sexta-feira, 11 de maio de 2018

AZAWAKH: O CÃO QUE NÃO GOSTA DE SER TOCADO POR ESTRANHOS

Raro lebrel do deserto, com a dupla função de guardar rebanhos e de caçar, o Azawakh é um habitante da região do Sahel (África subsaariana), uma faixa com 500 a 700 km de largura média e 5 400 km de extensão, entre o Deserto do Saara ao norte e a savana do Sudão ao sul, com o Oceano Atlântico a oeste e o Mar Vermelho a leste.
Este cão tem estado desde sempre associado ao povo nómada tuaregue desta região, que engloba grande parte do moderno Mali, do Níger e do Burkina Faso.
Aparentado com os lebréis árabes Saluki e Sloughi, este galgo da África Negra, de quem dizem ser o mais elegante de todos os cães, é uma derivação de cães selvagens párias da África Ocidental, pelo que se crê ter sido um ramo inicial do Basenji.
O Azawakh tem cinco características que o distinguem dos restantes membros do seu grupo somático: é extraordinariamente territorial (o que é raro nos galgos), serve em simultâneo para caçar e proteger, conserva uma hierarquia semelhante à dos lobos, dorme e ataca em matilha, e é o que melhor suporta as temperaturas mais elevadas por ser um landrace. Quem o conhece sabe que não gosta de ser tocado por estranhos, o que se compreende por ser excessivamente territorial.
Não é preciso ser nenhum entendido na matéria para o poder distinguir dos demais galgos, porque é extraordinariamente magro, medindo em média 70 cm de altura e pesando um pouco menos de 25 kg. A sua pele é muito fina e o seu pelo muito raso. É rectangular, com os membros mais compridos que as costas, óptimo na graciosidade e transição de andamentos, no que lembra o gato.
É mais comprido de focinho que de crânio, apresenta uma cabeça angular e cinzelada, bochechas planas, lábios finos e apertados. Os olhos são grandes, escuros e amendoados, as orelhas são finas, de alta implantação e dispostas lateralmente. A raça apresenta dimorfismo sexual e as fêmeas têm somente um cio anual.
O seu corpo não apresenta reservas de gordura e a sua pele é colada aos músculos e aos ossos. O seu pescoço e o dorso são compridos e delgados, a linha do dorso eleva-se da cernelha para a garupa. A garupa é marcadamente inclinada e o seu tórax é profundo e estreito, cobrindo 40% da altura dos seus membros anteriores. É elevado e estreito de rins, apresenta uma cauda fina e afunilada, de baixa inserção, que normalmente desloca abaixo da linha horizontal.
Os membros são erectos, esbeltos e perfeitamente rectos quando vistos de frente e os membros inferiores são muito finos. A sua pelagem é extremamente fina e quase desaparece na barriga, na virilha e no interior das coxas. Existem Azawakhs com máscara e sem máscara e as cores mais comuns são: areia, azul, branco, castanho, cinzento, creme, fulvo, preto e vermelho. Tem uma esperança de vida entre os 10 e os 12 anos.
Quanto ao carácter e comportamento, que por vezes indicia afastamento, desinteresse e indiferença, e nisto não difere dos outros lebróides, estamos a falar de um cão carinhoso para a família sem ser brincalhão, que cedo estabelece com ela profundos vínculos afectivos, particularidade que obrigará a adquiri-lo o mais cedo possível (antes dos 4 meses de idade). Apesar um dedicado protector do seu lar e família, sozinho raramente é agressivo e em matilha pode sê-lo, o que não impedirá que ladre de modo ameaçador e persistente caso se sinta ou veja os seus ameaçados.
Não apresenta problemas de sociabilização inter pares, muito embora prefira a companhia doutros Azawakhs, não é um cão de grande interacção e frustra-se diante de estímulos constantes, preferindo deitar-se perto dos donos quando não está exercício (não chateia nem quer ser chateado). Quem pretender torná-lo sociável com todas as pessoas, deverá iniciar essa tarefa o mais cedo possível.
Apesar de ser sociável com os outros cães, é de todo conveniente não o deixar sozinho com cães pequenos ou com outros animais de estimação. Não é um cão indicado para crianças por interagir pouco, abomina tarefas que ultrapassem os propósitos da sua criação, pelo que não deverá ser treinado treiná-lo convencionalmente, o que se reverteria numa perca de tempo escusável, porque abomina rotinas, é independente e satura-se depressa (sentir-se-á mais feliz se lhe disponibilizarem 2 horas de exercício diário). 
Ademais, é silencioso, limpo e não aborrece ninguém, apesar de não dispensar a liderança humana nos passeios à rua, porque doutro modo deitará abaixo qualquer animal menor que cruze a sua linha de visão. Limpá-lo é extremamente fácil (basta uma luva) e é pouco propenso a doenças. As mais comuns, apesar de pouco frequentes, são: Espondilopatia cervical, Epilepsia, Hipotireoidismo, Dilatação gástrica/volvulus e Doença de von Willebrand.
Muito mais haveria a dizer sobre este cão extraordinário, que apesar de raro, tem muito para contar, um africano de 4 patas nascido, criado e adaptado para o deserto, exactamente como o povo tuaregue que acompanha. Penso que o essencial foi dito e só me resta dizer que não me importava de ter um.

