sexta-feira, 25 de agosto de 2017

ACUPUNCTURA PARA CÃES E GATOS

Na cidade chinesa de Xangai, a mais populosa do Planeta e que tem o porto de contentores mais movimentado do Mundo, sendo por isso mesmo um enorme centro financeiro, existe um Centro de Neurologia e Acupunctura de Saúde Animal, que se vale da medicina tradicional chinesa para alívio das dores e para curar os achaques mais comuns dos cães e os gatos residentes naquela grande metrópole.
Devido às melhoras dos seus pacientes, que alcançam 80% do seu número total, este centro clínico médico-veterinário tem sido um êxito e é bastante procurado. Cada sessão com 45 minutos de duração custa ali 260 yuan, o equivalente a 39€.
Não faltam em Portugal clínicas e veterinários que prestam os mesmos serviços a partir da acupunctura e da medicina tradicional chinesa, apesar de haver outros que se valem doutras medicinas alternativas. Desconhecemos o número exacto dos veterinários que fazem uso da acupunctura, mas sabemos que são a primeira opção à Medicina Veterinária Alopática (convencional).
Na sua esmagadora maioria, os veterinários portugueses que fazem uso da acupunctura, antes de abraçarem a medicina tradicional chinesa, licenciaram-se em Medicina Veterinária convencional nas várias universidades peninsulares. Desconhecemos se o sucesso aqui alcançado é igual ao que acontece em Xangai, como desconhecemos quais os valores cobrados por cada sessão de acupunctura ministrada a um cão ou a um gato.
Os serviços mais comuns prestados por veterinários que seguem a medicina tradicional chinesa são: acupunctura, acupunctura laser, electroacupunctura, implantes de oro, moxabustão e massagens manuais. No site da “International Veterinary Acupuncture Society” diz-se que a acupunctura tem sido usada na prática veterinária chinesa há milhares de anos para tratar inúmeras doenças. Os adeptos da sua prática crêem que a inserção de agulhas longas e finas em locais específicos, conhecidos como meridianos do corpo, pode estimular a circulação sanguínea para promover a cura e aliviar algumas dores.
É bem possível que tudo isto seja verdade, porque os benefícios terapêuticos da acupunctura em humanos são inegáveis e estão sobejamente comprovados. Bom é haver alternativas para o tratamento eficaz dos nossos fiéis amigos e a acupunctura parece-nos ser a melhor delas. 

quinta-feira, 24 de agosto de 2017

O QUE MAIS EXALTA UMA LINHA DE CRIAÇÃO: OS CÃES OU AS CADELAS?

