Nunca se esqueça que a
sociabilização do seu cão, inter pares e interespécies, torna-se mais fácil
pela convivência desde tenra idade com outros animais de idêntico nível etário,
particularmente quando em regime de coabitação, mesmo com animais que à partida
possam vir a ser suas presas, concorrentes ou rivais, conforme se pode ver no “gif”
acima que foi extraído de um vídeo, onde é possível vislumbrar a cumplicidade
existente entre um Labrador e um Leão Branco. Lembre-se também que a esmagadora
maioria dos ataques caninos entre iguais e contra outros animais acontece por
desconfiança, medo e despreparo.
terça-feira, 30 de janeiro de 2018
segunda-feira, 29 de janeiro de 2018
MUITO CUIDADO COM AS PINTURAS!
Há muito tempo que dizemos
que para ser cão é preciso ter sorte e por cada dia que passa, os cães precisam
de mais ainda! Umas das últimas maluqueiras a que alguns cães não se escaparão
é à moda da pintura, acabando com o seu manto pintado de acordo com o gosto,
sonhos e aspirações dos seus donos, que tanto poderão querer fazer deles
animais selvagens, sinistros e fantasmagóricos, como decorá-los como pequenos
palhaços ou colori-los simplesmente de acordo com o carro ou cabelo dos seus
proprietários.
Alguém lá para os lados da
Flórida/US, em hora de má inspiração, lembrou-se de pintar de púrpura um
híbrido de Bichon Maltês com tinta própria para o cabelo humano. O “trabalho”
não correu nada bem e a pobre cadelinha, de nome “Violet”, acabou num
abrigo para animais do “Pinelas County Animal Services”, com
a maior parte da sua pele tingida, apresentando queimaduras e outras lesões. E
como se isto só por si não bastasse, ainda trazia os olhos inchados,
evidenciada magreza e alguma apatia.
A grave condição que a
cadelinha apresentava, levou os funcionários do PCAS a tratá-la
inicialmente com fluidos e medicação para a dor, extraindo-lhe tanta tinta da
pele quanto puderam. No dia seguinte optaram por anestesiá-la para poderem
tosquiá-la sem maiores problemas. A equipa que a tosquiava descobriu ainda que
a pele da Violet estava a encolher, o que se revestiu numa preocupação
acrescida.
Esta patetice, cujo autor
se desconhece e que poderia ter sido fatal para a cadelinha, é um sério alerta
para todos os que têm cães, que não deverão usar tintas próprias para o cabelo
humano nos seus fiéis amigos ou consentir que outros as usem para o mesmo fim,
porquanto estão carregadas de substâncias químicas tóxicas, de peróxido de
hidrogénio e de branqueadores, nefasto cocktail capaz de causar uma série de
lesões externas nos animais de estimação, queimaduras inclusive, para além de
cegueira se entrarem em contacto com os olhos dos animais. Essas tintas podem ainda
causar queimaduras internas e envenenamento, caso sejam lambidas pelos cães.
Adianta-se que já existem
no mercado tintas específicas para os animais de estimação, muito embora não
vejamos imediatamente qual a sua utilidade e benefícios. Perante tamanha
insanidade, podemos dizer que os cães dos pobres sempre serão mais felizes do que
os dos ricos, porque podem encharcar-se nas poças e rebolar-se na terra à
vontade sem correram o risco de estragarem a “pintura”.
SABIA QUE…
Sabia que um grupo de
voluntários portugueses combateu ao lado exército nazi durante a II Guerra
Mundial nos países bálticos e na Rússia, apesar da neutralidade proclamada por
Salazar? A história começa com os “Viriatos”, nome genericamente dado
aos voluntários portugueses que combateram na Guerra Civil Espanhola (1936-1939)
ao lado dos nacionalistas (franquistas) na “Legião Estrangeira”, cujo maior
número de efectivos era português, apesar dos lusos também haverem engrossado
as fileiras das milícias da “Falange”, dos “Requetés”, da aviação e de unidades
regulares do exército. Calcula-se que o seu número rondasse os 6.000 homens.