UM COWBOY DO OKLAHOMA

Na terra dos cowboys tudo é possível e por isso nada se estranha, ainda que as novidades não cessem de aumentar e sejam por vezes uma pior do que outra. Desta vez, um tal de Jeffrey Don Edwards (na foto abaixo), de 35 anos, morador em Harrah/Oklahoma, é acusado de ter matado os dois cães da sua filha de 17 anos, como punição por esta ter a casa desarrumada e não ter lavado a loiça?! Verdade ou não, é o que resta saber. Certo é que os cães apareceram mortos a 100 metros da casa e um colega de trabalho de Edwards disse à filha que ele tinha atirado nos cães. A situação familiar daquela gente é um pouco confusa, porque é Jeffrey Edwards que está a cuidar sozinho dos seus filhos adolescentes, a rapariga de 17 e um rapaz de 15 anos.
A ex-mulher de Edwards, Danielle Depee, diz que os filhos não estavam à espera que o pai fosse capaz de fazer uma coisa assim, que estão muito arrasados e em estado de choque, que não querem nada com o pai e que ele bem merecerá a punição que a Lei lhe vier a aplicar. O ocorrido aconteceu na última Terça-feira e o alegado “justiceiro” enfrenta acusações de crueldade contra animais, apesar de afirmar que quase tudo do que é acusado não passa de uma grande mentira, até porque se encontrava na altura a trabalhar. Caso se provem as acusações contra Edwards, estaremos perante um dos últimos cowboys do Oklahoma, famosos por fazerem justiça por conta própria ao abrigo da “lei da bala”.  

quinta-feira, 10 de maio de 2018

ANTES QUE SE ARREPENDA, NÃO TOME O TODO PELA PARTE!

O maior problema que enfrentam os cinófilos contemporâneos, para além do impróprio e exagerado antropomorfismo que dispensam aos cães, é o de tomar o todo pela parte, de julgar que todos são excepcionais e não indivíduos com profundas diferenças entre si, independentemente de pertencerem à mesma raça ou não e do seu histórico ambiental. Esta incapacidade, a que nós chamamos cegueira e que a muitos impede de ver as diferenças, é inimiga da ciência pelo subjectivismo, bastarda para os cães pela impropriedade e altamente lesiva para os homens pelas notícias (resultados) que vamos tendo.
O facto de uma cadela ser capaz de amamentar uma criança não significa que todas sejam assim, porque as há capazes de comerem até os seus próprios filhos; se há um cão capaz de proteger um bebé, haverá outro que aguardará oportunidade para o eliminar; se um cão é capaz de se jogar à água para socorrer uma pessoa em aflição, isso não garante que outro de idêntica morfologia, mesmo irmão de ninhada, faça o mesmo, é até possível que tenha aversão à água, não saiba nadar e possa morrer afogado; a existência de um cão extremamente submisso não impede que outros sejam desafiadores e agressivos, etc..
E como não há dois cães iguais, quando pensar em ter um ou quiser atribuir ao que já tem algum serviço em particular, seja previdente e certifique-se das suas condições individuais, veja se o animal tem o perfil indicado para aquilo que procura sem desconsiderar a sua salvaguarda e a dos seus. Se procedermos assim a vida de muitas crianças será poupada. Quem não consegue ver as diferenças arranjará problemas que o tempo poderá tornar insolúveis. Ao abraçarmos este assunto, lembrámo-nos automaticamente de Albert Einstein quando disse: “uma pessoa inteligente resolve um problema, um sábio previne-o”. Não se esqueça que a existência de cães excepcionais prova que a sua maioria não o é, o que não invalida que tratemos todos com dignidade e que respeitemos o seu bem-estar.
Também não há duas pessoas iguais, mas o cão de cada uma delas será aos seus olhos o melhor do mundo, ainda que o não seja e mesmo que não ande skate, porque não há nenhum que tenha só virtudes ou só defeitos e todos poderão chegar mais longe se souberem ensiná-los devidamente, muito embora seja imprescindível conhecer e considerar a sua individualidade. Ao longo da sua curta existência, quantos cães morreram como ilustres desconhecidos e não viram os seus méritos reconhecidos? Penso inclusive que muitos deles partiram sem nunca serem compreendidos. Não tome o todo pela parte e não faça comparações tolas – você e o seu cão merecem mais!

