domingo, 3 de setembro de 2017

TRÊS VIVAS PARA ESTES MAREMMANOS !

Infelizmente não foi só em Portugal que aconteceram grandes incêndios este Verão, eles repartiram-se por várias partes do globo nesta ocasião. Um dos grandes incêndios deste ano deflagrou na Província canadiana da Colúmbia Britânica, província que é a mais ocidental do Canadá e que se encontra entre o Oceano Pacífico e as Montanhas Rochosas, lar de mais de quatro milhões de canadianos e onde em Julho arderam mais de 9.000 km2 que causaram prejuízos na ordem dos 180 milhões de euros.
Não lhe sobrando outro remédio, a Sr.ª Lynn Landry viu-se obrigada a abandonar à pressa a sua casa por 20 dias e a deixar para trás um casal de cães Pastor Maremano-Abruzês, a quem deixou comer, respectivamente o Tad e a Sophie e com eles um rebanho de 90 ovelhas. Temeu-se o pior, mas ao voltar para casa aquela criadora de ovinos teve uma agradável surpresa: das 90 ovelhas que deixou só uma mais velha pereceu, as restantes 89 escaparam ilesas graças ao cuidado dos cães, que as guiaram no meio das labaredas e protegeram de ursos e coiotes famintos.
Apesar da origem destes cães remontar aos confins dos tempos, esta raça italiana só foi reconhecida no final do Séc.XIX e foi sujeita a fusão com outra de igual valor e aptidão já no Séc.XX. Natural das Montanhas dos Abruzzos, no centro da península itálica, o Cão de Pastor Maremano-Abruzês é um pastor nato e valente, próprio para guardar qualquer espécie de rebanho, seja ele de vacas, cavalos, lamas, cabras, ovelhas e de até de galinhas, fazendo frente aos diferentes predadores que cada continente oferece.
Ainda que a sorte estivesse do lado dos cães, somos obrigados a realçar a dedicação e valentia destes dois pastores. Por isso, venham de lá três vivas para estes maremmanos! 

RANKING SEMANAL DOS TEXTOS MAIS LIDOS

O Ranking semanal dos textos mais lidos ficou assim ordenado:
1º _ OS FALSOS PASTORES ALEMÃES, editado em 24/02/2015
2º _ PASTOR ALEMÃO X MALINOIS: VANTAGENS E DESVANTAGENS, editado em 15/06/2011
3º _ A CURVA DE CRESCIMENTO DAS DIVERSAS LINHAS DO PASTOR ALEMÃO, editado em 29/08/2013
4º _ PASTORES ALEMÃES LOBEIROS: O QUE OS TORNA ESPECIAIS, editado em 02/11/2015
5º _ O PESO DOS 4 MESES NO CÃO DO AMANHÃ, editado em 28/10/2010
6º _ HÍBRIDO DE CHOW-CHOW/PASTOR ALEMÃO: MÁQUINA OU DESASTRE?, editado em 11/05/2016
7º _ HUSKY E SERRA DA ESTRELA: UMA PARCERIA DIFÍCIL, editado em 04/01/2014
8º _ O GUARDA DAS GALINHAS, editado em 05/04/2014
9º _ CONVERSAS SOBRE PASTORES ALEMÃES À MESA DO CAFÉ, editado em 09/08/2014
10º _ UM CASO PATOLÓGICO, editado em 29/08/2017

TOP 10 SEMANAL DE LEITORES POR PAÍS

O TOP 10 semanal de leitores por país obedeceu à seguinte ordem:
1º Portugal, 2º Rússia, 3º Brasil, 4º Estados Unidos, 5º Espanha, 6º Indonésia, 7º Irlanda, 8º França, 9º Índia e 10º Reino Unido. 

