domingo, 9 de abril de 2017

NO EXTERIOR DEVERÃO EVOLUIR SEMPRE DEBAIXO DE ORDENS

Por uma soturna viela duma velha cidade medieval que nos é grata, apinhada de gente nos dois sentidos à da luz da lua, uma senhora circulava com a sua pequena cadela à trela e aos ziguezagues, com o animal na sua frente a bater os dois lados daquele estreito caminho, progressão que incomodava a dona e que a fazia avançar como se tivesse ultrapassado a taxa de alcoolemia permitida por lei, embaraçando também os restantes transeuntes, que não sabiam para que lado haviam de se virar com medo de pisarem o pobre animal. Perante o caricato da situação e por descargo de consciência, aquela proprietária canina dizia em voz alta: “Niquita, quantas vezes já te disse que quando vais à frente é a direito e não às curvas”, reparo que a cadelita não ouviu e continuou na mesma, quiçá pela senhora não se ter feito entender ou por ter pouca prática com a trela. Assistimos à cena consternados e com pena do pequeno animal esganado.
O despreparo daquela inocente senhora, sem dúvida uma pessoa sensível e bem-intencionada, reavivou-nos a memória acerca de um procedimento a ter no exterior quando saímos com os nossos cães à rua, que deverão evoluir invariavelmente debaixo de ordem e não a seu belo prazer, considerando os riscos existentes, a possibilidade de desafios dispensáveis, a protecção da sua salvaguarda e de terceiros, a ocorrência de surpresas e a segurança dos seus condutores, que consoante as suas intenções e particular dos trajectos deverão dar-lhes os comandos certos para que essa excursão corra sem atropelos, direccionais e de imobilização segundo as necessidades encontradas.
Não terão os cães direito a ser quem são? Claro que sim! Eles necessitam e não dispensam de momentos de evasão diários para o seu bem-estar, o que não significa que transformemos as ruas por onde passamos com eles em pistas de corrida, num Carnaval canino ou numa barafunda onde ninguém se entende, incomodando quem não tem que os aturar ou causando dolo a alguém, cuidados que à partida poucos donos têm e que normalmente dão azo a dispensáveis, acaloradas e menos decorosas discussões. É evidente que no aconchego do lar, por terem já assimilado as suas rotinas, os cães não necessitam de comandos. Os cães de serviço que trabalham isoladamente fazem-no por condicionamento prévio e também debaixo de ordem, cumprimento que invariavelmente dispensa a presença física dos donos. 

sábado, 8 de abril de 2017

RANKING SEMANAL DOS TEXTOS MAIS LIDOS

O Ranking semanal dos textos mais lidos ficou assim ordenado:
1º _ QUEM NÃO TEME, SALTA E ENCHE A BOCA!, editado em 31/12/2014
2º _ OS FALSOS PASTORES ALEMÃES, editado em 24/02/2015
3º _ O PESO DOS 4 MESES NO CÃO DO AMAHÃ, editado em 28/10/2010
4º _ ALERTA VÍBORA: PROCEDIMENTOS ESCOLARES E DOMÉSTICOS, editado em 28/01/2010
5º _ MEMÓRIAS DA ADOLESCÊNCIA: O ALEMÃO DA SILÉSIA, editado em 10/08/2012
6º _ A ESCOLA OFICINA, editado em 14/09/2009
7º _ UM VELHO E DURO INIMIGO: A PROCESSIONÁRIA DOS PINHEIROS, editado em 07/08/2010
8º _ O AZEITE PARA AS CARRAÇAS, editado em 24/06/2010
9º _ PASTOR ALEMÃO X MALINOIS: VANTAGENS E DESVANTAGENS, editado em 15/06/2011
10º _ UNS PARECEM JOGAR AO PAU COM OS URSOS E OUTROS FAZEM DOS DONOS URSOS, editado em 01/04/2017

TOP 10 SEMANAL DE LEITORES POR PAÍS

O TOP 10 semanal de leitores por país obedeceu à seguinte ordem:

1º Portugal, 2º Brasil, 3º Estados Unidos, 4º Reino Unido, 5º Alemanha, 6º México, 7º Angola, 8º França, 9º Moçambique e 10º Sérvia.

CONDUÇÃO NUCLEAR E AUTONOMIA

Convidámos os dois lobeiros que se fizeram presentes neste Sábado para exercícios de condução nuclear e para um maior alcance de autonomia, servindo-nos para o efeito de escadas e muros, porque importa contrariar a indolência e aumentar a operacionalidade dos cães quando os donos se encontram ausentes.
Os muros de alvenaria usados foram de 60 e 100 cm, solicitados pela condução à esquerda e com os donos colocados no centro daquele exercício circular. O Tyson continua com o mau hábito de se escapar para o local de descanso e o Bor persiste em mandar o dono bugiar. Ao primeiro falta-lhe exigência e ao segundo não lhe sobra obediência. Não obstante, ambos conseguiram ultrapassar os exercícios propostos, muito embora com exagerada delonga.
É certo que temos pela frente muito trabalho, como certo é que a maior fatia caberá aos donos. Ainda convidámos o Tyson para alguns ataques lançados e aproveitámos para tirar duas ou três fotos emolduradas em grafites. O dia esteve agradável e não nos causou qualquer transtorno. Oxalá para a semana tenhamos a mesma sorte e o progresso dos cães aconteça.

