Informa-se os amigos e os
interessados que a Alice, filha do João Carreiras e da Joana Melo (aluna e
monitora desta escola), nasceu no passado dia 06 de Outubro, pesando na altura
3.850 kg. Parece que tudo correu bem, a menina é saudável e os pais encontram-se
radiantes. Daqui endereçamos os nossos sentidos parabéns à Família Carreiras e
desejamos que tudo lhes corra de feição. A notícia foi-nos enviada hoje por
email e dizia assim: “Já nasceu. Dia 6
de Outubro às 14:21 com 3.850 kg. Assim que a vi estranhei, não reconheci nada
nela, nenhuma característica física me era familiar. Mas passados minutos,
segundos até, reconheci muitas coisas do João (o formato do crânio, o queixo, a
boca são iguais, e se não for óbvio agora em adulto, basta olhar para uma
fotografia dele em bebé), e aos poucos aquele ser passou para mim de estanho à
coisa mais fofinha do mundo. O Radar, após o histerismo inicial que lhe é
característico em situações novas, está espectacular. Segue-a para todo o lado,
fica muito aflito quando ela chora, e já sabe quem ela é pelo nome. Beijinhos
de todos …”. E mais não disse!
segunda-feira, 17 de outubro de 2016
domingo, 16 de outubro de 2016
PIADA DA SEMANA
Recebemos de um amigo a
seguinte piada que estendemos aos nossos leitores: “Um polaco vai ao oftalmologista e este mostra-lhe as letras CZJWINOSTAWCZ, perguntando-lhe se conseguia lê-las.
O polaco confiante respondeu-lhe que para além de as ler, conhecia o indivíduo!”
CALAMINTHA NEPETA E COMIDA FRESCA PARA CÃES
O que vamos adiantar nada
tem a ver com a alimentação vegana canina que outros justificam como a melhor
para os nossos fiéis amigos, porque os cães são animais carnívoros, ainda que
alguns pareçam ser omnívoros, e porque exigimos dos que treinamos um bom e
constante desempenho atlético. Hoje vamos falar sobre a “Calamintha Nepeta”,
outrora bastante conhecida por Erva-de-azeitona, nome popular que ficou a dever-se
a seu contributo no curtir das azeitonas. Esta planta sem contra-indicações, justiçada
pelo prefixo grego “Cal” que significa “boa”, é uma planta silvestre e perene, que
exige pouca água e é resistente ao frio, perde no Inverno toda a sua parte aérea,
encontrando-se principalmente em terrenos pobres, incultos e pedregosos, assim
como na orla das diferentes florestas. Pode ser envasada e a sua propagação
tanto acontece por semente ou estaca como por divisão das suas raízes na
Primavera (o uso de pesticidas na agricultura tem contribuído para o seu
desaparecimento progressivo). “Nepeta” é uma subvariedade da Calamintha e as
restantes são igualmente boas e usadas para diferentes fins (culinários,
cosméticos e medicinais).
Muito antes do
aparecimento dos medicamentos sintéticos e durante séculos, quando às
populações não restava outro remédio a não ser a homeopatia, a Calamintha, para
além do seu uso culinário, justificado pelo seu sabor e aroma agradáveis, foi e
ainda hoje é usada como planta medicinal, nomeadamente com chá, hábito curativo
que se estendeu também a alguns animais domésticos no combate à aerofagia, às
gastroenterites, à fadiga, às dores articulares e para alívio dos problemas
respiratórios (nos ruminantes através da administração de “garrafadas” e nos
cães mediante a adição de 30 g das suas folhas e flores por kg de penso). Nas
populações rurais do Sul do País, a Calamintha era também distribuída aos
animais como prevenção contra os problemas causados pelo “Vento Zéfiro” (vento
de Oeste), que marcava a transição da Primavera para o Verão, que carregava típicas
afecções sazonais e que coincidia com 1ª muda de pelo dos cães. Mais por via da
superstição, temendo o pior pela força da Nortada (a morte dos animais mais
frágeis pela chegada do vento polar), à entrada do Outono repetiam o mesmo
procedimento.
Caso o seu cão seja um dos
raros felizardos que ainda come comida fresca devidamente balanceada, considerando
o excelente aroma que a Calamintha empresta aos pensos e o auxílio que presta à
digestão dos animais, não tendo ao mesmo tempo qualquer contra-indicação
conhecida, aconselhamos que junte aos ingredientes do repasto dois pequenos
caules desta planta com as respectivas folhas e flores, podendo retirá-los depois
de cozinhados ou não. Para além disto, devido ao seu óleo essencial, esta
planta exerce uma eficaz acção antifúngica quando consumida regularmente,
protegendo assim a pele e o manto dos animais. Não há como experimentar!
