quarta-feira, 23 de setembro de 2015

CORREIO DOS LEITORES

Recebemos duma leitora o seguinte comentário ao texto: “SIM. EU ACREDITO NO CÃO MACACO!”, editado em 17/12/2012, que transcrevemos na íntegra:
“Dos melhores artigos que li até hoje sobre o "cão-macaco"! Muitos parabéns! Subscrevo inteiramente o carácter - e as características - do bicho (a minha mora num apartamento alfacinha, pastoreia a família e é a mais linda e inteligente do bairro!!!)”. Resta-nos desejar para ambas bem-estar, cumplicidade e longa vida.

CARTOON DA SEMANA

Recebemos dum nosso leitor o cartoon que agora publicamos, sem dúvida actual e a dar que pensar. Queira Deus que não passe de pura especulação e que a nossa liberdade e o futuro dos nossos filhos não venham a ser comprometidos, pois já tivemos Idade Média que bastasse ou como diz o povo: Para melhor está bem, está bem; para pior já basta assim!

RANKING SEMANAL DOS TEXTOS MAIS LIDOS

O Ranking semanal dos textos mais lidos ficou assim ordenado:
1º _ PRESERVAR A VARIEDADE BICOLOR, editado em 12/09/2015
2º _ BORZOI DAS ESTEPES: O CÃO DOS COSSACOS, editado em 12/09/2015
3º _ PASTOR ALEMÃO X MALINOIS: VANTAGENS E DESVANTAGENS, editado em 15/06/2011
4º _ O CÃO JOVEM (DOS 7 AOS 18 MESES): DA PUBERDADE À MAIORIDADE, editado em 26/10/2009
5º _ OS FALSOS PASTORES ALEMÃES, editado em 24/02/2015
6º _ O MELHOR E O PIOR DO PASTOR SUIÇO: ANÁLISE MORFOLÓGICA E FUNCIONAL, editado em 21/06/2011
7º _ A CASOTA DO CÃO, editado em 29/12/2009
8º _ GALINHA DE CAMPO NÃO QUER CAPOEIRA, editado em 15/02/2010
9º _ A CURVA DE CRESCIMENTO DAS DIVERSAS LINHAS DO PASTOR ALEMÃO, editado em 29/08/2013
10º _ KYRA: DIE MUTTER VON KRIEGERN, editado em 12/09/2015

TOP 10 SEMANAL DE LEITORES POR PAÍS

O TOP 10 semanal de leitores por país obedeceu ao seguinte escalonamento:
1ª Portugal, 2º Brasil, 3º Estados Unidos, 4º Reino Unido, 5º Turquia, 6º Irlanda, 7º Espanha, 8º Alemanha, 9º França e 10º Holanda.