Apesar da neutralidade
espanhola, Franco, que estava em dívida com Hitler, porque sem ele dificilmente
teria vencido os republicanos e a Guerra Civil, permitiu que um grupo de
voluntários espanhol se incorporasse no exército alemão, entre 1941 e 1943,
tropas que vieram a constituir a Blaue Division de Infantaria da Wehrmacht
com o nome de 250. Einheit Spanischer Freiwilliger. Salazar seguiu o exemplo
do Generalíssimo (governante vizinho e seu parceiro ideológico) e permitiu a
entrada de uma cota de voluntários portugueses naquela Divisão, estimada num
total de 1.000 homens e identificados por “Legião Portuguesa”.
Esta Divisão acabaria por
fazer parte da “Operação Barbarossa”, que visava a invasão e domínio da Rússia
comunista, sendo enviada para a frente russa em 20 de Agosto de 1941, depois de
cinco semanas de instrução. Dos seus 47.000 homens, entre 4.500 e 5.000 foram
mortos, mais de 8.000 ficaram feridos e 321 foram feitos prisioneiros pelo
exército soviético. Grande parte destes homens foi destacado pelo seu valor em
combate, tanto pelo exército espanhol como pelo alemão, sendo atribuídas à
Divisão Azul (Blaue Division) as seguintes condecorações teutónicas: 2 Cruzes
de Cavaleiro (uma com Folhas de Carvalho); 2 Cruzes de Ouro; 138 Cruzes de
Ferro de Primeira Classe e 2.359 Cruzes de Ferro de 2ª Classe.
Os voluntários espanhóis
do 250.
Einheit
Spanischer Freiwilliger foram
ainda incorporados noutras unidades do exército alemão e noutros ramos das suas
forças armadas, combatendo ainda na Letónia, na Jugoslávia, nos Pirinéus, na
Pomerânia e na derradeira Batalha de Berlim. Na foto abaixo podemos o funeral com
honras militares de um legionário português, o do Soldado Gabriel da Costa,
membro da Divisão Azul e morto durante a Batalha de Estalinegrado.
Não foi a primeira vez que
tropas portuguesas foram combater para e contra a longínqua Rússia, já que
Napoleão teve também uma “Legião Portuguesa”, um Corpo de Tropas também referido
como “Legião Lusitana” que incorporou no seu “Grande Armée” e que
participou activamente nas campanhas da Alemanha, Áustria e Rússia. Também
neste conflito os militares portugueses se destacaram, sendo os seus efeitos
ofuscados pela derrota de Napoleão e pela Revolução Liberal em Portugal.
Para concluir, porque são
os vencedores que escrevem a História, resta dizer que os soldados portugueses
que fizeram parte do exército anglo-luso e que expulsaram os franceses da Península
Ibérica entre 1911 e 1914, vencendo um a um os Marechais de França em batalhas
renhidas como Talavera, Albuera, Fuentes de Oñoro, Badajoz, Ciudad Rodrigo,
Salamanca, Vitória, Burgos, Pirinéus, Nive, Nivelle, Orthez, e Toulouse, foram
designados por Wellington como “The fighting cocks of Army”, gente
que lamentou não ter ao seu ledo em Waterloo.
Voltando aos portugueses
que serviram a Wehrmacht e as Waffen-SS de Hitler, importa dizer que levaram para a cova os seus feitos e que o seu valor militar foi
ignorado pelo grosso da nossa população, porque apesar de terem sido vencedores e alguns haverem voltado a casa, foram derrotados ao lutarem no lado errado da barricada que sempre induz ao
esquecimento.
sábado, 27 de janeiro de 2018
E ENCONTRÁMOS UM AMIGO CHAMADO ZEUS
Alguns fins-de-semana
lembram certos dias que parecem isentos de interesse, sem novidade e
intermináveis, uma ocasião no calendário que soa a fardo, como se fossemos
obrigados a fazer um penoso reset. Mas como o tempo de cada um
de nós é curto, não há tempo a perder e só o ânimo consegue levar de vencida a
nostalgia e a melancolia que o Inverno não dispensa. Mais uma vez descemos à
gélida cidade adornada por um sol tímido e enganador, apostados em continuar o
trabalho de sociabilização com os nossos cães.
Hoje começámos os nossos
trabalhos mais tarde, porque ficámos à espera do Binómio Sónia/Shane que tardava
em chegar, atolados num café-esplanada a precisar de obras e de outra
clientela, já que a actual, a troco de um mísero café, permanece ali o dia
inteiro a mandar vir copos de água e a urinar, prática de quem espera a morte e
não encontra outra coisa que fazer, companhia que em surdina transmite séria
depressão por mau-hábito. De quando em vez, um destes clientes deixa a cadeira
vazia e vai engrossar as inevitáveis colunas dum obituário, condição que
automaticamente o transforma numa “santa pessoa” (R.I.P.).