CARTOON DA SEMANA: OS TUGAS SÃO OS EUROPEUS MAIS SEXUALMENTE ACTIVOS DA EUROPA

quinta-feira, 6 de abril de 2017

PIADA DA SEMANA: ENTÃO, MANDE A CONTA PARA O MEU CUNHADO!

Um transeunte sentiu-se mal na via pública e caiu, vindo a ser levado de emergência para um hospital particular pertencente à Universidade Católica, unidade hospitalar administrada por freiras. Ao chegar lá verificou-se que teria de ser operado imediatamente ao coração, intervenção cirúrgica que sucedeu com êxito.
Ao acordar já tinha ao seu lado a freira responsável pela tesouraria do hospital, que de imediato lhe disse que a operação tinha sido um êxito e que o homem já se encontrava fora de perigo, adiantando-lhe em seguida que havia outro assunto pendente a resolver: como é que ele pretendia pagar a conta?
Na sequência da conversa a religiosa perguntou-lhe se ele tinha seguro de saúde, se queria pagar com cartão de crédito, em dinheiro ou se queria fazê-lo por cheque, ao que o homem respondeu não ter seguro de saúde nem cartão de crédito, tampouco cheques ou dinheiro. A freira ficou à beira de um ataque de nervos por ver que dali não levaria qualquer recebimento. Depois de se acalmar, lembrou-se de perguntar ao doente se tinha algum parente capaz de lhe pagar a conta hospitalar, respondendo o homem que tinha somente uma irmã solteirona, também freira e que não sabia se ela tinha como pagar.
A freira, corrigindo-o, disse-lhe que as freiras não são solteironas mas casadas com Deus, explicação que o homem muito agradeceu e que se assim era, então que enviassem a referida conta ao cunhado! Será que foi daqui que veio a expressão “Deus lhe pague"? 

2025 É A META EM NEW YORK E NOS STATES

Abriu na passada Terça-feira em New York/US, dia 4 do corrente mês, um novo centro de adopção canina, obra da “Best Friends Animal Society”, uma associação que se dedica ao bem-estar animal e que anteriormente já havia aberto outros dois centros, respectivamente em Los Angeles e em Kanab/Utah.
O novo centro tem capacidade para albergar 30 cães, o mesmo número de gatos e um berçário para gatinhos. Com a sua abertura, para além da especificidade do seu serviço, a referida sociedade pretende vir a educar os potenciais proprietários dos animais de estimação, assim como apoiar e reforçar outras associações análogas, para que em 2025 se salvem 90% dos animais recambiados e recolhidos pelos gatis e canis das entidades oficiais. Louva-se a ideia e deseja-se que a meta seja alcançada.
Os outrora cães de raça que adornavam as nossas ruas estão gradualmente a ser substituídos por outros, a maioria de raça indefinida, oriundos dos abrigos de acolhimento e que foram objecto de adopção. O fenómeno é mundial e revela o peso das campanhas feitas nesse sentido, justas e emotivas jornadas em prol do bem-estar animal. Nunca como até aqui os pets foram tão bem tratados, facto a que não é alheia a pressão levada a cabo pela opinião pública e que levou inclusive à elaboração de várias leis relativas aos direitos dos animais.
Diante deste panorama, os criadores de cães de raça só têm um remédio: ou criam animais saudáveis ou continuarão cada vez mais a ser desprezados até chegaram à extinção e passarem à história, destino que ninguém quer e que a maioria deles já sente na pele. Ainda que os erros cometidos na selecção das várias raças tenham contribuído para melhor valer aos cães em geral, eles não podem e não devem ser perpetuados. Será que em 2025 já estaremos também livres deste flagelo?