sábado, 15 de outubro de 2016
RANKING SEMANAL DOS TEXTOS MAIS LIDOS
O
RANKING semanal dos textos mais lidos ficou assim ordenado:
1º
- OS FALSOS PASTORES ALEMÃES, editado em 24/02/2015
2º
_ PASTOR ALEMÃO X MALINOIS: VANTAGENS E DESVANTAGENS, editado em 15/06/2011
3º
_ CARTOON DA SEMANA, editado em 18/08/2016
4º
_ A CURVA DE CRESCIMENTO DAS DIVERSAS LINHAS DO PASTOR ALEMÃO, editado em
29/08/2013
5º
_ O CÃO LOBEIRO: UM SILVESTRE ENTRE NÓS, editado em 26/10/2009
6º
_ DOBERMANN: O CÃO QUE É MENOS DO QUE SE SUPÕE E MAIS DO QUE SE IMAGINA,
editado em 06/03/2016
7º
_ MÃOS DIVERGENTES (ATIRADAS PARA FORA): UM TREMENDO HANDICAP, editado em
11/10/2016
8º
_ O MELHOR E O PIOR DO PASTOR SUIÇO: ANÁLISE MORFOLÓGICA E FUNCIONAL, editado
em 21/06/2011
9º
_ PASTOR DE SHILOH: SUPER-CÃO OU DECEPÇÃO?, editado em 23/01/2014
10º _ “X” DE JARRETE DE
VACA, editado em 25/07/2011
TOP 10 SEMANAL DE LEITORES POR PAÍS
O
TOP 10 semanal de leitores por país obedeceu à seguinte ordem:
1º Portugal, 2º Brasil, 3º
Estados Unidos, 4º Espanha, 5º Roménia, 6º Alemanha, 7º França, 8º Lituânia, 9º
Quénia e 10º Moçambique.
O BLOGUE DA ACENDURA BRAVA NA LITUÂNIA
Este blogue tem merecido ultimamente
significativo interesse por parte de leitores da Lituânia, novidade que muito
nos apraz. Dos países bálticos, a Letónia tem sido a nação que nos tem dado
maior número de visitas. A Lituânia é um país moderno mas com baixa densidade
populacional, foi a primeira república a tornar-se independente da extinta
União Soviética e a sua história esteve no passado-recente interligada com a da
Polónia e da Rússia, nomeadamente com o pacto nazi-soviético acordado entre Ribbentrop
e Molotov, assinado em 23 de Agosto de 1939. Os lituanos proclamaram a sua
independência em 11 de Março de 1990, após a chegada da Glasnost, aderindo à
Organização das Nações Unidas em 17 de Setembro de 1991 e à União Europeia em
11 de Março de 2004. É o país mais meridional dos países bálticos e as suas
transacções comerciais acontecem maioritariamente com a vizinha Letónia, com a
Alemanha, com a Polónia e a Rússia. O cão nacional é o “skalikas Lietuviu”, um
cão de caça médio e bicolor, preto-afogueado, hoje pouco numeroso no seu país
natal mas a quem foi erigida a estátua abaixo.
Não são muitos os
portugueses que por lá vivem mas os que lá estão dão-se bem. A religião
maioritária na Lituânia é o cristianismo, sendo a Igreja Católica Romana a
maior instituição religiosa do país (+ de 77% do total das confissões
religiosas). Visitar este país é recordar a história recente da Europa e dos
seus conflitos, admirar uma arquitectura soberba e diferente, o pragmatismo e
seriedade do seu povo, ao mesmo tempo simples e empreendedor, vencer barreiras
e descobrir que o Mar Báltico não fica assim tão longe.
NÃO ACONTECE SÓ EM TORZHOK!
Na Cidade Russa de
Torzhok, na região de Tver Oblast (a notícia foi adiantada há um dia atrás e o vídeo
que a acompanha tornou-se viral na Internet), um cão vadio, ao ver a sua a companheira
sem vida, por ter sido atropelada por uma viatura automóvel, tentou
desesperadamente reanimá-la sem sucesso, permanecendo ao lado daquela cadela 5
horas, altura em que alguns moradores cercanos optaram por sepultá-la. O
sucedido tem merecido inúmeros comentários de toda a parte, entendendo a
maioria das pessoas que tal acto foi uma manifestação inequívoca de amor e
fidelidade, o que não foge muito à verdade e que se repete por todas as
latitudes, quer o companheiro do cão sobrevivente seja um homem ou outro cão.
