terça-feira, 5 de dezembro de 2017

OPERAÇÃO TIGER QUOLL

Os cientistas tinham até há bem pouco tempo apenas duas opções para estudarem espécies difíceis de encontrar, não raramente em vias de extinção: ou tentavam eles mesmo encontrá-las, trabalho na maioria dos casos moroso e infrutífero ou recorriam ao uso de armadilhas, opção que eventualmente poderia prejudicar e até matar as criaturas que pretendiam salvar. Felizmente já podemos falar de uma terceira opção, mais válida que as anteriores, por ser menos morosa, mais segura e mais eficaz: o uso de cães na procura de espécies difíceis de encontrar, quer pela sua ocultação quer pela sua raridade, opção já posta em prática no Great Otway Nacional Park em Victoria, na Austrália.
Na reserva natural atrás citada (Great Otway Nacional Park), um grupo de cientistas está a testar o uso de cães na localização do incrivelmente raro Tiger Quoll, um marsupial carnívoro do género Dasyurus quoll que é nativo da Austrália, animal muito difícil de ser avistado e que se julgava já ter sido expulso daquela área, até ter sido surpreendido por uma câmara em 2012.
Os cães testados e que agora ajudam os cientistas nas suas buscas, foram treinados pelos seus próprios donos para detectarem excrementos de Tiger Quoll, sendo no seu total seis binómios voluntários.
Emma Bennett, candidata ao doutoramento na Universidade de Monash (edifício na foto abaixo) e líder do estudo, adiantou que na primeira etapa dos trabalhos 6 cães procuraram o odor dos excrementos do Quoll, com 9 níveis diferentes, numa área de 25m2. Todos foram muito rápidos na detecção, com uma precisão de 50 a 70% e quatro dos seis binómios testados alcançaram 100% de acerto na procura daqueles excrementos.
Ao detectarem os excrementos dos animais procurados para estudo, os cães estão a auxiliar de sobremaneira os cientistas, indicando-lhes qual a dieta daqueles animais, o seu número, território, viver social e distribuição geral. Diante destas mais-valias, Emma Bennett não tem dúvidas ao dizer que “Os resultados deste estudo serão essenciais na formação de directrizes para programas voluntários de adestramento canino. Assim como este estudo foi focado em cães na detecção do Tiger Quoll, certamente poderá estender-se a outras espécies ameaçadas".
Diante do que fizemos saber, todo e qualquer cão pode ser de extrema utilidade quando usado de acordo com o seu potencial, cabendo aos homens saber aproveitá-lo. Como o trabalho voluntário com cães está a crescer por todo o lado, quem sabe se amanhã não será a sua vez?    

NÓS POR CÁ: A ELEIÇÃO DE MÁRIO CENTENO

Quem olhar para a fisionomia de Mário Centeno o que vê? Vê primeiro uns grandes olhos, simultaneamente meigos e perscrutadores, ditos antigamente de “carneiro mal morto”. Depois, uma farta cabeleira crespa e grisalha, colada a um sorriso que oscila entre o velhaco e o infantil, pleno da candura de quem muito sabe e carregado da indiferença de quem está farto, tudo isto num corpo com o seu quê de bronco e desengonçado, também ele associado a uma mímica indecisa e imprecisa. Eis o nosso Ministro das Finanças, um indivíduo pouco apelativo, que para desgosto de uns tantos, que lhe queriam pôr as patas em cima, foi ontem eleito Presidente do Eurogrupo, para glória nossa e cúmulo da inveja de alguns dos seus concidadãos. Sim, o patinho feio saltou para a ribalta, o anti-herói virou vedeta!
É evidente que o homem não é nenhum tanso, nem tão pouco se formou por correspondência ou conveniência, porquanto é licenciado e mestre em Matemática Aplicada pelo ISEG da Universidade Técnica de Lisboa e também doutorado e mestre em Economia pela Harvard Business School da Harvard University dos Estados Unidos, sendo também professor catedrático do ISEG da Universidade Técnica de Lisboa. Ao longo da sua carreira desempenhou importantes funções em vários organismos, nomeadamente como economista no Banco de Portugal. Mário Centeno foi recentemente alcunhado de “Ronaldo do Ecofin” pelo sorumbático ministro alemão das finanças, o Sr. Wolfgang Schäuble, depois de ter nestes últimos dois anos conseguido responder às dúvidas de Bruxelas quanto à capacidade de cumprir regras europeias, reduzir o défice português e fazer a economia crescer. Na hora da sua eleição este algarvio apresentou-se perante Schäuble e restantes colegas com um cachecol alusivo à Selecção Nacional de Futebol (se é o Ronaldo das finanças, porque não?).
Certo é que Mário Centeno, ao ser eleito Presidente do Eurogrupo, elevou o nome de Portugal na Europa e no Mundo, ainda que a sua eleição faça cócegas ao “Marcelinho dos reality shows”, juntando-se a António Guterres e Durão Barroso, o primeiro como Secretário-Geral da ONU e segundo como ex-Presidente da Comissão Europeia.

