quinta-feira, 13 de dezembro de 2018

UMA DEZENA DE EGÍPCIOS

Não são muito comuns as visitas de um país muçulmano a um blogue sobre cães, mas mesmo assim, recebemos hoje uma dezena delas provenientes do Egipto, número considerado elevado atendendo às circunstâncias. Das grandes religiões monoteístas que há no Mundo, os muçulmanos são os que menos nos visitam. É normal termos 2 ou 3 leitores dos Emiratos Árabes Unidos semanalmente e eventualmente algum leitor do Magrebe, apesar de irmos mantendo o interesse de um número considerável de indonésios. Aos leitores do Egipto que hoje nos visitaram queremos endereçar-lhes o nosso sincero bem-vindo e dizer-lhes que voltem sempre.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2018

O QUE ESPERA DE SI UM PASTOR ALEMÃO

Ao longo de várias décadas tenho-me debruçado sobre as qualidades caninas que exaltam um cão de trabalho, nomeadamente o da minha eleição – o Cão de Pastor Alemão, não me escusando também a evidenciar os defeitos ou menos valias (físicas, psíquicas e cognitivas) que o comprometem, quer sejam elas de origem genética ou ambiental. Em simultâneo, tenho aconselhado ou desaconselhado a raça a quem me procura, dispensando-me de maiores explicações para não ferir susceptibilidades. Ademais, não há um cão próprio para toda a gente, cada um deve ter um cão à sua medida e ser feliz com o que tem. Hoje, ao meditar friamente sobre o assunto, caí no desassombro de adiantar aquilo que julgo esperar um Pastor Alemão do seu dono, para além de muito amor e comunhão de vida.
Assim, por ordem alfabética, decidi adiantar as 21 qualidades que um Pastor Alemão reclama do seu dono. São elas: que seja animador; asseado; bom administrador; confortador; constante; cúmplice; disponível; empático; informado; interessado; moderado; motivador; observador; organizado; precavido; previsível; protector; recompensador; respeitador; sensível e tolerante. Deverá ser um animador nato para melhor ajudar o cão nas suas vitórias; deverá ser asseado a bem da higiene diária do animal e da saúde de quantos o rodeiam; deverá ser bom administrador para que nada falte ao cão em matéria de alojamento, alimentação e cuidados veterinários; deverá ser um confortador para que o animal não fique preso às experiências negativas e consiga ultrapassá-las com maior facilidade.
Deverá ser constante nas acções para que o condicionamento aconteça mais rapidamente; cúmplice para que o cão não se sinta desacompanhado no seu esforço; disponível para valer e acompanhar o animal sempre que for necessário; empático para melhor compreender as dificuldades do cão; informado para melhor o ajudar e aproveitar; interessado para ser um dono capaz de o educar satisfatoriamente; moderado para que as suas acções não provoquem medo ou stress; motivador para aumentar a confiança do animal; observador para aquilatar de tudo quanto é necessário operar; organizado para estabelecer as necessárias rotinas, regras e procedimentos; precavido para não sujeitar o cão ao disparate; previsível para mais depressa ser entendido. Protector para que o cão se robusteça e não vacile; recompensador para que o animal se sinta aprovado e recompensado pelo seu esforço; respeitador para não ultrapassar aquilo que o animal pode dar e para poupá-lo de perigos ou riscos desnecessários; sensível para se aperceber e conseguir ler as reacções ou sinais do cão e tolerante para que o animal saiba que sempre pode contar com o dono, mesmo diante do logro e do fracasso.
Nisto parece haver algum consenso entre adestradores e donos, ainda que ocasionalmente falte a ambos o bom senso necessário para a tarefa. Do ponto de vista físico o CPA exige do dono 5 coisas: disponibilidade, celeridade, desembaraço, resistência e robustez. Ainda que à partida pareça o contrário, é muito mais fácil dotar os condutores caninos dos índices atléticos necessários do que dotá-los das qualidades humanas acima manifestas, qualidades que o Pastor Alemão não dispensa, ele e qualquer cão, tenha raça ou não! Olhando para as 21 qualidades requeridas e para as 5 condições físicas, que dão 26 exigências no total, podemos afirmar que quem apenas alcança até 7, não deve ter cão nenhum; que quem preenche de 7 a 13 condições, deve quedar-se por um cão de companhia, de preferência pequeno, que não lhe dê muito trabalho; quem responder afirmativamente de 14 a 20 exigências poderá ser um bom dono para um CPA fêmea, frágil ou sénior e, quem manifestar ter entre 21 e 26 condições, tem tudo ou quase tudo para fazer um Pastor Alemão feliz!