Nas décadas que levamos a
criar, a educar e a acompanhar cães, assistimos a muitos exemplos destes,
episódios inesquecíveis que não cessam de alimentar o amor que nutrimos pelos
cães e que nos leva a melhor adaptá-los para os contínuos desafios que terão
pela frente, dotando-os de subsídios para a sua salvaguarda e apostados no
aumento dos seus dias. Sem o intuito de ferir os nossos leitores mais sensíveis
e somente agarrados à frieza dos factos, afirmamos que invariavelmente a
fidelidade dos cães pelos donos não é totalmente correspondida, que muitos
sofrem e morrem por incúria dos donos. Não pomos os cães no lugar das pessoas,
mas por vezes seria bom, para os cães e para a humanidade em geral, que os
homens conseguissem imitá-los
quinta-feira, 13 de outubro de 2016
NÓS POR CÁ: “GNR DÁ ORDEM PARA MATAR”
Este é o título maior na
capa do “CORREIO DA MANHÔ
de hoje, que deu seguimento ao de ontem, que dizia: “BANHO DE SANGUE NA BEIRA”,
reportando-se ao homicídio de um guarda da GNR e de um civil, assim com aos
ferimentos infligidos a mais três pessoas em Aguiar da Beira por um assassino
ainda a monte. Choca-nos o despropósito e a mentira do título, porque vivemos
num Estado de Direito e as forças policiais estão cá para defender as
instituições democráticas, os cidadãos e os seus bens, não para matar
deliberadamente quem lhe aprouver ou proceder a actos de vingança, porquanto se
encontram subordinadas aos tribunais e à legitimidade do Estado. Ainda que o
objectivo do título fosse o de amedrontar o fugitivo, acabou por denegrir o
papel da GNR em prol de Portugal, cujos méritos são hoje amplamente
reconhecidos aqui e além-fronteiras, pelo que o editor deste matutino deveria
ser chamado à razão e objecto de reparo, por ter faltado assim à verdade,
alvitrado a hipótese de um estado policial e de tentar semear o pânico nos seus
leitores. Editores como este seriam certamente bem-vindos como directores de
campanha do Sr. Trump, um rufia megalómano e guedelhudo, chegado à traulitada e
cada vez mais desacreditado. Afortunadamente a nossa população é hoje mais
esclarecida e sendo-o, a quem interessarão as parangonas deste matutino?
Estarão de acordo com o nosso viver democrático e prestar-se-ão ao esclarecimento
dos cidadãos? Quando nos livraremos da lengalenga das tricas e das intrigas, dos “mentidos e desmentidos”?
Mistérios!
DEPOIS DE TUDO TER FEITO, O QUE HÁ A FAZER?
Como introdução importa
dizer que todos os rafeiros são de fácil controlo e que nem todos os cães com
pedigree o são, disparidade que se deve à intromissão humana no processo de
selecção dos últimos, que muitas vezes na procura da excelência, acaba por
produzir cães rufias de índole assassina, por desconsideração dos impulsos
herdados caninos que possibilitam a cumplicidade por detrás do trabalho de
equipa. Apesar de cada vez mais raros, os cães rijos exigem donos ainda mais
rijos (experientes) porque não se conformam com a recompensa, não acusam ou
fingem acusar o castigo, são manhosos e sempre aguardam ocasião para as suas
arremetidas, mormente quando robustos. E quando são assim é difícil arranjar-lhes
donos capazes de submetê-los e condicioná-los, porque a adopção da “lei do mais
forte” não está ao alcance de todos e estes cães tendem a subornar
psicologicamente os seus donos, comportando-se como “meninos de coro” nos
intervalos dos seus disparates, reclamando por protecção e meiguice entre as
suas arremetidas, dando a sensação que nunca mais voltam a fazer o mesmo, o que
não sucederá, já que os seus ataques, por força da repetição, serão cada vez
mais dissimulados, inesperados e violentos. Os ataques a que nos referimos são
contra outros cães, por isso mesmo fratricidas, desprezíveis e sem préstimo
algum.
A experiência tem-nos
ensinado que cães assim descendem de progenitores com características particulares,
potenciação que concorre para este comportamento indesejável e condenável,
alicerçado num superior impulso à luta e sustentado num impulso ao conhecimento
de igual monta. Apesar da manha não ser de origem genética, há uma predisposição
hereditária que a adopta facilmente e que obsta à autonomia condicionada
procurada, devolvendo para estes cães dominantes outra quase atávica e
instintiva que dificulta de sobremaneira a sua liderança e que obriga a
cuidados redobrados, porque persistem em iludir os seus condutores ou donos e
dificilmente desistem dos seus intentos. O comum dos proprietários, temendo o
disparate, quando não os castra por desejo próprio ou por conselho, acaba por
arredá-los da disciplina de guarda, receando a confrontação e o agravamento do seu
desnorte, optando por cativá-los para outras áreas de ensino e fazendo uso de
métodos onde a coerção e a repressão não têm lugar, sendo substituídos pela
recompensa que ratifica a sua aprovação, opção dissuasora de todo inválida diante
da sua natureza, esforço que apenas retarda o inevitável.