quarta-feira, 9 de maio de 2018

TRAGÉDIA OU NEGLIGÊNCIA EM SHERMAN OAKS?

Vamos aos factos. No Vale de São Fernando, em Sherman Oaks, Distrito arborizado da cidade californiana de Los Angeles/USA, no passado Sábado, dia 05 de Maio, no Bloco 14400 da Benefit Street, uma menina com 3 meses de idade saiu dali e deu entrada no hospital, alegadamente por ter sido atacada por um ou mais cães, vindo a morrer na unidade hospitalar em consequência dos seus ferimentos.
O ataque teria ocorrido às 15H45 de Sábado e os 3 cães (um rottweiler, um labrador e um terrier) foram levados pelas autoridades para se saber qual deles é o responsável pela morte da bebé. Segundo consta, tudo aconteceu quando a avó da menina, que estava a cuidar dela, saiu do seu quarto para ir buscar o biberão da água, ocasião aproveitada pelos cães da casa para tomarem posse da criança.
A Capitã da Esquadra de Van Nuys da Polícia de Los Angeles, Lillian Carranza, classificou o ocorrido como “uma verdadeira tragédia”. Para além da tragédia teria havia negligência ou não? Nós achamos que sim e vamos já dizer porquê.
A nosso ver houve negligência não só da avó mas também dos pais da criança. A avó, quer sentindo os cães por perto ou não, sabendo da sua existência naquela casa, não deveria ter deixado a neta sozinha ou então deveria ter fechado a porta do quarto dela até ao seu retorno. Ainda que “Deus meta a mão por baixo do menino e do borracho”, todo o cuidado é pouco quando se misturam cães com crianças de tenra idade, porque de um momento para o outro, atraídos pelo cocó e lambidela após lambidela, os cães podem começar a morder os infantes. Podem também fazê-lo por ciúme e por rejeição.
O corpo da notícia não esclarece se a bebé se encontrava na casa da avó ou se esta vivia na casa dos seus pais. De qualquer modo, os cães chegaram primeiro àquele lar e tinham nele todas as mordomias, ao ponto de poderem circular por toda a casa, território que obviamente consideravam seu e que os ajudou ao seu escalonamento social. Nestas circunstâncias, em que os cães são anteriores ao bebé na casa, os animais deverão ser objecto de um condicionamento prévio e próprio para que respeitem o bebé e o seu espaço, regras que já adiantámos no artigo “E QUANDO O BEBÉ CHEGAR, O QUE FAZER COM O CÃO”, datado de 31/08/2009.
Não nos parece que tal condicionamento tivesse acontecido, porque se assim fosse jamais entrariam no quarto da bebé. Inverdades que dizem ser todos os cães bonzinhos, que adoram crianças e que não fazem mal a uma mosca, acabam por ser denunciadas da pior maneira possível - depois de causarem vítimas. Nenhum cão deixa de ser predador por édito do seu dono e todos precisam de ser sociabilizados, mormente com crianças recém-nascidas e de tenra idade, que têm comportamentos mais próximos do dos cães e que são por isso mesmo presas muito apelativas, ainda mais quando entram abruptamente na sua matilha e têm a primazia dos cuidados.
Naquela família ninguém estava à espera de uma tragédia assim, mas os cães prepararam-na, tragédia que aconteceu pela negligência humana que os desconsiderou e desprezou as regras capazes de controlá-los. Terá havido nisto tudo alguma ignorância? É possível, mas isso não desculpa a família da bebé, que deveria informar-se e preparar os cães para o nascimento e presença da menina, criatura que deveriam ter aceitado como o melhor dos bens daquela casa e parte indissociável de quem os dominava, o que nos leva imediatamente para a constatação de uma liderança humana questionável, fraca, possivelmente antropomórfica e por isso mesmo imprópria.
O drama vivido no Bloco 14400 da Benefit Street, em Sherman Oaks, abate-se diariamente e por toda a parte sobre muitas famílias, gente que infelizmente confia na sorte ao invés de se precaver e que tem primeiro cães do que filhos, tratando-os e mimando-os como se fossem crianças, isentos de regras e plenos de direitos, ao ponto de chegarem a exterminar a sua própria descendência, insanidade inqualificável, ela sim uma tragédia!  
Caro leitor(a), caso seja proprietário(a) de um ou mais cães e deseje posteriormente ter filhos, procure primeiro a aprovação dos seus cães num curso de obediência básica, para que tudo corra bem e nada haja a lamentar. Quem procede assim só pode esperar boas novas! 