UMA PRENDA QUE DEMOROU 8 ANOS A CHEGAR

Quando NICOLE RENAE da Pennsylvania/USA tinha 10 anos, recebeu como prenda da avó uma cachorrinha a quem pôs o nome de CHLOE BEAR, vindo nos quatro anos seguintes a tornar-se amigas inseparáveis. Por volta do seu décimo quarto aniversário, Nicole viu-se obrigada a entregar a sua amada cachorra a uns idosos, porque o seu pai passou a trabalhar em casa, precisava de sossego e nela deixou de haver lugar para a Chloe.
Oito anos passaram, Nicole hoje é casada e mãe de uma menina com 4 meses de idade. Recentemente viu uma foto postada no Facebook por amigo seu, na qual era visível uma cadelinha velha que precisava de um novo lar, pertença de um casal de idosos que tinha morrido. Aquela híbrida de poodle da Pomerânia, que também se chamava Chloe, pareceu-lhe estranhamente familiar e decidiu adoptá-la. A velha cadelinha tinha 11 anos de idade, a mesma idade que teria a Chloe da sua adolescência.
Quando Nicole foi buscar a Chloe, rapidamente se apercebeu que aquela cadela velhinha tinha um carácter muito semelhante a sua ex-amiga de quatro patas, até porque o animal correu de imediato para ela e lambeu-lhe o rosto, convencendo-a que se tratava da mesma cadelinha. O marido de Nicole não acreditava que tal fosse possível, mas as dúvidas dissiparam-se quando o veterinário leu o microchip da Chloe. A confirmação da identidade do animal levou Nicole a exclamar: “Parece que ganhei a loteria, pois julguei que jamais a veria!”
Esta comovente história verídica, que poderia fazer parte de um livro de contos natalícios, foi relatada pelo website “THE DODO”, editora online americana dedicada aos animais e aos seus direitos. Ao olharmos para a história da Nicole e da Chloe, compreendemos quanto vale manter a esperança e nunca desistir.

terça-feira, 11 de dezembro de 2018

CANZOADA, BORDOADA E TIROS: A TRINDADE DA IPHC

A INTERNATIONAL PENTECOSTAL HOLINESS CHURCH (IPHC), na África do Sul, seita de entusiastas que se diz de índole cristã e que é considerada uma das maiores “igrejas” de África, foi fundada pelo reverendo Frederick S. Modise em 1962 e governada por ele até 1998, escolhendo em vida o seu filho Glayton M. Modise para lhe suceder. GLAYTON M. MODISE (na foto seguinte) liderou esta congregação pentecostal de 03 de Outubro de 1998 a 09 de Fevereiro de 2016, vindo a ser considerado por ela “MODIMO MOTHO” (deus humano). Depois de haver mandado construir um novo centro prà juventude daquela seita em ZUURBEKOM, em Setembro de 2007, a pretexto de uma hipotética visão que Deus lhe deu e cumprindo com as instruções recebidas, comprou a COLINA BLAAUWBERG em CAPE TOWN e rebaptizou-a de COLINA MONTE SIÃO, onde viria a levantar um templo, compra que atingiu o montante de 100 milhões de randes (6.157.995,70 EUR/ 271.776.982,22 Reais Brasileiros). Este “deus humano” continuou com o legado do pai – um esquema de bolsa conhecido por “BOLSA FS MODISE”, nome depois alterado para “BOLSA FS MODISE MG”.
Glayton Modise acabou por falecer em 09 de Fevereiro de 2016, sucedendo-lhe o seu primogénito, o reverendo TSHEPISO S. MODISE. Acontece que nem todos ficaram satisfeitos com aquela sucessão e subsistem vários candidatos à liderança da seita, que actualmente se encontra fragmentada e em disputa, usando cada facção todos os meios ao seu alcance para fazer valer os seus direitos, desde cães de ataque, bordoada com fartura e constantes tiroteios, conflitos que já causaram 11 feridos graves e que se têm estendido a várias cidades sul-africanas, conforme testemunham os relatórios da polícia divulgados pelos media locais on-line. Decididamente, o louvor proferido pelos anjos no primeiro Natal – “Glória a Deus nas maiores alturas, e paz na terra entre os homens de boa vontade”, não se destina a estes pobres diabos em guerra que, com cães, pancadaria e tiros, desprezam o Amor de Deus que se celebra, a troco de uma choruda “bolsa”, apesar de Jesus ter vindo ao mundo também por causa deles, não fora o dinheiro a raiz de todos os males. Os homens parecem não ter cura, pois continuam a levantar santos e demónios e a morrer ingloriamente por eles.    

segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

UM PRETO INESPERADO E UM PASSEIO FANTÁSTICO

O Dia de trabalho de ontem começou às 09 horas com uma passeata por uma estrada florestal. A distância a bater foi reduzida e substituída por trabalhos na serra. Tivemos como visitas os binómios Matos/Dakota e Michael/Simba, o tempo esteve de feição e os conteúdos de ensinos assentaram sobre exercícios de obediência, ginástica e guarda. Quanto ao inesperado cão preto, lá iremos mais adiante.
Chegados à serra, com os binómios revigorados pela frescura da manhã, com alma extasiada pela paisagem e depois de alguns minutos para o retempero das forças, iniciámos os trabalhos no círculo de 36 metros, onde desenvolvemos evoluções típicas da obediência linear e atrelada, nomeadamente a condução com a trela suspensa, para fundamentar a supremacia dos comandos verbais em relação às induções fornecidas pela trela.
O Michael, que nos visitou pela primeira vez, mostrou-se encantado com o que viu, particularmente com a alegria dos cães durante os trabalhos. Surpreendido com o que viu em matéria laboral, manifestou desejo de continuar a visitar-nos.
Fizemos uso de vários exercícios para a transferência da condução atrelada para a condução em liberdade, também para melhorar a postura dos condutores e diminuir o seu inapropriado impacto visual sobre os cães.
Para aliviar a possível tensão dos condutores e fortalecer o seu espírito de equipa, optámos for fazê-los passar entre si uma garrafa sem se deterem, o que para além doutros benefícios, impede o atraso de qualquer binómio relativo ao lugar que lhe é requerido na formação.
Ainda no círculo de 36 metros, como não podia deixar de ser (somos uma escola que forma condutores), procedemos à troca de condutores. Na foto abaixo podemos ver o Luis Matos a conduzir o Doberman Zeus.
A CPA Simba, propriedade do Michael, uma lobeira mediana de ascendência negra e com uma cabeça bastante típica, iniciou entre nós o comando de “quieto”, possibilitando ao seu condutor um afastamento máximo de 8 metros, o que para primeiro dia é muito bom.
Na ausência de obstáculos convencionais e pondo de parte o grande número de naturais à nossa disposição, optámos por fazê-los de tecido humano, convidando os jovens que nos acompanhavam para o efeito. E isto porquê, para que os futuros cães de guarda não temam os homens que tiverem que enfrentar e entendam-nos apenas como obstáculos a vencer. Convém dizer que a maioria dos cães afasta-se da cara dos humanos, preferindo saltar sobre os seus pés, o que é sintomático e revela o quanto há a fazer. Quando um exercício proposto é novo, sempre cabe a um aluno regular executá-lo pela primeira vez e, assim foi. Na foto seguinte vemos a Svetlana com o Zeus a executar um salto introdutório, não demonstrando o Doberman qualquer receio pela cara dos indivíduos a ultrapassar.