Tenho reparado aqui e noutras partes do mundo por onde tenho andado, quando observo os reprodutores usados pela maioria dos canicultores, e aqui não há distinção entre os amadores e os profissionais, que muitos deles possuem excelentes machos e fêmeas a rasar o desprezível, descuido que a breve trecho condenará a sua linha de criação pela lástima dos seus produtos. E quando digo “fêmeas a rasar o desprezível”, digo-o dos pontos de vista físico, psicológico e cognitivo, que uma vez usadas como matriarcas geram cachorros débeis (carentes de robustez e envergadura), irritadiços ou medrosos, por demais dependentes, com baixa capacidade de aprendizagem e incapazes de ultrapassar as adversidades que irão ter pela frente.
Quer se trate da morfologia, da psicologia ou da cognição dos cachorros, estes sempre ficarão a dever mais às mães que aos pais, considerando o papel primordial das primeiras no seu sustento, desenvolvimento, adaptação e ensino, o que torna a selecção, compra e aquisição das fêmeas num assunto muito sério e merecedor de toda a atenção, já que as primeiras interacções entre os cachorros e as mães parecem ser de efeito duradouro. Assim fizemos e temos aconselhado outros a fazê-lo, porque não nos envergonhamos de fazer o bem e quem nos dá ouvidos nunca se deu mal.
A corroborar o que acabámos de dizer, surgiu recentemente um estudo oriundo da Universidade do Arizona/US e publicado na revista “Proceedings of the National Academy of Sciences”, que se debruçou sobre o papel das mães no sucesso e insucesso dos cães destinados a guiar invisuais (cães-guia). A principal autora deste estudo, Emily Bray, pesquisadora pós-doutorada do “Arizona Canine Cognition Center” da Universidade de Antropologia do Arizona, adiantou que as cinco semanas que os cachorros passam com as suas mães influem directamente sobre o seu sucesso dois anos mais tarde, que nesse período inicial das suas vidas necessitam de lidar com pequenos desafios e que se não o fizerem virão a penar mais tarde.
O estudo aconteceu nas instalações da associação “The Seeing Eye” que se dedica à formação de cães-guia e abrangeu 23 cadelas e os seus 98 cachorros durante as primeiras cinco semanas da sua vida. A análise dos dados obtidos revelou que havia diversidade de comportamentos nas mães, sendo umas mais atenciosas que outras. Ao observar-se dois anos mais tarde esses cães, verificou-se que os cachorros que tiveram mães mais atenciosas (mães-galinha) foram os menos propensos a formar-se como cães-guia, particularmente os que tiveram uma mãe que os amamentava invariavelmente deitada, ao invés de o fazer de pé ou sentada.
Robert Seyfarth, co-autor deste mesmo estudo e professor de psicologia na Universidade da Pensilvânia, acerta do pormenor acima citado (o das mães que invariavelmente amamentam deitadas) adiantou: “Se uma mãe está deitada sobre o seu estômago, os cachorros têm acesso gratuito ao leite, mas se ela estiver de pé terão que trabalhar para obtê-lo”, o que realça a importância das matriarcas na criação de pequenos desafios ao alcance dos cachorros, para que mais tarde possam desenvencilhar-se e ter sucesso na vida, aumentando assim as suas chances de sobrevivência pelo desenvolvimento cognitivo.
Este assunto só agora está a ser abordado e ainda há muito por descobrir e comprovar. Todavia, não se pode confundir uma cadela com uma coelha e uma boa cadela é aquela que começa a ensinar a sua prole bem cedo, dotando-a da curiosidade que melhor a servirá para a vida e conduzirá ao sucesso. Já havíamos abordado este assunto, ainda que noutra perspectiva no texto “A PARAQUEDISTA E A LOBEIRA”, editado em 13/12/2012.
Tendo em visto a utilidade da generalidade dos cães e não a dos cães-guia em particular, apraz-nos dizer: cadelas carentes de envergadura, disfuncionais, desaprumadas e medrosas, com fracos impulsos ao alimento, movimento, à defesa e à luta, ao poder e ao conhecimento - não, obrigado! 

quarta-feira, 23 de agosto de 2017

SEVEN POLICE ANGELS TO ONE YORKSHIRE

Certa vez assisti na televisão ao abate de um Husky que andava a monte por um polícia britânico que o entendeu perigoso, excesso de zelo que não compreendi e que ainda não compreendo. Mas como dizem não haver duas sem três, desta vez em Kingston, no sudoeste londrino, uma septuagenária viu inesperadamente a sua casa invadida por sete polícias enviados para deterem o seu pequeno Yorkshire com 10 anos de idade, de acordo com a Secção 5 do “Dangerous Dogs Act” (lei sobre os cães perigosos).
E todo este aparato porquê? Porque a Sr.ª Claudia Settimo, dona do Alfie (assim se chama o Yorkshire) recebeu uma encomenda de um pedido on-line no passado mês de Junho e como se encontrava no piso superior da sua habitação, pediu ao homem das entregas que deixasse o embrulho à sua porta. Dez minutos depois abriu a porta e foi buscar a encomenda. Para espanto seu o homem ainda ali se encontrava e o Alfie correu atrás dele. Tomado de pânico o acossado começou a gritar que o cão estava a matá-lo, vindo a cair no chão e a sofrer um pequeno arranhão acima da cintura em virtude da queda, acabando por solicitar veementemente a um vizinho que o levasse ao hospital, desejo que viu cumprido.
A pobre da Sr.ª Settimo não entende porque foi tratada como uma criminosa, porque razão a polícia não a notificou previamente e muito menos a causa da detenção do seu pequeno companheiro de quatro patas, que deve estar muito assustado no canil para onde foi levado, já que nunca se viu nesses assados. Na defesa do seu cãozinho a dona disse para os jornalistas que se deslocaram ao local: “o meu cão não é perigoso. Ele não é um Rottweiler - ele é um pequeno Yorkshire Terrier. Eu vivo sozinha e ele protege-me muito” e “ele simplesmente gosta de perseguir. Mostrem-me um cão que não goste de o fazer”. Compreendemos e aceitamos os argumentos da septuagenária por serem válidos e verdadeiros, não compreendemos o aparato e o pânico policial. Oxalá o Alfie não venha a ser abatido! 

