domingo, 14 de junho de 2015

SOLUÇÃO DA SEMANA ANTERIOR

A hipótese certa para esta rubrica da semana passada é a Hipótese “C”: Alguma ave está a fazer o ninho na varanda ou no beiral do telhado. A Hipótese “A” não deverá ser considerada porque é desmentida pelo texto, pois se a varanda está virada a Sul, o calor far-se-á sentir ali com maior intensidade. Dificilmente o cão se interessaria por uma cadela no exterior com o cio, muito menos quanto encerrado em casa, porque segundo texto adianta, ele é castrado, o que torna pouco provável a Hipótese “B”. Também a hipótese “D” carece de fundamento, uma vez que nunca permitiram ao cão ir para a varanda e jamais reagiria alvoraçado por causa dumas simples ervas. A Hipótese “E” é fantasiosa e não deverá ser considerada.

RANKING SEMANAL DOS TEXTOS MAIS LIDOS

O Ranking semanal dos textos mais lidos ficou assim ordenado:
1º _ O CÃO LOBEIRO: UM SILVESTRE ENTRE NÓS, editado em 26/10/2009
2º _ PASTOR ALEMÃO X MALINOIS: VANTAGENS E DESVANTAGENS, editado em 15/062011
3º _ O CÃO JOVEM (DOS 7 AOS 18 MESES): DA PUBERDADE À MAIORIDADE, editado em 26/10/2009
4º _ NOVO BINÓMIO: MÁRIO/PIN, editado em 07/06/2015
5º _ DE ABRIL A SETEMBRO COM O PULVERIZADOR ÀS COSTAS, editado em 07/06/2015
6º _ NO COMMENTS, editado em 07/06/2015
7º _ HÁ QUE SALVAGUARDAR AS DIFERENÇAS MAS NÃO EXCLUIR NINGUÉM!, editado em 07/06/2015
8º _ A CURVA DE CRESCIMENTO DAS DIFERENTES LINHAS DO PASTOR ALEMÃO, editado em 29/08/2013
9º _ ONDE É QUE EU JÁ VISTO?, editado em 07/06/2015
10º _ TREINO, TEMPERATURA E HUMIDADE, editado em 27/04/2009 

TOP 10 SEMANAL DE LEITORES POR PAÍS

O TOP 10 semanal de leitores por país ficou assim escalonado:
1º Portugal, 2º Brasil, 3º Estados Unidos, 4º Alemanha 5º Reino Unido, 6º Suíça, 7º Moçambique, 8º Rússia, 9º República Checa e 10º Bélgica.

domingo, 7 de junho de 2015

HÁ QUE SALVAGUARDAR AS DIFERENÇAS MAS NÃO EXCLUIR NINGUÉM!

Aludindo à necessidade e especificidade do ofício, um Treinador de Cães vê-se obrigado à transmissão de uma mensagem clara para os seus instruendos. Permitam-nos que estabeleçamos a diferença entre ele, uma dama e um diplomata, servindo-nos de um original que desconhecemos e que adaptámos: A dama, quando diz “não”, significa “talvez”; quando diz “talvez”, significa “sim”; e quando diz “sim”, não é uma dama. O diplomata, quando diz “sim”, significa “talvez”; quando diz “talvez”, significa “não”; e quando diz “não”, não é um diplomata. O treinador de cães, quando diz “sim”, significa “sim”; quando diz “não”, significa “não”; e quando diz “talvez”…não é um treinador de cães. Nada disto impede que que as damas venham a ser excelentes adestradoras, que os diplomatas sejam bem-vindos e que os adestradores sejam diplomatas, porque o adestramento é uma prática útil e salutar, cabendo aos seus agentes (adestradores e praticantes) estendê-lo ao maior número de pessoas possível.