sábado, 12 de setembro de 2015

BORZOI DAS ESTEPES: O CÃO DOS COSSACOS

Desde que tive conhecimento deles sempre me apaixonaram. Estou a referir-me aos Cossacos, povo livre e guerreiro, de exímios cavaleiros por detrás da formação da Ucrânia e da Rússia. Depois de alguma pesquisa, porque não os estava a ver sem cão, vim a descobrir qual deles os acompanhava na caça a cavalo: o Borzoi das Estepes, um galgo pertencente genericamente à categoria dos wolfhounds, muito embora seja um típico sigthound (caçador à vista), menos conhecido que o Borzoi por não estar associado à realeza, um lebrel mais rápido do que resistente, de uso popular, capaz de avistar a caça até aos 300m e possuidor de um arranque inigualável, de pelagem dupla, curta e grossa, também de herança tártara e muito idêntico ao Sloughi (galgo do Norte de África), desfilando ordinariamente com a cauda abatida e entre as pernas, nas estepes compreendidas entre as Montanhas do Cáucaso e os rios Volga e Don. A sua selecção continua a efectuar-se pelo abate dos menos aptos e os cães mais novos são capacitados pela parceria com outros mais velhos e experientes. O termo russo “Borzoi” aplica-se a todo e qualquer wolfhound (cão de caça ao lobo).
Por vezes o Borzoi das Estepes é tratado como “South Russian Steppe Hound” devido à distribuição geográfica dos cossacos, nas estepes da Ucrânia e do Sul da Rússia. Para todos os efeitos estamos na presença de um galgo descendente dos seus pares do Médio-Oriente, um sigthound com um quociente de envergadura 2.3 parar os machos (71cm/34ks) e de sensivelmente 3 para as fêmeas (61cm/20.5kg). A raça não é muito fecunda e as suas ninhadas oscilam entre os 3 e os 6 cachorros, número que aponta para a selecção natural e que desnuda pouca ou nenhuma interferência humana. Este cão, que exige poucos cuidados de limpeza (grooming), é um animal leal, rústico, próprio para a tarefa, pouco protector, com uma energia acima da média, de fácil sociabilização com crianças, outros cães e demais animais domésticos, que exige e necessita de muito exercício físico, apesar de ser calmo dentro de casa. A raça apresenta uma grande variedade de cores, sendo cada uma delas sólida nos seus exemplares. Por demais negligenciado nas aldeias onde é comum ver-se vadio, aparecer faminto e subnutrido, o Borzoi das Estepes sofreu maior cuidado, incremento e melhoramento a partir de 1952, altura em que o “All-Union Cynological Congress” o considerou digno de preservação.
Estamos na presença de um “parente pobre” do Borzoi mas mais apto e saudável do que ele, podendo caçar até aos 12 anos de idade. O cão dos cossacos foi e continua a ser usado para dar caça ao lobo, acompanha o dono a cavalo e tanto pode trabalhar em parceria com um falcão como em matilha, sendo por excelência um cão de campanha. Pouco se sabe sobre o cão seu ancestral, se o “Canis Familiaris Leineri” ou outro, como não se sabe se todos os galgos provêm da mesma origem, muito embora ninguém duvide que nalgum momento da antiguidade galgos e podengos tiveram um ancestral comum. Quem diria que um cão de origem árabe, provavelmente introduzido pela “Rota da Seda” iria parar às gélidas estepes ucranianas e russas, adquirir pelo duplo e acompanhar cavaleiros cossacos, rutenos e eslavos. Realmente o Mundo é muito pequeno! Como os cossacos e os galgos nasceram para ser livres, a máxima “cara de um, focinho do outro” ganha neles maior sentido.

8 DA MESMA RAÇA COM 4 CORES DIFERENTES

Continuamos a conservar entre nós a biodiversidade presente nos Pastores Alemães, incentivando os nossos alunos e amigos à aquisição de diferentes variedades cromáticas permitidas pelo actual estalão e que remontam à origem da raça, hoje quase estagnada e moribunda dos pontos de vista morfológico, sanitário e cognitivo. Neste pequeno de grupo de oito pastores temos quatro variedades cromáticas diferentes: 2 lobeiros cinzentos, 2 preto-afogueados dominantes, 2 bicolores, 1 preto-afogueado recessivo e 1 exemplar totalmente negro. Desejaríamos que outros seguissem o nosso exemplo, que experimentassem e usufruíssem das vantagens de se trabalhar em “quadro aberto”, privilegiando os beneficiamentos entre variedades cromáticas diferentes, porque cada uma delas carrega mais-valias necessárias ao desenvolvimento, saúde, bem-estar e bom desempenho das outras. Sabemos que uma política de selecção destas é mais dispendiosa, mas valerá a pena continuar a produzir cães de má qualidade e vendê-los por meia dúzia de patacos? Lembra-se que foi a procura da qualidade que presidiu ao levantamento da raça e que a tornou única entre as demais, não a consanguinidade e a endogamia que hoje a condenam.

NOVO BINÓMIO

Deu entrada nas nossas fileiras um novo binómio, o constituído pela Piedade e pelo Kaiser, um Pastor Alemão de 5 meses de idade, preto-afogueado, da linha estética. Estão a evoluir no treino sem maiores dificuldades e em franco progresso. Oxalá assim continuem, dedicados e apaixonados pelo trabalho, porque irão ter pela frente, gradualmente, outros e maiores desafios.

PAI, MÃE E FILHA: UMA FAMÍLIA COMO TANTAS OUTRAS

Esta é uma foto de família, constituída pelo Kaiser, pela Kyra e pela Adele, respectivamente pai, filha e mãe. O progenitor é um exemplar negro com forte ascendente em lobeiro, a matriarca é bicolor e a cachorra pertence à mesma variedade cromática, ainda que recessiva em negro uniforme, visando a futura obtenção de exemplares dessa cor. A cachorra, exceptuando a cor, tanto morfológica como psicologicamente, é em tudo idêntica ao pai. O retrato de família fica para a posteridade e alegria dos donos também, na simbiose mais do que certa entre eles e os seus pastores alemães.