terça-feira, 22 de agosto de 2017

MAIS UMA VEZ!

Se as nações entrarem de novo em guerra, os cães far-se-ão outra vez presentes para receber os que dela voltarem, independentemente do estado em que regressarem.

“P” DE PARDAL E POLICARPO

Quem conhecer bem a zona oeste da Estremadura e for atento às diferenças, depressa concluirá que Torres Vedras marca a fronteira norte com o mundo saloio, também a transição da agricultura para a indústria, que a Cidade fervilha de vida, tem um modo de vida próprio e uma forma de estar única. Mas deixemos Torres Vedras e vamos ao que interessa, à iniciativa de dois jovens, Rodrigo Pardal e Inês Policarpo, que tiveram a feliz ideia de abrir ali uma gelataria sui generis e por isso mesmo revolucionária, revolucionária na confecção, nos sabores e também nos destinatários dos seus gelados, já que os produzem tanto para pessoas como para cães, apesar dos últimos só os poderem comer na rua.
Pioneiros em Portugal nos gelados para cães, estes dois jovens apostaram também na qualidade e novidade dos gelados para os donos, alcançando alguns sabores típicos da região que muito agradam aos torrienses e que os têm levado ao seu consumo o ano inteiro. Gelados de “pastel de feijão” e de “pera rocha” disso são mostra. Quanto ao destinado aos cães, que não tem feito menos sucesso, ele é feito de iogurte natural, banana e manteiga de amendoim artesanal. Ao que tudo indica, desde que sejam consumidos com moderação, estes gelados não constituem qualquer risco para os cães saudáveis, muito embora sejam desaconselhados para os obesos.
O Oeste está a despertar para as excelentes oportunidades de negócio que os cães oferecem: primeiro foi a praia para cães em Peniche e agora foi a vez da gelataria em Torres Vedras, aberta há pouco mais de um ano. Saúda-se a iniciativa destes dois jovens, oxalá ousem ir mais adiante e que a criatividade nunca lhes falte, pois destes estamos nós carentes – que venham mais! 

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

AND THE SECOND PLACE GOES… TO THE DOGS!

O Jornal britânico “The Guardian” revelou na sua edição de Sexta-feira, dia 18 de Agosto, os resultados de um inquérito solicitado pela seguradora “Co-op Insurance” (outrora “CIS”) a ex-assaltantes de nomeada, no intuito de saber o que mais dificultava a sua acção criminosa ou criava entraves aos seus intentos (assaltos a residências), valendo-se também para isso da opinião do ex-assaltante de bancos Noel "Razor" Smith, que ao longo da sua “carreira” efectuou mais de 200 assaltos e passou 32 anos atrás das grades por assaltos comerciais.
Por mais incrível que nos pareça, os alarmes anti-roubo surgem apenas no 13º lugar da lista, lista que ficou assim ordenada de 1 a 10: 1º Câmeras CCTV; 2º Cães a ladrar; 3º Portas fortes e pesadas; 4º Televisão que é ligada; 5º Janelas UPVC bloqueadas; 6º Carros estacionados na Calçada; 7º Propriedade com grande visibilidade; 8º Cercas circundantes; 9º Portões exteriores à propriedade e 10º Luzes de segurança activadas por movimento.
Os resultados alcançados pela consultoria da “Co-op Insurance” vieram dar-nos razão e um novo alento para continuarmos a treinar cães para guarda, guardiões ancestrais cuja utilidade se estende até aos dias do presente, tanto nas Ilhas Britânicas como em qualquer parte do Mundo. 