UMAS MARTELADAS NÃO CHEGARAM PARA EVITAR UMA PERNA AMPUTADA

Não sabemos quem nos disse e em que país isso se passa, latitude onde só os pobres são condenados à morte, sendo maioritariamente negros e hispânicos. Seja ele qual for, uma coisa é certa: faz vista grossa à Declaração Universal dos Direitos Humanos, ainda que diga observá-la e reclame o seu cumprimento na terra dos outros, porque combater a violência com a violência é tornar a autoridade assassina e transformar os criminosos em vítimas, perpetuar conflitos cuja solução se encontra para além do uso da força e que se mantêm por causa dela. Mas não foi isso o que passou em Rosettenville/Johannesburg, na África do Sul, muito embora o sucedido tenha contornos igualmente sórdidos e manifestamente fratricidas. Uma menina de 9 anos de idade, a frequentar o 4º ano do ensino básico, depois de terminadas as aulas, dirigiu-se para casa, uma pequena habitação situada no quintal doutra maior, onde vive com os pais, ao que tudo leva a crer por troca de serviços, cujo proprietário tem dois cães, normalmente encerrados na garagem, mas não naquele dia. Ao chegar a casa, a menina negra foi atacada violentamente pelos dois cães (um deles é o da foto abaixo), acabando por lhe ser amputada uma perna neste último Domingo, segundo notícia da Netwerk24.
O ataque daqueles cães não teve consequências ainda piores porque um vizinho, munido de um martelo, lançou-se sobre eles em socorro da criança, acção que também não o deixou ileso, saindo da contenda mordido no pescoço. De acordo com as declarações prestadas pelo pai da criança, caso o vizinho não tivesse actuado, os cães teriam acabado com ela. Ainda segundo o pai da criança, o proprietário dos cães e alguns polícias que assistiram a tudo, nem sequer chamaram uma ambulância. Haveria de ser ele, quase duas horas depois do incidente, que ao chegar a casa, levaria a filha para o hospital, encontrando-a deitada e imóvel, a sangrar e queixar-se de dores e de frio. A menina acabou por dar entrada no Chris Hani Baragwanath Hospital, onde foi ligada a um ventilador com uma grave infecção na perna direita, vindo os seus rins a colapsar. Ainda permanece em estado grave naquela unidade hospitalar.
Contrariamente ao que dizem os proprietários dos cães, os animais ainda não foram removidos do local, sendo vistos ali no último Sábado por várias testemunhas, facto comprovado pela polícia que diz não ter qualquer registo de remoção de cães naquela área (Rosettenville), polícia que se nega a comentar o caso, por não se encontrar ainda arquivado. A história indigna-nos, revolta-nos e causa-nos calafrios, faz-nos temer que episódios destes possam vir a ocorrer aqui, particularmente no interior do País, no dito Portugal profundo, onde os Centros de Saúde não param de fechar, como já fecharam algumas Escolas, Repartições de Finanças e Tribunais. Urge ensinar aos nossos concidadãos medidas preventivas contra os ataques dos cães perigosos, dar-lhes subsídios para que possam defender-se e escapar ilesos, protegendo assim as suas crianças. Quem nos bater à porta não sairá de mãos a abanar, para isso estamos cá, prontos para elucidar e ajudar, mediante o conhecimento e experiência que adquirimos na reeducação canina ao longo de décadas.

ENTRE A NAVALHA DO CAPADOR, O EUTASIL E GUANGXI

Este ano, como sempre acontece, no dia do Solstício de Verão no Hemisfério Norte (21 de Julho), vai realizar-se na China, mais propriamente em GuangXi, o tradicional Festival Gastronómico da Carne de Cão, ocasião em que são abatidos em média 10.000 cães para o efeito, “iguaria” muito apreciada naquelas paragens (será que vão lá estar alguns suíços?). Como já aconteceu em anos anteriores, os protestos chovem de toda a parte, inclusive de dentro da própria China, para que aquele Festival não se realize, porque nem todos os chineses gostam ou são obrigados a comer carne de cão, devido à sua multivariedade cultural, havendo muitos que abominam tal prática e consumo e muitos outros que procuram no lobo familiar as vitaminas, proteínas e minerais que ele tem para oferecer, na impossibilidade de se valerem doutras carnes, já que o elementar arroz não os comporta. Adiantamos desde já que somos contra tal festival, que nos revolta e enoja, sentindo-nos ainda mais transtornados quando vimos crianças com fome e em que circunstâncias vivem certos povos no Mundo, diante dos nossos olhos e perante a nossa impotência, dramas tantas e tantas vezes indiferentes a quem ama os seus pets e cujo mundo acaba nas quatro paredes do seu aconchego.
É natural e compreensível que nos revoltemos contra festivais deste género, porque somos duma cultura diferente, temos os cães noutra consideração e usamo-los para outros fins. Contudo, falta-nos autoridade moral para o fazermos, uma vez que entendemos a castração como sinónimo de bem-estar nestes animais, abandonamos todos os anos milhares deles e abatemos anualmente cerca de 100.000 nos canis terminais municipais, número dez vezes maior que o destinado ao abate em GuangXi. É estranho mas é verdade: mais depressa solucionamos os problemas alheios que os nossos! Como poderemos ser arautos do bem-estar canino além-fronteiras, se não somos exemplo para ninguém? Somente através da máxima: “faz o que te digo e não olhes para aquilo que eu faço”. O trabalho em falta envergonha-nos e torna-nos hipócritas. Não será mais fácil resolver o problema entre 10 milhões de pessoas do que entre mais de um bilião? Pode ser que os chineses resolvam primeiro os problemas relativos aos cães do que nós, a quem se reconhece haver em cada cabeça uma sentença. Curiosamente, o território chinês é cerca de 108 vezes maior que Portugal. E como o peso das decisões se encontra sujeito a conjecturas políticas ou ao peso da política alicerçado na economia, após o forte e mui desejado investimento chinês em Terras Lusas, haverá algum governante português capaz de sugerir às autoridades chinesas que acabem com o Festival de GuangXi? Não será o dinheiro o melhor dos subsídios para a aceitação das diferenças culturais? Se continuarmos como até aqui, seremos como aqueles cães que ladram mas não mordem, o que pode ser traduzido por “povo de brandos costumes”, rotineiramente inconsequente.
É uma obrigação para os que entre nós gostam de cães, lutar pela aprovação de leis que mais penalizem os donos que os animais, sanções e penas mais duras para aqueles que os abandonam, cadastrar e exigir maior fiscalização sobre os proprietários caninos e lutar pela abolição da pena de morte nos canis terminais municipais, o que já acontece na vizinha Espanha, nos municípios de Madrid, porque a castração não resolve o problema do abandono (basta reparar no número crescente de associações que se dedicam a recolha de animais), e o recurso ao “Eutasil” não é solução mas uma prática criminosa. E como primeiro temos que arrumar a casa, este é o nosso combate e nisto estaremos outra uma vez a dar novos mundos ao Mundo. Até lá, deixem os chineses em paz, porque eles matam os cães e comem-nos (ao que tudo em indica, breve deixarão de fazê-lo, como já acontece na Coreia), nós matamo-los só para nos livrarmos deles, morte inglória e sem qualquer préstimo, ignomínia que nos compromete e que não esconde velhos costumes bárbaros e despóticos ainda em uso nos nossos dias.
É evidente que lutar pelos direitos dos animais é fazê-lo aqui e em toda a parte, não porque está na moda ou fica bem, mas resulta gratuito quando exigimos dos outros aquilo que não cumprimos ou sobre o qual fazemos vista grossa, quer por conveniência quer por comodismo. Já assinámos uma das petições contra o Festival Gastronómico de GuangXi, mas antes e depois dele continuaremos a denunciar os abusos aqui perpetrados contra os animais domésticos, particularmente sobre os cães, que sendo muitos, não se rementem unicamente ao abandono, aos maus tratos e ao genocídio. Nas vésperas do dia primeiro de Julho próximo, os chineses da região autónoma Zhuang abaterão 10.000 cães para consumo e os portugueses abaterão 8.200 para não serem incomodados. Quem será mais bárbaro? Segundo o que a BBC tornou público, 259.200 crianças morrem mensalmente de fome no Mundo, 6 a cada minuto, uma a cada 10 segundos! Se não nos importa a morte dos nossos semelhantes, menos nos importará o desaparecimento de outras espécies. Não deveremos desligar-nos do socorro mútuo e ligar-nos somente ao socorro dos animais, a menos que queiramos entregar o mundo aos cães e levá-los ao poder, o que para alguns insanos até não seria mau de todo. Não raramente, a pretexto de uma causa justa, as mais inocentes campanhas, para além de servirem de trampolim para alguns, visam desviar-nos a atenção, sendo manobras políticas ao serviço de velhos interesses. Gostar de animais é gostar primeiro das pessoas, por causa delas treinamos cães, a seu rogo e para seu auxílio. Deus nos conserve a razão, o bom senso e a clarividência!

