terça-feira, 5 de julho de 2011

SÃO AS CADELAS DELA (DA LILIANA) E ESTÁ TUDO DITO!

As cadelas da Liliana, a Kaya e a Kelly, são únicas entre nós, porque são irrequietas, provocam algazarra e estão constantemente a ladrar. Enquanto os outros cães dormem ou permanecem quietos e calados, logo elas se fazem ouvir de forma estrondosa, a qualquer hora do dia ou da noite, em diferentes locais ou em diversas circunstâncias. A Kaya está a mudar o comportamento e breve a Kelly seguir-lhe-á o exemplo. Se por acaso virem em Lisboa um Fiat 500 vermelho, conduzido por uma jovem e com dois cães barulhentos atrás, podem ter a certeza que se trata da Liliana e das suas cadelas. A irreverência das três traz alegria à Escola e prima pela diferença. Aqui na fotografia aparecem mudas e quedas, numa aparência bem distante da sua realidade. Estarão cansadas ou a posar para o boneco?

WALKÜREN AUF DEM SCHLACHTFELD

As valquírias captadas pela imagem não são servas de Odin, não têm nomes como Brynhild, Herfjotur, Svana ou Gunnr, não vieram escolher os bravos caídos e levá-los para o Valhala, são condutoras caninas e abraçaram o combate, uma como líder e a outra como figurante, respectivamente a Célia e a Mª João, uma esteticista e a outra arquitecta. Os simulacros têm destas coisas e quem quer ser lobo… tem que lhe vestir a pele! As senhoras mostraram-se à altura e cumpriram as suas incumbências e objectivos, entendendo o treino como rigor e dando o máximo de si próprias. Com mulheres assim, os homens que se cuidem!

MASTER: O REGRESSO DO BOM GIGANTE

O CPA Master, agora com sete anos de idade, é oriundo da última ninhada produzida pela Acendura Brava, que não foi registada no LOP porque foi tirada a partir da infusão do factor branco a 1/8, segundo o propósito do retorno aos cães do início do Sec.XX. É um cão grande (mede 68 cm e pesa 40 kg), possui um forte impulso ao conhecimento, é extremamente equilibrado, denota uma certa aristocracia (será da transferência física e anímica do dono para o cão?), mostrou-se um companheiro ideal e participou nas brincadeiras das crianças.
Rijo nos ataques, cioso dos seus pertences e dos valores do dono, acabou por mostrar também a sua outra faceta, a de protector da criançada, com quem conviveu e aturou as suas madurezas, tal qual bom gigante de uma fábula inesquecível. Vimo-lo correr entre os pequenos e a nadar com eles, como se os conhecesse desde sempre e fizessem parte do seu agregado familiar. Há cães assim e o Master é mostra disso.

A IMPORTÂNCIA DA POLICROMIA LOCAL PRÒ POLICIAMENTO CANINO

Um dos itens a não desprezar na instalação do cão guardião é a policromia das cores do local a policiar, porque o cão deverá ver tudo e não ser visto. Para que isso aconteça é necessário garantir a sua camuflagem, harmonizar a sua pelagem com a do ambiente à sua volta. Se não houver esse cuidado e a silhueta do animal for por demais visível, o policiamento canino poderá resultar ineficaz e a eliminação do cão vir a acontecer sem maiores dificuldades. A foto acima adianta o casamento perfeito entre o cão e o local, condição indispensável para a segurança do guardião e daqueles que nele confiam.

TIRO E DESARME

Foi desta que eliminámos o medo dos tiros, porque os associámos ao ataque lançado. Somente um cão terá que retornar à primeira fase e merecer outros cuidados. Daqui para a frente evoluiremos para o contra-ataque armado e apostaremos no desarme do agressor. Os tiros foram dados em diferentes momentos e culminaram no momento exacto da captura. Ninguém largou a manga e até houve bichos que tentaram abocanhar os invólucros.