SABIA QUE …

Sabia que a China ocupa o 2º lugar mundial de casos de raiva registados no mundo? Que há 30 anos atrás morriam ali anualmente 5.000 pessoas e que agora morrem “apenas” 2.000? Que os principais culpados pela transmissão da doença são os cães vadios? Quer saiba ou não, estes são dados oficiais divulgados pelo jornal chinês online THE BEIJINGER. Mas há mais, entre 2014 e 2016, segundo revelou o HOSPITAL BEIJING DITAN, 27 pessoas morreram de raiva por terem sido mordidas por cães. Apesar do número de casos de raiva estar a diminuir, os ataques caninos em Pequim continuam a ser comuns. Só no ano passado foram registados 3.333 ataques na Capital chinesa. Entre cães registados e não registados, estima-se que em Pequim haja 2 milhões de cães.
Neste momento, nos bairros de Runfengshang e Huafangyicheng da capital chinesa, um cão vadio já atacou 8 pessoas, sendo a mais nova uma criança com 3 anos de idade. Os ferimentos mais graves couberam a um garoto de 5 anos que foi mordido no rosto e nas pernas (nenhuma das vítimas contraiu raiva).
O animal, que ainda não foi capturado ou abatido, tem perpetrado aos seus ataques perto da Estação Rodoviária de Qingnian na Linha 6 do Metro de Pequim e, segundo testemunhas oculares, trata-se de um cão amarelo, com aproximadamente 60cm de comprimento, que a polícia julga perdido.
A polícia já capturou 10 cães vadios desde o início dos ataques, mas nenhum deles corresponde à descrição do cão que os efectuou. Entretanto, um grupo com cerca de 30 pessoas conseguiu rastreá-lo esporadicamente ontem à noite e hoje de manhã, não conseguindo até ao momento neutralizá-lo. E até que isso aconteça, não é de estranhar ver por aquelas redondezas polícias aramados de varapau (os chineses são muito pragmáticos: matar cães à paulada é mais barato).
Com o cão ainda em liberdade, os moradores daquela área começaram a sair à rua munidos de trocos e de chapéus-de-chuva para se protegerem a si e às suas famílias. Debaixo do mesmo receio e à cautela, ao invés de uma, passaram a ser duas as pessoas que vêm buscar cada criança ao infantário.
Perante o que foi dito, desiludam-se aqueles que julgam não haver cães soltos nas ruas chinesas e que todos acabam no prato, pois há muito chinês que não lhes trinca o dente!

CONHECE A SIGLA “FREDD”?