Finalmente a Sónia chegou,
trazendo consigo um casal desconhecido que se fazia acompanhar de um cachorro
Cane Corso negro com 4 meses de idade, um exemplar vivo, alegre e lustroso que
imediatamente nos cativou. Chama-se Zeus e encontrámos um amigo. É bem possível
que venha a engrossar as nossas fileiras, o que seria bom para ele e para nós,
porque precisa de ser ajudado e educado na sua fase de crescimento, trabalhos
que adoramos fazer para gáudio de donos e cães.
O Bor aproveitou o dia
para se portar bem em termos de obediência e o Paulo parece ter seguido o seu
exemplo. Na foto abaixo podemos ver o CPA em “quieto” no meio de um canteiro
com tufos de relva que lhe serviu de tapete.
À falta doutros
companheiros para além do frio que se fazia sentir, valemo-nos duma boca-de-incêndio
para constituir uma “frente por três”, companhia que não foi do agrado do Bor e
que pouco importou à SRD Hope. Ao olharmos para os dois cães e para a mímica
das suas faces, percebemos automaticamente quem se sente mais à vontade no buliço
da cidade - o mais sereno e menos alvoraçado.
Apostados em tornar
confortáveis os percursos citadinos do Bor, sempre o trazemos para o meio de
multidões e de crianças, insistindo em simultâneo para que fique quieto durante
algum tempo numa praça ou jardim, tendo o cuidado de o proteger pelas costas
para não lhe aumentar a insegurança. Desta vez servimo-nos de um placard
publicitário relativo a um histórico poeta português.
“Dona da avenida” e “madrinha
do desfile”, devido à obediência que tem, a Hope parece trazer o mundo rendido
a seus pés (patas) ao empoleirar-se sobre uma diminuta bola de pedra, fixada no
dono, compenetrada e indiferente a quem passava.
Participaram nos trabalhos
os seguintes binómios João Graça/Hope, Paulo/Bor e Sónia/Shane. O Nuno Falé não
compareceu porque se viu obrigado a cuidar de uma prole de cachorros CPA’s
negros e cinzentos que lhe nasceram recentemente em casa. Para a semana voltaremos com novas
experiências e com outras histórias para contar. Até lá, bom fim-de-semana!
RANKING SEMANAL DOS TEXTOS MAIS LIDOS
O
Ranking semanal dos textos mais lidos ficou assim ordenado:
1º
_ OS LEITORES DO BENIM E O FORTE DE SÃO JOÃO BAPTISTA DE AJUDÁ, editado em
18/05/2017
2º
_ OS FALSOS PASTORES ALEMÃES, editado em 24/02/2015
3º
_ QUEM DÁ E TIRA, AO INFERNO VAI PARAR, editado em 28/11/2014
4º
_ PASTOR ALEMÃO X MALINOIS: VANTAGENS E DESVANTAGENS, editado em 15/06/2011
5º
_ O
CÃO: THE GREAT PRETENDER, editado em 28/11/2014
6º
_ CÃO A MAIS!, editado em 24/01/2018
7º
_ FRACO NEGÓCIO E CARNAVAL À PORTA, editado em 21/01/2018
8º
_ ACENDURA BRAVA: APRESENTAÇÃO E PRINCÍPIOS GERAIS DE COMPORTAMENTO E TREINO,
editado em 16/04/2009
9º
_ NÓS POR CÁ: AS CABRAS SAPADORAS, editado em 23/01/2018
10º _ O PESO DOS 4 MESES NO CÃO DO AMANHÃ, editado
em 28/10/2010
TOP 10 SEMANAL DE LEITORES POR PAÍS
O
TOP 10 semanal de leitores por país obedeceu à seguinte ordem:
1º Portugal, 2º Brasil, 3º Rep. Checa 4º Estados Unidos,
5º Reino Unido, 6º Rússia, 7º Quénia, 8º França, 9º Ucrânia e 10º Espanha.
sexta-feira, 26 de janeiro de 2018
HIDRATAÇÃO E TRABALHO
Um grupo de investigadores
da Universidade da Pensilvânia, não obtendo consenso entre os condutores de
cães de trabalho, quanto ao método mais eficaz para manter hidratados os seus
auxiliares de quatro patas, decidiu investigar os três métodos mais comuns em
uso, a saber: o acesso gratuito à água potável, a hidratação subcutânea
(injecção de água e electrólitos debaixo da pele) e as bebidas que contêm
electrólitos como sódio e potássio.