A VELHA QUESTÃO DOS “OLHOS NOS OLHOS”

Katherine Albro Houpt, professora emérita de Medicina Comportamental da Faculdade de Medicina Veterinária de Cornell, fundada em 1894 e sediada em Ithaca, Nova Iorque/US, num artigo publicado pelo “New York Times” no passado dia 7 deste mês, adiantou que os cães para morderem nas pessoas não necessitam de senti-las medrosas ou de cheirar o seu medo e que ainda não foram feitos testes conclusivos a esse respeito, apesar de teoricamente um químico dedicado poder isolar o odor do suor ou da urina de pessoas assustadas e a seguir dá-lo a cheirar a um ou mais cães para aquilatar das suas reacções, teste que tarda em ser realizado.
Contrariando o que comummente se aceita como verdade, que as principais vítimas dos cães são as pessoas que os temem, a ilustre professora de comportamento animal desmente cabalmente essa ideia, adiantando que se passa exactamente o contrário, que as vítimas mais comuns são aquelas pessoas que partem deliberadamente para cima dos cães e que dizem para si próprias: “eu amo cães e sou amada por todos”.
Segundo Houpt, o que mais contribui para o despoletar dos ataques caninos não é o reconhecimento do medo da vítima, mas uma abordagem desprevenida e abrupta, acção que geralmente tem como resposta uma agressão predatória e que é igualmente posta em prática quando alguém corre na sua frente. Já as pessoas que permanecem quietas são facilmente ignoradas pelos cães. Há casos em que não ter medo é pior do que ter, especialmente quando perante um cão confiante e agressivo se fixa os olhos nele, atitude que geralmente tem como como resultado um ataque à dentada.
Todos sabemos que na via pública não falta gente a correr e uns tantos tontos que se lançam abusivamente e sem pré-aviso sobre os cães alheios, ignorando em simultâneo os riscos que correm. Perante comum incúria é melhor ficar atento e cumprir com o que a lei estipula: sair sempre com os cães atrelados, porque não vá o diabo tecê-las, os bichos venham a morder em alguém e para cúmulo venham ainda a ser considerados perigosos. Entretanto, mesmo que elas não apreciem, é tarefa dos proprietários caninos esclarecer as pessoas, trabalho que devemos aos cães pelo seu bom nome, salvaguarda e perpetuação entre nós.

domingo, 20 de agosto de 2017

CONHEÇO UM MAS NÃO HAVERÁ MUITOS!

Um respeitável casal texano e cinófilo de nomeada, ela Lou Robinson e ele Mark Bowlin, moradores nos arredores de Houston e directores do grupo de resgate canino “Warriors Educate About Rescue”, decidiram adoptar em Fevereiro deste ano um cachorrinho Boxer branco que havia nascido sem as patas dianteiras, contra o parecer de um veterinário que aconselhou o seu abate logo após o nascimento. O cachorrinho veio a chamar-se “Nubby” e ainda teve que vencer um grave problema esofágico. Incapacitado para lutar pelo alimento na ninhada, acabou por ser criado a biberão, encontrando-se hoje feliz na companhia de 4 irmãos e outro cão.
O feito do Sr. Bowlin é de louvar, porque não é todos os dias que se encontra alguém disposto a adoptar um cachorro deficiente, muito embora seja mais fácil adoptar um cachorrinho assim que uma criança com um problema idêntico, o que não deixa de me causar alguma estranheza, apesar deste mundo dificilmente me apanhar desprevenido. A dedicação do Sr. Bowlin e a história do “Nubby” lembraram-me automaticamente de um homem bom, que depois de haver criado os seus dois filhos biológicos, decidiu adoptar outros dois, bebés que dificilmente seriam do agrado doutros casais brancos por serem de etnia africana e um deles ter um grau de deficiência física bastante elevado. Eu conheço o homem e sinto-me honrado em ser seu amigo, treino-lhe o cão e recebo dele lições de solidariedade.
O que levará os homens a serem mais solidários com os animais do que com os seus iguais? Será porque não falam, tudo ouvem e não se queixam? Ou resultará a disparidade de alguma incapacidade presente na natureza humana? Há quem tenha respostas para tudo e há quem continue a morrer carregado de dúvidas, lamentavelmente nós pertencemos a este grupo, apesar de nos inclinarmos mais para o segundo caso.