AGORA QUE O FRIO CHEGOU

Agora que o frio chegou, convém proteger o seu cão do Inverno para que se mantenha cómodo, activo e saudável, liberto das maleitas que esta Estação do Ano normalmente despoleta ou agrava. As baixas temperaturas afectam também os cães saudáveis, pelo que narizes, orelhas e patas deverão ser fiscalizados e merecedores de especial atenção, já que a exposição ao frio leva ao aparecimento de doenças. E para que tudo corra bem, alguns cuidados e alterações terão que ser implementados.
Comecemos pela alimentação diária, cuja quantidade deverá ser aumentada entre 15 a 20% no Inverno, já que o gasto energético nesta altura do ano é maior, tanto para cães adultos como para cachorros. Este aumento do penso pode ser substituído por uma ração mais rica a distribuir aos animais. E isto porquê? Para favorecer a produção de uma camada de gordura que ajudará a manter o calor corporal dos animais. Apesar de uma reserva alimentar favorecer os convalescentes, caso o seu cão se encontre doente, consulte o seu veterinário assistente antes de alterar a quantidade ou qualidade do penso a distribuir. Os cães que se encontram alojados dentro de casa dispensam estes cuidados, porque correm o risco de engordar em demasia.
Os cães de guarda e aqueles que se encontram alojados ao ar livre em quintais deverão ter casotas ou abrigos que os protejam das rajadas de vento e do frio. Estes abrigos deverão também estar posicionados para receberem a maior quantidade possível de sol. A opção pelas casotas deverá recair sobre as de madeira ou plástico, porque as de cimento são nocivas, demasiado húmidas e frias. Antes de comprar a casota indicada certifique-se de que ela é completamente estanque para garantir o conforto térmico exigível. Os cães brancos, os de ossatura mais leve, os de pêlo mais raso, os mais magros e os de idade superior a 6 anos deverão ter mantas dentro das casotas para maior protecção e conforto, que deverão ser trocadas quando tal se justificar em abono da pele e manto dos animais. Jamais deverão encontrar-se molhadas porque mais agravarão o bem-estar dos cães.
O que mais prejudica os cães alojados dentro de casa são as mudanças bruscas de temperatura. Alguns também não se dão nada bem com o ar condicionado e com certo tipo de aquecedores, porque acabam por ressecar-lhes as vias respiratórias. Como os cães que sofrem de reumatismo, mal que afecta os mais velhos, verão as suas dores aumentadas no Inverno, convém que permaneçam em salas aquecidas e longe de portas e janelas. Se porventura um animal destes tem livre a acesso ao quintal, convém confiná-lo em casa nos horários mais frios. Não havendo a possibilidade de manter a casa quente ou de arranjar uma sala aquecida para os cães, há que arranjar-lhes uma cama apropriada ou deitar mão a colchas e edredões que aumentem a sua protecção e aconchego.
Quando pensar em levar o cão à rua, vista-lhe uma capa apropriada e perca alguns minutos com ele na cozinha, para se adaptar de forma lenta e gradual à diferença de temperatura. Há que haver também maior cuidado com os banhos, que não poderão ser frios, deverão ver reduzido o seu número (de semanais para quinzenais) e ter lugar nas horas mais quentes do dia. Por prevenção, os cães deverão ser secos com o secador morno, mesmo quando instalados em ambientes secos e não deverão sair de imediato à rua para não incorrerem em choques de temperatura.
Os animais com pêlo raso como os pinschers deverão também usar capas protectoras dentro de casa nos períodos mais frios do dia (noite). Os cães peludos ao fazer uso do mesmo acessório e nas mesmas circunstâncias (dentro de casa) poderão desenvolver indesejáveis fungos no manto, pelo que deverão alternar períodos com capa e sem ela.
Nos dias mais frios ou com temperaturas abaixo dos 11 graus celsius, aconselham-se os proprietários caninos, quando obrigados a sair com os seus cães à rua, que os protejam com uma capa térmico-impermeável. Como há cães que não se adaptam a tecidos de lã e sintéticos, convém comprar-lhes capas com forros de algodão. O uso de botas para neve, que protegem as patas da humidade e do frio, carece de habituação e ela deve anteceder as partidas para as estâncias turísticas. Também os pêlos entre os dedos dos cães no Inverno deverão ser aparados para facilitar a sua secagem.
As doenças caninas típicas do Inverno são as viroses, sendo a mais comum a “Tosse do Canil”, que apresenta sintomas muito próximos da gripe que afecta os humanos, como febre, letargia, tosse, defluxo e espirros. A doença quando não cuidada pode evoluir para quadros mais graves por infecções bacterianas secundárias e passar a pneumonia. O uso preventivo da vacina é nestes casos a melhor das opções. A somar às doenças respiratórias, os cães mais idosos podem também apresentar problemas osteoarticulares dolorosos por causa do frio, particularmente quando atribulados por artroses ou hérnias discais. 
Com o Inverno à porta há que estar preparado para proteger os nossos fiéis amigos, também eles vulneráveis ao frio que nos apoquenta. Oxalá estes conselhos cheguem a tempo e sejam postos em prática nos cães dos nossos leitores. 