PRESERVAR A VARIEDADE BICOLOR

A Kyra é uma pastora alemã que ainda não fez 5 meses, com ascendente nas linhas checas, activa, cúmplice, esbelta e comilona, que mede 56cm de altura e pesa 25kg, o que espelha o cuidado que a Família Bouça tem com ela. Veio visitar-nos, conhecer o pai e trabalhou connosco, cumprindo exemplarmente e com alegria as tarefas que lhe foram solicitadas. Vemo-la na foto com a Patrícia, onde é possível adivinhar, pela altura e largura dos seus metacarpos, que será um exemplar de tamanho e envergadura acima da média. A escolha dos seus progenitores obedeceu à preocupação de preservarmos a variedade bicolor, pouco numerosa entre nós e que é naturalmente muito cúmplice, curiosa e ávida de atribuições, com forte sentimento territorial e duma lealdade insofismável. Desejamos-lhes as maiores felicidades, grandes aventuras e longa vida, que uma e outra consigam preencher as aspirações de ambas.

KYRA: DIE MUTTER VON KRIEGERN

Aqui vamos tratar doutra Kyra, também ela Pastora Alemã mas lobeira, uma matriarca valente como poucas, nada dada a intimidações e resistente aos contra-ataques, completamente dentro do estalão, também ela de linhas austríacas e checas, com um altíssimo poder atlético e uma excelente nadadora, que mede 63cm de altura e que pesava antes da prenhez 34kgs. Ainda antes de ser beneficiada, foi-lhe feito o despiste das displasias do cotovelo e coxo-femoral, vindo a ser recomendada para reprodução pela inexistência dessas incapacidades maioritariamente de origem genética. Garantidamente, a sua ascendência encontra-se livre de problemas de implantação de orelhas, panosteíte, mielopatia degenerativa e insuficiência pancreática exócrina. Apesar de ter sido cruzada com um cão negro, deu à luz uma ninhada totalmente de lobeiros, que nasceram no dia 15 do mês passado e cujo peso médio às 3 semanas era de 2.5kg. Os cachorros mostram-se activos, com um bom impulso ao alimento, passam a vida a ladrar e a guerrear uns com os outros, indícios guerreiros que não escondem a sua propensão para guarda.
Quem desejar adquirir um cão para esse fim ou outros, deverá contactar-nos através deste Blog, que de imediato o poremos em contacto com o seu proprietário e criador da ninhada. Recomendamos estes cachorros porque são naturalmente sérios, seguros e de altíssima qualidade, vindo a merecer do seu criador o maior dos esmeros e cuidados, como atesta a foto que editámos acima. Quem procura qualidade não sairá defraudado e terá um cão útil, activo e saudável por mais tempo. Sim, a Kyra é sem dúvida uma mãe de guerreiros e como tal, uma matriarca como poucas. O anúncio está dado e a qualidade é irrefutável, aguardam-se reservas.

A INSÓLITA NOTÍCIA DA RAINHA, DA MÃE BÊBADA E DO BEBÉ DESNUTRIDO

As agências noticiosas internacionais têm feito eco de uma insólita história, a de um menino de 2 de idade que sobreviveu debaixo dos cuidados de uma cadela chamada “Reina”, que acabou por amamentá-lo mas que infelizmente não conseguiu evitar a sua desnutrição. O caso passou-se no porto de Arica, no Chile, sendo a polícia chamada para resgatar a criança, que de imediato a enviou para um hospital. Chamada a comparecer, a mãe do bebé apresentou-se bêbada diante das autoridades, não sendo detida porque o seu filho “não apresentava sinais ou evidências de maus-tratos”, apesar de subnutrido, estar coberto de piolhos e apresentar várias infecções cutâneas?! Diante de tamanho atentado e ignomínia só nos resta dizer: No comments! PS: Ainda bem que não foi implementada na República Chilena uma campanha de castração das cadelas, porque se assim fosse jamais poderiam valer a alguns bebés famintos!