Como liderar estes cães
não é tarefa fácil, quando os donos não primam pela liderança e não necessitam
dum cão de guarda, o melhor que há a fazer é castrá-los e quanto mais cedo
melhor! Mas caso haja a necessidade dum cão guardião, a melhor opção é entregá-lo
aos bons ofícios dum adestrador profissional, que entre outras tarefas o
disciplinará irrepreensivelmente e trocar-lhe-á os alvos dos seus ataques,
opção nem sempre fiável atendendo ao medo anterior dos seus proprietários, medo
inúmeras vezes percursor e indutor de ataques não-ordenados (geralmente o cão
acaba por ser oferecido ao adestrador que não se faz rogado por saber o que tem
em mãos ou a um corpo policial agradecido como sempre tem sucedido).
É importante não esquecer
que cães com este comportamento são considerados perigosos à luz da lei,
sujeitando-se e sujeitando os seus proprietários às pesadas punições por ela
estipuladas. Sempre que existe um sério conflito de vontades entre donos e cães
ou se assiste ao domínio dos últimos sobre os primeiros, estamos na presença de
uma escolha de trágicas consequências. Assim, quando desejar adquirir um
cachorro, não o faça arbitrariamente e valha-se do parecer dum expert para não se vir a lamentar, porque
é melhor ter um companheiro que um inimigo dentro de portas (a lei prevê a
reeducação destes cães).
quarta-feira, 12 de outubro de 2016
A SEMANA DOS ROMENOS
Esta semana fomos
surpreendidos pelo número de romenos que nos visitaram, que até agora já
ultrapassou as duas dezenas. Cresce o número dos nossos leitores no Leste
Europeu, merecendo especial destaque os russos, os ucranianos, os checos, os
polacos e os naturais dos Países Bálticos. O país europeu que menos leitores
nos dá é a Bósnia-Herzegovina, no que é seguida pela Albânia. Das antigas Repúblicas
da União Soviética a que menos leitores nos oferece é a Geórgia e a que mais
leitores nos dá é a Bielorrússia. Na Europa Ocidental temos visitas de todos os
países e da América do Norte também. Da América Central poucos nos visitam e de
toda a América do Sul temos leitores regulares. O maior número de leitores
africanos que nos visita pertence simultaneamente aos PALOPS e ao Quénia, sendo
seguidos pelos do Magreb. O número de visitantes dos países muçulmanos tem
vindo a aumentar, sucedendo o mesmo e em maior escala com os asiáticos.
Leitores australianos temos poucos, sucedendo o contrário com os indonésios.
Por vezes, atendendo ao mundo que ainda nos falta conhecer, somos obrigados a
saber um pouco mais sobre países que praticamente desconhecemos e de quem raramente
ouvimos falar. Obrigado a todos pela preferência!
terça-feira, 11 de outubro de 2016
A IMPORTÂNCIA DA INSTRUÇÃO NOCTURNA
Para além de ser
indispensável para os cães policiais e de guerra, a instrução nocturna é também
imprescindível para os cães de guarda, considerando a salvaguarda dos animais,
a sua preparação específica, os horários e a natureza do seu serviço. A sua
inexistência na capacitação de cães guardiões torna-a incompleta, imprópria,
artificial e perigosa para os animais, que ensinados somente de dia e
surpreendidos à noite, quando isolados, podem perder a sua eficácia e serem
presa fácil nas mãos de bandidos experimentados, desaire que se repete amiúde,
quando ouvimos dizer que os larápios entraram e os cães nem se mexeram, quiçá
toldados pelo medo! Uma vez reconhecida a importância da instrução nocturna
para a capacitação dos cães de guarda, importa dizer que ela fortalece os
vínculos afectivos entre cães e donos, que induz a uma maior concentração por
parte dos animais, sublima a sua máquina sensorial e desperta-os para o seu
ofício, constituindo-os em verdadeiras sentinelas, porque mais facilmente aprendem
a avisar, a detectar e a procurar a presença de estranhos, o que reforça a
necessidade e mais-valias do treino nocturno.
O treino nocturno deverá
ser faseado, das pequenas para as grandes áreas até se transformar em rotina,
independentemente dos ecossistemas e das intempéries, tanto nas áreas rurais e
florestais como nas urbanas (sempre com o dono ao lado). Todos os cachorros a
partir da maturidade sexual deverão ser para ele convidados independentemente
do seu género. Depois da obtenção dos benefícios pretendidos, manifestos no
primeiro parágrafo, é chegada a altura de instalá-los nas áreas a guardar,
ensinando-os a rondar as propriedades a partir dos seus locais mais
vulneráveis, pontos de vigia e áreas de ocultação, alertando-os simultaneamente
para os perigos a que se encontram sujeitos. Assim, a aprovação na instrução
nocturna é o melhor dos certificados para o cão de guarda, que se deseja pronto
para o serviço a qualquer hora do dia ou da noite.
QUANTOS “VOLYA” TEREMOS POR CÁ A PRECISAR DE LIBERDADE?