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

A OPINIÃO DE HELMUT RAISER

O Dr. Helmut Raiser é um dos maiores conhecedores de Pastores Alemães da actualidade. Quando questionado acerca das mudanças efectuadas no cão de Pastor Alemão, respondeu em determinado trecho: “…Damals ist jene Kreatur entstanden, die mit dem Schäferhund, wie er ursprünglich gedacht war, nichts mehr zu tun hat. Vorne Hund, hinten Frosch. Schlimm bei diesen Hunden ist die Leere im Kopf, der langweilige, doofe Gesichtsausdruck” (Naquela época (anos 90), criou-se uma criatura que não tinha nada a ver com o Pastor Alemão, como originalmente se pretendia. Frente cão, sapo por trás. O que é mau nesses cães é o vazio na cabeça, a expressão facial chata e estúpida).
Durante décadas afirmámos o mesmo e poucos nos deram ouvidos. Agora que o Pastor Alemão está de rastos, gostaríamos de estar enganados. Quem quiser saber mais sobre o que disse este especialista, consulte por favor: https://www.welt.de/print/wams/lifestyle/article13569739/Duemmer-als-die-Polizei-erlaubt.html.

JÁ OUVIU FALAR DO CHIPS?

É possível que nunca tenha ouvido falar do Chips, um cão cruzado de Pastor Alemão/Collie/Husky, propriedade da Família Wren de Pleasantville, Nova Iorque, que logo após o ataque a Pearl Harbor, o cedeu ao Exército dos Estados Unidos, que fez dele um cão sentinela em 1942, depois de frequentar e de ter sido aprovado num curso de cães de guerra realizado em Front Royal na Virgínia.
Em 1943, junto com o seu tratador, o soldado John P. Rowell, receberam guia de marcha para o Norte de África, onde se juntaram à 3ª Divisão de Infantaria do Exército dos Estados Unidos. A missão prioritária do binómio ali era a de proteger os tanques daquela Divisão, o que não impediu em certa ocasião, quando alguns soldados americanos se encontravam emboscados por tropas inimigas, que o Chips atravessasse o campo de batalha com um cabo telefónico amarrado à coleira, permitindo assim que os emboscados ligassem a pedir socorro (apoio).
Mais tarde, quando o General Patton com o 7º Exército invadiu a Itália, vamos encontrar o Chips e o seu tratador numa praia italiana debaixo de fogo de metralhadoras, sem escapatória possível. Inesperadamente, o Chips soltou-se e lançou-se sobre o ninho de metralhadoras, expulsando lá de dentro 4 soldados italianos que se renderam às tropas americanas. O valente cão-soldado saiu daquela façanha com ferimentos leves na cabeça e algumas queimaduras, o que não impediu que no mesmo dia ajudasse o seu pelotão a capturar mais 10 soldados italianos.
Estes foram os feitos em combate mais relevantes do Chips, que viria ainda a ser usado com cão sentinela (protector de perímetro) durante a conferência entre o Presidente Roosevelt e o 1º Ministro britânico, o Sr. Winston Churchill. Pela sua heróica prestação na Guerra, o Chips viria a receber a “Distinguished Service Cross”, a “Silver Star” e a “Purple Heart”, tornando-se assim no cão mais condecorado da II Guerra Mundial. Mais tarde essas condecorações foram-lhe retiradas, quando o responsável máximo pela “Purple Heart” entendeu queixar-se ao Presidente Roosevelt, argumentando que aquelas distinções eram unicamente para pessoas e não para “equipamento” (hoje já temos para o efeito a “Dickin Medal” entre outras).
Finada a Guerra, depois tudo e ao contrário de muitos, o bom do Chips regressou a casa, para junto da Família Wren. Infelizmente só viria a viver mais 7 meses, morrendo aos 6 anos de idade em consequência das lesões que sofreu enquanto soldado, vindo a ser enterrado no “The Peaceable Kingdom Pet Cemetery” em Hartsdale, New York.
Depois da sua morte, os feitos deste SRD militar foram narrados no livro “CHIPS THE WAR DOG”, da autoria de Nancy M. West. Também a Disney Company fez um filme para televisão (já em DVD), datado de 1990, com o mesmo título do livro que o antecedeu, onde as façanhas deste excelente e reconhecido cão de guerra são mais uma vez relembradas.
Ao contrário de que acontece com outros heróis de quatro patas, não são muitas as fotografias do Chips à disposição do público, pelo que neste texto só a primeira, a terceira e a quarta foto lhe pertencem. Desde que este cão foi desmobilizado, milhares de cães de raça indefinida como ele foram enviados para a guerra, cães que a troco de quase nada deram tudo o que tinham, para que muitos pudessem voltar ilesos ao seio das suas famílias. Será justo continuar a subornar cães para entregá-los à morte? Quantos companheiros do Chips não retornaram a casa? Quantos cães veteranos continuam a ser “eutanasiados”? Por vezes dá a impressão que o Homem amaldiçoa tudo aquilo em que toca! 