Na foto seguinte vemos o Luis Matos a conduzir a CPA Dakota sobre o mesmo exercício. Esta cadela preta-afogueada mostrou-se voluntariosa e imprimiu a tudo o que fez demasiada velocidade, tornando difícil o adiantamento do seu condutor na saída dos obstáculos conforme manda a boa técnica, o que indicia muitos percurso em liberdade e poucos à trela, carecendo agora de alargamentos de marcha continuados e curtos, que lhe possibilitem transposições seguras sem entrar em galope rasgado, o que a continuar obstará à melhoria da sua resistência.
O Michael, com o entusiasmo que tem, deve ter andado por muito lado a perder tempo, a ouvir psitacídeos que, sendo actuais, remontam ao neolítico inferior, época donde são advindos todos burlões, porque doutro modo já se encontraria a anos de luz e a sua cadelinha não teria ficado com jarrete de vaca, menos valia que poderia ter ultrapassado durante a fase de maior plasticidade da Simba. Será lícito privilegiar o uso em detrimento da saúde do animal? Nós julgamos que não! Não obstante, ele a sua amada Simba venceram tudo o que tinham para vencer e poderão ter uma gloriosa jornada pela frente.
A Dakota iniciou com êxito o ataque à manga, graças ao incentivo do seu condutor e à extraordinária prestação do Afonso Mendonça, que se mostrou incansável e destemido, nunca regateando esforços para que as metas e o objectivos da classe fossem alcançados. Com mais duas ou três sessões de treino, Esta CPA começará a encher mais a boca e a procurar outras zonas de mordedura.
Quanto aos ataques da Simba à manga, não há nada a adiantar, já está farta de fazê-los, bastando para isso ver em que zona da manga desfere os seus ataques. Falta falar do inesperado preto, o Capo, o CPA negro da Carla Leitão. Quem o vê, não dá 10 tostões por ele, parecendo longínquo e apático, como que a pedir “tirem-me deste filme”. Mas “quando toca à hora de reunir”, o bicho transfigura-se e torna-se indefensável, exactamente como o Doberman Zeus.
Participaram nos trabalhos os seguintes binómios Carla/Capo; Matos/Dakota; Michael/Simba e Svetlana/Zeus. O CPA Bohr não participou dos trabalhos por impedimento do seu condutor, que ao momento se encontrava lesionado, o que infelizmente já não nos causa estranheza (sempre o homem tem cá um azar!). Concorreram para o bom andamento desta classe excursionista os miúdos Afonso, Manuel e Tiago. As fotografias estiveram a cargo do Adestrador e da Carla. O anfitrião foi o mesmo do dia anterior e mostrou-se inexcedível. Agradou-nos a presença dos nossos visitantes e esperamos que voltem em breve.