TELAVIVE: A CIDADE COM MAIOR NÚMERO DE CÃES PER CAPITA

Há quem diga que judeus e cães não combinam, que a nossa herança religiosa judaico-cristã nunca teve estes animais em grande conta, associando-os normalmente à miséria, à desgraça, aos desafortunados, aos indigentes e por norma ligados a algum tipo de castigo. Na verdade diz-se muita coisa mas Telavive contradiz tudo isso de forma categórica e sem deixar dúvidas a ninguém, sendo a cidade mais amiga dos cães e já vamos ver porquê.
Primeiro, porque é a cidade com maior número de cães per capita (30.000 cães para 413.000 habitantes); segundo, porque esses animais têm livre acesso a cafés, lojas e restaurantes; terceiro, porque podem ser transportados em comboios, autocarros e táxis carrinha; quarto, porque têm à sua disposição 70 parques e quatro praias; quinto, porque por toda a parte se vêem recipientes com água à porta das empresas para se refrescarem; sexto, são cada vez mais as empresas que prestam serviços direccionados aos cães; sétimo, basta andar dois ou três blocos de apartamentos para se encontrar uma pet shop; oitavo, são numerosos os “walkers” que se prestam a passear cães e têm até um indicativo próprio publicitado por todo o lado.
Nono, ali existem seis empresas constituídas para esse fim que mantêm o mesmo número de creches para cães; décimo, a cada km2 existe um parque para eles (mesmo assim há quem se queixe que precisa de 15 minutos para lá chegar; décimo primeiro, este ano a Cidade vai lançar um programa intitulado de “Digidog” para dar aos proprietários de animais de estimação em Telavive actualizações personalizadas sobre animais de estimação eventos e serviços, bem como promoções de empresas locais de estimação. O serviço será baseado no premiado serviço “Digitel” da Cidade para os residentes humanos. 
Décimo segundo, cresce vertiginosamente o número de cães resgatados e adoptados (no Bairro florentino de Telavive, que se situa ao Sul da Cidade e que é o seu enclave mais badalado, existe 1 cão para cada três pessoas); décimo terceiro, o movimento pela defesa dos direitos dos animais têm ali uma forte expressão, entendo que melhor tratar os animais levará a uma mudança positiva no mundo; décimo quarto, os proprietários caninos de Telavive são por norma pessoas mais evoluídas e liberais, distinguindo-se das comunidades mais pobres de Israel, árabes e judeus ortodoxos haredi, para quem a posse do cão é rara, o que se deve em parte à tradicional existência de tabus sobre cães no judaísmo e no Islão. Diante destes dados impressionantes, Telavive é uma nova Jerusalém para cães, um exemplo para as outras cidades do mundo e uma cidade que vale a pena visitar.
PS: Os dados fornecidos para a elaboração do presente artigo tiveram como fonte a agência noticiosa “JTA” (Jewish Telegraphic Agency).       

quarta-feira, 5 de abril de 2017

O QUE TERIA A POBRE VELHOTA FEITO AO CÃO?

Anteontem, Segunda-feira, segundo deu notícia o “Correio da Manhã” em primeira mão, uma senhora de 90 anos, com os filhos a viver no estrangeiro, foi atacada por um cão no pescoço e sucumbiu na sequência desse ataque. A trágica morte ocorreu em Fernão Ferro, pelas 16H50, no lar onde a idosa vivia, pertencendo o cão à proprietária daquela instituição. Antes de ter atacado a nonagenária, o animal ainda feriu a empregada que se encontrava de serviço. Citando a GNR como fonte, o mesmo jornal adiantou que o cão não era de raça considerada perigosa, tratando-se de um Boxer arraçado de Labrador, que segundo se crê veio a ser recolhido pelo SEPNA da Guarda Nacional Republicana.
De imediato custa-nos a crer que se trate dum cão conforme a descrição, porque há cães de raça indefinida que só Deus sabe o que eles são! Lamentavelmente faltam-nos fotos e mais dados sobre o animal que seriam elucidativos quanto às suas origens. Não acreditamos que aquele animal tivesse sido ensinado a atacar ou que fosse objecto de qualquer tipo de treino para guarda, porque tal seria um despropósito face ao local do seu alojamento pelos riscos envolvidos. Com mais facilidade aceitaremos que o animal não teve qualquer treino básico de obediência, não foi objecto de sociabilização e que normalmente se encontra confinado. Estaremos perante mais um caso suscitado pelo sentimento territorial canino? Será que a pobre senhora estava na hora e locais errados sem se aperceber? A resposta do cão já sabemos qual foi mas não sabemos se foi provocado ou não, se entendeu a nonagenária como uma ameaça ou um intruso. Quem terá mais a esclarecer será a empregada e o seu testemunho será por certo revelador.
Entendemos nós e julgamos não estar enganados, que os cães albergados junto aos lares da 3ª idade só podem ser uns: os aprovados para terapia, considerando tanto o bem-estar como a fragilidade dos idosos. Há falta doutra justificação, é possível que alguém alvitre que a reacção do cão se deveu a maus tratos anteriores, o que nada abona em seu favor nem da sua proprietária. Para melhor entendermos o que se passou, gostaríamos de saber qual a idade do cão, donde veio, se era castrado ou não e há quanto tempo ali vivia, se a vítima tinha medo de cães e se tentou intimidar o seu agressor, porque um ataque canino ao pescoço é bastante incomum, acontecendo mais amiúde perante crianças, idosos curvados ou munidos de algum objecto intimidatório, sendo por natureza um ataque defensivo/instintivo, muito embora os Boxers sejam cães de se empoleirar. No entanto, é bem possível que a vítima nada tenha feito para merecer tal castigo.
Assim como lamentamos a morte da infeliz senhora, lamentamos igualmente que casos como estes se repitam por incúria dos proprietários caninos, que sendo muitas vezes irresponsáveis, acabam por ser tragicamente chamados à responsabilidade quando menos esperam. Independentemente das circunstâncias do ocorrido, não se augura um futuro risonho para o cão, quiçá também ele vítima da vida que lhe votaram.