Estas bebidas têm sido
bastante válidas para os humanos, porque perdemos electrólitos quando suamos.
Já os cães suam menos que nós, pormenor que leva os seus críticos a temer por
um acúmulo insalubre de electrólitos nos animais. Apostada em resolver o
imbróglio, a citada equipa de investigadores avaliou os três métodos
(estratégias) de hidratação mais comuns num grupo de cães de rastreamento de
veículos automóveis que trabalham na fronteira do Texas durante os meses
quentes de Verão.
Segundo Cynthia M. Otto,
porta-voz da equipa de investigação, afortunadamente as três estratégias de
hidratação mostraram-se eficazes, evidenciando os cães comportamentos
semelhantes, a mesma temperatura corporal e idêntico desempenho laboral,
independentemente da forma como foram hidratados. Não obstante, os cães que
beberam uma bebida electrolítica com sabor a frango, beberam significativamente
mais líquidos e tiveram maiores níveis de hidratação.
Contrariamente ao que
alguns pensavam, estes cães não sofreram qualquer acúmulo do sódio (sal), um componente
das bebidas electrolíticas que em grande quantidade poderá ter efeitos negativos
no corpo. Os cães que beberam electrólitos excretaram o sódio pela urina,
mantendo assim normais os seus níveis sanguíneos, o que sugere ser este método
de hidratação seguro e eficaz. Estes resultados surpreenderam também os
investigadores, porque num estudo prévio, os cães que receberam uma bebida
electrolítica sem sabor beberam pouco dela.
Este estudo foi publicado
no jornal de livre acesso “Frontiers of Veterinary Science” e é importante para
quem tem cães de trabalho, de busca, salvamento e resgate, bem como para quem lidera
cães policiais e militares, sujeitos a trabalhar em pós-catástrofes, a
fiscalizar fronteiras, a patrulhas extenuantes e a buscas prolongadas debaixo
temperaturas elevadas, já que o risco de golpe de calor aumenta com a
desidratação.
quarta-feira, 24 de janeiro de 2018
CÃO A MAIS!
Há uma expressão muito em
uso na Acendura Brava que certamente sobreviverá ao seu desaparecimento: “cão a mais!”. Ela é vulgarmente usada
nas seguintes circunstâncias: quando a qualidade do cão é superior à do seu
condutor, quando o cão acerta perante o erro do dono; quando o dono não tem
condições para acompanhar o progresso do animal; quando o cão leva ao acerto do
dono (ensina-o); quando a capacidade atlética do animal não é acompanhada pela
disponibilidade física do seu condutor; quando o líder não consegue operar a
cessação pronta das acções do seu companheiro e quando o cão tudo faz para ser
compreendido e o dono não o entende, precariedade que poderá ser fatal para
ambos ou para terceiros, dependendo do serviço a executar pelo binómio.
Perante jovens mais duros
e obstinados, que tudo contestam e pouco fazem, dados ao desafio e carenciados
de disciplina, visando a melhoria do seu rendimento e progresso, nunca para os
desprestigiar, caso conduzam um cão de raça, a frase “cão a mais” é completada nalguns casos por outra: não admira, você é filho de uma emoção e o
cão de selecção”, sacudidela que geralmente produz o efeito esperado,
levando tais condutores à reflexão que abrevia o alcance da humildade e o gosto
por aprender, que normalmente andam interligados e geram a curiosidade que leva
ao entendimento. É evidente que tais sentenças não deverão ser aplicadas à
generalidade dos alunos humanos e muito menos àqueles que apesar do seu esforço
pouco têm para dar (evoluir).
Passemos a um exemplo prático do acerto cão perante o
erro do dono. Na década de 90 tivemos um aluno alemão chamado Egon Binger,
um ex-bancário sexagenário, divertido a seu modo, que veio para Portugal com
uma companheira e vários cães Pastores Alemães. Procurou-nos para ensinar os
cães e alcançou a nossa “Classe A”. Num fim-de-semana estival foi seleccionado,
junto com outros binómios, para uma prova de Agility como representante da
nossa escola. Ao entrar na pista decidiu apagar e guardar calmamente o seu
cachimbo, momento que o cão aproveitou para fazer o percurso sozinho
(infelizmente executou um salto no sentido errado e foi eliminado). Sem saber
porquê, o bom do alemão é confrontado com uma chuva de aplausos vinda da
bancada, ovação que muito agradeceu e que era dirigida ao cão (Ike).