sábado, 2 de dezembro de 2017

UM LEITOR DO BAHREIN

Mais interessados em construir pontes do que muros, agrada-nos de sobremaneira que o número de leitores do Mundo Árabe cresça no nosso blogue, porque o intercâmbio cultural pode valer mais ao mundo do que povos de costas viradas uns para os outros. Já temos bastantes leitores do Magreb, da Indonésia, da Nigéria e de mais povos muçulmanos europeus, asiáticos e africanos. Hoje surgiu-nos o primeiro do Bahrein e alegrámo-nos com o facto. Não sabemos se se trata de um cidadão daquele país ou dum estrangeiro ali residente. Seja como for, é sempre bem-vindo.
O que muitos dos nossos leitores lusos não sabem é que este pequeno país insular foi ocupado pelos portugueses de 1521 a 1602, sendo dali expulsos pelo Império Safávida (iraniano) com ajuda dos ingleses (com aliados assim valerá a pena ter inimigos?). Como testemunho da nossa presença naquelas paragens, ainda podemos ver um forte que ali edificámos no Séc. XVI, em Manama, capital do Bahrein, no golfo Pérsico, conhecido como "Qal'at al-Bahrain" e também como “Forte português da ilha de Bahrein”.
O que lá vai, lá vai, o que nos interessa é conhecer mais povos e gentes dispostos a dialogar e a contribuir para a edificação comum, para a paz no mundo e para a salvação do nosso planeta.