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

TOLLER: O CÃO CHAMARIZ

O TOLLER, como é tratado por quem o conhece, oficialmente reconhecido pelo Canadian Kennel Club (CKC) como NOVA SCOTIA DUCK TOLLING RETRIEVER em 1945, é um cão vermelho ou laranja, natural de Yarmouth no Distrito de Litle River, sudeste da província canadiana marítima e atlântica da Nova Escócia, sendo o menos conhecido dos Retrievers e também o mais pequeno, oscilando entre os 43 e 53 cm e os 16 e 23 kg.
A sua sobrevivência enquanto raça deve-se em primeiro lugar ao movimento que empresta à sua cauda, que ao aguçar a curiosidade de patos e outras aves, atrai-os e arrasta-os para si, funcionando como um autêntico chamariz, vantagem que mais nenhuma raça canina carrega e que não o impede de ser um levantador de caça por excelência.
Este retrievier de pêlo duplo e comprido pertencente ao Grupo 8, descende dos cães dos índios Micmac que vieram a ser beneficiados maioritariamente por raças como o Cocker Spaniel e o Setter Irlandês. É admirado pelo seu asseio, beleza, inteligência e robustez (rusticidade), um caçador anfíbio inveterado, persistente e tenaz, capaz de não dar tréguas a pequenos mamíferos terrestres, caçando com igual desembaraçado coelhos.
É um cão que não exige um dono experiente, que se adapta sem dificuldades a viver num apartamento e que resiste bem ao frio e ao calor, muito embora não aprecie ficar só. Extremamente simpático, é afável com a família e não manifesta antipatia ou aversão a estranhos, sociabiliza-se facilmente com outros cães, tolera os gatos e é extremamente amigo das crianças.
O Toller é por norma saudável e de fácil limpeza, apesar de tender à obesidade e de largar alguma quantidade de pêlo. Treiná-lo é fácil ainda que tenda a ladrar em demasia. Extremamente energético, necessita de exercício e desafios diários porque é curioso e cúmplice, não dispensando uma hora de excursão diária quando confinado em casa. Contudo, é menos maçador e manifesta menos ansiedade em agradar que o Labrador e o Golden Retriever.
As afecções mais comuns na raça são: Displasia coxo-femoral, Atrofia Retiniana Progressiva (PRA), Anomalia do olho de Collie e surdez. Esta última afecção é menos comum e não acontece em todas as linhas de criação, atacando somente algumas a partir dos 7 e 8 anos de idade dos cães. Os clubes da raça canadianos e norte-americanos já emitem certificados de isenção destas maleitas devido aos sérios despistes que têm vindo a efectuar.
A sua carga energética, capacidade de aprendizagem, necessidade de exercício e pouco peso fazem do Toller um atleta canino de eleição, tornando-o próprio para vários desportos caninos e particularmente indicado para o Agility, onde por vezes se confunde com o Borde Collie vermelho.
Quando treinado para isso, pode ser um excelente cão de resgate e um fiel detector de cadáveres submersos, porque se sente como peixe dentro de água, mergulhando e submergindo facilmente para procurar objectos ou animais nos leitos dos rios.
A quem agradará um Toller? A quem se dedica à caça de aves aquáticas, a quem procura um cão de desporto ou um companheiro fiável para os seus filhos. O que tem para oferecer aos adestradores profissionais? Basicamente um parceiro dotado e sério para o rastreamento e resgate. 