A história do cão “Volya”
(liberdade em russo) conta-se em poucas palavras. Foi remetido em cachorro para
dentro dum buraco numa parede entre prédios na cidade russa de Khabarovsk Krai/Khabarovsk,
permanecendo ali durante três anos e sobrevivendo graças à caridade dos
moradores que por lá passavam e que lhe davam de comer. Como cresceu, ficou ali
emparedado naquele buraco e impedido de sair, pelo que mereceu o cognome de “Château
d’Se”, numa alusão a uma prisão na Baía de Marselha.
Consciente do drama vivido
pelo animal, um grupo de cinófilos empreendeu a sua extracção, rebentando com a
parede, amordaçando-o e laçando-o de volta para o exterior. Ao chegar cá fora,
o pobre animal sentiu-se aterrorizado com a novidade por estranhar os espaços
amplos. Neste momento encontra-se num abrigo para cães a aguardar adopção,
adopção que não será para breve por se mostrar ainda muito desconfiado. Quantos
“Volya” teremos por cá? Quantos cães aqui nascem e morrem sem sair de casa ou
dos canis, confinados num canto enquanto o mundo pula e avança e os seus dias
se esfumam? Melhor estariam se fossem ratos! O excessivo confinamento
compromete a saúde dos cães, estupidifica-os, induze-os ao desenvolvimento de
várias taras, obsta à sua sociabilização, impede que cresçam equilibrados, pode
levar à automutilação e torna-os infelizes. Quando teremos um Decreto-Lei que
obrigue os proprietários caninos a passear os seus cães durante uma hora por
dia? Não sabemos, mas temos notícia de que outros em boa hora o fizeram.
MÃOS DIVERGENTES (ATIRADAS PARA FORA): UM TREMENDO HANDICAP
Porque será que muitos
criadores de Pastor Alemão optam por tirar fotografias aos seus cães num piso
de relva (grama)? Será essa escolha aleatória, procurarão dar às fotografias um
cunho romântico ou tentarão encobrir algo? Estaremos perante mais um caso de
publicidade enganosa? No mínimo, estamos perante uma trapaça que normalmente
entendemos como “gato escondido com o rabo de fora”, diante dum desaprumo
ortopédico de funestas consequências que diminuirá a qualidade de vida e
comprometerá o desempenho laboral dos cães seus portadores, sujeitando-os a
vários tipos de lesões, mais ou menos dolorosas e inibitórias que transmitirão
à sua descendência, tornando-se assim numa praga que leva os cães a ziguezaguear
de anteriores, no que lembram “ceifeiras-debulhadoras” em movimento ou patos a
nadar calmamente em lagoas, defeito que induz ao seu estoiro precoce.
Esta impropriedade é
visível quando os cães atiram as mãos para fora, mesmo quando parados, em
relação ao alinhamento dos seus membros anteriores, no que lembram a locomoção
da celebérrima personagem da cinemateca mundial “Charlot”, representada pelo defunto
actor britânico Charlie Chaplin. Este mau assentamento ortopédico que nunca é
inconsequente, porque os cães não têm clavículas, maioritariamente de origem
genética mas que pode também ser provocado por razões ambientais, quando os animais
são votados à inércia constante e impossibilitados do uso natural dos seus
dedos em pavimentos duros e escorregadios, também quando desde pequenos vêem o
seu prato da comida colocado no solo e não à altura recomendável (num comedouro
regulável), concorre para as seguintes lesões nos cães sujeitos ao exercício
diário regular ou destinados ao trabalho: Luxação do ombro, entorses, inflamação
das mãos, desgaste anómalo das almofadas, fractura de dedos, crescimento
irregular das unhas e libertação de líquido sinovial nos codilhos, afecções que
normalmente os impedem de trabalhar e que obrigam a constantes períodos de convalescença.
Os cães portadores desta incapacidade, quando deitados correctamente,
permanecem com os seus joelhos levantados e não conseguem encostar totalmente
os membros anteriores no solo.
Há casos em que a divergência
de mãos, associada ou não ao exagerado abatimento de metacarpos (só por si um
problema sério), pressagia as diferentes displasias do cotovelo e/ou induz a um
crescimento anómalo de um dos ossos dos braços, sendo tanto razão quanto consequência
de má formação esquelética. Um cão com as mãos divergentes, cuja apresentação
frontal é côncava e não convexa como seria desejável, tende a estreitar o
peito, morfologia normalmente tratada como “peito invertido”, e a longo prazo a
selar o seu dorso, impropriedades e defeitos que A priori lhe causarão problemas articulares dolorosos diversos e que
o obrigarão a claudicar. Pôr à venda cães com este tipo de problema é uma
desonestidade contra quem os compra, uma safadeza tantas e tantas vezes
ornamentada com pedigrees de campeões. Antes de comprar um cachorro, para não
ser vítima de um ignoto e auto intitulado “Conde de Abranhos”, peça para ver os
pais e repare qual a disposição dos seus membros anteriores, para não vir a ser
surpreendido por um infante periclitante, cliente assíduo dos clínicos e farto
em inibições. Apesar dos cachorros nascerem bem ou mal aprumados, alguns deles
na fase de crescimento que antecede a maturidade sexual, particularmente os
maiores, apresentam uma disposição de membros assim, vindo depois dos 6 meses
de idade a compor-se. Mas quem é filho de pais tortos só se endireitará por
cirurgia ou por aplicação de cocktails injectáveis plenos de contra-indicações
e de composição inconfessa.