PALPITES, PALPITAÇÕES E DESILUSÕES

Certa vez tive um aluno que era nota máxima nas provas teóricas e que era uma lástima nas práticas, um indivíduo circunspecto e manhoso, daqueles que não perde pitada e que sempre espreita oportunidade, que tinha ainda o condão de envergonhar a sua escola nas exibições para que era convidada. Gostava de dar ares de intelectual e sempre reclamou para si um estatuto que nunca teve, nem no adestramento nem na vida. Quando assim o entendeu, certo dia desapareceu das aulas e nunca mais o vimos, não que sem antes tivesse fotografado todos os obstáculos da pista táctica onde fazia penar o seu cão, um exemplar garboso de CPA que primava pela obediência incontestável, que descendia pelo lado materno de cães nossos, da linha Rhein-Möselring (fomos nós que indicamos o beneficiamento que lhe deu origem). O animal já falecido há anos era um preto-afogueado admirável e recessivo em negro, bem aprumado, portador de uma boa cabeça e de excelente ossatura (ainda não esquecemos o seu nome).Voltando ao nosso homem, que hoje se presta como exemplo ao tema que vamos tratar, acabou por montar um escola canina com a respectiva pista táctica e nomeou-se adestrador, dizendo-se de formação germânica, autor e tradutor dos manuais de ensino que recebeu, copiando simultaneamente a postura do português que em vão e a duras penas o tentou ensinar. De acordo com as fotografias assim construiu os obstáculos, só que a máquina não lhe deu a escala exacta e… tomando-a por palpite, tornou-os inacessíveis aos cães dos seus alunos!
Também norteados por palpites, sem estudo nem experiência prévia, ignorando completamente os meandros por detrás da formação da raça e desconhecendo as leis gerais da genética, também sem grandes proventos e parcos de clarividência, de objectivos pouco definidos e sem metas claras, alguns indivíduos lançam-se na criação de Pastores Alemães, normalmente com cães de refugo ou impingidos por outros de idêntico calibre e a braços com a mesma sorte, esperando com esses fracos exemplares alcançar a excelência, ganhar prestígio e respeito. Ainda que há partida saibam (alguns até nem sabem) o fraco potencial dos seus reprodutores, lembrando nisto os alquimistas, esperam tirar deles cães nunca vistos, há muito perdidos ou procurados. Animados por tais desejos e sem nenhuma cautela lançam-se na criação, alicerçados apenas nos seus palpites e desconhecendo o que ensina o provérbio árabe: “confia em Alá mas prende o teu camelo”. Com o decorrer do tempo, e ele aqui corre bem depressa, porque a gestação das cadelas vai dos 58 aos 65 dias, os palpites começam a transformar-se em frequentes e cada vez mais fortes palpitações, por norma acompanhadas pela dúvida: será que tudo vai correr de acordo com as expectativas?
E como nesta matéria pouco ou nada pode a sorte contra a ciência, palpites e palpitações transformam-se em desilusões, que irão aumentar para os mais teimosos ninhada após ninhada. Dados ou quase dados, os cachorros de tal gente acabarão por proliferar, afectar e banalizar a generalidade da raça naquele país ou local, transmitindo-lhe incapacidades e impropriedades de que há muito tenta livrar-se, perpetuando-lhe defeitos e menos valias que atentam contra o seu bom-nome, uso e continuidade. Mais do que discutir genealogias ou vangloriar linhas de criação, importa extorquir de todas aquilo que as limita ou condena, trabalho que o palpite por ser desqualificado não alcança. Neste mundo de palpites são muitos os que chutam para o ar e ainda mais os que apanham e sofrem com as suas consequências. Se deseja ser criador não o faça por palpites, capacite-se primeiro para isso, estude, observe e aprenda com os erros dos outros e quando lhes encontrar solução vá adiante!