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

MEIO MILHÃO COM TENDÊNCIAS PARA AUMENTAR

Segundo a pesquisa anual da Associação de Fabricantes de Alimentos para Animais de Estimação, no Reino Unido já existe meio milhão de galinhas que são tratadas como animais de estimação e não como aves de capoeira, que vivem nos jardins e quintais dos seus donos como se de cães se tratassem.
Desde 2010 que esse número se mantém estável mas tudo indica que virá a ser aumentado, aumento que ficará a dever-se ao sucesso que as galinhas têm tido como companheiras e ao aparecimento de literatura mais detalhada a esse respeito, como é o caso da obra “THE CHICKEN CHICK’S GUIDE TO BACKYARD CHICKENS”, da autoria de Kathy Shea Mormino, uma verdadeira expert na matéria.
Ainda que nos pareça caricato, dos pontos de vista ecológico e da protecção do meio-ambiente, a troca de cães por galinhas diminuiria a libertação de dióxido de carbono para a atmosfera em vários milhões de toneladas, o que naturalmente causaria menor impacto ambiental, considerando que estas e mais aves não comem rações à base de carne.
A troca de galinhas por cães não coloca em risco o número dos últimos, que só no Reino Unido alcançam os oito milhões e meio. De qualquer modo, o número de cães domésticos carece de ser repensado e as suas dietas alteradas, porque ambos estão a contribuir de sobremaneira para a libertação de grandes quantidades de poderosos gases de efeito estufa na atmosfera, conforme adiantámos no texto “PETS: PATA PESADA NO MEIO AMBIENTE”, editado em 15/08/2017.
Pouco a pouco e quase sem se dar por isso, o número de galinhas transformadas em pets nas Ilhas Britânicas vai aumentado, alcançando estas ex-aves de capoeira nomes próprios e até direitos de roaming. Estará o mundo louco ou teremos que retroceder ao nosso simples viver para que o Planeta não se extinga? Será por acaso que nos mandam ter hortas nas varandas e agora galinhas no quintal?

HARVEY HURRICANE: UNS SÃO SALVOS E OUTROS SALVAM O QUE PODEM

Os estragos que a tempestade tropical Harvey está a causar no Estado norte-americano do Texas levarão anos a ser reparados e haverá gente que jamais recuperará o que perdeu: familiares, amigos, animais, casas, carros e outros bens. Dir-se-á que lamentavelmente os texanos já estão acostumados a tempestades assim e que mais cedo do que se pensa se levantarão, o que de todo não é verdade porque os ventos e águas estão a levar pecúlios que jamais devolverão, particularmente aos mais idosos e aos desfavorecidos, porque recomeçar e refazer vidas torna-se mais fácil para gente moça, em idade de trabalhar e com emprego garantido.
No meio da tempestade, enquanto uns salvam o que podem, outros são salvos, nomeadamente os encarcerados, os idosos, os deficientes, os incapacitados, as crianças e os bebés, os que por si mesmo jamais conseguiram salvar-se. Igual drama sofre o gado e os animais domésticos que levados pelas torrentes, encarcerados ou isolados por elas, se não forem objecto de socorro, têm a morte como certa.
Felizmente há por ali gente que não se esqueceu dos animais, que se mobilizou e que opera o seu socorro, tanto local como vinda doutros Estados e lugares, cujo esforço tem resultado no resgate de um sem número de animais domésticos, maioritariamente cães e gatos.
Ante tamanha tragédia, a política a seguir só pode ser uma: salvar-se e salvar o que for possível! Uma das imagens mais marcantes da passagem do furacão Harvey pelo Texas já publicadas na Internet e que em pouco tempo se tornou viral foi a de um cão que ao pôr-se a salvo carregou na boca o seu saco de ração (foto abaixo).
Aqueles que se dedicam ao resgate dos animais não estão só a salvá-los mas a preservá-los para os seus proprietários e a labutar para o seu bem-estar, porque se à privação dos seus bens se somasse a perca dos seus animais de companhia, maior seria a sua tristeza e desalento.
Meanwhile, o Sr. Donald Trump continua a portar-se como um asno, encantado que anda com a sua potranca Ivanka, ao não atentar para o agravamento das condições climáticas na Terra e ter isentado os Estados Unidos do “Acordo de Paris” de 2015, que pretende implementar medidas de redução na emissão de dióxido de carbono a partir de 2020. Atentando para o que está a suceder no Texas, cujo maior preço será pago pelos texanos, que eventualmente serão os menos culpados, pode dizer-se que o tiro saiu pela culatra ao até agora Presidente dos Estados Unidos da América. Queira Deus que o número de vítimas causado pelo Furação Harvey não aumente, que a tempestade passe depressa, que a bonança não demore e torne possível a reconstrução.