FAZ-SE DO LADO DE LÁ, PODE FAZER-SE DO LADO DE CÁ

Pelo 4º ano consecutivo, a “Calgary Outdoor Swimming Pool Association” (Associação das Piscinas Exteriores de Calgary), na Cidade de Calgary, Província de Alberta/Canadá, organizou o “Dog Day”, evento que marca o encerramento da temporada balnear e que convida os cães dos seus munícipes a usufruírem de 4 piscinas públicas exteriores de água aquecida naquela cidade. Este ano participaram 300 cães e angariaram-se donativos num montante de 800 Dólares para a “Calgary Humane Society”, uma associação sem fins lucrativos que procura dar um tratamento mais humano aos animais, tendo como mote cinco princípios: compaixão, trabalho de equipa, respeito, integridade e compromisso. Para além do fortalecimento dos vínculos afectivos entre donos e cães que induzem à necessária cumplicidade, muitos cães aprendem ali a nadar correctamente e a livrar-se da hidrofobia, usufruindo de raros momentos lúdicos. Do evento não resultarão danos para a saúde pública, porque as piscinas serão cuidadosamente limpas e higienizadas após o seu encerramento, apresentando-se impecáveis no verão seguinte (há sítios onde vale a pena pagar licença para ter cão!). Se do lado de lá do Atlântico tal é possível, não será fazível do lado de cá? Não nos faltam piscinas desprezadas e campos agrícolas onde fazê-las por meia dúzia de tostões, graças às modernas tecnologias e, devido ao particular do nosso clima, nem precisarão de ser aquecidas, podendo ser usadas por mais tempo. Não haverá por cá ninguém capaz de abraçar um projecto destes ou teremos que mandar vir um canadiano? Temos tudo mas falta-nos o essencial: iniciativa.

ZOEY: UMA NOVIDADE LUTERANA

A Universidade Concórdia de Mequon, no Wisconsin/USA, estabelecimento superior de ensino confessamente luterano, contratou em Janeiro do ano passado um cão de terapia a tempo integral, entendido naquelas paragens como “Comfort Dog”, a Zoey, que se desloca livremente pelas salas de aula, corredores e campos daquela universidade para alegria de alunos e professores, porque coloca um sorriso no rosto de todos e transmite-lhes calma, promovendo com a sua presença o relaxamento que combate o stress, mais-valias necessárias a quem estuda e ensina, não raramente longe de casa. Para além do bem-estar colectivo que tem vindo a proporcionar, a Zoey é também usada no aconselhamento “one-on-one”, porque ao seu lado todos se sentem mais à vontade e de certo modo encorajados.
E como se isto não bastasse, a presença da cadela tem pesado na procura daquela universidade, sendo particularmente estimada pelos caloiros, a quem dá as boas vindas e quem vêem nela um dador de amor profissional (“a professional love giver”). A título de curiosidade e querendo informar, adiantamos que a Zoey foi objecto de 54 semanas de treino para a função. Aconteceu na América, breve acontecerá aqui, porque o uso de cães de terapia nos estabelecimentos de ensino vai acontecendo um pouco por todo o lado. Farão os cães parte da futura reforma do ensino? Há quem diga que sim e exija muito mais, para o tornar menos obsoleto e mais agradável, menos artificial e mais natural, já que o arcaico conceito de “sala de aula” tem vindo a merecer profunda reflexão e mudança. Voltaremos às lições a céu aberto como nos tempos neotestamentários? Sócrates não ensinava filosofia em praça pública? Acerca deste tema, um arquitecto nosso amigo a quem é conhecida rara oportunidade e humor, disse: “a sala de aula está para o aluno como o canil para os cães” (parece que ninguém gosta de estar preso!).

CÃES LEGENDÁRIOS: FANGIO OF THE SPLENDID DOGS

No final da década de 70 do século passado era paticamente imbatível, sendo um dos mais rápidos Whippets de sempre, fazendo jus ao seu nome: “Fangio of the Splendid Dogs”, que lhe adveio de Juan Manuel Fangio Deramo, um piloto argentino de Fórmula 1, que foi Campeão Mundial por cinco vezes, considerado por muitos o maior piloto de automóveis de todos os tempos, tornando famoso o “Ford V8” que conduzia. O nosso Fangio de 4 patas, que tinha cor de gamo, nasceu na Holanda 07 de Março de 1976 e rumou para a Bélgica, vindo a ser um autêntico bólide nas corridas destinadas aos Whippets, vencendo a “Dutch Racing Champion 350m. de 1978”, a “U.I.C.L. Sg. de 1977”, a “European Racing Champion de 1978 e também o “Dutch Derby Winner em 1978”. Estranhamente ou talvez não, era filho de um cão registado com o nome de “Eusébio van Benfica”, baptismo associado sem dúvida a Eusébio da Silva Ferreira, futebolista português de origem moçambicana já falecido e que vestiu o camisola do Benfica entre 1961 e 1975, que impressionou a Europa e o Mundo pelas suas qualidades de goleador. É evidente que o nome não é tudo mas ao que parece ajuda!