ONDE É QUE EU JÁ VI ISTO?

Comecemos pela história, segundo a conta o Mirror. Lá para o Município de Aberystwyth, no País de Gales, um adolescente de 17 anos de idade foi mordido por um Border Collie preto e branco, que se encontrava solto, ao passar defronte duma propriedade onde o animal estava alojado. Do incidente não resultaram sérios danos no agredido, que apenas ficou com a perna inchada e algumas dores, sintomas que desapareceram rapidamente pela administração de antibióticos que lhe receitaram no hospital. Como apresentou queixa na polícia, e aqui é quem vem a novidade, os dirigentes locais daquela corporação entenderam fazer uma sessão de identificação de suspeitos, muito em voga nos States com humanos, quando importa que as testemunhas ou vítimas identifiquem os criminosos, dispondo lado a lado vários cães para que o jovem lhes indicasse qual deles era o agressor. Uma vez identificado o cão e o seu proprietário, o caso foi levado a tribunal, porque o rapaz adiantava ter ficado com medo de sair à rua (malandreco!).
Veio a saber-se que o Border foi treinado para salvamento e recebeu treino de obediência, nunca tendo manifestado quaisquer sinais de agressividade. Ficou provado que o animal saía amiúde da Quinta que o albergava para perseguir viaturas e morder em pneus, factos que contribuíram para responsabilizar e condenar o seu proprietário pelo incidente e que o obrigaram ao pagamento de 725 Libras (988.90€) para satisfação de multas, compensações e custos judiciais. Apesar de ter dito que não, o rapazola não terá provocado o cão? Nunca saberemos, porque o cão não fala e nada pode argumentar em sua defesa! Resta ainda saber se os cães expostos para identificação eram todos idênticos ou diferentes. Entretanto, desejamos rápidas melhoras ao adolescente, que perante um ataque tão bárbaro, irá necessitar no mínimo de apoio psicológico e quiçá psiquiátrico. Lembramos mais uma vez aos nossos leitores que são obrigados a sair à rua com os seus cães atrelados, que o montante das nossas multas não fica atrás do verificado nas Ilhas britânicas e que há gente que sempre engorda com o descuido dos outros, que aguarda ocasião para chatear e receber alguns cruzados (euros). 

