ CANE CORSO: O CÃO QUE NÃO BRINCA EM SERVIÇO, editado em 31/01/2017
6º
_ O PESO DOS 4 MESES NO CÃO DO AMANHÃ, editado em 28/10/2010
7º
_ UM CÃO CHAMADO SEXTA-FEIRA, editado 26/03/2016
8º
_ TRAGA LÁ O CÃOZINHO E FIQUE NOSSO CLIENTE!, editado 04/12/2018
9º
_ PASTORES ALEMÃES LOBEIROS: O QUE OS TORNA ESPECIAIS, editado em 02/11/2015
10º _ QUAL
SERIA A RAÇA DO “CÃO DOS BASKERVILLE”?, editado em 14/04/2016
TOP 10 SEMANAL DE LEITORES POR PAÍS
O
TOP 10 semanal de leitores por país obedeceu à seguinte ordem:
1º Portugal, 2º Brasil, 3º Estados Unidos, 4º Reino
Unido, 5º Espanha, 6º Alemanha, 7º Austrália, 8º França, 9º Angola e 10º Canadá.
quinta-feira, 6 de dezembro de 2018
OSPCA IN THE LEAD
A SOCIEDADE DE ONTÁRIO PARA A PREVENÇÃO
DA CRUELDADE CONTRA OS ANIMAIS (OSPCA)
tomou duas medidas inéditas: não voltará a abater cães envolvidos em ataques
(incluindo Pit Bulls), conforme exige a lei e que “onde a legislação entrar em
conflito com a missão da agência, a SPCA de Ontário recusa-se a aplicar essa
legislação”, segundo um memorando interno obtido pela Canadian Press, documento
datado de 09 de Outubro de 2018.
A única excepção ao acima
exposto, segundo a mesma agência, será quanto o abate do animal for recomendado
por um veterinário e for “a acção mais humana para o animal”, segundo a ordem
entregue aos polícias nas duas reuniões realizadas em Outubro na sede da
agência, em Stouffville, Ontário, a norte de Toronto.
Também no que concerne
especificamente aos Pit Bulls, que são proibidos nesta província canadiana, a
OSPCA confirmou a sua mudança de política, ao dizer que removerá aqueles que
não têm problemas comportamentais para locais onde a sua posse é legal, ao
invés de proceder à sua eliminação.
Convém esclarecer que os
investigadores do SPCA de Ontário (OSPCA) podem aplicar qualquer lei relativa à
prevenção da crueldade e do bem-estar dos animais, incluindo a legislação
relativa aos animais dentro do Código Penal. Por outro lado, a legislação
provincial dota os investigadores da OSPCA do poder policial para agir em casos
relatados de crueldade contra os animais, sendo por isso uma força auxiliar da
polícia nestas situações.
Na compreensão actual
desta sociedade fundada em 1873 e fazendo jus ao propósito que presidiu à sua
criação, ela existe para a prevenção da crueldade contra os animais e não para
tomar parte dela, posição que nos parece simultaneamente séria, justa e
arrojada, capaz de criar alguns amargos de boca aos políticos, aos tribunais e
à polícia. A OSPCA torna-se assim pioneira na abolição da pena de morte para
cães e contra a sua discriminação.
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