ÉPOCA ESTIVAL E JEJUM

No Verão, especialmente nos dias mais quentes, é natural que os cães comam menos ou deixem mesmo de comer, em particular os bem alimentados, os obesos e os mais idosos, que pretendem com isso instintivamente poupar energias para melhor poderem enfrentar o calor. No texto “O CÃO ADULTO (DOS 18 MESES AOS 6 ANOS)”, no seu segundo parágrafo, artigo editado em 19/10/2009, já fizemos menção ao “dia de jejum semanal” a aplicar aos cães e às vantagens que ele lhes traz. É portanto natural que os cães comam menos no Verão, muito embora tal não seja desejável para cachorros em crescimento, para os cães que emagrecem em demasia, para aqueles que apenas comem 1/5 do seu penso diário e para outros que passam dias consecutivos sem comer. Nestes casos, considerando os riscos para a saúde dos animais, a primeira coisa a fazer é alterar as dietas e os horários da sua distribuição.
A alteração das dietas, quer sejam de comida fresca ou de ração, deverá considerar a passagem para pensos mais leves, menos gordurosos e com maior grau de digestibilidade, facilitando assim a digestão dos animais não lhes aumentando substancialmente o débito de energia para esse efeito. Também a distribuição das dietas deverá acontecer à noite ou de manhãzinha, quando as temperaturas são mais baixas e apelativas para o apetite canino, porque doutro modo, depois de encherem a barriga de água, dificilmente os cães terão ainda espaço no estômago para a comida (no Verão existe uma relação proporcionalmente inversa: maior consumo de água, menor consumo de comida). Torna-se por demais evidente que quanto mais fresco for o ambiente à sua volta, menor alteração de apetite sofrerão os cães.
Quando importa que não percam envergadura ou qualidade de serviço, desde que os seus pensos sejam ricos e isso permitam, é de todo conveniente estabelecer-se o “dia de jejum semanal”, que acontecerá naturalmente na época estival, quando os cães vêem diminuído o seu apetite por força do relógio biológico. O “dia de jejum semanal”, como o próprio nome indica, necessidade atávica comum à maioria dos cães domésticos, consiste num dia da semana em que não é distribuído aos cães qualquer penso (comida). Há quem se valha deste dia o ano inteiro, temendo que os seus cães engordem e com isso que fiquem menos atentos. Nós, que ainda mantemos compromisso com cães de guarda, temendo os envenenamentos, não o pomos em prática nas estações do ano mais frias, mas não hesitamos em accioná-lo no Verão para que não haja quebra de apetite nos nossos cães, o que a acontecer torná-los-ia mais vulneráveis e menos activos. Fica o conselho! 

E ÀS TANTAS, O PAULO JORGE LÁ CONSEGUIU!

A maioria dos comuns mortais, estamos a reportar-nos aos homens, tende a ser imediatista, esmorece quando tarda em encontrar soluções, muda de interesses diante das dificuldades e conforma-se com o pouco de nada que consegue alcançar, vira as costas à luta e diz-se vítima do azar, atribuindo invariavelmente aos outros as culpas do seu insucesso. Como exemplos destes não faltam, é bem possível que o pinto “Calimero”, personagem de animação de origem italiana para televisão, lhes fosse buscar inspiração, ganhando por isso grande popularidade e altos níveis de audiência nos diferentes países onde foi exibido. Felizmente para o “Bor” e para a Escola que frequenta, o Paulo Jorge Motrena não é assim e ao fim de 8 meses já consegue andar com o seu companheiro de 4 patas em liberdade, objectivo que muitos alcançam sem maiores dificuldades num mês ou dois de instrução. Dificuldades não faltaram a este condutor (teve que recuperar o amor próprio e reaprender a amar) mas os seus desacertos levaram-no ao apego e compreensão dos procedimentos certos - conduziram-no à vitória! Perante tamanha vontade e persistência só nos resta felicitar o Paulo, agradecer o seu empenho e prepará-lo para os desafios seguintes.