BULL TERRIER: UM GLADIADOR AO SERVIÇO DA PAZ

Alguém já disse que as escolas caninas andam cheias de “roscas” e “chouriços”, numa alusão à presente proliferação de rafeiros e à novidade dos Dachshunds, Buldogues Franceses e Bull Terriers, já que os “baixotes” estão na moda, substituindo nas fileiras escolares os antigos, tenebrosos e espadaúdos guardiões do passado recente. Vamos hoje falar sucintamente sobre o Bull Terrier que tem merecido a preferência de muitas famílias portuguesas, naquilo que o distingue dos outros cães do mesmo grupo ou com apresentação semelhante, considerando as suas mais-valias, limitações e o tipo de parceria que oferece. Comparativamente, ele é mais interactivo, menos independente, teimoso e explosivo que o Dachshund, mais introvertido e menos brincalhão que o Buldogue Francês, patenteando um comportamento, quando seguro e alegre, muito próximo ao encontrado nos terriers de maior porte, simultaneamente autónomo e carente, ainda que por vezes mais soturno.
Os Bull Terriers Miniatura são levados da breca, mais briguentos, instáveis e provocadores do que os seus congéneres maiores, exigindo uma liderança inquestionável e decidida dos seus donos, que terão que optar pela sua precoce sociabilização e não se abster do exercício da disciplina, no são equilíbrio entre o cumprimento e a recompensa, porque não deixam de ser tremendamente afectivos. Quanto à história e aos mitos ligados ao Bull Terrier há que dizer que “a montanha pariu um rato”, que o cão actual pouco ou nada tem a ver com os seus ancestrais lutadores, com os cães de arena por detrás da sua formação, que a selecção operada garantiu a morfologia e suprimiu o ímpeto, transformando este cão num dócil e excelente mascote pràs famílias, talvez para desencanto ou desgosto daqueles que esperavam fazer dele uma arma secreta, como substituto dos cães hoje indexados na lista dos perigosos.
A predominância da cor branca, pese embora os problemas a ela associados, maioritariamente alergias várias, surdez e problemas de pele, tanto nesta como noutras raças, acabou por dotar a Bull Terrier de uma maior capacidade de aprendizagem, ao melhorar significativamente o seu impulso ao conhecimento, que no início do Séc. XX era sofrível pela excessiva carga instintiva, menos valia responsável por uma menor curiosidade e desejo de autonomia que obstavam a uma verdadeira parceria, necessitando a sua capacidade de aprendizagem de ser reavaliada, porque o valor que lhe foi atribuído encontra-se alguns furos abaixo do seu actual potencial.
Atleticamente falando, não é um cão de grandes performances, capaz de se interessar naturalmente por obstáculos artificiais, porque apesar de ter um campo visual excelente ou se calhar por causa disso, tende a abordá-los mediante o olfacto, conservando o nariz bem abaixo da linha de transposição, o que obrigará os seus condutores à repetição das vozes de introdução e não dispensará o seu condicionamento mecânico. Menos farejador que o Dachshund mas com instinto de presa superior, usa primeiro a visão e depois a audição na procura do dono, desusando o faro nessa busca, impropriedade que deverá ser ultrapassa pela prática da pistagem logo aos 4 meses de idade. Este pequeno cão de olhos triangulares conserva hábitos e progressões típicos dos cães de toca, perseguindo em qualquer terreno animais substancialmente maiores, tendo especial predilecção pelos que se encontram acoitados ou no subsolo. Necessita de treinar a capacidade de marcha, porque o trote é o seu andamento preferencial, transitando dele instantaneamente para o galope, visando a sua resistência e prontidão. Esta capacitação jamais será possível sem o contributo da sua memória afectiva, sem o subsídio do reforço positivo, pois contrariado tende à letargia.
A sua rara visão permite-lhe obedecer a grandes distâncias e detectar objectos longínquos, mesmo que parcialmente escondidos ou camuflados e a sua observação é quase imperceptível. Será na obediência que mais se evidenciará, porque é fiel e muito dedicado aos donos, não é dado a chiliques, não se intimida facilmente, é autoconfiante, suporta bem o frenesim à sua volta e mantem-se sereno quando isolado ou entregue a si próprio, até que o dono retorne ou o chame. Devido ao seu particular morfológico tende a atrasar-se no “junto”, obrigando os seus condutores ao incentivo e ao diálogo constantes. É melhor na obediência estática do que na dinâmica, sendo muito fácil ensinar-lhe os comandos de imobilização (quieto, alto, senta, deita, morto, etc.), não obstante ser hábil no chantagear dos donos, adquirindo posturas de submissão que partem qualquer coração. É naturalmente impoluto e incorruptível, tirando e conservando lições fornecidas pelas experiências negativas, o que é primordial para a sua salvaguarda e controlo.
Como é mais resistente à dor do que o comum dos cães, também porque é paciente e fiel, suporta com mais facilidade as diabruras das crianças, optando por “apagar-se” perante os seus exageros, manha que as fará desinteressar-se dele. É naturalmente asseado, sossegado, raramente ladra, o seu caminhar é quase inaudível e sente-se bem dentro de um apartamento, predicados que muito têm contribuído para a sua procura. Adapta-se bem à novidade de transportes, não treme nas alturas e aprende facilmente a subir escadas. Infelizmente a raça não é muito resistente (os seus ritmos vitais são por vezes elevados) e não tem, quando comparada com outras do seu tamanho, uma esperança de vida por aí além. A adição da cor operada no início do Séc. XX, maioritariamente proveniente do Staffordshire Bull Terrier, veio minorar os problemas dos exemplares brancos sem agravar o seu comportamento, devido à predominância do branco, à filosofia de se criar um cão para acompanhar cavalheiros e não um lutador de rua como havia sido no passado (outras raças com os mesmos ascendentes viriam a evoluir no sentido contrário).
Como cão de status que é, o Bull Terrier de origem europeia é um animal dócil, fácil de travar amizades e bem comportado, que até passaria despercebido não fora o seu focinho acarneirado (em forma de ovo), com uma silhueta um tanto ou quanto bizarra e por vezes cómica, um terrier distinto dos demais e nalguns casos diametralmente oposto, um cão mais para se ter do que para se usado, de olhar minúsculo, parado, intrigante, ao mesmo tempo profundo e inexpressivo. Decididamente um cão para quem não quer ter problemas ou quer acautelá-los. Resta dizer que o Bull Terrier não olha a meios para que os seus donos se sintam felizes, adoptando para o efeito posturas dignas de um genuíno bobo da corte, sendo ao mesmo tempo hábil em se fazer desentendido e teimoso se lho consentirem.
Ainda subsistem alguns exemplares menos simpáticos e agressivos, produto de selecções descuidadas ou intencionais num retorno inequívoco aos cães do Séc. XIX, que felizmente são raros, assim como gente que instiga e usa os seus Bull Terriers para fins não-humanitários e hoje considerados criminosos, plebe indigente que, dada aos jogos de sorte e azar, condena os seus cães à morte.