É possível que você não saiba do que se trata, mas são a arma mais recente contra o terrorismo na Grã-Bretanha. A sigla FREDD é a abreviação de “FREE RUNNING EXPLOSIVE DETECTION DOGS”, cães destinados à inspecção de cargas nos armazéns dos aeroportos britânicos, que no dizer de Elizabeth Grace Sugg, Baronesa de Sugg e Ministra da Aviação (uma mulher bonita do Partido Conservador que há uma semana atrás fez 41 primaveras), “são o mais recente acréscimo à abordagem multicamadas do governo para lidar com as possíveis ameaças à segurança da aviação”, por serem “altamente qualificados para detectar pequenas quantidades de vapor de explosivos escondidos em cargas, o que reforçará os rigorosos métodos de segurança já existentes”.
Por seu lado, o DEPARTAMENTO DE TRANSPORTES (DfT), depois de realçar o rigoroso programa de treino de cada cão na inspecção de cargas, que tem uma duração de 12 meses, faz saber que os binómios assim treinados serão posicionados nos armazéns de carga dos aeroportos como reforço doutras medidas já tomadas e a tomar pelo Governo. O mesmo Departamento informou que o primeiro dos cães FREDD já se encontra a operar nos aeroportos e que mais serão implantados em toda a Grã-Bretanha à medida que o número de cães aprovados aumentar.
Até aqui, os cães têm sido usados com sucesso nos aeroportos do Reino Unido, ajudando a polícia a identificar criminosos e a prevenir actividades ilegais; doravante, através da introdução dos cães FREDD, irão também proporcionar ao sector da aviação uma nova forma de combater o terrorismo ao rastrear de maneira altamente móvel e rápida os fretes, que no ano de 2016 atingiram 2,4 milhões de toneladas nos aeroportos do Reino Unido.
Como se antevê, o treino dos cães de guerra para alguma coisa serviu, particularmente os destinados à detecção de explosivos, o que de certa forma e sem equívocos, transforma também os FREDD’s em cães de guerra por combaterem o terrorismo, modo mais cobarde e fratricida de guerrear ou fazer a guerra. Diante do desempenho destes cães podemos afirmar que os armazéns de carga aérea britânicos são guardados por anjos de 4 patas.
Não temos dúvida que outros governos europeus e mundiais seguirão o exemplo britânico, porque infelizmente ninguém está a salvo das actividades terroristas. Já há muito que os russos fazem o rastreamento de componentes de materiais explosivos em bagagens nos aeroportos, criando inclusive uma raça de cães própria para esse efeito – OS CÃES DE SULIMOV, animais de que demos notícia no artigo “O CHACAL E OS CÃES DE SULIMOV”, datado de 18/10/2010. Trata-se agora de estender essa detecção até aos armazéns de carga aérea, medida de segurança que já deveria ter sido implementada por todos.  

terça-feira, 8 de maio de 2018

PIADA DA SEMANA: OS ANJOS DE DOMINGO ÀS 09H15

Numa manhã domingueira de Primavera, com o Sol envergonhado, um pacato cidadão estava sentado à mesa dum café, pretendendo apanhar os tímidos raios solares que as pesadas nuvens deixavam escapar, quando um seu conhecido, por sinal espírita, chega e diz-lhe que o está a ver entre dois anjos. O homem, perplexo com aquela sentença, pergunta as horas ao visionário e ele responde-lhe que são 09H15 da manhã. Com um ar ainda mais chocado, o cidadão importunado diz-lhe: “09H15 da manhã e já se encontra nesse estado?!”

ESTE CAMARADA NÃO BRINCA EM SERVIÇO

Nas nossas Net deambulações pelo subcontinente indiano deparámo-nos com um centro de treino canino na cidade de Kottayam, no Estado de Kerala, que dá pelo nome de SAJAN DOGS TRAINING ACADEMY, onde a avaliar pelas fotos, os adestradores não brincam em serviço, particularmente o que constitui binómio com o excelente Rottweiler que conduz, animal que não gostaria de ter pela frente nem por lado nenhum como opositor!
Se na primeira foto o adestrador é “unha com carne” com o cão, na segunda, grande é o ânimo que transmite ao animal. Convém não esquecer que a Pick-up está em andamento e que o cão em exercício é um Rottweiler, pormenores que desnudam à partida a excepcional qualidade deste binómio e o rigor do seu treino. É evidente que o exercício seria mais exigente caso a porta da caixa de carga estivesse fechada. Mesmo assim, não estava nada à espera de ver um indiano a fazer isto, o que não me impediu que lhe enviasse os meus sinceros parabéns.