CONTAR ATÉ QUATRO E BATER

Quando se intenta fixar o comando de “junto” em liberdade pelo batimento com a mão na coxa do lado de condução, deve-se guardar quatro tempos entre cada batimento, já que estamos a conduzir um quadrúpede e importa não o saturar. Se batermos com menos intervalo, o que é gratuito, é natural que o animal se sinta incomodado e desrespeite a indicação; se batermos com maior intervalo, coisa que acontecerá mais tarde e apenas quando se tornar necessário, dificilmente o cão manterá o alinhamento desejado. Importa respeitar os tempos!

sábado, 19 de agosto de 2017

PIADA DA SEMANA

Dois amigos estão num bar, quando um deles diz:
- Estás a ver aqueles dois velhos naquela mesa?
- Estou, porquê?
- Daqui a uns vinte anos estamos assim! O outro olhou e disse:
- Ó Zé, é melhor parares de beber. Aquilo é um espelho, caramba!!!

RANKING SEMANAL DOS TEXTOS MAIS LIDOS

O Ranking semanal dos textos mais lidos ficou assim ordenado:
1º _ OS FALSOS PASTORES ALEMÃES, editado em 24/02/2015
2º _ DOBERMANN: O CÃO QUE É MENOS DO QUE SE SUPÕE E MAIS DO QUE SE IMAGINA, editado em 06/03/2016
3º _ A CURVA DE CRESCIMENTO DAS DIVERSAS LINHAS DO PASTOR ALEMÃO, editado em 29/08/2013
4º _ PASTOR ALEMÃO X MALINOIS: VANTAGENS E DESVANTAGENS, editado em 15/06/2011
5º _ SERÁ O BOERBOEL UMA BESTA APOCALÍPTICA?, editado, 02/05/2015
6º _ HÍBRIDO DE CHOW-CHOW/PASTOR ALEMÃO: MÁQUINA OU DESASTRE?, editado em 11/05/2016
7º _ PASTOR DE SHILOH: SUPER-CÃO OU DECEPÇÃO?, editado em 23/01/2014
8º _ EU QUERIA UM PASTOR ALEMÃO, DE PREFERÊNCIA TODO PRETO!, editado em 05/06/2010
9º _ O DUMMY E EU, editado em 15/08/2017
10º _ ABBIE GIRL: DE DESPREZADA A CELEBRIDADE, editado em 16/08/2017

TOP 10 SEMANAL DE LEITORES POR PAÍS

O TOP 10 semanal de leitores por país obedeceu à seguinte ordem:
1º Portugal, 2º Brasil, 3º Estados Unidos, 4º Espanha, 5º Ucrânia, 6º Reino Unido, 7º Alemanha, 8º Holanda, 9º Rússia e 10º Índia. 

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

A ORIGEM CONTINUA UM MISTÉRIO MAS PARECE TER SIDO ÚNICA

Ao analisar o ADN de dois cães pré-históricos da Alemanha, uma equipa de investigadores internacionais liderada por Krishna R. Veeramah (na foto abaixo), Professor Assistente de Ecologia e Evolução na Faculdade de Artes e Ciências da Universidade Nova-Iorquina de Stony Brook, determinou que os seus genomas eram os prováveis antepassados ​​dos cães europeus modernos. A descoberta, que irá ser publicada na revista “Nature Communications”, sugere um único evento de domesticação dos cães modernos a partir duma população de lobos cinzentos que teria ocorrido entre 20.000 e 40.000 anos atrás.
Até aqui pensava-se que os cães haviam sido domesticados duas vezes e não uma, também que os cães domesticados na Europa acabaram substituídos por outros oriundos da Ásia Oriental durante o neolítico, convicções que os estudos da equipa do Professor Krishna Veeramah desmentem agora, levando-o a declarar que não houve qualquer substituição canina neolítica no continente europeu. A mesma equipa de investigadores parece ter encontrado evidências de que o cão mais jovem de há 5.000 anos seja uma mistura de cães europeus e algo parecido com os comuns cães da Ásia. Esta descoberta parece indiciar que os povos se deslocam para a Europa a partir das estepes asiáticas no início da Idade do Bronze, trazendo consigo os seus próprios cães. Ainda que a domesticação do cão possa ter ocorrido uma só vez, permanece desconhecido o lugar preciso onde teria acontecido. Ainda há muito por descobrir! 