NOVO BINÓMIO: MÁRIO/PIN

Ingressou recentemente nas nossas fileiras um novo binómio, o constituído pelo Mário e o Pin. O dono é chegado ao pára-quedismo e aplicado na cinotecnia, o cão adora-o, é um Bull Terrier de 21 meses, muito alegre e brincalhão, que assimila sem dificuldades tudo o que lhe é ensinado. Este binómio tem evoluído de modo extraordinário, surpreendendo tudo e todos, levando de vencida as metas e objectivos de cada aula, numa evolução alegre e descontraída mas ao mesmo tempo rigorosa. Desejamos para ambos avidez de conhecimento, mais progresso e as maiores felicidades, que a sua parceria em tudo saia vencedora e que ultrapassem sem maiores percalços os desafios que terão pela frente. 

O ROBINSON DA MORTE AGRIDOCE

À falta de melhor, todas as agências noticiosas que têm uma secção destinada aos animais de companhia valem-se do caso de John Robinson, um americano até aqui ignoto de North Park/San Diego/Califórnia, que farto de ver o seu jardim emporcalhado e destroçado pelos cães da vizinhança, optou por uma solução engenhosa para acabar com os abusos, polvilhando a relva do seu jardim com pedaços de chocolate, medida bastante para pôr de sobreaviso os descuidados proprietários caninos ao seu redor, que inconformados e temendo pela saúde dos seus cães, porque sabem que o chocolate lhes pode ser fatal, chamaram e apresentaram queixa na Polícia (San Diego County Animal Control and the San Diego Police Department). No meio disto tudo, o bom do Johnnie, que não deu a cara, acabou por ir parar à televisão, sendo entrevistado pela NBC 7 onde teve ocasião de mostrar o seu desagrado com a vizinhança e os seus cães. Coboiadas da Califórnia que me fazem lembrar uma cantilena de miúdo: “Ò Susana, não penses mais em mim/ que eu vou para a Califórnia/ tocar o bandolim (já não me lembro da segunda estrofe, mas penso que seria menos recomendável ou algo adulterada). E como todas as mortes são amargas, mesmo com chocolate (só não o sendo na pena dos dramaturgos ou na inspiração dos poetas), acautele-se e valha ao seu cão: não o solte sem primeiro se certificar da inexistência de perigos ou engodos que lhe possam ser lesivos ou fatais.

ELES TERÃO FUTURO!

Os veterinários que de ora avante se dedicarem à ortopedia terão o futuro garantido e o grosso dos seus clientes serão Border Collies, porque o desempenho físico destes cães é extraordinário, todos os dias se transcendem e diariamente sujeitam-nos a exercícios físicos cada vez mais arriscados e lesivos para a sua saúde, muitas vezes sem aquecimento prévio, unicamente para gaudio dos seus proprietários ou condutores que vibram com as suas impensáveis piruetas no ar e demais habilidades nunca vistas, lembrando a agilidade dos gatos, de quem se diz terem sete vidas. E como nem os cães nem os gatos as têm (como seria bom que as tivessem!), o assombro do presente reverter-se-á nas mazelas do futuro, porque há um limite para tudo e os proprietários citadinos dos Borders intentam o conhecer o dos seus cães da pior maneira possível. Oxalá assim não suceda e o bom senso permaneça.