terça-feira, 4 de abril de 2017

RESPOSTA AO CARLOS DO OUTRO LADO DO ATLÂNTICO

Recebemos de um leitor brasileiro o seguinte email que publicamos e ao responderemos: “Boa tarde, Li seu texto sobre o pastor Alemão Azul, escrito em 30/05/2016 e escrevo para saber como esta coloração tem sido tratada pelos criadores e associações aí na Europa. Tenho aqui no Brasil uma cadela (nascida pouco antes de você escrever o texto, em 29/03/16) que chamo de "capa azul", já que é uma capa preta que apresentou a diluição. Na verdade, ela pouco se parece com os cães azuis que vi na internet, sendo bem mais escura.  O que denuncia a presença da coloração azul são os olhos claros e o focinho/máscara cor de chumbo. Nas costas eu diria que os pêlos são pretos, mas a tonalidade difere dos cães "normais". Os pais da cadela são capas pretas de linhagem de estrutura, e os avós são todos alemães... todos selecionados (pedigree rosa). Comprei a cadela ainda filhote, de um canil renomado. Quando questionei o criador  sobre o tom "desbotado" de seus pêlos pretos, ele alegou que ela estava trocando de pêlo e que ela seria uma capa preta normal. De fato ela escureceu... mas nem tanto.
Levei minha cadela em uma exposição da raça para a avaliação de um juiz.  Ele a desclassificou da prova em função de sua coloração, afirmando que a mesma não poderá obter titulo de seleção e consequentemente deve ser retirada da reprodução. Ao que me pareceu, o parecer do juiz brasileiro difere daquilo que você apresentou em seu texto, já que dá a entender que o azul tem sido procurado como o santo graal. Como os criadores de PA tem lidado com os cães azuis? e as associações? Eles tem sido também desclassificados para reprodução "com pedigree"? Agradeço desde já a atenção e gostaria que compartilhasse seu conhecimento sobre o assunto, já que praticamente não encontrei criadores que conheçam o assunto ou sites brasileiros que tratem do tema. Atenciosamente…”.
Como deve calcular os Pastores Alemães azuis uniformes ou parciais (a sua cadela pertence ao segundo caso), também não são benquistos aqui na Europa, particularmente pelas associações que se dedicam exclusivamente às exposições de conformação (beleza), porque sendo recessivos não têm ali lugar, já que descendem da variedade negra que também é recessiva ou da branca que continua excluída. Ao invés, para quem se dedica aos cães de trabalho, estes cães são muito procurados, não pela raridade cromática mas pelo que acrescentam à raça, já que são excelentes farejadores e atletas, ainda que amadureçam um pouco mais tarde que os outros. Atendendo a estas mais-valias, sabendo que tanta coisa é feita em segredo e que os canicultores são pecadores que não se confessam (os tedescos não escapam à regra), não duvido da procedência e ascendência da sua cadela. A diferença de pareceres entre nós e os juízes assente apenas nisto: eles apreciam os cães e nós trabalhamo-los; eles julgam o que vêem e nós aquilo que já experimentámos. Mais, eles não imaginam as repercussões do que vêem e apreciam, e nós procuramos eliminar insuficiências.
Não proliferam na Europa muitos criadores de CPA’s azuis, estando a variedade mais representada nos criadores de linhas de trabalho, tudo porque os juízes da raça do passado e também alguns actuais, senão a sua esmagadora maioria, decidiram exterminar os cães azuis e implementar uma política de igual extermínio para todas as variedades recessivas ainda presentes no Cão de Pastor Alemão, pruridos que entre outros males, causaram o descrédito da raça, a sua menor procura e fraca prestação. Levando a cabo tudo isto por fazerem orelhas moucas ao que Stephanitz disse: “se o cão é bom, a cor não pode ser ruim”. E depois amigo, rapazolas com menos de 60 anos de idade falam do que ouvem, não daquilo que viram e as fotografias ao tempo eram a preto e branco! Mas ainda mais grave tem sido a política de endogamia e consanguinidade que aos poucos tem rebentado de uma só vez com a multivariedade e a biodiversidade que sustentou e erigiu a raça, sequelas que têm gerado milhares de enfermos e imprestáveis (todos iguais) até à presente data. Agora vou publicar a foto da sua cadela a preto e branco, não será ela uma genuína capa preta ou pertencerá a outra raça?
Os cães parcialmente azuis continuam a ter pedigree por descenderem de genuínos Pastores Alemães inscritos no Livro de Origens da raça, muito embora sejam desaconselhados para reprodução por atentarem contra o padrão da cor agora em voga. Decididamente comprou a cadela errada para o fim procurado e, caso queira seguir o nosso conselho, inscreva-se e participe com ela em provas de trabalho, onde provavelmente terá melhor aceitação e serão objecto de admiração. Estamos gratos pelo contacto e abertos a mais esclarecimentos. Disponha sempre que quiser. 