POR MAIS QUE LHE CUSTE NÃO PARE, SIGA EM FRENTE!

Se você sabe que o seu cão é agressivo para os outros cães a primeira coisa que tem a fazer é sociabilizá-lo. Saiba que este processo pedagógico (sociabilização) não é nem gratuito nem automático por se encontrar sujeito a reveses e carecer de recapitulação (reavivamento), pelo que não deve ser desleixado nem ser encarado com leviandade. Enquanto não alcançar a sociabilização do animal, que deverá acontecer numa escola canina para segurança de todos os intervenientes, quando sair à rua com ele e ao cruzar-se com outros cães nunca por nunca interrompa a marcha, porque tal paragem só irá agravar a situação e aumentar ainda mais a agressividade do animal, por potenciar a sua fixação e pôr-lhe o alvo à disposição (não é por acaso que o cão é o primeiro a parar). Nestas circunstâncias deve aumentar a cadência de marcha para impossibilitar a imobilização do cão e puxá-lo para si para impedir-lhe a fixação, procedimentos que o tornarão mais atento para o seu condutor e que poderão evitar agressões que pesadamente a lei condena (o procedimento perante cães à solta deverá ser exactamente o mesmo).

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

NÓS POR CÁ: OS SUBSTITUTOS DE HINTZE RIBEIRO

Sempre ouvi dizer que ninguém é insubstituível, o que me parece incontestável, porque mais cedo ou mais tarde todos acabaremos substituídos por conta da finidade que a ninguém poupa. Agora, bem substituídos nem todos seremos e os políticos que temos hoje disso têm dado sucessivas mostras, porque ao invés de lutarem pelos superiores interesses nacionais, antes combatem pela preservação dos seus privilégios e conservação do seu lugar governativo ou parlamentar, sendo todos sem excepção uns verdadeiros “geringonços”. Os fogos continuam e a lei da reforma das florestas é um fiasco, pelo que urge dar continuidade ao lavrado, assinado e posto em prática por Ernesto Rodolfo Hintze Ribeiro, na qualidade de Presidente do Conselho de Ministros do Reino, na sua segunda nomeação, ao estabelecer a “Lei do Regime Florestal”, ainda hoje em vigor e que data da véspera de Natal de 1901 (uma boa prenda para o País!).
Como ainda não encontrámos sucessores de Hintze Ribeiro à altura, quiçá, teremos que fabricá-los e incentivar o casamento de jovens lusos com algumas das “frauleins” que assiduamente nos visitam, já que de igual casamento misto nasceu em Ponta Delgada, a 7 de Novembro de 1849, o valoroso homem de leis e político que hoje aqui relembramos. A solução que adiantamos parece paradoxal, mas Portugal sempre viveu e prosperou com a infusão de sangue novo. E como uma coisa leva à outra e o nosso ofício respeita a cães, importa esclarecer que há por aí muita raça a necessitar também de sangue idêntico. 