terça-feira, 29 de agosto de 2017

A MAGGIE DAS PIRUETAS

A Maggie é uma Bull Terrier branca com 8 meses de idade, irreverente, cheia de vida e dada a fazer piruetas, ao mesmo tempo teimosa e tendente a amuos, uma companheira que adestramos todas as manhãs logo a seguir ao pequeno-almoço, quando o sol é menos intenso e o calor não causa entraves. Com uma capacidade atlética invejável, que nem sempre destina a fim útil, esta cadela estranha-se a princípio e entranha-se depois pela amizade que oferece. Com apenas uma semana de treino já faz razoavelmente o “junto” à trela, o “alto”, o “senta”, o “troca” o “roda e o “quieto”, executando este comando durante alguns instantes a 50 metros da sua dona e condutora. Esta Bull Terrier tem-se mostrado valente e desinibida, o que indicia ser capaz de abraçar o ofício guardião, porque não se intimida com coisa alguma, quer lhe seja arremessada ou usada como ameaça. Nutre uma especial amizade com o Benjamim lá de casa, um menino de 4 anos chamado Lourenço, que provoca para a brincadeira e segue por toda a parte. Assim é a Maggie e estamos muito satisfeitos com ela!

UM CASO PATOLÓGICO

Se há gente que nasce sem sorte, o que dizer de certos cães? Vamos à história da “Florence”, uma Cocker Spaniel Parti-color com 2 anos de idade, que não teve sorte nenhuma com a dona que lhe coube, uma enfermeira veterinária de 28 anos chamada Georgina Bretman (na foto acima), moradora e a trabalhar ao tempo em Glasgow/Escócia, carente de atenção e ainda mais de tratamento.
Entre 2011 e Junho de 2013, Bretman trabalhou como enfermeira numa clínica veterinária privada, que aberta fora de horas cobrava preços mais altos. Descontente com as noites de folga que lhe eram atribuídas e querendo chamar à atenção, esta “enfermeira” injectou por várias vezes insulina na sua Cocker, para que o animal desse entrada na referida clínica. Como resultado da sua nefasta acção, o animal esteve nessas ocasiões entre a vida e a morte, quase a colapsar, entregue a convulsões, a contorcer-se com dores e a vomitar. Os resultados dos testes feitos na Cocker indicavam um baixo nível de glicose.
Como o animal se apresentava saudável entre episódios, a desconfiança sobre a responsabilidade da sua dona aumentou, ainda mais porque coincidiam com as suas folgas. A Sr.ª Herd, que havia contratado Georgina Bretman, decidiu enviar as amostras de sangue da Cocker para a Escola de Veterinária da Universidade de Glasgow, entrega que a enfermeira de imediato se prontificou a fazer, nunca chegando as análises aquele estabelecimento superior de ensino. 
Descobertos os seus actos criminosos e ao abrigo da lei local, para além de despedida, Bretman foi acusada segundo a “Lei de Saúde Animal e Bem-estar da Escócia” e julgada no Glasgow Sheriff Court, incorrendo agora numa pena de multa de 20.000 libras ou até um ano de prisão efectiva (está a aguardar sentença).
Apesar de não ser impossível, dificilmente encontraremos enfermeiras veterinárias tão afectadas com Georgina Bretman, cuja doença e gravidade de actos exigem sério tratamento. Felizmente não há notícia em Portugal duma enfermeira assim, talvez porque não soframos aqui da depressão de inverno que tanto fustiga os cidadãos britânicos, ali entendida como “seasonal affective Disorder”.