ACAMPAMENTO NAS TERRAS DE D. JORDÃO

D. Jordão, um nobre francês provavelmente proveniente da Aquitânia, da região entre os Pirinéus, o Sèvres, o rio Loire e o mar, integrou-se na Segunda Cruzada e acabou por participar na tomada de Lisboa aos mouros em 1147, ajudando assim D. Afonso Henriques nessa conquista. Graças a essa participação e à sua amizade com D. Lourenço Vicente, tornou-se no primeiro donatário da Lourinhã, privilégio alcançado em 1157 e confirmado por carta do 1º Rei dos Portugueses em Março de 1160. Acampámos na Lourinhã, nas terras de D. Jordão, debaixo da coordenação do Monitor Tiago Soares, na Casa da Várzea, propriedade do Sr. Dr. Zé Gabriel, nos dias 1, 2 e 3 do corrente mês. O objectivo principal desta deslocação foi o do robustecimento dos cães destinados à guarda. Em paralelo e como subsídio, desenvolvemos outras disciplinas e levámos a cabo duas aulas teóricas. As crianças usufruíram da piscina e o grupo escolar primou pelo companheirismo. O carácter dos guardiões saiu robustecido e o pessoal da cozinha excedeu todas as expectativas. Parabéns ao Rodrigo Coito, porque pela primeira vez conseguiu concluir 14 km de marcha sem interrupções. A segurança do acampamento decorreu sem novidades e o mérito também se deveu ao Rui Meneses, que mais uma vez desempenhou o cargo de Chefe de Segurança de forma irrepreensível. O Flick levou de vencida o medo aos tiros e o Francisco comportou-se à altura. A Kaya fez o seu primeiro ataque lançado e a Mª João Lobo serviu de cobaia, para além de motorista de dia e responsável pelo pão matinal. A Fátima mostrou as suas qualidades culinárias e o Master encantou. Um bom acampamento!

PERFEIÇÃO E ESPELHO DE SOLO

Neste II Acampamento de Verão dedicámos algum tempo à correcção dos automatismos de imobilização, valendo-nos para isso do concurso ao Espelho de Solo. Desenhámo-lo com fita de pintor sobre a tijoleira adjacente à piscina que colocaram à nossa disposição. A marcação coube à Joana e todos os binómios ali se exercitaram, eliminando erros, corrigindo posturas e encontrando soluções, desnudando dessa forma incorrecções, vícios e menos valias, não raramente ligados a uma sofrível mão de condução. Ao compreenderem a natureza dos seus erros, todos melhoraram o seu desempenho. Para a histórica fica a imagem

O QUE QUERES SER, QUANDO FORES GRANDE?

A Carolina e a Sancha fizeram do acampamento uma rara ocasião para a brincadeira, dificilmente pararam quietas e a piscina acabou por seduzi-las. Tagarelaram que se fartaram (e aos outros também), inventaram jogos, trocaram de papéis e imaginaram-se gente grande, tal qual miúdos a aprenderem a ser homens. Numa rara ocasião de sossego, ouviu-se uma pergunta: “O que queres ser, quando fores grande?” Queira Deus que venham a ser bem sucedidas, que o futuro lhes sorria e que em tudo venham a ser vitoriosas. Da nossa parte tudo faremos para que isso aconteça.

O “JOGO DO MOTIM”: JOANA À ÁGUA!

Sempre tentamos dar um carácter lúdico às nossas actividades, para que a concentração aumente e a boa disposição se faça presente. Desta vez optámos pelo “jogo do motim” e dividimos a classe excursionista em três grupos, procedendo à eleição de um líder em cada um deles, como se de uma tripulação marítima se tratasse. Foi-lhes entregue um questionário com 100 perguntas, segundo as disciplinas ou complementos curriculares que ensinamos (10), e estabelecemos que a equipa que mais errasse, veria o seu capitão jogado à água, borda fora. O menor aproveitamento foi de 87% e duas equipas ficaram empatadas, ainda que por lapso de alguém, fosse surripiado um ponto à equipa capitaneada pela Joana Moura, o que a condenou a um banho forçado. A imagem captou esse momento e a justiça à Joana não tardará!

QUEM DISSE QUE ELES NÃO NOS ENTENDEM?

Graças às características do CPA Black, um cachorro muito especial, o Rui Meneses está a aprender o rito da comunicação interespécies. O mestre canino é de primeira e o dono está a esmerar-se. Dentro em breve terão um entendimento quase perfeito ou autêntico, baseado na mímica e quase telepático. Vale a pena observar a expressão do cachorro. Saberá alguém o que estava a sugerir ou a tentar compreender? Estamos convencidos que a reacção surgiu como resposta a um estímulo.

PREPARADOS!

O momento que antecede os ataques lançados lembra o silêncio e a expectativa que antecedem a trovoada, os cães permanecem quietos e calados, tensos e concentrados, olham todos na mesma direcção e aguardam o surgimento do figurante. Depois…é a trovoada, o ladrar acutilante e alucinante que a todos contagia. A objectiva da Ana Costa captou um desses momentos de suspense e sente-se que alguma coisa paira no ar.