Como auxílio prà correcção
dos aprumos dianteiros dos cachorros, ajuda que só será possível depois de
haverem completados os 4 meses de idade, altura em que despertam e necessitam
da excursão e que ainda gozam de alguma plasticidade anatómica, aconselhamos a
subida moderada de percursos com 15º de inclinação, o convite para a natação, o
caminhar na areia húmida e o concurso do “Extensor de Solo”. O Extensor de Solo
(na imagem abaixo) é um aparelho corrector constituído por 20 varas circulares
transversais, com 4 cm de diâmetro e 2 m de comprimento, elevadas do solo de 10
a 15 cm e com 25 cm de distância entre si, onde condicionaremos os cachorros a
marchar e a melhoria dos seus aprumos mais depressa acontecerá.
Um Pastor Alemão para ser
bom não necessita de andar de chinelos e com as mãos “a chutar para canto”!
segunda-feira, 10 de outubro de 2016
RANKING SEMANAL DOS TEXTOS MAIS LIDOS
O
Ranking semanal dos textos mais lidos obedeceu à seguinte ordem de preferência:
1º
_ OS FALSOS PASTORES ALEMÃES, editado em 24/02/2015
2º
_ PASTOR ALEMÃO X MALINOIS: VANTAGENS E DESVANTAGENS, editado em 15/06/2011
3º
_ EU QUERIA UM PASTOR ALEMÃO, DE PREFERÊNCIA TODO PRETO!, editado em 05/06/2010
4º
_ A CURVA DE CRESCIMENTO DAS DIVERSAS LINHAS DO PASTOR ALEMÃO, editado em
29/08/2013
5º
_ O CÃO LOBEIRO: UM SILVESTRE ENTRE NÓS, editado em 26/10/2009
6º
_ O MELHOR E O PIOR DO PASTOR SUIÇO: ANÁLISE MORFOLÓGICA E FUNCIONAL, editado
em 21/06/2011
7º
_ DOBERMANN: O CÃO QUE É MENOS DO QUE SE SUPÕE E MAIS DO QUE SE IMAGINA,
editado em 06/03/2016
8º
_ PACHÓN NAVARRO: UNIR EL PASADO AL PRESENTE, editado em 01/07/2015
9º
_ COMO AUMENTAR A AUTONOMIA FUNCIONAL CANINA, editado em 06/10/2016
10º _ CADERNO DE ENSINO:
XXIX. TIRAR O MEDO AOS TIROS OU PREPARAR O CÃO PARA OS DISPAROS?, editado em
23/09/2010
TOP 10 SEMANAL DE LEITORES POR PAÍS
O
TOP 10 semanal de leitores por país ficou assim ordenado:
1º Portugal, 2º Brasil, 3º
Estados Unidos, 4º Quénia, 5º Reino Unido, 6º Rússia, 7º França, 8º Holanda, 9º
Polónia e 10º Alemanha.
quinta-feira, 6 de outubro de 2016
COMO AUMENTAR A AUTONOMIA FUNCIONAL CANINA
Para operar o
desenvolvimento da autonomia funcional canina somos obrigados a considerar um conjunto
de factores internos e externos que são cumulados pela experiência dividida
entre homens e cães, já que a dependência canina, resultante dos milénios do
processo de domesticação, impede agora que os estes companheiros consigam
solucionar por si próprios os problemas e desafios que lhes são colocados,
nomeadamente os relativos à sua sobrevivência, reflexo dos mecanismos de
inibição cerebral que obstam à sua autonomia mas que simultaneamente tornam
possível a sua adaptação e ensino satisfatórios. O cão é um invento humano e a sua maior ou menor autonomia funcional
irão depender dos seus criadores e agentes de ensino (donos e treinadores),
segundo a sua carga genética e riqueza de experiência. Autonomia por autonomia
têm os lobos, mas de pouco ou nenhum proveito directo para nós porque a usam
para proveito próprio. E perante isto que ninguém se iluda: um cão-lobo será
tanto melhor quanto menos lobo for, o que torna os actuais numa reinvenção mais
mítica do que necessária, num retorno aos problemas do passado que há muito
solucionámos. E se tivermos de recorrer aos lobos ou a outros canídeos
selvagens para valer os cães, é porque os saturámos ou estoirámos. E quando
assim acontece, iremos suportar os mesmos reveses que outros experimentaram
logo na Pré-História.