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

ACUPUNCTURA E REABILITAÇÃO

Acerca do texto “ACUPUNCTURA PARA CÃES E GATOS”, editado no dia 25 do corrente mês, recebemos da Rita Nabais o seguinte email: “Bom dia. Estive a ler o artigo sobre a acupunctura para cães e gatos e quis partilhar o nosso testemunho. Como sabe, devido à manifestação explosiva da hérnia discal do Bolt e consequente paralisia dos membros posteriores, que acabou por ser ultrapassada apenas com medicação, foi necessário arranjar (depois de todo esse processo) uma forma de controlar a crescente probabilidade de reincidência.
Por esse motivo, vamos semanalmente à fisioterapia. As nossas sessões são composta pela hidroterapia (primordial para a recuperação da coordenação motora com impacto mínimo nas articulações), aplicação de laser sobre a zona da coluna (aumenta o metabolismo local e reduz a inflamação e dor), fototerapia aplicada em três meridianos cervical, torácica e lombar (indicada para o relaxamento muscular e anti-inflamatório), electroestimulação para evitar atrofias musculares (essencial para o membro posterior esquerdo que ficou com mais nervos afectados com a explosão do disco) e exercícios que praticamos também em casa como fazer oitos, obstáculos (não de salto mas de passagem) e wobble board.
Desde Maio que começámos também a acupunctura e que tem tido efeitos muito positivos na evolução da propriocepção, nomeadamente no membro mais afectado. Mesmo a nível  muscular, é possível (em alguns casos) de observar a olho nu os efeitos imediatos pelos movimentos involuntários dos músculos nas zonas mais contraídas. Junto envio algumas fotografias que vou tirando ao longo das sessões.
Em várias delas dá para perceber o quão descontraídos ficam durante o tratamento, mesmo aqueles que vão só fazer companhia (como é o caso da galga tigrada que se deita sobre o Bolt enquanto ele está com as agulhas).De resto espero que esteja tudo bem. Nós por cá continuamos. Em frente, sempre (…)”
Agradecemos à Rita o testemunho, congratulamo-nos com as melhoras do Bolt e chamamos de bem-vindos todos os avanços alcançados na reabilitação canina.

domingo, 27 de agosto de 2017

SIMPLES TRUQUES OU ALTERAÇÃO DE CARÁCTER?

Quando hoje se pergunta a alguém se o seu cão se encontra treinado, é comum obter-se como resposta: “ Sim, alguns truques fui eu que lhe ensinei e outros aprendeu numa escola” e “Sim, ele faz «give me five», senta, deita, rebola e com um auxílio de um biscoito consegue andar somente apoiado nas patas de trás!”. Resumir-se-á o adestramento a uns tantos truques? Ao olhar para o trabalho que alguns profissionais desenvolvem com os seus cães juraríamos que sim mas sabemos que não!
Conseguirá algum método de ensino subsistir tendo como base unicamente um conjunto de truques? Os ditos truques conseguirão adestrar convenientemente um cão? Serão os seus resultados perpétuos? Às três interrogações respondemos com um peremptório não, considerando primeiro a salvaguarda dos cães e depois as alterações de carácter necessárias à sua inserção harmoniosa no lar e na sociedade. Pelo contrário, sabemos que os truques prestam-se de sobremaneira para enganar os binómios e quem os aprecia, coisa que não é de hoje já que sempre se ouviu que “com papas e bolos se enganam os tolos”.
Como não faltam por aí cães com uma forte personalidade e mau carácter (há quem diga que homens também não), ao adestramento digno desse nome cabe adequar o carácter dos animais para que venham a ser companheiros melhor adaptados e mais úteis, pelo aproveitamento da plasticidade presente nos seus ciclos infantis e pelo concurso da experiência variada e rica, dotando-os assim de um comportamento que por si mesmos não atingiriam, por vezes aparentemente contrário à sua propensão genética, quando comparados com outros iguais e dispensados de idêntico cuidado.
Ao contrário do que acontece com a personalidade (individualidade) canina, que ao invés do carácter não é boa nem má, mas sim forte ou fraca, o carácter da maioria dos cães carece de ser melhorado e a sua capacidade de aprendizagem aumentada, visando a sua salvaguarda e possível uso. Se entendermos o carácter como uma componente de grande importância na personalidade de um cão como um todo, então podemos dizer que a sua personalidade é também alterável em grande parte pelo enriquecimento do seu carácter, alteração que não se pode alhear da dependência canina, da idade da cópia que todos os cães atravessam, do seu quadro experimental, do condicionamento havido e dos méritos de quem o educa.
Um cão quando devidamente adestrado terá sempre duas filiações graças à sua natureza social: uma biológica e outra pedagógica, podendo facilmente substituir os seus rituais naturais por outros atempadamente absorvidos, compreendidos, experimentados e necessariamente aprovados. Esta transformação que não acontece por artes mágicas e que dificilmente será efectuada por um “encantador”, resulta do conhecimento dos animais, da individualidade de cada um, da comunhão de vida e do tempo dispensado ao seu estudo e apetrechamento.
 