QUE SE LIXE A THUNDER LEASH E TODOS OS CABRESTOS PARA CÃES

Depois de décadas a ensinar cães, é com tristeza que assistimos à parafernália de acessórios que eles carregam hoje para poderem ser conduzidos de modo satisfatório (sem rebocarem os donos), como se fossem cavalos indomáveis ou furões à boca de uma toca. E por falar em cavalos, que é outra área que nos grata, todos eles necessitam que lhe “façam a boca” para que não saiam desarvorados, não recebam “queixais”, se concentrem no trabalho, coloquem o pescoço de forma correcta e obedeçam prontamente e à mais leve ajuda, ao que lhes é solicitado, saber que muitos cavaleiros actuais trocam por rédeas fixas, gamarras e gamarilhas, tanto em treino como em concurso, mesmo em “pencos” (pangarés no Brasil) que mal se mexem ou que dificilmente podem com os ossos. Tanto na equitação como no adestramento canino, porque cavaleiros e adestradores são condutores, ainda que os animais sejam diferentes, há que encontrar para ambos a sensibilidade de mão própria para os conduzir sem atropelos e resistência. Se nos cavalos tal desarmonia fica-se a dever-se a um mau trabalho no desbaste, nos cães tal se deve ao desaproveitamento dos seus ciclos infantis e ao encurtamento ou supressão das suas saídas ao exterior, restrição que poderá ter (e normalmente tem) como consequência difíceis sociabilizações.
Reportando-nos especificamente aos cães, a verdade é que todo o “bicho-careta” tem agora um cão, todos se dizem entendidos na matéria e muitíssimo poucos tem alguma formação para isso, desconhecendo obrigações e regras que passam pela disponibilidade, acuidade técnica, sensibilidade, estudo, tempo e paciência (algum sacrifício também), omissão que os leva a exacerbar o particular psicológico dos animais para justificarem o seu incómodo, pouco empenho e menos valias mas que não justifica a seu falta de amor, sentimento que tudo pode, suporta, altera e vence. Hoje o acessório canino mais visto nas ruas é o peitoral e os cães que mais se vêem são os castrados de raça indefinida, animais por norma pacíficos e temerosos, muitos deles amistosos que dispensam de imediato que lhe tirem as mão do chão para serem manobrados. É curioso reparar que 99,9% dos donos que têm cães medrosos atribuem o facto a maus tratos passados e nunca à castração (no passado também se arrancavam dentes por tudo e por nada, prática que actualmente se considera um disparate). Compreende-se o recurso ao peitoral pelos donos a quem falta frescura física e técnica mas a quem sobra sensibilidade, também aos obrigados a conduzir cães com tendência para problemas cárdio-respiratórios.
Agora fazer escola e recomendar como acessórios de ensino a “thunder Leash” e/ou o “head collar” é sobrecarregar os cães e aliviar os donos, tratar os animais como se fossem de tiro (há burros menos ataviados) e manter os donos na ignorância. Haverá nisto alguma réstia de reforço positivo? Uma escola assim não precisa de mestres mas de bons vendedores de acessórios, porque todos sabemos que o “junto” e o “aqui” são as duas pedras basilares da obediência, que o “junto” correcto depende quase em exclusivo do trabalho da mão de condução e que ela carece do acerto que só o tempo e o treino lhe poderão dar, tornando-a simultaneamente activa, cúmplice e sensível. E quando assim é, porque propicia e possibilita a condução dos cães em liberdade, até com uma simples linha de coser botões se consegue levar um cão à rua! Não necessitamos de muito matutar ou de algum “déjà vu” para compreendermos que a head collar é a versão optimizada do ancestral cabresto destinado às ovelhas, animais que nasceram para pastar e que só seguem o dono na hora de saírem ou de regressarem ao bardo. Será que alguém reclamou para si a invenção da head collar? Se houve, descaramento não lhe faltou!
Pelos mesmos motivos e por causa dos danos que causa aos cães (alguns irreparáveis do ponto de vista psicológico), não compreendemos, abominados e somos contra o uso da coleira de choques eléctricos, a quem tanto o bastão de choque para carregar gado como o “taser” não são alheios, prestando-se os três ao mesmo propósito (não será um cão diferente de um boi?). Igualmente desprezamos enforcadores e estranguladores de bicos, os primeiros porque provocam anoxia cerebral e os segundos porque são dolorosos, tornam-se inactivos (os cães com o tempo acostumam-se à dor e tornam-se mais agressivos) e porque intentam substituir a cumplicidade pela coerção. Que nos perdoem todas as forças policiais do mundo, mas se um cão tem que sair para o serviço com um estrangulador de bicos posto, somos obrigados a duvidar do profissionalismo e dedicação de quem o conduz! Perto de cães assim não nos sentimos seguros, porque tal acessório denuncia desde logo a precariedade técnica dos seus tratadores ou condutores e todos podemos estar em risco, porque os acidentes acontecem e a distracção não poupa ninguém.
Continuar-se-á a vender toda a sorte de acessórios para os cães enquanto os donos persistirem em não aprender, por falta da curiosidade que os impede de compreender!  