GUARDAS DE UMA VELHA SERRA

Este Sábado voltámos à Serra da nossa eleição, agora mais fria e orlada de verde. Ali desenvolvemos vários trabalhos e exercícios de acordo com os planos que havíamos traçado, considerando o particular dos binómios em instrução. Começámos por um momento de supercompensação em que deixámos os cães brincar uns com os outros, depois passámos para exercícios de equilíbrio e sobre passagens estreitas, avançámos para o desenvolvimento da capacidade instantânea de salto e depois para a endurance. Após uma breve pausa, encetámos ataques lançados, subidas de escarpas e emboscadas.
A grande novidade nos treinos desta manhã foi a presença do “Teddy”, que foi conduzido pelo Bruno Costa. O pequeno Shih Tzu venceu tudo o que tinha para vencer e provou mais uma vez ter veia de campeão. Na foto seguinte vemo-lo a caminhar sem dificuldade sobre um tronco de madeira elevado do solo a 150cm.
A Maggie foi convidada para igual trabalho, mas como o João Pedro se mostrou pouco à vontade para a conduzir, o adestrador optou por conduzi-la certo do seu êxito como veio a acontecer.
Os cães foram depois convidados para ultrapassar verticais fechadas consecutivas com 40cm de altura, mais para aquecimento do que para outro fim. Nenhum cão apresentou qualquer dificuldade na sua execução, Teddy inclusive. Como o Paulo Motrena, por se encontrar ainda coxo, não podia acompanhar o Bor lado-a-lado, optou por usar uma trela extensível para o efeito.
Depois aumentámos a altura das verticais para o dobro e as transposições alcançaram igualmente 100% de sucesso. O Slinky nem parece o peso que tem e mais uma vez pareceu ter asas na ginástica cinotécnica.
E se o Slinky foi vedeta, o que dizer do pequeno Shih Tzu?
Depois triplicámos a altura das barreiras e dispensámos, como seria de esperar, o Teddy, porque a sua estatura não lhe permitia tal. Os restantes cães responderam afirmativamente ao exercício e a Maggie acabou por ultrapassar 4 blocos empilhados uns nos outros.
Com o mesmo material fizemos um pódio, que foi ultrapassado e bem por todos os cães. Na imagem seguinte podemos ver com que à vontade a Maggie, conduzida pelo João Graça, ultrapassou aquele obstáculo, cujos módulos de apoio não excediam os 30cm.
No Pódio o João Pedro também esteve bem ao conduzir a Maggie.
Terminados os exercícios de ginástica que serviram de aquecimento para os seguintes, demos início aos ataques lançados, hoje conhecidos entre nós como “A Hora do Tomás”. Na foto abaixo podemos ver como este nosso aluno escapou à Maggie.
Mas se o bravo Tomás teve sorte com a Maggie, o mesmo não pôde dizer da Hope, porque a SRD conseguiu apanhá-lo por uma perna durante o trajecto.
Este desfecho já era previsível, uma vez que a cadela “partiu com tudo a que tinha direito”, conforme se pode ver na sua mímica que não deixa dúvidas a ninguém.
E se hoje foi o dia da Hope, que o foi, todos os dias são bons para a Maggie quando toca a pegar invasores, larápios ou intrusos.
Terminados os ataques lançados e as perseguições, convidámos todos os binómios para a já tradicional subida da escarpa. Subida que o Teddy também efectuou e a gosto. Infelizmente não temos nenhuma foto que o demonstre, porque a fotógrafa de dia mostrou algumas reticências em usar o zoom ou em fazer uso doutros planos.
Executada a subida da escarpa, passámos para as emboscadas e todos os cães responderam satisfatoriamente ao deles era esperado, acabando a maioria deles por roubar o pau com que foram ameaçados.
Para a posteridade e tirando partido da paisagem à nossa volta, concluímos com a já protocolar foto de grupo.
Participaram nos trabalhos os seguintes binómios: Adestrador/Maggie; Bruno Costa/Teddy, Carla Leitão/Maggie; João Pedro/Maggie; João Graça/Hope; Paulo/Bor e Tomás Slinky. A sessão fotográfica esteve a cargo dos irmãos Carla e Bruno. Para a semana retornaremos à serra dos nossos trabalhos e encantos com a mesma determinação e vontade de vencer.

RANKING SEMANAL DOS TEXTOS MAIS LIDOS

O Ranking semanal dos textos mais lidos ficou assim ordenado:
1º _ OS FALSOS PASTORES ALEMÃES, editado em 24/02/2015
2º _ PASTOR ALEMÃO X MALINOIS: VANTAGENS E DESVANTAGENS, editado em 15/06/2011 
3º _ QUEM DÁ E TIRA, AO INFERNO VAI PARAR, editado em 28/11/2014
4º _ O CÃO: THE GREAT PRETENDER, editado em 28/11/2014 
5º _ A CURVA DE CRESCIMENTO DAS DIVERSAS LINHAS DO PASTOR ALEMÃO, editado em 29/08/2013
6º _ PARA ALEGRAR O “NATAL” DE CÃES E GATOS, editado em 29/11/2017
7º _ O AZEITE PRÀS CARRAÇAS, editado em 24/06/2010
8º _ O ESTRANHO ANÚNCIO DOS PASTORES ALEMÃES CASTANHOS, editado em 26/04/2013
9º _ TEDDY: UMA PULGA SALTITONA ENTRE BRAVOS MOLOSSOS, editado em 30/11/2017
10º _ PASTOR DE SHILOH: SUPER-CÃO OU DECEPÇÃO?, editado em 23/01/2014