OS CÃES TAMBÉM NÃO SE MEDEM AOS PALMOS!

Quem conhece a fundo pinschers, teckels, terriers e alguns poodles, sabe há muito que os cães não se medem aos palmos no que à sua valentia diz respeito. Outro pequeno “grande” cão é o Jack Russel, um valente cujo tamanho e envergadura não denunciam a grande coragem e o valor que ele transporta. Uma cadela desta raça chamada “Mimi”, propriedade de um tal Carmelo Abela, tem feito furor nas redes sociais, porque se joga de altos penhascos para dentro de água atrás seu dono, façanha que só executa com ele e que a tornou popular em Marsaxlokk, uma vila piscatória no sudeste da Ilha de Malta, fustigada pelo “Scirocco”, um vento abrasador oriundo do Saara e historicamente associado à seca (Marsaxlokk fica situada na Baía de Xlokk, no Golfo dello Scirocco).
E como habilidades caninas não faltam por aí (cada dia que passa surge uma nova), o que nos chamou à atenção foi o particular do ensino da cadela, advinda da estratégia seguida pelo seu proprietário para a transformar numa exímia saltadora para a água. Segundo faz saber, tudo se deve primeiro ao amor que o animal tem por ele e depois ao facto de a ter começado a treinar logo a partir dos 4 meses de idade, solicitando-lhe na ocasião saltos de menor altura que gradualmente foram aumentando. Da história da Mimi, conhecida nas redondezas como “o cão saltador”, duas lições devem ser tiradas: primeiro, o ensino de qualquer cão não dispensa a cumplicidade; segundo, a altura ideal para se iniciar o treino canino é aos 4 meses de idade dos cachorros, porque se encontram na idade da cópia e começam a seguir os seus mestres para todo o lado. Conhecedores destes factos, as façanhas desta Jack Russel não nos merecem ou causam qualquer espanto.

PONHAM A SÍRIA NA ORDEM ANTES QUE ELA NOS MATE A TODOS!