DE ABRIL A SETEMBRO COM O PULVERIZADOR ÀS COSTAS

Por força da missão que aceitámos, lembramos o histórico e mui proveitoso “Almanaque Borda D’Água”. Todos os anos homens e cães apanham a febre da carraça nos meses de Abril a Setembro, ainda que o seu número seja reduzidíssimo, boas notícias para a esmagadora maioria da população e um autêntico martírio para quem a contrai, acontecendo com mais frequência nos indivíduos até aos 15 anos de idade, ainda que o número de carraças infectadas pela doença seja quase sem significado quando comparado com o seu grosso. A melhor maneira para combater a doença é a sua prevenção, que deve abranger tanto os cães quanto as pessoas à sua volta, porque as carraças (carrapatos no Brasil) procuram hospedar-se preferencialmente nos roedores e nos cães, saltando deles para nós. No que aos cães diz respeito, é obrigatório o uso conjunto das pipetas e das coleiras antiparasitas na Primavera e no Verão, que segundo a nossa experiência deverão ser trocadas entre os 30 e 45 dias, particularmente nos anos mais quentes, quando as temperaturas excedem os 30º celsius, até porque a vacina à disposição no mercado não é 100% eficaz, não combate todos agentes infecciosos e destina-se especificamente ao combate da babesiose canina.
E porque nem todos sabem quais os sintomas da febre da carraça nos humanos, adiantamos que eles só serão perceptíveis e visíveis uma semana depois da picada da carraça infectada, consistindo em febre, dores musculares e de cabeça, enjoo, vómitos e perda de apetite, aparecendo depois manchas e pápulas que se espalham pelo corpo todo, tanto nas palmas das mãos como nas plantas dos pés, para além da marca da carraça. Se porventura encontrar alguma no seu filho, noutra criança ou num adulto, não entre em pânico e proceda à sua extracção, porque só uma percentagem reduzida destes parasitas se encontra infectada (só deverá procurar o médico se surgirem queixas ou sinais de doença). Na extracção da carraça, quer ela se encontre em pessoas ou animais e se use uma um pinça ou os dedos, o parasita deverá ser arrancado o mais rente à pele possível, podendo usar-se acetona para facilitar a extracção, que só deverá acontecer depois de se rodar a carraça ¼ de volta, para que saia inteira e não deixe as suas pinças na pele do hospedeiro. Depois de retirar o parasita, porque ele continua vivo, esborrache-o contra uma superfície dura e regular com um pau ou uma pedra (há quem faça isso usando a unha do polegar como quem mata pulgas). Caso use os dedos na extracção, não se esqueça de lavar muito bem as mãos.
O diagnóstico da febre da carraça nos cães baseia-se na sintomologia apresentada pelos animais doentes, considerando a época do ano e o histórico de infestação por carraças. Porém, o diagnóstico específico do agente ou agentes envolvidos exige que sejam feitas análises ao sangue do cão em laboratórios especializados. Para além da identificação do microrganismo, considerando a terapêutica e a evolução do processo, convém fazer em simultâneo hemogramas aos cães para se proceder à contagem das suas células sanguíneas. Quanto aos sintomas, a doença pode evoluir de modos diferentes, estando já descritas as suas formas agudas, subclínicas e crónicas. Apesar da febre da carraça não escolher sexo, idade e raça, subsiste uma maior susceptibilidade nalgumas raças para desenvolverem uma forma crónica mais grave, sendo o Pastor Alemão um dos infelizes comtemplados. Por outro lado, a variabilidade da sintomatologia está associada a muitos factores diferentes, incluindo a espécie do agente, a competência do sistema imunitário do animal e a existência de outras infecções em simultâneo (vários agentes da “febre da carraça” ao mesmo tempo ou a presença de outras doenças como a leishmaniose).
Na fase aguda da doença, com uma duração de 1 a 4 semanas, período decorrente entre a incubação e a apresentação dos primeiros sintomas, quando ainda é possível encontrar carraças nos cães, os sintomas são pouco específicos e podem incluir febre, falta de apetite, perca de peso moderada, depressão e anemia (associada ou não ao aumento dos gânglios linfáticos). Alguns cães poderão ainda apresentar tendência para hemorragias nasais e a formação de hematomas de dimensão variável, na pele, nas mucosas da boca e nos órgãos genitais. Por vezes também podem ser observadas diversas alterações oculares, tais como: corrimento ocular, a inflamação da íris, opacidade da córnea ou hemorragia no interior do globo ocular, bem como sintomatologia nervosa, manifesta em convulsões, paralisias e alterações na locomoção. Na fase subclínica, que é a que ocorre após a resolução dos sintomas da fase anterior e que pode durar de 40 dias a vários anos, apesar da ausência de sintomas nos cães, as análises sanguíneas de alguns deles ainda poderão apresentar alterações moderadas. A fase crónica que ocorre entre os cães cujo sistema imunitário não funciona plenamente, é um caso muito agudo e a pior das três fases, porque geralmente implica em perca de peso crónica, fraqueza, depressão, febre, inchaço dos membros posteriores e palidez acentuada, que é reflexo de anemia grave. Para além da anemia, os cães a braços com a fase crónica da doença, apresentam contagens de glóbulos brancos muito baixas, o que irá facilitar-lhes a contracção doutras infecções. Grande número de cães nestas circunstâncias coxearão para sempre, por via da artrite que se fará presente nas suas articulações. Contudo, a doença tem tratamento e quanto mais cedo for detectada melhor.
Como se depreende, o combate às carraças deverá ser uma luta sem tréguas e a melhor arma será a prevenção, para que não se hospedem em nós, nos nossos cães ou ao nosso redor. Assim, para quem vive em moradias cercadas de mato ou floresta, também para quem tem currais por perto, ratazanas, coelhos bravos ou ovelhas a pastar, havendo essa possibilidade, deverá cortar o mato 2m antes dos limites da propriedade e pulverizar o solo com “pecusanol” semanalmente, assim como borrifar os troncos das árvores dentro desse perímetro. Caso o clima desses ecossistemas seja por demais húmido, a pulverização deverá acontecer de 3 em 3 dias e perto das 11 horas da manhã, para se operar a fixação dos resíduos sólidos do produto. E isto durante a Primavera e o Verão. Mas como nem sempre é possível mexer na terra dos outros, trate de pulverizar todos os muros da sua propriedade, nas suas faces internas e externas, proceda à limpeza do seu jardim e livre-o de fetos, da torga (urze) e demais vegetação espontânea, evite ter arbustos encostados aos muros e não consinta que os seus cães descansem, defequem ou urinem junto deles. O rosmaninho, o alecrim, o manjerico, o jasmim e o “cestrum nocturno” (dama da noite), são barreiras naturais contra o avanço destes parasitas, pelo que deverão ser dispostos na frente dos canis, excepção feita à “dama da noite”, que deverá distar deles 5m por ser tóxica. Escusado será dizer, caso tenha canis, que as suas paredes, tectos e telhados deverão também ser pulverizados, sem os cães lá dentro e só lá entrando depois do produto se encontrar seco. Comedouros e bebedouros deverão ser retirados ou hermeticamente isolados.
Como não temos especial predilecção pelo “pecusanol”, não nos pagam para isso e parece ter desaparecido do mercado, ainda que sempre nos tenhamos dado bem com ele, consulte o seu veterinário acerca do produto mais indicado, provavelmente menos tóxico e de maior duração. Com os cães protegidos, os donos precavidos e os quintais higienizados, as carraças não terão qualquer hipótese.