sábado, 8 de dezembro de 2018

NATAL NA CIDADE E NA SERRA

As decorações de Natal já se fazem sentir nas cidades, despertando à sua volta a magia há muito conhecida, que aos mais novos traz alegria e aos mais velhos boas e más lembranças. Hoje os nossos trabalhos começaram na cidade que nos alberga, mais propriamente num jardim que usamos para muscular os cães. O primeiro exercício que efectuámos foi um cruzamento de saltos verticais com alturas entre 100 e 140 cm. Na foto abaixo podemos ver a sua execução.
Depois deparámo-nos com um grupo de três escoteiras, que andavam a vender barretes de Natal azuis e que cobravam 2€ por cada um. Acabámos por comprar-lhes um barrete e convidámo-las para posar com os nossos cães. E fizemo-lo por duas razões: para sociabilizar os nossos cães e para serenar as duas pequenas de etnia africana que tinham pavor de cães.
Abandonámos o jardim e fomos para uma feira de Natal, onde o adestrador e maioria dos presentes beberam um copinho de licor de pastel de nata. Na barraca em frente, onde se vendiam vários doces e um excelente licor de cerveja artesanal e canela, convidámos a senhora responsável pelas vendas a tirar uma fotografia com o Bohr. O CPA mostrou-se empertigado e a senhora denotou elegância e simpatia.
Dali rumámos a um jardim onde havia vários insufláveis para crianças, parando junto de um que tinha a Cinderela desenhada numa carruagem. Aproveitámos o seu andamento e tirámos uma foto com os binómios Paulo/Bohr e Svetlana/Zeus.
Como o ambiente festivo citadino não era muito convidativo para o adestramento, atendendo ao grande número de pessoas e crianças por toda a parte, rumámos à serra e levámos connosco um novo binómio, o constituído pelo Bernardo e pela CPA Mel, binómio que podemos ver na foto abaixo.
A CPA Mel mostrou-se alegre confiante e disponível, evidenciando uma inegável capacidade de aprendizagem. Como o seu condutor é um jovem, convidámos ambos para a subida de uma pequena escarpa rochosa, normalmente usada para darmos as boas vindas a quem chega.
Com o sol a brilhar e os mais novos a despontar, convidámos o Lopo e o Tomás para o passarinho, que preferiram fazê-lo “depenados” para não darem cabo da roupa. O Lopo, que vemos na imagem seguinte, mostrou-se a princípio receoso, mas depois avançou decidido.
Coube à Svetlana fazer as honras da casa na pista militar e não se atrapalhou, levando o Doberman Zeus a ultrapassar um muro com 1 metro de altura, que venceu naturalmente sem grande esforço.
Como esta foi a primeira aula da Mel, só lhe foi pedido que saltasse um muro de 80 cm. Depois de algumas tentativas goradas, porque o seu condutor também está a aprender, o binómio venceu o obstáculo proposto como sempre o tivesse feito.
Com os muros vencidos, avançámos para os troncos. Como o Bohr fisicamente se encontra muito evoluído, foi convidado para atravessar um tronco aéreo sensivelmente mais estreito do que o existente na vala, exercício que venceu satisfatoriamente sem grandes dificuldades ou percalços.
Entretanto, no tronco da vala, o Tomás e Lopo interromperam o percurso ao deitar-se sobre o tronco, não deixando à Svetlana e ao Zeus outra alternativa a não ser pisá-los. A manobra visou dar maior equilíbrio e confiança ao cão, para além de dotar os jovens de maior resistência e determinação.
Como continuamos apostados em melhorar o arranque da Svetlana, convidámo-la para alguns sprints com os rapazes, dando-lhe algum avanço na partida. Os miúdos correram que nem uns desalmados e a senhora já mostra alguns progressos.
Encantados com a CPA Mel, ensinámo-la a atravessar o tronco da vala. As maiores dificuldades resultaram da precariedade dos seus condutores, que inexperientes nestas andanças, não sabiam como ajudar esta voluntariosa Pastora Alemã. Não obstante, a Mel saiu da pista com o troco da vala vencido.
Participaram nos trabalhos os seguintes binómios: Bernardo/Mel; Paulo/Bohr e Svetlana/Zeus. Os jovens Lopo e Tomás foram pau para toda a obra, o pequeno Pedro Mendonça ainda andou nos insufláveis e o seu papá ofereceu-nos o transporte e o almoço. Eis em síntese tudo o que fizemos no dia dedicado à Imaculada Conceição. Amanhã teremos uma jornada simultaneamente agradável e dura, um evento do qual daremos notícia.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