Será que estamos à beira do apocalipse? Ou já lá estamos ou falta muito pouco! O que esperarão os Senhores deste Mundo para porem a Síria na ordem: que ela nos mate a todos? A mãe de todas as guerras está à porta e se não for travada, ninguém escapará ileso. Quantas mães terão que sucumbir e perder os seus filhos, quantas crianças terão que dar à praia mortas, quantos terão que morrer para que alguém se mexa? Não terão os Estados Unidos e a Europa meios para resolver o problema sírio? Se a Turquia não serve para a União Europeia, pouco ou nenhum préstimo terá para a solução do conflito, já que mais lhe interessa matar curdos que terroristas, será ela uma aliada ou parte do problema? A solução para a catástrofe humanitária não se resolve com o acolhimento dos refugiados mas com a pacificação dos seus países, para que ali possam viver em segurança, justiça que tarda em acontecer e que os leva a desafiar a morte tanto em terra como no mar. De que estaremos à espera para esmagar os califados do estado islâmico, da vontade dúbia de algum estado muçulmano “amigo”, dominado por dinastias erigidas pela corrupção e sustentadas pelos interesses das nações ocidentais? Que casta de políticos temos hoje? Serão cegos, surdos e mudos ou parte da mesma desgraça? Satisfar-nos-á salvar alguns milhares diante dos milhões que poderão vir a morrer?
Acolher tão grande número de refugiados é uma medida emergente e atabalhoada para a qual a Europa não estava e ainda não está preparada, que possivelmente fará ressuscitar dentro das fronteiras de cada país ódios antigos e que nalguns casos poderá levar a conflitos e convulsões sociais graves, que poderão a breve trecho pôr nações aparentemente estáveis a “ferro e fogo”, enfraquecendo-as até se tornarem vulneráveis e presa fácil às mãos de outras que, menos humanitárias e solidárias, espreitam acoitadas a oportunidade para alcançarem o poder. Para todos os efeitos, para o melhor e para o pior, a Europa está em queda e a ser gradualmente colonizada por quem não soube erigir e conservar a paz nos seus países de origem, plebe que por si mesma é um foco de instabilidade e menos apta para aceitar os valores culturais que nos trouxeram a prosperidade, e caso ela acabe, seremos todos refugiados. Com a guerra à porta, parece que em vão fomos combater para longe.
Dir-se-á que a Europa está a pagar pelo que fez, enquanto metrópole dos grandes impérios intercontinentais do passado recente, o que a ninguém parece suscitar dúvidas, mas render-nos-emos diante deste ajuste contas? Esconder-nos-emos debaixo da cama á espera duma solução milagrosa? Se no passado optámos pela instabilidade para podemos governar sobre os demais, é chegada a altura de nos emendarmos, de lutarmos pela reposição da estabilidade nos países que explorámos arbitrariamente, de levar a paz onde guerreámos e de ajudar onde surripiámos, libertando-os da tirania que impede o seu desenvolvimento e auxiliando-os economicamente, nem que para isso tenhamos que pegar em armas para derrotar os terroristas que os assolam, cuja prática é assassina e fratricida e que têm como divertimento a destruição do património colectivo da humanidade, encapuçados em crenças que apenas cativam outros de igual calibre. Diante do actual panorama parecem não existir dúvidas: só teremos comida à mesa se matarmos a fome na casa dos outros, o que já está acontecer quando dividimos o que temos com aqueles nos chegam.
Acolher os refugiados, apesar de lícito e obrigatório, não é solução bastante, porque apenas se atenuam os efeitos e não se combatem as causas, esforço que para além de inglório é hipócrita, porque deixamos que uns morram para depois darmos as boas-vindas aos que sobrevivem. Há que “pegar o touro pelos cornos” e combater por toda a parte o terrorismo e os terroristas até que as suas armas se calem, o seu domínio desapareça e deles não reste memória, para que o seu extermínio resulte em vida e a paz possa ser finalmente alcançada para todos. E neste sentido, pacificar a Síria é trazer a paz ao mundo, objectivo nunca conseguido, cada vez mais difícil de alcançar, quiçá impossível. Ao invés, ignorar o problema sírio só fará eclodir outros idênticos, o que dificultará ainda mais a solução e fará aumentar drasticamente o número de vítimas ali, aqui e em qualquer lugar. Mexer no mundo muçulmano é como brincar com um barril de pólvora, porque de tolerante não tem nada e de conciliador muito menos, devido às suas facções, multivariedade étnica e presença de minorias religiosas, factores geralmente associados a ódios antigos que podem a explodir a qualquer momento. Nações com estas características, visando o seu próprio bem-estar e o de todos, dificilmente poderão ser entregues a si próprias, devendo ser objecto de uma semiautonomia que possibilite a arbitragem internacional, enquanto garante da igualdade de direitos e deveres para todos, o que a acontecer evitaria guerras, banhos de sangue, assassinatos, refugiados e genocídios, porque quem se suicida e mata o seu semelhante para ir ter com 70 virgens no paraíso, dificilmente abraçará aqui a desejável fraternidade universal que nos traz a paz.

TROPELIAS JUVENIS: BRINCAR COM O ASCO DOS OUTROS

Muçulmanos e proprietários caninos não morrem de amor uns pelos outros, porque os primeiros consideram os cães animais impuros e por consequência também os seus donos, por coabitarem com eles dentro de casa, mostrando-se enojados quando obrigados a cruzar-se com um binómio nos espaços públicos. Quando há essa possibilidade, os seguidores do islão arredam passo e procuram um caminho alternativo, e quando não, dão a volta mais larga em marcha acelerada, não se escusando alguns a vociferar comentários só entendíveis pela mímica que os reforça, sendo nisto os homens piores que as mulheres. Por sua vez, mercê da aversão manifesta nestes rituais, donos e cães nutrem o mesmo sentimento pelos muçulmanos mais radicais, desejando ambos rasgar-lhes as vestes, parceria que julgamos não ser difícil de acontecer.
E como falta à mocidade a experiência de vida e a cautela doutras idades, alguns jovens proprietários caninos dedicam-se a escandalizar os muçulmanos que avistam, mais pelo gozo que lhes dá do que por outra razão qualquer, porque fariam exactamente o mesmo a outros iguais, caso se comportassem do mesmo modo. Assim, quando chegam a um jardim e os bancos encontram-se todos ocupados, procuram neles a presença de um incauto muçulmano, fazendo roçar os seus cães nas pernas do desgraçado, que de imediato abandonará aquele lugar, vituperando e deixando o lugar vago. Outros há que, vendo um muçulmano isolado no caminho (geralmente as mulheres guardam uma distância considerável dos maridos), poem-se deliberadamente a correr com os seus cães como se intentassem persegui-lo, fazendo-lhe inesperadas e ousadas tangentes. Por razões óbvias, exceptuando os muçulmanos asiáticos e os subsaarianos, os outros são unicamente diferenciados pelo seu modo de trajar e comportamento social. Felizmente estamos a reportar-nos a casos isolados, já que a esmagadora maioria da população é afável e tolerante com os estrangeiros, independentemente da estranheza dos seus comportamentos, trajes ou costumes. Condenando obviamente estes actos mas conhecedores das suas causas, sabemos que pessoas e cães estão melhor no mundo cristão, por ser mais tolerante e menos retrógrado, mais complacente e menos executório. 