Importa primeiro
desambiguar o que entendemos por “autonomia
funcional”, que outra coisa não é que a autonomia doada aos cães para seu e
nosso proveito, considerando a sua salvaguarda, os diferentes serviços
complementares que lhes atribuímos e que podem dispensar a presença dos seus
treinadores/proprietários, o que de imediato nos lança para a primeira
questão: o que se espera dos criadores? Deseja-se que saibam do seu ofício; que
procedam à escolha acertada dos progenitores para cada ninhada; que enriqueçam as
dietas das cadelas gestantes e que disponibilizem cachorros fortes, saudáveis e
equilibrados de acordo com o estalão da raça que aperfilharam, libertos dos
flagelos que vulgarmente a afectam e que são transmitidos por via genética,
imperfeições que geram incapacidades dolorosas e inibitórias, que comprometem o
seu desempenho laboral e diminuem-lhes tanto a qualidade quanto a esperança de
vida (cada raça tem as suas).
Para melhor contextualizar
e explicar o que acabámos de dizer, servir-nos-emos do exemplo do Cão de Pastor
Alemão. Criador que sabe do seu ofício é aquele que procura, ninhada após
ninhada, alcançar melhores cachorros, que despreza a endogamia e abomina a
consanguinidade, que não procura o lucro pela subnutrição, magreza ou
raquitismo dos cachorros, já que é vergonhoso entregá-los às 8 semanas de vida
com menos de 5 kg. A escolha acertada
dos progenitores, que transforma as cópulas em beneficiamentos de facto, mais que
um conserto possível, deve casa-los perfeitamente para produzirem uma prole
superior em virtude às presentes em cada um deles, considerando as necessárias
mais-valias físicas, mecânicas, psicológicas, cognitivas e funcionais, acerto impossível
ou virtual se esses progenitores nunca forem testados e aprovados no trabalho. A qualidade de um cão nas suas
múltiplas atribuições, nas quais podemos também e incluir sem margem para
dúvidas a sua autonomia funcional, deve
mais à genética que ao treino e jamais o último conseguirá reverter
cabalmente os entraves da primeira, até porque o treino não tem o poder de
fazer renascer os cães, antes se aproveita do seu potencial inato, podendo eventual
disfarçar-lhes algumas das mazelas, o que nem sempre está ao alcance de todos.
Cachorros
bem aprumados, robustos, seguros, bem apetrechados de máquina sensorial,
curiosos e com bom impulso ao conhecimento são fáceis de
ensinar e alcançarão naturalmente maior autonomia funcional, vindo a ser
próprios para pistar, guardar e rondar, assumindo sem maiores dificuldades
outros trabalhos complementares e/ou acessórios. Como não restam dúvidas a
ninguém e como ainda não estamos a falar do treino propriamente dito, o alcance destas características imprescindíveis
ao trabalho é da obrigação dos criadores. Pode um excelente cão vir a ter
um desempenho precário e uma autonomia deficitária? Sem dúvida! Qualquer
cachorro entregue a más-mãos e/ou sujeito a um treino inadequado, porque é um
ser social e dependente, razões que possibilitam a reeducação de todo e
qualquer cão, pode transformar-se num imprestável por via de experiências
atentatórias à sua natureza por desuso, desaproveitamento e oposição. E como os
primeiros agentes de ensino dos cães são os donos, de imediato se levanta outra
questão: Como deverão proceder os donos com os seus cachorros para não
comprometerem a autonomia com que nasceram e que deles é esperada?
Ainda que o não sejam de
facto, os criadores são por intromissão
(selecção e imprinting) os pais biológicos dos cachorros, e se os considerarmos
assim, com mais propriedade diremos que os seus donos serão os seus pais
pedagógicos, não sobrando disto qualquer abordagem, consideração ou incontido
desejo antropomórfico. Para que amanhã os cachorros se desenvencilhem sozinhos,
depois de convenientemente treinados para o efeito, é necessário que os seus
proprietários saibam aproveitar a sua carga genética e a desenvolvem em
conformidade com as actividades ou serviços que futuramente lhes atribuirão.
Tendo em vista a autonomia funcional pretendida, a constituição dum cão
autónomo, confiante e prestável, a
primeira coisa a considerar é a sua instalação, que deverá acontecer o mais
próximo possível do dono e não isoladamente, para que o infante se sinta e
cresça seguro no grupo familiar que o adoptou e mais tarde venha a mostrar-se
zeloso pela sua integridade e bens, a revelar-se um cúmplice, um auxiliar ou um
protector.
Uma
vez o cachorro instalado importa desenvolver com ele
actividades propiciatórias ao treino, pequenos
jogos de interacção que antevêem o condicionamento futuro. Estamos a falar
da procura do dono, do uso, arremesso e transporte de brinquedos específicos
para a função, de passeios diurnos e nocturnos, da familiarização com outros
animais domésticos, da tolerância necessária para as pequenas diabruras e do
estabelecimento gradual de regras que o seu crescimento vai permitindo, sabendo-se
que a relação tratamento acertado-treino nunca volta de mãos vazias.