MARLON 2

Hoje a imprensa alemã dá nota do primeiro cão clonado da Alemanha, um Buldogue Inglês que ficará para a história como “MARLON 2”, cópia de outro seu homónimo, que morreu repentinamente enquanto estava a ser castrado. Os seus donos, SVEN e SIMONE, residentes na Saxónia, nunca se conformaram com a sua morte e optaram por cloná-lo na Coreia do Sul, porque na Alemanha tal prática é ilegal, rumando para o Oriente com uma amostra de tecido do Marlon original. No laboratório coreano o óvulo do animal dador foi então fundido com o genoma de Marlon para formar um embrião artificial, sendo depois transferido para uma cadela que serviu de mãe substituta.
Depois do Marlon 2 ter nascido e se encontrar fora de perigo, Sven e Simone viajaram para a Coreia do Sul para o ver, proporcionando um raro momento de ternura registado em vídeo. O Marlon 2 custou aos seus donos 90.000 euros e a pigmentação do seu manto é ligeiramente diferente da que ostentava o cão que replicou, o que não impediu a evidência de algumas habilidades e traços comuns, que poderão vir a aumentar pelo concurso do ambiente e da criação. Por enquanto, obsessões destas só estão ao alcance dos mais ricos e são objecto de séria reprovação diante do elevadíssimo número de cães por adoptar. Mas quem o faz não se importa, porque tem tudo para satisfazer os seus caprichos e nem sequer olha para o lado.

CÃO DESENTERRA UM FÓSSIL COM 13 MIL ANOS DE IDADE

Alguns cães têm o bom hábito de escavar e outros não. É estranho tratarmos de “bom hábito” o que muitos donos detestam, mas o escavar é uma manobra de evasão de suma importância para os cães, quando indevidamente encarcerados por outrem, porque permite a sua fuga e o socorro dos donos. O escavar canino vai levar-nos até Whidbey Island, Washington/USA, onde um Labrador de 8 meses, propriedade de um tal Kirk Lacewell, ao escavar no quintal deste, encontrou um objecto que o seu dono considerou inicialmente ser um bastão petrificado. Como o cão não largou mais o seu achado, Lacewell alvitrou a hipótese de se tratar de um osso- um osso muito antigo. Intrigado e procurando certezas, enviou fotos do misterioso objecto para os paleontólogos do Burke Museum de Washington.
O parecer daqueles cientistas foi unânime: o objecto encontrado não era um pau nem um osso, mas um dente de Mamute Lanoso com 13 mil anos de idade! Andrea Godinze, directora de marketing do Burke Museum disse à emissora de rádio Komo News que “Os dentes costumam ser a parte mais bem conservada dos mamutes”. Os últimos Mamutes Peludos viveram até há 4.000 anos atrás, vindo a morrer por culpa das alterações climáticas e das caçadas movidas pelos humanos. Em Whidbey Island, local onde o dente foi encontrado, esses mamutes morreram há 11.000 anos atrás. Apesar da espectacularidade do achado do cão, os fósseis de mamutes não são assim tão raros. Por esta razão, Lacewell pôde manter a posse daquele dente fossilizado, que veio a colocar sobre a lareira, bem longe do alcance do cão.

ENTRAR NO NATAL AOS PULOS!

Em Stratford, a uma curta viagem de carro ou de comboio de Essex/Inglaterra, abriu ontem o primeiro parque mundial de insufláveis para cães, o THE DOG-POLINE PARK, organizado pela Rover.com, a maior rede mundial de handlers e baby-sitters caninos. A entrada é gratuita, mas todas as sessões de insufláveis já se encontram esgotadas. Cada sessão dura 10 minutos e nela o dono pode pular com o seu cão. Só pode entrar um cão de cada vez para cada trampolim, sendo o animal primeiro observado por um veterinário local. A iniciativa é revigorante para donos e cães, que sujeitos ao inverno inglês, normalmente se acoitam no calor doméstico. Se tudo correr conforme o esperado, não faltarão em Inglaterra e no mundo mais parques de insufláveis para cães, que provavelmente alinharão pelos destinados às crianças. Estamos perante uma nova abordagem ao Natal – entrar nele aos pulos! Em tempos que já lá vão havia um pregão que dizia “é para o menino e para menina”, caso existisse ainda hoje, mereceria a seguinte actualização: “é para o menino, para a menina e para o cão!”
PS: Por estranho que pareça, a participação dos cães nesta brincadeira poderá ser um excelente subsídio de ensino para os que se dedicam ao resgate, invariavelmente sujeitos a plataformas periclitantes que exigem diferentes equilíbrios. Também os que são ou que virão a ser lançados de para-quedas encontram nos insufláveis um simulacro válido para libertá-los do stress provocado pela novidade.