QUEM DIRIA!

Nas grandes cidades, por cá e por esse mundo fora, as pessoas que saem do seu trabalho à noite ou de madrugada sabem que não estão sós, porque sempre encontram alguém na rua a passear o seu cão, o que lhes diminui o temor e fá-las sentir mais seguras. É comum verem-se binómios em trânsito tão tarde como às 2 horas da manhã ou tão cedo como às 5, o que provavelmente tem vindo a evitar a ocorrência de vários crimes, contribuindo o hábito dos proprietários caninos para a segurança de pessoas e bens. Já havia pensado nisto? Se trabalha por turnos, é frequentador das “nights” ou namora pelos jardins, está podre de saber e já foi surpreendido por encontros destes. Assim, o período que vai das 2 às 5 horas da madrugada é o mais propício para a prática do crime, porque não se avista vivalma. Há que agradecer aos “tontos” que não prescindem da companhia dos cães e saem com eles à rua, a qualquer hora do dia ou da noite.

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Palavras para quê? É um caniche!

QUAL SERÁ O MOTIVO (XXXI)?

O “Vadász” (lê-se vôdáze) é um Vizsla com 3 anos de idade, castrado, que vive dentro de casa, porque os seus donos consideram-no uma verdadeiro diamante e não faz disparates dentro do lar, permanecendo atrás da porta quando só ou junto dos donos quando regressam a casa. Ultimamente, com a vinda da Primavera, tem andado alvoraçado, empoleirando-se nas vidraças a Sul que dão para a varanda, depois parece escutar algo e finalmente fareja as frinchas da porta. Ele nunca se interessou pela varanda e os seus donos nunca o deixaram ir para lá, temendo que algum vizinho lhe desse comida indevidamente. Porque se comportará assim? Hipótese “A”: Está a acusar o calor e a precisar de refrescar-se. Hipótese “B”: Anda excitado porque a cadela da rua em frente está com o cio. Hipótese “C”: Alguma ave está a fazer o ninho na varanda ou no beiral do telhado. Hipótese “D”: Porque deseja comer as ervas que estão nos vasos da varanda. Hipótese “E”: Porque vê pelas vidraças as gaivotas a voar e tenta caçá-las. Para a semana cá estaremos com outro caso e adiantaremos qual a hipótese certa.

SOLUÇÃO DA SEMANA ANTERIOR

A hipótese certa para esta rubrica da semana anterior é a Hipótese “E”: Porque as ratazanas têm túneis por debaixo do canteiro e ele quer dar-lhes caça. A Hipótese “A” é totalmente descabida, porque nenhuma cadela mantém o cio durante 3 meses. Se há bichos que os cães detestam são as formigas, porque os picam e incomodam, o que torna a Hipótese “B” falsa. Como os melros não fazem os ninhos no chão mas em videiras, arbustos e árvores, a Hipótese “C” não pode ser considerada. A presença de ervas da sua preferência não fixaria o cão naquele canteiro por tanto tempo e de modo continuado, pelo que a Hipótese “D” deverá ser descartada.

VALHA-NOS DEUS QUE SÓ SE FALA DE JESUS!