30 CÃES ESPECIALISTAS PARA A POLÍCIA DE VIJAYAWADA

Primeiro importa dizer o que é e onde fica Vijayawada. Vijayawada é uma cidade na região da capital Andhra Pradesh, nas margens do rio Krishna e no Distrito de Krishna, no Estado indiano de Andhra Pradesh. A cidade é a terceira mais densamente povoada das áreas urbanas da Índia e a 10ª do mundo.
O Esquadrão canino da polícia desta cidade, que tem até ao momento 186 cães no seu efectivo, recebeu 30 novos especialistas caninos, 24 destinados à detecção de explosivos, 3 à investigação criminal e os restantes ao patrulhamento. Estes cães foram treinados durante oito meses e pertencem às seguintes raças: Berge Belge Malinois, Doberman, English Cocker Spaniel, Golden Retriever e Labrador Retriever.
Os responsáveis pela polícia de Vijayawada esperam que estes agentes caninos sejam também decisivos no combate ao contrabando de ganja (Cannabis sativa) e do sândalo vermelho (Pterocarpus santalinus). A maioria dos estados indianos está a dotar a sua polícia de agentes caninos e a alcançar êxitos inesperados, tanto nas zonas urbanas como nas rurais e também nas reservas naturais. Não obstante, nenhum estado indiano conseguiu resolver até ao momento o problema dos cães de rua (tornados vadios), o que se lamenta atendendo ao seu número e ao montante dos seus ataques.   

MORNA SAUDADE DE CABO VERDE

Não é difícil gostar de Cabo Verde e das suas Ilhas, cada uma delas com uma identidade própria, porque o mar que as rodeia é generoso, limpo e paradisíaco. Mas o que mais enaltece Cabo Verde não é o mar ou a calorosa recepção turística, mas sim as suas gentes e a cultura crioula que desenvolveram desde o Séc.XV. Estamos hoje a referir-nos a este Arquipélago porque o número de visitantes cabo-verdianos deste blogue não pára de aumentar, o que muito nos alegra e faz-nos relembrar a histórica vocação atlântica portuguesa.
Apesar de Cabo Verde ter sido um dos primeiros destinos africanos dos Pastores Alemães da Acendura Brava, é a “sodade” do viver simples dos seus habitantes e o calor das suas mornas que fala mais alto, para já não se falar no seu inigualável grogue, companheiro de noites infindas carregadas de paixão e romance. Visitar Cabo Verde é ver e compreender o Portugal que fomos e que nos transporta até à actualidade, um regresso ao passado que não estranhamos pelas caras conhecidas que avistamos. Para melhor compreensão do que acabámos de dizer, click em https://www.youtube.com/watch?v=RiWDHD2M5_4 e deixe-se enfeitiçar pelo balanço da música e pela doçura da letra, mas desligue primeiro a melodia que acompanha este blogue.
Estou em crer que um dia voltarei a Cabo Verde. Entretanto chamo de bem-vindos todos os cabo-verdianos que nos visitam e coloco-me à sua disposição para os esclarecimentos que julgarem necessários relativos à canicultura, à cinofilia e à cinecultura. Entretanto, só para aguçar o apetite, deixo aqui uma foto paradisíaca de Cabo Verde.
Com o calor das suas gentes e o deslumbre da paisagem, Cabo Verde é um destino turístico de eleição.