TOP 10 SEMANAL DE LEITORES POR PAÍS

O TOP 10 semanal de leitores por país obedeceu à seguinte ordem:
1º Portugal, 2º Brasil, 3º Rússia 4º Estados Unidos, 5º Moçambique, 6º Ucrânia, 7º Espanha, 8º Reino Unido, 9º Indonésia e 10º Alemanha. 

sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

SABIA QUE…

Sabia que já foi comprovado cientificamente que os cães são mais inteligentes que os gatos? É verdade, segundo um estudo recente e liderado pela neurocientista Suzana Herculano-Houzel, da Vanderbilt University, Nashville, Tennessee/US, que desenvolveu um método para medir com precisão o número de neurónios nos cérebros, os cães têm cerca de 530 milhões de neurónios corticais (células ligadas à inteligência) e os gatos à volta de 250 milhões (número aproximado do encontrado nos ursos). Esta descoberta e outras, resultantes de um estudo mais amplo, foram publicadas na revista científica “Frontiers in Neuroanatomy”, uma publicação científica electrónica de acesso aberto nos campos da anatomia, morfologia e neurologia, publicada pela editora suíça “Frontiers”.

NÃO HÁ BELA SEM SENÃO: A CAPNOCYTOPHAGA CANIMORSUS

A “CAPNOCYTOPHAGA CANIMORSUS” é uma bactéria comensal na flora gengival normal das espécies canina e felina (cães e gatos). A sua transmissão pode ocorrer através de mordidelas, arranhadelas, dentadas, lambidelas e também pela proximidade com estes animais. Felizmente esta bactéria é de baixa virulência em indivíduos saudáveis, mas causa doenças graves em pessoas com condições pré-existentes (indivíduos a quem foi extraído o baço, alcoólicos, pacientes com imunossupressão devido ao uso de esteróides como os glicocorticóides, pessoas afectadas pela talissemia beta e fumadores. Os indivíduos esplénicos (sem baço) e os alcoólatras são os que correm maior risco por verem aumentados os níveis de ferro na corrente sanguínea, condições óptimas para o crescimento do bacilo). Como muito pouco se sabe sobre a patogenia deste patógeno zoonótico, apesar do tratamento com antibióticos ser efectivo na maioria dos casos, a ferramenta de diagnóstico mais importante para os clínicos é ainda saber se o paciente esteve recentemente exposto ao contacto com caninos e felinos.
Não sabemos, pela notícia adiantada no “Mirror” on-line, qual o estado de saúde e limitações do britânico Barry Walace, de 48 anos de idade e residente em Nottingham/UK, mas pelo que nos é adiantado não parecia padecer de alguma doença. Certo é que, depois de ter sido mordiscado no braço direito pelo cão da sua mãe, que lhe causou um ferimento da grossura de uma folha de papel e com uma extensão de apenas 1cm, acordou no dia seguinte a tremer e muito mal disposto, com o nariz e os pés negros, coloração que depois se estendeu aos seus braços e pernas. Não sobrando aos médicos outra opção para lhe salvar a vida, o homem foi induzido em coma para poder ser melhor tratado, já que apanhou uma septicemia por conta da “CAPNOCYTOPHAGA CANIMORSUS”, bactéria largada na sua corrente sanguínea pela mordidela amistosa do cão de sua mãe, que irá ser responsável também pela amputação dos seus pés!
Já havíamos alertado os nossos leitores em artigos anteriores para o perigo que a boca dos cães representa para as pessoas, uma vez que as gengivas, a saliva e a língua dos cães carregam bactérias que poderão causar-nos graves problemas de saúde e até a morte. Enfatizámos também que devemos afastar as crianças da boca dos cães pelos mesmos motivos. Felizmente que a infecção pela bactéria “CAPNOCYTOPHAGA CANIMORSUS” é muito rara, mas não é a única transmissível e lesiva. Assim, como ninguém sabe se será ou não infectado, mas vale optar pela prevenção para se evitarem males maiores – lambidelas de cão? Não, obrigado!
Anda por aí tanta gente, alguma até faz gala disso, apostada em receber e dar beijos na boca aos seus cães, impulsos que diante destes factos deveriam refrear a pensar na sua saúde e na dos seus filhos, que vendo tal prática nos pais, mesmo sem convite expresso, bem depressa os imitarão, sujeitando-se assim ao mesmo tipo de penas. O meu cão para saber se eu gosto dele não precisa que lhe dê beijos na boca e eu sei que ele gosta de mim sem me lamber a cara.