Jorge Jesus, treinador de futebol, cometeu um crime “lesa-majestade”, trocou o Benfica pelo Sporting e em Portugal não se fala doutra coisa, como se só o futebol importasse e o futuro do País pudesse esperar. Assuntos importantes como o das escutas telefónicas, do acolhimento de novos emigrantes (que nos será imposto pela CEE) e do mais que possível corte nas pensões passaram para segundo plano. Decididamente Portugal não pode ser levado a sério, pelo menos por agora, enquanto a ignorância popular for uma instituição e o tribalismo não sucumbir. Com o País de tanga, a imprensa esgota-se na procura de novos desenvolvimentos do caso, os canais televisivos dedicam-lhe emissões especiais e abrem debates públicos sobre a charada (por via telefónica e a 60 cêntimos por minuto + IVA), bastante concorridos por desempregados, reformados e tolos de toda a sorte. E pelo que se ouve, toda a gente entende de futebol, apesar dele ser agora dominado e comentado por advogados (os mesmos para quem a política tem sido uma autêntica Santa Casa da Misericórdia) já que gente fina é outra loiça e os investimentos feitos neste desporto não são para brincadeiras, merecendo ser acautelados. Futebol e política confundem-se de tal maneira que não se sabe onde começa um e acaba o outro, até porque da política ascende-se ao futebol e vice-versa. Diante deste panorama facilmente se compreende, aquilata e explica a qualidade dos nossos políticos: afectos ao clubismo e indiferentes ao bem-estar colectivo.
Objectivamente quem é Jorge Jesus e porque merece tamanho destaque? Consta que o futebol não tem para ele segredos, que subiu na carreira a pulso, que é chegado à família, que valoriza jogadores e alcança títulos, apesar de bronco, de se exceder amiúde, de ser malcriado, mestre nas calinadas gramaticais e evidenciar uma mímica rasca e por isso reprovável, condições mais do que suficientes para que amanhã (não lhe estamos a desejar a morte) vá também parar ao Panteão Nacional. Não é o cidadão Jorge Jesus que é grande, grande é a ignorância popular que levanta tais messias, que suportando derrotas consecutivas surge à tona de água com vitórias extemporâneas, como se o futebol resolvesse os nossos problemas e que cada um necessitasse, à falta de melhor, de morrer com a euforia de um golo. Mal, muito mal vai o País, quando adia o seu futuro e vive de ilusões. Provavelmente está e continuará “fora de jogo”! Será eliminado? O futebol tem destas coisas e as nações? 

CRÓNICAS DE SHEFFIELD: UM CARRINHO IGUAL AOS OUTROS

Tudo vai bem com a Joana, o João e o Radar. À Joana não lhe falta trabalho, o João sente-se perfeitamente integrado e o Radar nunca comeu tanto, pelo que a estadia em terras inglesas está ser bastante proveitosa. Novidades, novidades… só a compra de um carro inglês (parece-nos um jipe), uma aventura que não dispensa a prática de circular pela esquerda com o volante à direita, o que nas palavras da Joana “tem sido um desafio maior que o previsto”. O nosso amigo Radar já adoptou alguns hábitos ingleses e como tal, vira-se de “papo para o ar” quando o Sol aparece.
A Joana completou no passado dia 28 de Maio trinta e duas primaveras, data saudosa para alguns e de má memória para outros, já come melhor e gradualmente vai largando os exageros vegetarianos, porque doutra forma mal se aguentaria em Inglaterra e com o personal trainer, considerando o clima daquelas paragens e o exercício que lhe é solicitado. Retornará em breve a Portugal, onde irá ser madrinha de um rebento a quem foi dado o nome de Vasco, segundo os preceitos ancestrais e ainda em uso da Fé Católica. Depois disso rumará para África em trabalho, provavelmente para um PALOP banhado pelo Oceano Índico (isto de ser engenheira florestal e trabalhar para organismos internacionais tem destas coisas). Se este ano realizarmos o nosso tradicional acampamento anual e tudo indica que sim, certamente contaremos com a sua colaboração e presença. E de Sheffield é tudo!

RANKING SEMANAL DOS TEXTOS MAIS LIDOS

O Ranking semanal dos textos mais lidos ficou assim ordenado:
1º _ PASTOR ALEMÃO X MALINOIS: VANTAGENS E DESVANTAGENS, editado em 15/06/2011
2º _ QUAL SERÁ O MOTIVO (XXX)?, editado em 31/05/2015
3º _ O MELHOR E O PIOR DO PASTOR SUÍÇO: ANÁLISE MORFOLÓGICA E FUNCIONAL, editado em 21/06/2011
4º _ A CURVA DE CRESCIMENTO DAS DIFERENTES LINHAS DO PASTOR ALEMÃO, editado em 28/08/2013
5º _ TOP 10 SEMANAL DE LEITORES POR PAÍS, editado em 31/05/2015
6º _ SEM RODEIOS: O MAU HÁBITO DE BATER, editado em 31/05/2015
7º _ O CÃO JOVEM (DOS 7 AOS 18 MESES: DA PUBERDADE À MAIORIDADE, editado em 26/10/2009
8º _ SERÁ A RESISTÊNCIA À DOR A FAZER A DIFERENÇA, editado em 31/05/2015
9º _ CÃO: O AGENTE PERSUASIVO, editado em 31/05/2015
10º _ SERÁ O BOERBOEL UMA BESTA APOCALÍPTICA?, editado em 02/05/2015

TOP 10 SEMANAL DE LEITORES POR PAÍS

O TOP 10 semanal de leitores por país ficou assim escalonado:
1º Portugal, 2º Brasil, 3º Estados Unidos, 4º Reino Unido, 5º Alemanha, 6º Irlanda, 7º Suíça, 8º México, 9º Ucrânia e 10º França.