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Os brinquedos à disposição no mercado são versões optimizadas (industriais) dos desenvolvidos por adestradores conceituados, têm propósitos definidos e procuram diferentes capacitações. A maioria dos retalhistas e dos proprietários de cães, porque ignora as suas vantagens, acaba por desprezar um sem número deles de reconhecida utilidade. Apesar de cada brinquedo ter um propósito, nenhum deles é válido sem o contributo do dono, porque ele é para ambos e de nada vale quando arremessado simplesmente para o canil, porque o cão não aprende sozinho e não dispensa a mestria da liderança. E neste sentido o brinquedo é um veículo de comunicação, obrigando ambos ao uso da regra e ao aprendizado constante do dono. Sim, os donos necessitam de aprender a usar os brinquedos e a tirar deles o melhor rendimento.
Como existem brinquedos específicos para cada disciplina cinotécnica, nenhuma delas subsiste em qualidade sem o seu concurso, porque possibilitam o treino para as acções reais e induzem ao crescendo operativo, dispensando a coerção e evitando maiores surpresas. Dito isto, apraz-nos dizer: o melhor cão de guarda não é aquele que ataca à dentada, mas aquele que acciona, substitui ou complementa determinados mecanismos de segurança. Os brinquedos não são veleidades, mas um caso sério, porque ninguém os pode dispensar face à exigível sobrevivência canina.
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