QUAL SERÁ O MOTIVO (XLI):

O “Ice” é um Pastor Suíço com 3 meses e meio de idade, muito activo e brincalhão que passa os dias no quintal, mas que à noite persiste em dormir debaixo da cama dos donos, facto que não lhes agrada e leva-os a supor ser o cão impróprio para guarda, objectivo que presidiu à sua compra e que parece contrário ao seu comportamento, uma vez que não se cala enquanto não lhe abrirem a porta do quintal. Porque se comportará assim? Hipótese “A”: Porque é medricas, está muito mimado e mal acostumado. Hipótese “B”: Porque a sua idade não lhe permite dormir em segurança no quintal. Hipótese “C”: Porque acusa o frio durante a noite. Hipótese “D”: Porque é filho de cães de exposição e impróprio para ficar na rua. Hipótese “E”: Porque é por natureza um chantagista. Para a semana indicaremos qual a hipótese certa e cá estaremos com um novo caso.

SOLUÇÃO DA EDIÇÃO ANTERIOR

A hipótese certa para esta rubrica da semana anterior é a Hipótese “E”: O dono é polícia e está colocado naquela esquadra. A hipótese “A” não espelha o comportamento tipo do Cão de Água Português, que é naturalmente afável, avesso a inimizades com estranhos e pouco dado a policiamentos. E mesmo que o cão fosse uma excepção à regra, o peso dos seus 10 anos desmotivá-lo-ia para isso, o que torna fictícia esta hipótese. Também a hipótese “B” deverá ser descartada, porque caso o cão estivesse abandonado, há muito teria sido removido da porta da esquadra, atendendo às leis em vigor. A hipótese “C” é falsa porque desconsidera o particular etário do cão e a sua menor propensão para o exercício físico constante. A timidez do animal jamais o faria acompanhar os polícias, porque estes agentes da autoridade, quando em serviço, têm responsabilidades que se reflectem numa mímica própria e que dificilmente cativa um cão á deriva ou a deambular pelas ruas. Assim, também a hipótese “D” deverá ser desconsiderada.

RANKING SEMANAL DOS TEXTOS MAIS LIDOS

O Ranking semanal dos textos mais lidos ficou assim distribuído:
1º _ O CÃO LOBEIRO: UM SILVESTRE ENTRE NÓS, editado em 26/10/2009
2º _ ÉTICA ESCOLAR NA ACENDURA BRAVA, editado em 04/02/2015
3º _ CADERNO DE ENSINO: XXIX. TIRAR O MEDO AOS TIROS OU PREPARAR O CÃO PARA OS DISPAROS, editado em 23/09/2010
4º _ PASTOR ALEMÃO X MALINOIS: VANTAGENS E DESVANTAGENS, editado em 15/06/2011
5º _ A CURVA DE CRESCIMENTO DAS DIVERSAS LINHAS DO PASTOR ALEMÃO, editado em 29/08/2013
6º _ OS 6 ESTÁGIOS DO CPA NO MUNDO E ENTRE NÓS, editado em 02/09/2015
7º _ UM PERDE O AMIGO E OUTRO FICA SEM DEUS, editado em 02/09/2015
8º _ O SONHO DO LUPINO PORTUGUÊS E O PERRO LOBO MALLORCAN, editado a 18/08/2015
9º _ COM UM CÃO PELA ESTRADA FORA: A HISTÓRIA DA SENHORA QUE APARECE E DESAPARECE, editado em 02/09/2015
10º _ O CÃO JOVEM (DOS 7 AOS 18 MESES): DA PUBERDADE À MAIORIDADE, editado em 26/10/2009