ABBIE GIRL: DE DESPREZADA A CELEBRIDADE

Pela segunda vez consecutiva realizou-se no dia 05 de Agosto, novamente na praia de Linda Mar Beach, Pacífica, Califórnia/US, o “World Dog Surfing Championships” que contou com a participação de 3 dezenas de cães. Como havia já acontecido na edição anterior desta prova, realizada no ano passado, o vencedor foi a cadela Abbie Girl, uma Kelpie Australiana, que deixou no lugar imediato o seu amigo Sampson, um simpático e competitivo Spaniel. A campeã Abbie Girl tem uma história parecida com a da Cinderela, porque foi encontrada em cachorra abandonada à beira de uma estrada no ano de 2006, vindo a ser resgatada pela “Humane Society Silicon Valley”, que no mesmo ano a deu para adopção ao seu dono actual, o Sr. Michael Uy, que começou a trazê-la para a praia visando a sua reabilitação, convidando-a para vários desportos náuticos para que aumentasse a sua autoconfiança. Graças ao amor e à persistência dele decorrente, o Sr. Uy conseguiu desenvolver na cadela o gosto pelo desporto, vindo a Abbie a tornar-se no melhor cão surfista do mundo, numa atleta célebre a quem já foram dedicados vários filmes e entrevistas, sendo famosa em países como a Noruega, China, Austrália e Reino Unido para além da sua terra natal.
A Abbie começou a surfar em 2008, foi medalhada em todas as competições desde então e é hoje o cão surfista mais competitivo e mais premiado, tendo também dois “Guinness World Records”. Em 2014 tornou-se no primeiro cão a ser introduzido no “International Surfing Hall of Fame”. Abbie e seu dono ajudaram a transformar o surf de cães dum pretexto para a criação de fundos num desporto real e competitivo. Ela desloca-se numa prancha de surf personalizada pela INT Softboards e tem um feixe de mergulho especial feito a partir de material usado pelos “Marines”. Hoje mais do que nunca, a Abbie é um ícone internacional e local em San Diego. Quando não está a competir, podemos encontrá-la com o seu dono a surfar o ano inteiro ou na casa que ambos dividem na 15ª rua em Del Mar, Califórnia. Há muito que o surf deixou de ser uma actividade exclusiva para jovens irreverentes, aventureiros, pouco cuidados e de cabelo descolorado. Hoje há por aí muitas moçoilas e moços quarentões que estão a abraçar este desporto, a recuperar o tempo perdido, a boa forma física e a refazer as suas vidas com os seus companheiros de comum paixão desportiva (cada vez mais se vêem fatos de surfista pendurados nas varandas a secar – abençoado desporto!). Graças ao surf ficámos a conhecer a Abbie e a sua história, através dele e doutros desportos viremos a conhecer novas vedetas caninas, cães ignotos que têm muito para dar.  

terça-feira, 15 de agosto de 2017

O DUMMY E EU

Numa tarde ensoleirada, plena de trabalho e desgastante, a braços com gravações, encontrei um dummy e fiquei muito feliz, porque ele foi para onde o levaram e dispensou perfeitamente a minha direcção e presença, substituindo o cão de carne e osso que conduzia em acidentes fictícios tangíveis à realidade. E se me poupou a mim de trabalhos, também livrou de dispensáveis agruras o cão que substituía. Na ficção tudo é possível pela criatividade que reclama. Contudo, por mais real que pareça, não deixará de ser uma simulação bem conseguida. 

ODEN OF ASHBROOKE

O Oden de que vamos falar não se trata de nenhuma iguaria japonesa com esse nome, por norma servida no Inverno, que é confeccionada com vários legumes, tofu e ovos cozidos imersos num caldo à base de soja e de peixe, mas de um Cão Pastor Alemão com esse nome, propriedade de um tal Tristan Murrin, residente em Ashbrooke, Chesterfield County, Virgínia, USA, de quem os tablóides de língua inglesa online dão agora notícia. O destaque dado a este cão ficou a dever-se à vigorosa defesa que dispensou ao lar do seu dono na ausência deste, pondo para correr, de mãos a abanar e em muito mau estado um intruso que por lá passou, segundo provou o sangue ali encontrado e que não pertencia ao cão. Depois do ocorrido, o dono do animal não se cansa de exaltá-lo e de exaltar a raça que considera acima dos outros cães. Segundo o que nos adianta o “Mirror”, o Oden é um cão que adora brincar com crianças, que se deixa acariciar por elas e que é estimado pela comunidade ao seu redor, um companheiro manso quando é preciso e bravo quando necessário (que sabe medir as diferenças). Existirão muitos cães assim? Certamente que não e a maior parte deles será de raça Pastor Alemão, disso não restam dúvidas!