OS MEIA-DÚZIA DA LETRA I

Inventariando os países que nos dão mais leitores para este blogue com a letra “I”, que são 6, por ordem decrescente temos: Irlanda, Índia, Itália, Indonésia, Israel e finalmente Ilha de Man. Os irlandeses são nossos leitores habituais, os indianos e os indonésios também, os italianos vêm e voltam, os israelitas são esporádicos e da Ilha de Man temos um leitor assíduo (provavelmente um madeirense a trabalhar ali). Sempre que nos surgem leitores de países que ainda não nos tinham visitado, de imediato nos inteiramos dos seus cães, da sua canicultura e do valor da sua cinotecnia. Sem demérito para os restantes, a cinotecnia indiana encontra-se na vanguarda em relação aos demais, primazia advinda do número de cães adestrados, da qualidade do seu adestramento e da multivariedade de serviços que os seus cães prestam (o Sri Lanka não lhe fica atrás). Decididamente a Índia é um país de contrastes, talvez por ser um subcontinente e ter tanta gente.

segunda-feira, 3 de abril de 2017

OS MENINOS DO HUGO

Recebemos hoje a foto acima que se reporta, segundo o próprio, aos “meninos do Hugo”, respectivamente o Tyson e a Bruma, o primeiro com 1 ano de idade e a segunda com pouco mais de dois meses. Ao olharmos para eles não nos parece que possam dizer mal do tratamento e do alojamento, porquanto se encontram bem e comodamente instalados dentro de casa. As expectativas diante destes “meninos” são muitas e tudo leva a crer que virão a suceder. Daqui a dois meses a cachorra já estará entre nós e o Tyson que se cuide para não vir a ser ultrapassado. Há que dar os parabéns ao seu dono pela paixão que nutre por eles e pelo cuidado que lhes dedica. Bem-vindo ao clube!

O QUE NOS RESERVA O PITSKY

“Pitsky” é o nome dado a um cão resultante do cruzamento de um Pitbull com um Husky Siberiano, um híbrido hoje muito procurado por curiosos e excêntricos anglófonos, que normalmente junta a beleza à meiguice quando herda o melhor das duas raças, o que nem sempre acontece devido à fase embrionária em que se encontra a sua selecção e criação, agora num estágio de quase encantamento pelo antagonismo comportamental presente nos seus progenitores. Pretende-se que este híbrido seja um cão para as famílias e não tem até ao momento qualquer especialidade cinotécnica que o reclame ou evidencie. Quando a genética não é madrasta e a sorte sorri aos audazes, estamos na presença de um cão excepcionalmente calmo e meigo, amigo das crianças, fácil de interagir, apto para aprender e sem dificuldades na sociabilização, virtudes mais comuns nos cachorros antes de atingirem a maturidade sexual, nos cães que foram objecto de treino e mormente nas cadelas.
Mas quando as coisas correm para o torto e o pior das duas raças vem ao de cima, o desejo de evasão presente Husky ganha contornos destruidores por influência do Pitbull, particularmente quando estes cães são obrigados a ficar sós em casa durante longas horas, clausura que os transporta à depressão, à ansiedade da separação e a comportamento demolidor, eventualmente até ao aumento inadequado da sua agressividade, comportamento que obrigará ao isolamento em boxes ou à mobilização de todo o agregado familiar para os passear. É evidente que cães assim não dispensam um treino aturado de obediência e quanto mais cedo melhor. Os Pitskies, outra coisa não seria de esperar atendendo à sua proveniência, têm uma energia quase inesgotável, pormenor que obrigará os seus donos a mexerem-se e bem. A carga instintiva doada a estes cães, que adoram escavar e pôr-se em fuga, compromete jardins, obriga a cercas invioláveis e ao uso da trela no exterior. Em síntese, esta mistura condimentada de terrier e lupino (ambos casos à parte dentro dos seus grupos somáticos, porque nem todos são assim) ou produz anjos traquinas ou indivíduos de dupla face: cães de semblante angelical com um comportamento demoníaco.
Melhor sucedido é o cruzamento do Labrador com o Pitbull, agora designado por “Labrabull”, apesar deste híbrido ser igualmente enérgico, ele é mais sociável e brincalhão que o Pitsky e também menos agressivo. E quanto a este último, se por acaso sai “marca prenda”, há que contar com ataques potentes e vindos do nada. Devido às reservas que somos obrigados a ter com alanos e terriers por conta dos disparates que continuam a causar, correndo atrás do prejuízo, contra o tempo e um pouco por toda a parte, os seus apaixonados tentam salvá-los pela infusão doutras raças, dando-lhe outro comportamento sem lhes alterar as características exteriores para que “o tiro não lhes saia pela culatra”. Oxalá consigam!