SUPER-MÃE, COZINHEIRA, CONDUTORA, ESTUDANTE E GUARDA

Carregou literalmente dois filhos às costas, aceitou a incumbência da cozinha, participou em todos os eventos do acampamento, fez-se presente nas aulas teóricas e ainda realizou o seu turno de vigilância durante a noite com o CPA Igor. Apraz-nos soltar um velho slogan televisivo: “palavras para quê, é um artista português!” Estamos a falar da Célia Coito, uma jovem mulher incansável, que abraça causas e que se dedica à família, uma “acendra” com letras maiúsculas e uma super-mãe. Só um coração generoso poderia suportar tanto. Com justiça, vale a pena desejar-lhe o dobro daquilo que ela nos tem dado.

A FÁTIMA DOS MILAGRES

Operada a um carcinoma por debaixo do olho esquerdo e com meia cara tapada, 24 horas depois, a Fátima fez-se presente no acampamento, onde labutou na equipa de cozinha e participou na passeata nocturna de 14 quilómetros, acompanhando o Jorge que conduzia a CPA Brownie. Dormiu na tenda e fez petiscos, ajudou os mais atribulados, irradiou disponibilidade e simpatia: uma convalescença em cheio! Se de Fátima vêm milagres, a nossa acabou por realizar um!

TRABALHO E DESCRIÇÃO

A Ana Costa é um elemento neutro esquecido pelas câmaras dos nossos fotógrafos, uma pessoa discreta que evita o protagonismo e tenta passar despercebida. Apesar da sua incansável labuta, raramente damos pela sua presença e nos lembramos dela, como se estivesse ausente, formasse à parte ou pertencesse a outro filme. Talvez não seja fotogénica, pessoa de grandes palavras e gestos, mas dignifica o que faz, sempre traz consigo uma palavra amiga (ainda que tímida) e não foge ao trabalho. Trabalhou muito neste acampamento, secundando o Rui e valendo ao Black, saltou para a cozinha e socorreu-nos, dedicou especial atenção às crianças e nunca lhe ouvimos qualquer queixume. Mais uma vez, a sua participação iria ser ignorada, não fosse a Célia ter reconhecido o seu trabalho. Se a Acendura está cá para servir, então a Ana, melhor do que ninguém, encarna esse espírito e toma-o como modo de vida. É preciso estar atento para valorizar a humildade, especialmente quando não esquecemos quem nos atormenta e ignoramos quem nos serve. Ana, aceita a nossa homenagem e não cores, é de ti que estamos a falar e és digna do nosso louvor. Obrigado.

UMA LOBA NA TERRA DE OUTRA

Protegida pela manga e munida de uma pistola de alarme de 8mm, a Mª João Costa Lobo fez-se aos cães com bravura, tal qual loba acossada por uma matilha, a lutar para se manter de pé. A adrenalina foi muita e os cães inebriaram-se com ela, o Flick, o Nick e o Yoshi investiram duramente, os cachorros seguiram-lhes o exemplo e a João transfigurou-se. No meio da contenda deu algumas gatilhadas, mas aceitou de peito firme as investidas de que foi alvo (e não foram assim tão poucas). À pretensa loba da Lourinhã, a Acendura juntou mais outra, esta de nome e de alma, e não foi preciso chamar a banda para tocar ao bicho, coisa acontecida quando a histórica loba, afinal uma cadela CPA, foi abatida e se mandou chamar a banda, que devido ao logro e indevidamente, ficou conhecida pela “banda do toca ao bicho”. Por causa disso e até hoje, os lourinhanenese não querem ouvir falar na loba e muito menos ver assim tratada a sua banda. Bicho por bicho, afortunadamente, os dinossauros vieram em seu socorro. Há sempre alguém que escreve direito por linhas tortas!

FASHION AND GLAMOUR

Fomos nós, os portugueses, que ensinámos os ingleses a beber chá, mas o chá que aqui trataremos é aquele ligado à classe, à descrição e às boas maneiras, que normalmente vem de berço e pode ser aperfeiçoado ao longo da vida. Tal é o caso do Dr. Zé Gabriel, nosso aluno e condutor do CPA Master, um amigo que possui um carisma muito próprio e que embeleza as nossas realizações. Mais uma vez fez-se presente e vemo-lo a preparar-se para um ataque lançado, numa postura serena, como quem sabe o que quer e para o que vai. Graças a ele, o II Acampamento de Verão da Acendura foi possível, disponibilizando de imediato as suas instalações na Casa da Várzea, local do nosso apreço e que reúne todas as condições para a excursão. Para além dos nossos agradecimentos, queremos felicitar este nosso amigo pelo zelo dedicado ao Master, agora na meia-idade e nem por isso menos radioso. Desejamos para ambos as maiores felicidades e longevidade, que permaneçam entre nós por muito tempo e que emprestem ao que fazemos o brilho que necessitamos. Parabéns e obrigado!