Não é nenhum crime ensinar um cão a andar de trotineta, mas melhor será ensiná-lo a atravessar uma estrada. Varremos os animais selvagens do circo, quando expulsaremos os cães de lá? Basta de enganar os cães!

NÓS POR CÁ: ELE SALVOU 30.000, QUEM SALVARÁ A NOSSA FLORESTA?

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, inaugurou ontem o Museu Vilar Formoso Fronteira da Paz (núcleo museológico), dedicado ao ex-diplomata português Aristides de Sousa Mendes e aos refugiados judeus que por aquela fronteira entraram fugidos do holocausto.
Sousa Mendes foi responsável por promover a fuga para a liberdade de 30.000 judeus que se encontravam encurralados em França, ao passar-lhes vistos de entrada para Portugal, quando Cônsul do nosso País em Bordéus, contrariando o estipulado por Salazar mas obedecendo à sua consciência, o que teve como consequência vir a morrer na miséria por haver desobedecido ao ditador, condenando à partida a sua imensa família à mesma sorte.
A homenagem é tão justa quanto tardia e aguarda-se a plena reconstrução da “Casa do Passal” em Cabanas de Viriato, residência da Família de Sousa Mendes que até há bem poucos anos atrás se encontrava em ruínas.
Quem parece condenada ao extermínio é a nossa floresta que não pára de arder, sem dúvida às mãos de criminosos, uma vez que as ignições dos fogos e os seus reacendimentos acontecem à noite ou de madrugada, quando as temperaturas são baixas e o calor menos se faz sentir. Já arderam perto de 80.000 hectares de floresta e ignora-se quem conseguirá salvar a restante, quando o fará e como o fará. 
A quem interessará tanto fogo? A resposta parece-nos óbvia: a quem lucra com ele, muito embora possam haver vários interessados ou uma conjugação de interesses na costumeira submissão da política à economia. E dizemos isto porquê? Pelo aproveitamento político que os incêndios florestais têm merecido, o que reforça a manifesta índole terrorista destas acções que afectam o bem-estar e o futuro dos portugueses. 

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

RANKING SEMANAL DOS TEXTOS MAIS LIDOS

O Ranking semanal dos textos mais lidos ficou assim ordenado:
1º _ OS FALSOS PASTORES ALEMÃES, editado em 24/02/2015
2º _ PASTOR ALEMÃO X MALINOIS: VANTAGENS E DESVANTAGENS, editado em 15/06/2011
3º _ A CURVA DE CRESCIMENTO DAS DIVERSAS LINHAS DO PASTOR ALEMÃO, editado em 29/08/2013
4º _ HÍBRIDO DE CHOW-CHOW/PASTOR ALEMÃO: MÁQUINA OU DESASTRE?, editado em 11/05/2016
5º _ A FÁBULA DO LOBO CHECO: O REGRESSO AO ATAVISMO, editado em 15/03/2014
6º _ PASTOR DE SHILOH: SUPER-CÃO OU DECEPÇÃO?, editado em 23/01/2014
7º _ “P” DE PARDAL E POLICARPO, editado em 22/08/2017
8º _ O GUARDA DAS GALINHAS, editado em 05/04/2014
9º _ AND THE SECOND PLACE GOES… TO THE DOGS!, editado em 21/08/2017
10º _ O PESO DOS 4 MESES NO CÃO DO AMANHÃ, editado em 28/1072010

TOP 10 SEMANAL DE LEITORES POR PAÍS

O TOP 10 semanal de leitores por país obedeceu à seguinte ordem:
1º Portugal, 2º Brasil, 3º Estados Unidos, 4º Índia, 5º Espanha, 6º Reino Unido, 7º Angola, 8º República Checa, 9º Alemanha e 10º França.