sábado, 1 de abril de 2017

UNS PARECEM JOGAR AO PAU COM OS URSOS E OUTROS FAZEM DOS DONOS URSOS

A Classe de Setúbal reuniu-se mais uma vez este Sábado para receber instrução. Esta semana não se deu continuidade à pistagem e apostou-se nas disciplinas de guarda e obediência. Na obediência reforçou-se a condução linear, os comandos direccionais e de travamento mais comuns. Ainda houve tempo para se apostar no “à frente” e para desenvolver a capacidade canina de impulsão imediata, primeiro com os cães atrelados e depois em liberdade. Como importa capacitar o Tyson para guarda, que é para isso que o Hugo quer, começámos a ensinar o cão a desarmar agressores e a aguentar o contra-ataque, valendo-nos mais uma vez do Paulo Motrena como cobaia, que segundo o seu fatídico destino acabou com um dedo da mão direita cortado, conforme se pode ver na foto seguinte (ossos do ofício!).
Quem o visse a brandir aquele pesado cajado, sem dificuldade julgaria que iria “jogar ao pau com os ursos”, quando na verdade estava a contribuir para ensinar o Pastor Alemão a defender-se das agressões e a desarmar os seus possíveis agressores, sem o engodo e vício da manga, já que os mal-intencionados deste mundo não trazem uma manga a tiracolo e acham incómodo e pesado o comum fato de ataque. Figura de urso fazem os donos que se convencem, por verem os seus cães a atacar mangas e fatos, que estes se encontram preparados para guarda. Este mau hábito de se “vender gato por lebre” sempre causa alguns apertos e dores de barriga!

WSZYSTKIE POLSKI WITAMY

Actualmente, depois dos russos que este semana chegaram às 600 visitas, os polacos são os que mais nos visitam do Leste Europeu, tivemos 30 num só dia (o de ontem), procura que nos agrada pelo respeito que temos à Polónia, às suas gentes e tradições, país que apesar de distante sempre tem contribuído para a grandeza da Europa pela sua cultura e empenho no progresso.
A ligação dos polacos com os animais sempre foi muito fecunda, sendo a sua célebre cavalaria a cavalo um claro exemplo disso. Ir até à Polónia é apanhar um banho de cultura, descobrir gente aparentemente pacata e sisuda mas que explode de cor e de alegria quando menos se espera, com uma tradição musical imensa e com um folclore vivo e vistoso.
O título deste pequeno apontamento, escrito em língua polaca, chama de bem-vindos todos os filhos daquela nação que nos queiram visitar, nomeadamente aqueles que se encontram ligados à canicultura e à cinotecnia, áreas onde os polacos sempre se notabilizaram. Apostados em manter com eles o intercâmbio possível, aguardamos com expectativa mais e novas visitas.

PIADA DA SEMANA: A VELA DO BOM PADRE

Uma senhora andava pela rua quando foi interpelada por um velho sacerdote que com ela se cruzou. O Padre, depois de lhe dar os bons dias, perguntou-lhe se por acaso ela não era a Maria Antónia, a mesma que ele havia casado há cinco anos atrás, ao que ela respondeu afirmativamente. No seguimento daquela breve conversa, o sacerdote perguntou-lhe se já tinha tido filhos, respondendo-lhe ela que infelizmente ainda não. Sentindo a tristeza da senhora e querendo valer-lhe, uma vez que na semana seguinte ia para Roma, o Padre prometeu-lhe que lá iria acender uma vela por ela e pelo marido, para que fossem abençoados com filhos, gesto que ela muito agradeceu em seu nome e do marido.
Passados alguns anos encontraram-se novamente e o Padre ancião perguntou-lhe se já tinham tido filhos, respondendo ela que sim, três pares de gémeos e mais quatro, num total de dez! Encantado com a notícia o sacerdote deu graças a Deus, perguntando-lhe depois onde se encontrava o seu marido, respondendo-lhe ela que ia a caminho de Roma para ver se conseguia apagar a “p..ta” da vela!

RANKING SEMANAL DOS TEXTOS MAIS LIDOS

O RANKING semanal dos textos mais lidos ficou assim ordenado:
1º _ OS FALSOS PASTORES ALEMÃES, editado em 24/02/2015
2º _ A CURVA DE CRESCIMENTO DAS DIVERSAS LINHAS DO PASTOR ALEMÃO, editado em 29/08/2013
3º _ PASTOR ALEMÃO X MALINOIS: VANTAGENS E DESVANTAGENS, editado em 15/06/2011
4º _ AS CONCLUSÕES DE MARIANNE HEBERLEIN, editado em 26/03/2017
5º _ NA AMÉRICA DO TUDO OU NADA, editado em 26/03/2017
6º _ THEY HAD NO CHOICE: OS ANIMAIS NA I GUERRA MUNDIAL, editado em 02/08/2014
7º _ COYWOLF: UM HÍBRIDO COM MUITO QUE CONTAR, editado em 08/09/2016
8º _ AQUILO QUE OS DONOS NÃO VÊEM MAS QUE OS CÃES NÃO DISPENSAM, editado em 26/03/2017
9º _ EFICIÊNCIA DE UM HOLANDÊS NA AMÉRICA, editado em 27/03/2017
10º _ PORQUE SE TORNA IMPORTANTE COMBATER O AUTOMATISMO DAS ACÇÕES CANINAS, editado em 25/03/2017

TOP 10 SEMANAL DE LEITORES POR PAÍS

O TOP 10 semanal de leitores por país ficou assim escalonado:
1º Portugal, 2º Rússia, 3º Brasil, 4º França, 5º Reino Unido, 6º Estados Unidos, 7º Polónia, 8º Suíça, 9º Alemanha e 10º Irlanda.