Por maior que seja a
qualidade dos cães e o manifesto o seu desaproveitamento, convém relembrar que
o adestramento está cá para adequar os cães aos seus donos, pormenor que momentaneamente
podemos olvidar por sermos primeiro cinófilos e só depois cinotécnicos. Há de
facto muitos cães a mais por aí e
como tal, mesmo que ingloriamente, sempre instaremos com os donos para que
melhor os saibam compreender e aproveitar. Ao fazê-lo, livramo-nos de
responsabilidades mas não da tristeza que resulta de não nos fazermos ouvir.
Adestrador sofre e não é pouco!
terça-feira, 23 de janeiro de 2018
GUCCI: À BOLEIA DOS CÃES!
Segundo fez saber e a
propósito do Ano Novo Chinês (Ano do cão), a Gucci, empresa italiana
ligada à moda e a roupas de luxo, que é a 3ª mais valiosa do mundo, lançou uma colecção
totalmente inspirada em cães.
Antes de ter os cães como
adorno nas suas roupas, esta marca adornou as suas criações com cobras, tigres
e vários predadores da selva, segundo o estilista Alessandro Michele, o mesmo
que agora usa os seus dois Boston Terriers (Bosco e Orso) como centro da
presente colecção.
A colecção, que é limitada
e tende a desaparecer rapidamente das prateleiras, totaliza 63 itens, abrangendo
casacos, blusas, saias, calças, ténis, mochilas, carteiras, bonés, blusões,
relógios e todos os acessórios para equipar qualquer um da cabeça até aos pés.
A novidade foi transmitida
hoje para os leitores de língua inglesa pelo tablóide britânico online Evening
Standard. Se a Gucci apanhou boleia nos cães, não
nos custa acreditar que outras marcas ligadas à moda sigam o seu exemplo,
porque os cães, hoje como nunca, são um produto que se vende cada vez melhor.
Os cães estão na moda e ela
não pode desprezá-los, precisa de vender para continuar a sê-lo.
NA IDA AO ABRIGO, QUE CÃO ESCOLHER?
Nenhum centro canino e
nenhum adestrador podem negar o crescente número de cães de abrigo que engrossa
as suas fileiras, sendo nalguns casos o seu grupo maioritário, novidade em
sintonia com o fraco poder de compra dos portugueses e com a sensibilidade que
sempre demonstraram em relação aos animais, porque apesar de não sermos todos
ricos, todos temos sentimentos, um quarto reservado às afeições onde quase sempre cabem
um cão ou um gato.
Infelizmente, as campanhas
de sensibilização levadas a cabo pelas organizações de protecção aos animais,
não têm sido acompanhadas de maiores esclarecimentos e transmissão de maior
conhecimento relativos às adopções que sugerem, pelo que os interessados
raramente sabem que cão levar para casa, acabando por levar o que mais os
sensibiliza, ao invés daquele que mais lhes convém, considerando o perfil
psicológico do animal e aquilo que têm para lhe oferecer. Há ainda quem os leve
pela idade, tamanho, cor, tipo de pêlo e pela proximidade a uma raça em
particular.
Como resultado disso,
sobra por aí gente com dificuldades de locomoção a reboque de fogosos bracóides,
briguentos terriers nas mãos de gente sem pulso, cães de propensão atlética
entregues a idosos que raramente saem à rua, cães manhosos que vêem aumentado o
seu despropósito ambiental e outros, mormente cadelas, que ao terem medo da sua
própria sombra, acabam por resistir desalmadamente em sair à rua. Como se
compreende, os desaguisados entre homens e cães não se esgotam aqui.
Como em tantas outras
coisas, quando não sabemos escolher aquilo que mais nos convém, é
imprescindível valer-nos de alguém que nos saiba aconselhar correctamente, que
com o seu Know-how nos leve ao encontro do cão que preenche todas ou
quase todas as nossas expectativas, para que a sua adopção resulte num “casamento”
feliz e duradouro, já que procurar um cão que nos convenha, não implica em encontrá-lo
na primeira feira de animais que visitemos ou no primeiro que avistemos.