PASSAU JÁ TEM UM DACKELMUSEUM

Na cidade alemã de Passau, na Baixa Baviera, também conhecida por “Dreiflüssestadt”, onde o Danúbio encontra os rios Inn e Ilz, já existe um “Dackelmuseum” (um Museu Dachshund), obra de dois floristas apaixonados pela raça, os S.rs Josef Küblbeck e Oliver Storz, ambos na foto seguinte.
A inauguração deste museu dedicado ao “salsicha” aconteceu no passado dia 2 de Abril e o espaço, decorado com muito bom gosto, encontra-se recheado com 4.500 itens relacionados com esta raça de cães, nomeadamente com estampas, bibelots e estatuetas.
A ideia por detrás deste museu, segundo afirmou Küblbeck ao repórter da Reuters Charley-Kai John, foi a de dar àquela raça canina uma casa que as pessoas pudessem visitar e dividir a sua alegria, até porque a popularidade do Dachshund não pára de aumentar.
Convém lembrar que esta raça de cães foi criada para ajudar na caça ao texugo, um passatempo que se tornou popular na Europa do Séc. XVII, porquanto conseguia entrar nas tocas dos texugos. Com a sua aptidão reconhecida, no século seguinte (Séc. XVIII), os cães salsicha já se encontravam presentes em todos os livros de caça.
De acordo com o que Caroline Coile diz no “The Dachshund Handbook”, os primeiros cães salsicha genuínos surgiram na terra da salsicha. Certo é que se tornaram bastante populares na Baviera, ao ponto do símbolo das Olimpíadas de Munique de 1972 (1) ser o cão “Waldi”, nada mais nada menos que um salsicha às cores.
De regresso ao museu e aos seus criadores, que abandonaram os empregos para se dedicarem à sua obra, dever que consideram sagrado perante o mundo que necessita de um museu de dachshunds, vale a pena ir a Passau e visitar o recém-inaugurado “Dackelmuseum”.
E porque todos aprendemos com todos, não mereceria o Podengo Português idêntica menção e homenagem? Quem se fez rei nos nossos campos, várzeas, charnecas, silvados, outeiros e montados? Também os cães daqui, para serem homenageados, precisam de morrer primeiro? Tudo indica que sim!
(1) Estas Olimpíadas foram tristemente manchadas pelo sangue de 11 atletas israelitas mortos por 8 terroristas palestiniaos fortemente armados, assassínio que ficou conhecido como o “Massacre de Berlim”. Nunca se saberá ao certo, mas há quem diga que se o Chanceler Willy Brandt tivesse dado ouvidos a Golda Meir (1ª Ministra de Israel) e permitisse a intervenção de uma equipa de Operações Especiais do Tzahal (Forças Armadas de Israel), o desfecho teria sido bem diferente.

segunda-feira, 7 de maio de 2018

PARA QUEM NÃO GOSTA DE PERDER PITADA

Para quem não gosta de perder pitada e anda sempre à procura de novidades, nada melhor que apanhar um voo low cost da Ryanair e aterrar em Inglaterra, deslocando-se depois ao vilarejo de Stonham Aspal, Distrito de Suffolk no Leste inglês, onde acontecerá a primeira demonstração de novas terapias etárias para cães. Este show holístico de bem-estar canino acontecerá este fim-de-semana e estender-se-á até Segunda-feira.
Os cãezinhos ali presentes, segundo faz crer o East Anglian Daily Times online, poderão desfrutar de novas terapias que incluem reiki, treino espiritual, hipnoterapia e experimentar um método de treino baseado no coração para criar a paz, também conhecido como Canine Flow.
Caso pudesse ir até Inglaterra, mais depressa iria ver o casamento do Princípe Harry do que este show holístico, não tanto pelos noivos, mas pela pompa, circunstância e “boleias”. Boleias, sim, não me enganei, as inusitadas que apanham os últimos pelotões de cavalaria da Guarda da Rainha, que incapazes de manter o andamento dos seus cavalos, evoluem num galope aflito e incaracterístico, mesmo quando o pelotão da frente vai a “passo”. Tais artistas são tratados aqui por “maçaricos”, “bandoleiros” ou “tropa à sorte”, lá não sei que nome lhes dão!
Quando acontecerá em Portugal um show holístico idêntico ao que vai acontecer no Leste inglês? Penso que não vai demorar muito, porque há por cá muitos “terapeutas” e os cães são clientes certos, seguros e simpáticos, tudo suportam e tudo fazem para nos agradar. Além disso, transportam outra vantagem – não falam!

A MAGGIE FOI AO INFANTÁRIO, MAS NÃO SE PODE MOSTRAR A CARA DOS MENINOS

A Maggie, a Bull Terrier da Carla Leitão, foi hoje a um infantário fazer as alegrias da pequenada e mostrar aquilo que aprendeu, na companhia do seu adestrador que já tinha algumas saudades dela. A cadela ultrapassou obstáculos, foi conduzida por vários meninos, teve grandes ovações e por pouco o seu nome não ficava gasto. O Lourenço, que é o benjamim da sua família e que tem crescido ao lado da Maggie, também participou activamente nas actividades propostas, pondo-se em fuga para que a cadela o apanhasse.
Apesar das muitas fotografias que foram tiradas, com grande pena nossa, não podemos publicá-las para protegermos a identidade das crianças, considerando os perigos que correm quando expostas na Internet. A Maggie gostou da experiência e a criançada adorou-a. Iniciativas deste género são subsídios eficazes para levar de vencida medos e traumas, o que torna louvável a disponibilidade da Carla Leitão e a iniciativa deste infantário.