VIGÍLIA NOCTURNA: LAÇOS AFECTIVOS E REFORÇO POLICIAL

Para que servem os nossos acampamentos? O que procuramos neles? Porque fazemos vigílias nocturnas? Como as perguntas são pertinentes, importa dar-lhes resposta. Os nossos acampamentos servem para manter o espírito de grupo e coesão entre os condutores da nossa Escola, escalonando-os de acordo com a sua importância e mais-valia, para aumentar a autonomia da classe escolar e realçar o contributo de cada binómio. Para além deste enquadramento, procura-se o reforço dos laços afectivos binomiais pela comunhão de vida, já que durante a realização destes eventos cães e homens dormem lado a lado, constituem-se em equipa e abraçam novos desafios num território que lhes é estranho, instituindo assim a aceitação da liderança como resposta natural.
As vigílias nocturnas, normalmente designadas como serviço de protecção e segurança, são turnos de sentinela binomiais com uma duração de duas horas, normalmente em dois locais diferentes: um ao acampamento propriamente dito e outro ao parque automóvel (local reservado para o parqueamento das viaturas dos participantes no evento). Procura-se o reforço policial canino e um melhor conhecimento do animal por parte do dono, benefícios que geralmente acontecem e que accionam nos cães, de modo mais célere e pronto, os seus mecanismos de alerta e protecção, mercê da supremacia sensorial sobre o particular da noite. Ainda empreendemos uma caminhada geral nocturna para o aumento dos indíces policiais, geralmente em locais ermos, mal iluminados e distantes das povoações, a altas horas e por diferentes trilhos. Como resultado de tudo isto, os cães saiem mais fortes e os donos mais seguros.

O NINHO E O ATIRADOR

O Yoshi não gosta de disparos e vemo-lo a sair do ninho para o contra-ataque, furioso e ávido de desarmar o intruso. O gesto do cão faz lembrar o antigo manual do combatente, o relativo às tácticas de infantaria no que se refere aos ninhos de atiradores. A disciplina de guarda estabelece uma clara diferença entre esconderijo e ninho de um cão, sendo o primeiro destinado à ocultação do animal e o segundo ao seu ponto de vigia. Neste caso, as palmeiras derrubadas serviram o segundo propósito e possibilitaram uma foto de rara beleza, desnudando o preparo do cão e a sua intensidade.

UM JOVEM TRANSMONTANO NA PÁTRIA DO CARACOL SALOIO

O Francisco Marques é um jovem que vive num concelho saloio e que adora Pastores Alemães. Neste momento tem dois: o Nick e Lara. É descendente de transmontanos e isso está-lhe na alma e na cara. Tudo faz para participar nas nossas actividades e aplica-se nas lições, é educado e disciplinado, pontual e oportuno. Aqui descobriu uma amiga: a Liliana Reis, companheira de brincadeiras nos momentos de lazer. Breve vai começar o treino da Lara, uma cachorra CPA preto-afogueada, filha do Rocky e da Teka. Apesar das suas poucas primaveras (12), ele tem demonstrado uma responsabilidade acima dessa idade e tem trabalhado de igual para igual com os adultos, sendo por tudo isso a nossa coqueluche e objecto do maior dos nossos cuidados. Todos o adoram e ele é merecedor do apreço que lhe dedicam, porque quer aprender, mostra disponibilidade e não nos cria qualquer entrave. Vemo-lo aqui com o Nick, que o vê como um deus e o maior dos seus bens, protegendo-o contra tudo e contra todos.

A ACENDURA NO JORNAL FONTE NOVA DE PORTALEGRE

A passagem da Acendura por Portalegre foi assinalada pelo jornal Fonte Nova, que lhe dedicou ¼ da sua última página do Nº 1831, de Terça-Feira, dia 26/06/2011. Agradecemos à Direcção daquele Semanário da Região de Portalegre o interesse que nos dispensou, desejando-lhe a continuação do bom trabalho jornalístico, importante para a região e que a liga aos centros urbanos e a todas as partes do País, tanto pela notícia quanto pelo esclarecimento. Bem-Haja.