Será a minha penta-disponibilidade
(temporal, anímica, física, económica e familiar) que determinará qual o cão
que mais me convém ao ir ao encontro das suas necessidades individuais, visíveis
nos impulsos herdados que carrega (alimento, movimento, à defesa, à luta, ao
poder e ao conhecimento), já que ninguém deseja que a adopção de um cão resulte
num casamento de carta fechada. Quando temos clareza do que temos para oferecer,
tudo se torna mais fácil, mas se não temos como avaliar correctamente o animal,
o problema persiste e somos obrigados a recorrer a alguém para nos aconselhar,
que geralmente não é quem propõe o cão para adopção pelas razões atrás citadas
(esse alguém poderá saber algo sobre o cão, mas pouco ou nada saberá de nós).
Não faltam por aí “casamentos
infelizes” entre donos e cães, que normalmente afectam quem nisso não foi
ouvido nem achado, pelos embaraços e incómodos a que se vê sujeito. Uma adopção
bem conseguida é aquela que traz idêntica felicidade a donos e cães,
transformando-se por isso em proveitosa e duradoura. Vale a pena escolher o cão
certo. Fica o conselho.
NÓS POR CÁ: AS CABRAS SAPADORAS
Primeiro importa dizer que
o termo “sapadoras” atribuído às cabras mereceu o profundo descontentamento dos
bombeiros (ANBP), que o consideram um desrespeito à sua profissão. As ditas “cabras
sapadoras” fazem parte de um projecto-piloto do governo para combater o
combustível primário existente nas matas, evitando assim que ele cresça e
dificulte o controlo dos incêndios, já que as cabras comem praticamente de
tudo.
Esta opção silvo-pastoral,
considerada essencial pelo governo para a gestão de combustível florestal na
rede primária, será ainda acompanhada pela componente mecânica que
possibilitará o controlo dos incêndios. Pela primeira vez, segundo fontes
governamentais, Portugal terá uma directiva preventiva operacional no que diz
respeito aos fogos, uma vez que a única directiva operacional existente
reportava-se exclusivamente ao combate dos incêndios (casa roubada, trancas à
porta!).
Quanto às cabras,
espera-se que não passem de “sapadoras” a “tentadoras” e acabem numa rede de
distribuição a restaurantes ou venham a subsidiar churrascos em quintais
particulares. Nestas coisas de animais, devido ao dinheiro envolvido, porque as
cabras para se terem de pé não podem comer só mato e há alturas do ano em que nem ele abunda, ainda vai haver alguém que
vai enriquecer à conta do seu bucho, mormente com o Estado envolvido, parceiro
que tradicionalmente muito poucos hesitarão em não defraudar, depauperar e
roubar (as autarquias não costumam ter melhor sorte).
O uso das cabras no
contexto da prevenção dos incêndios é perfeitamente justificado, o que não se
justificará é que venham a aumentar as ainda hoje megalómanas despesas do
Estado, coisa fácil de acontecer se forem maioritariamente “estéreis” e tiverem
“altas taxas de mortalidade” que obriguem à aquisição constante de novos
animais. Também se virem o preço da sua comida desnecessariamente inflacionado
e forem por natureza destruidoras, ao ponto de obrigarem à permanente reparação
ou aquisição de cercas. Assim, deseja-se que as “cabras sapadoras” não venham a
engordar a corrupção que teima em nos largar, até porque a ideia é boa e a
comprová-lo estão milhares de anos.
domingo, 21 de janeiro de 2018
CHECOS E MALTESES
O número de leitores
checos deste blogue tem vindo a aumentar substancialmente, ocupando o 3º e 4º
lugares nos últimos rankings semanais de leitores. Consideramos este aumento
esperado e promissor, esperado devido a alguns contornos da cinecultura checa e
promissor pela qualidade e experiência dos seus profissionais, nomeadamente
acerca de temas ligados a lupinos e a híbridos de lobo que sempre mereceram o
nosso interesse.
Hoje recebemos os
primeiros quatro leitores de Malta, novidade que nos enche de alegria e que nos
leva a desejar mais leitores daquelas paradisíacas Ilhas mediterrânicas. Este
pequeno e insular país europeu foi o último membro da União Europeia a dar-nos visitantes,
o que não impede que nos sintamos honrados pelo interesse de alguns dos seus
cidadãos pelas nossas publicações.
E quanto a leitores nada
mais há a acrescentar, somente que o número dos africanos e sul-americanos
continua a aumentar.
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