RANKING SEMANAL DOS TEXTOS MAIS LIDOS

O Ranking semanal dos textos mais lidos ficou assim ordenado:
1º _ OS FALSOS PASTORES ALEMÃES, editado em 24/02/2015  
2º _ A CURVA DE CRESCIMENTO DAS DIVERSAS LINHAS DO PASTOR ALEMÃO, editado em 29/08/2013
3º _ HÍBRIDO DE CHOW-CHOW/PASTOR ALEMÃO: MÁQUINA OU DESASTRE?, editado em 12/05/2016
4º _ DOBERMANN: O CÃO QUE É MENOS DO QUE SE SUPÕE E MAIS DO QUE SE IMAGINA, editado em 06/03/2016
5º _ CANE CORSO: O CÃO QUE NÃO BRINCA EM SERVIÇO, editado em 31/01/2017
6º _ O PESO DOS 4 MESES NO CÃO DO AMANHÃ, editado em 28/10/2010
7º _ UM CÃO CHAMADO SEXTA-FEIRA, editado 26/03/2016
8º _ TRAGA LÁ O CÃOZINHO E FIQUE NOSSO CLIENTE!, editado 04/12/2018
9º _ PASTORES ALEMÃES LOBEIROS: O QUE OS TORNA ESPECIAIS, editado em 02/11/2015
10º _ QUAL SERIA A RAÇA DO “CÃO DOS BASKERVILLE”?, editado em 14/04/2016

TOP 10 SEMANAL DE LEITORES POR PAÍS


O TOP 10 semanal de leitores por país obedeceu à seguinte ordem:
1º Portugal, 2º Brasil, 3º Estados Unidos, 4º Reino Unido, 5º Espanha, 6º Alemanha, 7º Austrália, 8º França, 9º Angola e 10º Canadá.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

OSPCA IN THE LEAD

A SOCIEDADE DE ONTÁRIO PARA A PREVENÇÃO DA CRUELDADE CONTRA OS ANIMAIS (OSPCA) tomou duas medidas inéditas: não voltará a abater cães envolvidos em ataques (incluindo Pit Bulls), conforme exige a lei e que “onde a legislação entrar em conflito com a missão da agência, a SPCA de Ontário recusa-se a aplicar essa legislação”, segundo um memorando interno obtido pela Canadian Press, documento datado de 09 de Outubro de 2018.
A única excepção ao acima exposto, segundo a mesma agência, será quanto o abate do animal for recomendado por um veterinário e for “a acção mais humana para o animal”, segundo a ordem entregue aos polícias nas duas reuniões realizadas em Outubro na sede da agência, em Stouffville, Ontário, a norte de Toronto.
Também no que concerne especificamente aos Pit Bulls, que são proibidos nesta província canadiana, a OSPCA confirmou a sua mudança de política, ao dizer que removerá aqueles que não têm problemas comportamentais para locais onde a sua posse é legal, ao invés de proceder à sua eliminação.
Convém esclarecer que os investigadores do SPCA de Ontário (OSPCA) podem aplicar qualquer lei relativa à prevenção da crueldade e do bem-estar dos animais, incluindo a legislação relativa aos animais dentro do Código Penal. Por outro lado, a legislação provincial dota os investigadores da OSPCA do poder policial para agir em casos relatados de crueldade contra os animais, sendo por isso uma força auxiliar da polícia nestas situações.
Na compreensão actual desta sociedade fundada em 1873 e fazendo jus ao propósito que presidiu à sua criação, ela existe para a prevenção da crueldade contra os animais e não para tomar parte dela, posição que nos parece simultaneamente séria, justa e arrojada, capaz de criar alguns amargos de boca aos políticos, aos tribunais e à polícia. A OSPCA torna-se assim pioneira na abolição da pena de morte para cães e contra a sua discriminação.