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Exactamente como nas revoluções, onde sempre acontece a subversão dos ideais face à realidade económica, também na cinotecnia grande é a dificuldade na transição do conceito para a prática, até porque o ideal acaba por chocar com o conveniente ou o fazível pelos operadores, muitas vezes atribulados pelas suas menos valias, sujeitos ao calendário e escravos das suas tendências hereditárias, quer elas sejam de origem genética ou cultural. Nunca se viu como até agora tanto estrangulador de bicos, o que não deixa de causar rara estranheza, uma vez que a selecção belicista dos cães tende a desaparecer e os animais são cada vez mais dóceis, factores directamente relacionados com as leis relativas aos cães perigosos em voga na Europa. Por onde anda a excelência da técnica? Será que necessita de ser reinventada?
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