Como não podia deixar de
ser, se os criadores são os “pais biológicos” dos cachorros e os donos os pedagógicos,
os treinadores irão ser os seus mestres.
Poderá um treinador contrariar a boa carga genética e a profícua experiência
anterior ao treino dum cachorro, comprometendo assim o seu desenvolvimento e
autonomia funcional? Infelizmente sim, mercê de um currículo repetitivo, pobre,
isento de metas, objectivos e índice de progresso, somado a exercícios abruptos
e sem prévio preparo, quando não goza de empatia com o animal, não o
recompensa, vai contra o seu potencial ou o obriga a uma investidura que despreza.
É importante não esquecer que os cães aprendem com a experiência e que o seu
ensino é dinâmico, que o seu desenvolvimento cognitivo e desempenho exigem o
bom preparo físico, sem o qual a sua autonomia funcional será por demais
diminuta e carente de condições particulares. O cão deverá trabalhar sempre confiado nos seus mestres e estes
obrigam-se a tirar dele o máximo rendimento, respeitando as suas dificuldades e
encontrando-lhes solução, amparando-o
sempre que necessário para ir mais adiante. E como é difícil encontrar bons
criadores, bons proprietários e bons treinadores, muitos cães, à revelia do que
são, acabam condenados à inibição e à mediocridade, presos a uma corrente ou
enjaulados para toda a vida.
ANTÓNIO GUTERRES: A FAVOR DE TODOS E CONTRA O LEBENSRAUM DE ALGUNS
António Guterres, ao ser
aprovado pelo Conselho de Segurança da ONU, virá a ser o futuro
Secretário-Geral daquela Organização Mundial, um homem do mundo e para o mundo,
um engenheiro-electrotécnico apostado em construir pontes entre os povos e a
promover o diálogo entre todos. A vitória deste português é uma vitória contra
os vários adeptos do Lebensraum, dos muros e dos guetos, pródigos em
tecnocratas, sedentos de nacionalismos sem sentido e ávidos de ressuscitar velhas
ordens que obstam à paz mundial. Oxalá a consiga!
domingo, 2 de outubro de 2016
AVISO IMPORTANTE E URGENTE
Caros leitores, não abram
nenhuma mensagem e/ou arquivo que fale mal do ex-Presidente brasileiro Lula da
Silva com o nome de " BRASILEIRO IDIOTA", independente de quem a
enviou, é um vírus que “abre” uma tocha olímpica e que “queima” totalmente o Disco Rígido do computador. Este vírus poderá vir de uma pessoa conhecida que tem o
seu nome na sua lista de endereços, por isso deverá enviar esta mensagem a
todos os seus contactos, pois é preferível receber 25 vezes esta mensagem, do
que receber o vírus e abri-lo. Já sabe: se receber uma mensagem chamada “BRASILEIRO
IDIOTA” não a abra e apague-a imediatamente do seu computador. Este é o pior
vírus anunciado pela CNN e classificado pela Microsoft como o mais destrutivo
que já existiu, foi descoberto ontem à tarde pela McKafee e não existe até ao momento nenhum antivírus
para ele. O vírus destrói o Sector Zero do Disco Rígido, onde as informações vitais
do seu funcionamento são guardadas.
GLÜCKSTAG
Há dias de sorte como o
que aconteceu recentemente a um casal de turistas alemães de visita à praia de Freshwater
East, em Pembrokeshire, no sudoeste do País de Gales, onde o imprevisto
aconteceu e tudo acabou bem. Quando o casal se encontrava a desfrutar dos
prazeres daquela estância balnear, uma onda imprevista e traiçoeira levou
consigo a perna protética da senhora, deixando-a a flutuar a algumas dezenas de
metros afastada da praia. O marido correu a pedir ajuda e veio a ser auxiliado
por um Braco Alemão, de nome Gertie, propriedade de um tal John Dooner, um
artista local, que atirando uma pedra para junto da prótese, fez com que o cão
a fosse buscar. Ainda bem que o cão sabia nadar, porque doutro modo a turista
alemã ver-se-ia obrigada a retornar ao hotel ao pé-coxinho. Diante deste
episódio verídico parece que há sempre um cão desconhecido pronto a ajudar
alguém em aflição.
sábado, 1 de outubro de 2016
O MUNDO À NOSSA VOLTA: AS CONCLUSÕES DO MIGUEL
Um leitor
enviou-nos por email a imagem seguinte, citando uma frase do celebérrimo Miguel
Esteves Cardoso, crítico, escritor e jornalista português de ascendência
sefardita. Como a imagem diz tudo, nada temos a acrescentar, mas que ela dá que
pensar, dá:
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